Essa fic não me pertence. Pertence a Sandness-doll que posta suas histórias no ffnet e me permitiu traduzi-la para vocês. Todos os créditos à autora. Naruto também não me pertence.


A briga...

Despertou ao escutar a porta de seu apartamento bater com força. Brava, deu um pulo da cama crente que sua mãe havia invadido pela enésima vez sua privacidade.

– Merda! – resmungou enquanto colocava aos tropeços a calça que usou na noite anterior assistindo entrar pela porta do quarto seu colega Shikamaru ao qual trazia bolsas em suas mãos.

– Fiz compras. Na despensa não havia nada para comer. – soltou um grande bocejo arqueando uma sobrancelha no momento em que fitou sua companheira vendo uma Sakura com um aspecto deplorável. Cabelos emaranhados, despenteados e vestindo a mesma roupa da noite anterior.

– Luzes horrorosas! – gruiu em desagrado. Perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão proferindo um gemido desesperador ao sentir uma dor terrível no traseiro. – O que faz aqui? – perguntou se levantando do chão com a presente e insuportável dor.

– Me separei de Sandie. – esclareceu ele irritado. Levou a mão na barba por fazer e coçou voltando à realidade. Saiu do quarto em direção à cozinha sendo seguido pela Hanuro que deixou a calça de lado e andou pele casa de roupa íntima.

– Genial! – suspirou ela... se era certo que rompeu em definitivo com a estrangeira então isso significava que ele estaria por ali muitas vezes. – Como entrou na casa? – perguntou enquanto levava sua mão direita na parte traseira consertando a calcinha e sentando para tomar seu café.

– Peguei as chaves que estavam guardadas na gaveta de seu escritório lá no trabalho. – o revelou vendo a Hanuro suspirar.

– Por que não me disse isso na noite passada? Eu teria preparado a sala para acomodá-lo melhor. – disse enquanto ele preparava o café.

– Te disse umas três vezes ontem ao voltarmos para cá. Não se lembra? – voltou-se um pouco e a olhou esperando que ela constatasse que havia deixado o mundo real e chegado ao apartamento sem saber como o fez. – Humpf! Estava tão bêbada que nem sequer se lembra das coisas que conversamos. Não sei como chegou ao seu apartamento. Estava muito mal.

Boa pergunta! Foi o que passou por sua mente. Como diabos havia chegado ali? Era fato que não havia chegado nada bem visto que a forte dor em seu traseiro era mais que uma grande prova para constatar que havia caído em algum lugar no prédio. A dor era tão chata que precisava sentar de ladinho e com cuidado... Deus! Onde tinha feito esse papel ridículo.

Shikamaru havia preparado um ótimo café da manhã, típico de quem tinha habilidades com a arte culinária herdada de uma excelente mão. Era bom tê-lo como companheiro de apartamento já que ele não perturbava, não era festeiro nem mulherengo e claro... um bom cozinheiro garantindo uma boa refeição esperando por ela.

Enquanto Sakura degustava uns bons ovos fritos, bacon, salsicha, cogumelos e panquecas em companhia de Shikamaru, Naruto entrava no quarto de seu companheiro irritado e de mal humor.

– Sasuke! – bateu a porta com força rosnando para o Uchiha.

– Por que tanto escândalo? Por acaso descobriu que te sou infiel? – falou exasperado recompondo-se e recostando-se na cabeceira da cama.

– Sasuke! Temos que colocar as coisas em claro entre você e eu! – disse o loiro. Sasuke bufou diante daquilo.

– Certo. E agora? Qual o problema?

– Coloquemos as coisas em claro. – disse o loiro. – Sei que seu trabalho é importante, mas escuta bem Sasuke. Uma coisa são seus roteiros e atuações e outra bem diferente é você encher o apartamento do meu falecido avô de prostitutas, garotos de programas e todas essas besteiras. Aceitei-te aqui apenas porque em sua residência anterior não tinha privacidade alguma por conta dos paparazzi, mas me escuta bem Sasuke... Isso não é um bordel.

– Te recordo que também é um ator pornográfico e trabalha para mim... Naruto. – dedicou-lhe uma risadinha maliciosa.

