Essa fic foi escrita especialmente para uma amiga que estará sempre em meu coração.
Michelle, espero que tenha curtido tanto quanto eu curti escrever.
Ok, sou péssima pra dedicatória... kkkkkkk
Pérola: Obrigado por ter me aturado esse tempo todo xD (Não desista de mim... U_U)
Aos leitores, um muito obrigado por terem acompanhado e comentado.
Responderei aos reviews logados desse capítulo por PM.
Um super beijo a todos e até a próxima!
Capítulo 14 - FINAL
Jensen encarou seu reflexo no espelho e puxou o ar com força. Estava nervoso, mas confiante.
Sorriu, recordando a primeira vez que se apresentara para um grande público, e se lembrou de Danneel com carinho e saudade. Ela havia morrido, um ano depois de seu reencontro.
Steve faleceu seis meses após a ruiva, e Mackenzie também havia morrido meses depois. Jensen acompanhou o funeral da irmã de longe, e se emocionou, principalmente quando viu seus sobrinhos, sobrinhos netos e bisnetos.
Uma batida na porta interrompeu seus pensamentos e ele se levantou.
- Quinze minutos Sr. Ackles... – Um assistente sorriu e lhe entregou um envelope.
Jensen agradeceu e se sentou novamente. Já sabia o que era aquele bilhete e sorriu, sentindo seu coração acelerar em expectativa.
Abriu e leu seu conteúdo, sem tirar o sorriso apaixonado do rosto.
"Amor,
Quero lhe desejar uma noite linda. Com gente feliz ao seu redor. Com chuvas de sorrisos e de olhares que vêm da alma.
Não importa se grandes notícias não virão hoje. Que também não venham as más.
Que seu momento seja de paz. Que você esteja em paz.
Que as palavras de hoje sejam 'leveza', 'doçura', 'calmaria' e 'tranquilidade'.
E que suas próximas horas sejam carregadas de pensamentos positivos e de muita paz no coração.
Quero lhe desejar uma noite linda e dizer que eu te amo... Pra sempre..."*
S.
Assim que terminou de ler, seu celular vibrou em cima da bancada.
- Alô... – Jensen atendeu sem disfarçar a emoção na voz.
- Recebeu meu bilhete?
- Acabei de receber. Obrigado Sansão. Eu te amo.
- Eu também te amo... – Jared suspirou. – Nervoso?
- Um pouco... Está cheio?
- Bom, eu pedi uma sessão privada, mas não aceitaram meu pedido. – Jared brincou. – Claro que está cheio seu bobo.
- Certo. – Jensen sentiu um frio na espinha pela primeira vez desde que chegara ao teatro. – Preciso terminar de me arrumar.
- Ok... Boa sorte.
- Jared! – Jensen o chamou. – Onde você está sentado?
- Surpresa... – O moreno sorriu e se despediu, desligando em seguida.
Dezoito meses antes...
Jared e Jensen se casaram em Nova York três semanas depois do pedido do moreno e realizaram uma festa íntima na fazenda que Danneel havia dado de presente a Jensen.
Os pais de Jared adoraram o genro, mas acharam que o moreno estava se precipitando ao se casar, pois ele mal conhecia aquele loiro.
Jared disse que havia encontrado o amor de sua vida, e que não havia sentido em esperar para se tornar marido de Jensen.
- Esse rapaz sabe tudo sobre os anos quarenta, estou impressionado. – Gerald disse passando o braço pelos ombros de Jensen no dia da festa.
- Eu tenho uma ligação especial com essa época. – Jensen respondeu e piscou para o moreno.
Chad também achou estranho esse casamento repentino do amigo.
- Ele está grávido? – O loiro brincou.
- O quê? – Jared sorriu. – Chad, deixa de ser palhaço.
- Você viajou querendo esquecer o Matt e voltou praticamente noivo? O que aconteceu Jared?
- O que aconteceu... Foi que eu a encontrei. – O tom do moreno era apaixonado.
- Quem? – Chad perguntou confuso.
- A minha outra metade. - Jared não tinha a menor dúvida de que Jensen era seu amor, sua alma gêmea, sua vida.
- Matt mandou te dar parabéns. Pelo casamento... – Chad disse com um pouco de receio.
