Only Time
Capítulo 8 - De que lado você está?
-Isso é totalmente injusto!- reclamou Hermione com cara de poucos amigos.
-E desde quando Snape é justo em alguma coisa? - comentou Harry mais para si mesmo do que para os amigos ao mesmo tempo em que Rony balbuciava algo incompreensível enquanto o olhava.
-Isso não é desculpa! Não é desculpa! Eu não merecia uma detenção. Eu só estava tentando apartar a briga - resmungou enquanto andava de um lado para o outro - É tudo sua culpa, Ronald Weasley! - concluiu apontando para o ruivo.
-Minha culpa? - indignou-se Rony - É ele quem namora o traveco! - acusou apontando Harry, o que fez Hermione afastar-se com um careta.
-Eu realmente não quero ouvir isso - pensou Hermione tampando os ouvidos e afastando-se ao ver o sangue subindo pelas faces de Harry - De novo n... mas o quê? - começou a dizer porém foi interrompida ao sentir um volume cobrindo suas orelhas
-Quantas vezes vou ter que repetir que ela não é um travesti?! - irritou-se Harry.
-E como você tem tanta certeza assim? - perguntou Rony e ao ver a expressão sem graça de Harry concluiu - Você conferiu quando estudava anatomia! Que nojo! Bem do lado da minha cama...nunca mais vou conseguir dormir, Harry! - falou com uma expressão de nojo tão grande que fez com que Harry risse, aliviando o clima tenso que pairava no ar.
-Como você foi parar aí? - pensou Hermione consigo mesma ao retirar o abafador que cobria seus ouvidos.
Enquanto isso, Draco acompanhava a duras penas os passos de seu mestre de poções que andava apressadamente pelos corredores de Hogwarts com seus robes ao vento. Robes estes que eram negros como a noite. Realmente Snape sabia se vestir. O preto lhe caía muito bem. E o tecido não muito pesado, que voava ao passo que o professor andava, dava-lhe um toque sinistro, que era sua marca registrada.
-Eu realmente não sei onde você estava com a cabeça! - resmungou o professor indo em direção a última porta do corredor do último andar da torre principal - Atracar-se com grifinórios em plena luz do dia?! Se você queria tanto isso, devia ter feito quando ninguém estivesse olhando - disse olhando rispidamente para Draco que não conseguindo manter o olhar, abaixou a cabeça - Continue assim e você será a vergonha de Sonserina.
-Sinto muito, senhor - disse Draco sentindo-se uma traidora de sua casa.
-Acredite, você não sente - comentou Snape fazendo Draco tremer dos pés à cabeça.
Poucas pessoas tinham esse poder de controlá-la assim. Gestos graciosos, comportamento impecável e o olhar neutro. Essas eram as características ao olhar de um leigo. Mas ao olhar atento de Draco, que se acostumara desde cedo a ver esses pequenos detalhes na personalidade de seu pai, podia-se perceber as mensagens subliminares contidas em cada um desses gestos.
E a mensagem aqui era clara. Ela havia extrapolado os limites com sua conduta absolutamente inadequada para uma sonserina. E para ajudar, Rony Weasley não pôde deixar de fazer sua saída dramática direto para a enfermaria. Ela nem havia batido tanto assim a ponto dele desmaiar. Talvez se ela tivesse desmaiado também pudesse ter se livrado da detenção. Afinal, seria um tempo desperdiçado. Tempo esse que ela poderia utilizar para estudar para os seus N.O.M.s, já que com a detenção até o fim do semestre, ganha graças a destruição do livro de poções da biblioteca, e o grupo de estudo com Crabbe e Goyle, ela não tinha muito mais tempo para repassar suas lições para os exames, como sempre fazia. Com certeza, suas notas esse ano não seriam tão boas quanto nos anos anteriores para a infelicidade de seus pais. Tudo por causa daquele Fuinha grifibobo. Maldito Fuinha! Malditos hormônios veela!
-Já não era sem tempo, Sr. Malfoy - falou a professora McGonagall, ao avistar os dois sonserinos - Sua varinha, por favor - pediu a Draco, sem o menor vestígio de paciência.
Com certeza Draco havia feito sua cama.
-Você ouviu - disse Snape a contragosto.
E agora teria que deitar.
Paralelamente a isso...
-Algum problema, Mione? - perguntou Harry ao ver o olhar distante da amiga que segurava algo nas mãos - Da onde veio isso? - inquiriu ao aproximar-se, olhando de perto o abafador.
-Eu...não sei - respondeu com sinceridade.
-Que bela detenção, hein? A velha McGonagall deve estar ficando lélé da cuca pra nos deixar aqui nessa sala imensa só pra matar o tempo - maravilhou-se Rony ao inspecionar a sala.
-Se ao menos eu tivesse meus livros pra estudar - comentou Hermione desolada enquanto Harry tentava consolá-la.
Mal acabara de falar e uma pilha de livros surgiu aos seus pés, surpreendendo Hermione e Harry que trocaram sorrisos cúmplices.
-Digo, detenção deveria ser um tipo de punição...- começou mas foi interrompido por um rangido de porta - McGonagall, você é uma sádica! - comentou Rony, em voz baixa, ao ver Draco Malfoy adentrar a sala.
Draco ficou em estado de choque ao ver os ocupantes da sala. Ocupantes esses com os quais ela iria dividir a sala nas próximas cinco horas de detenção. Cinco horas com grifinórios! Está certo que um deles era o seu namorado. Mas esse pequeno detalhe era totalmente irrisório levando-se em consideração de que era seu namorado acompanhado de seus dois melhores amigos. Onde estavam Crabbe e Goyle quando se precisava deles?
-Você está bem, Bele? - perguntou Harry preocupado, depois que McGonagall fechou a porta da sala, lacrando-os dentro - Você se machucou muito na briga? Eu sinto muito, eu deveria ter separado vocês antes - completou com uma expressão culpada enquanto a abraçava, para total desespero de Rony.
-Eca! Na minha frente não! Primeiro pornografias com o traveco ao lado da minha santa cama! - exaltou-se Ron ganhando um olhar incrédulo de Hermione - Agora pornografias com o traveco ao vivo! Isso é demais! Eu vou ficar traumatizado pelas minhas próximas cinco vidas!
-O que você disse, Fuinha? - perguntou Draco olhando suspeito para Rony enquanto tentava livrar-se do abraço de Harry - Você contou! - acusou, sem esperar uma resposta do ruivo.
-Eu tive que falar. Ele estava te espancando - defendeu-se Harry indignado - O que eu deveria ter feito? Ficado olhando tudo até você sair cheia de hematomas?!
-Hematomas? Você é cego?! - exaltou-se Draco - Que pergunta idiota! É claro que é. Do contrário pra que usaria esses óculos horríveis? - comentou sarcástica - Olha pra mim e olha pra ele! Ele tem hematomas. Pareço ter algum pra você? - completou indicando seu corpo.
Realmente, Harry tão afoito que estava para verificar se ela estava bem, não havia reparado que ela não ostentava nenhum hematoma pelo corpo. Alguns arranhões talvez, mas nenhum hematoma como os de Rony. Ele então olhou para o amigo, que ostentava um olho roxo e o lábio cortado, que assistia a tudo com cara de poucos amigos.
-Vê se pára de encher o saco, Furão Albino! Ele só estava tentando te salvar de uma morte dolorosa - reclamou Rony, tomando partido de Harry.
