Essa fic não me pertence assim como Naruto também não, é uma tradução da A Little Pain que pertence a Sadness-doll. Publica suas maravilhosas histórias no fanfiction e me permitiu publicá-la para vocês.

Divirtam-se!


.

.

Confrontos...

.

A semana havia transcorrido como as demais, mais trabalho e menos tempo para descansar e quando queria já estava seu vizinho fazendo barulho. A verdade era que já não lhe surpreendia o comportamento de seu vizinho. Talvez aos novos inquilinos sim, mas ela já estava resignada em como seria sua vida com seu vizinho escandaloso. Várias vezes pensou em chamar a polícia, mas para que? Para causar mais problemas e uma prisão. Não! Nada disso. Ela não chamaria a polícia somente para evitar esse tipo de confusão certa de que seu vizinho lhe declararia guerra se ela o fizesse.

Estava de férias nessa semana e ainda assim encontrava-se atolada de trabalho, privando-se de viajar e festejar como a maioria das pessoas fazia em suas férias. Sua mãe tinha conhecimento de suas férias e de pronto começou a invadir sua linha telefônica com chamadas insistentes dizendo que sua filha deveria ir com sua família para a casa de campo no norte. Teve que passar seis tormentosos dias com sua família presa naquela cabana. O noivo de sua irmã mais velha havia assistido as "férias familiares" fazendo as coisas se tornarem piores. Não era que não suportava Kimimaro, mas não suportava seus comentários sobre "Uma vida". A realidade era que por detrás de toda sua antipatia por seu cunhado, existia a verdadeira separação entre eles e sua irmã mais velha. Sakura e Kimimaro ficaram juntos e por vários meses foram namorados, mas logo que ele conheceu Tayuya começou a dizer a Sakura que eles precisavam passar mais tempo juntos e que já não suportava uma namorada obcecada por trabalho ignorando-o por completo. Sakura reconheceu suas falhas na relação, mesmo assim, ele não foi compreensivo e não lhe deu uma segunda chance deixando-a sozinha e descobrindo meses depois que Kimimaro estava saindo com sua irmã.

Agora era o namorado de sua irmã e isso era algo que não poderia mudar. Talvez tivesse haver com sua falta de vaidade. Ela era simples, nunca se maquiava nem se arrumava, apenas em ocasiões importantes, embora nem essas ocasiões salvassem sua aparência já que havia esquecido tudo sobre moda e embelezamento. Sakura tinha uma pele perfeita, não necessitava de muita maquiagem, mas nem o mínimo passava-lhe pela cabeça. Andava sempre largada e suas combinações de roupas eram terríveis. Nem em um dia familiar abriu uma exceção para se vestir bem andando por todos os lados com suas roupas de trabalho ou de ficar em casa. Foi uma tortura terrível ver seu ex-namorado junto com sua irmã se divertindo e confraternizando e às vezes dirigindo-lhe a palavra como se nada tivesse ocorrido entre eles.

Fascinava-a o cabelo claro, macio e comprido de Kimimaro. Era o que mais lhe atraía. Sua pele era outro caso à parte, branca, suave e perfeita, seus músculos bem trabalhados, ombros largos e um belo sorriso. Sim... esse era seu ex-namorado que da noite para o dia tornou-se seu cunhado. Simplesmente cunhado e nada mais.

Observou-lhe mais uma vez enquanto ele tomava mais um gole de seu refrigerante, suspirou frustrada ao vê-lo de camisa aberta e podendo admirar aquele abdômen liso e musculoso, cintura fina e perfeita como de um modelo ou fisiculturista. Quando se inclinava para pegar um caixa e se reincorporava, Sakura podia apreciar os músculos do antebraço e várias veias por sua pele... Era um deus! Era bonito. Uma obra de arte perfeita que pertencia à sua irmã. Ele esticou o pescoço para o lado e Sakura pode vislumbrar as veias e a perfeição dessa área musculosa, seus olhos baixaram mais. – mordeu os lábios ao ver aquela penugem abaixo do umbigo descendo até o cós da calça. Suspirou pela enésima vez e desviou o olhar do proibido prestando atenção em seu pai que tentava afiar a faca para cortar a carne. Levantou-se para procurar talheres de plástico e guardanapos disposta a ajudar sua mãe que não parava de aporrinhar-lhe a vida. Seu cunhado sentou-se próximo dela dando-lhe uma visão melhor daquele corpo úmido de suor. Deus! Como deseja tocá-lo! Dando-se conta de seus mórbidos pensamentos e se não fosse a voz de Kimimaro, não haveria reagido e voltado ao mundo real.

– Está muito quente! - Kimimaro soltou no ar enquanto tirava sua camisa e pendurava em seu ombro direito limpando o suor de seu peito e braços. Deus! Que problema poderia tornar os hormônios de uma virgem! Sakura inspirou profundamente tentando não olhar para ele, mas era inevitável não ver aquele corpo.

