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Então, gente, só avisando que algumas drabbles tratarão de assuntos que nem são distúrbios propriamente dizendo e por isso nem recebem um nome ou um espaço muito relevante nos estudos da psicanálise. Como o do Itachi, esse aqui da Temari e arrisco dizer até mesmo do Hidan.
É que se eu fosse pegar apenas os que têm termos/diagnósticos como manda o figurino, não saciaria minha necessidade de estender a ideia para o maior número de personagens possível. :3
"Tomboy", pra quem não sabe, é o nome dado para garotas que se vestem, se comportam como garotos. Aqui estendi, aprofundei e potencializei muito, mas basicamente é isso.
A propósito, pra quem se interessar por estender horizontes, recomendo assistir "Tomboy" - só um aviso: é cinema europeu, então não esperem dinâmica demais. É bem estático, mas lindo e muito profundo - e "Boys Don't Cry" com a (linda, maravilhosa, pegaeu) Hilary Swank - bem pesado, mas pra quem curte essas coisas é perfeito.
Presente para boneyking-ofnowhere.
. Temari .
. Tomboy .
. 200 palavras .
Ela tinha um gingado de macho no andar e não usava vestidos. Falava pouco, mas quando falava, saía muita merda.
Foda-se as grifes. Demorou pra depilar a virilha: doía pra caralho. Brincava de lutinha, dava porrada em todo mundo. Nunca fazia as unhas e na loja ia direto pra seção masculina pra pegar um blusão com uma estampa espertinha.
Não sabia dizer "eu te amo" e detestava filme mela cueca. Tinha pavor de momentos íntimos que só arrancavam uma palavra de seus lábios sem batom: boiolagem.
Todo mundo achava que ela colava o velcro. Na verdade, queria ser homem... Gay. Não sentia nada vendo pornô hetero. Queria andar sem camisa e comer todo mundo sem a pressão social (não 'tava nem aí, mas quem gosta de ser "vadia"?).
Os caras mais corajosos a queriam por tudo isso. Raríssimos. E porque não sabiam nem da metade.
— O sutiã fica.
Seus seios a incomodavam porque ela só dormia de bruços. E também porque simplesmente não gostava deles.
O cara deu de ombros. Ela fechou os olhos, apertou a bunda dele e se imaginou como se sentia: loiro, alto, forte e muito gostoso. Na cabeça dela, estava comendo o Axl Rose. De quatro.
