Agradeço imensamente aos leitores que sempre me deixam reviews maravilhosos! (Mesmo quando é uma crítica, pois pelo menos sei o que estão achando da Fic.) Vcs são o motivo pelo qual continuo escrevendo! Muito Obrigado.

Aos que somente leem, favoritam, seguem e não comentam, um recado: Sua mão não vai cair se vc deixar um review dizendo se está gostando ou não... Adoraria saber a opinião de vcs tbém...

Espero que curtam mais esse Capítulo!

Beijão!

Beta: Pérola.

Capítulo Doze

- J-Jensen? – Jared se virou já sentindo seu coração bater mais rápido. Reconheceria aquela voz em qualquer lugar no planeta. Fechou os olhos ao sentir os braços do loiro envolve-lo em um abraço apertado. – É mesmo você?

- Sou eu Sansão. – Jensen sussurrou em seu ouvido e sorriu.

- Oh meu Deus! – Jared exclamou emocionado, apertando o outro forte contra o seu peito.

Ficaram abraçados por alguns segundos, até que Jared se deu conta que estavam sendo observados pelos funcionários e hóspedes do hotel. Dois homens se abraçando emocionados, quase indo as lágrimas... E um deles ainda estava descalço.

- Vem comigo. – Jared pegou na mão do loiro, puxando-o para fora do hotel. No caminho até a casa do Sr. Potter ele parou, encarando Jensen, ainda com o semblante comovido.

- Jensen, como você...

- O seu diário ficou comigo. – O loiro sorriu e deu de ombros. – Eu não podia ficar sem você Jared. Não consegui ficar sem você...

- Jensen... – Jared tinha lágrimas nos olhos. – Você largou tudo, a sua vida, a sua carreira, por minha causa?

- Você ia fazer o mesmo por mim lembra?

Jared aproximou seu rosto e encostou sua testa à do loiro.

- Eu te amo tanto sabia?

- Eu também te amo Jared... – Jensen sorriu e colou seus lábios em um beijo apaixonado, cheio de emoção e saudade. Afinal, ele ficou um mês longe do moreno.

- Eu desconfiei quando o Sr. Potter me contou que você havia se mudado para o Brasil comigo. Corri na recepção tentando conseguir informação sobre algum hóspede com seu nome. – Jared disse e sorriu, após afastar seus lábios.

- Eu inventei essa história para justificar o meu sumiço.

- E Danneel? – Jared quis saber.

- Ela está bem... Ficou bem. – Jensen sorriu. – Ela me ajudou muito, não teria conseguido sem ela.

- Jared! – William se aproximou deles, interrompendo-os. - Você saiu correndo igual a um maluco, o que aconteceu? – William se aproximou deles e encarou Jensen que sorria abertamente.

- Você... Você...

Toda aquela história de o moreno ter ido até 1950 já tinha deixado o funcionário confuso. Ele se lembrava claramente do Jared de 2012 e do Jared de 1950... Ver Jensen, que vivera há muitos anos atrás, bem à sua frente, com a mesma aparência jovem, foi demais para ele e William acabou desmaiando.

- Sr. Potter! – Jared o segurou em seus braços. – Jensen, me ajude, vamos levá-lo até a casa dele, não podemos chamar atenção.

O loiro ajudou a carregar William. Eles o deitaram em sua cama. Jared verificou seu pulso.

- Vou pegar uma toalha molhada para refrescá-lo.

- Certo... – Olhou para Jensen que sentou em uma cadeira e tinha uma expressão de dor em seu rosto.

- O que foi amor? O que está sentindo? – Jared se aproximou dele.

- Estou exausto e meu corpo está dolorido.

- Você precisa descansar da "viagem". – O moreno levou Jensen até o sofá, tirou os sapatos do loiro e o ajudou a tirar o paletó.

- Tem uma moeda no bolso, cuidado. – Jensen disse e se deitou, afrouxando a gravata. – Eu quero que você se livre dela Jared. Não posso correr o risco de olhar para ela.

- Onde ela está? – Jared perguntou.

- No bolso interno do paletó, no lado direito.

- Eu farei isso agora mesmo, mas antes... – Jared apoiou o paletó do loiro na poltrona e se sentou na beirada do sofá, beijando-o com vontade. – Eu nunca tinha te visto de terno. Por que resolveu colocar essa roupa? Queria me matar de tesão?

- Eu não sabia o que vestir. – Jensen respondeu e sorriu.

