Gostaria de agradecer a todos que estão lendo e comentando! Responderei aos reviews logados no próximo Cap.

Michelle, sua fic está chegando ao fim, espero que tenha curtido seu presente, e daqui a pouco tem mais... xD

Enfim, bom cap a todos!

Beijão!

Beta: Pérola!

Capítulo Treze

As semanas seguintes foram agitadas para Jensen. O amigo de Jared que arrumou a identidade que o moreno usou em 1950 ficou de arranjar os documentos para o loiro. Jensen precisou "trocar" o nome, pois não podia correr o risco de alguém descobrir que ele era o Jensen Ackles de 1950. Resolveu incluir o nome de solteira de sua mãe, tirando o Ross.

- Jensen Shaffer Ackles... Gostei. – Jared sorriu.

O moreno comprou algumas roupas e acessórios para Jensen, deixando para comprar o restante quando chegassem a Nova York. Achou graça dos comentários do loiro, que achava que as pessoas, principalmente as mulheres, mostravam demais o corpo. Jensen também estranhou o corte das calças, com o cós bem mais baixo do que os modelos usados em 1950. Também eram mais justas, mas Jared aprovou totalmente o novo visual do namorado.

- Terei que redobrar cuidado agora... – O moreno comentou quando o viu vestido com a roupa nova.

- Com o quê? – Jensen perguntou.

- Com você... Está simplesmente delicioso. – Jared o agarrou e tomou seus lábios em um beijo possessivo.

Jensen estava cada vez mais deslumbrado com 2012, e a todo o momento Jared lhe mostrava alguma novidade.

O loiro era inteligente e aprendia rápido. Mas a tecnologia moderna ainda o deixava o pouco atrapalhado.

Computadores, notebooks, celulares, Ipods, Iphones e aparelhos eletrônicos o deixavam muito confuso. Jared disse que ele se acostumaria, e que aos poucos aprenderia como tudo funcionava.

- Isso é uma câmera digital. - Jared lhe estendeu o aparelho e Jensen coçou a cabeça, pegando a câmera em seguida, analisando-a.

- Mas... Por onde sai a foto? – Ele perguntou.

- Isso não é uma Polaroid, a foto não sai na hora. – Jared pegou a câmera e tirou uma foto do loiro, mostrando-a a ele. – Viu?

- E como faz pra revelar as fotos?

- Você tira o cartão de memória, que é isso aqui... – O moreno retirou o pequeno cartão e mostrou a Jensen. – E o insere em um computador. Depois imprime... Ou seja, revela. Mas podemos somente armazenar as fotos. Normalmente é isso que eu faço. Deixo-as no computador. – Jared explicou.

- E que graça tem isso?

- Como assim? – O moreno riu.

- Que graça tem as fotos ficarem no computador?

- Não sei... – Jared sorriu de novo.

- Eu prefiro ver as fotos na minha mão. – O loiro deu de ombros e riu, balançando a cabeça, continuando a "explorar" a câmera.

Jensen também estava se acostumando com o estilo das músicas modernas. Odiou alguns gêneros, como música eletrônica e amou outros, como o Rock and Roll.

Ele já conhecia o ritmo, mas em 1950, o rock ainda estava em seu início, e era considerado pela maioria como música do demônio.

Jared havia "apresentado" ao loiro seus cantores e bandas favoritos, mas dizia que não queria influenciá-lo, e que ele ainda tinha um caminho longo a percorrer em termos de música.

Jensen ficou simplesmente fascinado com os filmes. Se encantava com tantos efeitos especiais. Parecia criança, perguntando a cada cena como aquilo era possível e Jared, pacientemente parava o filme e lhe explicava.

O moreno o levou para assistir uma peça de teatro que estava em cartaz no teatro mais famoso e moderno de Green Bay. Jensen se emocionou durante toda a apresentação. Se tinha algo que ele sentia falta era de atuar e Jared prometeu leva-lo a todas as peças em cartaz na Broadway quando chegassem a Nova York.

Mas, de todas as coisas, o que mais lhe chamava atenção eram os carros. O loiro era apaixonado por eles, e havia pedido a Danneel que cuidasse do seu. Mas ela o convenceu a deixá-la vender, assim que ele "viajasse".