– É porque estamos no verão... – falou estupidamente... Genial Sakura! Ele não tinha percebido que era verão.

– Sim, eu já sei. Mesmo assim está mais calor que no ano passado e olha que estamos em uma floresta. – Kimimaro respondeu com um sorriso enquanto olhava qualquer parte da floresta sem nunca se virar para encará-la.

Era verdade. Fazia mais calor que no ano passado, ela nunca usava roupa curta que deixava à mostra suas pernas, apenas hoje havia feito uma exceção de vestir um short emprestado por sua irmã e uma camiseta simples de cor branca e justa moldando seus seios que não eram tão grandes como de sua mãe e irmã, mas eram firmes e perfeitamente arredondados. Mesmo com um decote comum em uma mulher, seu cunhado não a tinha notado causando-lhe certo furor. A voz de sua mãe interrompeu a batalha que levava por dentro, voltou-se para vê-la.

– Sakura, querida. Poderia ir aos fundos buscar mais carvão e liquido? – pediu-lhe sua mãe. Sakura deixou a toalha de mesa de lado e partiu para casa de ferramentas atrás da casa principal estremecendo ao ouvir a ultima coisa dita por sua mãe enquanto se dispunha a ir a tal lugar.

– Kimimaro, poderia acompanhá-la para ajudar a carregar o carvão? Duvido que ela possa carregar um saco de tão magra que se encontra. – pediu Tsunade tendo o consentimento de seu genro que não negou em ajudar a cunhada.

Caminharam em silêncio e entraram na pequena casa de ferramentas com Sakura procurando em toda parte as coisas que sua mãe havia recomendado. Achou uma escada e subiu tentando alcançar o saco de carvão que estava na terceira prateleira. Kimimaro postou-se atrás dela levantando e colocando suas mãos no quadril dela para evitar que caísse.

– Está tudo bem? – perguntou ele ao escutar um gemido por parte de Sakura.

– Odeio teias de aranhas. – disse irritada baixando cuidadosamente o saco de carvão e entregando a Kimimaro.

– Ainda usa o xampu de trigo que tanto gosta. – falou ele podendo inalar o aroma dos cabelos cor de rosas.

– Te incomoda? – Sakura riu surpresa com que ouvira.

– Não, pelo contrário... sempre gostei desse cheiro. – confessou deixando Sakura atônita com suas palavras.

A presença de Tayuya interrompeu aquele momento.

– Kimimaro, mamãe quer que ajude a guardar umas caixas pesadas no sótão. – disse Tayuya no momento que entrou notando a repentina separação de seu namorado.

– Você aguenta sozinha esse saco? – perguntou ele a Sakura que lhe olhava de canto.

– Claro, não é pesado... - assegurou-lhe ela saindo da casa com o saco na mão e o líquido para utilizar no carvão.

Levou tudo para seu pai sentando-se em sua cadeira de praia dada por sua mãe. Esses seis benditos dias foram um tormento para ela, principalmente por ter outro confronto com sua irmã que parecia ter ciúmes de sua presença.

Quando chegou ao seu apartamento a primeira coisa que fez foi soltar a mala vermelha e atirar-se de bruços no sofá e ouvir as mensagens da secretaria eletrônica. Havia apenas três recados da mesma pessoa. Sua prima Shizune.

– Oi, eu de novo... eu me pergunto como estão as suas férias, espero que tenha gostado do seu dia em família. - Estúpida voz da secretária eletrônica, sua prima às vezes podia ser um pé no saco.

Pensou em ligar de volta para a prima, mas desistiu só de saber que passaria muitas horas no telefone falando sobre praticamente nada, queria mesmo era tomar um bom banho quente e pedir algo para comer. Não queria ficar na cozinha optando por pedir em uma pizzaria que eram apenas seis quadras de seu edifício encomendando uma pizza com bastante queijo e linguiça.

Eram oito e meia da noite, já havia tomado um banho e vestido o pijama com desenhos meigos... bem infantil e típico dela. A pizza chegou sete minutos mais tarde do que lhe prometeram e com a fome que estava devorou tudo num instante. Acomodou-se em seu sofá, pegou o controle remoto procurando seu canal favorito onde passava os melhores animes da história.

Permaneceu até uma da manhã vendo o último episódio de dragon ball GT. Depois de injetar em seus olhos pura adrenalina gráfica, desligou a tv e seguiu para o atelier acendendo a luz e mergulhando no trabalho. A hora não importava. Para ela só importava amanhecer outro dia escrevendo, ainda mais quando estava cheia de inspiração. Tudo ia bem. Estava a três horas trabalhando em absoluto silêncio até escutar aquele vídeo pornográfico... Foi a gota d'água! Às três e meia da manhã ia aquele tipo fazendo escândalos com seus fregueses. Tentou ignorar todo aquele ruído inclusive pôs um pouco de música clássica como fundo, mas mesmo assim, não pode voltar a concentrar-se perdendo a capacidade imaginativa que havia-lhe surgido repentinamente. Havia duas coisas que irritavam a Hanuro e uma delas era barulho enquanto estava trabalhando.

