Muito obrigado pelos reviews! Amei todos!
Espero que curtam mais esse Cap.
Beta: Pérola (Se vc não saiu correndo ontem, acho que não sai nunca mais kkkkkkkkkkk)
Capítulo Três
O hotel Grand Ferris parecia o mesmo para Jared. Tirando algumas pequenas mudanças, o moreno sentia como se não tivesse voltado tantos anos no tempo.
Algumas pessoas passaram por ele e o olharam de modo estranho. Jared ajeitou a roupa, se sentindo um peixe fora d'água.
- Mas eu não estou? – Sorriu e disse baixinho.
Chegou à conclusão que não poderia ficar perambulando pelo hotel sem ser um hóspede, então resolveu se registrar.
Andou devagar até a recepção e um homem sorriu para ele.
- Bom dia.
- Bom dia. Preciso de um quarto, por favor. – O escritor sorriu de volta.
- Suíte de solteiro?
- Sim. – Jared respondeu.
- Perfeitamente senhor. – O homem pegou uma chave e anotou algo no livro de registros. – A diária é de vinte e cinco dólares. Escreva seu nome e assine ao lado. – Ele virou o livro na direção do moreno.
- Vinte e cinco dólares? – Jared repetiu.
- Esse hotel é quatro estrelas senhor. – Ele justificou.
Jared percebeu que o homem pensou que ele achara caro, mas foi justamente o contrário. Ele assinou o livro e viu o recepcionista fazer um movimento com a mão. Imediatamente um rapaz apareceu ao seu lado.
- Alguma mala senhor? – O rapaz perguntou.
Jared o encarou, percebendo que o conhecia de algum lugar. Olhou para a plaquinha em seu uniforme. William Potter.
- Sr. Potter?
William olhou para seu pai na recepção e deu de ombros.
- Sim senhor, tem alguma mala?
- Eu... Eu... – Jared encarava o jovem com cara de espanto. - Eu não tenho nenhuma mala... Obrigado. – O moreno respondeu sem esconder a emoção em sua voz.
Lembrou de quando o Sr. Potter lhe contou que começara a trabalhar no hotel com quatorze anos em 1948, então ele estava agora com dezesseis.
- Com licença senhor. - William se afastou e Jared o acompanhou com o olhar.
- Sua chave senhor Padalecki...
- Ah! – Jared ficou sem graça. O homem poderia pensar que ele era algum tipo de tarado. – Obrigado.
Jared guardou a chave no bolso da calça, e como bom curioso que era resolveu explorar o local que ele conhecia tão bem. Foi até museu e entrou, reparando que faltavam muitas fotos na parede, principalmente de Jensen.
- Claro que não tem... – Ele disse, sorrindo ao ver o livro de registros de 1915 e sentiu falta da maquete que ele vira em 2012.
Mesmo sentindo o corpo cansado, continuou seu passeio, cada vez mais deslumbrado. As pessoas continuaram o encarando de um jeito estranho, mas chegou à conclusão de que era coisa da sua cabeça.
Resolveu comer antes de descansar e quando chegou ao restaurante, seu coração acelerou ao ver que Jensen e Danneel tomavam café da manhã.
"Ele já está aqui..." Pensou antes de se esconder atrás de uma pilastra.
- Claro que está! A estreia da peça é hoje... – Disse em voz alta.
Respirou fundo algumas vezes, se achando um tolo por ter se escondido. Parecia aquelas fãs que desmaiavam quando viam seus ídolos. Disfarçou e se sentou em uma mesa. Logo um garçom veio lhe atender.
- Bom dia senhor. Gostaria de fazer seu pedido?
- Bom dia... – Jared o encarou. – Er... Café preto e... – Jared de repente se viu com fome. Não tinha comido nada antes da "viagem". – Ovos com bacon e torradas com geleia. Se tiver light eu prefiro, por favor.
O garçom que estava anotando, parou de escrever e olhou para o moreno.
- Geleia light?
Jared balançou a cabeça.
- Acho que não temos essa marca de geleia senhor, pode ser outra?
Jared demorou uns segundos pra entender, e sorriu quando se tocou que nos anos 50 ainda não existiam produtos light ou diet.
- Pode sim, obrigado.
- Com licença. – O garçom se afastou depois de anotar no número do quarto e o moreno suspirou nervoso. Tinha que tomar cuidado com esses detalhes.
Voltou sua atenção a Jensen, que sorria e gesticulava enquanto falava. Mas de onde o moreno estava não conseguia ouvi-lo.
"Ele sempre estava sorrindo." Lembrou-se das palavras de Potter.
