## Edward PDV ##

Depois de conversar com meus irmãos, fui ver Bella. Deixei Hazel aos cuidados deles e me mandei. Aquele garoto parecia uma sombra. Saltei sua janela e me deparei com uma reunião no quarto dela. Na qual Angie e James pareciam participar.

- Hey.
- Nossa Edward, já inventaram a porta, sabia? Pular janela é coisa do passado amigo...

James não perdia nunca a oportunidade. Impressionante.

- Não me amole James... e além do mais, eu não pulo. Eu salto.

Ele riu da minha cara, mas eu ignorei e beijei Bella.

- Podemos dar uma palavrinha a sós?

Frisei bem o "a sós" na cara de barata branca. Ele pareceu não se importar.

- Vou deixá-los sozinhos... vem James?
- Depois eu vou An.
- An? Você diminuiu o apelido Angie para An?

Bella parecia irritada com aquilo. Qual o problema? Não entendi, assim como barata branca também boiou.

- O que que tem isso?
- Não é legal, apenas An... não gostei.
- Edward, por que ela voltou tão chata dessa viagem?
- James, me pergunto porque você ainda está aqui. Quero falar com Bella. Eu e ela, entendeu?
- Sobre nós? Porque se tem a ver com vampiros, eu quero ouvir.
- Mas eu não quero que você ouça. Agora se me der licença...

Ele deitou na porra da cama. Que cara mais chiclete! Depois então pensei... talvez eu pudesse tirar proveito disso. James podia ser mais um aliado, certo?

- Que se foda! Quer ouvir? Ok. Mas vai ter ajudar.
- Edward... do que você está falando?

Bella me olhava com um ponto de interrogação no rosto. Peguei seu braço e fiz ela sentar na cama.

- Lestat me ligou.
- Ah, em falar em Lestat, você é louco em ter levado-a lá...
- Dá para calar a porra da boca James?
- Ok. Não está mais aqui quem falou.

Mas ele estava. E continuava. Contei até dez e continuei.

- Então... ele ligou para me avisar de um problema.
- Qual?
- Uma caçadora de recompensas está vindo atrás de Hazel.

Barata branca levantou da cama num pulo.

- Epa! Peraí. Volte essa história. Quem é Hazel e quem é a caçadora? Você sabe que caçadores de recompensas não são nada legais, né?
- Hazel é um vampiro de 8 anos.

Ele virou para olhar Bella e me olhou sorrindo.

- Então a estressadinha aqui não estava mentindo?

Como é que é? Bella contou para James sobre Hazel? Ok, depois eu penso nisso...

- Não mentiu.
- Ele se alimentava mesmo do sangue do Príncipe?
- Sim.
- Que foda!
- Posso continuar James?
- Claro Cu! Quem é a caçadora? Sabe o nome?
- Jane Donovan.
- Se fudeu Edward...

## Bella PDV ##

Como assim? James conhecia essa tal de Jane?

- Será que alguém pode me explicar melhor? Eu não estou a par das amiguinhas de vocês...
- De amiga ela não tem nada Bella. Jane é uma mulher que todos evitam.

James me respondeu meio que sorrindo. Ironia? Não entendi.

- Ela é feia?
- Não Bells, ela é perigosa.
- Ah.

Edward franziu a testa e começou a me explicar algumas coisas.

- Só encontrei-a uma vez em toda minha vida, e posso dizer que não foi nada agradável.
- Eu já vi Jane várias vezes por aí... nunca sofri nada, mas sei de pessoas que vou te falar... não resistiram não...

Não resistiram? Era uma mulher ou um Alien?

- Estou boiando...
- Bells, Jane é uma vampira com um poder... bem peculiar. Ela pode entrar na sua mente e te fazer sofrer. Muito.
- Mas como?
- Ela te manda... uns pensamentos bem dolorosos. É difícl de explicar... só entende perfeitamente, quem sente.

Eu realmente não gostaria de entender então, porque só a explicação de Edward me deu calafrios.

- E o que ela quer com Hazel? Ele é só uma criança!
- Dinheiro.

