Only Time
Capítulo 24 - Meu malvado favorito
Por mais que tentasse, não conseguia sequer mordiscar seu sanduíche. Ficava brincando e disfarçando, mas sua mente estava longe. Seu suco também estava intocado. Estava ansiosa, nervosa e o ambiente deprimente da nobre casa dos Black não ajudava em nada. Pelo contrário, só a deixava mais nervosa.
-Eles estão tendo só uma reunião, querida – Molly tentou tranquilizá-la – Agora coma, você está magra demais – disse sorrindo, dando tapinhas carinhosos em sua mão.
Isabele sorriu. Há muito já tinha aceitado o fato de que Molly era praticamente uma mãe para Harry.
-Provavelmente estão interrogando e torturando seu pai pra que ele conte o que sabe sobre Você-Sabe-Quem – comentou Rony, com um sorrisinho malvado, ganhando um tapa de Harry na nuca.
Aceitar Molly como "sogra" era fácil. Mas isso automaticamente fazia do Fuinha o seu "cunhado" e isso era sacal.
-Se cunhado fosse bom não começava com 'cu' – pensou ao olhar Rony com um sorriso sarcástico – Não é com isso que estou preocupada – enfim respondeu.
-Com certeza. Duvido sequer que as técnicas de interrogatório que eles conhecem cheguem a funcionar – concordou Hermione mordiscando sua maçã, e chamando atenção dos demais.
-Como assim, querida? – perguntou Molly confusa.
-Eu andei fazendo umas pequenas anotações durante a noite esses dias – começou, tirando um pequeno calhamaço de folhas da minúscula bolsa que carregava – Espero que seu pai não se importe por eu ter pego umas folhas emprestadas – disse, olhando para a amiga que sorriu tranquilizando-a – E bom, estou tentando estudar um pouco os hábitos de veelas e seus descendentes. Para evitarmos alguns desentendimentos entre as duas raças num futuro, - ela olhou para Harry - e bom, pelo que notei até agora eu duvido que sequer um veritasserum "funcione" – completou, tomando um gole de suco e só aí reparando que todos a olhavam com expressões chocadas e divertidas.
-Veritasserum funciona em todo mundo – retrucou Rony atestando o óbvio.
-Sim, mas o raciocínio dele é muito mais rápido que o nosso. Não acho que consigam extrair alguma coisa útil se ele não focar em um único ponto - explicou, mostrando uma página na qual anotou todas as nove formações de Lúcio e seus empregos simultâneos - Eu sequer acho que ele consiga se focar em um único ponto por muito tempo – completou - Sem ofensa – desculpou-se com a amiga.
-Não estou ofendida – tranquilizou Bele.
Porém, antes que pudesse dizer mais alguma coisa, foram surpreendidos pela porta da sala de reunião abrindo e Snape saindo arrastando Lúcio pelo braço e depositando-o à mesa junto com os demais e aparatando em seguida, com uma cara de poucos amigos.
-Folhas! Posso ler? Adoro ler – disse, pegando o calhamaço de folhas de Hermione sem esperar pela resposta, espantando os demais.
-O que está fazendo aqui? – Molly perguntou irritada – Não era o combinado você ficar lá na reunião e eu com as crianças? – disse, recebendo protestos dos adolescentes presentes. E, pelo amor de Merlin! Páre de piscar desse jeito e de se coçar. Você vai acabar se ferindo todo – ralhou, segurando as mãos dele que pareciam muito mais quentes que o normal. Soltou logo em seguida, sentindo suas mãos começando a queimar.
-Ei, papai. Sabia que a Hermione andou fazendo umas anotações sobre a gente? – disse, apontando para o calhamaço de folhas que ele abandonara quando Molly chamou sua atenção.
Como num passe de mágica, ele estava folheando-as novamente, e virava as páginas numa velocidade impressionante, assustando os demais.
Nessa hora, as pessoas começaram a sair da sala de reunião. Sirius e Remo foram os primeiros, seguidos de Artur. Pareciam preocupados. Lúcio ao vê-los, largou as folhas.