O loiro vestia calça de flanela escura e camisa de botão com estampa xadrez, enrolada nos braços, que não passaram despercebidos ao escritor. Tinha os cabelos curtos com corte estilo escovinha, mas bastante bagunçados no topo. Bem do jeito que vira nas fotos do museu. Na verdade, Jensen manteve esse corte a vida toda.
Jared sentiu seu coração acelerar novamente e um calafrio percorreu seu corpo. Ele era ainda mais lindo ao vivo.
Observou Danneel e ela era muito bonita também. Ruiva com a pele muito branca, usava um vestido igualmente de flanela, listrado.
O moreno se assustou quando o garçom voltou com seu pedido, e quando olhou novamente para Jensen, este estava lhe encarando.
Jared ficou sem graça e não sustentou o olhar. Por um segundo teve medo que Jensen desconfiasse de algo, mas como poderia? Disfarçou um sorriso e decidiu que quando acabasse o café, ficaria em seu quarto até a hora da estreia da peça. Além de descansar, precisava se acalmar.
Jensen se levantou e afastou a cadeira da ruiva. Ambos saíram pela varanda do restaurante que dava acesso ao jardim, que estava bem mais arborizado e que agora possuía um imenso chafariz.
O moreno se sentiu desconfortável quando viu Jensen a abraçando, mas logo se lembrou da biografia dele. Jensen era gay. Definitivamente.
Os observou enquanto terminava seu café. Eles andaram em direção ao lago, e depois Jared não conseguiu mais vê-los. Se levantou e se sentiu tentado a procurá-los, mas por fim, decidiu ir para seu quarto.
oOo
O moreno abriu a porta e sorriu. O quarto era muito parecido com o de 2012. Amplo e confortável, mas conforme o explorava, descobriu que não tinha TV nem frigobar. Pelo menos o mini bar e a poltrona, que era diferente, estavam lá.
Tirou o casaco, guardando-o dentro do armário. Tirou também os sapatos, as meias e por fim a calça, dobrando-a cuidadosamente. Não podia esquecer que a moeda estava lá, e que tampouco podia perdê-la.
Tirou o dinheiro de dentro da cueca, que já estava lhe incomodando e separou algumas notas de vinte dólares.
Segundo a sua pesquisa, realmente as coisas eram mais baratas em 1950, mas não imaginara que seria tanto. Não tinha ideia de quanto custava a entrada do teatro e resolveu que cinquenta dólares bastaria para usar à noite. Talvez explorasse a cidade depois de assistir a peça, e esse pensamento lhe trouxe Jensen a sua mente, o fazendo suspirar.
- Não há nada que me interesse fora desse hotel, pelo menos hoje... – Concluiu e riu em seguida.
Olhou a sua volta pensando onde guardaria o restante do dinheiro, e viu que a mesa que havia no canto do quarto possuía uma gaveta com chave.
- Excelente!
Depois de guardar o dinheiro Jared entrou no banheiro. Acendeu a luz e reparou que em cima da pia havia uma escova de dentes na embalagem, um pequeno pente, que parecia novo, pasta de dente e sabonete fechados, além de uma caixa de fósforos.
- Pente e escova de dentes? – Jared se perguntou e riu.
Afastou a cortina do box e viu que o chuveiro era aquecido a gás, descobrindo o propósito do fósforo. Ligou a água e acendeu o aquecedor.
Tirou o restante de suas roupas e fez uma lista mental das coisas que precisaria comprar no dia seguinte. Desodorante, shampoo, condicionador, creme para barbear e barbeador, algumas roupas e mais um par de sapatos pelo menos.
Se sua ideia inicial era de ficar por pelo menos duas semanas, não poderia usar a mesma roupa por todo esse tempo.
Compraria também uma mala, um relógio de pulso, uma carteira, um caderno e canetas, pois gostaria de fazer algumas anotações. Talvez escrevesse um diário contando sua experiência.
Após tomar banho, Jared se jogou na cama. Estava realmente cansado pelo esforço que sua mente fizera mais cedo. Tinha lido algo a respeito no livro de Julian. Jared se lembrou do escritor e pensou se contaria ou não a ele que sua teoria estava certa.
Pegou um lençol para se cobrir, já que lavara sua cueca no banho e estava nu. Só esperava que ela secasse até a hora em que precisasse dela novamente.
Não almoçaria, deixaria para comer alguma coisa antes de a peça começar.
Fechou os olhos e foi quando se lembrou de algo. Como faria para acordar na hora certa? Jared sentiu falta de seu celular e viu que na mesinha de cabeceira, ao lado telefone, tinha um relógio com despertador de corda. Ficou com medo de aquilo não funcionar direito e tirou o fone do gancho, levando-o até seu ouvido.
