Obrigado pelos Reviews. Apesar de não responder eu amo recebê-los e leio todos com muito carinho.

Peço aqueles que apenas leem e favoritam que deixem a preguiça de lado e comentem a história também. Kkkkkkkkk Adoraria saber a opinião de vcs.

Um beijão a todos!

Capítulo Sete

O moreno suspirou e encarou Jensen.

- É que... Eu... Eu devo ir direto daqui para Nova York e não sei quanto tempo ficarei por lá antes de voltar a San Antonio... Lembra que te falei dos fornecedores? – Jared mentiu.

- Por que não disse logo?

- É que você ficou tão empolgado... Eu fiquei sem graça de dizer na frente da Danneel. – Ele estava se sentindo um canalha por enganar Jensen daquele jeito. E o fato do loiro acreditar só o fazia se sentir ainda pior.

- Jared... – Jensen se agachou na sua frente. - Foi só uma ideia... Tudo bem.

- Não está chateado?

- Claro que não! – O loiro sorriu sinceramente. – Não quero atrapalhar seus negócios em Nova York, mas prometa que quando voltar ao Texas, iremos nos encontrar.

- Prometo. – Jared não tinha alternativa a não ser continuar mentindo. Puxou Jensen para seu colo.

Quando estavam passeando pelo lago Michigan, Jensen perguntou se Jared ganhava algum dinheiro como escritor e o moreno preferiu dizer que ainda não, pois como poderia explicar que ganhava dinheiro com livros se ele já havia dito que não tinha nada seu publicado? Acabou inventando que sua família possuía um pequeno negócio em San Antonio, e que ele viajava pelo país atrás de fornecedores.

- E a enxaqueca? Melhorou? – Jensen perguntou quando o moreno começou a beijá-lo.

- Não, mas se você me beijar bastante, talvez melhore...

Jensen riu e agarrou nos cabelos do moreno, o beijando em seguida. Ele sabia que Jared era um completo estranho, mas confiava nele, mesmo sem saber o motivo.

Danneel sempre o repreendia dizendo que ele era um bobo de coração mole que caía na conversa fiada de qualquer um e por isso acabava sofrendo. Mas dessa vez, Jensen tinha certeza que era diferente. Jared havia chegado para ficar em definitivo em sua vida.

oOo

- O que eu vou fazer? - Jared perguntou para si mesmo no escuro do quarto.

Observou Jensen, que estava dormindo em seus braços e parecia um anjo. Jared sorriu e suspirou.

Quando começou realmente a considerar a viagem no tempo, sabia que o objetivo era se aproximar de Jensen, conhecê-lo e interagir com ele. Mas nem em seus sonhos mais loucos ele achou que o loiro se apaixonaria por ele daquela maneira e em tão pouco tempo.

"Você acredita em amor à primeira vista Jared?"

Lembrou-se das palavras do ator e da sua resposta. Jared sabia que estava agindo errado. Como ele poderia alimentar os sentimentos do outro e seus próprios se ele sabia que não poderia ficar?

Sentiu uma lágrima escorrer pelo seu rosto. Por que a vida agia assim? Por que o homem que ele amava tinha que existir em outra época?

Pensou em Jensen. O que ele faria quando Jared desaparecesse?

Pela primeira vez, o moreno sentiu remorso. Que direito ele tinha de aparecer na vida do loiro, despertar sentimentos, dizer que o amava e depois desaparecer? E mesmo que ele contasse a verdade já seria tarde demais. O sofrimento de Jensen seria o mesmo de quando ele partisse.

Se levantou devagar e passou as mãos pelo cabelo e rosto.

"E se eu voltar agora?" Pensou e encarou o loiro na cama. Sabia que quanto mais tempo ele ficasse, mais eles se envolveriam. E seria ainda mais difícil deixar o loiro.

Lembrou-se da moeda e das palavras de Julian.

"Assim que você olhar para o objeto sua mente o trará de volta."

Jared começou a andar pelo quarto enquanto formulava um plano em sua cabeça. Escreveria uma carta a Jensen explicando o motivo de sua partida repentina e iria até o hotel. Pegaria a moeda e estaria tudo acabado.

Olhou novamente para Jensen e saiu do quarto, à procura de papel e caneta.

oOo

Jensen acordou e abriu os olhos lentamente. Suspirou ao se lembrar da noite anterior.