James respondeu rápido.

- Dinheiro? Ela pretende então pedir resgate ao Lestat?
- Lestat? Claro que não...

Não entendi o por que James disse isso, mas então Edward me explicou melhor.

- Se Jane pegar Hazel, ela vai vendê-lo no mercado negro.
- Uma criança imortal... ela nunca mais precisaria voltar a trabalhar com o dinheiro que ganharia com ele...

James complementou o que Edward disse, enquanto via os dois franzindo a teste de preocupação.

- Mercado negro?
- Ela pega Hazel e oferece a bilionários que dariam tudo para ter alguém como ele. Nenhum de nós faz idéia do que Hazel é capaz de fazer... ainda por cima tendo tomado o sangue do Lestat por tanto tempo. E ela provavelmente descobriu isso.

Eu sentei na cama para poder assimilar todas essas informações. Uma vampira potencialmente perigosa, vindo atrás de Hazel. Em Forks. Super! Eu sabia que algo de ruim iria acontecer quando senti o calafrio no banho...

- Ele... tem como se defender dela?
- Não sei. Mas nós podemos.
- Podemos?

James pareceu não acreditar na confiança de Edward.

- Eu posso. Você eu não sei.
- Vai se ferrar Cu!
- Edward... e como seria isso?
- Eu não sei ainda Bells, tenho que pensar em algumas coisas. No momento, eu estou com fome. Acho que vou dar uma saída e volto mais tarde, ok?
- Eu também estou com fome. Mas de carne humana. Angieee!

OMG. Quase vomitei quando James saiu gritando por minha amiga pelo corredor da casa.

- Ok... vai lá... eu espero você mais tarde então.

Nos beijamos e ele saltou. Fui deitar quando o vi entrar no carro e ir embora.

## Edward PDV ##

- Jasper, estou indo para casa e queria que deixassem Hazel arrumado. Vou levá-lo para sua primeira caça.
- Oh. Bem, Hazel não está em casa.

Hein? Não estava em casa?

- Explique-me.
- Ele saiu com Emmet.

Ah não. O que meu irmão imbecil ia fazer com o garoto? Ou bem... o que Hazel ia fazer com meu irmão imbecil. Era mais fácil pensar na segunda hipótese. Pisei fundo para esperá-los em casa. Cheguei jogando a chave em cima da mesa e gritando por Alice. A baixinha apareceu no alto da escada.

- Está tudo bem Edward... nenhum cadáver recente em Forks.
- Não tem graça Alice. Como você deixa Emmet sair sozinho com ele? Nem eu conheço-o direito ainda...

Ela sorriu.

- Oh Edward... talvez Emmet o conheça melhor do que você.

Eu percebi ela olhando por trás de mim e me virei para a porta. Eu não estava vendo isso. Eu não estava. Sim, eu estava. Eu via Emmet de terno preto e óculos escuros. E eu via Hazel de terno preto e óculos escuros.

- Irmãos gêmeos?
- Gostou Edward? Levei o pequeno aqui para fazer umas comprinhas...
- Ficou louco Emmet?
- Edward, o tio Emmet não fez por mal. E eu gostei de ver as gatas do shopping!

Céus! Dois Emmet's na minha vida, eu não iria agüentar.

- Troque de roupa Hazel. Iremos caçar.
- Eu não quero caçar. Pode trazer para mim?

Eu gargalhei. Muito.

- Tenho cara de entregador de pizza?
- Não quero pizza. Quero sangue.
- Tirou onda com a sua cara Edward!

Emmet estava feliz pelo gêmeo dele estar me irritando.

- Hazel... ou você sobe e troca de roupa, ou vai vestido assim mesmo.

Ele se olhou uma vez e sorriu para mim.

- Tio Emmet disse que é um Armani.
- Perfeito! Vai caçar de Armani, olha que legal!
- NÃO!

Ouvi o grito estridente de Rosalie que descia a escada. Ela estava furiosa.

- Vocês não seriam loucos de deixar uma... coisa que anda e fala, estragar um Armani com sangue!
- Hazel. Meu nome é Hazel.
- Que seja.

