## Edward PDV ##

Nós não precisávamos ir montados em cavalos. Éramos mais rápidos do que esses quadrúpedes. Começamos a andar em nossa velocidade, em direção aos nossos inimigos. Meu coração estava partido por deixar Bella para trás. Eu não devia tê-la trazido.

- Pensando em Bella?
- Sim.

Alice segurou minha mão e sorriu.

- Ela ficará bem... eu já vi.
- Alice, admita que ultimamente você não anda 100% nas previsões...
- Oh Edward! Eu apenas me atraso às vezes! Mas errar eu nunca erro!
- E aí, animados para a luta?
- Cala a boca Emmet!

Eu nem precisei me esforçar... Alice e Rosalie gritaram na cara dele.

- Ih... TPM.
- Elas não entram em TPM, imbecil.
- Eu sei, né? Dããã.

Até em momentos como esse, Emmet precisava ser o palhaço. Depois de percorrer uma distância que uma pessoa normal levaria em média 6 horas para andar, nós paramos. Eu ia na frente, junto dos meus irmãos, Lestat, Vlad e meus irmãos de sangue. O batalhão parou atrás de nós, fazendo barulho. E lá estavam eles. Em uma distância de aproximadamente 3km. Mas já dava para vê-los. Agora devia estar em torno de 1500 homens, por aí... eu me virei e olhei para trás. Nós tínhamos de 1500 a 1700. Algo em torno disso. Vlad deu alguns passos à frente e virou-se para nos olhar. Ele falava num tom que desse para os últimos ouvirem.

- Mais uma vez iremos enfrentá-los. E mais uma vez nós avançaremos com tudo. Eles são meras criaturas bizarras da natureza, que por algum motivo genético se tornaram assim. Nós, somos sangue! Nós, somos força! Nós, somos imortais! Eles são animais, fáceis de matar, como matamos uma mosca. Nós estamos nesse mundo muito antes que eles. VAMPIROS, QUEM CHEGOU PRIMEIRO?

- NÓS!

Fiquei surdo com o grito ensurdecedor do exército atrás de mim.

- QUEM SERÁ EXTINTO HOJE?
- ELES!
- Não deixem um osso no lugar!

Ele levou uma mão até seu peito e olhou para a fileira dos seus descendentes, incluindo eu.

- Sangues do meu sangue, dêem o seu melhor!

Vlad terminou de falar e avançou em direção aos nossos oponentes. A guerra começara. Nossos medalhões brilhavam em nossos peitos. Nós corríamos na direção deles e eles vinham até nós. Nos encontramos no meio do caminho, com os primeiros lobisomens avançando sobre nós e saltando por cima de nossas cabeças. Era até mais prático desse jeito, pois nos facilitava muito estalá-los no ar. Os primeiros 500 nem tiveram chance. À medida que eles chegavam, eles quebravam. Lobisomens eram grandes, o dobro do nosso tamanho, mas eram mortais como qualquer outro animal. Eu estava ocupado com quatros grandalhões quando notei Rosalie e Emmet cercados por um bando de mais ou menos vinte lobisomens. Ele a protegia atrás de seu corpo. Corri feroz até eles.

- Procurando por alguém do seu tamanho?

Cinco peludos me olharam com a baba escorrendo e pularam em mim.

- Edward!

Quebrei o pescoço de dois, enquanto um deles me jogava no chão. Esse de cima eu despedacei e dos outros dois eu cuidei depois de levantar. Emmet já estava dando conta de mais três e Rose de dois. Os outros dez que sobraram vieram direto para mim, mas eu fiquei um pouco em apuros quando outro bando chegou, triplicando o número de lobisomens.

- Agora sim as coisas ficaram mais equilibradas!

Eles avançaram contra mim, mas eu não teria muito com o que brincar já que Vlad chegou também. Ele nem precisava encostar em ninguém... era só fazer um gesto com a mão que os bichos eram estrangulados. Os que passavam por ele, eram rapidamente desmembrados depois que ele se llivrava dos estrangulados. Era sem-graça lutar ao seu lado... quase não chegava nenhum para mim.

Nós estávamos ganhando com certeza, mas eu dei mole quando só li o pensamento quando o grandão já estava atrás de mim. Ele me jogou para o alto me pegando de surpresa e eu caí em suas costas, agarrando-o pelo pescoço quando ele correu, como se montasse um cavalo. Ele se sacudia para me jogar no chão, mas fui mais rápido e abri sua garganta, fazendo-o cair morto no chão.

