Essa fic não me pertence. Pertence a Sandness-doll que posta suas histórias no ffnet e me permitiu traduzi-la para vocês. Todos os créditos à autora. Naruto também não me pertence.
A festa familiar e as recordações de um passado... Um pouco de dor não fará diferença em sua vida.
Encontrava-se sentada na copa de seu apartamento trabalhando em seu laptop enquanto escutava música em seu Ipod. Vestia um short preto simples e uma camiseta sem sutiã, o cabelo estava preso em um coque alto mal feito. À simples vista parecia concentrada em seu trabalho, mas Shikamaru que a estava observando de canto de olho sabia que algo não ia bem com ela, aquele olhar perdido era fruto de um profundo vazio.
Logo depois da inesperada visita de Kimimaro, algo dentro dela não a deixava descansar em paz. Sentia uma forte ansiedade que a deixava intranquila como se algo fosse acontecer, entretanto, não podia deixar de pensar nas recordações que adquiriu com ele.
Gruiu irritada ao saber que perdia tempo revivendo o passado dentro dela, isso só lhe traria mais dor. Deu uma olhada em sua terceira xícara de café e seu celular que piscava com a foto de Hinata. Pegou o telefone descobrindo que se tratava de uma mensagem com foto.
– Nee, Sakura-chan. Está fazendo alguma coisa? Porque eu estou no parque central Shinjuku. Estou em um pequeno festival. Tem algodão doce e laçaram um novo sabor roxo azulado. É bom... Tem arlequins e um pequeno festival de Lolita fashion! Estou de vestido característico e vim com Suigetsu! Ah! Nee, Kakashi também está aqui e se vestiu de Shinobi de um jeito bem estranho. – Sakura sorriu de lado e arqueou a sobrancelha com leve sarcasmo ao terminar de ler a mensagem e ver a foto de Hinata com um vestido extravagante de uma Shiro Lolita. Vestia-se toda de branco como se fosse uma pequena boneca asiática de porcelana. Hinata podia ser tão inocente, infantil e graciosa, mas ao mesmo tempo podia ser uma otaku com seus gostos góticos e tenebrosos.
Na foto Hinata aparecia sentada em um banco de madeira com suas pernas cruzadas como uma garota colegial e com uma sombrinha branca feita de tela recostada em seu ombro dando-lhe um toque coquete e angelical.
Por uns instantes havia se esquecido de seus problemas, mas quando reconheceu que Hinata e seus companheiros estavam no parque central Shinjuku, seu coração se sobressaltou como se aquilo fosse sinônimo de algum mau presságio... Nesse parque foi onde tudo começou.
Flash...
Passou rapidinho pela pequena ponte de madeira que cruzava o lago situado no parque central Shinjuku interrompendo uma importante sessão de fotos de um jovem fotógrafo que capturou em suas primeiras imagens, a figura de uma garota descuidada ao qual não pertencia ao grupo de modelos vestidas com quimonos exóticos e maquiagens chamativas.
O jovem franziu o cenho e seguiu com os olhos a mulher que pela lente de sua câmera havia visto e chamado sua atenção. Sua equipe de trabalho murmurava impropérios por causa da intervenção daquela jovem distraída que não se deu conta do fechamento daquela ala do parque para a sessão de fotos.
Sua câmera havia captado uma jovem normal, tão natural e simples. De pele branca com um toque cremoso, olhos esmeraldas, lindos, grandes e chamativos, os cabelos longos e retos com pontas onduladas e rebeldes e apesar de estarem bagunçados, a rebeldia que se manifestava lhe agradava, e mais, era a primeira vez que podia dizer que uma mulher com cabelo bagunçado lhe parecia atraente. Os seios de tamanho normal. Os braços não eram marcados por conta de malhação, uma coisa que ele detestava nas mulheres, mas também não eram flácidos. As mãos eram pequenas e os dedos compridos lindíssimos para ele. Não gostava de mulheres com coxas grossas e quadril largo, mas nela parecia agradável e podia apostar que outras mulheres passariam várias horas malhando para diminuir o manequim. Ela era uma mulher normal. Não era feia, apenas normal como qualquer outra e isso atraiu a atenção do fotógrafo a quem ela havia atrapalhado.