-Você devia redecorar aqui, Siri. Muito escuro aqui. Deprimente também. Dá a impressão que está sempre sujo – disse rápido demais – Posso te ajudar se quiser. Acho que uma mudança radical seria ótimo. Algo bem claro, acho que combinaria mais com você – explicou, gesticulando bastante. Em seguida, levantou-se e saiu examinando a decoração da casa, ignorando o dono com quem estava falando há pouco.
-Ele não consegue ficar parado muito tempo, não é? – disse Olho-Tonto Moody, ao ver a veela – Parece você, Nymphadora – cutucou a subordinada que pareceu ofendida.
-Você está suando demais – comentou Sirius, vendo as gotas correndo pelo rosto da veela que cutucava o papel de parede- Parece que vai ter um treco!
-Isso não aconteceria se não tivessem tentado envenenar meu pai – comentou Isabele com um tom de quem comenta sobre o tempo – Vamos nos sentar, papai? Não queremos que você caia, não é? – sorriu pra o pai com a voz extremamente calma, levando-o para a cadeira mais próxima.
-Ninguém tentou envenenar seu pai, garota – indignou-se Sirius, aumentando o som da voz.
Mal acabou de proferir as palavras quando foi prensado contra a parede por uma enfurecida veela de olhos vermelhos e expressão feroz. Mas a expressão foi logo substituída por uma de dor.
– Eu não me sinto muito bem – disse Lúcio em voz baixa, seus olhos voltando ao normal. Seu rosto estava extremamente pálido.
Então, ouviu-se um estampido e Snape estava de volta, carregando uma frasqueira. Seu humor parecia não ter melhorado muita coisa. Porém, para alguém atento como Hermione era possível ver que sua expressão se suavizava consideravelmente ao ver a veela, mesmo que por mero instantes.
-Detesto acabar com esse momento lindo, mas você se importaria de sentar nessa cadeira e tomar logo essa poção antes que eu vomite – rosnou Snape para Lúcio, que estava com a testa apoiada no peito de Sirius, que parecia extremamente sem graça e ficava olhando para os lados.
Hermione achou a cena hilária demais. Mas ao ver que todos os demais, com exceção de Lupin, que ria discretamente, não tinham idéia do que presenciaram. Snape tinha demonstrado, mesmo que mascarado com seu habitual tom mordaz, mais emoções do que nos últimos cinco anos de convívio.
Molly estava lívida. Como Lúcio ousava aparecer nesse estado na frente das crianças? Ele estava totalmente alterado! Falava rápido, suava feito um louco e falava coisas sem nexo.
-Não sei o que você tomou hoje, mas vir aqui, nesse estado e ainda dar show na frente das crianças é demais até mesmo pra você – disse Molly, tirando Lúcio da frente de Sirius bruscamente.
-Ele não tomou nada. Vocês que o envenenaram – defendeu Bele, irritada com a reação da mãe do Fuinha.
-Ninguém envenenou ninguém – disse Sirius irritado, ao mesmo tempo em que Lúcio vomitava um líquido negro.
Snape e Bele correram a segurar Lúcio cujas pernas estavam bambas e parecia que desmaiaria a qualquer instante. O mestre de poções ajudou a afilhada a deitar o pai, que tremia violentamente, no chão e foi pegar sua frasqueira abrindo vários frascos e levando um à boca da veela. Os demais pareciam chocados demais pra reagir.
-Ele foi envenenado sim. Tentei avisar quando percebi, mas aí ele já tinha comido pelo menos uns dois – comentou Snape ao tirar um frasco de perto de Lúcio, que sem querer tocou o líquido da poção que agora borbulhava – Você quer ficar quieto e parar de tocar e destruir as malditas poções? Obrigado! - ralhou, afastando a mão de Lúcio com um tapa.