O pestinha me olhou sorrindo e foi andando em direção ao carro.

- Vamos caçar Edward! Quero sujar o Armani agora!

Rosalie saiu correndo atrás dele enquanto nós ríamos da cena.

- Sua peste! Isso custou caro!
- Sua loira, meu pai é milionário!

Rosalie rosnou e saiu xingando pessoas que eu nunca ouvi falar.

- Hazel, eu também não gosto muito de Rosalie, mas você não pode falar assim com as pessoas, ok? Não é legal.

Ele tirou os óculos e limpou as lentes com a flanela do carro. Colocou os óculos novamente e sentou no banco de trás enquanto falava comigo e fechava a porta do carro.

- Edward, fala com a minha mão.

Inacreditável. Emmet ficou algumas horas com ele e já tinha estragado a criança. Entrei no carro tentando ignorar a imagem que eu via pelo retrovisor. Hazel de terno e óculos sentado totalmente ereto, passando a mão pela gravata que nem um adulto. O que eu perdi?

- Não quer perguntar nada?
- Sobre o que?
- Sobre o que vamos fazer.
- Como eu tenho que fazer?

Vi uma fagulha de interesse pelo ar. Era isso que eu queria dele.

- Nós vamos parar em um determinado lugar e vamos nos aproximar de uma moça qualquer. Então eu irei seduzí-la e você vai ficar olhando para aprender. Quando ela estiver no papo, a gente ataca. É basicamente isso.
- Talvez seja melhor eu seduzi-la...

Piada né?

- Hazel, você tem oito anos.
- Tio Emmet disse que as mulheres adoram os novinhos.
- Não tão novinhos assim.

Minha primeira tarefa a cumprir quando voltasse para a casa, seria socar a cara de Emmet.

- Ok.

Dirigi bastante, até Port Angeles e parei no cais. Tinha uma mulher sozinha, sentada, lendo.

- Está vendo aquela moça ali?
- Estou.
- É nossa presa. Nós não podemos deixá-la fugir, nem gritar.
- Ok.
- E Hazel, não faça besteira. Não é para chegar e sair mordendo.
- Ok.

Saímos do carro e segurei sua mão, caminhando normalmente até a mulher. Me sentei casualmente ao lado dela, que não desgrudou os olhos do livro.

- Boa tarde.
- Boa.
- Sozinha?
- Não.

Olhei para os lados e não vi uma alma sequer. Ela continuou com os olhos grudados no livro.

- Está com quem, posso ousar perguntar?
- Com um chato atrapalhando minha leitura.

Ok, essa doeu. Mas a piranha não me olhava porra! Duas mãos pequenas pararam em cima da página que ela lia.

- Você é bonita!

Hazel... não faça besteira... não faça...

- Que coisinha linda!

Olha a sacanagem bem aí. Antes ela nem desgrudava do livro, agora ela não só olhava para Hazel, como parecia estar hipnotizada.

- Posso beijar seu pescoço?
- Que gracinha! Pode sim!

Ela se curvou e ele se esticou na ponta dos pés, cravando os dentes no pescoço da mulher idiota. Ela nem gritou, nem se mexeu. Ele parou e limpou a boca na manga do terno.

- Acabei.

OMG. Corri rápido com ele para o carro antes que passasse alguém e nos visse do lado de um cadáver.

- Você viveu tempo demais com Lestat!

## Bella PDV ##

Peguei no sono desde que Edward tinha saído lá de casa e acordei com lábios gelados na minha testa. Abri os olhos e vi a pessoa mais linda do mundo em cima de mim.

- Demorei?
- Uma eternidade! Olhos vermelhos? Você não foi caçar?
- Fui... mas não deu para comer nada.

Hein? Desde quando?

- O que houve?
- Hazel devorou minha comida.

OMG. Eu quis rir, mas continuei séria.

- Me conta...

Ele torceu o rosto e sentou de péssimo humor.

