Essa fic não me pertence assim como Naruto também não, é uma tradução da A Little Pain que pertence a Sadness-doll. Publica suas maravilhosas histórias no fanfiction e me permitiu publicá-la para vocês.
Divirtam-se!
.
.
Uma roçada áspera...
A repentina aparição de seu "adorável" e "decente" vizinho foi mais do que impressionante para ela que não se encontrava servindo um café a uma visita às três e meia da manhã, ainda mais sendo encurralada na parede da sua própria casa por seu vizinho que havia deixado o apartamento vestindo apenas uma cueca boxer preta... era mais do que um indecente.
– São três e meia da manhã e você minha senhora, me causou uma dor de cabeça insuportável! – rugiu irritado. Ela manteve o semblante calmo e passivo contradizendo tudo o que estava acontecendo.
– Não acha que é desagradável e "pouco decente" comparecer perante um vizinho que por acaso é mulher em trajes menores. – ergueu uma sobrancelha... a palavra sarcasmo não poderia definir completamente o que estava dentro dela e estava saindo sem se importar que todos os ocupantes daquele prédio abençoado fossem se levantar e descobrir que além de ter um vizinho tarado e bissexual, este lhe andava fazendo visitas desagradáveis e com pouca roupa.
DEUS! Parecia ser uma cena de comédia tirada de um filme ou livro e deixe-me dizer o porquê. Esse tipo de coisa acontecia nos lugares menos esperados e a poucos, por que não era o mesmo que ver um vizinho ir às pressas para fora de casa em cueca samba-canção e camisa aberta para ir buscar o jornal depressa. Seu vizinho estava apenas de boxer e claro, sem camisa.
O homem olhou-a irritado, mas por dentro ele estava dividido entre o dilema de discutir com uma lésbica ou uma mulher amarga desprezada pelo amor e pela vida... Por Deus! Até ele entendia porque um homem a rejeitara, naquele momento o Uchiha tinha lhe marcado com um grande X como se fosse uma cédula eleitoral, era claro, não lhe tachava com aceitável, mas como absolutamente inaceitável. O que o levou a inferir dessa forma foi o simples fato de ver nela um comportamento contrário a de uma mulher normal... Vamos lá! Que mulher não queria que ele lhe visitasse em boxer! Qualquer pessoa, até um homossexual! Mas ela mostrava antipatia e desagrado em relação a ele.
– Você é lésbica?! - Ele questionou com ar incrédulo, nem sequer percebeu o que tinha dito, aquilo saiu como pura inspiração, de coração, deixando-a em completo silêncio ao enfrentar aquela questão.
Que diabos o fez pensar que ela era lésbica?! Será que usava uma cor ou um símbolo com o qual essa comunidade se identificava?
– Você veio ao meu apartamento para fazer a grande pergunta se sou lésbica ou não... Há! Que irônico se queixar dos vizinhos intrometidos e olha para você perguntando sobre a minha preferência sexual. Idiota! - soltou com sarcasmo no ar... em suma, a garota era lésbica e claro... segundo as deduções dele.
– Você não é a primeira lésbica com que lido, não sei quais seus traumas e discriminações contra os homens e na verdade é que eu não me importo, então sugiro que você deixe-me viver a vida ao meu gosto entendeu, pelo menos se não quer ir ao tribunal por discriminação e perturbação da paz. - Isso a deixou sem palavras e escandalizada... acusou-lhe de ser lésbica e ainda por cima ameaçava de levá-la ao tribunal.
– É claro que eu não sou a primeira lésbica com quem trata... tão pouco creio que o homem de ontem à noite seja o último que estava em sua cama... - Aproveitando que ele a havia liberado e separado dela, falou a última frase num sussurro quase inaudível alcançando-o já prestes a sair pela porta, mas depois de ouvir isso ele se virou olhando com raiva para a mulher.
– Oi! Lésbica traumatizada! Faça-me um favor... não se meta em minha vida pessoal se não quer ter problemas graves. - E como ele odiava intrometidas assim!
Ele deixou o apartamento da jovem com uma fúria terrível batendo a porta de seu próprio apartamento. Uma vez dentro despertou certo jovem que estava tentando dormir depois de um dia atarefado. O jovem se levantou da cama enquanto esticava o corpo e bocejava. Saiu pela porta do quarto e caminhou para a sala avistando a louça que sua mãe havia lhe dado completamente destruída por seu companheiro.
– M-mas o que diabos há com você Teme?! Você quebrou meus pratos favoritos! – rugiu seu companheiro de cabelos loiros e despenteados. Caminhou em direção à louça quebrada e se inclinou recolhendo enquanto a examinava acreditando que haveria uma forma de colar.
– Vai para a merda imbecil! ... Não estou para as suas idiotices. – fuzilou-o como o olhar enquanto servia-se de um uísque e logo em seguida sentando-se no sofá de couro preto da sala. - São as putas três da manhã e a lésbica da sua vizinha vem aqui para matar minha inspiração e assustar a minha visita! – proferiu irritado tomando um considerável gole de seu uísque... a este ritmo acabaria mais do que bêbado.