- Obrigado.
- Na verdade, ele queria te ligar, mas eu disse que...
Chad parou de falar quando percebeu o sorriso bobo no rosto do amigo. Sorriu ao perceber que ele olhava para Jensen, que falava com Sharon.
- Estou feliz por você Jared. Me dá um abraço aqui. – O loiro o puxou para um abraço apertado. Ele gostava muito de Jared e estava realmente contente pelo amigo ter conseguido esquecer Matt e por ter conhecido Jensen.
Além da família de Jared e Chad, Danneel e Steve também participaram da festa.
- Pretendem se mudar para cá? – A ruiva quis saber.
- Não. Vamos morar em Nova York, mas quero vir para cá pelo menos umas duas, três vezes por ano. – Jensen sorriu.
- Estou muito feliz por ainda estar viva e ter a oportunidade de ver você realizando um sonho Jensen. – Ela pegou em sua mão. Sabia que Jensen alimentava o sonho de se casar um dia, mesmo sabendo que seria impossível na época em que viveram a juventude.
- E eu estou muito feliz por você estar aqui Dan... Muito feliz... Obrigado por ter vindo. – Jensen a abraçou emocionado.
Jared convidou o Sr. Potter para a festa, mas ele estava adoentado e não pode comparecer. O moreno então o convidou para passar uma semana em Nova York assim que acabasse sua lua de mel com Jensen e William concordou.
Jared e Jensen ficaram na fazenda para a lua de mel. Na primeira noite em que ficaram sozinhos, Jared preparou o jantar. Abriu um vinho especial, e quando estavam na cama, ele recitou um poema que escrevera para o loiro.
"... Atravessei o limite do tempo e espaço em busca de algo que eu ainda não sabia o que era. Uma fotografia e uma bela história de vida eram tudo o que eu tinha sobre ele. Mas ele era real, eu sabia, e me fez sentir vivo de uma forma como eu nunca havia sentido antes..."
"... A paixão nos arrebatou quase que imediatamente e nunca tive tanta certeza de um fato na vida. A de querer acordar todos os dias com ele ao meu lado, querer chegar a noite e jantar com ele. A de querer compartilhar cada detalhe bobo do meu dia e ouvir cada detalhe do dele. Querer rir junto e dormir com ele nos meus braços..."
"... Porque ele não é só alguém que eu amo. Ele é a melhor parte de quem eu sou, e não consigo mais me imaginar sem ele..."**
- É lindo Jared! – Jensen disse com lágrimas nos olhos. Ele adorava essas declarações em forma de poema que o moreno fazia para ele.
- Você é lindo! – O moreno o beijou. – E eu te amo...
Jensen aprofundou o beijo e subiu no corpo de Jared, que logo começou a gemer na boca do outro.
Jensen esfregou seu membro no do moreno, enquanto descia a língua, trilhando um caminho molhado em seu pescoço e peitoral. Eles estavam somente de cueca e imediatamente ficaram duros.
- Jensen... – O moreno fechou os olhos e gemeu outra vez. A ereção do seu marido esmagando a sua, o estava levando a loucura.
Jensen voltou a beijá-lo na boca e com a mão, começou uma torturante massagem em seu membro, ainda por cima da boxer.
Jared mexia o quadril, indo de encontro com a mão de Jensen, tentando aumentar o contato.
- Calma... – O loiro sorriu e desceu novamente, passando novamente o lábio e a língua pela pele quente de Jared, que gemeu mais alto, quando sentiu uma mordida de leve em seu membro.
- Jensen...
O loiro sorriu e subiu o corpo outra vez, pondo uma perna de cada lado do corpo do moreno, na altura de seu peito, o surpreendendo. Baixou um pouco sua boxer, liberando seu membro, que como o de Jared, estava duro feito pedra.
- Me chupa Jared...
O moreno levantou a cabeça e sorriu, puxando o quadril do outro, abocanhando a ereção de Jensen, que passou a gemer e dizer palavras sem sentido.
Jared largou o membro do loiro e passou a chupar suas bolas, uma de cada vez, enquanto o masturbava.
- Oh Jared!