Não era a primeira vez que ele a havia visto, nem a primeira vez que sua câmera capturava a imagem dela, mas sempre que ela aparecia experimentava a mesma sensação. Não podendo mais suportar a distância entre eles, prometeu-se que a próxima vez que a visse faria o impossível para que ela o notasse e assim poder saber seu nome. Naquele tarde sabendo que ela nunca mudava de rota, esperou-a perto da ponte e cruzou seu caminho provocando um encontrão entre eles.
– Sinto muito! Não foi minha intenção! Lamento muito! – desculpou-se ela ao molhar com água aquela cara jaqueta de couro negro que ele vestia.
– Foi só um pequeno acidente. Não foi de propósito. Não precisa se desculpar. – disse ele vendo-a estremecer por completo ao dar-se conta da proximidade de seus rostos. Ela virou o rosto corado de vergonha.
– Lamento muito esse acidente, é que andava distraída e... – silenciou diante da surpresa de descobrir que era observada por um par de olhos verde turquesa. – Lindos olhos! – disse piscando duas vezes para ter certeza que não havia confundido a cor.
– Obrigado. Não posso dizer o mesmo dos teus. – ela franziu o cenho ao escutar aquilo o encarando séria. Ele de imediato corrigiu-se esclarecendo o mal entendido. – Digo! Quando me referi a eles quero dizer que são mais que lindos, são... preciosos, belíssimos.
Sakura sentiu-se lisonjeada e indignada ao mesmo tempo pelo fato de um estranho que mal conhecia andar jogando elogios baratos encima dela. Mordeu o lábio, franziu o cenho e fechou os olhos. Uns segundos depois abriu apenas o direito mirando-lhe.
– Certo... Acho que isso não foi um simples acidente. Não é verdade? – ele riu diante da perspicácia dela ao descobrir a trama.
– Na verdade não... – levou a mão à nuca e coçou o pescoço mordendo o lábio com uma cara de culpado. Por conta dos atos ingênuos dele, ela não pode deixar de sorrir afogando uma risada que para ele pareceu de diversão. – Como se chama? – perguntou deixando para trás o teatro que havia planejado. Ela sorriu por ele ser tão óbvio em suas atuações.
– Me chamo Sakura e creio que esse é o fato mais estranho que me aconteceu na vida. – disse a ele com um sorriso. Ele meteu as mãos no bolso e a observou através de suas pestanas sempre com aquele sorriso.
– Ér, bom... o que acha de darmos uma volta como desculpa? Tomaremos sorvete. – ela riu diante daquilo, não podia evitar mesmo estando nervosa.
– Não acho conveniente. É inverno e está nevando. – negou ela com a cabeça retornando à sua caminhada. Ele se interpôs em seu caminho ao ver que perdia a oportunidade.
– Te convido para um sorvete, só um e nada mais. – ela arqueou suas sobrancelhas olhando-o com curiosidade. – Não me olhe assim. Faz-me pensar que você me acha um maluco. – ela riu diante do que foi dito. – Além do mais, te vi tomando sorvete no parque sentada em um banco. – ela piscou diante daquele comentário. – E vou ser sincero, seria minha primeira vez a tomar sorvete sentado em um banco enquanto neva. Quero saber o que tem de tão divertido nesse passatempo seu e porque sorri tanto enquanto o toma. – falou com aquela voz grave enquanto sorria e a encarava direto nos olhos.
– Está me espionando? – perguntou ela séria. Ele calou-se de imediato diante da idiotice que havia feito assegurando a ela de que era um maníaco depravado.
– Não! Bom... É curiosidade e a verdade é que se te observava era porque queria uma oportunidade para falar contigo. – revelou ele. Ela olhou-o bastante surpreendida.
– E o melhor momento era jogar-se contra mim e fazer-me acreditar que o acidente foi minha culpa. – falou ela séria antes de abrir um amplo sorriso.
– Sim. Ainda bem que não me bateu, isso significa que há possibilidade de aceitar o sorvete. - ela suspirou diante da teimosia dele.