- Você ficou... Simplesmente... Perfeito. – Jensen estava um pouco mais magro e tinha olheiras, mas continuava lindo. O moreno mordeu os lábios, enquanto passeava com as mãos pelo peito do loiro, sobre a blusa. Todo o seu desespero de minutos atrás já tinha ido totalmente embora.

- Jared... – Jensen encarou a boca do namorado. – Não é melhor ir ver o Sr. Potter? – Ele sabia que se continuassem assim, acabariam se atracando no sofá mesmo e não seria nada legal serem flagrados pelo funcionário.

- Sim, vou vê-lo. – Jared sorriu e se levantou, pegando o paletó novamente e indo em direção ao quarto de William, que já começava a despertar.

O moreno largou a peça de roupa do namorado em cima da cama e correu até o banheiro. Umedeceu uma toalha e entrou no quarto em seguida.

- Sr. Potter... – Jared se sentou ao seu lado e passou a toalha pelos pulsos e testa do mais velho. – O senhor está bem?

- Estou... O que aconteceu?

- O senhor desmaiou e eu lhe trouxe pra dentro.

- Eu... Ele... – William encarou o moreno com o olhar assustado.

- Sim, ele está aqui... Jensen "viajou" no tempo para me encontrar. – Jared sorriu.

- Eu estou muito confuso com tudo isso Jared, eu... Essa história é muito... Muito...

- Bizarra? – Jared perguntou.

- Muito bizarra.

- Eu sei... – O moreno sorriu novamente. – Sr. Potter, eu queria pedir um favor ao senhor.

- Pode falar meu filho.

- Ninguém pode saber dessa história. Ninguém pode saber que o Jensen está aqui. Ou que eu fui...

- Eu não vou contar... E além do mais, quem acreditaria em mim? – Potter sorriu. – Onde ele está?

- No sofá. A viagem no tempo nos deixa cansado. Exausto na verdade...

- Por quê?

- Não sei... – Jared deu de ombros. – Tinha essa informação no livro, mas não dizia o motivo.

- Qual livro?

- O que eu comprei e que explicava como era possível viajar no tempo. Lembra que eu perguntei ao senhor sobre viagem no tempo?

- Lembro... Era uma pesquisa para um livro seu certo?

- Não era pesquisa, era para essa experiência. Eu estava surtando, me achando louco... Precisava conversar com alguém. E como o senhor já havia me ajudado, me contando diversas histórias sobre os anos cinquenta e sobre Jensen, eu...

- Sobre Jensen? - O mais velho interrompeu. – Como assim?

- As histórias que o senhor me contou sobre Jensen e as suas inúmeras apresentações no Grand Ferris. Em como ele era querido por todos no hotel.

- Eu não me lembro disso... Eu me lembro de você querendo saber tudo sobre os anos cinquenta, mas eu nunca havia falado sobre o Jensen até hoje com você. Aliás, eu nem me lembrava dele direito...

Jared engoliu em seco. O futuro havia sido alterado. Jensen não tinha se apresentado inúmeras vezes no Ferris e nem fora querido pelos funcionários, pois ele havia "sumido" antes disso. Era por isso que o Sr. Potter não se lembrava mais dele com tanta clareza. Parecia que o Jensen que Jared "conhecera" em seu primeiro dia em Green Bay, no museu do hotel, havia sido apagado das lembranças do Sr. Potter.

Jared sentiu vontade de ir até o museu, mas com certeza, não existia mais nenhuma foto de Jensen lá.

Provavelmente a carreira do loiro havia ficado marcada com os boatos de sua fuga com o namorado para o Brasil. E só.

- Está tudo bem? – William perguntou ao ver o moreno pensativo.

- Sim, está... Acho que me confundi então. – Jared sorriu, não queria assustar o amigo com mais aquela informação. – O senhor quer alguma coisa?

- Eu quero me levantar.

Jared ajudou Potter a se levantar. Quando chegaram à sala, Jensen estava dormindo.

- É inacreditável... – William coçou a cabeça. – Achei que já tinha visto de tudo nessa vida. – Ele riu.

Jared olhava para Jensen sorrindo, sem esconder o semblante apaixonado.

- Jared... Está com fome?

- Sim, estou. – Jared suspirou.

- Vou começar a preparar o almoço. Para três... Jensen deve acordar com fome também. Venha me ajudar.

- Claro, claro... – O moreno deu mais uma olhada em Jensen e seguiu o Sr. Potter até a cozinha.

Depois que o almoço ficou pronto, Jared deu a moeda de Jensen de presente a William, que guardou-a dentro de sua coleção, a misturando com as outras no pote de vidro.

- Agora nem ele vai saber qual é a moeda certa... – William sorriu, enquanto chacoalhava o pote.

