Essa fic não me pertence. Pertence a Sandness-doll que posta suas histórias no ffnet e me permitiu traduzi-la para vocês. Todos os créditos à autora. Naruto também não me pertence.

Adoro esse capítulo. XD


O noivo de Sakura e a visita de Kimimaro...

Saiu como uma alma endemoniada da sala de segurança. Estava envenenada de nojo, possuída por uma intensa raiva que descarregaria contra o desalmado do seu vizinho que "abusou dela". Havia se aproveitado de seu estado e isso era imperdoável. Em todo caso, o segurança havia gravado toda aquela situação tão vergonhosa por necessidade, mas por outro lado, tinha certeza que aquele imbecil estava mancomunado com seu vizinho pervertido já que da maneira incoerente como falava, era como se ela estivesse sabendo desse vídeo e tinha aceitado ser gravado... Humpf! Agora entendia o porquê de ser chamada para ver se a gravação estava boa. Vá! Que pervertidos esses dois!

A espera para chegar ao quinto andar havia se convertido em um inferno, amaldiçoava mal-humorada cada vez que o condenado elevador parava para recolher alguém. Sete pessoas haviam ocupado o elevador e só um deles atreveu-se olhar para Hanuro diretamente perguntando-se como podia ser horrível uma mulher tão descuidada, parecia uma drogada ao andar descalça por um prédio onde circulava centenas de pessoas. Só deus sabia onde seus pés haviam pisado e que mal traziam as solas de seus pés, mas ao que parecia, ela não se importava nem um pouco com saúde e cuidados pessoais. Franziu incrivelmente o cenho quase com espanto e arregalou os olhos com fúria. Dirigiu uma olhada terrível ao "cavalheiro" que a examinava descaradamente voltando o rosto ao ver aquela mirada intimidante.

Finalmente o elevador abriu suas portas no quinto piso para alívio da Hanuro que disparou para fora. Já queria partir a cara daquele desgraçado que não satisfeito em abusar dela, gravou toda a situação porque com certeza ele tinha algo a ver com o vídeo e o segurança. Sakura não era nada inocente para não perceber isso.

Enquanto aquele demônio caminhava em direção à porta, Uchiha Sasuke tomava um banho quente logo depois de uma sessão de sexo com uma das atrizes pornográficas de sua empresa. Ele tinha a mania de sempre provar a nova mercadoria somente para saber quais resistências teria e quão excitante poderia ser para o público. Era como um tipo de entrevista. Claro que não havia conversa. Gruiu mal-humorado ao escutar selvagens batidas na porta deduzindo se tratar de Naruto que outra vez havia trancado a porta e esquecido a chave do lado de dentro. Sua intuição também indicava que o loiro havia descoberto sua festinha e vinha pedir satisfação, por isso, batia na porta com tanta brutalidade como se fosse alguma coisa urgente. Como odiava esse comportamento bárbaro ao tocar a porta!

Saiu do banho, pegou sua toalha negra e amarrou na cintura saindo pela porta do banheiro irritado e com gana de golpear seu companheiro. Para que existia a campainha do apartamento! Se dissessem que não havia campainha entenderia o porquê de bater na porta! Mas claro! Para Naruto ao que parece não lhe satisfazia colocar o dedo no botão, precisava também perturbar sua vida batendo à porta sem parar enquanto matinha pressionado o botão da campainha.

– Caralho Naruto! Já te escutei! Por que diabos bate na porta desse jeito pedaço de imbecil?! – falou enervado no momento em que abria a porta e justo nesse momento, sem se quer ter tempo para reagir devidamente diante da impressão que teve, a Hanuro se fez presente diante dele metendo-lhe um forte soco do lado direito do rosto fazendo o Uchiha retroceder uns passos atrás, produto do acaso por não esperar a surpreendente visita de sua vizinha... Tão doce e agradável ela era!

Não esperou que ele a convidasse para entrar. Ela entrou por sua conta e se lançou como uma gata selvagem encima do Uchiha derrubando os dois no chão. Esbofeteou-o umas seis vezes das quais duas não foram bem dadas, mas se assegurou que o golpe fosse efetivo o suficiente para deixar marcas. Agarrou o cabelo úmido dele puxando feito uma fera enquanto socava sua cabeça contra o chão.

– Mas o que! – não deu-lhe tempo nem para terminar as palavras porque a Hanuro já o esbofeteava novamente.

– DESGRAÇADO! – proferiu cega de raiva socando-o com força nas costelas e braços enquanto Sasuke tentava escapar daquela fera. A louca da sua vizinha estava lhe dando uma boa de uma surra... Ele, Uchiha Sasuke, um homem com um corpo forte o suficiente para defender-se de qualquer ameaça. Claro. Qualquer ameaça exceto o ataque de uma vizinha lésbica e mal arrumada, louca e alcoólatra.

