- CAPÍTULO QUATRO –

"Foi fácil. Ele me deu todas as respostas que eu quis, preciso confessar que senti pena de cortar um pescoço tão branco como o dele... Minto, não senti pena. Ainda faltam três, e eu sei onde estão e como encontrá-los... Robert Birkin, Henry Spencer e Cormac McLaggen... Um médico, um famoso jogador de baseball e um seminarista. Eles conseguiram me acabar em poucas horas... Eu preciso de sete dias apenas. Tudo bem, vamos começar."

Ginny chegou atrasada na sala de reuniões, sentou ao lado de Luna que ouvia as instruções de Bellatrix.

– Você, Luna e Pansy, vão para a Rússia. Um magnata Sueco nos contratou para um trabalho, aqui estão suas identidades e passaporte com os nomes novos. – disse Bellatrix colocando três envelopes em cima da mesa. – Quando chegarem, vocês vão receber instruções. – Ginny e Chang. Vocês duas ficam responsáveis pelo serviço na casa do Moss. O velho armazém no centro deve ficar banhado em sangue. Vocês devem dar um basta naqueles traficantes. – Bella mexeu em seu notebook, voltou-se para Ginny. – Onde está Granger?

– Não sei, não a vejo desde ontem. – respondeu a ruiva. – Vou ligar para ela.

– Não precisa. – disse a morena que acabara de chegar. – Estou aqui.

Hermione procurou sentou ao lado de Cho.

– Cumpriu seu serviço? – perguntou Bella. – Deu conta do mexicano?

– Sim. – disse Hermione. – Espero minha recompensa.

Bellatrix sorriu, não pensava que Hermione fosse capaz de cumprir o trabalho que ela dera a garota, matar o embaixador mexicano que estava envolvido em casos de abuso de menores.

– E você vai receber. – disse Bella, com um tom de malícia.

...

9:15 PM

Hermione e Ginny estavam no apartamento de Pansy, que se encontrava no quarto arrumando a mala. Mione e Ginny estavam sentadas no sofá e conversavam.

– Então você não me dizer o que fez na noite passada? – perguntou Ginny. – Quer dizer, não vai me dizer o que você tem feito nesses últimos meses... Você anda fazendo alguma coisa. Não confia mais em mim.

Hermione sorriu e balançou a cabeça.

– Não é isso. Eu não tenho feito nada demais. Só quis um tempo pra mim, as coisas têm acontecido tão rápido.

Ginny se aproximou de Mione, afastou uma mecha de cabelo que escorregou para o rosto da morena.

– Você sabe que pode confiar em mim. Não sabe?

Pansy entrou na sala e Ginny recuou um pouco. A garota ligou seu som estéreo e se aproximou das duas.

– Eu preciso dar uma saída rápida. Tenho que comprar umas coisas de última hora. Vocês podem ficar aqui até eu voltar?

– Sim. – responderam Mione e Ginny.

Pansy pegou as chaves do carro em cima da mesinha, a bolsa e saiu. Hermione cantava baixo um trecho de Massive Atack, enquanto Ginny a fitava.

– Você confia em mim? – perguntou Ginny, e a ruiva se aproximou de Mione. – Confia? Sim ou não?

– Que pergunta idiota. Claro que confio.

Ginny ficou de joelhos em cima do sofá e passou suas pernas por cima de Mione, que sentiu certo incomodo.

– Então eu posso fazer uma coisa? – perguntou a ruiva doce e maliciosa.

– O que você...

Ginny se aproximou lentamente de Hermione e colou seus lábios no da amiga.

– Por Deus, o que você... Isso é errado.

A ruiva voltou a olhar para Hermione, que estava vermelha de vergonha.

– Eu nunca beijei uma garota... – disse a morena.

– Existe uma primeira vez pra tudo. – disse Ginny, e colou seus lábios novamente aos de Mione.

As duas se beijaram. Hermione não se sentiu muito a vontade nos primeiros segundos, mas logo se deixou levar. "Aquilo era estranho", pensou Mione. Os lábios rosados de Ginny eram macios, sua língua se mexia devagar e o toque de sua mão era carinhoso.

A ruiva despiu a camiseta de Mione e beijou seus seios, em seguida despiu sua camiseta e puxou Mione para o chão com carpete roxo.