Padalecki passou a revezar sua boca entre o membro do marido e as bolas, fazendo Jensen revirar os olhos, quando seu dedo acariciou sua entrada.
Jared fazia tudo devagar, sabendo que dessa maneira, Jensen ficaria ainda mais excitado.
Jensen não queria gozar ainda, então se afastou devagar, tomando os lábios de Jared em um beijo molhado.
Desceu o corpo e sem desviar os olhos dos de Jared, que ardiam em luxúria, Jensen tirou sua cueca e engoliu o membro do outro de uma só vez.
- Oh Deus! – Jared puxou o ar com força e gemeu.
Jensen o chupava com vontade, fazendo movimentos intensos com a língua, levando Jared até o paraíso com a sua boca perfeita e obscena. Ele deixou o moreno segurar em sua cabeça, ditando o ritmo e a profundidade.
Jared começou a gemer descontroladamente e gozou na boca de Jensen, que recebeu e engoliu todo o prazer de seu marido.
- Jensen... Nossa... Isso foi... – Jared falava e sorria ao mesmo tempo. Jensen estava cada dia mais safado na cama.
- Vira de costas Jared... – Jensen pediu com a voz rouca. O moreno sorriu e se virou.
Jensen se deitou por cima dele e aplicou vários beijinhos molhados por toda a extensão de suas costas largas.
Jared gemeu quando o loiro chegou a suas nádegas, as apertando e mordendo de leve.
- Oh Jensen... – O moreno arfou quando sentiu a língua atrevida de Jensen explorar sua intimidade, que passou a pulsar com o contato.
- Eu quero você Jensen... Por favor... – O loiro gostava de ouvir Jared gemer alto e implorar, como ele estava fazendo agora.
- Eu já vou te dar o que você quer Jared... – Jensen se deitou outra vez nas costas do outro, e enquanto beijava, mordia e sussurrava obscenidades no ouvido do mais velho, ele esfregava seu membro rijo na entrada dele.
- Agora Jensen... Agora... – O moreno pediu.
Jensen lambuzou seu membro com o lubrificante que já estava na cama e puxou o corpo do marido, o fazendo ficar de quatro.
- Ai Jared, que delícia que você é... – Jensen gemeu enquanto o penetrava.
O loiro observava seu membro entrar e sair de dentro do corpo de Jared, que gemia a cada investida.
A cada vez que se amavam, Jensen sentia uma sensação nova, um prazer diferente. Ele não sabia explicar, só sabia que quanto mais fazia amor com Jared, mais queria fazer. Brincava dizendo que o moreno o havia viciado em sexo.
- Jensen! – Jared gritou quando o loiro atingiu seu ponto especial. – Assim Jensen!
O loiro segurou firme no quadril do moreno e estocou forte e preciso, fazendo ambos gemerem cada vez mais alto.
Jared, que já bombeava o seu membro freneticamente, jorrou seu prazer no lençol da cama, enquanto chamava por Jensen.
- Jared... – O loiro gemeu o nome do marido e gozou forte dentro dele, sentindo seu corpo arder em chamas.
Jensen retirou seu membro de dentro do moreno e se deitou, se ajeitando ao lado de Jared, que se virou e o abraçou.
- Quando foi que você ficou tão safado assim? – Jared perguntou.
- Eu tive um bom professor. – Jensen sorriu. – Eu te amo Jared.
- Eu também te amo Jensen. Obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo, se tornando meu marido.
Jensen sorriu outra vez e o beijou demoradamente.
oOo
Jensen queria começar a trabalhar logo depois do casamento, mas Jared não concordou. O loiro ainda não conhecia quase nada do mundo moderno, e o moreno conseguiu convencê-lo a esperar mais um pouco.
- Jared não é justo...
- Injusto é você ter essa boca pornográfica e eu não poder te beijar a cada cinco segundos onde eu quiser. – O moreno sorriu.
- Quem disse que não? – Jensen provocou.
Padalecki contou ao loiro que sempre teve vontade de escrever um romance baseado na década de trinta ou quarenta, e convidou Jensen para ser seu consultor.
- Me conte um pouco sobre os personagens pelo menos. – Jensen pediu. Jared não queria lhe contar nada sobre a história central de seu novo livro, pois disse que seria surpresa.