O escritor também pediu um sapato emprestado ao Sr. Potter, que por sorte, e por ser alto também, calçava o mesmo número que o moreno.

Quando a mesa estava posta, Jared acordou Jensen.

- Jared? – Jensen abriu os olhos lentamente. – Jared!

O loiro se sentou e o abraçou forte.

- Não estou sonhando? Eu realmente consegui?

- Não está sonhando meu amor, você conseguiu, está mesmo aqui... – Jared sentiu vontade de beijá-lo, mas estavam sendo observados pelo Sr. Potter, e achou melhor deixar o beijo para quando estivessem sozinhos. – Está com fome?

- Sim... – Jensen sorriu e se levantou.

Jared o apresentou formalmente ao Sr. Potter e eles se sentaram à mesa. Jensen relatou sua chegada a 2012, e como foi ajudado pela senhora que ele encontrou quando saiu do estacionamento, fazendo Jared e William rirem em vários momentos.

- Eu tinha que chegar ao hotel o mais rápido possível, pois imaginei que você ainda estaria aqui. Mas não tinha nenhum dinheiro. Ninguém aceitaria meu dinheiro de 1950. Aliás, eu nem o trouxe... – Jensen contava e ria.

O funcionário do hotel ainda estava confuso e se perdia em meio às conversas. Ora eles estavam falando sobre 1950 e ora sobre 2012. Potter resolveu relaxar e apenas aproveitar a companhia dos jovens.

Na hora da despedida, Jared se emocionou novamente. Prometeu manter contato com Sr. Potter e deixou o número de seu telefone celular e o de sua casa em Nova York.

- Quando puder tirar umas férias, faço questão que nos visite em Nova York. – Jared disse limpando as lágrimas que teimavam em descer.

- Eu vou com certeza. Nunca estive em Nova York. – Potter sorriu.

Jensen se despediu também agradecendo por tudo, e quando chegaram à rua em frente ao hotel, apertou forte a mão do moreno.

- Pronto para conhecer o mundo de 2012? – Jared perguntou.

- O pouco que eu vi já me deixou tonto, mas eu estou pronto Jared... Pronto para começar minha nova vida. Ao seu lado. – Jensen sorriu. – Por enquanto eu não tenho nada nos bolsos, mas meu coração está explodindo de amor, e com certeza ele estará assim até a sua última batida. Por você.

Jared não estava preparado para aquela declaração e sorriu, abraçando o loiro em seguida.

- Eu te amo Jensen... Obrigado por não ter desistido. – Ele encarou o loiro novamente.

- Eu nunca desistiria de você Jared. Nos primeiros dias eu achei que você fosse bater à minha porta a qualquer minuto. Eu quase não dormia e não saía de casa. Mas com o passar dos dias, comecei a achar que talvez você não estivesse conseguindo voltar, então... – Jensen fez uma pausa. – Eu decidi tentar.

Jared ficou pensativo.

- Eu tentei duas vezes até conseguir, foi o pior mês da minha vida...

- Você levou um mês até conseguir "viajar"? – Jared perguntou.

- Sim...

- Bom... Esse mês que se passou em 1950 passou aqui também. Mas como você veio para o dia em que eu desapareci, esse mês foi apagado da minha memória... O que aconteceu quando eu voltei acidentalmente não vai acontecer mais. E é bem provável que eu tenha tentado, Mas pelo visto, não consegui voltar.

- Será que a gente só consegue "viajar" uma vez?

- Não sei... Não tinha nada sobre isso no livro. – Jared baixou a cabeça.

- O que foi?

- Jensen... O futuro foi alterado.

- Como assim?

- Só eu me lembro de 2012 onde você era querido por todos os funcionários e... Antes todos se lembravam de você, mas agora a única coisa que lembram foi... Foi da traição e do seu sumiço comigo. Sua carreira ficou marcada por isso.

- Jared, eu "sumi" durante o começo da temporada. Tudo o que aconteceu depois disso, tudo o que você me contou que aconteceria comigo não aconteceu e nem vai acontecer.

- E é tudo minha culpa, se eu não...

- Não diga isso! – Jensen pôs o dedo nos lábios do moreno, calando-o. – Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

- Você também... – Jared beijou o dedo do mais novo.

- Táxi senhores? – Um homem se aproximou deles e perguntou.

- Sim, por favor.

Jared respondeu e eles entraram no táxi. William havia emprestado dinheiro a Jared, já que todas as coisas do moreno, inclusive dinheiro e documentos estavam no armário na rodoviária de Green Bay.