-Morte dolorosa? - repetiu Draco voltando sua atenção para o ruivo que vinha em sua direção enquanto Harry saía de fininho para perto de Hermione - E quem seria meu executor? Você? - inquiriu Draco com um meio sorriso.
-Pode crer - retrucou Rony estufando o peito.
-E você iria fazer o que comigo? - provocou Draco com um enorme sorriso irônico -Jogar suas pulgas em mim? Ou quem sabe arranjar um jeito de me passar sua pobreza, assim eu morreria de fome e com roupas de segunda mão! - falou Draco gargalhando.
-Uau! Uma escrivaninha? - perguntou Harry, alheio a discussão, ao se aproximar de Hermione.
-Eu precisava de um lugar pra apoiar meus livros - respondeu Hermione sorrindo - Por que você não tenta? Acho que isso aí vai demorar mesmo... - sugeriu Hermione apontando para os dois que continuavam se alfinetando, recebendo um sorriso em retorno.
Harry, sem demora, acatou a sugestão de sua amiga.
-Acho que você anda assistindo muita TV, Harry - comentou Hermione com ar de reprovação.
-Eu sempre quis ter uma poltrona dessas - disse Harry sorrindo enquanto sentava na sua nova poltrona reclinável com oito posições, idêntica a que ele vira no seriado Friends - Pipoca? - ofereceu antes de voltar sua atenção para os dois que continuavam entretidos na briga, totalmente alheios as mudanças de decoração no ambiente.
-Eu não tenho os requintes do seu adorado pai no que se refere a matar alguém, mas é fazendo que se aprende - ameaçou Rony indo para cima de Draco - Se bem que talvez eu nem deva me preocupar, afinal quando ele souber que o traveco da filha dele anda estudando anatomia em território grifinório, possivelmente ele mesmo te mate! E quem sabe dessa vez, ela vá para Azkaban e não saia nunca mais.
-Faça isso então! Conte! Conte tudo. Só não esqueça de dizer que quem estava comigo era o seu amado amigo Potter - desafiou Draco totalmente vermelha de raiva, e com os cabelos começando a se mexer.
-Hummm...cabelos voando, um mau sinal. Um péssimo, péssimo sinal - murmurou Harry ao se encolher na poltrona, num esforço vão de se afastar de Draco.
-Péssimo sinal? - perguntou Hermione tirando os olhos dos livros e voltando sua atenção para Harry e depois para a sala - Ué, eu não tinha reparado que essa sala era tão pequena - pensou em voz alta.
-É... olha o rosto dela - disse Harry apontando para Draco - O cabelo fica voando quando ela fica muito nervosa, e olha os olhos, parece que estão queimando ou sei lá. É realmente assustador, Mione - completou.
-O que você esperava, Harry? Ela é uma veela - comentou encerrando o assunto.
Três horas passaram. Hermione continuou estudando em sua escrivaninha, Harry passou o tempo comendo pipoca, vendo TV e treinando quadribol enquanto Rony e Draco continuavam brigando sem trégua.
Porém, durante esse tempo, um fato passou despercebido pelos ocupantes da sala até que algo colidiu com a escrivaninha de Hermione, fazendo seus livros irem ao chão.
-Harry! Será que dá pra você parar de empurrar sua poltrona pra cima de mim? Estou tentando estudar aqui - Hermione começou a reclamar mas parou ao não ver nenhum sinal de seu amigo perto da poltrona - Mas o que é isso? - inquiriu Hermione, chamando atenção de Harry que estava nadando numa piscina minúscula.
-Algum problema, Mione?- perguntou Harry preocupado saindo da piscina pingando.
-A sala está diminuindo, não está vendo? - explicou Hermione.
-Agora que você falou...realmente. Minha piscina está mais parecendo uma caixa d'água! - reclamou Harry com ar contrariado.
-Céus, Harry! Será que foram nossos pedidos? - ponderou Hermione livrando-se de seus livros, sendo imitada por Harry.
-Aiai....alegria de pobre dura pouco - resmungou Harry enquanto sumia com seus estoque de pipoca, com sua piscina, sua thunderbolt (a vassoura mais rápida do mundo) - Eu preciso realmente me desfazer dessa? - perguntou Harry para sua amiga apontando para sua maravilhosa poltrona.
-Preciso responder? - retrucou Hermione com uma expressão agoniada enquanto olhava a sala que não parava de diminuir.
-Diga "oi" ao Joey por mim - disse Harry, extremamente infeliz, enquanto desejava que sua poltrona sumisse - Pronto, Mione. Humm...impressão minha ou a sala ainda está diminuindo?
-É, mas eu não entendo. Está claro que isso é um feitiço. Provavelmente alimentado por mágica. Mas não estamos com nossa varinhas, e não estamos usando a magia da sala. Não tem mais nenhum tipo de mágica aqui - pensou Hermione em voz alta - A não ser... - começou e ficou observando a briga que ainda continua alheia a tudo.
-Esse é o seu plano, não é? Seduziu o Harry pra entregá-lo pro seu pai. Pra quê? Pra ele ganhar uns pontinhos com Você-Sabe-Quem? - alterou-se Rony.
-Eu não escolhi isso, saiba disso. E não fale do meu pai, seu verme. Você não o conhece. Não tem o direito de julgá-lo! - retrucou Draco, com os cabelos balançando ferozmente, enquanto uma bola de fogo saia de suas mão de encontro ao chão.
-Eu não disse, Mione? Um péssimo sinal - cochichou Harry para a amiga, enquanto a sala diminuía mais ainda.
-CHEGA! - berrou Hermione com toda sua força, finalmente calando os dois, que pela primeira vez em mais de três horas, pararam de brigar - Não se cansam? Vocês estão há mais de três horas discutindo e não chegaram a nenhuma conclusão. E quer saber? Nunca vão chegar! E graças a vocês dois eu e o Harry não conseguimos fazer nossas atividades, porque a sala está diminuindo ao passo que vocês discutem.
-E eu perdi minha poltrona - falou Harry indignado.
-Cala a boca, Harry - ordenou Hermione - Portanto, está na hora de fazermos uma trégua. Não sei quanto a vocês, mas não me agrada a idéia de morrer esmagada numa sala de aula - concluiu apontando a sala, que antes aparentava ter por volta de uns 150 metros quadrados e que agora não passava de 30.
-Aposto que se fosse pra morrer na biblioteca você não se irritaria tanto assim - resmungou Rony, fazendo Draco rir baixinho. Esta, ao perceber o que estava fazendo, parou na hora - Eu não quero uma trégua com o traveco! Eu nem deveria estar falando com o Harry pra começo de conversa - disse olhando o amigo - Só não cortei relações porque eu sei que no fundo ele está sendo um vítima dessa...dessa... dessa coisa - disse apontando para Draco - Provavelmente ele deve estar sob Imperius ou algo do tipo.
Ao ouvir isso, Hermione suspirou longamente, como que tomando fôlego e começou a explicar como se Rony fosse uma criança de três anos.
-Rony, ela é uma veela - constatou docilmente - Ela escolheu Harry como parceiro e não há nada que você ou qualquer outra pessoa possa fazer a respeito - completou.