- Vou te deixar dirigir meu carro quando estivermos em casa e vou te mostrar como ele funciona. Não tem mistério. Depois providenciaremos sua carteira de motorista. – Jared sorriu e Jensen ficou ansioso.

Um mês após a chegada de Jensen a 2012, os documentos do loiro finalmente ficaram prontos, e eles deixaram Green Bay, rumo a Nova York.

- Obrigado por me ensinar e ter paciência comigo. Eu te amo... – Jensen disse enquanto estavam esperando o avião decolar.

- Não precisa agradecer amor, estou amando te ensinar tudo o que você não sabe ou não conhece. O único problema é que... – Jared suspirou. – Nada, deixa pra lá...

- O que foi Jared? Qual o problema?

- É que... Eu... Eu estou me sentindo culpado Jensen.

- Com o quê? – Jensen pegou na mão do moreno.

- Você perdeu 62 anos de progresso. Não viu a humanidade evoluir. Perdeu tanta coisa e eu... – Jared estava visivelmente emocionado.

- Hey! Olhe pra mim... – Jensen o encarou e sorriu. – Eu não perdi nada, eu só ganhei! Eu nunca vou me arrepender Jared. Eu trocaria mil vezes vivenciar a evolução da humanidade para poder estar ao seu lado. Mil vezes!

Jared sorriu, mas Jensen podia sentir que ele ainda se martirizava.

- Eu vou aprender, estudar e saber tudo o que aconteceu. Como se eu tivesse nascido em 1984, como diz o meu documento. Vou acompanhar a evolução, o progresso a partir de agora. Com você... Isso é o que importa para mim Jared. Agora temos todo o tempo do mundo.

- Eu sei amor...

- Não fica assim, por favor. – Jensen pediu.

- Não vou ficar. Eu prometo.

oOo

Jensen olhava abismado à sua volta enquanto atravessava o JFK, com Jared ao seu lado. Durante o caminho até a casa do moreno, ele sorria e apontava, fazendo comentários que faziam Jared e o motorista do táxi rirem.

- Pelo jeito o senhor nunca esteve em Nova York. – O motorista disse ao loiro enquanto dirigia rumo ao Soho, onde o moreno morava.

- Nunca! E... Uau! É impressionante!

- Espere para ver essa cidade a noite. – O motorista sorriu novamente. – E conhecerá o que significa a expressão "a cidade que nunca dorme".

Jensen ainda estava impressionado quando entraram no apartamento do moreno.

- Bem-vindo ao meu humilde lar. – Jared imitou o que o loiro disse quando conheceu sua casa em Green Bay dos anos 50.

- É linda e... É tão diferente. – O loiro percorria tudo com os olhos.

- E agora é sua também. – Jared o abraçou e o beijou longamente. – Bem-vindo ao nosso lar Jensen. Vem... Deixa eu te mostrar tudo.

Jared pegou Jensen pela mão e lhe mostrou todo o apartamento, deixando seu quarto por último.

- E aqui é a nossa cama. – Jared se aproximou da enorme cama que tinha no meio do quarto, e Jensen se sentou.

- É muito confortável Jared.

- É sim... É perfeita pra dormir e para namorar também. – Jared o puxou, deitando-o nela e o beijou.

- Jared... – Jensen suspirou quando separou seus lábios dos do moreno. – Você disse que quando meus documentos estives...

- Eu sei amor, eu sei... Eu não esqueci.

- E como vamos fazer? Vamos chegar de surpresa? Vamos telefonar antes de ir?

- O que você acha melhor?

- O correto seria avisar, mas o que iremos dizer?

- Podemos fazer assim... Eu ligarei para o marido dela, direi que estou fazendo uma pesquisa sobre atrizes dos anos cinquenta para meu novo livro, e pedirei para entrevistá-la. - Jared sorriu.

- Obrigado amor. E obrigado por ter ido até 1950 me conhecer.

- Obrigado por ter me aceitado em sua vida. E por não ter desistido de mim. – Jared sorriu novamente.

- Nunca... Eu te amo Sansão. – Jensen lhe tomou os lábios novamente.

oOo

Jared acordou e logo percebeu que o namorado não estava na cama. Olhou no relógio, vendo que ainda era muito cedo.