– Puta louca! – gritou puto de raiva após sentir os lábios cheios de sangue. Para merda com toda delicadeza e o bom trato com as mulheres! Se alguém visse o que estava acontecendo entenderiam bem por que optou por defender-se e fazer o que tinha em mente.

Tomou a mão dela e prendeu fortemente agitando ainda mais a fera de sua vizinha que começou a mover-se ainda mais encima dele tentando escapar e mordendo-o com força no braço direito.

– Além de ser uma puta louca. É uma filha da mãe! – exclamou furioso aguentando a dor intensa da mordida ensanguentada.

Soltou-lhe as mãos e a atirou contra o chão posicionando-se encima dela e aprisionando-a com o corpo enquanto prendia suas mãos com força.

– Está louca ou o que?! Por acaso não sabe quem eu sou? – proferiu furioso.

– É um maldito pervertido que anda abusando das pessoas e gravando! – gritou ela tentando se soltar daquele homem para dar-lhe novos golpes. O Uchiha franziu o cenho ao escutar aquilo compreendendo o que ocorria.

– Ah! Era isso... – foi a única coisa que disse aquele homem de cabelos escuros, irritou-a por fazer pouco caso daquele tema delicado como se estivesse falando de algo banal.

– É só isso que pode dizer seu imbecil?! Homem baixo! É a única coisa que pode dizer?! É?! – os olhos dele voltaram-se para ela.

– Bom, parece que sua mordida me causou efeito. – sorriu de canto com malícia inclinando um pouco para ver sua ereção bem marcada naquela toalha. Ela fulminou-o com o olhar provando para ele que seu plano de acalmar aquela fera com sedução havia falhado. Se soubesse que tratava de uma mulher normal teria se saído bem. – Claro está que só sua mordida teve efeito. Esclareço que nada mais em você me motiva a ter uma ereção de excitação.

O que?! Além de ser pervertido gosta de masoquismo, mordidas, amarras e chicotes... Que tipo de homem ele era?

– O que farei agora com meu pequeno problema? – soltou a pergunta no ar vendo que ela ficava mais indignada.

– Por que não enfia ele no triturador?! Idiota! – exclamou irada tentando se soltar.

– É porque é melhor metê-lo no seu ânus... bem que você gostou. Em? – aquilo fez a Hanuro arrumar uma força tremenda com a intenção de soltar-se do Uchiha e enche-lo de golpes. Levantou-se de um pulo ao perceber que a mulher tinha intenção de dar-lhe um golpe baixo para imobilizá-lo.

As visitas não haviam acabado para Uchiha Sasuke que não pode receber aquela mulher de seios fartos e cabelos rebeldes, mas esta se colocou casa adentro sem anunciar sua chegada. A mulher de cabelos vermelhos ficou paralisada ao ver a luta que havia parado no sofá com Sakura encima dele agarrando-o a golpes limpos.

– Sasuke! Chamarei a polícia! – gritou ela histérica tirando o celular do bolso discando o número e informando sobre a briga que acontecia no apartamento de seu chefe.

– O que está acontecendo aqui? Por que tanto alvoroço? – Shikamaru saiu do apartamento de mau humor indo até a porta de seu vizinho que tão mal falava de Sakura encontrando aquela grande cena.

– SASUKE! DOBE! AGORA SIM TE COMPRO UM CAIXÃO! PORQUE SE NÃO SAIR DESSA SALA MORTO EU MESMO TE MATO! – gritou Naruto se fazendo presente. Shikamaru se voltou reconhecendo seu velho amigo de escola.

– Naruto? – falou Shikamaru provocando a reação do loiro que em plena briga reconheceu seu antigo amigo esquecendo-se por um momento da briga em seu apartamento.

– Shikamaru? O que faz aqui? – perguntou surpreso.

– Vivo aqui idiota com a Sakura e se me permite tenho que tranquilizá-la antes que mate a esse. – aquilo recordou a Naruto do grande problema que existia em seu apartamento. Interveio na luta tentando separar a Hanuro ganhando assim a ajuda de Shikamaru.

– Sasuke-kun! – exclamou Karin dramaticamente como se Sasuke tivesse sofrido algum acidente mortal. – Sasuke não se preocupe. Chamei a polícia. Tudo ficará bem. – interferiu ela no momento em que o loiro ia fazer a mesma pergunta.

– O inferno me leve... Você é uma idiota Karin e das maiores! – falou o loiro ao escutar a palavra polícia. Agora sim todos saberiam onde vivia Uchiha Sasuke. Diante do susto com a notícia de Karin, a Hanuro esqueceu-se por completo da briga e diminuiu a força, mas sem soltá-lo e voltando a se embolar com Sasuke que fez menção de incorporar-se.

– M-meu vaso novo... – Naruto exclamou quase aos prantos quando viu a Hanuro quebrar seu novo vaso encima do Uchiha.