-Isso não está certo, Mione! Ele...ela é uma Malfoy! Você sabe o que isso significa? Ela é o demo em pessoa. Por Merlin, a família dela é formada por comensais. O pai dela é um assassino de carteirinha. A mãe provavelmente têm problemas com bebida. Dizem que eles mataram o restante da família pra ficar com a herança, e agora eles ficam lá ainda, assombrando tudo. Você ouviu o berrador. O avô dela estava voando, atormentando o pai dela. Deve ser castigo! Caramba, Hermione, ela é o capeta. Estou dizendo. Rola até alguns boatos aqui em Hogwarts de que ela nem tem medo do Barão Sangrento! Que eles são amigos! Por Merlin, que pessoa sã seria amiga daquele fantasma maluco? E ainda tem esse lance de vestirem ela de garoto... Que coisa mais doentia! Que tipo de pais são esses que ficam travecando a filha?- falou Rony apressadamente, até ficar sem ar.
Após alguns instantes de um silêncio constrangedor, uma gargalhada histérica preencheu a pequena sala.
Draco nunca rira tanto na vida. Estava admirada de como pequenos boatos sobre sua família logo viravam lenda. Malfoy, a família macabra. Era assim que eram conhecidos por muitos no mundo mágico. E todos os fatos mal explicados que rondavam sua família alimentavam esse tipo de estória. Tudo começou com a morte de seu avô paterno, que morrera de um ataque do coração fulminante, quando seu pai era pequeno. A morte foi considerada desonrosa pela família e por isso nunca foi devidamente explicada aos jornais da época, o que deu origem a várias especulações sobre sua morte. Depois a morte de sua irmã, Julie, que fora assassinada por sangue-ruins que invadiram a mansão. E por fim a união de seu pai com os Comensais de Você-Sabe-Quem, o que resultou em sua prisão de 1979 a 1981 em Azkaban. Prisão essa feita por Artur Weasley, o chefe da família Trapo.
Todos a observavam. Hermione com o semblante pensativo. Harry sorrindo calmamente e Rony a ponto de explodir.
-Se eu não soubesse melhor, eu ousaria dizer que você ficou me espionando esses anos todos. Quem sabe até não se enfiou lá em casa escondido debaixo da capa do Harry - disse Draco em meio a risos - Andou sumindo algumas peças da prataria - pensou em voz alta enquanto contava nos dedos - Você tem certeza de que nunca foi lá? - perguntou sorrindo de uma orelha à outra - Quem sabe você não foi por Flú? Não, não... você teria morrido com o artigo de segurança daquela sala. O tiro daquela besta é bem certeiro, e você não tem nenhum furo na testa, então não foi por lá que você veio - continuou ignorando os olhares estranhos que lhe eram lançados.
-Eu retiro tudo o que eu disse. Ela só é completamente lélé. Pode namorar com ela à vontade, amigo - disse Rony para Harry, enquanto observava a loira que não parava de rir e andar falando sozinha.
-Então isso é uma trégua entre vocês? - perguntou Harry para Rony com um sorriso de uma orelha, fazendo Draco parar e prestar atenção na conversa dos dois.
-Não, isso quer dizer que se ela aprontar alguma coisa, eu denuncio pro St. Mungos - respondeu Rony, fazendo Draco rir mais um pouco.
Os quatro ocupantes da sala, após a pseudo-trégua, passaram o tempo restante ocupados em meio a jogos trouxas, uma vez que não podiam mais utilizar magia dentro da sala, devido ao feitiço que diminuía o ambiente cada vez que mágica era detectada.
-STOP! - gritou Hermione com um sorriso vitorioso - Vamos parem de escrever, eu já falei stop.
-Parei - disse Harry - Ei, Bele. Pare de roubar! - reclamou Harry quando viu que Draco ainda escrevia em sua folha.
-Eu não estou roubando - defendeu-se Draco indignada ganhando um olhar suspeito de todos - Eu já tinha começado a escrever antes.
-Você colocou a primeira letra em todos os itens! Isso é roubar! - retrucou Rony ao ver o papel que arrancara das mãos de Draco.
-Eu só estava adiantando o serviço, Fuinha - comentou Draco com a cara mais lavada do mundo, fazendo Harry rir.
-Será que podemos continuar? - perguntou Hermione, e recebendo um aceno afirmativo de cada um, continuou - Nome? Eduardo.
-Edwiges - falou Harry.
-Edgard - falou Rony.
-Edgard Norton Manchester III - falou Draco, fazendo todos rirem - O quê? - perguntou não entendendo nada.
-Bom, então são 10 pontos pra mim e pro Harry e cinco pra vocês - disse Hermione - Criatura mágica? Elfo doméstico.
-Cinco? Nem pensar, o meu estava mais completo que o dele, Granger! - indignou-se Draco.
-Mas era só o nome, não o sobrenome, Isabele - respondeu Hermione com tom de reprovação, fazendo Draco soltar muxoxos por entre os dentes.
-Elfo-da-Bavária - disse Harry dando continuidade ao jogo sendo seguido por Rony que dera a mesma resposta.
-Erumpente - disse Draco com um sorriso irônico - São cinco pontos pro Harry e pro Vergonha-Do-Mundo-Mágico-Fuinha, zero pra você, Granger e 15 pra mim pela minha extrema originalidade - completou com um sorriso vitorioso fazendo Harry e Rony rirem.
-Zero?! Eu, com zero? - perguntou Hermione com a cara fechada e um olhar assassino.
-É. O item pedia criatura mágica e não ser mágico, Granger - retrucou com um sorriso inocente, que lhe dava um ar extremamente angelical, o que era suficientemente perturbador para tirar Hermione do sério.
-Oh-oh - foi a única coisa que Harry conseguiu pronunciar antes de ver Hermione pular no pescoço de Draco, tentando esganá-la.
Hermione estava ensandecida, e por mais que Harry tentasse, ela não largava de Draco, que por sua vez balbuciava frases como "Não sabe brincar? Então não brinca", "Cadê seu espírito esportivo?" , "O importante é competir, mesmo que você perca vergonhosamente pra mim".
Porém, a salvação não tardou a chegar.
-Oizinho - disse uma esganiçada voz, após o abrir e fechar a grande porta da sala com um rangido, assustando os ocupantes da sala.
-Oi, Dobby - disse uma animada Hermione, esquecendo-se totalmente de Draco e indo de encontro ao elfo - Você chegou numa hora ótima. Você é uma criatura mágica ou um ser mágico? - perguntou entusiasmada.
Após pensar profundamente por alguns instantes, Dobby finalmente disse:
-Dobby não fazer idéia, senhor - admitiu Dobby deixando uma Hermione desconcertada, enquanto Draco ria histericamente -Ainda bem que professores mandaram Dobby liberá-los. Mais um pouco e vocês teriam sido esmagados na sala - disse olhando a minúscula sala.
-Culpa do traveco aí que ficou histérica, começou a soltar pluma e foguinho pela mão - cutucou Rony com cara de poucos amigos, fazendo Draco lançar-lhe um olhar fulminante ao passo que seus cabelos começavam a levantar.
Ao verem novamente as manifestações em Draco, Hermione e Rony ficaram olhando curiosos, enquanto Harry se encolhia e Dobby entrava em pânico.
-Mestra Draco, senhor! Não deveria fazer isso! - exclamou Dobby pulando em cima de Draco segurando sua cabeça e tentando achatar seus cabelos - Mestra Draco ainda é uma criança. Cabelos não deviam estar voando.
-Por Merlin, Dobby! Que besteira é essa que está falando? - irritou-se Draco tentando livrar-se de Dobby em vão.