- Para a rodoviária, por favor. – Jared disse ao motorista e depois falou baixinho, para que somente o loiro ouvisse. – Vamos buscar minhas coisas e depois vamos nos instalar em algum motel.

Jensen riu e piscou para o moreno.

Depois de pegar as várias malas que havia deixado em um armário alugado, Jared pegou outro táxi e se instalou em um motel com Jensen. Assim que entraram e puseram as bolsas em cima de uma das camas, Jared o agarrou.

- Jensen... – Ele sussurrou e atacou os lábios do outro com furor.

Jensen se entregou ao beijo cheio de saudade e paixão. Em sua alma e coração, nenhum arrependimento por ter abandonado sua antiga vida por causa do moreno.

oOo

- Por que trocou a moeda de lugar sem me avisar? – Jared perguntou após fazerem amor. Jensen estava deitado em seu peito e recebia um gostoso cafuné.

- Eu não queria que você olhasse para ela sem querer. – Jensen respondeu. – Eu ia esconder em algum lugar, mas você acordou e eu enfiei dentro daquela meia. Não deu tempo de tirar de lá. – O loiro levantou a cabeça e o encarou. – Me desculpa?

- Não tem o quê desculpar, meu amor... Não foi culpa sua.

- Em parte foi.

- Não foi, e agora o que importa é que estamos juntos outra vez. E para sempre...

- Para sempre? – Jensen sorriu.

- É o que eu quero.

- Eu também. – Jensen subiu o corpo e beijou o moreno com paixão.

- Jensen... – Jared separou seus lábios. – Eu tenho como saber o que aconteceu com a Danneel. Quero dizer, posso tentar ver o que aconteceu com ela...

- Como assim? – Jensen levantou o corpo.

- Lembra o que eu te falei sobre internet, computadores e tudo mais?

- Lembro...

Jared sorriu e se levantou. Andou até uma das malas e pegou seu notebook. Sentou na cama e Jensen se sentou ao seu lado.

- O que é isso?

- Isso é um Notebook. Um computador.

- Computador? Nossa, como é possível ter um computador aí dentro? – Jensen estava abismado. Em 1950, um computador ocupava uma sala inteira.

- Segure aqui... – Jared entregou seu note para o namorado, que olhava encantando para a tela que se iluminava.

O moreno buscou seu celular e se sentou novamente na cama.

- Olha, isso é um celular. – Jared apertou o botão para ligar o aparelho e o entregou ao loiro, pegando o notebook de volta. – Ele é um telefone, mas funciona como um mini computador. Tem menos recursos que o notebook, mas eu posso acessar a internet por ele também.

Jensen olhava para o aparelho, que quando ligou, vibrou algumas vezes, indicando que havia mensagens de texto e de voz.

- Está vivo? – Jensen o largou em cima da cama e Jared sorriu.

- Ele está vibrando. Quando alguém me manda um torpedo, ou mensagem de voz, ele vibra, e quando alguém me liga ele toca uma música.

- Jared, você está falando grego pra mim... – Jensen disse sem graça e o moreno riu alto.

- Não se preocupe, eu vou te ensinar tudo. E quer saber? Eu vou adorar ser seu professor. – Jared encarou a boca do loiro, que o beijou.

- Agora me mostra a Danneel... – Jensen estava curioso.

- Olha... – Jared começou a digitar. - Aqui... – Ele apontou para a tela. – Danneel Harris... Carlson?

Eles se olharam e Jared voltou a ler o que estava escrito no site do Wikipédia.

- Aqui diz que ela foi uma famosa atriz que iniciou sua carreira no teatro no final dos anos quarenta, abandonando os palcos para se dedicar ao cinema nos anos cinquenta e sessenta, chegando a ganhar um Oscar de melhor atriz em 1965 pelo filme "Herdeiro da Ruína".

- Nossa, então ela conseguiu! – Jensen sorriu. – Ela iria se mudar para Los Angeles assim que eu "viajasse". Seu sonho sempre foi se transformar em uma estrela de Hollywood. – O loiro estava emocionado.

- Ela se casou em 1957 com o cantor Country, Steve Carlson, com quem teve três filhas, e vivem até hoje... – Jared fez uma pausa. – Em Dallas, no Texas. – Ele olhou para o loiro.

- Então ela ainda está... Ela ainda está...

- Jensen...

- Eu quero vê-la Jared, eu preciso vê-la! – Jensen tinha lágrimas nos olhos. – Ela precisa saber que eu estou bem... Que eu consegui te encontrar e que eu estou...