- Jensen? – Se levantou e o chamou. – Jensen?

- Estou na cozinha! – O loiro respondeu.

Jared o encontrou sentado à mesa com uma xícara de café na mão.

- Quer café?

- O que houve? – O moreno perguntou. – Por que levantou tão cedo?

- Não consegui dormir quase nada. Estou agitado.

- Jensen... – Jared se abaixou à sua frente. – Não precisa ficar assim, vai dar tudo certo ok?

- Ok... – O loiro balançou a cabeça e sorriu de canto.

- Quer me fazer companhia no chuveiro? – Jared se levantou e estendeu sua mão.

O dia de ver Danneel havia chegado e Jensen estava ansioso e aflito. O moreno havia ligado e conversado com o marido da ruiva, que havia autorizado a visita deles dias depois. Eles só não sabiam se Steve havia dito algo a ela ou se ela se lembrava do nome de Jared.

- Nervoso? – O moreno perguntou enquanto o avião descia em Dallas.

- Muito... – Jensen sorriu.

- Estou aqui ok?

- Eu sei... Obrigado. – Jensen apertou a mão do namorado e sorriu.

Ackles não estava nervoso somente pelo fato de ver a amiga, mas também pelo fato de estar em sua cidade natal. Enquanto observava pela janela do carro que Jared havia alugado, a cidade em que ele nasceu e viveu há mais de oitenta anos, ele sentia as lágrimas se formarem em seus olhos. O moreno percebeu a emoção do mais novo e se emocionou com ele.

- Está tudo tão diferente, não reconheço quase nada... – Jensen suspirou.

- Se quiser, podemos dar uma volta pela cidade antes de...

- Obrigado amor, mas podemos fazer isso depois que virmos a Dan?

- Claro... – Jared sorriu.

- Será que ela vai me reconhecer? - Jensen perguntou quando se aproximavam do local onde a ruiva morava agora. – Afinal de contas, para mim se passou quase dois meses, mas para ela... 62 anos.

- Claro que ela vai te reconhecer amor... Fica calmo ok? – Jared tentava acalmá-lo.

Jared parou seu carro em frente à entrada da fazenda, e ele e Jensen desceram. Imediatamente um homem veio na direção deles.

- Bom dia, o que desejam? – O homem perguntou educadamente.

- Bom dia, meu nome é Jared Padalecki. Eu tenho uma entrevista marcada com a senhora Harris.

- Aguardem um minuto ok? – O homem os deixou esperando, e alguns minutos depois voltou e abriu o portão para eles. – O Sr. Carlson irá recebê-los.

Jensen olhou para o moreno e eles entraram no carro, seguindo em direção à entrada principal da casa e quando desceram novamente do carro. Um senhor na casa dos seus oitenta anos, os recebeu.

- Bom dia Sr. Carlson. – Jared estendeu a mão a ele. – Sou Jared Padalecki e esse é meu companheiro, Jensen Ackles.

- Prazer em conhecê-los Sr. Padalecki, Sr. Ackles... – Steve apertou as mãos que lhe foram estendidas. – Vamos entrar?

Jensen e Jared o seguiram até a sala principal, que era ampla e confortável. Os móveis e a decoração de muito bom gosto.

- Gostariam de beber algo? Um suco? Um café? – Carlson perguntou.

- Não, obrigado... – Eles responderam juntos e o mais velho sorriu.

- Fiquem à vontade. Danneel já vem.

Jared se sentou e Jensen olhou a sua volta, andando até uma parede que estava repleta de fotos. O loiro percebeu que Danneel estava sorrindo em todas e parecia muito feliz. Ele sorriu e estava entretido com as fotos, quando percebeu que alguém o observava da entrada de um corredor. Ele logo reconheceu Danneel.

Ela mantinha o mesmo corte de cabelo, com a diferença de que agora, os fios estavam totalmente brancos. O rosto estava diferente. Bastante marcado pelo tempo, mas os olhos eram os mesmos.

Harris aproximou-se devagar e passou os dedos enrugados pelo seu rosto, fazendo um leve carinho.

- É mesmo você?

- Sou eu Dan... Eu consegui. – Jensen respondeu com a voz trêmula.