-Não é besteira, senhor - desculpou-se Dobby olhando-a com lágrimas nos olhos - Mas antiga mestra Narcisa pediu pra Dobby proteger mestra Draco - continuou com as orelhas caídas, como as dos cachorros quando tomam bronca.
-Não precisa ficar assim... eu não quis ser rude - desculpou-se Draco numa voz suficientemente baixa para os outros ocupantes da sala, fora Dobby, não ouvirem.
-Está tudo bem com jovem mestra? Não está sentindo cansaço? Ou irritação? Ou até mesmo calor? - perguntou Dobby preocupado enquanto colocava a mão na testa de Draco.
-Acho que só preciso descansar um pouco, é só - admitiu Draco cansada.
Harry, Rony e Hermione olhavam curiosos Draco e Dobby interagirem. Rony e Hermione estavam surpresos de Draco não ter chutado ou ameaçado o pequeno Elfo de morte. Porém, ficaram mais surpresos ainda quando Harry comentou que Draco não tinha nada contra Elfos-domésticos.
-Então, boa noite mestra Draco - disse Dobby alegre antes de estalar os dedos, fazendo Draco cair num sono profundo - A professora McGonagall pediu pra avisar que vocês estão liberados e podem voltar para a Torre. E pediu que esse tipo de coisa não volte a acontecer. Tchauzinho - completou sumindo, levando Draco, e deixando três grifinórios de boca aberta.
Dobby, usando o tipo de mágica que só os Elfos Domésticos conhecem, "aparatou" no dormitório masculino do quinto ano que Draco dividia com seus dois amigos, Crabbe e Goyle.
Sem tardar, Dobby aproximou-se da cama de Draco, e depois de certificar-se que sua preciosa carga estava segura e confortável ele sumiu.
Enquanto isso, o trio grifinório seguia para sua sala comunal enquanto discutiam.
-"Eu amo Snape" - disse Hermione solenemente ante o retrato da Mulher Gorda, que riu, enquanto seus amigos ainda discutiam o acontecido.
-Ainda acho muito estranho aquilo - disse Harry ao entrar na sala comunal de sua casa.
-Eu disse que o Dobby e o Malfoy estavam tramando algo juntos. Eu avisei! - resmungou Rony sendo ignorado por Harry.
-Cala a boca, Rony! E o que tem de tão estranho, Harry? Você mesmo não disse que eles se dão bem? - perguntou Hermione recebendo uma breve afirmação de Harry -Dobby trabalhava pra família dela. Provavelmente cuidou da Isabele a vida toda. É natural que ele seja todo preocupado com o bem estar dela - concluiu.
-Eu sei, mas estamos falando do Dobby! - exclamou Harry exasperado - Talvez eu deva tentar entrar lá na Sonserina com a minha capa, só pra ver se ela está bem - pensou Harry em voz alta já indo em direção ao dormitório a fim de alcançar sua capa.
-Ei! Você não acha que está exagerando? Eu sei que você ama o traveco e tudo mais - ponderou Rony com uma cara desgostosa - Mas será que você não pode agüentar até encontrar com ele...ela no café da manhã? Afinal, o que pode mudar tão drasticamente de hoje pra amanhã? - completou olhando esperançoso para o amigo.
-Eu não sei - disse Harry ainda na dúvida - Estou com uma sensação ruim.
-Eu acho que você devia ouvir o Rony - comentou Hermione com sinceridade, o que fez Rony sorrir - É tão raro ele dizer algo que preste. É melhor aproveitar, vai saber quando vai vir outro momento de iluminação - comentou Hermione, fazendo o sorriso de Rony sumir tão rapidamente quanto surgiu - Eu vou dormir, boa noite - despediu-se e rumou para o dormitório feminino enquanto Harry e Rony seguiam para o dormitório masculino.
Apesar das masmorras sonserinas não terem uma santa janela, Draco poderia jurar que era uma manhã de sol... estorricante. Sua pele estava toda suada e grudada em seu pijama e seus lençóis de seda. Seu cabelo estava grudado em sua testa. O dormitório inteiro parecia uma sauna. Não podendo mais agüentar, ela decidiu levantar e se refrescar.
No caminho até o banheiro, ela não pode deixar de notar que seus amigos já não se encontravam mais no quarto. E não pôde deixar de sorrir, agora ela teria o banheiro só para ela. Com esse pensamento feliz, ela entrou no banheiro e abriu o chuveiro. Porém antes ela decidiu escovar seus dentes. Ele definitivamente odiava hálito matinal, mesmo sendo o seu. Com uma calma surreal, ela pegou sua escova e a pasta e começou a escovar seus dentes, enquanto o banheiro era preenchido pelo vapor que saía do chuveiro. Ela estava distraída em seus pensamentos quando uma voz chamou-lhe atenção.
-Seu cabelo está lindo - comentou o espelho.
-Só o cabelo? - disse com a boca cheia de pasta dando um meio sorriso enquanto se abaixava para cuspir.
-E esse seu cabelo comprido combina mesmo com você - continuou o espelho fazendo Draco engasgar.
Draco não podia acreditar. Ela passou a mão pela cabeça e alisou os longas mechas. Não contente, aproximou sua mão trêmula do espelho um pouco embaçado e limpou-o, procurando conferir a verdade com os próprios olhos. Não era sua mente lhe pregando uma peça. Realmente tinha acontecido.
-Meu cabelo! - exclamou horrorizada afastando-se do espelho - Meu lindo cabelinho - murmurou fracamente até bater de encontro com a parede, sendo banhada pelas águas mornas que desciam do chuveiro.
Temendo outras drásticas mudanças no seu corpo, Draco começou a se apalpar. Sim, ela estava aliviada. Ainda tinha duas pernas e dois braços... com aparência humanas. Não sentia nenhuma diferença drástica de altura. Pelo menos nada que pudesse fazê-la sentir-se estranha e deslocada. Seus rosto ainda parecia normal. Ela respirou aliviada, e não pode deixar de conter um sorriso. Porém, seu sorriso sumiu quando, ao sentir seu pijama encharcado e grudado ao peito, olhou para o seu busto. Eles estavam enormes!
Não que ela agora parecesse uma atriz de filme pornô americano. Seus seios nem eram tão grandes assim. Pelo contrário, eles eram até menores que os da maioria das meninas de sua idade. Mas o que assustava Draco não era necessariamente o tamanho, e sim o fato de que eles não estavam ali na noite anterior. Aliás, nem seu cabelo estava longo assim antes dela se deitar. Ela nem se lembrava como tinha ido parar nas masmorras! Tudo que lembrava era que estava com Dobby naquela sala estranha, e que ele tinha falado algo sobre ela ainda ser uma criança e que não deveria estar fazendo alguma coisa. "Qual coisa" ela não tinha a mínima idéia. E ela também não tinha a mínima idéia do que tinha acontecido com seu corpo pra mudar tão drasticamente. É lógico que seu pai já tinha avisado de que ela sofreria algumas mudanças, e ela mesmo já tinha lido em vários livros sobre veelas, mas isso era ridículo.
-Je dois contacter papa aussitôt que possible - pensou em voz alta enquanto tirava seu pijama encharcado e entrava de vez embaixo do chuveiro.
Após Draco tomar seu banho, ela dirigiu-se de volta ao dormitório e, uma vez que não sabia ao certo o feitiço de glamour, que disfarçaria as mudanças em seu corpo a olhos de terceiros, pegou seu uniforme mais pesado de inverno e vestiu, partindo em seguida.