– Que inferno... Maldita seja! – amaldiçoou mentalmente Shikamaru enquanto ajudava Karin a se levantar quando foi empurrada para o chão pela endemoniada da Hanuro.

– Sasuke-kun, eu te ajudarei! – falou Karin enquanto puxava o pé do Uchiha impedindo-o de se mover... Só a Karin mesmo para piorar as coisas.

– Karin! Porra! Não está ajudando, está piorando as coisas. – disse o Uchiha fazendo Karin retroceder de imediato. – Acabou! Vai para o inferno! – levantou-se finalmente o Uchiha e sem pensar deu um soco na bochecha da Hanuro que caiu sentada no sofá.

– Mas o quê?! – soltou Shikamaru interferindo naquela luta, mas não com o propósito de acalmar a Hanuro, mas sim para detê-la de golpear o Uchiha com a lâmpada que estava na mesa decorativa.

Para o azar de Sasuke, a polícia chegou no momento em que ele havia golpeado a Hanuro e jogaram-se encima dele com animais, paralisando-o de imediato. Karin abriu a boca indignada pela injustiça que segundo ela faziam contra seu chefe. O chefe de polícia tomou a iniciativa de levar presos todos eles por...

Perturbação da paz;
Tentativa de mutilação com uma lâmpada e cacos de vidro de um vaso;
Abuso sexual consentido, pois ela estava embriagada e o seduziu em parte;
Perturbação da paz, pois os vizinhos se queixaram dele e os atos da Hanuro mais seu trio;
Invasão de domicílio;
Danos à propriedade incluindo o vaso do Uzumaki;
Tentativa de mutilação com uma pinça;
Exibicionismo em público ao terem feito sexo em um elevador apesar de não ter a prova que era o bendito cd.

Traumas... Nenhum por enquanto, exceto a certeza da Hanuro de ter sido "violada".

Entre outros acontecimentos menores estava a intervenção de Karin ao qual não era necessária uma profunda investigação já que esta insultou os policiais e foi acusada de atitude hostil e vandalismo, pois não satisfeita teve que meter a pata o mais que pode quebrando o vidro da viatura com salto de seu sapato com a intenção de bater no guarda ao qual tentou seduzir para que a soltasse.

Aquela manhã havia sido a pior de todas e agora ao invés de degustar uma boa xícara de café em sua sala de jantar, estava atrás das grades com seu amigo e um tal de Shikamaru mais três outros tipos com pinta de traficantes perigosos. Ótimo! Já podia ver os jornais... O grande Uchiha Sasuke, dono de produtora de filmes pornográficos se encontra atrás das grades por abusar sexualmente e bater em sua vizinha!

...

Sentada naquela minúscula sala pouco ventilada encontrava-se a Hanuro acusada de violência, atitude hostil, tentativa de mutilação, danos à propriedade alheia, agressão física, agressão verbal, perturbação da paz entre outras coisas.

– Vejamos uma vez mais senhora Hanuro. – pediu-lhe pela enésima vez o oficial que a interrogava.

– Senhorita Hanuro. – corrigiu ela irritada suspirando ante a ideia de mais uma vez narrar sua parte da história.

– Senhorita. – falou o oficial com voz cansada. – Explique o ocorrido passo a passo.

– Já te disse! – replicou ela irritadíssima cruzando os braços. – O doente do meu vizinho me gravou no elevador fazendo sexo com ele. – repetiu exasperada.

– Ou seja. Fez uma gravação fazendo sexo com você. Não? – reformulou a pergunta irritando-a ainda mais.

– Sim! Sim, já te disse! – repetiu pela terceira vez.

– Baixe a voz! Por favor! – pediu o guarda. – Posso facilmente prendê-la por atitude hostil. – lembrou-lhe o guarda tentando não perder a calma com o tom de voz que a Hanuro usava com ele. – Bem, voltemos. – focou seus olhos novamente na prancheta em que fazia anotações do ocorrido fazendo um breve resumo do que havia anotado. – Fez sexo com ele em um elevador e ele gravou. Você estava "embriagada" e por tanto não sabia de nada até ver o vídeo indicado pelo segurança que nega toda sua versão afirmando que seu vizinho pediu a ele que gravasse. O feliz vídeo que você dizia ter desaparece depois da senhorita se apropriar dele e por sua própria conta resolver o assunto com seu vizinho que te bateu. – fez um curto resuma do que ela havia narrado.

– Sim, é isso mesmo e eu duvido muito da palavra do segurança. Para que me chamou e apresentou o vídeo? – disse ela irritada. O policial encarou-a com um olhar pessimista.

– Senhora, recordo-lhe que como segurança ele tem haver com o controle da segurança do edifício e com as câmeras, por tanto, ele viu o vídeo, te reconheceu e mandou te chamar tomando as rédeas do assunto. – Ela abriu a boca chocada. Como era possível que esse ser medíocre acreditava nessa nefasta versão? – Bem, vendo as coisas tais como são e conforme as outras versões, você estava embriagada. – falou o policial.