- Ele simplesmente jogou seu charme irritante para a mulher e agarrou ela. Além de não ter deixado uma gota sequer, nem se deu ao trabalho de tomar cuidado com a exposição.
- Ow. Alguém viu?
- Não. Ainda bem. E ele aprendeu algumas gracinhas com Emmet.

Tradução: ele está virando um tarado.

- Como vai ser quando ele começar a crescer Edward?
- O físico não muda.
- Sim. Mas tipo, ele vai ficar adulto, num corpo de criança. Não acha que vai ser difícil para ele?
- Bells, eu espero que quando ele estiver adulto, já não esteja mais perto de mim.

Eu já gostava de Hazel. Não queria mais ele longe.

- Ok.

Os dedos de Edward deslizaram pelos botões da minha blusa e os arrebentaram. Ele passou o dedo em volta do meu umbigo e beijou minha barriga.

- Já falei que adoro sentir esses pêlos arrepiados?
- Não... pode falar quantas vezes quiser.

Não sei o que me deu na cabeça, mas antes dele tentar alguma coisa, eu sentei rápido na cama e o fiz deitar no meu lugar, subindo em cima dele. Desabotoei sua calça e abaixei. Fiquei olhando a cueca box preta. Uma das milhares de sua coleção.

- O que tem em mente Bella?

Eu lá sei? Nem estava pensando direito. Só tinha certeza que queria dar prazer a ele... de outra forma.

- Fica quieto.

Ele cruzou os braços atrás da cabeça e ficou me olhando, sorrindo ironicamente. Céus. Me concentrei em respirar enquanto abaixava lentamente sua cueca. Seu membro foi ficando exposto para mim. Morri e ressucitei. Acho que nunca me acostumaria com a perfeição de Edward.

- Você quer mesmo fazer o que eu acho que você está pensando em fazer?
- Aham.
- Não me morda amor...
- Você não sentiria dor Edward!
- Mas ficaria nervoso só em ver.
- Isso não está me ajudando, sabia?

## Edward PDV ##

- Certo. Vou calar a boca então.

Fiquei olhando para ela, que agora estava quase roxa de vergonha. Encostei minha mão na sua.

- Amor, vem cá, vem... não precisa fazer nada.

Senti seu tapa carinhoso e fiquei quieto de novo. Ela se curvou e deu um selinho bem na cabeça dele. Me contorci com o calor dos seus lábios. Passei a mão nos seus cabelos, segurando delicadamente e levantando seu rosto para olhá-la.

- Faz de novo, faz...

Ela abaixou a cabeça e puxou os cabelos para cobrir o rosto. Mas assim não tinha graça. Eu queria vê-la fazendo isso. Joguei seus cabelos para o lado quando senti os lábios encostarem em mim novamente.

- Bella, não me torture... beija mais amor...
- Calma Edward!
- Estou calmo... mas passa a língua...
- Pára Edward!

Céus, ela ia me matar com essa lentidão! Então senti a ponta da sua língua deslizando por ele. Puta que pariu! Ela colocou uma mão na minha barriga e com a outra, segurou-o. Vai Bella, vai.

- Quer que eu continue?
- Depende... quer morrer?

Ela sorriu e corou, voltando-se para seu trabalho. Me lambeu de novo e entou colocou a cabeça na boca. Instintivamente, eu agarrei seus cabelos e empurrei sua cabeça. Ela me socou. Tinha se engasgado.

- Edward!
- Desculpe amor... mas continue...

Ela voltou ao trabalho e eu me controlei para não atrapalhá-la dessa vez. Sua boca quente estava me fazendo gemer. Fechei os olhos e me deixei consumir pelo prazer. O vai-e-vém daquela boca me apertando estava me fazendo tremer. Foi questão de poucos minutos, para eu lembrar de puxá-la dali evitando que ela engolisse o que saía de mim agora. Eu fui ao céu e voltei.

- Meu... Deus...
- G-g-gostou?
- O que você acha? Tudo bem que fui torturado... mas valeu a pena.

Beijei seu pescoço quente, envolvendo sua cintura, quando escutamos baterem na parede ao lado.

- Pare de gemer Cu!

Era brincadeira, né?