Os presentes assistiam à cena, atônitos. Afinal, nunca tinham visto Snape demonstrando tanto cuidado com alguém. Os dois pareciam muito ligados.
Harry, ainda aturdido com a situação, não sabia como poderia ajudar. A única que sabia era que tinha confortar Bele como pudesse, mesmo que isso significasse ficar somente ao seu lado. Ele então aproximou-se dela, apoiando sua mão em seu ombro, apertando-o suavemente.
O gesto era singelo, mas o efeito era avassalador. Bele sentiu a tensão que sentia esvaindo de seu corpo, e sem perceber sorriu. Infelizmente não notaram que seu professor de Poções presenciara a cena com os olhos estreitos.
-Mas fui eu quem fez os biscoitos que estavam lá dentro. E não coloquei veneno algum – negou Molly, alterada.
-Veelas não podem comer chocolate – explicou Hermione, fazendo a cor sumir do rosto de Molly, e ganhando olhares incrédulos dos demais – Ele vai ficar bem? – perguntou ao professor, sentando-se ao lado da amiga e consequentemente perto dele.
Snape, agora com o humor pior ainda, devido à cena romântica que presenciara a pouco, não teve dificuldades em simplesmente ignorar a aluna enxerida.
-Eu não sabia – sussurrou Molly, horrorizada pelo estado em que a veela se encontrava – Juro que não sabia – desculpou-se chorando ao olhar para Lúcio e Bele, saindo em seguida.
-Bom, eu realmente acho que devíamos dar espaço pro Severo trabalhar – disse Remo, ao ver a expressão fechada de Snape, e começando a enxotar os demais, com exceção de Harry que se negou a abandonar a namorada, que o abraçou.
Severo administrou mais algumas poções e certificando-se de que a veela ficaria bem não pensou duas vezes em acordá-la.
-Acorda– chamou, dando uns tapas no rosto de Lúcio, chamando atenção de Bele e Harry – Quantos dedos vê? – disse ao dar uma sacudida no braço do loiro, fazendo-o finalmente abrir os olhos e mostrar três dedos para o amigo.
-Hn? – respondeu eloquentemente Lúcio, com uma expressão confusa ao se sentar. Seus olhos estavam muito pesados e não conseguia entender a pergunta.
-Você sabe o seu nome? – tentou de novo, chamando atenção do casal que se aproximou – Você sabe quem sou eu? – perguntou um tanto alarmado.
-E da gente? - completou Harry, preocupado, ganhando um olhar ríspido de Severo.
-Amigo. Você é meu amigo. Melhor amigo. Sev. Eles são meus filhos. Isabele e Harry. Vocês são minha família – respondeu a veela bocejando e deitando-se de novo, fechando os olhos instantaneamente.
Harry estava chocado. Então era assim que seu sogro realmente os considerava?
-Eu vou liberar um quarto pra ele descansar – disse Harry levantando-se e evitando olhar para os demais, saindo em seguida.
-Pelo menos não é o Longbottom – suspirou o mestre de poções com uma expressão de alívio ao ver Harry saindo, fazendo Bele rir.
O clima à mesa era descontraído. Barulhos de pratos e talheres eram ouvidos em meio à gritaria e risadas. Todos ficaram em silêncio quando notaram Isabele sorrindo e acenando em direção às escadas.
Lúcio, sentindo todos os olhares em si, ficou extremamente sem graça. Não tinha um espelho, mas mesmo sem poder se ver tinha certeza de que seu rosto estava corado. Sem perceber deu um pigarro, e coçou a nuca, desviando o olhar dos demais.
Seus gestos simples pareceram adoráveis aos olhos da maioria das mulheres presentes e até mesmo de alguns homens.
-Tá forçando a amizade – reclamou Bele, jogando um miolo de pão em Hermione, tirando-a do transe, deixando a última bem envergonhada – Sente-se aqui, pai. Você deve estar com fome. Dormiu um dia inteiro! – disse ela, indicando o lugar ao seu lado, agora desocupado já que ela empurrara Rony para o chão sem nenhuma cerimônia.