– De acordo... só um. – aceitou ela esclarecendo com o dedo que seria apenas um e depois iria embora.
...
Caminharam juntos pelo parque falando angustiosamente e detendo-se uns minutos em uma sorveteria.
– Humpf!... Agora compreendo o motivo do riso. – falou com dificuldade devido ao frio que sentia em sua boca. Seu paladar estava completamente congelado. Ela riu diante do rosto de Kimimaro.
– Você é muito estranho. – repetiu ela pela enésima vez levando à boca outro grande bocado de sorvete. Ele se surpreendeu com a resistência dela. – Ainda não me disse seu nome. – disse ela com curiosidade.
– Kaguya Kimimaro. – falou decidindo se tomava o segundo bocado de sorvete... uma decisão difícil.
– O que você faz?
– Sou fotógrafo profissional e trabalho para a revista Fashion Tokyo.
– Oh! – exclamou ela tragando uma grande quantidade de ar.
– E você, trabalha em que? – ele a olhou diretamente nos olhos ruborizando-a completamente. Ela virou o rosto de imediato fazendo uma careta de nojo enquanto apertava os lábios e tentava tranquilizar seus nervos. Ele riu por conta das atitudes dela.
– Sou... escritora e desenhista de mangá. – piscou três vezes diante da impressão dele.
– É mesmo! – falou curioso.
– Já leu as crônicas de Adel? – perguntou enquanto terminava com o último bocado de seu creme.
– São muito boas, tem uma grande aceitação entre centenas de leitores.
– Eu as escrevi... – ela revelou. Ele arregalou os olhos.
– Você é S.H? – perguntou impressionado.
– São as iniciais do meu nome e sobrenome. – ela assegurou.
– Olha! Devo me sentir mais que privilegiado... estou com S.H em pessoa. Deve achar que sou um completo idiota ao fingir um acidente.
– De fato... e dos mais raros. – zombou levantando-se do banco. – Bem, enfim... Creio que é tudo por hoje. Obrigada pelo sorvete. – pegou sua mochila e iniciou sua caminhada. Aquela voz grossa a deteve.
– Te verei amanhã? – ele perguntou a fazendo virar-se curiosa.
– Acho que não. – negando com a cabeça.
– Por que não? Não te agrado? – ele franziu o cenho.
– Não. Não é por isso. É que amanhã tenho muito trabalho e duvido que o horário em que sairei estará aqui no parque. – esclareceu ela.
– Então amanhã eu busco você no trabalho, só tem que me dizer o endereço. – ela o encarou incrédula por conta da seriedade dele ao dizer aquelas palavras.
– Não tem remédio. Não se dará por vencido, não é? – Sakura apertou os lábios para segurar um sorriso.
– Adivinha muito. – aproximou-se dela e tirou o celular do bolso. – Pelo menos me dá o seu número assim não te perderei por completo. – Sakura não pode resistir àquele olhar e ditou o número para ele.
Fim do flash...
Seu primeiro momento ao conhecê-lo foi... impressionante e impossível de acreditar. Seu amor por ele era definido por muitos como obsessivo por causa de suas felizes fantasias de que entre eles surgiria um grande amor, mas lamentavelmente aquele seis meses de namoro deram a entender ao Kimimaro que entre eles não poderia existir algo mais que uma simples amizade devido ao comportamento da Hanuro.
Gruiu revoltada chamando novamente a atenção de um desconcertado Shikamaru. Ele estava disposto a questionar sobre o humor dela, mas ao ver aquele rosto decidiu não perturbá-la já que poderia agravar mais ainda a situação.
Era um fato que durante seu namoro com Kimimaro, quando estavam a sós, não costumavam ficar calados e sentados no sofá, mas tão pouco ficaram íntimos no melhor sentido da palavra. Foram apenas alguns joguinhos para converter tudo em uma rotina esquisita.
Flash...