– Só posso adiantar que é baseada em fatos reais. - Jared sorriu abertamente, se divertindo com a curiosidade do loiro.
Nas semanas seguintes, Jared alternava seu tempo entre seu livro e Jensen, que ainda tinha muito a aprender sobre a época que ele estava vivendo. Certa tarde, o moreno o levou até uma rua sem saída e deserta, para ensiná-lo a dirigir.
- Eu nunca vou conseguir dirigir um carro desses.
- Jensen, eu vou te ensinar, não é tão diferente assim dos modelos que você conhece. Vamos trocar de lado. – O moreno abriu a porta de seu Ford Explorer e passou para o lado do carona. Jensen se sentou no banco do motorista, olhando fascinado para tudo a sua volta.
- Pra quê serve isso? – Ele perguntou, apontando para o GPS.
- Isso é um GPS. Ele serve para guiar o motorista, indicando rotas e explicando todos os passos para se chegar até o destino.
- Parecido com um mapa? – Jensen perguntou.
- Exatamente!
Depois de Jared explicar todas as funções do painel, ele explicou a Jensen como funcionava o carro.
- Não tem mistério, aqui é a marcha. – Jared segurou no câmbio e mostrou como passava as marchas e a ré. – O pedal embaixo do seu pé esquerdo é a embreagem, do direito o acelerador e no meio está o pedal do freio...
Jensen estava inseguro quando ligou o carro.
- Amor, não tem diferença. Você vai conseguir.
O loiro apertou a embreagem e passou a primeira marcha, mas quando apertou o acelerador, o carro morreu.
- Você soltou a embreagem rápido demais amor... Liga o carro de novo. – Jared sorriu e pacientemente ajudou o marido, que conseguiu dirigir pela rua em que estavam, se surpreendendo com a velocidade que o carro poderia atingir em poucos segundos.
- Viu como você conseguiu? – Jared estava orgulhoso. – Com um pouco mais de treino, você já poderá ir para uma rua com um pouco de movimento ok?
- Ok... – Jensen respondeu e sorriu. Apesar do receio, ele estava fascinado.
Como Jensen estava se adaptando muito bem, Jared achou que era hora de apresentar seu X-Box para ele.
- Não vou deixar você ganhar mais Jared. Tira o seu cavalinho da chuva. – Jensen estava com os olhos vidrados na televisão. Eles já estavam há dois dias jogando sem parar e Jensen havia conseguido ganhar algumas fases do moreno.
Jared continuava com sua mania de falar sozinho e o loiro percebeu que quando ele estava jogando, essa mania só piorava. Jensen ria e se divertia com os pensamentos altos do marido. O loiro adorava quando Jared falava sozinho.
- Vamos ver quem vai perder.
- Pois quem perder vai ter que pagar uma prenda. – Jensen o desafiou.
- Uma prenda sexual? – Jared provocou.
- Exatamente. – Jensen sorriu sabendo que qualquer um que perdesse, na verdade, ganharia.
O moreno sabia que o marido, apesar de já estar acostumado com tudo, sentia falta de algumas coisas de sua época, mesmo que não admitisse.
- Posso abrir os olhos? – Jensen sorria.
- Ainda não. – Jared guiava o loiro dentro do apartamento. Ele havia encomendado uma surpresa a Jensen. – Pronto, pode abrir.
Jensen abriu os olhos e pôs a mão na boca. No canto da sala, uma Jukebox Evans igual a que ele tinha em 1950, e que havia ficado com Danneel.
- Jared! Onde você...
- Não foi fácil, mas eu encontrei.
- Nossa! É idêntica a que eu tinha em Green Bay.
Jensen se aproximou e sorriu aberto ao ver as canções que tinha, dentre elas, todas as de Bing Crosby.
- Jared... – O loiro estava emocionado. – Obrigado meu amor. – Ele abraçou Jared e o beijou.
- Escolhe uma música. – O moreno pediu e se sentou no imenso sofá.
Jensen escolheu a que ele mais gostava de Crosby.
– Agora canta pra mim...
- Jared, eu canto muito mal. – Jensen se sentou ao seu lado.
- Não importa, eu quero ouvir você cantando. Bem perto do meu ouvido...