Jared o havia acordado no meio da madrugada, e o amado de maneira urgente, dizendo diversas vezes que o amava. Que mesmo o conhecendo há pouco tempo Jensen faria sempre parte de sua vida. Que sua alma e coração pertenciam somente a ele.

O loiro estava nas nuvens com aquela declaração. Finalmente amava e era correspondido.

Se virou, percebendo que Jared não estava na cama. Espreguiçou e se levantou, entrando no banheiro.

Tomou banho e fez sua higiene matinal, indo procurar pelo moreno em seguida.

- Jared? – O chamou, e sorriu quando chegou à sala. Jared estava na cozinha falando sozinho. – O que está fazendo?

Jensen se aproximou e o abraçou por trás dando um beijinho em seu ombro. Jared se virou e o beijou demoradamente.

- Bom dia... – Disse sorrindo e fazendo carinho nas costas do loiro.

- Bom dia... – Jensen sorriu também. – O que está fazendo aqui na cozinha? – Perguntou.

- Bom... – Jared se virou novamente de frente para a pia. – Eu estava tentando fazer café, mas essa cafeteira é muito antig... Estranha... Quero dizer, eu... Em casa nós fazemos café da maneira tradicional, então... – Disfarçou.

- Não acredito que você não sabe ligar uma cafeteira Jared... – Jensen brincou e o moreno sorriu sem graça.

Jared observou o ator ligar a cafeteira, pôr água e o pó de café. Realmente não era difícil, e ele se sentiu estúpido por não ter conseguido.

- Não precisa ficar assim. – Jensen notou que ele havia ficado sem jeito. – Ninguém é obrigado saber... Ligar uma cafeteira... – Jensen não aguentou e riu alto.

- Está rindo de mim Jensen? – Jared fingiu irritação.

- Não... De jeito nenhum... – O loiro colou os lábios tentando não rir.

- Pois eu acho que você está... – Jared o agarrou e o imprensou na parede, o beijando e se esfregando nele.

Jared havia arrumado papel e uma caneta na sala do loiro, mas enquanto escrevia o bilhete de despedida, percebeu que não conseguiria fazer aquilo. Não queria simplesmente fugir no meio da noite, como se fosse um criminoso.

Sabia que o momento chegaria, que seria inevitável, mas até lá ele ainda tinha tempo para pensar no que fazer e o que dizer ao loiro. Talvez ele conseguisse pensar em alguma solução, ou talvez algum milagre acontecesse.

Rasgou o papel e o jogou fora. Entrou no quarto do loiro e o acordou.

- Jared? O que houve? – Jensen perguntou sonolento.

- Eu te amo Jensen... – Jared respondeu.

- O quê? – Jensen estava um pouco confuso.

- Eu te amo... – O moreno o beijou e subiu em cima do loiro. – Eu te amo...

Jared não parava de repetir enquanto beijava a boca e o rosto do loiro que sorria.

- Jared! Você está agindo feito um louco! – Jensen dizia divertido.

- Eu estou louco! Louco por você! – Jared voltou a beijá-lo enquanto arrancava seu pijama com urgência.

oOo

- O que quer fazer hoje? – Jensen perguntou. Ele havia preparado o desjejum deles e agora comiam na mesa da sala.

- Se vou ficar aqui, preciso que pegar minhas coisas no hotel e pagar a estadia. – Jared disse antes de morder sua torrada.

- E depois?

- Não sei... O que quer fazer? – Jared perguntou curioso.

- Depois que pegarmos suas coisas, podíamos dar mais uma volta pela cidade, almoçar em algum lugar e depois ir ao cinema, o que acha?

- Ótimo? O que iremos ver? James Dean? – Jared riu.

- Quem é esse? – Jensen quis saber.

- Er... Um ator?

- Nunca ouvi falar... Ele é Texano?

Jared fez uma pesquisa entre os anos 40 e 50, mas volta e meia se confundia com as datas. Lembrou que o primeiro filme de Dean estrearia nos cinemas americanos somente em 1951 e o primeiro de sucesso, somente em 1955.

- Eu acho que me confundi. – O moreno explicou.

- Eu estava pensando em vermos Winchester'73 com o James Stewart. Que tal?

- Certo... – Jared sabia quem era o ator, mas nunca havia ouvido falar naquele filme. – Vamos chamar a Danneel para ir conosco?

- Duvido que ela queira ir... – O loiro deu de ombros.