- Oh Jensen... – Ela o abraçou e chorou com a cabeça encostada em seu ombro. Jensen retribuiu o abraço, igualmente emocionado. – Senti tanto a sua falta!

- Eu também senti Dan... Senti muito a sua falta, e quando soube que você ainda estava... Ainda estava... Eu não podia... Eu tinha que... – A emoção o impediu de continuar e ele deixou o choro descer livre.

Jared os observava do sofá e não escondia a sua emoção. Se levantou e se aproximou do namorado.

- Que bom que vocês vieram... – Danneel se afastou do amigo e sorriu para Jared, abraçando-o apertado também. – Você está mais alto ou eu que diminuí? – Ela brincou com o moreno e todos riram.

- Se sente aqui meu amor... – Steve ajudou a esposa a se sentar no sofá e Jensen se sentou ao seu lado.

- Quando o Steve me disse que um tal de... Jared Padalecki havia telefonado, querendo se encontrar comigo para uma entrevista sobre um livro... – Ela fez uma pausa. - Eu fiquei um pouco confusa no começo, não acreditando que era realmente você. – Ela sorriu para o moreno. - Então eu pensei... Jensen conseguiu. Ele está aqui em 2012, mas como ele me encontrou? – Ela sorriu e pegou na mão do amigo, que olhou para Carlson. - O Steve sabe de toda a história. Eu não escondi, apesar de ele ter me achado louca quando contei.

Jensen sorriu.

- Assim que eu cheguei aqui, Jared me disse que tinha como saber o que havia acontecido a você, através do computador. E quando eu soube que você estava... A primeira coisa que eu quis foi te ver Dan...

- Há quanto tempo chegou? – Ela quis saber.

- Há quase dois meses... Estávamos em Green Bay e depois fomos a Nova York.

- E o que está achando Jensen? O mundo está muito diferente dos anos quarenta não é? – Ela sorriu.

- Muito diferente, mas o Jared está me ajudando. – Jensen encarou o namorado e sorriu. – Está me ensinando tudo.

- Me conte o que aconteceu depois que sumiu do quarto Jensen. – Ela pediu e Jensen contou tudo o que aconteceu desde quando "acordara" em 2012 e encontrara Jared.

- Que aventura... - Ela sorriu.

- Agora me conte sobre você Dan... Quero saber de tudo.

Danneel contou sobre sua viagem a Los Angeles, e sobre sua carreira como atriz de cinema.

- Por que abandonou os palcos? – Ele quis saber.

- Não sei... – Ela de ombros. – Sem você não teve mais graça e você sabe que eu sempre tive esse sonho.

- Eu sei... Você sempre sonhou em ser uma atriz famosa e conseguiu! – Ele sorriu. – Você até ganhou um Oscar!

- Pois é... – Ela sorriu novamente.

- Eu ainda não vi o filme. Gostaria de ver em sua companhia. – Ele pediu.

- Claro!

Danneel continuou seu relato e riu quando contou como conheceu Steve.

- Eu implicava tanto com o cabelo do Jared e acabei me casando com um cabeludo.

- Você adorava meu cabelo Dan... – Steve passou a mão nos cabelos brancos que agora estavam curtos.

Steve contou sobre sua carreira de cantor Country e como foi difícil conquistar o coração da ruiva.

- Danneel sempre foi durona... – Jensen implicou a fazendo rir.

Harris pegou vários álbuns de fotos e mostrou suas filhas e netos com orgulho.

- Você conseguiu realizar todos os seus sonhos Dan... E tem uma família linda. Eu estou muito feliz por você.

- Eu rezei tanto por você Jensen... Durante todo esse tempo, e estou muito feliz em saber que você conseguiu se encontrar com Jared e que está feliz. – Ela o abraçou demoradamente.

- Dan... – Jensen suspirou. – A minha mãe... Ela...

- Ela acreditou que você estava bem e feliz no Brasil. Ela sentia sua falta, mas entendeu e respeitou sua decisão.

Jensen recomeçou a chorar quando Danneel contou tudo o que aconteceu com sua família.

Ela seguiu com o plano e continuou ajudando-os financeiramente. Seu irmão mais velho se casou, mas não teve filhos. Mackenzie, a mais nova, também havia se casado e tivera um casal de gêmeos.