– Bem! Menos Mal! – burlou-se ela com sarcasmo. Ele a olhou sério silenciando-a e fazendo-a lembra-se das ameaças dele.

– Por tanto, não se lembra de nada, embora ele insista em dizer que a senhorita se insinuou oferecendo-se devido ao seu estado. – prosseguiu ele deixando-a perplexa diante do que foi dito. Estava disposta a replicar aquilo, mas imediatamente o guarda posou os olhos nela silenciando-a mais uma vez. – Não posso considerar que o que você teve com ele foi abuso sexual por que foi consentido, mas talvez eu possa... – ela o interrompeu.

– Olha! Ele se aproveitou! – gritou ela.

– E você se ofereceu através de insinuações e vida sexual... Você o tentou. – falou com o mesmo tom alterado dela. – Está sendo acusada de invadir a casa alheia, bater em seu vizinho, agressão verbal, perturbação da paz, danos à propriedade, danos físicos, atitude hostil e outras coisas mais. Em um só dia a senhora violou a lei igual a um criminoso. Isso sem contar com a tentativa de mutilação com arma branca. – revelou o policial. Ela se alterou mais que o normal levantando-se da cadeira.

– O que?! Que merda de justiça é essa? Está me dizendo que ele se saiu bem em toda essa situação? – proferiu ela revoltada.

– Não senhora. Ele está sendo acusado por violência e agressão a uma mulher, mas duvido muito que isso chegue a uma detenção ou algo parecido. – esclareceu ele.

– Está me dizendo que fui eu quem se deu mal, abusada sexualmente e ele ficará numa boa. – disse alterada fazendo o guarda pedir que se sentasse e se acalmasse para não piorar ainda mais seu estado.

– Senhora, o que eu estou tentando dizer e que se ambos não chegarem a um acordo, terminarão encarcerados por três semanas. Além das queixas feitas mutuamente por ambos, existem também as dos moradores que acusaram vocês de perturbação da paz. – esclareceu ele guardando a prancheta. Levantou-se e caminhou em direção à porta.

– Isso é uma injustiça! – gritou ela enquanto um guarda lhe escoltava até a cela.

– Sim senhora. Pode dizer o que quiser... já escutamos isso anteriormente. – o guarda soltou um suspiro cansado afastando-se dela.

...

Presos como "inocentes" passarinhos se encontravam Sasuke, Naruto e Shikamaru. O Uchiha reavaliou novamente a patética cena em que se encontrava soltando um suspiro de irritação.

– Ótimo! – disse Sasuke contrariado. Naruto o encarou com uma cara de poucos amigos.

– Ótimo? É só isso que tem a dizer? É? – criticou o loiro. Sasuke o mirou com rabo de olho levando em conta a aproximação de Naruto. – Sasuke! Contesta-me! – gritou ele.

– O que há com você imbecil? Por que está gritando? – se queixou ele. Estando tão próximos os gritos eram desnecessários. Nem se fosse surdo.

– O que há comigo? E a essa altura você pergunta! – disse o loiro incrédulo.

– Se é pelo vaso já disse que te darei um melhor. – falou exasperado enquanto levava a mão direita à nuca apertando-a com o propósito de aliviar a tensão acumulada naquela zona.

– Caralho Sasuke! Não se trata da porra do vaso. Trata-se de que bateu em uma mulher! – Naruto se levantou ficando frente a frente com Sasuke que o encarou.

– E? – Sasuke arqueou a sobrancelha direita carregada de sarcasmo esperando alguma resposta do loiro. – Estamos metidos em algum problema ou algo do tipo? – questionou ele desavergonhadamente.

– Não Sasuke! Pode me excluir de tudo isso! Nesse plural de Estamos metidos não sou bem-vindo por que se não me recordo foi você que bateu nela e gravou-a fazendo sexo. Não eu! – afirmou o loiro voltando a se sentar. Queria golpear Sasuke, mas não adiantaria nada, deixar um olho roxo no seu amigo serviria apenas para liberar seu estresse.

– Você está exagerando, só dei um golpe para tranquiliza-la. – revidou o Uchiha irritado com a atitude de Naruto.

– Há! Menos mal que foi um simples golpe! Não consigo imaginar se fosse forte! Certamente teria lhe quebrado o nariz em vez dos lábios! – ironizou Naruto. – E me diz Sasuke. Conseguiu algo batendo nela? Porque se não percebeu nós nos encontramos aqui! Metidos dentro de uma cela! – continuou com seu sarcasmo fazendo o Uchiha gruir.

– Por que está tentando me culpar por tudo isso? Se não me engano foi Karin quem deu o ponto final nessa história quando chamou a polícia. – exclamou o Uchiha com exasperação.

