Essa fic não me pertence. Pertence a Sandness-doll que posta suas histórias no ffnet e me permitiu traduzi-la para vocês. Todos os créditos à autora. Naruto também não me pertence.


A visita surpresa...

O relógio de seu apartamento havia marcado sete da noite. Entrando pela porta de maneira escandalosa, Naruto vinha acompanhado de uma loira voluptuosa e pernas esbeltas, exóticos cabelos e olhos grandes de cor azul. A loira deteve o passo ao ver o Uchiha sentado no mesmo lugar em que o havia deixado horas atrás.

– Sasuke, ainda está aqui, pensei que já havia ido. – falou a loira impressionada e fazendo o loiro se dar conta da presença do amigo.

– Hn... – aquele simples monossílabo foi o suficiente para deixar claro que estava ocupado escrevendo em seu laptop.

– Humpf! Que coisa! Parece que todos estão de mal humor. – disse Ino ao sentar no sofá de frente para o Uchiha.

– Como foi a festa? – perguntou o moreno. Tinha certa curiosidade em saber o porquê de chegarem antes do previsto.

– Ah! A festa... – bufou Ino. – Aquilo foi uma total perda de tempo. Naruto e suas insistências. Se não fosse meu ex-namorado, nunca teria o acompanhado nessa animada festa que terminou em um campo de batalha. – Naruto soltou um longo suspiro depois de haver tomado assento ao lado de Sasuke.

– Ino, por favor... Há pouco não estava aborrecida? – Naruto falou aborrecido por conta das queixas dela.

– Devo dizer que no princípio sim, mas depois das brigas em plena a festa e a discussão que teve com seu pai me divertiram muito. – falou com um pequeno sorriso e recebendo um olhar de desprezo do loiro. – Ai Naruto! Não me olha assim, não tenho culpa das suas tragédias, além do mais, as coisas com sua família seriam muito mais fáceis se você contasse que há muito tempo é ator pornográfico ao invés de dizer que trabalho no teatro e é estudante de medicina. – Ino o repreendeu e Sasuke soltou um risinho malicioso.

– Quão mal está Naruto. Eu no seu lugar diria a meus pais que sou gay. – ridicularizou o Uchiha.

– SASUKE! Ao inferno com suas besteiras! E te recordo que já passou o tempo de sua estadia aqui. Tem que ir amanhã. – exclamou o loiro levantando-se do sofá. Ino não pôde evitar o riso.

– Há pouco era gay Naruto. – ridicularizou Ino. Aquilo revoltou ainda mais o loiro.

– Ponhamos as coisas em claro! Uma coisa é interpretar um personagem de filme e outra muito diferente é ser o que interpreto. – proferiu cheio de ira.

– Você é tão patético Naruto. Ganhou da louca da festa, essa tal de Saruna ou Sasuna... – falou entre risadas enquanto tentava relembrar o nome daquela jovem mal vestida e com um cabelo emaranhado.

– Se chama Sakura... – disse Naruto da cozinha despertando o interesse do Uchiha.

– Então Sakura estava na festa. – aconchegou-se mais no sofá.

– Sim e não imagina o que ela criou, saiu do nada vestida como uma louca. Deu-me pena. – disse Ino. – Segundo os rumores, ela sentiu o cheiro do compromisso de seu ex-namorado com a sua irmã, armou uma cena escandalosa, mas deixa-me dizer, mais escândalo causou sua aparência do que o ocorrido. – disse com deboche. – O noivo saiu do palco logo após a declaração da irmã dessa garota, parece que nem o noivo esperava a declaração da noiva. Foi correndo atrás da ex-namorada e do lado de fora se formou todo o barraco. Sem contar a discussão da Senhora e Senhor Hanuro. – continuou ela. – Mas o que foi mais legal em toda a discussão?! O pai da menina apareceu e lhe disse: Sakura, minha princesa, fica calma. Isto é questão de calma e psicologia... – fez uma vaga imitação do pai da Hanuro.

– Ino em vez de dar com a língua nos dentes deveria despedir-se. – Naruto falou com fineza com raiva da moça.

– Por que não fica calado homem de armário?! – exclamou ela. – Além do mais, "sou sua namorada" segundo disse aos seus pais. Estou errada amorzinho?! – reacomodou-se no sofá e cruzou as pernas deixando claro que sua permanecia seria por tempo indeterminado.

– Humpf... mulheres são um desconforto absurdo. – falou o Uchiha irritando a loira.

– Sasuke, esclareço que aqui quem está sobrando é você. Estou errada? Em? Não foi a você que Naruto acabou de lembrar o prazo da estadia? – o Uchiha bufou e a encarou.

– E você se esquece de que sou seu chefe. – recordou-lhe ele. Ela o encarou incrédula com as sobrancelhas bem arqueadas por conta do sarcasmo.