- Eu perdi contato com ela, mas sei que ela ficou viúva e mora em Austin, Jensen... Se quiser podemos tentar procurar seu endereç...

- Não Dan... – Jensen a interrompeu. – Eu não posso. O que direi a ela? O que ela pensará quando me vir com a mesma aparência de 1950? – Ele sorriu de canto. – Procurarei saber se ela está bem, e tentarei ajudar de longe se for o caso, mas não me aproximarei.

- Está bem... Eu entendo. – Ela concordou.

- E mamãe está... Está no...

- Sim... Com seu pai e Josh.

- Irei visitá-los, assim que... – Jensen sentiu os braços do moreno envolve-lo, e chorou novamente. Apesar de não estar arrependido de sua decisão de partir para sempre de 1950, era doloroso falar sobre a morte de seus pais e irmão. Afinal de contas, para o loiro, ambos estavam vivos há pouco tempo.

- Jensen, sua mãe morou na fazenda onde você nasceu até o dia de sua morte. Depois eu a comprei da sua irmã. Eu gostaria que ficasse com ela.

- Dan, eu... Não sei o que dizer... Obrigado. – Jensen a abraçou emocionado.

Eles continuaram conversando, relembrando os momentos que passaram juntos, e Jensen se abismou em como ela se lembrava de tantas coisas e até mesmo alguns detalhes que nem ele lembrava.

- Jensen, eu sei que já fiz isso, mas eu gostaria de te agradecer por tudo... Por ter sido meu amigo, meu irmão, meu pai... Sem você, eu não teria conseguido tudo o que consegui.

- Não precisa agradecer Dan. Você mereceu tudo o que a vida te deu. – Ele tinha lágrimas nos olhos novamente. – Eu que tenho que te agradecer por ter sido minha amiga de verdade e por ter me apoiado em tudo.

Eles se abraçaram emocionados novamente.

Steve os convidou para almoçar e depois lhes mostrou toda a propriedade, que era enorme e muito bem cuidada.

Após o passeio, eles se reuniram na sala de TV, onde viram "Herdeiro da Ruína".

- Eu era realmente bonita... – Danneel comentou.

- Você é linda, Dan. – Jensen sorriu, pegando em sua mão e ao final do filme, ele se levantou e aplaudiu a amiga de pé.

Antes de eles irem embora, Danneel chamou o loiro em seu quarto.

- Eu guardei durante todos esses anos... – Ela lhe entregou o diário do moreno, as anotações do amigo sobre a viagem no tempo, os antigos documentos de Jensen e algumas fotos dos dois.

Jensen sorriu ao ver as fotos amareladas e gastas pelo tempo.

- Eu te amo Danneel Harris e sempre vou te amar. - Jensen passou a mão pelos cabelos da amiga e a abraçou.

- Eu também te amo Jensen...

Todos se emocionaram na hora da despedida. Jensen prometeu manter contato sempre e Danneel pediu para Jared cuidar bem de Jensen, quando o abraçou.

- Eu vou cuidar dele, pode deixar... – O moreno respondeu.

Como já havia anoitecido, eles resolveram se instalar em um motel somente para passar a noite. No dia seguinte, Jensen pediu para Jared levá-lo até o cemitério, onde parte de sua família estava enterrada.

Depois de Jensen se identificar sem problemas como bisneto de Mackenzie Ackles, ele foi até o jazigo da família, onde se emocionou ao ver os nomes de sua mãe e irmão nos túmulos.

- Josh morreu em 1998, com 78 anos... E mamãe em 1979 com 76... – Jensen fez uma rápida conta mental. - É tão estranho Jared... – Ele passava os dedos pelas inscrições nas placas.

- E seu pai? – Jared perguntou.

- Ele morreu muito jovem... Com apenas 30 anos, em 1932. – Jensen respondeu.

O loiro depositou as flores que Jared havia comprado nos túmulos e se levantou, chorando por um longo tempo nos braços do moreno, que o confortou com palavras e declarações carinhosas.

- Jensen... – O moreno pegou no rosto do namorado, quando ele se recompôs. - Você abriu mão de tanta coisa por mim... Eu nunc...