- Será que eu tenho que discar algum número para falar com a recepção? – Jared se perguntou e imediatamente ouviu a voz do recepcionista.
- Bom dia, em que posso ajudar?
- Bom dia, eu gostaria de saber se vocês têm serviço de despertador? – Jared não sabia se era esse o nome que usavam para esse tipo de serviço naquela época.
- Temos sim senhor. Que horas gostaria de ser acordado? – O homem do outro lado da linha perguntou.
- Às quatro e meia, por favor... – Jared respondeu depois de olhar as horas.
- Pois não senhor...
- Ah! Mais uma coisa... Como faço para comprar um ingresso para a peça mais tarde? – Jared perguntou.
- Irei deixar um ingresso reservado, basta pegá-lo aqui na recepção senhor. São cinco dólares.
- Cinc... Obrigado!
- Por nada senhor, bom descanso.
oOo
Jared entrou no teatro, estranhando que não havia ninguém. Olhou em volta e todas as poltronas estavam vazias, exceto uma, no canto.
Jensen estava sentado e o encarava, sorrindo. O moreno sentiu seu coração pular dentro do peito. Jensen era lindo demais.
- Estava me procurando? – Ele perguntou.
- Eu... Sim, eu estava... – Jared respondeu.
- Venha até aqui, eu não mordo... – O loiro brincou e sorriu mais aberto, deixando seus dentes incrivelmente brancos a mostra.
Jared foi ao seu encontro e se sentou na poltrona ao lado.
- A que horas começa a peça? – Ele perguntou.
- A hora que você quiser... – Jensen respondeu e o moreno o encarou confuso.
Ackles se levantou e ficou na frente do escritor. Jared não sabia o que fazer, nem o que falar, e para sua surpresa, o loiro se aproximou mais, apoiando as mãos no encosto da cadeira e ficando com o rosto a milímetros do seu.
- Por que você está aqui? – Jensen perguntou.
- Eu... Eu vim ver a peça...
- Só a peça? – Jensen aproximou seu nariz da curvatura do pescoço do moreno e aspirou seu cheiro, fazendo Jared se arrepiar.
- Na verdade, eu...
Jensen sorriu e lambeu a região, fazendo Jared gemer.
- Oh Jensen... – Jared gemeu e segurou no rosto do outro, forçando Jensen a encará-lo. – Na verdade, eu vim por você.
- Eu sei... – Jensen sorriu novamente e o beijou.
Jared correspondeu ao beijo, sentindo a língua do loiro massagear a sua à medida que invadia a sua boca.
Seu membro começou a despertar e ele procurou o membro de Jensen, passando a massageá-lo por cima da calça.
O ator afastou seus lábios e gemeu.
- Não podemos fazer isso aqui Jensen... – Jared disse nervoso. Estava com medo que alguém os flagrasse. Se em 2012 eles já poderiam ter problemas por estarem fazendo aquilo ali, imagina em 1950?
- Quer ir até o camarim? – Ele perguntou mais gemendo do que falando.
- Quero... – Jared interrompeu a massagem, e quando se levantou, Jensen o beijou novamente, enfiando seus dedos por dentro de seus cabelos.
O moreno o puxou pela cintura, colando seus corpos, se esfregando com força no membro do outro. Jensen apertava suas nádegas enquanto ele fazia o mesmo com o loiro.
Sabia que se continuasse assim acabaria gozando, mas estava tão bom, que ele não tinha forças para parar e quando estava no limite da excitação, Jensen abandonou seus lábios, sussurrando no seu ouvido.
- Goza Jared...
- Oh Jensen! – Jared gemeu e acordou sentindo espasmos por todo o corpo, enquanto se esfregava no colchão, sentindo seu líquido quente molhar a cama.
Depois de alguns segundos, abriu os olhos, percebendo que havia sonhado.
- Nossa! – Jared suspirou pesadamente e sorriu, ainda sentindo os efeitos do recente orgasmo.
Olhou no relógio, vendo que eram quase quatro horas. Resolveu se levantar e entrou no banheiro.
oOo
Jared tomou banho e se arrumou. Nesse meio tempo o telefone tocou e ele se assustou, lembrando em seguida que havia pedido para que o acordassem.
Desceu até a recepção, pagou e pegou seu ingresso. Procurou por Jensen enquanto se dirigia ao restaurante, mas com certeza àquela hora ele devia estar se preparando, ensaiando para a estreia da peça. Jared se pegou ansioso para ver Jensen em ação e sorriu, se lembrando do sonho.
