Mais um capítulo fresquinho p vcs! Obrigado pelos reviews!
Agradecimento super especial a Pérola, que mesmo dodói, betou o cap. (Te amo!)
Bom Carnaval a todos!
Capítulo Seis
Jared se espreguiçou lentamente, alongando todo o seu corpo. Já esboçava um sorriso antes mesmo de abrir os olhos.
Esticou o braço, percebendo que a cama estava vazia ao seu lado. Abriu os olhos e ficou confuso por alguns segundos, até perceber onde estava.
- Mas como? – Perguntou sentando na cama, percebendo que estava de volta ao seu apartamento em Nova York. Se levantou sentindo o coração bater descompassado e o pânico tomando conta de seu corpo.
Passava a mão pelo cabelo, enquanto percorria o apartamento.
- Não, não, não... – Jared resmungava. – Não pode ser...
Avistou um jornal em cima do sofá.
- 20 de Junho de 2012. – Disse em voz alta constatando que realmente voltara para o mesmo dia da "viagem".
Jared não entendia como aquilo era possível, pois ele não tinha olhado para a moeda. E por que voltara ao seu apartamento e não ao hotel?
Pensou em Jensen e em tudo o que havia acontecido entre eles. A última lembrança que ele tinha era do loiro o abraçando antes de eles dormirem.
- Droga! – Jared pegou um objeto que tinha na sua estante e o tacou na parede. A raiva e a frustração crescendo em seu peito. – Não era pra eu ter voltado! Não ainda!
- Jared? – O moreno ouviu a voz do loiro o chamando e se assustou. – Jared!
Jared abriu os olhos e viu o olhar aflito do ator, que o encarava com preocupação.
- Estava tendo algum pesadelo? – Jensen perguntou.
O moreno suspirou aliviado.
- Acho que sim... – Ele respondeu. – Desculpe se te assustei...
- Não me assustou. – O loiro sorriu. – Bom dia.
- Bom dia. – Jared o puxou e o beijou, sentindo o quanto ainda não estava preparado para voltar.
- Eu não escovei os dentes... – Jensen afastou o rosto.
- Jensen... – O moreno o encarou. – Eu não me importo de te beijar sem você ter escovado os dentes.
- Mas eu me importo... – O loiro sorriu e tentou se levantar, sendo impedido por Jared.
- Então me deixa beijar em outro lugar? – Padalecki perguntou, já deslizando a boca pelo peitoral do outro, que era musculoso sem ser malhado.
Nas fotos que viu de Jensen, Jared sempre se pegava imaginando como ele seria nu, e definitivamente, a realidade era muito melhor do que ele imaginara.
- Sabia que seu corpo é cheio de sardas? - Jared perguntou.
- Sab...
- Tem sardas... – Jared o interrompeu. – Em lugares que eu aposto que você não sabe que tem...
Jensen levantou o rosto, o encarando e sorriu.
oOo
- Vamos tomar café da manhã aqui no hotel? – Jared quis saber enquanto se secava, após tomar banho com o loiro.
- Preferia tomar café em outro lugar, se importa?
- Claro que não. – O escritor respondeu.
- Então vamos fazer o seguinte, eu vou pegar as minhas coisas em meu quarto, e te encontro na recepção.
- Jensen, não é melhor nos encontrarmos na rua?
- Por que primo Jared? – O loiro piscou.
- Não sei... Acho que quanto menos surgir comentários, melhor pra você. - Jared sabia que estava sendo um pouco neurótico, mas não conseguia evitar.
Jensen sorriu e lhe deu um selinho demorado.
- Faremos assim, pegarei meu carro e te esperarei na rua que tem atrás do hotel. A sem saída. – Jensen explicou.
- Certo. - Jared buscou na memória. Em 2012 não tinha nenhuma rua sem saída atrás do hotel. Mas ele poderia achá-la.
- Até daqui a pouco Sansão. – Jensen sorriu novamente e saiu do quarto.
Jared balançou a cabeça, sorrindo também. Não ia adiantar ele reclamar, Jensen continuaria o chamando daquele jeito. O pior era que o moreno estava começando a gostar daquele apelido.