Antes que Lúcio pudesse sequer chegar perto da mesa, foi interceptado por Molly, que ostentava uma expressão estranha. Instintivamente, ele deu um pequeno passo para trás. No entanto, foi surpreendido por um abraço.
-Estou tão aliviada de que você está melhor – confessou, segurando o rosto dele com as mãos – Bele está certa. Você deve estar faminto! – disse levando-o para o lado da filha – Mas essa comida do jantar é muito pesada pra você. Vou fazer algo mais leve – continuou sem deixa-lo falar – Você tem que comer mais, está muito magro – constatou ao sair em direção à cozinha.
Ele estava atônito à mesa. Sua expressão assustada, com seus olhos um tanto quanto arregalados ainda olhando em direção à cozinha, fez com que as gargalhadas rolassem soltas.
-Acho que a Molly adotou mais um – comentou Remo, arrancando mais risadas à mesa.
-Não estou entendendo nada – sussurrou Lúcio, ainda tentando assimilar as coisas ao seu redor e massageando a têmpora – E onde estão minhas roupas? – perguntou ao puxar a camiseta que parecia muito grande nele.
-Não se lembra do veneno? – perguntou Artur, preocupado, ignorando a pergunta do loiro e atraindo a atenção dos demais.
-Não. Eu só lembro de ter sido obrigado a ir numa reunião extremamente chata, ouvir algumas idéias estapafúrdias – resmungou contrariado ao pegar um pedaço de frango.
-Nem pense em comer esse frango frito, Lúcio – ralhou Molly da cozinha, fazendo-o devolver o frango.
-Fica na sua – disse para Bele, que ria da sua expressão – Então, alguma coisa aconteceu na reunião? O que foi? Alguma maldição? Arrancaram algum membro de algum jeito bem grotesco de novo? – perguntou, deixando alguns meio enojados.
-Por que arrancariam um membro seu?– inquiriu Rony, com uma expressão nauseada, levantando-se do chão.
-Senhores da Guerra não gostam quando ofendemos seu Q.I. – explicou Lúcio – Ou falta dele – riu, bebericando um pouco do suco da filha.
-Você chamou Você-Sabe-Quem de burro? – perguntou Harry, surpreso.
-Lógico que não. Falei que ele tinha um Q.I. digno de um gnomo de jardim. Gnomos de jardim tem o Q.I. bem mais baixo que os burros – explicou a todos, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo - Não precisa fazer essa cara. Seu tio colocou meu braço de volta – amenizou, vendo a horror no rosto da filha – Consegue ver? Novo em folha! – constatou, ao puxar a manga do ombro direito e mostrar a cicatriz na junta da articulação do ombro com o braço e mostrar para a filha, que fez cara de nojo.
-Na verdade você foi envenenado – comentou Remo, tentado quebrar o silêncio que se instalara após as revelações de Lúcio – Sem querer, é lógico. A Molly não sabia que você era... alérgico...a chocolate – emendou, ao ver que Lucio se afastara do suco que tomava.
-E minhas roupas? – perguntou por fim.
-Só sobrou a calça, que já foi lavada e está secando. A camisa manchou quando você vomitou aquela coisa nojenta. Essas que você está usando são minhas. Mas pode ficar com elas o quanto precisar – respondeu Sirius, solícito - Elas ficam melhor em você mesmo – disse em voz baixa e com o rosto corado.
-É claro que ficam. Afinal, eu sou perfeito – concordou Lúcio com um sorriso debochado no rosto, causando uns risinhos à mesa.
O restante da refeição foi calma. Bele estava extremamente feliz porque aparentemente o único que ainda tinha algum pé atrás com sua família era Rony. Todos os outros receberam até mesmo seu pai, o membro mais excêntrico de sua família de braços abertos.