- Boa tarde senhor. – Um garçom se aproximou assim que o moreno se sentou e Jared olhou o menu antes de fazer seu pedido. Não queria cometer a mesma gafe de antes.
Enquanto comia ele viu William na varanda do restaurante.
Jared sentia muita falta de suas conversas e se lembrou do amigo com carinho. Queria chamá-lo, mas o que ia dizer?
"Oi eu sou o Jared. Você ainda vai me conhecer... Mais especificamente daqui a 62 anos..." O moreno riu de seu pensamento.
Não poderia dar bandeira, e se aproximar de William Potter de 1950 estava fora de cogitação. Tinha um propósito ali, e não era arrumar problema, principalmente envolvendo um garoto de dezesseis anos.
Terminou de comer e procurou um relógio com os olhos. Não viu nenhum, e chamou o garçom que lhe informou que eram cinco e meia.
Jared se levantou e andou até o teatro, sentindo que suas pernas estavam bambas. Assim que entrou uma moça lhe entregou a programação da noite.
- Boa tarde senhor, divirta-se... – Ela disse.
- Obrigado.
Jared não queria sentar muito na frente, mas queria ter uma visão ampla do palco. Escolheu uma poltrona e começou a prestar atenção nas pessoas. Reparou que estavam bem vestidas, até demais para assistirem a uma peça. Mas era os anos 50, pós-guerra, quem era ele para julgá-los?
Outra coisa que chamou atenção dele foi o fato de as pessoas estarem fumando dentro do teatro. Mas segundo o Sr. Potter, aquilo era muito comum naquela época.
O moreno passou a ler a programação. Estava nervoso, querendo ver Jensen novamente. Assim que as luzes piscaram indicando que o primeiro ato começaria, ele se ajeitou na cadeira.
Jensen era realmente um excelente ator, e mesmo Jared já sabendo o que ia acontecer na peça, riu e se emocionou em vários momentos. A voz de Jensen ao vivo o fazia suspirar.
Ao final, quando os atores voltaram ao palco para agradecer os aplausos, o moreno sentiu vontade de se levantar e assoviar, mas se conteve.
Esperou quase todos saírem do teatro e procurou pela passagem que dava acesso aos bastidores, sendo interrompido pela mesma moça que lhe entregara a programação.
- Me desculpe senhor, mas só é permitido entrar quem trabalha com os atores ou funcionários do hotel.
Ele suspirou pesadamente.
- Puxa vida! Minha mãe ficará tão decepcionada... – Suspirou novamente.
- Sua mãe? – Ela perguntou.
- Ela está doente e não pôde assistir à peça hoje. Prometi que conseguiria um autógrafo de Jensen... Sabe, ela é sua fã número um... – Jared engrossou mais a voz e usou de seu charme.
- Jura? – A moça se derreteu.
- Ela até chorou quando percebeu que não poderia vir hoje... – Jared não tinha alternativa a não ser mentir e fazer aquela cena, pois queria muito se aproximar do loiro.
- Meu Deus! – A moça levou a mão à boca. – Coitada...
- Ela ficaria muito feliz... – Jared lhe lançou seu olhar de cachorro perdido que ele sabia que era infalível. Sempre conseguira convencer quem quer que fosse com aquele olhar. – E eu seria eternamente grato a você. – Como última arma, abriu seu melhor sorriso, aquele que deixava suas covinhas evidentes.
oOo
Jared seguiu a mulher e entrou no camarim justamente na hora em que Jensen estava tirando a foto que ele vira no museu, onde o loiro estava abraçado a Danneel.
- Mais uma Jensen... Agora sozinho. – O fotógrafo pediu.
O camarim era grande e estava cheio. As pessoas falavam e gesticulavam ao mesmo tempo, todos excitados com o sucesso logo na estreia. Jared olhava tudo fascinado e resolveu esperar em um canto, para não atrapalhar a sessão de fotos do loiro.
Jensen tirou foto com várias pessoas, e Jared percebeu que algumas mulheres o beijavam rapidamente na boca quando o parabenizavam pela peça.
Sabia que no meio artístico as pessoas agiam assim com mais intimidade. Pelo menos em 2012... E agora comprovava que em 1950 também.
Jared suspirou e sentiu o corpo tenso quando viu a mulher que o deixara entrar no camarim falar com Jensen e apontar para ele.
O moreno não era tímido, longe disso, mas sentiu vontade de sair correndo quando o loiro começou a andar em sua direção.