Para o inferno com tudo! Já estava farta de suportar todo aquele barulho somente pelo simples fato de não causar inimizade. Já não suportava mais e havia considerado a ideia de deixar o problema continuar correndo como agora. Ela se levantou da cadeira de supetão e saiu pela porta com raiva batendo forte a porta que fechou com um único golpe acertando a parede. Caminhou até o apartamento de seu vizinho e sem pensar três vezes e cheia de coragem tocou a porta com raiva. Às três primeiras chamadas ninguém respondeu. Decidiu continuar batendo até quebrar os dedos de sua mão direita.

A pessoa que abriu a porta era a mesma loira que ela esbarrara há duas semanas no elevador. A mulher deu-lhe uma olhada da cabeça aos pés reparando em cada detalhe daquela mulher que estava à porta.

– Onde está o dono do apartamento? - Sakura perguntou com um sorriso fingido, a mulher revirou os olhos e virou-se um pouco.

– SASUKE ESTÃO TE PROCURANDO! – gritou a mulher.

– Espere alguns minutos... – falou a mulher sem ânimo convidando Sakura a entrar no apartamento para em seguida pegar sua bolsa e sair deixando a visita sozinha naquele lugar.

Esperou mais de cinco minutos naquele lugar ainda ouvindo o filme pornográfico. Nem sequer foi capaz de desligar mesmo diante de uma visita. Seis minutos se passaram irritando-a e quando estava prestes a sair pela porta, ouviu a porta de um dos quartos bater com força estremecendo levemente a estrutura. Seu vizinho estava de mau humor recebendo-a em um boxer preto simples... Em suma! Tudo estava fora do lugar, do filme pornográfico até a vestimenta do tipo à frente fulminando-a com seus lindos olhos.

– O que você está fazendo aqui! – disse com voz seca e fria.

– Sou sua vizinha do lado. – disse ela com toda a naturalidade do mundo... A seu ver aquele homem quase nu em sua frente não a deixava nervosa ao ponto de esquecer tudo o que estava disposta a falar.

– E? – atacou ele contrariado.

– Poderia, por favor, diminuir o volume de seus filmes pornográficos homossexuais. Não me interessa escutá-los. Preciso de silêncio para concentrar em meu trabalho. – falou Sakura séria e firme. O homem franziu o cenho e observou-lhe mais irritado do que antes.

– É só isso? – perguntou enquanto caminhava em direção a ela.

– Também peço que quando for escutar música, por favor, tenha consideração pelos demais e baixe o volume... precisamos dormir. – disse ela.

– São três e meia da manhã e você bate na minha porta para dizer isso! – falou incrédulo e exasperado.

– Há! Até que enfim reconhece a hora! – disse com sarcasmo. – Não estaria aqui se considerasse os demais.

– Como?! Você levanta sua voz para mim na minha própria casa! - exclamou irritado.

– Eu não estou levantando a minha voz, estou falando com toda a naturalidade do mundo senhor. – defendeu-se. – E sabe o que mais, recordo-me de outro pequeno detalhe. Se tiver relações sexuais com uma de suas muitas mulheres que traz para o condomínio, os preservativos não podem ser deixados ao redor do prédio como se fossem troféus. – expressou sua raiva.

– Faça-me o favor! – falou com ironia seu vizinho, a mulher era uma dessas vizinhas que vigiavam as vidas dos outros, com quem saiam ou chegavam... isso era algo que detestava. - Eu não quero ser rude, mas me cansa a ideia de ter de estar aqui discutindo com você ao invés de fazer algo mais importante...

- Não tenho tempo a perder com você, então se você me der licença eu quero que saia por aquela porta e deixe-me viver minha vida em paz. - exclamou com raiva.

– Eu vou chamar a polícia da próxima vez. – ameaçou burlando de suas palavras, aquilo irritou-a tanto que saiu pela porta fechando esta de uma vez.

Entrou em seu apartamento com raiva e pensou que era uma ignorância o que ia fazer. Pegou o rádio e ligou no volume máximo... se queria guerra ela lhe daria. Em poucos minutos alguém batia à sua porta insistentemente, sabia que era ele e ignorou. Quando decidiu abrir seu vizinho nem esperou que lhe desse passagem entrando como se estivesse em seu próprio apartamento.

– Mas que diabos está fazendo?! – calou de imediato ao encontrar-se presa entre à parede e aquele peito nu e musculoso.

– O que pretende com tudo isso? – o hálito fresco dele chocou-se com o rosto enrubescido dela que não estava vermelho pela proximidade daquele homem, mas sim pela ira que levava por dentro.

Os braços dela estavam presos acima de sua cabeça por aquelas mãos fortes e viris... agora tudo se complicara apenas por aquele confronto simples que tivera com ele.

.

.