Encontrava-se na sala de frente para uns retratos familiares pregados na parede. Eram muitos e isso levava a pensar que ele era muito apegado à família já que em cada viagem feita pelo grupo familiar havia registros fotográficos dos passeios. Continuou observando em torno do apartamento descobrindo mais da personalidade dele. Um homem dedicado a seu trabalho fotográfico e sua família. Era isso que ela podia perceber.
Surpreendeu-a uns braços enroscando-se em torno de sua cintura e logo em seguida uma pele úmida chocar com sua bochecha direita depositando um sutil beijo.
– O que está fazendo aqui parada? – ele perguntou com ar de graça. Ela como resposta arqueou uma sobrancelha.
– Esperando por você. Nós não íamos comer? - questionou curiosa.
– Vamos sim, mas aqui. Estou cozinhando algo de que gostará. – Sakura piscou surpreendida. Ele se separou dela para voltar à cozinha e continuar sua tarefa. Ela o seguiu.
– E o que comemoramos? – ela perguntou curiosa e o fez rir.
– Chegamos a dois meses de namoro. – ele recordou. Ela começou a contar em seus dedos caindo em conta de um pequeno detalhe.
– Isso não pode ser ainda falta uma semana. – então ela se deu conta recebendo dele um pequeno sorriso.
– Só disse isso para saber se tinha se esquecido. – ela ao escutar aquilo contraiu a face irritada.
– Sabe! Não sou de todo esquecida. – reclamou dando a volta para sair da cozinha, mas foi impedida por ele que a agarrou pela cintura e a fez girar de volta para ele. - Kimimaro! Não estou brincando. – reclamou tentando conter as risadas provocadas pelas carícias que ele fazia com os lábios em seu colo.
As mãos dele liberam a cintura de Sakura e percorreram seu corpo devagar até parar no botão da calça, abrir e baixar o zíper lentamente. Conduziu-a torpemente até o sofá da sala enquanto beijava o pescoço dela e enfiava a mão dentro de suas roupas. Provocou um gemido nela ao tocar com as pontas dos dedos o clitóris.
Sakura inalou e exalou profundamente. Kimimaro ao sentir essa zona úmida e palpitante, aumentou suas carícias introduzindo o dedo médio dentro daquela pequena cavidade vaginal.
Caíram de qualquer maneira no sofá. Ela de costas para ele e ele por cima dela com sua mão masturbando-a de maneira lenta. O desespero dela por sentir mais e poder tocá-lo, levou-a a escolher a decisão mais tormentosa e pouco agradável para ela. Interrompeu aquela pose tão sexual, virou-se ficando frente a frente com ele que a encarava sério e desejoso de retomar suas carícias.
Kimimaro se ajoelhou no sofá abrindo as pernas dela, inclinou-se até o abdômen começando a mordiscá-lo e beijá-lo enquanto subia-lhe a camiseta de cor rosa que usava aquela noite. Levou as mãos até as costas dela desajustando o fecho do sutiã e tocando seus seios. Acariciou os bicos eretos e a encarou com desejo de prová-los.
– Adoro seus seios. – Sakura ouviu o sussurro dele e enredou os dedos naquele cabelo maravilhoso que ele levava preso. Pouco a pouco foi soltando-o.
...
Sakura estremeceu ao sentir a cabeça do pênis de Kimimaro percorrer sua genitália e espalhar a umidade até entrada de seu ânus. Ela se reacomodou esperando entre suspiros, a invasão que ele havia começado enquanto acariciava sua genitália com o polegar. Ao introduzir a cabeça naquele pequeno orifício, ele sentiu Sakura umedecer um pouco mais e contrair-se de prazer. Não era primeira vez que transavam dessa forma, mas para ela era sempre novidade já que Kimimaro não era um homem de comportamento rotineiro, sempre fazia algo novo para levá-la ao delírio e retorcer-se de prazer nos braços dele. Ainda era virgem visto que ele decidiu esperar o prazo imposto por ela, mas isso não os privava de brincar como duas crianças fazendo travessuras escondidas dos pais.
...