– Eh? ...espera? Lésbica? - disse confuso.
– Para com os gritos Naruto, é uma intrometida. - Sasuke disse sarcasticamente.
– E você? Desde quando discrimina? - arqueou a sobrancelha direita e olhou incrédulo para o companheiro.
– Desde que eu me encontrei com uma do apartamento ao lado. - falou.
– Céus! - disse ao seu companheiro em um bocejo enquanto elevou os braços e se espreguiçou. - Sabe, o fato de você ter alugado o meu apartamento não significa destruir tudo. - Mais uma vez lembrou ao seu companheiro ignorando a conversa sobre a vizinha lésbica.
– Eu vou pagar. - falou rápido com um suspiro exasperado.
– Sim claro, assim como você fez com a porta do aparador. – soltou no ar em um resmungo.
– Foi culpa sua idiota! - Ele ressaltou.
– E como vai com o trabalho? - Perguntou Naruto que já tinha tomado um assento ao lado de seu companheiro agarrando o controle remoto da TV.
– Mal, e eu que pensei que a permanência neste local poderia resolver meu estado, mas parece que tudo vai de mal a pior. – Irritado ele levantou-se e serviu-se de outro uísque voltando ao seu lugar.
– Humpf... – soltou o loiro em um débil bocejo. – Ei Teme, quem é a vizinha lésbica que você falava? - perguntou curioso.
– A do lado, que não se penteia e eu aposto que nem raspa as pernas constantemente de tão abandonada que é. - respondeu o Sasuke.
– Ei, a da porta ao lado... fala de Sakura, Hanuro Sakura. - disse atordoado olhando intrigado ao Uchiha.
– Conhece-a? - perguntou com um olhar de curiosidade.
– Quem não conhece... – falou o loiro ironicamente. - Ela é Hanuro Sakura. - falou depois de uma pausa.
– Sim, claro. Em sua casa conhecem-na. - disse em um resmungo irritado.
– Não, é sério... Sasuke ela é uma romancista e desenhista de mangá, Hanuro Sakura... é muito famosa entre os otakus. – explicou o loiro.
– Humpf... uma rara e lésbica. - bufou enquanto bebia seu uísque.
– O que faz você pensar que ela é lésbica? - Naruto perguntou interessado na conversa.
– Se a conhece, dá-me uma razão para deixar de pensar que a vizinha que tem não é uma lésbica. – franziu a testa com graça e sarcasmo.
– Bem, tinha namorado...
Pensou o Uchiha estupefato diante da idiotice que Naruto havia dito... qual lésbica não tem um namorado para despistar?
– Acho que seu primeiro namorado foi aos 22 ou 23 anos... – continuou o loiro.
– Humpf... Vá, seu primeiro namorado naquela idade. Uma mulher normal nessa idade poderia contar seis anos de prostituição de alta classe. - riu ironicamente.
– Nah, Sakura não é lésbica, embora qualquer uma viraria lésbica com isso de que o namorado a deixou por sua irmã mais velha. - ironizou Naruto.
– Bem, eu posso imaginar o porquê... até eu deixaria. - riu ironicamente bufando em seguida.
– Ela não é tão ruim... para mim é divina. – compartilhou o seu ponto de vista sem medo olhando de soslaio para o Uchiha.
...Que mulher não parecia boa para Naruto? ...Todas.
– Bonita você diria? - questionou-o com diversão.
– O Que? Vai negar? – soltou com um pouco de raiva.
– Naruto, entre você e eu há uma grande diferença ao catalogar uma mulher. - falou com uma voz seria o Uchiha. – Estão as bonitas, divinas, lindas, agradáveis e aceitáveis... e nenhuma das mencionadas acima está ela. – finalizou o seu ponto de expectativa.
– Isso é porque você ainda não a viu arrumada. – defendeu o loiro.
– Vá, nem quero ver... a mim parece bastante espantosa e eu não consigo imaginá-la fazendo um esforço para corrigir... - zombou o Uchiha. Naruto se levantou do sofá, pois já não via nada mais interessante sobre a conversa que tiveram.
– Você é um asco de homossexual sabia disso... - falou alto o suficiente para seu companheiro ouvir não achando nenhuma graça. -Vou dormir... amanhã tenho uma reunião importante no trabalho. – falou depois de uma pausa.
– Daqui a pouco eu vou querida... talvez hoje nos demos alguns minutos de privacidade. - o loiro gelou ao ouvir aquilo se voltando para ver aquele sorriso perverso refletido no rosto de seu amigo.
– Sasuke, você é meu melhor amigo e quase como um irmão, mas o assédio sexual tem que parar. - Olhou sério para ele com as sobrancelhas franzidas completamente e com uma ligeira raiva refletida em suas palavras... Deus! Como era difícil lidar com Sasuke!