Um bom escritor. Sasuke era isso. Um grande escritor de roteiros de diversos filmes, mas focou mais e onde ganhou mais dinheiro e se divertiu foi com a indústria pornográfica montando sua própria rede; algo muito maior e mais excitante ao ponto de competir com a rede pornográfica chamada playboy. Naruto gemeu enojado e sentou na borda da cama. Sasuke não mais olhou na direção de Naruto que às vezes era histérico. Tomou um cigarro e acendeu-o saboreando.

– Sasuke, o chefe de segurança do edifício quer te ver... – falou sem saída aproximando-se de seu amigo que estava com o cigarro na boca. Pegou este com seus dedos esperando Sasuke soltá-lo e dando uma tragada em seguida.

– Isso foi intenso... – encarou-o com malícia fazendo Naruto estremecer e dedicar-lhe um olhar de desagrado recostando-se na cabeceira da cama junto a Sasuke. – Quando falará com seus pais? – perguntou ele inalando uma grande quantidade de fumaça.

– Sobre o que? – perguntou o loiro em dúvida.

– Que você é gay.

– Sasuke! Não brinque com isso! – proferiu enojado.

– Admito que esteja errado... Você é bissexual igual a mim. – aquilo enojou mais ainda o loiro obrigando-o a levantar da cama.

– Uma coisa é interpretar a personagem de um roteiro e outra muito diferente é ser o que interpreto... E PONHA UMAS CALÇAS! – atacou o loiro com raiva deixando o quarto.

A batida na porta àquela manhã foi mais que estranha para a Hanuro e ainda mais por ser o zelador do edifício informando-a que o chefe de segurança queria vê-la. Prontamente se dispôs, vestiu um robe e saiu sem calçado do apartamento caminhando em direção ao elevador. Baixou até o lobby e dirigiu-se à sala de segurança. Bateu na porta e entrou ao escutar o guarda convidando para entrar.

– Senhorita Hanuro, que bom vê-la. – disse o segurança. Um homem semi-careca e barrigudo. Típico homem comilão e que passa o dia todo sentado em uma miserável cadeira olhando uma tela.

– Não o vejo desde o mês passado. – falou ela coçando a cabeça por não lavar o cabelo há dez dias.

O segurança a olhou de rabo de olho, inspecionando-a dos pés a cabeça para logo suspirar frustrado diante do protótipo de mulher que tinha à sua frente. Uma mulher desarrumada, carente de feminilidade e para seu desespero, um cabelo comprido, mas brega, emaranhado e ultrapassado.

– Eu estava de férias. – falou o segurança e depois permaneceu em silêncio alguns minutos.

– E para que me chamou? – era descortês não perguntar como estava, como havia sido suas férias e se estava bem de saúde, mas ela era uma pessoa esquecida e sem modos. Poderia esperar tudo dela até os modos mais bárbaros e vergonhosos.

– Bom, te chamei para que você me diga como as câmeras novas do elevador capturam essas imagens. – reacomodou-se em seu assento baixando as pernas que estavam encima da mesa. A Hanuro lhe encarou totalmente confundida por aquilo... Por que diabos precisava ver as imagens de uma bendita câmera? Há que se devia isso? Ela não era uma especialista em gravações para opinar sobre sua excelência e qualidade.

– Pois bem! Coloque e verei se posso ser de alguma ajuda. – cruzou os braços e contornou a mesa com a intensão de ver os monitores. Era estúpido o que ele estava pedindo, mas estava curiosa para decidir sobre o bendito vídeo e depois dizer algo.

– É algo novo, de qualidade. Até gosto e muito, sobretudo a posição que a câmera capturou. – tossiu enquanto tomava em suas mãos um dos tantos cd's que estavam guardados em uma pequena caixa. Ela achou torpe e ilógico a forma dele expressar-se. Jurava até que lhe excitava o conteúdo da gravação. Era um segurança raro ou o que?! Há não ser que estivesse tratando de um vídeo pornográfico caseiro ou algo assim.