Após o jantar, Bele e as outras crianças – porque era assim que Molly sempre se referia a eles – foram enxotadas para o quarto, juntamente com seu pai – já que ele não passava de uma criança grande, segundo Molly -, que fora proibido de sequer voltar pra casa devido ao susto que passaram com seu envenenamento, para dormirem mais cedo.
-Isso não é justo! Por que eu fiquei de castigo aqui em cima? – resmungou, dando um chutinho no ar, com a cara emburrada, fazendo Bele e Hermione rir.
-Eles sempre mandam a gente dormir cedo quando eles saem em missões para Ordem – explicou Hermione, fazendo-o parar seus resmungos.
-E você sabe que missão é essa? – perguntou Lúcio alarmado para a garota.
-Nós ainda não somos membros da ordem, então não temos informações oficiais a respeito dessas coisas – disse Gina, olhando as unhas.
-Informações não-oficiais também servem – respondeu Lúcio automaticamente. Pela expressão dos demais, nem todos sabiam sobre tais informações e olhavam para Gina indignados.
-Não consegui pegar muito, a não ser que fariam uma emboscada num bar num canto da cidade – informou Gina à Lúcio, que ficou tenso.
Ele nada disse. Somente foi até a porta e abriu-a, colocando o rosto pra fora.
-Ei, mulher elefante. Vem dar um jeito nesses pivetes. Eles começaram a brigar aqui. Se mais algum gritar na minha orelha, jogo um pela janela! – gritou para Molly.
Os adolescentes ficaram atônitos e só se mexeram quando ele falou com eles.
-Estão esperando o quê para começarem a brigar? Eu quero sair logo daqui – disse Lúcio.
Hermione, entendendo o plano, não demorou para virar um tapa em Rony. Gina, indignada correu para defender o irmão, atacando Hermione. Isabele defendeu a amiga. E quando Molly chegou ao quarto, todos os adolescentes estavam envolvidos na briga e nem sequer lembravam o que tinha começado. Com a bagunça, Molly não percebeu que Lúcio não estava mais presente.
Ele fizera um pit stop na casa de um certo Mestre de Poções e pegou a poção que precisava de seu estoque pessoal. Daria o disfarce infalível, que lhe proporcionaria tempo suficiente pra controlar a situação. Com certeza, Severo não ficaria nem um pouco contente quando descobrisse, mas pelo não tinha tempo hábil pra procurar outra solução. Precisava entrar naquele bar, não ser descoberto e evitar que os membros da Ordem morressem. Para isso, só bastava ficar incógnito por um tempo.
Não achou que demoraria tanto pra achar o tal bar. E xingava-se por não ter prestado mais atenção na reunião. Passara mais tempo cuspindo bolinhas de papel no cabelo de Severo e ofendendo Dumbledore do que nos detalhes do plano.
Quando finalmente conseguiu achar o bar, percebeu que não havia muito movimento por ali. Todos pareciam já estar lá dentro, com exceção de uma garota de cabelos roxos e roupa minúscula que tentava calçar uma bota enorme perto da entrada de funcionários.
-Deixe-me ajudá-la – disse Lúcio, ao arrancar um fio de cabelo da garota e estuporá-la.
Passados alguns minutos, um rapaz com cabelo espetado saiu do bar a procura de alguém.
-Quase vinte minutos pra colocar uma porra de uma bota, Liz! O show já vai começar – reclamou o rapaz, puxando-a.
-Show? – perguntou a garota de cabelos roxos, com uma expressão confusa, parando de andar.
-Ah, meu. Você ficou chapada antes do show? – perguntou, arrastando-a para o palco e colocando-a de frente ao microfone – Só acompanha a letra por aquela tela, Liz. E tenta não fazer merda – disse, apontando para uma pequena tela no canto do palco.
Em poucos minutos, os músicos começaram a tocar. E só uma coisa passava na mente de Lúcio ao ver Comensais da Morte e reconhecer alguns membros da Ordem de Fênix olhando fixamente para o palco, em sua direção.
-Merda!
Fim do cap. 24
A/N: E finalmente a fic segue rumo ao seu final ^^