– Claro! Havia me esquecido dela! Agora me recordo! Que demônios fazia ela em meu apartamento? Não fomos claros com respeito a mulheres e homens em meu apartamento. – encarou o Uchiha cheio de fúria. Este bufou cruzando os braços.

– Você gosta tanto da feia que está fazendo todo esse escândalo. – Naruto ruborizou.

– Não gosto! – defendeu-se. – E ela não é feia! - pontuou.

– Humpf!... Nem bonita.

– Sasuke o ponto não é se é bonita ou feia. O ponto é que se trata de nossa vizinha, Hanuro Sakura, e você bateu nela. – exclamou irritadíssimo.

– Essa maldita louca quase me desfigurou o rosto e você só se preocupa com um único golpe que eu lhe dei! – exclamou já farto daquela conversa.

– Bom! Bom! E agora? O que vai fazer com ela? – mudou o tema para evitar rir da cara do Uchiha. A verdade era que a Hanuro havia deixado mais que arranhões e hematomas em todo o rosto, sem contar que o deixou com os lábios cortados e uma sobrancelha inchada.

– Nada. Chegar a um acordo com a louca será melhor. Ela está em pior plano que eu segundo meu advogado. – cruzou os braços recostando-se.

– Isso não está nada bom Sasuke. Foi você o causador de toda essa bagunça. – recordou o loiro.

– Sim! Sim! Sim! Já sei disso. – interrompeu o moreno com raiva.

Passaram seis horas detidos até que o advogado conseguiu resolver o impasse e suas liberações de madrugada. Estava mais que cansado e sua cabeça latejava pelos golpes que havia recebido. Aquela maldita mulher quase o deixou sem cabelo e sem rosto.

Saíram juntos em direção ao estacionamento. Naruto não havia lhe dirigido a palavra como se tivesse feito um voto de silêncio entre eles que talvez durasse várias semanas e conhecendo-o, provavelmente tinha a ver com o fato dele não retirar as acusações feitas contra sua vizinha lésbica. Franziu e cenho e se deteve em frente ao conversível vermelho de Naruto.

– O que faz o teu carro aqui? – perguntou o moreno com voz neutra.

– Pedi a um amigo que deixasse ele aqui.

Entrou no carro junto ao loiro ao qual não estava com uma boa cara e gruiu diante do insuportável que se havia convertido a presença de seu amigo.

– Ponha o cinto de segurança. Não quero uma multa para finalizar este dia. A última coisa que quero é acabar novamente na prisão por violar as leis de trânsito. – disse o loiro com raiva e sem qualquer cerimônia.

Chegaram a casa em questão de quarenta e cinco minutos metendo-se o loiro de imediato em uma ducha. Precisava tomar banho de água bem fria para libertar-se de todo o estresse e mau humor que levava por dentro.

O moreno se atirou no sofá da sala, fechou os olhos e tentando relaxar. Definitivamente. Hoje foi um de seus piores dias e certamente o resto da semana seria ainda mais terrível devido ao caráter de Naruto. Virou o rosto e sorriu ao ver o vaso de Naruto destruído em um canto. Seu amigo não era materialista, simplesmente era um afeminado que gostava de decorar a casa com toques femininos inclusive dava a entender que seu amigo era bissexual, mas isso pouco importava já que era seu amigo, não discriminava nem tão pouco julgava. De qualquer forma, ele era quase parecido a um bissexual, não... dizendo melhor: Uchiha Sasuke não gostava de homens e mulheres, mas sim das pessoas. Gostava de socializar e muito.

Sua vista focou um pequeno e redondo objeto jogado embaixo do sofá logo à frente. Reincorporando-se e levantando do sofá, caminhou até o móvel da frente e inclinou-se tomando nas mãos o objeto que havia chamado sua atenção. Era um cd sem título algum. Atacando-lhe a curiosidade, caminhou até o televisor da sala, ligou o aparelho de dvd e colocou o cd.

Pela qualidade da gravação reconheceu que era um dos vídeos trazidos pelo chefe da segurança, entretanto aquele era inédito já que todos os que ele tinha visto não mostravam uma cena no elevador.

Franziu o cenho ao ver a chegada de sua vizinha bêbada dando-se conta que havia encontrado a bendita prova que tanto falava a Hanuro... Hoje era seu dia de sorte visto que havia encontrado a única prova contra ele.

– Sasuke! Que baixo você caiu! – Esfregou o rosto com as mãos... ela era tão... feia. A verdade era que não era feia, mas tão pouco era bonita. Tudo era ruim, o corpo nem era de uma mulher de verdade. Ela era comum, normal e demasiado simples e isso a fazia como era.