Terminou de se vestir e depois de deixar sua chave na recepção, se dirigiu até a tal rua sem saída e para sua surpresa viu William, que rapidamente apagou o cigarro que fumava, assim que notou sua presença.
- Não precisava apagar... – Jared se adiantou.
- Pensei que era meu pai... – O garoto explicou. – Ele não permite que eu fume.
- Não contarei a ele. Pode ficar despreocupado. – Jared sorriu simpático.
Um carro se aproximou e o moreno reconheceu Jensen, ficando nervoso com a presença do rapaz na rua.
- Meu primo chegou, até m... – Começou a se despedir.
- O Sr. Ackles é seu primo? – Potter o interrompeu.
- Sim... – O moreno sorriu.
- Deve ser bom ter um ator como parente... As garotas devem ficar loucas.
- Pois é... Até mais Sr. Pot... Quero dizer... William. – Jared disfarçou e andou até onde o carro de Jensen estava.
- Nossa! – Jared sorriu abertamente ao ver o carro.
- Gostou? – Jensen perguntou orgulhoso.
- Que carro é esse? – Jared não conseguia se lembrar do modelo. Havia visto muitas fotos com vários modelos da época, mas não gravara todos os nomes.
- Como assim que carro é esse? É um Ford Custom Deluxe. – Jensen fingiu indignação.
- Ah! Claro, eu... Eu me confundi.
- Entra logo, que eu estou morrendo de fome! – Jensen sorriu e pôs seus óculos escuros, pois a capota estava abaixada. – O sol te incomoda? – Perguntou assim que o carro começou a se movimentar.
- Não, de jeito nenhum. – Jared respondeu observando o loiro, que estava ainda mais sexy com aqueles óculos.
O moreno começou a olhar fascinado o interior o carro, fazendo alguns comentários em voz alta e Jensen reparou.
- Está falando sozinho Jared?
- Não... – O moreno disse sem graça. – É que esse carro é incrível!
- Quer dirigir?
- Er... Acho melhor não.
- E por que não?
- Eu... Eu não trouxe a minha carteira de motorista. – Disfarçou.
- O quê? – Jensen gargalhou. – Não acredito que você seja tão certinho assim! E nós não iremos viajar, é só uma volta pela cidade.
- Melhor não Jensen... – Jared achava melhor não arriscar, mesmo morrendo de vontade de aceitar o convite.
- Tudo bem, se mudar de ideia me avise.
Jensen levou o moreno até uma lanchonete, e quando entraram Jared sorriu, se sentindo em um filme. Escolheram uma mesa e fizeram seus pedidos à garçonete. O loiro percebeu que o escritor parecia fascinado e espantando ao mesmo tempo, mas não disse nada.
- Café, ovos, torradas, panquecas com geleia de amora e uma fatia de torta de maçã. – Jensen pediu e ela olhou para Jared.
- O mesmo pra mim.
- Te deixei com fome também? – Jensen perguntou após a garçonete se afastar. – Jared balançou a cabeça e sorriu.
- Sabia que quando você sorri, duas covinhas... - Jensen parou de falar se achando bobo. – É claro que você sabe. – Ele riu.
Jared sorriu novamente sem responder. Jensen era realmente encantador.
- Jensen... Posso te fazer uma pergunta? – O moreno não estava mais aguentando de curiosidade.
- Claro...
- Você e a Danneel fingem que são namorados?
- Sim. Você deve imaginar o por quê... – Jensen riu de canto.
- Eu entendo, mas o que me deixa curioso é por que ela aceita... E se ela se interessar por alguém?
- Bom... Eu a conheci quando tinha 19 anos e... – Jensen contou a história deles e completou. – Tanto eu quanto ela nos beneficiamos com esse acordo por várias razões, e uma delas é o fato de o Morgan ser extremamente preconceituoso. Ele não admite gays na companhia.
- Sério?
- Sim, mesmo ele "sabendo" que alguns são gays... – Jensen abriu aspas com os dedos e riu.
- Eles sabem de você? Os outros atores... Que são gays? – Jared perguntou.