-Acho que a gente deveria ter acordado o chefe - comentou Crabbe com a boca cheia - Já tá quase na hora da aula e ele ainda não desceu.
-Você tá louco?! Ele ficou até tarde naquela detenção ontem - retrucou Goyle exasperado - Eu é que não quero servir de alvo pro mau humor matinal dele. Você viu como ficou a cara do Weasley! Nem mesmo Madame Pomfrey conseguiu dar jeito naquelas marcas roxas - completou apontando para o ruivo sentado à mesa de grifinória.
-Eu não tinha pensado nisso - admitiu enquanto o amigo levantava as mãos em direção ao céu e balançava a cabeça desolado - Ei, olha lá, o chefe chegou - disse apontando para Draco que chegava no salão.
Assim que Draco colocou os pés dentro do salão sentiu os olhares de quase todos garotos em cima de si. O que era extremamente desconcertante. Não que ela não estivesse acostumado com olhares assim, pelo contrário. É só que normalmente os olhares vinham de garotas que sonhavam em ser o par perfeito do príncipe de Sonserina.
Sem saber o que fazer, ela olhou para Harry em busca de apoio. Porém, algo chamou-lhe atenção: Fuinha a olhava com uma expressão apaixonada! Sem poder agüentar mais, ela virou o mais rapidamente que pôde e correu em direção a sala de aula, esquecendo-se completamente de que precisava falar com seu pai.
Ela correu, e correu. E quando já estava quase sem fôlego finalmente chegou a sala na qual teria sua próxima aula, Defesa Contra as Artes das Trevas. Porém, não demorou muito para os outros alunos começassem a chegar.
As garotas olhavam pra ela indiferentes, quase todas pelo menos. Emília Bullstrode que acabara de chegar a olhava maravilhada. Draco sempre achara essa garota meio estranha.
-O que está olhando, Cara de Buldogue? - vociferou Draco fazendo o sorriso no rosto de Emília sumir por um breve instante.
Draco continuou insultando-a, em vão. Nada que ela falava tinha efeito contra aquela expressão odiosamente patética na cara de Bullstrode. E o pior, estava chamando mais atenção ainda. Draco então começou a ficar desesperada com quase toda a sala cercando-a. Não demorou muito para que ela estivesse encurralada no canto da sala.
-TODOS PARA OS SEUS LUGARES! - ordenou Lupin com um tom amedrontador, que fez com que todos obedecessem sem questionar.
Draco olhava o professor abismada enquanto rumava para sua carteira. Nunca ela ficara tão feliz em ver o lobisomem. E o melhor, ele parecia não nem um pouco afetado pela sua aparência. Estando perdida em meio a esses pensamentos, Draco não notou uma figura levantando repentinamente da carteira pela qual ela passava, tomando seus lábios com sofreguidão.
Fora tão rápido que ela nem conseguia distinguir quem era a pessoa, nem muito menos ouvir o que as pessoas a sua volta diziam. A única coisa que conseguia raciocinar era que não era certo, não era o que ela queria. Ela não apreciava nem um pouco o peso e o sabor daqueles lábios sobre os seus. E o pior, ela simplesmente odiava aquele cheiro que invadia suas narinas, queimando como se fosse fogo. Dava-lhe náuseas. Essas sensações forem lhe consumindo até que não agüentando nem mais um instante sequer, ela empurrou o ser que a tocava sem sua permissão, o mais longe que pôde.
Ela sentia uma raiva tão imensa. Não, não era raiva, era ira. Ela estava irada! Como nunca antes havia ficado. E aquela sensação espalhou-se por todo o seu corpo. Ela sentiu sua energia aumentar. E quando finalmente abriu os olhos, ela viu o ser que a beijara a poucos metros de si, encolhendo-se amedrontado.
Neville estava apavorado, e não entendia nada. Num instante ele estava com o ser mais lindo do mundo em seus braços, e no outro tinha sido jogado brutalmente no chão. E para melhorar sua situação, tinha um monstro horrível com grandes asas negras, garras e um rosto estranho e cabelo selvagem bem na sua frente, encarando-o como enormes raivosos olhos vermelhos.
-É melhor correr se quiser viver - disse Draco, ao jogar uma bola de fogo na direção de Neville.
Sem pensar duas vezes, Neville saiu correndo da classe, sendo seguido por Draco corredor afora. Todos estavam espantados. Nunca viram Neville ser tão ágil.
-Espera, Harry! - pediu Hermione tentando alcançar o amigo que saía apressadamente do Grande Salão.
-Não agora, Mione. Alguma coisa não está certa. Você viu a cara dela - retrucou Harry apertou o passo.
-Eu não achei nada demais. Até que aquele uniforme de inverno fica muito bem nela - comentou Rony com um sorriso no rosto, fazendo Harry parar e encará-lo.
Porém, quando Harry preparava-se pra dar uma resposta extremamente mal educada para o amigo, Neville passou correndo por eles, fazendo-os perder o equilíbrio, e se trancou no banheiro feminino interditado, o banheiro da Murta-Que-Geme. Eles mal tiveram tempo para se recompor, e quase foram atingidos por um ser voador que estava na cola de Neville.
-Mas que porcaria foi essa? - perguntou Rony levantando do chão e sacudindo as vestes.
-Isabele - respondeu Harry antes de correr em direção ao banheiro.
E enquanto Rony e Hermione trocavam olhares confusos, foram alcançados por alguns alunos acompanhados do professor Lupin.
-Vocês viram o Sr. Malfoy passar por aqui? - perguntou um Lupin, totalmente sem fôlego, que apoiava as mãos nos joelhos.
-Ele foi por ali - balbuciou Hermione antes de ver Crabbe e Goyle correrem na direção oposta, enquanto Lupin tirava um objeto de dentro das vestes corria em direção ao banheiro.
Harry não sabia o que fazia. Neville estava acocorado num reservado, enquanto Draco destruía o que estivesse na sua frente procurando-o. Ele nunca a vira tão irritada assim.
E quando Draco finalmente conseguiu achar Neville arrastando-o pelos pés para fora do reservado, a porta do banheiro abriu violentamente, chamando atenção dos ocupantes.
Lupin aproximou-se de Draco segurando firmemente um... espelho?
-Veja o que se tornou, Sr. Malfoy - disse Lupin enquanto aproximava-se de Draco que o ignorou - Se não quiser ficar com essa aparência horrorosa, acho melhor se acalmar - completou, há menos de 1 metro dela.
Draco ao ouvir isso, largou Neville imediatamente e pegou o espelho bruscamente da mão de Lupin. Neville aproveitou a chance e correu para fora do banheiro.
Harry observava com olhos arregalados sua amada olhando o seu reflexo com uma expressão horrorizada. E se não fosse seus reflexos de apanhador, não teria conseguido desviar dos cacos que voaram quando Draco atirou o espelho contra a parede.
Crabbe e Goyle corriam mais rápido que suas pernas agüentavam em direção ao corujal. E em pouco tempo, chegaram ao seu destino, não sem antes nocautear, com seus enormes corpos e mochilas, alguns alunos que tiveram a infelicidade de cruzarem com eles.
-Finalmente! Eu vou pegar uma coruja, e enquanto isso você escreve um bilhete pro pai do chefe - ordenou Goyle antes de ir procurar uma coruja que parecesse esperta o bastante para conseguir entrar na Mansão Malfoy.