- Por quê?

- Não é o tipo de filme que ela gosta de ver. E eu quero ficar sozinho com você. – Jensen sorriu.

- Está com pressa para sair? – Jared perguntou e Jensen respondeu franzindo a testa.

- Não... Por que está perguntando isso?

Jared sorriu e o puxou para um beijo.

oOo

- Podíamos aproveitar e tomar café no restaurante, já que estamos aqui. – Jensen, que estava sentado na cama, observava o moreno colocar suas roupas dentro da mala.

- Está com fome? – Jared sorriu.

- Você não me deixou terminar o café. – Jensen sorriu também.

- Ninguém tem culpa de você ser assim tão gostoso. – O escritor se aproximou e beijou o loiro.

- Gostoso? Está me comparando a comida Sansão? – Jensen riu.

- A mais deliciosa do mundo. – Jared mordeu fracamente o lábio inferior do outro e puxou. – Pode me fazer um favor?

- O que você quiser... – Jensen tinha a voz rouca.

- Pode pegar minhas coisas que estão no banheiro?

- Só isso que você quer? – Jensen provocou.

- Por enquanto...

Jensen sorriu e se levantou da cama, entrando no banheiro. Jared rapidamente abriu a gaveta da mesinha e pegou o caderno e o dinheiro, colocando-os dentro da mala.

- Você trouxe pouca coisa mesmo ou pretendia ficar menos tempo? – Jensen entregou ao moreno o barbeador, o creme de barbear, escova e pasta de dentes e o pente, entrando novamente no banheiro.

- Eu... Er... Eu não costumo viajar com muita coisa e quando preciso de algo eu compro.

- Se a Danneel visse essa mala vazia iria surtar. Aqui... – Jensen entregou o shampoo, condicionador e o desodorante ao moreno. – Ela acha que temos que levar a casa toda quando viajamos. – Jensen se jogou na cama.

- Mas ela é mulher. É totalmente compreensível.

- Jared... A gente podia aproveitar essa cama, o que acha? – Jensen perguntou com malícia em sua voz.

- Jensen... É melhor não. Se demorarmos, poderemos levantar suspeitas.

- Hmmm... – Jensen resmungou.

- Agora que ficarei na sua casa, nós poderemos fazer isso o dia todo.

- E a noite também?

- Também. – Jared respondeu sorrindo e o beijou. – Já peguei tudo, vamos? – Jensen se levantou e eles saíram do quarto.

oOo

- Bom dia, eu gostaria de pagar minha estadia. – Jared se aproximou do balcão.

- Pois não senhor. – O recepcionista respondeu.

Jared avistou William e lhe cumprimentou com um aceno de cabeça.

Jensen, que andava pela recepção enquanto esperava o moreno, ficou surpreso quando viu Misha passar apressadamente por ele.

- Misha? – Jensen se adiantou impedindo o outro de continuar.

- Jensen? – O moreno parou e perguntou nervoso enquanto olhava para os lados.

- O que está fazendo aqui?

– Estou com minha família Jensen. – Sussurrou. – Por favor...

- Por que está dizendo isso? – Jensen riu sem vontade.

- Não podemos Jensen. – Misha disse nervoso. – Não podemos...

- Calma Misha, só estou cumprimentando! – O ator o interrompeu. - Eu estou surpreso por te ver aqui em Green Bay.

- Tudo bem... Agora preciso ir. – Misha se afastou e Jensen o observou entrar no elevador. Olhou para onde Jared estava, vendo que a cena não havia passado despercebida pelo moreno.

- Quem era? – Jared perguntou enquanto entrava no carro do loiro.

- Misha... – Jensen respondeu.

- Vocês não se viam há muito tempo?

- A última vez que falei com ele foi há quase um ano.

- Acha que ele está aqui por sua causa? – Jared quis saber.

- Não... Claro que não... Deve ser uma maldita coincidência.

- Devo ficar preocupado? – O moreno insistiu.

- Jared, por acaso está com ciúme? – Ele virou a chave na ignição.

Jared estava morrendo de ciúme. Não tinha nenhum direito de estar, mas estava.

- Não... É só... – O moreno suspirou. – Me avise se eu estiver sobrando. – O moreno disse mais para ele mesmo do que para Jensen.

- Sobrando? – Jensen perguntou um pouco confuso.

- Se quiser... – Jared olhou para baixo. - Deixa pra lá Jensen.