- Não sei... Devem desconfiar, e mesmo tendo amizade com eles, não me meto em suas vidas e nem eles se metem na minha.
O loiro mudou de assunto e contou um pouco sobre sua infância no Texas e Jared se complicou quando foi perguntado sobre a sua.
- Sua família foi muito atingida durante a Depressão? – Jensen quis saber se referindo a Grande Depressão que teve início em 1929 com efeitos no mundo inteiro.
- Er... Não muito, na verdade eu não me lembro direito. – Jared desconversou.
- Tudo bem Jared, eu também não gosto de falar muito dessa época. Foram tempos difíceis para todo mundo. – Jensen suspirou. - O que importa é que agora eu posso ajudar minha mãe e meus irmãos, dando uma vida um pouco mais confortável a eles.
O moreno se lembrou da Biografia dele, onde o loiro relatava essa época. Mas ouvi-lo falar sobre isso pessoalmente cortava o coração de Jared.
Depois do café, eles foram até o Lago Michigan, onde passearam, conversaram e almoçaram. Quando estavam voltando, o loiro perguntou se Jared gostaria de conhecer seu apartamento.
Jensen morava em um pequeno e charmoso prédio de dois andares. Assim que chegaram, Jared descobriu quem era "o vizinho" do loiro.
- Achei que tinha morrido! – Danneel estava na sacada do andar superior, fumando um cigarro.
- Oi Dan... – Jensen a cumprimentou jogando um beijo para ela. Jared sorriu e acenou para a ruiva.
- Já almoçaram? – Ela quis saber.
- Já sim, obrigado... – Jensen respondeu e abriu a porta para seu convidado. – Bem-vindo ao meu humilde lar.
Jared entrou e foi surpreendido quando Jensen o abraçou, beijando-o assim que fechou a porta.
- Será que um dia vamos poder fazer isso sem sermos julgados, apontados, edrejados... Ou até presos? – O loiro brincou ainda abraçado ao moreno, que sorriu.
- Infelizmente não...
- Como você sabe? – Jensen se afastou, tirando seu casaco e jogando-o no sofá.
- Eu imagino que as pessoas não irão mudar tanto assim Jensen... O preconceito sempre vai existir.
- Pois eu tenho certeza que daqui a vinte, trinta anos, os homossexuais poderão namorar, e até se casar e será a coisa mais normal do mundo. – Jensen sorriu novamente.
- Pois você está enganado... – O moreno sussurrou.
- O que você disse? – O loiro perguntou de dentro da cozinha americana.
- Tomara que sim! – Jared disfarçou e percorreu os olhos pela ampla sala. – Isso é uma JukeBox? – O moreno sorriu ao se deparar com o aparelho.
- Não é uma JukeBox... É uma Evans*! – Jensen se aproximou e alisou a máquina. – O que você gosta de ouvir Jared?
- Eu... Eu gosto de... De tudo um pouco.
- Podemos ouvir Bing Crosby. O que acha?
- Quem?
- Jared! – Jensen sorriu. – De que planeta você veio? Bing Crosby, o rei do Jazz!
- Ah sim! – Jared se lembrou de sua pesquisa. - Gosto muito! – Mentiu.
Jensen selecionou o cantor e logo a música preencheu o ambiente. Sorriu e cantou junto os primeiros versos com os olhos fechados, movimentando o corpo no ritmo da melodia. Jared ria e se deliciava com a visão.
- Quer beber alguma coisa Sansão? – Jensen se aproximou do moreno e perguntou.
- Quero... Você... – Ele respondeu e Jensen sorriu antes de atacar os lábios do moreno com vontade.
As roupas ficaram espalhadas pela sala e corredor enquanto Jensen o conduzia até seu quarto. Empurrou Jared contra a parede e se ajoelhou, encarando a ereção do moreno que assim como a sua, estava dura e pulsava.
- Coloca tudo na boca Jensen... – Jared pediu com a voz rouca e o loiro sorriu.
Jensen segurou na base do pênis do moreno e passou a chupar somente a cabeça, devagar, sentindo o gosto dele. Aos poucos, começou a sentir o membro do moreno preencher sua boca.