Ir para a cama há essa hora e sem nada de sono não estava entre as opções que Sasuke tinha levantado dizendo a seu companheiro: - Naruto, put some pants on, we're goin out. - Sasuke soltou em outro idioma levantando-se do sofá e indo para o seu quarto colocar algumas roupas decentes.
– Q-que Sasuke! ...! Não fode! - proferiu incrédulo. Sasuke ignorou toda sua montagem dramática.
– São as putas quatro e quinze da manhã! Aonde você quer ir que não pode esperar! – replicou Naruto.
– Vamos para um clube de strip... Conheço um 24 horas e certamente é muito bom. - Naruto ficou sem palavras... teria ele planejado ir a um clube de strip naquela hora?
– Gay! - Naruto murmurou exasperado caminhando para seu quarto disposto a se trocar e seguir Sasuke, porque se não o acompanhava certamente seria pior mais tarde.
...
Naquela manhã, ela se levantou mais tarde que o normal já que estava de férias e não tinha qualquer necessidade de acordar cedo... mas por outro lado, ela também costumava dormir até às três da tarde, porém, agora com a rotina que seu vizinho havia implantado com ruídos desnecessários, achou difícil acordar cedo.
Embora fizesse um calor intenso fora de seu apartamento, tomou um banho quente para acordar todo o seu corpo cansado. O telefone da casa tocou. Ela quase tropeçou saindo do chuveiro correndo em direção ao telefone sem fio estava na mesa de jantar... aceitou a chamada escutando pela linha uma voz bastante alterada e grave.
– Sakura, onde diabos você tem se metido? Eu tenho te ligado pelo celular e não tive alternativa que não pedir a Dosu o número do telefone de sua casa! - falou rapidamente sem dar-lhe a oportunidade dela falar.
– Qual é a urgência Tenten? - Sakura perguntou com um bocejo.
– Hinata, os meninos e eu vamos para a convenção de anime. Você vai? – perguntou Tenten.
– Pô!... eu tinha esquecido! - franzindo a testa irritada.
– Em que mundo vive Sakura?... Nós tínhamos acordado há duas semanas, é ilógico que você tenha esquecido. - Tenten respondeu.
– É que eu estava distraída com as férias familiares e projetos do trabalho. - desculpou-se ouvindo os suspiros de sua amiga do outro lado da linha.
– Bem, de qualquer modo... você vai? Sim ou não? – Tenten quis saber.
– Sim... eu acho. - Soou um pouco hesitante, mas Tenten não levou em conta.
– Então eu vou dizer ao amigo de Dosu para busca-la em seu apartamento. Esteja pronta às sete horas. - disse Tenten. Sakura reagiu no momento de responder a isso.
– Espere um minuto! – tentou falar, mas percebeu que Tenten já havia desligado deixando-a no vácuo.
Nem conhecia a pessoa que ia busca-la, mas sendo amigo de Dosu já imaginava que tipo de pessoa iria lidar no caminho.
Eram sete e meia da noite e Sakura aguardava na entrada do prédio esperando o jovem que viria busca-la. No primeiro dia em que se veriam e já tinha a sua primeira impressão sem sequer o conhecer... o rapaz era um completo esquecido ou um idiota que não se importava de chegar tarde a uma festa ou fazer uma mulher esperar.
Justo quando dava a volta para retornar ao seu apartamento, ela ouviu uma buzina de carro e voltou-se para vê-lo. O jovem baixou o vidro do lado do passageiro, inclinando-se para fora da janela.
– Você é Sakura, certo? - perguntou o jovem que havia mordido os lábios no momento em que ela havia confirmado quem ela era. – Ai! Acho que lhe devo um pedido de desculpas... - disse quando ela abriu a porta e sentou-se colocando o cinto.
– O pneu do lado esquerdo furou e eu tive que parar no meio da rodovia para trocá-lo. Sinto muito. - Ele explicou colocando o carro em movimento. - Meu nome é Hozuki Suigetsu. - Ele estendeu a mão direita para cumprimentá-la enquanto dirigia o carro com a esquerda, Sakura correspondeu à saudação sem dizer uma palavra.
Olhou-o nos olhos. Ele não era o que ela esperava de um amigo de Dosu apesar de usar roupas de roqueiro e ter seu cabelo tingido de azul com a raiz dos cabelos na cor preta e não parecia como um daqueles idiotas que gostavam de humilhar a todos com suas piadas de mau gosto. O jovem parecia não ter pedido detalhes da saída às cegas que lhe havia encomendado Tenten com sua melhor amiga Sakura, assim como não sabia que não era mais que uma saída entre amigos.
Suigetsu avaliou-a com o canto de olho durante a condução, ela usava uma calça escura de cor marrom e uma camiseta vermelha com uma imagem de um dragão pintada de preto na parte da frente da camisa. Os cabelos rosas estavam amarrados em um rabo de cavalo passando através do orifício de seu boné marrom. Ela não parecia ruim para suas expectativas, era bonita e simpática e não perderia nada se tentasse alguma coisa com ela.
.
.
Meus agradecimentos a Pamela-chan Uchiha e YokoNick-chan pelos reviews.