A vantagem era nossa, o que fez com que eles começassem a bater em retirada, antes que entrassem realmente em extinção. Não era nossa intenção perseguí-los, então deixamos que fugissem. Tinha acabado ali. Pelo menos ficaria assim por mais uns cem anos no mínimo. Eu não tinha vontade de continuar ali por muito mais tempo, então resolvi não esperar pelos outros.

## Bella PDV ##

- O que vocês acham que está acontecendo por lá?
- Bem, se até agora não chegou nenhum lobisomem aqui, imagino que estejamos ganhando...
- Ou então todos se mataram.
- Ok James, isso não tem a mínima graça!

Ele sorriu para mim.

- Só estou tentando descontrair. Sinto uma leve tensão no ar.

Eu vi o rosto de Hazel aparecer na entrada da barraca de Lestat.

- Vou ali e já volto.
- Não suma, ok? Não quero me estressar com Edward se um alce resolver te fazer de janta.
- Alce? Você acha que um alce me atacaria?
- Bella, sendo você... não duvido nem de um coelho te atacar.

Eu quis fazer que nem em desenhos animados, quando você soca a cabeça de alguém e ela entra pelo pescoço. Mas ao invés disso, eu respirei fundo e fui ver Hazel.

- Ei.
- Oi Bella.
- Está fazendo algo de interessante?
- Não... e você?
- Só aturando o James.

Ele sentou no chão me olhando triste.

- O que foi?
- Também queria lutar!
- Hazel, você é muito pequeno.
- Eu sei...
- E eles são cães muito grandes!

Ele revirou os olhos.

- Não são cães Bella! São lobisomens!

Era só o que me faltava. Até Hazel deu para me corrigir agora! Então eu senti uma sensação me consumindo... forte demais. Mas era bom. Era bom, era... ele. Só podia ser ele. Saí rápido da barraca e o vi chegando, correndo.

- Edw...

Ele me abraçou e nos beijamos. Céus, como era bom saber que ele estava bem. Como era bom sentir o corpo dele junto ao meu de novo.

- Eu disse que voltaria. Achou mesmo que fosse se livrar fácil assim de mim?
- Seu palhaço! Como foi? Onde estão os outros?
- Daqui a pouco eles chegam... eu vim na frente.
- E os...
- O que sobrou, fugiu.
- Oh. Então, eu posso ficar tranqüila, em viver por mais alguns anos?

Ele sorriu torto. Sorrisinho irritante!

- Se é isso mesmo que você quer...

Ah não, eu não precisava lembrar de novo desse assunto. Toda vez que ele vinha à tona, eu ficava sem dormir, pensando, pensando, pensando...

## Edward PDV ##

Ela ficou na ponta dos pés e passou os braços em volta do meu pescoço.

- O que eu quero com certeza, é nunca desgrudar de você!
- Eu já percebi que você é grudenta amor...
- Cala a boca Edward!

Eu calei. Colando minha boca na dela. Puxei sua cintura, levantando sua blusa e fazendo-a arrepiar, mas então percebi que tínhamos público. Um espectador apenas. Hazel. Eu sorri amargo.

- Não tem nada melhor para fazer não?
- Não...

Respira Edward... medita... concentre-se. Eu sorri.

- Seu pai já deve estar chegando!

Foi só eu terminar de falar que o príncipe loiro apareceu. Hazel não demorou dois segundos para correr até ele e morder seu braço. Mas que coisa... nem pedia... Lestat achava lindo! Ele sorriu e olhou para o pequeno, que sugava o sangue do seu pai. Eles levitaram juntos.

- Hazel, você está nos levitando?

Lestat me olhou incrédulo e voltou ao chão com sua própria força. Hazel parou para olhá-lo sem entender.

- Eu fiz o que?
- Levitou!

Levitar não era a coisa mais difícil de se fazer... mas para um vampiro jovem ainda, levava tempo para aprender. Mas Hazel... ninguém nunca o ensinou.

- Não foi você, Lestat?
- Não. Foi ele.
- Desculpa.

Lestat o pegou no colo e o encarou.

- Não peça desculpas. Isso foi ótimo!
- Posso ganhar um presente então?

- Claro! O que quer?
- Sangue!

OMG. Isso era um poço furado. Lestat revirou os olhos e estandeu o braço. Peguei a mão de Bella e achei melhor sair dali.

- Edward!

Me deixa em paz...

- Sim?
- Depois precisamos conversar sobre Hazel ir para o colégio.

Pode deixar, procurarei o endereço do colégio dos mutantes de X-Men.