– E você se esquece de que sou a estrela da sua empresa. Olha que sem estrela não se brilha o céu. Assim, não me venha com suas ameaças de me despedir. – ela se defendeu como a harpia que era. – Além do mais, não estou no horário de trabalho, faço o que quiser nas minhas horas livres e não pensarei duas vezes ao lhe dizer um par de verdades. - e como agradava a ela ter a palavra final.

– Há! Você se faz de difícil e importante, mas em nenhum momento caiu nas minhas graças. Ino, por mais que você se esforce não te pegarei. – Ele a calou de imediato. Aquilo a enfureceu muitíssimo e sabendo que era verdade, se deixou enredar nas armadilhas do Uchiha que sempre conseguia descontrolá-la.

– IDIOTA! Espero que a louca que lhe arrancou o cabelo entre por essa porta e te castre como o animal que você é!

– Humpf!... Karin e suas fofocas. – murmurou o Uchiha... Karin já havia feito mexerico com a escandalosa da Ino.

– Oi e falando nisso, quem é a louca que te bateu? – Ino perguntou.

– O irônico desta vida é que essa louca é a mesma da história que acaba de contar. – disse o Uchiha.

– Por acaso é a mesma da festa de hoje?! Caralho Sasuke! Você tem azar! E muito, você se parece muito com o ex-namorado dela. Talvez ela tenha sido cruel com você para descontar a raiva. Sei que odeia comparações, mas esse garoto tem um corpo de enfartar, a diferença entre vocês é que ele tem cabelo comprido igual Itachi e é mais claro que você. – finalizou ela depois de uma pausa. – Como uma festa pode terminar da pior maneira? Ou melhor... Como uma mulher pode acabar assim como essa garota? – Ino se perguntou em voz alta.

– É uma depressiva abandonada. O que esperava?! O cara foi seu primeiro namorado e pelo que sei, é obcecada por seu trabalho. – comentou o Uchiha.

– Sakura é uma boa garota... – uns segundos de silêncio entre Ino e Sasuke esclareceram que aquele comentário de Naruto não foi bem aceito na conversa. O identificaram como impróprio e fora de lugar deixando o loiro mudo.

Sakura chegou ao seu apartamento batendo portas e xingando. Shikamaru tomou assento no sofá da sala permanecendo em silêncio enquanto Sakura descarregava sua ira com gritos e maldições. Estava furiosa e decepcionada. Decepcionada com seus pais, sua irmã e com ela mesma por crer que esse dia nunca chegaria.

Bateu com força a porta de seu quarto, trancou a chave e logo se jogou na cama. Tinha um desejo intenso de chorar e uma grande dor de cabeça. Queria chorar e gritar, bater em alguém e retaliar a ela mesma por ser tão estúpida, acreditar em suas próprias fantasias. Um mundo inexistente onde seu ex-namorado deixaria sua irmã e voltaria para ela, mas era óbvio que só em sua imaginação existiria essa esperança porque na vida real, lamentavelmente, estava a crua realidade de que isso nunca aconteceria.

O som do televisor de seu vizinho a descontrolou por completo. Desta vez na assistia pornô, era apenas um filme normal que pelos sons davam a impressão de ser um filme de ação. Levantou-se da cama aos tropeços e foi até o som de seu quarto, pegou o CD da cantora Anna Tsuchiya e pôs sua canção favorita: A Little Pain da artista Olivia Lufkin. Sem piedade alguma aumentou o volume até o nível doze pouco se importando se incomodava os vizinhos, depois de tudo, ela não era a única a fazer escândalos. Não era verdade?!

Caminhou até a cama e novamente se atirou nela concentrando-se em escutar a música que ao invés de relaxá-la, piorava a situação deixando-a mais depressiva. Ainda assim, ela não se incomodava em deixar-se consumir pela depressão, dando a entender que gostava de sentir dor como toda masoquista maníaca depressiva.

...

Se alguém desfrutava atrapalhar a paz de sua vizinha e fazê-la explodir em um paroxismo de ira, esse era Sasuke. Assim pensava ela. Quando pensava isso soava estúpido e às vezes pouco aceitável que Sasuke, um homem feito e maduro, com tal profissão e um sobrenome de peso, fosse capaz de ser tão arbitrário como estupidamente ignorante ao rebaixar-se ao nível de um menino imaturo. Mas é claro que até o mais maduro espécime da terra mostrava suas deformidades.

Ela pensava que ele fazia essas coisas apenas para chateá-la, mas o que não sabia era que ele não estava ciente de sua raiva. Encontrava-se descansando tranquilamente sentando em uma cadeira de praia, de frente para o panorama que lhe oferecia a varanda do apartamento de Naruto. Ino e Naruto assistiam a um filme de ação.

Sasuke abriu um pequeno refrigerador que estava ao lado de sua cadeira e pegou uma cerveja barata e antiquada que tanto criticava, abriu e tomou um grande gole, suspirou e relaxou em sua cadeira, descansou a cabeça e fechou os olhos escutando pela enésima vez como sua vizinha batia olimpicamente as portas. Achava aquilo tão gracioso que abriu um amplo sorriso.