Jensen sorriu e antes da música terminar, suas roupas já estavam espalhadas na frente do sofá.
oOo
Jared levou Jensen a todos os musicais da Broadway, e o loiro ficou totalmente fascinado. - Nossa Jared, é lindo demais! Eu nunca... Nossa, eu sou totalmente amador perto desses atores. - Jensen, nunca mais repita isso! Seu talento é indiscutível. - Jared, você é susp... - Não Jensen! Não estou dizendo isso porque você é meu marido, meu amor, minha vida... Estou dizendo isso porque eu te vi atuando e você tem um talento nato. - Eu te amo sabia? - Jensen o abraçou e sorriu.
Eles passaram o Natal na casa dos pais de Jared e o Ano Novo na fazenda de Jensen, onde comemoraram a chegada de 2013 na cama, se amando e trocando juras de amor.
Jared já tinha uma parte do livro escrita, e decidiu que era hora de deixar Jensen ler, pois ansiava pela sua opinião.
Jensen havia lido todos os livros publicados do moreno, e sabia que essa seria mais uma história de sucesso.
O loiro percebeu emocionado, já no primeiro capítulo, que se tratava da história deles, e havia ficado extremamente feliz.
Eles haviam destruído o diário e as anotações de Jensen, mas Jared se lembrava de tudo com perfeição. Claro que o método para a viagem no tempo seria outro no livro, pois além dele achar perigoso dizer que o método funcionava, eles não queriam confusão com Richings.
Jared confidenciou que o livro era um presente para Jensen, mas que era somente a primeira parte, deixando o loiro louco de tanta curiosidade.
- Qual a outra parte do presente Jared? Vai ter uma sequência? Me conta, por favor... – Jensen implorava e Jared ria.
Finalmente no dia do aniversário do loiro, quando o livro já estava quase terminado, Jared contou qual era a segunda parte do presente e Jensen se emocionou outra vez.
O livro na verdade era um roteiro de uma peça, e um amigo do moreno, que era dramaturgo, o adaptaria para o teatro.
- E você fará o papel principal Jensen.
- Eu? – Jensen perguntou. – Mas como? Eu não tenho... Eu preciso de uma licença para atuar profissionalmente.
- Nós daremos um jeito nisso.
- Sansão, eu... Eu não sei o que dizer, eu... Eu estou muito feliz!
- E eu te amo Jensen... Eu te amo. – Jared o beijou.
Sebastian Roché era diretor teatral e amigo pessoal de Jared, e possuía uma oficina de atores. Ele adorou de cara a história do moreno e disse que aceitaria Jensen em seu curso e no papel principal, depois de um teste.
Jensen fez vários testes e Sebastian confessou a Padalecki que seu marido tinha talento para dar e vender, que ele não precisava de curso nenhum. Mas precisaria fazer para poder tirar a licença.
- Mas ele poderá atuar na peça antes de tirar a licença? – Jared perguntou preocupado.
- Com certeza. – O diretor respondeu empolgado. – Ele tem uma maneira um tanto ingênua, eu diria, na hora de interpretar... Eu nunca vi nada igual.
Jared quis fazer uma história com dois protagonistas homens, mas sabia que seria arriscado demais, e Jensen fez vários testes para escolher a atriz que contracenaria com ele.
Lauren Cohan foi escolhida para o papel, e Jared não escondeu o ciúme.
- Não gostei da atriz que escolheram... Vou pedir para cortarem as cenas de beijo que eu escrevi. – Ele disse certa noite quando já estavam prontos para dormir.
- Jared, deixa de ser bobo. Além de ser beijo técnico, sem emoção nenhuma, ela não me atrai nem um pouco. - Jensen se aproximou do marido, se sentando no seu colo e encarou sua boca. – E eu sou seu, só seu... – O loiro o puxou pela nuca e lhe deu um beijo de tirar o fôlego.
Os meses seguintes foram exaustivos para Jensen, que ensaiava sem parar, mas ele estava radiante. Todos os atores o adoravam e riam quando ele falava "de um modo estranho", como eles mesmos diziam.
- Às vezes você parece meu avô falando Jensen. – Um dos atores brincou com ele.