Ela era o protótipo de mulher que mesmo se arrumando muito não haveria grandes mudanças. As mulheres pensam que se vestindo bem ou mudando o físico se tornam desejáveis, mas na realidade isso não muda nada, elas continuam as mesmas apenas bem vestidas e arrumadas. Sua vizinha que pusera um vestido simples e penteara o emaranhado que tinha por cabelo continuava com o mesmo físico só um pouco mais arrumado. Esse tipo de mulher não servia para ele. Nem mesmo para uns minutos de diversão. Sakura era o tipo de mulher perfeita para nerd de quatro olhos ou homens flácidos, mal vestidos e descuidados. Não para um homem como ele.

Deixou de pensar naquele assunto ao escutar os primeiros gemidos prestando atenção no televisor... O que via não lhe excitava muito menos a protagonista, porém havia algo que lhe chamava a atenção. Claro que não era ela, mas algo mais.

A naturalidade de seus gemidos, a realidade da cena, a pessoa menos indicada e mais normal do mundo em uma cena erótica com um homem que lhe sobravam as mulheres. Tudo aquilo incendiou sua imaginação. Pegou um lápis e papel. Tinha muitos roteiros atrasados e provavelmente importantes, mas decidiu deixa-los por um tempo e seguir escrevendo o que seria seu novo livro erótico, uma novela real. Nada de exageros, uma mulher normal e comum com mil defeitos e isso a fazia mais interessante. Era uma grande ideia que se bem planejada poderia virar um roteiro e leva-lo para as telas, não como um filme pornográfico, mas como uma novela erótica. Definitivamente, hoje era seu dia de sorte. Quem diria que a lésbica que tinha por vizinha seria a grande inspiração de sua protagonista mais a chave da criação de sua mais valiosa novela.

– Sasuke! Que porra está fazendo? Está louco? – proferiu o loiro ao sair do banho com uma toalha amarrada na cintura. – Acaso quer que terminem de te mutilar o corpo? Acaba com essa merda já! – exclamou raivoso ao reconhecer o vídeo e tentando pegar o controle remoto do amigo.

– Calado Dobe e escuta! Quem diria que o bicho raro que temos como vizinha seria nossa inspiração. – Naruto franziu o cenho consideravelmente olhando o Uchiha com estranheza.

– Nossa?! Você está louco! Vou repetir. Não fale no plural porque não conta comigo.

– Claro que sim. Se isso sair em uns dois anos, você será o protagonista masculino da novela. – falou com sarcasmo aquele comentário apenas com o propósito de chatear o amigo.

– Faça o que quiser! Se quer passar o resto da noite vendo essa coisa então faça! Mas me deixe fora de suas merdas! E não quero ver esse vídeo aqui em casa! Por deus! É Sakura que está na gravação! Minha amiga de faculdade! – exclamou enfurecido como se fosse o fim do mundo.

– Ah!... Amiga de faculdade. – murmurou com ele mesmo tomando nota de tudo o que Naruto havia dito.

– E se eu fosse você, começaria a empacotar as coisas. Quero você fora do apartamento amanhã!

– Ah! Sim... Comprarei um aqui. Depois de tudo não me desagrada este lugar amaldiçoado. – anunciou o Uchiha.

– Humpf! Nem que eu fosse te vender um. – sentenciou o loiro exasperando o Uchiha com sua atitude.

– Naruto! Vamos! Sei que essa era tua antiga amiga por quem estava apaixonado! Mas te juro que não desfrutei nem o fiz por prazer, tão pouco ela desfrutou comigo por que escutei um murmúrio dizendo o nome de um tal Kimaro ou Kimimaro. – disse o moreno.

– Sasuke! Não se trata disso! Trata-se que quero uma vida normal, tranquila, sem problemas. Não quero despertar e sair ao encontro de uma cena como essa. – disse enojado.

Enquanto aqueles dois discutiam como marido e mulher, Sakura andava de um lado para o outro dentro de seu apartamento discutindo por telefone com sua mãe que insistia uma e outra vez para ela comparecer na festa familiar planejada para aquela semana.

– Mamãe! Disse-te que não posso!

– Por que não Sakura? É uma festa familiar. Familiar. Somos uma família e cada dia mais você se priva da convivência familiar. – replicou sua mãe.

– Mamãe! Não estou me privando disso que você chama de convivência familiar, apenas não me escuta quando falo a respeito da minha vida e decisões. – defendeu-se.

– Sakura! É por ele não é? - questionou sua mãe.

– Não mamãe! É por tudo!

– Filha, entendo que Kimimaro foi teu namorado e agora é o namorado da sua irmã, mas tente entender, vocês são minhas filhas e não posso favorecer nem uma nem a outra. Sei que o que ela fez foi muito mal, mas entenda de uma vez que eles se conheceram e se apaixonaram. Esse sentimento nunca existiu entre eles quando você estava com ele. Não houve traição.

– Mamãe! Que traição o que... Não quero ir e pronto! – exclamou ela. – Além do mais, para quê! Que parte eu sou dessa festa? Só se for para eu ser o campo de atração de ridicularização que vocês fazem sobre a minha vida de celibato e trabalho?