Sua vizinha era a pior de todas, sem duvida alguma, mas na hora de ser sua palhaça pessoal, a que o divertia com seus ataques e tragédias, não havia dúvida que ela era a melhor, mas que fique claro que era até certo ponto... especialmente em um ponto fixo. No sexual. Suspirou a terceira vez bebendo outro gole de sua cerveja barata e escutou um oi. Abriu os olhos parcialmente observando o lado direito, viu aquela mulher com um coque mal feito e o rosto contraído de ira.

– Oi! – repetiu ela ao ver que havia sido ignorada pelo tipinho do outro lado. Sasuke a olhou furtivamente rindo da ideia de ignorá-la. – Poderia ser um pouco mais reservado e abaixar o volume do seu televisor barato! – pediu ela grosseiramente. Talvez se tivesse pedido de maneira educada, ele teria considerado um pouco e atendido o pedido, mas como ela nunca tinha modos, ele não ia responder facilmente, além do mais, ele era Uchiha Sasuke. – O que?! Não me escutou? – vociferou ao ver que ele virava o rosto pretendendo ignorá-la. - Te perguntei se não me escutou? – reiterou sua pergunta em tom mais agudo e pouco amigável recebendo a atenção daquele sujeito com cenho franzido.

– Quando aprender a ser mais civilizada então falaremos. O que acha? – o sarcasmo dele só amentou a fúria dela.

– O que acha disso? Poderia abaixar o volume do caralho do televisor, grande imbecil! Está melhor agora? Em? – finalmente havia conseguido a atenção de seu vizinho que levantou da cadeira.

– Parece que você não sabe com quem está falando. – falou com um pequeno sorriso. Estava irritado e muito.

– Com um joão-ninguém. – bramou cheia de si.

– Em primeiro lugar senhora, você deveria ter mais consideração pelos moradores do prédio e abaixar o volume desse lixo que tem como som.

– Você?! Falando de consideração e de madrugada aumenta o volume do seu televisor para ver seus filmes pornográficos!

– Se não me engando, você tem uma pendência comigo e muito grave. Se não quer mais problemas, será melhor que não se meta comigo. – ele a ameaçou dando uma gargalhada e piorando as coisas.

Enquanto discutiam aos gritos, insultando-se mutuamente, um dos moradores saiu na varanda e observou o que o havia acordado. Um par de indivíduos brigando como dois incoerentes descivilizados e sem modos. Naruto que havia escutado todo o problema levantou-se juntamente com Ino e caminhou até a varanda descobrindo que seu companheiro discutia alegremente com sua vizinha sem se dar conta que a maioria dos vizinhos assistia a aquele espetáculo de suas janelas e varandas. O vizinho cuja briga havia despertado, gritou ao par de loucos que andavam discutindo.

– Poderiam fazer o favor de se calarem de uma vez por todas! Estou tentando dormir! – repetiu com um grande grito fulminando-os com furor.

– Vai para o inferno! – Sasuke e Sakura gritaram ao mesmo tempo e retomaram a discussão.

– Chega! Vou chamar a polícia para vocês! – finalizou o vizinho entrando para seu apartamento. Sakura exclamou um sonoro e.

– Viu o que você provocou! –Sakura acusou Sasuke e o mirou furiosa.

– Foi você quem provocou velha louca. – Sasuke se defendeu. Naruto tentou acalmá-lo enquanto Ino desfrutava daquela briga.

– Sakura. – Shikamaru aproximou-se dela tentando acalmá-la e colocando as mãos nos ombros dela. – Acalma-se, tudo já passou. – em um brusco movimento Sakura retirou as mãos dele.

– Não me venha com a estúpida psicologia, já tenho o suficiente com papai. – esfregou na cara dele cheia de ódio.

– Só estou pedindo que fique calma para que não vá parar em uma delegacia. – falou Shikamaru, mas mesmo assim, aquilo não a fez entrar em razão.

– Oi! Mas o que está fazendo! Merda! Exijo que me solte! Ainda me falta dizer um par de verdades a esse idiota! – exclamou cheia de ódio. Shikamaru havia optado em utilizar a força bruta e tirá-la da varanda aos empurrões, levando-a para dentro do apartamento enquanto escutava os insultos dela e do vizinho.

– Sakura! O que está tentando provar com todo esse escândalo? Que está louca? – questionou Shikamaru colocando-se no caminho para que ela não voltasse à varanda e continuasse brigando com o vizinho.

– É um imbecil e me põe cansada! – exclamou ela.

– Não conseguirá nada discutindo com ele aos gritos! – o som da campainha interrompeu o momento.

Sakura gruiu irritada e sem mais remédio foi atender a porta. Ficou impressionada ao ver o homem com um par de malas nas mãos e uma mochila de excursionista nas costas. Piscou três vezes por não crer no que via.

– Papai! – falou sem poder crer. Ele abriu um pequeno sorriso enquanto coçava a barba. Shikamaru veio até eles e se surpreendeu, mas não tanto quanto Sakura já que ele esperava por isso.

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Minhas saudações aos novos leitores.