- Amanhã ficaremos na minha casa Bella...

## Bella PDV ##

Estava em frente de casa esperando Edward me buscar para irmos visitar meu pai. Eu estava bastante apreensiva com essa situação. Não sei como seria a reação de Charlie. Mas enfim, saí correndo e entrei no carro quando ele buzinou.

- Para que tudo isso?

Ele se olhou como se não entendesse minha pergunta.

- Tudo isso? Como assim?
- Tão arrumado para que? Nós só vamos até a casa de Charlie.
- Ué, vou conhecer seu pai, né? Meu sogro. Preciso estar apresentável.

Edward era lindo... apresentável. Como se ele já não fosse o homem mais perfeito do mundo.

- Você vão gostar do meu pai!

Ele riu.

- A questão é: ele vai gostar de mim?
- Aí já é outra história...

Franzi a testa pensando nisso. Eu não podia imaginar o que Charlie acharia. Pedi para Edward buzinar quando estávamos já estacionando na porta de casa. Charlie apareceu na varanda com a cara fechada. Ah não... Saí do carro e fui até ele na frente de Edward, para dar tempo dele ficar feliz em me ver.

- Oi pai!

Fiz algo que não costumava nunca fazer. Abri os braços e pulei no colo dele. Charlie estranhou e eu também. Não estávamos acostumados com essa relação carinhosa de pai e filha.

- Bella, está bonita.
- Vindo de você isso não conta.

Ele sorriu e bagunçou meu cabelo, coisa que eu odiava. Edward chegou perto de nós, com as mãos nos bolsos da calça.

- Boa tarde.

Esticou uma mão para Charlie, que relutante, cumprimentou-o.

- Boa tarde. Você é o famoso Edward?
- Em pessoa.

Edward sorriu simpático e meu pai manteve a cara emburrada.

- Vamos entrar.

Sentei no sofá e antes que Edward pudesse sentar ao meu lado, Charlie sentou e me abraçou. Ah pai! Edward sentou-se na poltrona em frente a nós.

- Então Edward... nunca ouvi falar da sua família... e olha que sou o chefe de polícia de Forks.
- Sim, nós somos bem discretos. Não gostamos muito de exposição, sabe?
- Sei. E seus pais? Quais os nomes deles?

Edward me olhou e coçou a cabeça.

- Bem, eu sou órfão.

Charlie balbuciou sem-graça.

- Me desculpe.
- Não tem problema nenhum. Eles já faleceram há alguns anos.
- E você mora sozinho?
- Não senhor. Moro com meus quatro irmãos.
- Jura? Tudo isso? Família grande.
- Muito. Eu tenho muitos outros parentes espalhados pelo mundo...

Eu senti uma pontada de ironia da parte de Edward. Muito engraçado.

- Bom saber. É sempre bom ter parentes com quem se possa contar quando é preciso.
- Com certeza.
- E o que você faz na faculdade?
- Eu curso Literatura Estrangeira. Faço até uma matéria com Bella.
- Certo. E você mora no campus?
- Não senhor. Tenho a minha casa.

Charlie não parece ter gostado dessa resposta. Ficou sério e pousou uma mão na minha perna.

- Imagino que Bella ainda não conheça sua casa, não é?
- Claro que conheço, né pai?

Edward me olhou sério e meu pai também. O que? Até parece que eu não iria freqüentar a casa do meu namorado.

- Depois conversaremos sobre isso Bella.
- Quando quiser conhecer minha casa, ela estará de portas abertas ao senhor.
- Obrigado. Irei sim.

Conversa legal, sem pouca hostilidade, isso aí! Charlie levantou e foi até a cozinha, abriu a geladeira e gritou para Edward.

- Bebe cerveja?
- Claro!

Eu o olhei incrédula. Cerveja? Me curvei para a frente e o perguntei baixinho.

- Desde quando?
- Desde quando eu resolvi agradar seu pai carrancudo.
- Ah.

Charlie voltou abrindo as garrafas com a mão e entregou uma para Edward, que deu um gole e forçou um sorriso de prazer.