- Claro.

Nós saímos dali de dentro e demos de cara com Vlad que também já tinha voltado.

- Vlad. Já vai embora?
- Sim, estou me retirando. A ajuda foi dada.
- Certo. Sumirá novamente?

Ele colocou uma mão em meu ombro.

- Eu nunca sumo Edward. Eu só não deixo vocês me verem.
- Oh. Tudo bem então.
- E boa sorte... com sua... mortal.

Bella segurava forte em mim. Ficar tão perto de Vlad não a fazia bem. Então ele olhou petrificado para algo atrás de mim. Me virei para ver o que era. Oh não...

- Hazel!

Drácula me olhou surpreso.

- Já tinha visto... isso?
- Sim. Ele é o Hazel.
- Hazel... Hazel...

Ele repetiu o nome do garoto como se estivesse cantando. Seus olhos estavam vermelho brilhante. Hazel andou como hipnotizado até nós e parou na frente de Vlad. Eu estava tenso com isso. Vlad fez um gesto que fez Hazel levitar e ficar cara a cara com ele.

- Mas o que nós temos aqui?
- Vlad... ele é... protegido de Lestat.
- E...?

Eu só queria ir embora em paz. Tão difícil isso...

- Há quanto tempo escondem isso de mim?
- Bem, não sei... eu soube há algumas semanas...
- Semanas?

Ele rosnou feio. Lestat saiu da barraca e rosnou em resposta.

- Hazel! Vlad, ele é meu!
- Caro Lestat, não vejo nenhum nome carimbado nele...

Lestat caminhava em nossa direção com ódio no olhar.

- Ele. Não. Saíra. Daqui.

Vlad o olhou friamente. Era incrível, mas eu acho que nunca vi um sorriso em seu rosto.

- Lestat... eu não decidi isso ainda.
- Nem decidirá.
- Se eu quiser, eu o levo.
- Acho que você vai ter que me tirar do caminho antes. Aliás, eu e Edward.

Ohhh. Peraí! Não me coloquem no meio disso. Lestat devia estar querendo me matar, só pode. Vlad me olhou.

- Eu não tenho certeza de que um sangue meu ficaria realmente contra mim. E você Lestat, bem, eu nunca entendi esse apelido de "Príncipe". Acho que a única realeza aqui, sou eu.

Engoli seco. Lestat realmente ia querer enfrentar Drácula?

- Pense o que quiser Vlad. Não tenho medo de ameaças.

Vlad colocou Hazel de volta no chão e o pequeno correu para me dar a mão. Lestat aproveitou a deixa para avançar em Vlad. Ele devia mesmo ser louco. Vlad simplesmente evaporou e Lestat caiu no espaço vazio.

- Mágicas não valem Vlad Teps!

Ele apareceu novamente, desta vez atrás de Lestat. Segurou sua garganta e o suspendeu no ar.

- Eu não faço mágicas.

Enfim eu via alguém sacaneando Lestat. Eu sorria internamente.

- Veja bem, Lestat. Você pode se achar para os outros. Para mim, você é um fungo. Entendeu?
- Eu... tenho... uma parte... do seu sangue!
- Não! Você foi transformado por um dos meus. Hereditariedade não cola entre vampiros!

Eu via Lestat fazendo força, mas não dava para competir com Vlad. Hazel soltou minha mão e correu até eles.
- Não mate meu pai!

Vlad o olhou surpreso e soltou Lestat.

- Seu pai?
- Hazel, venha...

Lestat segurou o pequeno, mas Hazel não quis sair do lugar. Ficou encarando Vlad.

- Meu pai sim! Não machuque ele senão eu machuco você!

## Bella PDV ##

OMG. Eu quase babei com isso. Parece que a loucura do Lestat infectou Hazel através do sangue.

- Me machuca?

Vlad abaixou-se até Hazel e sorriu para ele. Depois levantou a cabeça e falou com Lestat.

- Eu o deixo com você... mas eu quero reclamá-lo.

Edward arregalou os olhos.

- Vlad... você não costuma fazer isso...
- Ele é especial Edward.
- Não!

Lestat foi curto e grosso.

- Algo contra Lestat? Deveria ficar satisfeito por eu dar esse presente ao seu filho.
- Não quero seu sangue nele. Não quero que você tenha direitos sobre ele.
- Acho que você não entendeu. É isso ou ele ir comigo.

Lestat rosnou alto.

- Faça!

Ele saiu de perto de nós cheio de ódio. Vlad levantou e esticou a mão para Hazel.