- Jared... – Jensen desligou o motor e se virou para o moreno. – O que dissemos um ao outro ontem foi sério pra mim!

- Eu sei, me desculpe Je...

- Eu nunca brincaria com seus sentimentos Jared... Nunca. – Jensen o interrompeu e o encarava, dizendo com a voz firme.

O escritor engoliu em seco se sentindo a pior das criaturas.

- Eu sei, vamos esquecer essa cena de ciúme ok? – Jared sorriu sem graça.

- Vamos, mas só quero deixar registrado que eu adorei sua cena de ciúme. – Jensen sorriu, voltando a ligar o carro e pisou forte no acelerador.

O loiro levou Jared para conhecer alguns outros pontos turísticos, e depois de almoçarem, resolveram deixar as coisas do moreno na casa de Jensen, antes de irem ao cinema. Quando entraram deram de cara com Danneel no meio da sala do apartamento do ator.

- Jensen você sabe se eu deixei meu LP do... – Ela parou de falar quando viu Jared entrando com a mala. – Jensen, posso falar com você? A sós? – Ela alternou seu olhar entre os dois e entrou no quarto do loiro.

- Desculpe Jared... Com licença. – Jensen olhou para o moreno, visivelmente sem jeito com a atitude da ruiva.

- Tudo bem, eu te espero aqui. – Jared se sentou no sofá e mesmo sem querer, ouviu a voz dela quando o loiro entrou no quarto e fechou a porta.

- O que está acontecendo Jensen?

- Danneel, por favor... – O loiro suspirou.

- Por que o Jared está com uma mala?

- Eu o convidei para ficar aqui comigo enquanto ele estiver em Green Bay.

- O quê? Jensen! Você o conhece há apenas alguns dias! Enlouqueceu? – Ela se exaltou.

- Danneel não precisa ficar assim... – Jensen pediu. – Eu sei o que estou fazendo.

- Jensen... – Ela suspirou pesadamente. – O que acha que as pessoas irão dizer quando souberem que você está morando com um homem?

- Primeiro, ele não está morando aqui. Está apenas de passagem e segundo, ele é meu primo lembra? – Jensen piscou para a ruiva.

- Jensen, isso não é uma brincadeira!

- Eu sei que não Dan! – Ele se aproximou e segurou em seus braços. – Confie em mim, ninguém vai desconfiar de nada.

- Eu posso ver Jensen, você está completamente apaixonado por ele.

- Estou... E sou correspondido. Ele me ama Dan. – Jensen sorriu, sem esconder a sua felicidade. A ruiva pegou em seu rosto.

- Não ponha a carroça na frente dos bois está bem? Lembra o que aconteceu com o Misha?

- Obrigado pela sua preocupação, mas dessa vez é diferente. Eu te garanto isso. – Jensen se lembrou de seu encontro com Misha no hotel, mas não comentou nada. – Que tal voltarmos para a sala agora?

O loiro abriu a porta do quarto e Jared se levantou quando os viu.

- Desculpe Jared, mas eu não sou como o Jensen. Eu desconfio de tudo e de todos. – Ela disse ao se aproximar do escritor, deixando o moreno mais sem graça ainda. – Não leve para o lado pessoal.

- Tudo bem Dan... Eu te entendo.

- Bom, agora que esclarecemos tudo... Vamos? – Jensen olhou para Jared.

- Aonde vocês vão? – Danneel quis saber.

- Ao cinema. – Jensen respondeu. – Quer ir com a gente?

- Qual filme? – Ela perguntou.

- Winchester'73.

- Faroeste? – Ela fez uma careta. – Eu passo...

- O que eu te disse? – Jensen sorriu para o moreno e lhe deu um selinho.

Depois que Jared guardou sua mala no quarto do loiro, eles se despediram da ruiva, que continuou na casa de Jensen.

oOo

- Jensen! Jensen! Me dá um autógrafo?

Assim que chegaram na entrada do cinema, o loiro foi rodeado por um grupo de jovens. Jared ficou afastado e sorria, percebendo o quanto o loiro curtia ser reconhecido.

Ele mesmo gostava quando o paravam para pedir autógrafo ou o parabenizar por seu trabalho. Ficou feliz pelo outro.

- Espero todas vocês sexta feira no teatro do Ferris combinado? – Jensen deu uma piscadinha e se aproximou do moreno. – Vamos Sansão? – Disse baixinho.