- Geladinha!
- Sim, gosto delas bem geladas.
- Eu também senhor.

Charlie me olhou e levantou uma sobrancelha.

- Espero que não deixe Bella tomar bebidas alcoólicas.

Quem ele achava que eu era? Alguma criança? Ei pai, eu estou na faculdade e moro sozinha ok? Achei melhor apenas pensar isso, e não falar.

- Não deixo Bella fazer nada que seja muito perigoso.
- Hum, talvez a gente possa se dar bem...

Céus, imagina duas pessoas pegando no meu pé? Eu já tinha pai... não precisava de namorado protetor! Edward deu um sorriso e piscou para mim. Irritante. Aquela tarde foi torturante, as horas se arrastaram enquanto eu ficava tensa temendo um confronto entre meu pai e meu namorado vampiro. Quando já estava escurecendo, Charlie parece ter resolvido nos liberar. Eu respirei aliviada.

- Bem, não vou tomar mais o tempo de vocês...
- Foi uma ótima tarde senhor Swan!

Edward conseguia ser super cínico. Eu sabia que ele estava odiando passar por aquilo.

- Edward, vem conhecer meu antigo quarto!

Peguei sua mão e puxei ele pela escada, enquanto tentava ignorar o olhar de reprovação do chefe de polícia. Entrei no quarto e fechei a porta.

- Você quer piorar minha situação com seu pai?
- Não... só queria te beijar aqui.

Passei os braços em volta de seu pescoço e beijei sua boca. Ele segurou minha cintura e me afastou.

- Bells, não seria nada legal se seu pai nos pegasse aqui...
- Você sentiria ele chegar.
- Nem sempre eu leio os pensamentos a tempo, quando estou com tesão.
- Ok.

Não seria mesmo nada legal meu pai entrar no quarto e ver a boca de Edward no meu peito, ou algo do tipo... achei melhor ficar quietinha.

- E por falar nele...
- O que?

Charlie bateu na porta e abriu. Privacidade não existia no vocabulário dele.

- Vão ficar muito tempo aí?
- Não pai, já estamo indo embora.

Saco! Peguei a mão de Edward e saí do quarto. Me despedi de Charlie e fomos embora. Assim que entramos no carro Edward começou.

- Não venho nunca mais aqui Bella.
- Por quê?
- Porque seu pai me odeia.
- Claro que não odeia Edward...
- Eu leio os pensamentos dos outros, esqueceu?
- Ok, o que você leu então?

Edward riu.

- Vamos ver... que eu sou antipático, que eu sou mal-educado, que eu sou branco demais, que meu cabelo é bagunçado como se saísse da boca de um leão, que eu sou um alcoólatra e entre outras coisas.
- Alcóolatra?
- Aparentemente, ele não gostou de eu ter aceitado a cerveja. Eu bebi aquela merda para agradá-lo!

Eu sabia que Charlie era uma pessoa difícil mesmo. Acho até que já esperava isso dele.

- Mas não é nada pessoal Edward.
- Certo. Mas se você quiser manter seu pai vivo, não me deixe nunca a sós com ele.

Mas hein? Eu o olhei de boca aberta.

- Estou brincando. Mas não me deixe mesmo a sós com ele. Eu não duraria muito tempo.

## Edward PDV ##

Ok, já tinha feito minha boa ação do dia. Parentes de Bella agora nunca mais. Até porque, eu poderia ensinar muitas coisas para qualquer um deles... ou alguém ali tinha mais de 338 anos? Tive vontade de mandar Charlie ser um bom menino nesse Natal. E por falar nisso, acho que ela leu minha mente.

- Edward, onde você costuma passar o Natal?
- Natal?
- Sim... sabe o que é isso, né?
- Sei... mas não sou uma pessoa religiosa, percebeu?

Ela fez careta e revirou os olhos.

- Sério...
- Estou falando sério! Você consegue me imaginar comendo peru na ceia?
- Não... mas vocês nem fingem ser uma família feliz?
- Nunca precisamos...
- Oh Edward!

O que ela queria? Que eu fosse um cara que armasse prezépios no jardim de casa?