- Jensen... – Jared gemeu e segurou nos cabelos do loiro.
Jared passou a conduzir o sexo oral, enquanto observava seu pênis deslizar para dentro e fora da boca do loiro.
- Oh Deus Jensen!
O loiro tirou as mãos de Jared e passou a chupá-lo com vigor, segurando em seu quadril, sentindo o membro do moreno praticamente ultrapassar a sua garganta.
Jensen levou suas mãos até as nádegas de Jared e tocou sua entrada, sem interromper o que fazia com a boca.
- Oh! - O escritor gemeu alto e gozou forte na boca do loiro, que não desperdiçou nenhuma gota.
Jensen subiu o corpo e entrelaçou os dedos nos cabelos de Jared, beijando-o. O moreno segurou na ereção do loiro e começou a bombeá-lo.
- Assim eu vou gozar... – Jensen gemeu tirando a mão dele e o virando de costas. – Já volto.
O loiro pegou a vaselina líquida e lambuzou seus dedos, introduzindo somente um na entrada do moreno que imediatamente jogou o quadril para trás, gemendo. Jensen o penetrou com um segundo dedo, enquanto mordia levemente seu ombro e sussurrava obscenidades em seu ouvido. Jared passou a rebolar quando sentiu sua próstata ser tocada.
- Estou pronto Jensen... Me deixa sentir você dentro de mim... – O moreno disse com a voz cheia de tesão.
Jensen besuntou seu membro e se posicionou, introduzindo devagar em Jared, que respirava forte e tentava relaxar.
- Oh Deus! – Jensen gemeu quando sentiu seu membro escorregar e invadir a entrada do moreno que pulsava por conta da recente invasão.
Jensen começou a se movimentar lentamente, buscando observar as sensações que provocava no moreno. Jared gemeu alto e largou seu membro, espalmando as duas mãos na parede quando sentiu Jensen lhe tocar novamente em seu ponto especial.
- Me fode Jensen! – Jared pediu.
Jensen segurou com força no quadril do moreno e passou a tirar todo o seu membro de dentro dele, para introduzi-lo de uma vez só e cada vez mais fundo.
Jared se empinava e tentava segurar seus gemidos, com medo de que Danneel os ouvisse, mas via estrelas a cada estocada forte do loiro.
- Quero sentir você gozando Jared... – Jensen gemeu próximo ao ouvido do moreno que tentava retardar ao máximo o gozo. Estava morrendo de prazer e não queria que aquela sensação terminasse nunca.
Sentindo que Jensen não iria aguentar muito mais, pegou em sua ereção, manipulando-a devagar, revirando os olhos a cada bombeada.
- Jensen... Jensen... – Jared passou a movimentar freneticamente o quadril e gozou forte na parede.
Jensen não soube dizer o exato momento em que seu orgasmo o atingiu, pois seu corpo mergulhou em um mar de sensações que até então eram desconhecidas para ele.
oOo
- Eu namorei com um... – Jensen riu. – Bem, ele não era meu namorado exatamente... – Ele explicou.
Estavam deitados na cama, fitando o teto e Jensen estava contando ao moreno sobre seu conturbado relacionamento com Misha.
– Ele era mais velho e sempre que a gente se encontrava, ele dizia que estava com pressa, que não podia demorar e quando acabávamos de transar, ele saía correndo, cheio de culpa, como se estivéssemos acabado de fazer algo extremamente errado. – O loiro fez uma pausa. - E com você é diferente... Você faz tudo de maneira tão natural e é... Tão seguro de si... Me deixa a vontade e... Eu... Eu sempre sonhei em encontrar alguém como você Jared... – Jensen confessou. - Por onde você andou esse tempo todo Sansão? – Jensen virou o rosto o encarando e sorriu.
Jared o puxou e o beijou demoradamente, desejando em seu íntimo que o tempo parasse.
- Vocês ficaram juntos quanto tempo? – O moreno ficou curioso.
- Não durou muito tempo...
- Você se apaixonou por ele? – Jared quis saber.