Jared participava de tudo, e estava sempre ao lado do marido, lhe transmitindo segurança quando este precisava. Finalmente, o dia da estreia de "Em algum lugar do passado" chegou, em 14 de fevereiro de 2014.
- Bom, eu pedi uma sessão privada, mas não aceitaram meu pedido. – Jared brincou. – Claro que está cheio seu bobo.
- Certo. – Jensen sentiu um frio na espinha pela primeira vez desde que chegara ao teatro. – Preciso terminar de me arrumar.
- Ok... Boa sorte.
- Jared! – Jensen o chamou. – Onde você está sentado?
- Surpresa... – O moreno sorriu e se despediu, desligando em seguida.
Jensen respirou fundo outra vez, e terminou de se vestir, dando uma última olhada no espelho, antes de sair de seu camarim.
Juntou-se aos outros atores, e quando as luzes do palco acenderam, ele se preparou para entrar em cena, se posicionando na lateral do palco. Perguntou se alguém tinha visto Jared, pois tudo o que queria agora, era falar com o marido.
- Me disseram uma vez, que assistir a peça do palco é muito mais emocionante.
Jensen sorriu e se virou ao ouvir a voz de Jared próximo ao seu ouvido.
- Eu estava te procurando. – Jensen o abraçou apertado.
- Eu estou aqui Jensen. – Jared fechou os olhos. – Boa sorte meu amor.
- Obrigado. – Jensen sorriu e se afastou.
- Meus pais mandaram te desejar boa sorte, e o Chad também.
- Eles estão aqui? – Jensen perguntou.
- Claro que estão. – Jared sorriu. – E o Sr. Potter também veio com o filho.
- Jensen, se posicione. 20 segundos. – O assistente os interrompeu.
- Certo. – Jensen sorriu nervosamente e encarou Jared, dizendo antes de entrar em cena. – Eu te amo.
Durante os atos, Jared riu e se emocionou com os diálogos que ele mesmo escrevera, e que agora estavam sendo encenados pelo seu marido. Na cabeça do moreno passava um filme, onde ele recordava tudo o que vivera até ali.
Jensen sempre dava um jeito de olhar e sorrir para a lateral do palco e em seus olhos, Jared podia ler "obrigado", ou "eu te amo".
A história do homem que voltava no tempo para conhecer aquela que seria o grande e único amor de sua vida, emocionou a plateia e quando a apresentação acabou, o elenco foi aplaudido de pé.
Jared limpou uma lágrima enquanto aplaudia o marido. Estava feliz, realizado, tanto por ele quanto por Jensen.
Sabia que o loiro havia deixado muito para trás quando escolheu viver com ele em 2012, assim como ele deixaria se tivesse ficado em 1950.
Sabia também que independente da época, o amor que sentiam um pelo outro sempre superaria qualquer obstáculo.
Jensen recomeçaria e se tornaria um sucesso como ator de teatro. Jared ainda escreveria vários livros, que, embalados pela sua vida amorosa, seriam ainda mais românticos.
Ambos seriam premiados em suas áreas, e comemorariam todos os prêmios do jeito que eles mais gostavam. Se amando e curtindo a companhia um do outro.
Em algum lugar, a história de Jared seria escrita e a de Jensen, reescrita. Sem arrependimentos e recheadas de sonhos, realizações e alegrias.
E em algum dia, quando estiverem sentados na varanda da fazenda de Jensen, Jared recitará um poema declarando todo o amor que ele ainda sentirá pelo loiro.
- Quando eu descobri que ele - Meu coração, minha vida, meu amor - estava em um passado distante, eu não medi esforços até conseguir alcançá-lo.
...E quando eu menos percebi, ele estava em meus braços correspondendo ao meu amor.
...Não sei mais viver sem ele e espero que ele não saiba mais viver sem mim.
... Ele é tudo o que sempre sonhei e sei que, eu sou o que ele sempre sonhou.
...Sua história mudou e a minha, que ainda não existia... Também.
Jensen, com lágrimas nos olhos, olhará para Jared e dirá emocionado.
- Eu te amo, Sansão.
FIM
*Adaptação de um poema de Caio F. Abreu
** Adaptação de um texto de Nicholas Sparks