...

– O que você acha que ela esta fazendo então? – Perguntou Draco.

– Não sei, mas ela anda mês escondendo alguma coisa. Eu não sei o que é, mas eu sinto. – respondeu Ginny, a ruiva estava sentada em uma poltrona, enquanto arrumava a echarpe em volta do pescoço, para esconder as marcas do que fizera na noite anterior.

– E pelo que eu posso ver você se esforça para descobrir. – disse Draco, com um humor ácido. – Foi ela que fez tudo isso?

– Não interessa. – respondeu Ginny. – E o Potter? Como andam as coisas?

Draco sentou-se em sua cadeira preta giratória e voltou-se para a grande janela as suas costas.

– Ele me fez uma visita ontem. Depois do presente que eu mandei pra ele, na época da morte de Cedric, ele tem falado bastante comigo...

– Pensei que ele não gostasse de você.

O Cedric não gostava. Me difamava... Mas não o Potter. Há dois anos eu o ajudei em uma investigação, na verdade arranjei um culpado pra ele. O idiota pensou que tivesse pegado o cara certo... Que na verdade eu ajudei a fugir. Desde essa época ele tem sido bem gentil.

– Hum... Boa sorte com ele então. – disse Ginny ao se levantar e ir embora.

– Espere, eu tenho um serviço pra você.

...

O porsche vermelho estava em alta velocidade, Hermione seguia até Bethlem Royal Hospital, um centro psiquiátrico. Lá era onde trabalhava Robert Birkin, um dos caras que a abusaram. Ela havia pesquisado tudo sobre sua vítima, e em uma visita ao centro, descobriu os dias que Robert passaria a noite. Era quase seis da tarde quando ela chegou, estacionou o porsche do lado de fora, ligou o rádio que tocava Prodigy.

Tinha tudo planejado, se passaria por uma das enfermeiras e iria até a sala de Robert, ou melhor, Dr. Birkin.

7:30 PM , o horário que grande parte dos funcionários eram dispensados. Hermione pegou uma bolsa no banco do carro. Despiu-se e tirou de dentro da bolsa um uniforme branco idêntico aos das enfermeiras do Royal Hospital. Colocou a peruca loira e os óculos. Hermione seguiu para o centro, com a o crachá falso, teve acesso fácil. Seguiu pelo extenso jardim até a entrada. Aquele seria um trabalho fá sorrateira, passou fácil pelos corredores vazios, sem chamar a atenção de ninguém. Sabia aonde ir, decorara o caminho nas vezes que visitou o lugar.

Ela dobrou em um corredor e se deparou com a porta da sala de Birkin, tirou do bolso uma cópia da chave que havia conseguido com o velho faxineiro, até então não sabia que certas pessoas se vendiam por garrafas de uísques...

O Dr. Birkin analisava um monte de papéis e não notou que a posta de sua sala estava aberta. Não ligou, entrou e foi até a escrivaninha, colocou os papéis sobre a mesa e pegou duas pastas que estavam dentro da gaveta. Ficou um tempo fazendo anotações. Mexeu um pouco no computador e bebeu Martini. Seus olhos azuis estavam cansados, aquele tinha sido um dia cansativo. Era novo, mas não tão jovem, tinha vinte e cinco anos, obteve sucesso cedo. Era reservado porque tinha suas excentricidades, e um lado negro.

Ele foi até uma pequena estante, escolheu um cd e colocou no aparelho de som, era Bach, Prelúdio e fuga. Birkin voltou para sua cadeira e sentou, relaxou e fechou os olhos.

– Dr. Birkin. – disse a voz feminina suavemente.

Birkin abriu os olhos e foi surpreendido por Hermione. Que injetou uma seringa no pescoço do médico. A morena despiu o uniforme, trajava apenas um sutiã branco e calçinha com Meia-arrastão rosa. Birkin não conseguia falar direito, a droga que Mione tinha aplicado no médico já surtia efeito. Ela pegou a navalha que estava no uniforme e começou sua sessão se carnificina... Ela precisava confessar, gostava da palavra vingança.


NA: Capítulo postado. Estamos chegando próximo ao desfecho mais alucinante do fandom de HP.

Espero que estejam se divertindo.

Espero reviews.

Beijos!