- Não sei se posso competir com isso. – Jared brincou.

- Elas é que não tem a mínima chance de competir com você. – O loiro rebateu e sorriu.

Compraram pipoca e refrigerante e se sentaram na última fila do cinema. Jared não queria atrapalhar ninguém com sua altura.

O filme contava a história de Lin MacAdam, que procura o assassino do pai em busca de vingança. Para isso ele precisa resgatar o rifle Winchester'73 que seu pai possuía e que foi roubado antes de sua morte.

Faroeste não era o gênero favorito do moreno, mas ele achou a experiência como um todo muito interessante. A única coisa que o incomodava um pouco era a fumaça dos cigarros.

- Está gostando? – Jensen perguntou baixinho.

- Estou... – Jared respondeu.

Jensen pegou disfarçadamente em sua mão, entrelaçando os dedos. Jared o encarou e sorriu, sentindo o coração acelerar.

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- Então Jensen, já estão prontos? – Danneel ligou para o amigo pela terceira vez e já estava ficando impaciente. – Deixem pra namorar depois! Não podemos chegar atrasados ao ensaio!

- Mais dez minutos e estaremos prontos Dan. Eu prometo.

- Se em dez minutos vocês não estiverem prontos, eu vou sozinha para o hotel. – A ruiva bateu com o telefone.

Jensen desligou e voltou a ter seus lábios atacados por Jared, que também abria a camisa do loiro, praticamente arrebentando os botões.

- Jared, não podemos... A Dan... Ela...

Jensen acabou se entregando ao beijo e em seguida já gemia embaixo do moreno.

Jared não conseguia mais controlar seu corpo quando estava perto do loiro, chegando a ficar na dúvida se transara mais com Jensen naqueles poucos dias em que estava hospedado na casa dele, do que no ano em que se relacionara com Matt.

O tesão que ele sentia pelo ator e vice versa era insano e nunca era totalmente saciado.

Jared sentia como se estivesse vivendo dentro de algum de seus livros, vivenciando uma ardente paixão que só crescia a cada dia. Diferente de Matt, Jensen era tão romântico quanto o moreno, e adorava quando Jared recitava um poema para ele.

-... Antes de nos termos encontrado, atravessava a vida sem sentido, sem razão. Sei que de alguma maneira, todos os passos que dei desde o momento em que comecei a andar eram passos dirigidos ao teu encontro. Estávamos destinados a encontrarmo-nos. Mas agora, sozinho na minha casa, comecei a perceber que o destino pode magoar uma pessoa tanto quanto a pode abençoar, e dou por mim a perguntar-me porque razão - de todas as pessoas do mundo inteiro que alguma vez poderia ter amado - tinha de me apaixonar por alguém que foi levado para longe... – Jared recitou em uma das inúmeras vezes que se amaram.

- É lindo Jared... – Jensen sorriu. – Quem escreveu?

- Nicolas Sparks... É um romancista famoso.

- Sério? Nunca ouvi falar...

- Er... Talvez ele não seja tão famoso assim. – Jared disfarçou.

- De qualquer maneira, eu amei. – Jensen o apertou mais e sorriu.

- E eu amo você. – Jared o beijou.

Estava difícil esconder a paixão. Para se preservarem, e principalmente a Jensen, eles resolveram que só sairiam de casa se fosse realmente necessário, passando a maior parte do tempo na cama.

Naquela sexta feira em especial, Jensen acordara animado com mais uma rodada de apresentações da sua peça, ao contrário de Jared, que acordou se sentindo angustiado, pois esse seria seu último fim de semana em 1950.

Estava vivendo os melhores dias de sua vida, e a cada minuto que passava mais se aproximava a hora de voltar.

Continua...

Próximo Capítulo

- Jared, por favor, é importante...

- Estar dentro de você é a coisa mais importante do mundo Jensen... – Jared conseguiu se soltar e agarrou novamente o loiro.

- Eu quero... – Jensen arfou. – Eu quero namorar sério com você Jared...

- Jensen... – Jared gemeu dentro do ouvido do outro.

- E eu quero assumir nosso relacionamento...

Jared parou tudo o que estava fazendo e o encarou, se afastando um pouco.

- Como?

- Eu... – Jensen estava um pouco ofegante. – Eu quero assumir o nosso relacionamento. – Seus olhos brilhavam.