-Ok - respondeu Crabbe ao tirar um pergaminho, uma pena e tinta da mochila.
Não demorou muito para Goyle voltar com coruja bem esperta, a linda coruja branca de Harry, Edwiges.
-Pronto. Tá aqui - disse Crabbe enrolando o pergaminho no pé de Edwiges.
-Vai rápido, entendeu? É caso de vida ou morte! - avisou Goyle antes de enviar Edwiges - Só espero que o Satã não a destrua antes dela entregar o bilhete - murmurou ao ver a coruja sumir do seu alcance de visão.
-É melhor a gente voltar pra perto do chefe - sugeriu Crabbe, e os dois saíram correndo de volta ao banheiro interditado.
Draco olhava e apalpava seu corpo, não acreditando que tal coisa poderia ter acontecido. Há poucos minutos atrás ela estava normal. E agora ela parecia uma daquelas horríveis veelas que ela vira anos antes no campeonato mundial de quadribol. Era uma cena horrível demais. Suas mãos pareciam garras, seu cabelo estava todo revolto e mexia selvagemente em sua cabeça. Seu rosto parecia um de um pássaro. Isso sem contar as enormes asas negras nas suas costas. Não sabendo mais o que fazer, ela se encolheu contra o canto da parede e chorou, sem se importar com quem estava na sala.
Harry não agüentando mais ficar parado, livrou-se de Lupin, que após dar o espelho para Draco ficou na sua frente, tentando protegê-lo da fúria da veela. Ele então correu e tentou abraçar Draco, que o repelia, ameaçando jogar bolas de fogo caso ele se aproximasse mais. Mas Harry não se importou, e a abraçou mesmo assim.
-Eu disse uma vez, e repito agora: "Não me importa se você é um garoto, uma garota ou um trasgo". Eu não dou a mínima pra sua aparência, só me deixe ficar aqui - murmurou no ouvido de Draco, que depois de alguma resistência acabou relaxando em seus braços, voltando aos poucos a sua aparência normal.
Lupin ficou um tanto desconcertado ao ficar assistindo a cena toda e nem notou quando Crabbe, Goyle, Hermione e Rony entraram.
-Tem alguma coisa que vocês gostariam de me contar? -perguntou o professor com o rosto totalmente vermelho ao olhar pro casal que ainda estava abraçado no chão do banheiro.
-Acho que é bastante óbvio não é? - disse Goyle sarcasticamente, anunciando sua presença - E eu que achei que era lerdo - murmurou em tom baixo ao se aproximar de Draco, deixando todos com a boca aberta -Você está bem, chefe? - inquiriu ao olhar Draco que ainda chorava copiosamente com o rosto escondido no uniforme de Harry.
-Ela é tão linda quando está triste - pensou Rony em voz alta, ganhando uma forte cotovelada, de Hermione, nas costelas - Pra que foi isso, Mione? - perguntou indignado, saindo do transe.
-Você acabou de falar que o Sr. Malfoy fica lindo quando está triste - respondeu Lupin tentando conter o riso.
-Ohhhhhh - balbuciou Rony antes de entrar num dos poucos reservados que ainda estavam inteiros e colocar seu café da manhã para fora.
Crabbe, que seguira Goyle para perto de Draco, após um breve exame visual, constatou:
-Acho que o chefe não está bem - disse ganhando um olhar incrédulo de Goyle e Harry - É sério. Não vejo ele assim desde aquela vez que a gente sem querer transformou a água da piscina dele em gelatina quando ele estava lá dentro.
-Vocês transformaram a água da piscina em gelatina? - perguntou Harry abismado, apertando Draco contra seu peito, num gesto protetor.
-Ei, não enche, Potter! A gente tinha quatro anos - retrucou Goyle exasperado, tentando tocar em Draco.
-Eu acho melhor levarmos o Sr. Malfoy para a enfermaria, quem sabe lá ele toma alguma coisa e se acalma um pouco - sugeriu Lupin - Só espero que não tenha muita gente aí fora pra ver o espetáculo - resmungou.
-Nós expulsamos alguns, professor. E creio que o Sr. Filch tenha cuidado dos outros - respondeu Hermione prontamente.
E dito isso, eles se dirigiram para a enfermaria. Chegando lá, Madame Pomfrey deu uma poção calmante para Draco que dormiu quase que instantaneamente. E enquanto os três grifinórios e os dois sonserinas velavam seu sono, Lupin contou o que se passara na sala de aula.
Depois de ouvir toda a história, Madame Pomfrey enxotou Lupin, que decidiu voltar para sua classe, levando consigo os cinco alunos. Madame Pomfrey então decidiu examinar Draco com mais cuidado, uma vez que ele tinha algumas escoriações ganhas graças a destruição que provocou em sua perseguição.
Ela então fechou a cortina em volta da cama, e ao remover o pesado uniforme de inverno de Draco, Madame Pomfrey teve uma surpresa e tanto. Ainda atordoada com a descoberta, ela nem percebera a chegada do diretor de Hogwarts na enfermaria.
-Absurdo...totalmente absurdo! - pensou em voz alta ao sair de perto da cama, fechando a cortina em seguida.
-Algum problema com o Sr. Malfoy, Poppy? - perguntou Dumbledore, com uma expressão preocupada.
-Nenhum problema com o Sr. Malfoy, exceto pelo fato de que seria mais correto chamá-la de Srta. Malfoy - respondeu séria.
Lúcio Malfoy estava em sua casa, tomando calmamente seu café da manhã quando uma coruja branca como a neve adentrou uma das enormes janelas de estilo renascentista, pousando calmamente na sua frente.
-Como você chegou aqui inteira? - perguntou sorrindo ao pegar o pergaminho.
A coruja, então sem esperar, bicou um pouco da comida de Lúcio, e depois bebeu um pouco de água e saiu o mais rápido que pôde.
-Ave encantadora - disse sarcástico ao ver a coruja saindo pela mesma janela que entrara e abrir o pergaminho.
-Algum problema, chéri? - perguntou Narcisa interessada.
-Só um bilhete - respondeu num tom baixo lendo a carta que dizia:
"Sinhor Maufoy,
O Chefe não está muinto ben. Na útima veiz que vi ele, ele estava voando pela escola encuanto atirava bolas de fogu.
V. Crabbe"
E logo após ler e reler o bilhete, Lúcio exclamou:
-É isso! Vou mandar Isabele para Durmstrang hoje mesmo! - disse a sua esposa, antes de voltar a comer seu café.
-Que conteúdo era esse tão horrível que o faz querer deixá-la longe de nós? - inquiriu Narcisa, pegando o pergaminho.
-São os erros de ortografia! Não quero minha filha num lugar onde um aluno do quinto ano escreve com tantos erros assim - resmungou enchendo a boca de cereal com leite.
-Por Merlin, Lúcio. Aqui diz que ela não está bem - indignou-se Narcisa após ler o bilhete - Você tem que ir lá ver o que aconteceu.
-Eu sei, estou pensando que desculpa eu darei pra entrar lá. Não posso simplesmente aparecer do nada. Aquilo é um internato! - retrucou Lúcio enquanto uma enorme ave vermelha como fogo adentrou a sala, deixou um pergaminho em seu colo e saiu tão rápido quanto chegou - Virou festa agora - reclamou ao pegar o pergaminho e lê-lo.
"Caro Sr. Lúcio Malfoy,
Venho por meio desta solicitar sua presença hoje, em meu escritório.