- Jensen, se acalme ok? – O moreno o interrompeu. - Nós não podemos viajar sem antes providenciar documentos para você. – Jared sorriu. – E depois disso eu prometo que iremos visitá-la.

- Promete? – Jensen sorriu.

- Prometo.

- O que mais diz aí? – Jensen perguntou.

- De relevante somente isso. Tem uma lista com os nomes de seus filmes e dos outros prêmios que ela ganhou.

- Não tem nada sobre mim? – Jensen quis saber.

- Não... – Jared respondeu e digitou o nome do loiro, suspirando em seguida. – Bom, diz que você foi um promissor ator de teatro dos anos quarenta, mas que... – O moreno se calou.

- Mas o que Sansão?

- Você abandonou sua carreira em 1950, depois de se assumir homossexual e ser demitido da companhia, onde era o ator principal. Segundo sua namorada na época, que foi traída e trocada por um homem, você se mudou para o Brasil com seu primo, que na verdade era seu amante.

Jensen gargalhou.

- Não é motivo para rir Jensen. Tudo a seu respeito mudou. – Jared continuou digitando.

- É sim... Eu estou feliz! A Dan teve uma vida maravilhosa, e estou aqui com meu amor, mais nada importa... – Ele sorriu.

- Não tem nada sobre a sua família, mas isso podemos perguntar à Danneel quando a visitarmos. – Jared concluiu.

- Com certeza, eles ficaram bem. Eu sinto isso... – Jensen contou sobre as cartas ao namorado.

- Quer saber o que houve com Jeffrey? – Jared perguntou, mas foi interrompido pelo toque de seu celular.

- O que é isso? – Jensen se assustou ao ouvir uma música tocando alto.

- É meu celular. – Jared riu e pegou o aparelho, vendo no visor que era Chad. – Preciso atender. – Ele olhou para o loiro.

- Tudo bem...

- Oi Chad.

- Porra Padalecki! – Chad gritou.

Jared se levantou e começou a andar pelo quarto enquanto explicava ao amigo que havia voltado há poucas horas de sua viagem às montanhas, e que contaria o por que da demora e do sumiço quando se encontrassem pessoalmente.

Jensen apertou uma tecla do notebook, e sem querer e sem saber como, voltou a página onde tinha uma foto de Danneel mais velha. Passou o dedo pelo rosto da amiga, que sorria feliz.

- Já estou com saudade... – O loiro murmurou se lembrando de tudo o que vivera com a ruiva.

- Está tudo bem? – Jared se aproximou novamente do loiro.

- Está sim. – Jensen sorriu. – Esse Chad é o seu amigo... Chad?

- O próprio... – Jared se sentou e pegou outra vez o notebook. – Ele estava preocupado comigo.

- Diga a ele que não precisa se preocupar, que eu estou cuidando direitinho de você.

- Senti ciúme nas entrelinhas ou foi impressão minha? – Jared sorriu e o loiro o acompanhou. – Não precisa ter ciúme, eu sou só seu... – O moreno o beijou outra vez. – Agora vamos ver o que aconteceu com o Morgan.

No site dizia que após demitir os principais atores de sua companhia de teatro, sem conseguir substituí-los à altura, Morgan foi à falência e se matou.

- Nossa, coitado... – Jensen sentiu pena de Morgan.

- Ele achou o que procurou Jensen. – Jared desligou e fechou o notebook. – Bom, chega de emoções por hoje. – O moreno apoiou o aparelho em cima da mesa e se deitou novamente. Jensen se deitou por cima dele.

- Eu vou reconstruir a minha história com você Jared e daqui a cinquenta anos quando alguém escrever meu nome nesse computador vai ler que eu fui a pessoa mais feliz do mundo.

- Se depender de mim, você vai ser o homem mais feliz do mundo. – Jared o puxou pela nuca e o beijou com vontade.

- Ainda tem mais daquele sachê? – Jensen sorriu, se referindo ao sachê de lubrificante que o moreno pegara em sua mala, quando transaram há poucos minutos. Ele havia ficado encantado com aquela novidade. O gel facilitava a penetração de um jeito como ele nunca imaginara ser possível.

- Claro que tenho... Por quê? – Jared se fez de desentendido e o loiro sorriu novamente, beijando-o em seguida.

Continua...

Obs.: Pra quem não sabe, o filme em que a Danneel ganhou o Oscar, "Herdeiro da Ruína" foi uma homenagem a minha linda amiga e Beta Pérola.

Para quem ainda não leu essa fic maravilhosa dela, aqui vai o link:

fanfiction s/7402759/1/ Herdeiro-da-Ruína (Sem os espaços)