Empurrou fazendo Sakura gemer. Mais um empurrão e ela gemeu alto incitando-o a aumentar suas investidas e introduzir completamente seu pênis dentro daquele pequeno ânus. Kimimaro se inclinou, abocanhou o seio direito mordendo e sugando enquanto a masturbava com a mão direita e se movia dentro dela. Ele separou as pernas dela e flexionou-as um pouco mais dando uma forte investida. O ato provocou nela um tremendo prazer misturado com dor, mas a excitação a fez esquecer toda a dor e desejar que ele investisse com mais força.
De repente a campainha tocou. Ele já havia se acomodado sobre ela enquanto continuava a masturbá-la, beijava seu pescoço e movia-se lentamente... Não tinha em mente parar pela menor interrupção.
A insistência da pessoa que estava à porta chamou a atenção de Sakura que abriu os olhos e o encarou.
– Ki-Kimimaro... a campainha. – falou um pouco desalentada.
– Humpf!... – bufou em um pequeno gemido.
– E se for alguma coisa importante. – ela insistiu e gemeu depois de uma investida mais forte.
– Esquece isso. Que esperem até amanhã. – ele finalizou e calou-a com um beijo, pois sabia que ela iria replicar.
...
Ambos os corpos terminaram exaustos e completamente suados logo depois de ter a noite que Sakura considerou como a mais intensa junto dele. Acabaram dormindo no sofá da sala e escutaram algumas horas depois o insistente toque da campainha. Uns instantes depois, Sakura reconheceu a voz da mulher.
– Tayuya... – murmurou afastando-se lentamente do corpo de Kimimaro ao qual despertou irritado diante da insistente campainha.
– Que merda! Não se cansam de bater na porta! – gruiu revoltado levantando-se e buscando com os olhos a sua calça. Deparou-se com o semblante sério de sua namorada. – Algo errado? – perguntou desconcertado ao vê-la tão séria e pensativa.
– Tayuya está aqui...
– Caralho! Eu me esqueci! – exclamou ele ao recordar-se da pendência que tinha com a irmã da Hanuro.
– E o que esqueceu? – questionou ela enquanto o observava vestir as roupas às pressas.
– Sua irmã me pediu umas fotos da fauna e flora do Tibet onde estive no ano passado. – disse apressado caminhando em direção à porta. Sakura pegou suas coisas e foi para o quarto de Kimimaro fechando a porta com um grande estrondo.
Fim do flash...
Naquele dia havia se irritado não pelo simples fato de sua irmã nunca ter lhe dito que tinha certa amizade com seu namorado mesmo eles sendo apresentados recentemente em uma situação familiar. Jurava que sua irmã a traía, que não eram simplesmente cunhados, mas mesmo assim, nunca esperou um golpe tão forte de ter seu ex-namorado como cunhado. Os papéis haviam se invertido abruptamente deixando-a sem nada.
Levantou-se da cadeira, correu para o quarto e pegou a primeira roupa que encontrou pela frente, uma calça de malha folgada cor de rosa e uma jaqueta da mesma cor, calçou as sandálias e pegou sua carteira saindo do apartamento com as chaves do carro de Shikamaru. Ele de imediato levantou do sofá e seguiu atrás dela como um louco.
– Sakura! Espera! Aonde vai? – conseguiu alcançá-la.
– Vou à festa familiar. – falou furiosa. Ele a encarou desconcertado.
– Vai assim! Com essa roupa! – exclamou incrédulo.
– Tem algum problema com isso?
– Não, claro que não, mas me deixa pelo menos te acompanhar. – ofereceu-se. Sabia que ela não estava bem e não era bom deixá-la sozinha.
– Faça o que quiser. – falou ela com a voz neutra.
...
Uma hora depois conseguiu chegar à casa de seus pais estranhando ao ver tantos carros estacionados em frente ao imóvel. Eram muitos para ser considerada como uma simples festa. Shikamaru tragou a saliva e encarou Sakura pela enésima vez amaldiçoando mentalmente um "Quero ser engolido pela terra!".
– Sakura! Sandy tem que estar por aqui, afinal, ela é amiga da sua irmã e se me vir por aqui com essa roupa certamente não voltará comigo. – não teve mais do que uma contestação da Hanuro que bateu a porta do carro definindo aquilo como: Foda-se Sandy!