- E Ação de Gracas?

Ai...

- O que tem?
- Deixa pra lé...

O que eu não fazia para agradar Bella...

- O que você tem em mente para a Ação de Gracas?
- Estava pesando num jantar lá em casa. Você poderia trazer os outros.
- Está brincando, né?
- Não...

Ela estava séria. Não brincava mesmo.

- Vou falar com eles...
- Ótimo! Depois eu te aviso a hora!
- Uh, não posso esperar...
- Não me enche Edward.

Parei em frente sua casa e a levei até a porta.

- Você bem que podia pegar suas coisas e ir dormir lá em casa.
- Hoje não... tenho um monte de coisas para fazer para a aula de amanhã...
- Certo. Fui rejeitado... eu me acostumo...

Ela riu e me beijou. Senti cócegas no pé e o mexi, ouvindo o ganido de Jake.

- Edward! Voce pisou em Jake!
- Eu tenho culpa desse cão viver andando por aí... eu hein...

E então eu o olhei com atencão e percebi que o moicano estava grande e branco.

- O que houve com o moicano azul?
- Anilina sai quando vai lavando, sabia?

Droga! Mas eu lembrava que tinha anilina verde lá em casa...

## Bella PDV ##

Encontrei com as meninas na lanchonete da faculdade. Era o momento ideal de combinar com elas.

- Ei, o que vocês vão fazer na Ação de Gracas?
- Nada...
- Pretendia fazer alguma coisa lá em casa...
- Lauren, você não sabe nem cozinhar!
- Bem, é que eu chamei Edward e seus irmãos...
- Então vou chamar James!

Puta que pariu! Era Graças, não Inferno!

- Ok Angie.
- Eu não tenho namorado... então fico com o peru da ceia.
- Jess querida... só se for para você sair rolando... já esta ficando em forma de bola...
- Cala a boca Lauren!

Legal, isso seria super divertido! Eu tinha cada idéia...

## Edward PDV ##

Encontrei com meus irmãos no corredor. Me concentrei.

- O que vocês vão fazer quinta-feira?
- Nada.
- Transar.
- Nada.
- Bem, eu...
- Ótimo! Teremos um jantar de Ação de Graças para ir.

Rosalie riu. E depois ficou séria.

- Ah, não é brincadeira?
- Tenho cara de palhaço?
- Edward... não sou veado cara... quer que eu coma peru?
- Cala a boca Emmet!

Alice foi a única que sorriu, demonstrando alegria.

- Eu vou! Vai ser legal!

Super! Super legal!

- Se Alice vai... eu vou.
- Emmet? Rose?

Fiquei esperando a resposta deles.

- Que se dane, eu vou! Vai ter mulher gostosa?

Rosalie deu um soco na cara dele.

- Tem minha bunda para você olhar, serve?
- A sua eu vejo todo dia amor...

Rosalie deu outro soco nele. Dessa vez algumas pessoas passaram correndo por nós.

- Poderíamos não assustar os alunos?

Deixei os loucos para trás e fui falar com Bella. O cabelo dela cheirava de longe. Gostosa! Cheguei por trás e puxei seu corpo, tascando-lhe um beijo na boca.

- Oi...
- Quer me matar de susto?
- Pensou que fosse outra pessoa?
- Sei lá, né?
- Bem, vim avisar que já chamei os dentinhos para seu jantar.
- Quem?
- Os dentinhos... meus irmãos.

Ela quase se mijou de rir. Eu sei, eu tenho ótimo senso de humor.

- Certo. Fica marcado para 19:00hs.
- Ok. Vou lá então... tenho aula agora.
- Eu juro que não entendo por que você não mata aula. Já se formou mesmo...
- E seria legal eu dizer isso aos professores.
- Vai se ferrar Edward, você entendeu o que eu quis dizer.

Estava me despedindo dela quando Angie a puxou pelo braço.

- Bella, que horas eu marco com James?

Opa.

- James? James barata branca? James vai?
- Vai...

Que legal! Dá um soco no meu saco logo, seria menos torturante.