– Isso não é ridicularização. São conselhos sobre sua vida.

– Vá! Menos mal mamãe! – disse ela com sarcasmo irritando sua mãe.

– Sakura, eu sou sua mãe e exijo respeito... – Tsundade exclamou com raiva. – Tanto eu e seu pai como sua irmã te queremos na festa. – insistiu ela.

– Esquece mamãe e até amanhã. Já está tarde e agorinha tenho que trabalhar. – despediu cortando a ligação. Quando se voltou encontrou os expectantes olhos de Shikamaru que estava sentado no sofá com os pés cruzados lendo o jornal.

– Outra vez sua mãe. – deduziu ele e vendo-a suspirar.

– Segue com a ideia da bendita festa que minha irmã está organizando. – sentou ao lado de Shikamaru.

– Pois bem... – sentenciou ele voltando à sua leitura e ouvindo soar o telefone. Sakura se negou a atender o que fez com que ele atendesse. – Diga. – falou ele. A pessoa do outro lado da linha permaneceu em silêncio. – Bom! Vai falar ou não vai? – disse olhando Sakura se levantar e ir em direção ao quarto.

– Te espero no quarto Shikamaru. Anda logo antes que me arrependa de ver o filme. – exclamou ela podendo escutá-la a pessoa que estava na linha.

– Esta é Sakura? – falou finalmente um homem.

– Quem é? – questionou Shikamaru com o cenho franzido.

– Seu cunhado, Kimimaro. – apresentou-se

– Tsk!... Genial! – murmurou podendo Kimimaro escutá-lo. – Oie Sakura! Teu cunhado te chama! – falou enquanto caminhava até o quarto de sua companheira. Ela de imediato fez gestos para não atender, mas ele entregou-lhe o telefone e atirou-se na cama.

Sakura suspirou e tomou assento na borda da cama decidindo falar.

– O-olá... – disse duvidosa apertando os lábios e brincando com a barra de sua camiseta.

– Quem era esse? – disparou ele sem cumprimenta-la.

– Esse? É? Shikamaru. – respondeu ela surpreendida pela pergunta inesperada. Não gostava muito de ser questionada.

– Não acha que é um pouco tarde para receber visitas. – falou ele. Sakura franziu o cenho irritada. Agora ele havia se convertido numa réplica de sua adorável e enxerida mãe.

– Não acha que é um pouco tarde para me ligar? Em? – ela o imitou com o mesmo tom de voz.

– Tua irmã quer que compareça na festa familiar. É muito importante para ela que esteja presente. – ela suspirou diante daquilo.

– Há! Que ironia! E por que ela mesma não me pediu? – questionou ela com sarcasmo irritando-o.

– Porque era bem capaz de você não recebê-la nem a deixado falar, por isso, pediu-me para falar contigo. – explicou ele.

– Perdeu seu tempo! Já disse que não!

– Sakura! Com essa atitude não chegaremos a nada, ao contrário, eu me afasto mais da sua irmã. Sei que é por minha causa, vocês estão brigando.

Aquilo a irritou. Agora ele se fazia de vítima.

– E quem te disse que tudo isso se deve a você? Para sua informação, você não passa de uma recordação. Não fique achando que ainda estou doída com sua traição por que não estou. Tenho namorado. – aquilo atraiu a atenção de Shikamaru que franziu profundamente o cenho... Desde quando Sakura tinha namorado? A única coisa que ela tinha como companhia e consolo era seu vibrador. A menos que ela chamasse aquilo de namorado.

– Não mente para mim Sakura. Sei que ainda está chateada com tudo isso e vamos parar com a conversa por telefone. Falemos pessoalmente. Estou parado em frente a sua porta. – aquilo a deixou sem palavras.

– O que?! São três e meia da madrugada! Isto não é hora de receber visitas!

– Vamos Sakura! No tempo em que estive com você eu te conheci e sei que nesse horário está acordada ainda mais se for sábado. Não minta mais. Além do mais, não seria o único que te visita. Ou sim?

– Isso é diferente. Ele é meu namorado e permito que venha me ver a hora que quiser!

Não soube o porquê e não era que Shikamaru fosse mexeriqueiro, mas não pode deixar de prestar atenção na conversa que por alguma razão dizia respeito a ele.

– Meu namorando Shikamaru se chatearia se eu receber a visita de alguém há essa hora e, além disso, está aqui comigo. – exclamou ela. Shikamaru sorriu e voltou os olhos para o televisor dando-se conta de algo... Caralho! Como não se deu conta! Ahh, seu namorado Shikamaru... espera um momento. Ele era Shikamaru, e pelo visto agora era o namorado da Hanuro.

– Oh não Sakura! Que porra é essa! – levantou-se de imediato seguindo os passos da Hanuro.