- Jared... Eu não vou mentir e fingir que não estou extremamente emocionado depois do encontro com a Dan... E por estar aqui, mas... Eu te amo e nem por um segundo eu me arrependi de ter vindo ao seu encontro. Por favor, não quero mais que se sinta culpado.

- Eu sei, mas...

- Não existe "mas" Sansão... Lembra quando você disse, quando estava em 1950, que se seus pais pudessem te ver, eles ficariam felizes por você estar bem e feliz?

- Lembro...

- Então, eu me sinto assim... Eu tenho certeza de que mamãe, papai e meu irmão ficariam felizes por mim e por minha decisão. Eu estou bem Jared, estou feliz por estar aqui com você.

- Jensen... Eu te amo tanto. – Jared o abraçou.

- Eu também te amo. – Jensen olhou mais uma vez para os túmulos de sua família e depois de uma oração silenciosa, pegou na mão do namorado.

- Quer conhecer o lugar onde eu nasci e cresci?

- Claro que eu quero. – O moreno sorriu.

- Então vamos.

Eles entraram no carro e Jensen guiou Jared até a fazenda onde ele morou com os pais e os irmãos, e que agora lhe pertencia.

Jensen entrou na casa, e a cada cômodo visitado, ele se emocionava, se lembrando dos momentos com sua família.

Lembrou com tristeza os dias difíceis durante a Depressão, de quando eles não tinham muito para comer. Mas também dos dias felizes. Dos natais e aniversários. De como sua mãe sempre era caprichosa com a casa e amorosa com os filhos.

Chegou à parte de trás de casa e andou até uma enorme árvore, onde há muitos anos atrás havia um balanço feito com um pneu velho.

- Jared deixa eu te mostrar uma coisa. – Jensen apertava os olhos enquanto procurava por algo no tronco. – Aqui...

Jared apertou os olhos e com um pouco de dificuldade conseguiu identificar as letras J e D, talhadas na madeira.

- Jensen e Danneel, eu imagino... – O moreno disse sem esconder o ciúme em sua voz.

- Não precisa ficar com ciúme. – Jensen sorriu.

Jared pegou o seu chaveiro, que continha um pequeno canivete e talhou duas letras J.

- Agora não estou mais...

Jensen passou o dedo pelas letras, sorrindo e sentindo seu coração acelerar.

- Quando estivermos velhinhos vamos nos mudar para cá. O que acha? – Jensen o abraçou e sorriu novamente.

- Acha que vai me aguentar até ficarmos velhinhos?

- Se você não ficar um velhinh...

- Jensen, quer se casar comigo? – O moreno o interrompeu e perguntou de forma rápida, mas firme.

- O quê? – O loiro se afastou e o encarou. – Quer se casar... Comigo?

Jensen era de uma época em que o casamento era considerado uma das coisas mais importantes na vida de uma pessoa, e como ele era gay, ele tinha certeza que nunca se casaria.

- Jensen, eu tenho certeza que passei todas as outras vidas, antes desta, procurando você. Não alguém como você, mas você, porque a sua alma e a minha foram destinadas a estarem sempre juntas. – Jared pronunciava as palavras devagar, seus olhos nunca desviando dos olhos do loiro. - Você é a resposta para todas as minhas orações. Você é uma canção, um sonho, um murmúrio, e não sei como consegui viver sem você durante tanto tempo. Eu amo você, mais do que você é capaz de imaginar e eu sempre vou te amar.*

Jensen estava emocionado demais com aquela declaração e não sabia o que dizer. Tudo o que ele sempre sonhara era viver um amor como o deles. Sem precisar esconder de ninguém o que ele era e muito menos esconder seus sentimentos.

- Jared, eu... Eu não sei o que dizer...

- Diz que aceita... Que me aceita...

- Eu aceito Jared... Claro que eu aceito... – Jensen o abraçou. – Eu te amo tanto...

- Eu também Jensen, eu também te amo demais. - Jared o apertou forte novamente e sorriu. Estava feliz como nunca havia estado em toda a sua vida.

Sabia que o amor deles iria durar para sempre, pois nem mesmo o tempo foi capaz de impedi-los de se encontrar.

Continua...

*Adaptação de um texto de Nicholas Sparks.