Quanto mais Jensen se aproximava, mais Jared ficava ansioso. Os olhos verdes, as sardas, a boca carnuda... Tudo era sexy demais naquele homem.
- Sabia que seu corte de cabelo é ilegal em alguns Estados? – A voz rouca do loiro fez Jared prender a respiração.
Jensen sorriu.
- O quê? – Jared perguntou sorrindo e surpreso. – Como assim? – Jared não tinha lido nada sobre aquilo. Será que era por esse motivo que as pessoas o estavam olhando estranho? - M-melhor eu cortar então... – Disse nervoso.
- Não faça isso... – Jensen sorriu novamente e o olhou de um jeito que deixou Jared sem graça. – A Sandy disse que você queria um autógrafo meu.
- Na verdade, é para a minha mãe, ela... – Jared desviou o olhar. Não conseguia olhar para a boca de Jensen e não se lembrar do sonho que tivera. – Ela está doente e...
- Tem uma caneta e papel? – Jensen perguntou.
- Não... – O moreno respondeu desanimado.
Jensen puxou alguém que estava passando próximo a eles e lhe pediu que arrumasse uma caneta e papel, ou qualquer coisa que ele pudesse autografar.
Voltou a olhar para Jared que sorria nervoso sem saber o que dizer.
- A propósito, sou Jared... – Ele achou melhor se apresentar. – Jared Padalecki. – Estendeu sua mão e o loiro o cumprimentou.
- Veio para os Estados Unidos por causa da guerra? – Jensen perguntou.
- O quê?
- A guerra. Sua família é da Polônia, certo?
Jared sorriu novamente sem graça. Teve que puxar do fundo da memória o que Jensen estava querendo dizer com aquilo, chegando à conclusão que ele deveria estar se referindo a invasão da Polônia pelos alemães em 1939.
- Não, não... – Ele respondeu. – Sou do Texas.
- Eu estava brincando... – Jensen riu. – Qual parte do Texas?
Nessa hora Danneel se aproximou e abraçou Jensen, sorrindo para o moreno.
- Oi... – Ela disse simpática.
- Olá... – Jared respondeu. – Parabéns pela peça.
- Obrigada. – Ela sorriu novamente e se dirigiu ao loiro. – Amor, você vai à festa?
- Não sei, você quer ir? – Jensen perguntou e ela balançou a cabeça afirmativamente. – Então nós vamos. – Ele sorriu e ela lhe deu um beijo, se afastando. Em seguida alguém lhe estendeu uma folha de caderno e uma caneta.
Jared encarava o chão atônito. Danneel o chamara de amor? Será que eles eram namorados? Será que Jensen mentira na biografia? Mas quem se declararia gay, se isso não fosse verdade? E por que o Sr. Potter escondera aquela informação? Ou será que ele não sabia do namoro deles?
- Ei... – Jensen estalava os dedos na sua frente. – Dormiu Sansão?
- Er... Desculpe. – Jared sorriu sem vontade saindo de seu pequeno transe.
- Qual o nome da sua mãe?
- Sharon... – Jared respondeu rapidamente.
Jensen encostou o papel na parede e autografou, dobrando-o e entregando a Jared em seguida, que o olhava sem conseguir acreditar que Danneel e ele estavam juntos.
- Obrigado. – Ele disse sem entusiasmo.
- Obrigado por assistir a peça, e melhoras à sua mãe. – Jensen sorriu e se afastou.
Jared ainda o olhou por alguns instantes e depois saiu do camarim e do teatro, seguindo para o bar do hotel.
O moreno pediu uma dose de uísque e percebeu que ainda segurava o autógrafo do loiro. Pensou em guardar sem ler, mas sua curiosidade o impediu. Enquanto lia, um sorriso foi se formando em seu rosto, e quando terminou o coração batia mais rápido.
Jensen escrevera que desejava melhoras a Sharon e assinava seu nome. Mais embaixo uma observação que foi o motivo do sorriso do moreno.
"Adorei seu cabelo Sansão, não corte. Espero te ver outra vez. Jensen."
Continua...
Próximo Capítulo
- Sou de Dallas. – Jensen sorriu também.
- Eu sei... Eu li em sua biogr... Quero dizer, em uma revista. – Jared desviou os olhos do loiro. Estava nervoso, e se continuasse assim ia acabar falando alguma besteira.
- Você é engraçado... – Jensen bebeu seu café que já fora servido.
- Engraçado?
- Divertido e... – Jensen apertou os olhos como se estivesse o analisando. – Diferente.
- Diferente como? – Jared perguntou curioso.
- Não sei explicar... Você é diferente de tudo o que eu já vi.