- Com fome?

Ele foi caminhando com nosso vampirinho para dentro de uma barraca. Eu olhei para Edward que parecia tenso.

- O que ele vai fazer?
- Algo nada legal. Vai alimentar Hazel.
- É só isso? Achei que fosse muito mais sério, pela cara que Lestat fez.
- Ele não vai apenas deixar Hazel mordê-lo Bella. Ele vai reclamar Hazel como seu.
- Ok, boiei.
- Vlad vai mordê-lo para drenar seu sangue. E então vai alimentá-lo com seu próprio sangue.
- Hazel vai ter o sangue de Vlad? O mesmo que o seu?
- Exatamente.

Ah, não era o fim do mundo! Homens se estressavam por qualquer besteira.

- Não é nada demais então.
- Hazel já era bizarro com o sangue de Lestat... não acho que eu vá gostar do que vem por aí, com o sangue de Vlad dentro dele.

## Edward PDV ##

- Vamos nos preparar para ir embora? Vai pegar suas coisas enquanto falo com meus irmãos, ok?
- Ok, já volto.

Fui procurar o resto da família e achei Emmet contando suas vitórias para eles.

- Tem que ver o que eu fiz com o pescoço... e quando eu pulei em cima... finquei as unhas...

Ele era patético. Pior do que escutá-lo, era ver as mímicas que ele fazia, como quem quisesse representar os fatos.

- E aí? Contou também a parte que eu precisei salvar sua bunda?
- Ah jura? Essa parte ele omitiu!

Alice riu e deu um tapa na cabeça de Emmet.

- Ah porra, não me encham!
- Será que já podemos ir embora?
- Nós já vamos Jazz... Bella foi pegar suas coisas. Onde está Rose?
- Foi chamar o James.

Barata branca voltaria conosco? Ele podia ficar, né?

- Onde está Hazel?
- Está com Vlad.

Eles me olharam confusos.

- Não perguntem.
- E Lestat?
- Deve estar por aí... não sei.

Senti o cheiro delicioso atrás de mim e me virei. Ela vinha chegando.

- Estou pronta! Demorei?
- Quase uma eternidade. Ainda bem que eu tenho muitos anos pela frente...
- Hilário Edward. Eu fui super rápida!
- E aí Cu? Matou quantos?

E lá ia minha paz embora... eu nunca sentiria saudade dessa voz irritante.

- Muitos! Foi só imaginar o seu rosto neles...
- Que isso Cu... você me ama que eu sei!

Eu contei até dez para não matá-lo. Vi Hazel voltando, vindo em nossa direção.

- Hazel por acaso está usando...
- Um medalhão. Sim.

Hazel agora usava um cordão com o medalhão pendurado.

Meus irmãos me olharam sem entender. Quer dizer, eles agora tinham uma leve suposição do que se tratava.

- Voltei.
- Você está bem?
- Estou! Vlad é muito legal!
- Hazel!

Lestat se aproximou e chamou o meu novo irmão. Céus.

- Pai!

Hazel correu para abraçar Lestat, que se agachou para falar com ele.

- Vlad te machucou?
- Não...
- Escute, nos veremos em breve, ok?
- Pai, você vai passar o Natal comigo?

Diz que não, diz que não. Lestat sorriu.

- Claro!

Merda!

- Ok.

Lestat veio até mim e me olhou preocupado.

- Não deixe usá-lo muito esse... troço.
- O medalhão? Sabe, por um lado, você deveria estar feliz por ele. Ele agora é praticamente intocável.
- Mas eu não sei o que esse sangue pode fazer com ele.
- Ele ficará bem, tenha certeza.
- Certo. Até o Natal então, Cullen.

Eu não fiquei feliz.

- Até.

Nós viemos embora e no avião, aconteceu algo... inesperado. Estávamos sentados com Hazel entre nós. A aeromoça vinha passando.

- Olá, posso serví-los?
- A mim não, obrigado. Bella?
- Quero um refrigerante, pode ser?
- Claro! E você lindinho?

Hazel que até então estava lendo uma revistinha, levantou a cabeça para olhar a mulher.

- Nada não.

Ele olhava a mulher e ela continuava imóvel. OMG.

- Hazel! Pare com isso! Olhe para mim agora!

Ele desviou o olhar dela e virou-se para mim. A aeromoça saiu do transe e continuou andando.

- O que... foi isso Edward?

Bella me olhava confusa.

- Parece que nosso amigo aqui ganhou... um dom. O da hipnose.