- Sim, e ele também, mas... – O loiro suspirou. – Misha vem de uma família tradicional e de políticos e tinha pânico que alguém sequer desconfiasse que ele era homossexual ou que descobrissem nosso relacionamento. Ele não assumia sua sexualidade nem para ele mesmo. – Jensen sorriu.
- Quem rompeu? – Jared insistiu.
- Ele... – Jensen suspirou mais pesado e se aconchegou nos braços do moreno. - Agora é a sua vez...
- Minha vez?
- É... Me conte sobre alguma experiência sua.
- Eu... – Jared limpou a garganta. – Eu me envolvi com uma pessoa que eu achava que correspondia aos meus sentimentos, mas no final das contas acabou sendo um erro.
- Ele te fez sofrer?
- Não digo sofrer, mas... Eu criei expectativas e... Para ele era somente sexo e mais nada. – Jared falava de Matt como uma lembrança distante.
- Para você é somente sexo? Quero dizer... Com a gente? – Jensen o encarou novamente. Sabia que poderia estar sendo precipitado, mas precisava saber.
Jared foi pego de surpresa com aquela pergunta. Sabia que não era só sexo. Nunca havia sido sobre sexo.
Ele havia ficado obcecado pelo loiro ao ponto de viajar através do tempo para conhecê-lo, e pela primeira vez se deu conta das consequências que aquilo podia trazer ao se envolverem daquele jeito. Não somente para Jensen, mas para ele mesmo.
- Não... – Ele respondeu e sorriu, beijando novamente o loiro.
Seu coração estava acelerado em uma mistura de medo e excitação. Se lembrou do seu sonho, e de como havia se desesperado quando achara que tinha voltado a 2012.
- Jared, você acredita em amor à primeira vista? – Jensen perguntou e pela cabeça do moreno passou um pequeno filme. Desde o dia em que ele vira a foto do loiro até esse momento.
- Não acredito em amor à primeira vista. Pois te amei sem te conhecer.
Jensen sorriu abertamente.
- Você escreveu isso?
- Não... – Jared não se lembrava do nome do poeta, mas tinha usado aquela frase em um de seus livros, sem saber na época, que um dia ela resumiria de maneira tão precisa seus sentimentos por alguém. – Mas é como eu me sinto.
Jensen sorriu outra vez e o beijou, se deitando novamente, curtindo aquela sensação agradável que preenchia seu peito. Não precisava dizer mais nada, pois havia ouvido tudo o que queria.
Não tinha intenção de se apaixonar agora, apesar de sonhar em viver um grande amor. Mas quem conseguia controlar essas coisas? E quem conseguiria resistir àquele moreno?
- Que horas são? – Jared perguntou, percebendo que estava sem seu relógio.
- Seis horas... – Jensen respondeu depois de ver as horas no relógio que tinha no quarto.
- Acho melhor eu voltar ao hotel.
- Por quê? Tem algum compromisso hoje à noite?
- Não, só achei que estava na hora de ir...
- Está com fome? – Jensen sorriu.
- Muita...
- Vou pedir para Dan fazer comida pra gente. – Jensen estendeu o braço até o telefone que tinha na mesinha de cabeceira. Jared o observou.
O loiro tirou o fone do gancho e discou um número.
- Oi Dan, eu e o Jared estamos nos convidando para jantar na sua casa. – Jensen olhou para o moreno e piscou, gargalhando em seguida. – Certo e eu também te amo.
O loiro desligou e se ajeitou novamente ao lado de Jared.
- O que ela disse?
- Xingou alguns palavrões e mandou nós subirmos daqui a uma hora.
- Ela não deve ter gostado de...
- Ela se faz de durona, mas adora cozinhar quando tem oportunidade. Lembra que ela perguntou se a gente já tinha almoçado? – Jensen o beijou. – Algumas dicas para conquistá-la de uma vez... Elogie sua comida e repita pelo menos duas vezes.
- Do jeito que você me deixou faminto, vou raspar a panela... – Jared riu e o beijou apaixonadamente.