– Viu! Você o escutou! Escutou o meu namorado! Está com raiva! – disse Sakura a Kimimaro enquanto lhe seguia os passos vestindo uma camisa e pegando as chaves de seu carro. Definitivamente não se prestaria aos joguinhos dela, pois se Sandy tomasse conhecimento jamais o perdoaria nem voltaria com ele.

– Vai deixar que seu namorado fale com você desse jeito. – falou incrédulo batendo na porta para ver se ela abria.

– Tem espaço para falar com ela. – disse Shikamaru saindo pela porta. Sakura parou na frente de Kimimaro.

– Viu o que provocou. – falou ela por telefone e ele não pode evitar o riso diante da falta de atenção dela... Estavam frente a frente e ela ainda falava ao telefone.

– Desliga isso sua boba. – deu continuidade à brincadeira falando por telefone. Ela sorriu e baixou o aparelho deixando-o entrar em sua casa.

– Serei breve Kimimaro. Não irei e não leve a mal, mas não é por você ou pela relação que tem com minha irmã, simplesmente tenho trabalho a fazer. – disse ela. Ele a encarou sério mirando diretamente os olhos verdes.

– Parece que seu trabalho se empenha em romper os laços que tem com sua família tal como fez com você e comigo.

– Aqui quem rompeu os laços foi você quando preferiu a outra! – ele a encarou decepcionado.

– Vê! Você mesma se contradiz em sua mentira! Acredita que te traí e que tive alguma coisa com sua irmã enquanto estava com você! Mas as coisas não foram assim! Está equivocada e gravemente! – falou ele. – Sakura! O motivo para eu estar aqui e há essa hora é pelo simples fato de não querer que destruas a minha relação com sua irmã como você fez com a nossa. – Aquilo doeu tanto nela que teve de suportar a humilhação de escutar aquelas palavras.

– Eu não estou destruindo nada! – se defendeu indignada.

– Não Sakura! Equivoca-te! Está fazendo isso sim! Briga com sua irmã e familiares como se eles tivessem culpa da nossa relação ter terminado e isso também me afeta por que sei que a família está se dividindo por minha culpa. Deveríamos ter acertado tudo desde o início. – exclamou ele.

– Tsk!... Família, já fala deles como se fossem a sua família. – cruzou os braços com raiva devolvendo o comentário maldoso ao homem que ainda amava e se não fosse pela frieza e indiferença que ele mostrava, ela já teria corrido para seus braços.

– Sakura! Por favor! Te suplico! Para já com tudo isso! – exclamou ele desesperado.

– Minhas discussões com minha mãe são assunto meu não seu. Se brigo com ela e minha irmã é pelo simples fato de estar farta com essa história de me arrumar um namorado. – gritou ela.

– Se o fazem é por que veem uma solução nisso! Acreditam que se você tiver um namorado, isso te ajudará a deixar para trás todo esse rancor e aceitar numa boa a realidade! - as palavras dele lhe causaram incredulidade e tonteira.

– Você acredita nessa ideia irracional? Acredita que tudo isso se deve a você? – falou cheia de ira. Ele não soube o que responder. – Está se enganando Kimimaro. Nada disso é por sua causa, talvez uma pequena parte, mas as demais coisas são pessoais, coisas de família e isso não te diz respeito. – disse com indignação e dor. – E, por favor, peço que se vá. Está tarde e amanhã tenho que trabalhar. – despediu-se abrindo a porta.

– Ainda não terminei de falar com você. – disse ele.

– Mas eu sim Kimimaro... Então se vá e se tem mais alguma coisa para dizer, fale outro dia.

– Talvez se não colocasse seu trabalho em primeiro lugar, se não vivesse nesse mundo fantasioso e se comportasse como uma verdadeira mulher, eu ainda estaria com você aqui e não com esse namorado que te bate. – levantou-se e caminhou em direção à saída... Tinha tirado conclusões erradas ao ver o lábio dela machucado.

– Antes que você saia correndo como uma fofoqueira para contar mentiras a minha família, meu lábio cortado não tem nada há ver com ele. Shikamaru jamais colocaria as mãos em mim... Isso foi uma disputa entre vizinhos. Meu vizinho achou melhor me bater para salvar-se da boa surra que eu lhe dava. – esclareceu ela. De qualquer maneira todos seus familiares tomariam conhecimento da disputa já que o oficial envolvido no caso conhecia sua mãe e era muito amigo do seu pai e um fofoqueiro.

Kimimaro apertou as mãos com força e saiu pela porta sem dizer nada. Sakura trancou a porta para em seguida apoiar-se nela... Era uma tonta. Uma mulher que vivia com a fantasia de que algum dia recuperaria o amor da sua vida. Seu único e verdadeiro amor. Um pouco de dor em sua vida, um pouco mais não lhe faria dano. Aceitava amargamente que não só teria que ir à festa, mas que também deveria aceitar de uma vez por todas que o havia perdido... Havia perdido o que nunca foi dela. Nunca lhe pertenceu.

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