Entrou pela porta que levava ao jardim encontrando uma centena de pessoas que a encararam com curiosidade e achando graça da forma como ela estava vestida. A voz de sua irmã pedindo atenção de todos a atraiu. Caminhou até seus pais que estão próximos do palco juntamente com Kimimaro. Este tinha o rosto tenso e confuso ao escutar a sua namorada pedir a atenção de todos.
– Obrigada por estarem nessa importante festa familiar que celebramos todos os anos! – falou Tayuya. – E com podem ver, há muita gente convidada hoje, pessoas que não se conhecem, mas que farão parte da nossa família. – informou com sorriso sutil nos lábios. Kimimaro não desviava os olhos dela tentando decifrar o que sua namorada planejava dizer a todas as pessoas presentes. – Quero informá-los do meu compromisso com Kimimaro! – revelou ela. – Estamos comprometidos e no final do ano nos casaremos. – todos aplaudiram. Tsundade estava alegre, o pai estava entre alegre e confuso ao ver o rosto de Kimimaro que estava atônito como se a notícia o tivesse pegado de surpresa. A verdade era que eles realmente estavam planejando tudo isso, mas não para ser dito naquele evento.
E aí estava ela, de frente para o palco, indignada e mais uma vez cheia de dor olhando com os olhos bem abertos o futuro casal. Os olhos de Kimimaro voltaram-se para ela ao escutar Shikamaru chamando-a pelo nome e atraindo também a atenção de Tsunade e Jiraya que miraram sua filha surpreendidos.
Sakura reagiu naquele instante e partiu daquele lugar. Shikamaru tentou detê-la, mas ela repudiou sua ajuda empurrando-o para o lado. Kimimaro desceu do palco e a perseguiu por entre a multidão que não deixava de assistir.
– S-Sakura! Para! – ordenou ele e sendo ignorado por completo.
Certo loiro estava entre os convidados, surpreendendo-se ao ver a chamativa cena que atraiu a sua companheira.
– Pelo menos a festa acabou. – disse a loira de cabelos longos. Naruto não prestou atenção em Ino unindo-se à perseguição para deter a Hanuro.
– Humpf!... Ino! Quem será que mandou você me acompanhar? – repreendeu-se em voz baixa.
Sakura saiu como uma alma descontrolada sendo detida por Kimimaro.
– Chega Sakura!
– Por isso queriam que eu viesse à festa! É?! Só para esfregar na minha cara esse compromisso. – Sakura gritou enquanto tentava se soltar.
– Eu não sabia o que ela planejava. Havíamos combinado de não dizer nada até fecharmos a data. – tentou se explicar. Ela conseguiu liberar-se dele.
– Sakura minha princesa, acalme-se. Isto é questão de calma e psicologia... – interveio seu pai empurrando Kimimaro que em sua opinião, não tinha nada a ver com o assunto. - Não sabia dessa união e desde já digo que não me agrada nada. É insultante vocês assumirem um compromisso sem me dizer nada.
– Minha filha Tayuya me informou. – uma terceira voz masculina interveio atraindo a atenção dos poucos que estavam presentes. Era um homem alto, branco, cabelos negros e compridos. Seu nome era Orochimaru, o ex-marido de Tsunade, pai de Tayuya e melhor amigo de Jiraya.
– Orochimaru? O que faz aqui?
– Mas que tipo de pergunta é essa Jiraya? Ele é o pai de Tayuya! – interveio Tsunade. Sakura achou a situação tão absurda e fora de lugar.
Suspirou diante do enredo cada vez mais complicado. Aquilo havia se convertido em uma odisseia e já estava exasperando-a. Empenhada em sair dali retomou seus passos e foi detida por Kimimaro.
– Sakura! Espera! Temos que conversar, não podemos continuar assim como cães e gatos. – exclamou ele interpondo-se entre a Hanuro e a porta do carro.
– Aqui o único cachorro é você! Você é o causador de todo esse problema!