Por favor, venha o quanto antes. É um assunto de seu interesse.
Alvo Dumbledore,
Diretor de Hogwarts"
-E então? - perguntou Narcisa gesticulando para que ele prosseguisse.
-Acho que já tenho minha desculpa - falou antes de se levantar da mesa - Eu não devo demorar - disse e em seguida aparatou.
-Ele sempre faz isso - pensou Narcisa em voz alta - Não se preocupe, Julie. Não deve ter acontecido nada demais com a Isabele - assegurou, ao reparar que a menina ao seu lado tinha uma semblante preocupado.
-É - respondeu fracamente a pequena menina translúcida que ostentava várias queimaduras em sua rosto e braços antes de desaparecer.
Lúcio desaparatou no lugar mais próximo à escola, a cidadela de Hogsmead, e sem perder tempo foi de encontro ao local de embarque e desembarque de carruagens.
-Deseja alguma coisa, senhor? - perguntou o rapaz que tomava conta do local - Veio pegar uma carruagem pra Hogwarts?
-Não, eu vim só apreciar a paisagem e a sua companhia - respondeu Lúcio sarcástico - É lógico que eu vim pegar uma carruagem! - completou Lúcio ao ver um sorriso estampado no rosto do garoto.
-Temo que não há nenhuma, senhor. Os passeios à Hogsmead já terminaram, e por isso a escola não tem mandado nenhuma carruagem - respondeu fracamente o rapaz.
-Que maravilha! - resmungou Lúcio enquanto tirava uma vassoura minúscula do bolso - Engorgio! - disse apontando a varinha, fazendo o objeto crescer até seu tamanho natural - Obrigado por nada - disse antes de montar em sua Nimbus 2001 e voar em direção ao castelo.
Em menos de vinte minutos Lúcio chegou ao seu destino.
-Draco I. Malfoy - disse ao observar um objeto parecido com uma bússola do bolso que tirara do bolso - Hummm...enfermaria?
Andando em ritmo acelerado, Lúcio cortou caminho, e não pôde deixar de reparar os estragos que decoravam os corredores, até a enfermaria. Quadros queimados, arranhões nas paredes. Realmente algo não estava certo. Quem quer que tivesse feito isso não estava em seu juízo perfeito.
-Onde está Draco? - perguntou ao adentrar esbaforido a enfermaria.
-Como ousa entrar aqui assim? - indignada Madame Pomfrey - Creio que o senhor tenha algum compromisso agora - falou, tentando enxotar Lúcio para fora da enfermaria.
-Qualquer coisa que eu tenha pra fazer pode esperar - retrucou examinando as camas a procura de sua filha.
-Sua filha está bem, Sr. Malfoy - comentou Madame Pomfrey, num tom extremamente sério, enquanto se aproximava de um dos leitos que estava fechado com cortinas.
As palavras de Madame Pomfrey tiveram um efeito bombástico em Lúcio. Ele observou a enfermeira bloquear sua passagem para aquele determinado leito. E sem pensar duas vezes, ele farejou o ar. Sim, daquele leito vinha a essência de sua filha. Como então ela se atrevia a separá-los?
-Eu acho que prefiro conferir por mim mesmo - retrucou Lúcio com um olhar assassino enquanto se aproximava do leito.
-Ela está dormindo agora. Qualquer visita agora só iria incomodá-la - disse Madame Pomfrey, segurando o braço de Lúcio, tentando em vão tirá-lo de lá.
-Não faria isso se fosse você - disse ao sentir as mãos de Pomfrey em seu braço - Pode ser... - continuou, olhando para enfermeira - ...fatal - concluiu, com uma expressão de pura fúria, ao mesmo tempo em que um par de asas negras surgiam nas suas costas, seus olhos queimavam como fogo, e seus cabelos mexiam revoltosos, soltando o laço que os prendiam.
A enfermeira apavorando-se, fugiu.
-Sempre funciona - pensou em voz alta ao passar pela cortina e aproximar-se de sua filha - Que diabos aconteceu com você? - perguntou exasperado ao ver os cabelos longos da filha, acordando-a.
-Papa, c'est toi? - perguntou Draco enquanto piscava os olhos tentando ajustá-los à quantidade de luz do ambiente.
-Eu mesmo - respondeu, porém antes que conseguisse dizer mais alguma coisa, foi interrompido pela filha.
-Merci Merlin! J'étais si effrayé. Je me suis réveillé et mes cheveux étaient longs... et quand je suis entré dans la Grande Salle, tout le monde m'a regardé, avec des visages souriant.. et alors ce Longbottom m'a embrassé et s'est enfui. Et des ailes ont poussé dans mon dos, et mes cheveux étaient totalement ébouriffés, et je lançais des boules de feu sur lui. Et alors j'ai regardé dans le miroir...et mon visage était horrible! Je ressemblais à un poulet *** - contou Draco apressadamente, num só fôlego, chorando e se jogando nos braços de seu pai.
*** A/N - Tradução:Graças à Merlin! Eu fiquei com tanto medo. Quando eu acordei meu cabelo estava comprido...e quando eu entrei no Salão Principal, todo mundo ficou me encarando, com aqueles sorrisos idiotas...e então aquele Longbottom me beijou e fugiu. E asas cresceram nas minhas costas, e o meu cabelo estava todo selvagem, e eu atirei bolas de fogo nele. E então eu olhei no espelho...e o meu rosto estava horrível! Eu parecia uma galinha***
-Está tudo bem agora. Acalme-se, ok? - pediu Lúcio ao afagar as costas da filha, tentando acalmá-la - Eu não entendo...isso não era pra ter acontecido agora...devia ser daqui uns dois anos. Afinal, você ainda é uma criança - pensou em voz alta.
-O que quer dizer? - perguntou Draco fungando.
-Veelas só passam por essa transformação quando...bom, quando...quando são grandes. Você entende, não é? - disse Lúcio encarando um criado-mudo que parecia extremamente mais interessante do que sua filha, naquele momento.
-Não - respondeu Draco com um olhar confuso, obrigando Lúcio a fitá-la novamente.
-Eu devia ter trazido sua mãe. Ela é tão melhor nisso do que eu - resmungou em voz baixa - Olha eu não sei como funciona com veelas fêmeas, ok? Sua avó nunca me disse. As informações que eu tenho são as que eu peguei nos livros, que creio que você já tenha lido - começou sem graça - e o que o seu avô me passou. Bom, mas você conhece seu avô, então não preciso me estender muito nisso - completou olhando fixamente para sua filha e colocando a mão sobre sua cabeça.
-O que está fazendo? - inquiriu Draco, curiosa.
-Tentando te passar essas coisas por osmose - respondeu, fazendo Draco esboçar um sorriso - Sem grande sucesso, temo dizer - resmungou ao tirar a mão, o que fez com que Draco risse - Isso, ria mesmo do seu pai - constatou contrariado.
-Desembucha, papai - pediu Draco ao ver que sue pai não parava de resmungar.
-Ah, sim. Claro. Bom, normalmente...as veelas se transformam quando estão pertodeacasalar - disse Lúcio de uma só vez.
-Fala mais devagar...não consegui entender o que você disse - retrucou Draco
-Tá bem - falou tomando fôlego - As veelas manifestam todos o seus poderes quando estão perto de encontrarem seus pares. Tá entendendo até aqui? - perguntou ganhando uma afirmação de cabeça da filha - Então, as veelas usam seus "encantos" pra conquistar o parceiro. Aqui entra aquela parte de parceiros escolhidos por essência pra toda vida e blá blá blá. Bom, quando o parceiro te aceita, ótimo. Quando não...bom, aí já é outra história - desconversou com um sorriso amarelo.