- Jared... – Jensen se afastou um pouco. – O que acha de ficar aqui?
- Aqui?
- Na minha casa... Pelo tempo em que ficar em Green Bay você poderia ficar aqui.
- Jensen, é muita gentileza sua, mas eu não posso aceitar.
- Por que não?
- Por que... – Jared o encarou. – Nós nos conhecemos há apenas três dias...
- E qual o problema?
Jared sorriu, sabia que as pessoas confiavam mais umas nas outras nessa época.
- Jensen... Eu não sei... Eu... Eu ainda nem sei quanto tempo irei ficar. E eu não quero incomodar.
- A temporada será longa. Demore o tempo que precisar. Eu não estou com pressa que você vá embora mesmo. – O loiro sorriu de um jeito sacana.
Jared suspirou. Jensen havia entendido que ele ficaria em Green Bay por algum tempo, e ele pretendia ficar apenas duas semanas. Não teve coragem de confessar ao loiro, tamanha a empolgação com que ele falava.
- Tudo bem, eu aceito seu convite. – O moreno sorriu e o beijou.
- Sabe Sansão... – O loiro separou seus lábios e disse com a voz rouca. - Que tal enquanto esperamos a janta... – Jensen não terminou de falar, pois Jared já estava em cima dele, beijando-o.
oOo
- Me diga como andam as coisas no Texas Jared. – Danneel pediu enquanto servia uma quantidade generosa de carne assada ao moreno.
- Estão boas... Normais... Nenhuma novidade interessante. – Jared disfarçou.
- E a explosão em Texas City hein? Que tragédia! – Danneel perguntou e o moreno concordou com a cabeça.
Para a sua sorte ele se lembrava do que lera sobre o episódio. Uma gigantesca explosão ocorrida no porto de Texas City, que devastou grande parte da cidade.
Engataram uma conversa sobre o assunto, quando Jensen anunciou que tivera uma grande ideia.
- Quando você voltar ao Texas, podemos ir com você... – Jensen disse animado encarando o moreno.
- O quê? – Jared perguntou sentindo um calafrio percorrer sua espinha.
- Se a peça ainda estiver em cartaz quando Jared for embora, podemos pedir aquele fim de semana de folga que Jeffrey nos prometeu. – Jensen olhava agora para Danneel. – Ficamos alguns dias em San Antonio e depois vamos para Dallas.
Jensen continuou com seus planos, mas Jared não estava mais ouvindo. Estava totalmente em pânico.
- Quero dizer, se não tiver problema pra você... – Jensen percebeu a mudança no moreno que sorriu disfarçando seu desespero.
Jared não terminou de comer alegando que não se sentia bem. Danneel lhe ofereceu um chá, mas ele recusou, dizendo que devia ser o começo de uma enxaqueca. Agradeceu e se desculpou com a ruiva, antes de descer ao apartamento do loiro.
- Quer algum comprimido? – Jensen perguntou quando entraram.
- Não... Obrigado... – O moreno se sentou no sofá e fechou os olhos. Jensen se sentou ao seu lado.
- Jared, eu... Eu acho que acabei exagerando não é? Você tem razão. A gente se conhece apenas há três dias e eu já estou te convidando para ficar aqui, me convidando para viajar com você...
- Não Jensen, não é o que você está pens...
- Eu só achei que pudéssemos nos divertir, afinal quando você disse que... – Jensen suspirou. Estava confuso. Se Jared correspondia aos seus sentimentos, por que o loiro não podia ir com ele até o Texas? Será que Jared escondia algo?
- Não é isso Jensen...
- Você mudou quando eu disse que iríamos com você. A Danneel pode não ter percebido, mas eu percebi... – Jensen o encarou.
- É que você não pode ir comigo para o Texas Jensen... Nem você, nem a Dan. – Jared disse rapidamente.
- Por que não?
- É que... Eu não posso...
- Por quê? - Jensen o olhava em expectativa. O moreno havia atiçado a sua curiosidade.
- É que...
- O quê Jared?
O moreno suspirou e encarou Jensen.
Continua...
*Evans: Famosa marca de Jukebox dos anos 50