Não era tonta, sabia que algo aconteceria naquela maldita festa. Tinha um pressentimento. Agora entendia a maldita insistência de sua irmã. Talvez Tayuya quisesse se assegurar de seu mal-estar ao ouvir a notícia.
– Te juro que não sabia! Planejamos dizer quando marcássemos a data.
– E quem te disse que estou irritada por causa disso! Por mim podem se casar agora! Estou furiosa porque todo esse maldito tempo não me dei conta da classe de irmã que tenho. Fingiu interesse através de umas fotos para se aproximar do namorado da irmã. – gritou ela. Ele ficou totalmente confuso diante das palavras dela.
– M-mas... Do que você está falando? – exigiu ele uma resposta clara.
– Do que?! Agora se faz de esquecido. É isso? – gritou ela. – Pois eu vou te relembrar claramente, por isso, para de se fazer de idiota. Há três anos você fez um jantar na sua casa e me convidou para celebrar não sei o que! Umas horas depois chegou Tayuya e você me disse que ela havia pedido umas fotos.
– Como você disse, ela esteve lá apenas para pegar as benditas fotos. Eu não sei por que você insiste nesse maldito tema!
– Eu sou alguma estúpida Kimimaro?! Não conheço as mulheres sendo eu uma... – falou com sarcasmo irritando-o mais. Ele odiava sarcasmo.
– É isso o que você é! Uma estúpida infeliz! – finalizou com um grito bem potente. A Hanuro deu um ponto final naquela conversação dando-lhe um soco no rosto que lhe encheu de prazer. – Está louca! – voltou a gritar e foi surpreendido por outro golpe vindo de Jiraya que estava incendiado de fúria ao escutar um homem gritar com sua menina.
– Papai! – falou surpreendida e depositou seus olhos sobre Kimimaro que se encontrava de joelhos na calçada e com os lábios ensanguentados por causo do forte golpe que recebeu de Jiraya.
– Mas você está louco ou o que? Está batendo no futuro esposo de sua filha! – disse Tsunade sem de dar conta da bobagem que estava dizendo diante das circunstâncias.
– Milha filha?! Pode me excluir dessa tarefa Tsunade, pois está bem claro para mim que não tenho direito de opinar sobre a vida dela! A única filha que tenho é Sakura e por desgraça a tive com você! – Jiraya se exaltou deixando Tsunade muda. Ele praticamente atirou a aliança no rosto de Tsunade e voltou para dentro de casa.
Sakura abriu a porta do carro e tomou assento. Shikamaru surgiu logo depois fugindo de Sandy que havia montado um barraco em plena a cerimônia exigindo saber quem era a mulher com quem ele andava.
Justo quando Sakura colocava o carro em movimento e tentava se afastar de todo aquele problema, a namorada de Shikamaru parou na frente do carro impedindo-a de partir.
– Shikamaru, eu exijo que saia desse carro imediatamente. Ainda temos que conversar. – disse Sandy. Uma mulher loira, cabelos curtos e ondulados, uma típica americana com arrogância de sobra e atitude altiva.
– Oi! Aonde você vai? – Sakura agarrou a camisa de Shikamaru obrigando-o a tomar assento novamente.
– Sakura é a Sandy. – explicou ele em curtas palavras. Ela arqueou a sobrancelha com considerável sarcasmo.
– E?!
– Sandy, minha namorada.
– Esclarecendo sua memória ruim, é tua ex-namorada, no passado, já passou a história, acabou... e para te recordar mais, bem que a vimos de mãos dadas com outro, suponho que para ela também é passado. Para mim está claro a não ser que queira ser o outro. Se assim for, bem vindo ao mundo dos bastardos e chifrudos.
Pisou no acelerador fazendo Sandy sair do caminho e cair sobre Tayuya que tentava levantar seu namorado. O pior acontecimento marcou a festa da família Hanuro e Sakura não aparentava nenhum tipo de arrependimento. Tanto que não pensou na briga de seus pais.
Conduziu em silêncio até seu apartamento, Shikamaru não se atreveu a dirigir-lhe a palavra. Os dois estavam fora da realidade para pensar com clareza e serem conscientes do que acontecia ao redor.
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Valeu pelos reviews.