-O que acontece quando ele não aceita você? - inquiriu fracamente Draco.
-Como posso falar isso sem te chocar? - pensou em voz alta, fazendo Draco encolher-se na cama - Você morre! - e vendo a filha não reagir, completou - Você sabe...bate as botas, vai dessa pra uma melhor...
-Eu entendi essa parte - admitiu Draco, levantando as mãos fazendo sinal para que e o pai parasse com os sinônimos - Mas o que acontece até lá? Digo, todo mundo vai continuar me olhando esquisito?
-Ah, sim. Bom, não há nada que se possa fazer a respeito disso. Mas pense pelo lado positivo. Só alvos em potencial são afetados. Então você não corre o risco de ter um velho babão que nem o Dumbledore atrás de você. Isso sem contar o fato de que você pode apelar pro estado Berseker sempre que alguém te encher muito o saco.
-Berseker? - perguntou Draco com cara de interrogação.
-É. De fúria.
-Você diz virar uma galinha gigante voadora - retrucou Draco desgostosa fazendo Lúcio gargalhar.
-Esse é o espírito da coisa, Isabele. E se tudo isso falhar, você pode apelar sempre para o "Meu pai saberá disso" - completou rindo - Mas eu tenho que perguntar uma coisa.
-Manda - disse Draco sorrindo.
-O seu parceiro não é aquele Longbottom que você falou, não é? Não me entenda mal, mas aquele garoto é praticamente um aborto. E pelo bem do nome da nossa família, eu teria que te matar antes que você misturasse nosso sangue com o daquela família - explicou Lúcio, sério - Nada pessoal, querida. Mas você entende, não é? Vocês poderiam...procriar! Então no fundo seria um favor pra você. E pra mim... porque eu sou muito novo pra ser avô! Eu só tenho 41!- exclamou Lúcio exasperado.
-Controle-se, pai! Longbottom e eu? Nem se preocupe, você não ia ter que me matar... porque eu me mataria antes! - confessou Draco apontando o dedo na goela e fazendo cara de nojo - Mas eu acho que já sei quem é sim - concluiu Draco sorrindo sem graça.
-Hummm...algum sapo entrou na vida da minha princesinha. Estou certo? -perguntou Lúcio brincando com as mechas compridas do cabelo da filha.
-Pode-se dizer que sim - respondeu Draco, com o rosto extremamente vermelho, evitando o olhar do pai.
-E qual é o nome do meu futuro ex-genro? - insistiu ganhando um olhar confuso da filha - Você não acha que eu deixaria alguém cujo intento é levar minha menininha embora sair com vida, não é?
-Papai! - censurou Draco - Você não pode matá-lo.
-Posso espancar até ele entrar em coma? Tecnicamente não estará morto - ofereceu Lúcio com a cara mais lavada do mundo recebendo outro olhar de censura - Arrancar um braço? - disse, fazendo Draco cruzar os braços - Ah, ele vai ter o outro! Ok, ok. Hummmm...um dedo? Céus...você é páreo duro - constatou vendo a cara indignada da filha - Quebrar as pernas? Pense bem, essa é a minha última oferta - concluiu ao mesmo tempo em que a porta da enfermaria abria.
-Poppy me avisou que você tinha chegado - disse o diretor, fazendo Lúcio virar-se.
-Só estava trocando umas palavrinhas com Draco. Eu já estava indo para o seu escritório - respondeu Lúcio, levantando-se e piscando para a filha, que sorriu.
-Você não saberia de alguma veela aterrorizando a enfermaria, não é? - perguntou o diretor olhando, sobre os óculos de meia-lua, para Lúcio que vinha andando em sua direção.
-Definitivamente não, diretor Dumbledore. Talvez Madame Pomfrey tenha ficado impressionado pelo estado que Draco estava, ou esteja trabalhando demais - sugeriu com um sorriso falso enquanto observava a enfermeira que se escondia atrás do diretor.
-Talvez. Creio que seja melhor conversarmos no meu escritório - constatou o diretor indicando a porta, e gesticulando para que Lúcio passasse.
-Depois do senhor, diretor - disse Lúcio educadamente, abrindo caminho para que o diretor saísse primeiro - Draco, seja boazinha e não mate a enfermeira - pediu Lúcio, sério, antes de sair pela porta, para horror de Madame Pomfrey.
Não demorou muito para chegarem na entrada do escritório do diretor. O diretor, para horror de Lúcio, disse sua senha, que era o nome de um doce trouxa. E sem mais demora, Lúcio entrou no escritório, sendo seguido pelo diretor.
-Então, qual era o assunto tão sério e do meu interesse que tínhamos que tratar hoje? - perguntou Lúcio, quebrando o silêncio que se instalara no escritório.
-Acho que você sabe qual é. Mas vou tentar ser o mais direto possível, Lúcio. Poppy comentou comigo hoje sobre sua filha, Draco - e não vendo nenhuma reação do loiro à sua frente, continuou - Não estou julgando os motivos que o fizeram escondê-la, de certo modo, do conhecimento geral.
-Ah - balbuciou Lúcio, com uma expressão neutra.
-E posso garantir que não há lugar mais seguro que esta escola. Entretanto, não posso garantir a segurança dela fora dos terrenos de Hogwarts. Mas creio que você já saiba de tudo isso, assim como tenho certeza de que também sabe que segredos não costumam durar muito por aqui. Mais dia menos dia, alguém sempre acaba descobrindo, e esse alguém conta pra mais alguém, que conta pra mais alguém e... acho que você entende o que quero dizer.
-Como poderia não entender uma ameaça tão direta? - disse Lúcio sarcasticamente.
-Ameaça? Nunca, Lúcio - retrucou Dumbledore sorrindo - Estou apenas dizendo que estamos no meio de uma guerra, e que você não iria querer ficar do lado errado -completou bondosamente - Por isso eu só queria perguntar: de que lado você está? - perguntou sem o menor vestígio de humor, fazendo os olhos de Lúcio queimarem como fogo.
***A/N***
Traduções:
chéri - querido
Je dois contacter papa aussitôt que possible - Eu preciso contatar o papai o quanto antes
Papa, c'est toi? - Papai, é você?
Merci Merlin! J'étais si effrayé. Je me suis réveillé et mes cheveux étaient longs... et quand je suis entré dans la Grande Salle, tout le monde m'a regardé, avec des visages souriant.. et alors ce Longbottom m'a embrassé et s'est enfui. Et des ailes ont poussé dans mon dos, et mes cheveux étaient totalement ébouriffés, et je lançais des boules de feu sur lui. Et alors j'ai regardé dans le miroir...et mon visage était horrible! Je ressemblais à un poulet - Graças à Merlin! Eu fiquei com tanto medo. Quando eu acordei meu cabelo estava comprido...e quando eu entrei no Salão Principal, todo mundo ficou me encarando, com aqueles sorrisos idiotas...e então aquele Longbottom me beijou e fugiu. E asas cresceram nas minhas costas, e o meu cabelo estava todo selvagem, e eu atirei bolas de fogo nele. E então eu olhei no espelho...e o meu rosto estava horrível! Eu parecia uma galinha
Fim do cap. 8