Colocou o cd no aparelho, ligou a tv e se pôs ao lado direito da Hanuro. Nesse instante Naruto entrou, acenou para o homem e pediu-lhe que fosse ao estacionamento do prédio para resolver um problema.

– Sakura-chan! Que bom ver você! – cumprimento-a ao reconhecê-la.

– N-Naruto... Que surpresa! – falou surpresa e alegre recebendo um inesperado e forte abraço por parte do jovem.

– Bem! Sei que o é. Desde que me instalei aqui não a vi nem em pintura. – exclamou separando-se dela e avaliando-a uma vez mais.

– Não estava na Califórnia com seus pais? – questionou ela tentando esclarecer aquela dúvida. Havia escutado de sua mãe que Naruto andava vivendo na Califórnia com seus pais.

– Fazem sei meses que cheguei e me instalei no apartamento do meu falecido avô. Voltei para administrá-lo e fazer umas mudanças, mas não abandonei meus negócios na Califórnia. Sigo monitorando-os. – disse emocionado.

– E o que você faz?

– Er... Formei-me como ator e este ano me graduei em pediatria. – falou um pouco nervoso e coçando a cabeça.

– Ah que bom. Por acaso as atuações não te dão dinheiro?... É tão ruim assim? – disse a última parte de forma mordaz. Às vezes sua sinceridade machucava mais que uma pequena mentirinha.

– Não, nada disso. Sou ótimo ator! Só que a atuação não é meu grande sonho. A medicina é minha grande paixão. – mentiu ele. A maior razão para estudar outra coisa era pelo simples fato de seu pai questionar diariamente sobre sua carreira de ator e como nunca tinha visto um de seus filmes embora fossem de baixo custo. Antes dos questionamentos de seus pais, Naruto havia mentido a eles dizendo que atuava no teatro e que pensando melhor, queria seguir outra carreira que lhe agradasse mais. Todavia, utilizava essa desculpa para camuflar sua verdadeira profissão, a que realmente gostava. Ator pornográfico.

Sakura continuava conversando com o rapaz até que uma voz proveniente do aparelho lhe pareceu familiar. Voltou seu rosto para se chocar com sua imagem dentro do elevador com outra pessoa, mas e... Um momento! Por acaso não era seu vizinho que estava informando ao segurança que o elevador havia parado? Era sim, mas então... Que diabos fazia ela ali se o mesmo segurança conhecia aquele doente, certo?

A próxima parte deixou-a atônita... Havia insultado seu vizinho da maneira mais ignorante possível ridicularizando-se. Por deus! Tinha que ser tão patética aquela noite!

– Ei, Sakura! Por acaso aquela não é você! – Naruto perguntou em dúvida.

– NÃO! Não sou eu! – falou ameaçadora silenciando Naruto que preferiu não contradizê-la e acreditar na mentirinha que ela havia dito.

– Q-que porra é essa! – se aproximou da tela como uma demente ao ver aquela cena onde Sasuke a encurralava e baixava-lhe as calças.

– Droga!... – pensou ele nervoso ao saber que se tratava de Sasuke encoxando a Hanuro... Agora compreendia por que as câmeras e a insistência do segurança em querer ver seu amigo. O bastardo pagava o guarda de segurança para gravar suas ações.

Repetitivos gemidos de uma bêbada, suas súplicas para não parar e aquilo, tudo aquilo não bastou para convencê-la de que ele não a obrigou inclusive pediu mais. Flashes de memória surgiram em sua mente. Da ilusão criada ao pensar que era seu cunhado que a possuía até o grande orgasmo levando o nome dele. Agora sabia... O causador da sua dor era Uchiha Sasuke.

Desligou a tv e pegou o cd com relutância. Saiu pela porta possuída e em uma velocidade surpreendente que intimidava qualquer pessoa que quisesse abordá-la. Ate mesmo Naruto desistiu de tentar pará-la apenas seguindo-a.

Agora sim uma briga havia se formado e o pior de tudo era que com a Hanuro não se jogava sujo a menos que quisesse uma boa surra... Como essa que Naruto teve a sorte de conhecer...

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ahahahahahaha

XD