Essa fic não me pertence assim como Naruto também não, é uma tradução da A Little Pain que pertence a Sadness-doll. Publica suas maravilhosas histórias no fanfiction e me permitiu publicá-la para vocês.
Divirtam-se!
Às escuras...
Em seus 25 anos de casado, jamais pensou em viver com sua filha ao se separar de sua esposa. Não que quisesse deixá-la, mas ela havia pedido espaço, um tempo para pensar e ele como um bom cavalheiro aceitou a decisão dela. Mas algo o intrigava naquela decisão. Pensar em que? Em suas vidas? Em seus problemas? O que o deixava nervoso era o simples fato de Tsunade ter pedido um tempo, pois para ele isso era uma etapa de insegurança na relação, além do mais, eles não eram um casal que costumavam brigar e nem dar-se à infidelidade, pelo menos por sua parte, talvez no passado fosse um homem de muitas mulheres, mas quando teve a oportunidade de estar com a pessoa que havia amado toda sua juventude, tudo mudou. Queria muito mais que um simples namoro com ela. Queria tudo com Tsunade.
Nunca se irritou com ela por manter contato com seu ex-marido. Orochimaru foi seu grande amigo no passado. Nunca viu nada estranho nessa relação mesmo muitos dizendo que ele estava idiotamente apaixonado para dar-se conta do ditado que dizia: Onde houve fogo as cinzas permanecem. Aprendeu a amar Tayuya como se fosse sua filha. Um tempo depois veio a grande surpresa da chegada de Sakura fazendo-o sentir o homem mais feliz da terra. Sempre foi dito que o melhor presente para um homem era um filho, mas para Jiraya, o melhor presente que a vida tinha lhe dado era a alegria de ter uma filha. Isso bastava para ele. Tsunade e ele tiveram outro bebê varão chamado Konohamaru, um pequeno diabinho que Jiraya vivia repreendendo as travessuras enquanto a mãe consentia tudo. Amava todos os seus filhos e apesar de Konohamaru ser a caçula, seu bebê era Sakura a quem via como uma menininha.
Sua pequena menina, sua bonequinha de porcelana, sua princesinha, a neném do papai... Nunca se cansaria de dizer essas palavras e referir-se a ela dessa forma mesmo sabendo que ela era uma mulher adulta. Para ele Sakura ainda era a neném do papai que agora teria que socorrê-lo. Patético não?
– Papai. – exclamou ela novamente. Ele pigarreou incomodado diante da expressão dura no rosto de seu bebê.
– Filha... – tentou dizer algo, mas com sorte Sakura o interrompeu tomando a palavra, que por sinal era o melhor, já que ainda não se sentia preparado para falar com sua pequena.
– Papai, o que faz aqui? – questionou ela com o cenho totalmente franzido pela surpresa do que via.
– Posso entrar? – perguntou desnecessariamente já que a casa dela era como sua casa, mas preferiu perguntar antes.
– Mas é claro que sim! Não tem que perguntar. – deu espaço para que ele entrasse.
– Eu te ajudo. – Shikamaru se ofereceu pegando as maletas da mão de Jiraya.
– Papai pode me explicar o que significa tudo isso? – perguntou um pouco aturdida ao se dar conta que ele trazia maletas consigo.
– Pois é isso o que está vendo Sakura. – isso havia sido a resposta mais ilógica que esse homem de palavras diretas tinha dado a ela, mas o disse sem pensar por conta do nervosismo que levava por dentro.
– O que eu vejo? – repetiu ela sem poder crer. Seus olhos estavam bem abertos. – Chega aqui vestido com a mesma roupa da festa, um montão de malas nas mãos e espera que eu adivinhe. Papai, que tipo de piada é essa? – soltou a pergunta com grande sarcasmo e uma risada falsa.
Jiraya estava a ponto de falar, mas aquilo que passou despercebido, ele focalizou com a vista e uma interrogação surgiu em seu semblante.
– O que Shikamaru faz aqui? – interrogou se dando conta do tipo de vestimenta que ele levava e da liberdade com que se movia pelo apartamento. A impressão que dava era de que havia algo mais entre eles.
– Papai, isso não vem ao caso. – disse Sakura e soltou um suspiro.
– Sim. Vem ao caso porque tenho que saber e ainda mais agora. – enfatizou simplesmente porque não queria interromper a privacidade da sua filha com seu novo parceiro a qual conhecia desde menino.
– Vive aqui. – revelou a Haruno.
– E por que nunca me disse bebê? Sou seu pai e por isso tenho que sabê-lo. Tenho que saber que minha filha vive com Shikamaru que é seu parceiro. – precipitou-se no falar deixando Sakura aturdida.
– Papai! Não somos nada! – justificou-se. – Shikamaru vive comigo até que se estabeleça. Deixou sua namorada e não tem aonde ir porque seus pais o colocaram para fora de casa para que seja independente, além do mais, seu estado financeiro não é dos melhores já que sua noiva o embolou com muitas dívidas. – Shikamaru a olhou de canto de olho por ter sua vida patética tão exposta. Há! Certamente o homem estaria pensando que ele era um fraco e corno, desses que são bem cegos!
– Ah... – murmurou Jiraya um pouco surpreendido e incomodo por sua filha dizer essas coisas como se não fosse nada diante do jovem que agora não sabia onde enfiar a cara.
– E agora papai... Pode me explicar o que aconteceu? – pediu Sakura que não havia esquecido o tema.
– Bem filha. Sua mãe e eu. Quer dizer... Ela... Porque foi ela quem pediu e eu aceitei. Nós decidimos nos dar espaço. Só por uns dias! – a última frase enfatizou em alto tom ao ver a cara de espanto de sua filha. DEUS! Ela estava desesperada e powww! Não tinha jeito. Depois de tanto rodeio e palavras desnecessárias, disse tudo, desolando-a.
– Vou beber alguma coisa. – o silencio foi interrompido por Shikamaru que se levantou do assento ao sentir-se incomodado com a conversa. Saiu da sala com o pretexto de pegar algo para beber.
– Separaram-se! – exclamou ela.
– NÃO! Claro que não meu bebê! – falou de imediato ao ver que a notícia havia perturbado um pouco o estado psicológico da sua filha. – Só nos demos uns dias para pensar. – finalizou depois de uma curta pausa.
– Pensar em que?
– Na relação. – contestou um pouco indeciso.
– Divorciaram-se!
– NÃO SAKURA! – exclamou ele desesperado.
– Então... Por que o tempo se não se divorciaram? – atacou ela com a grande interrogação que ironicamente era a mesma dele. Inferno! Tudo estava ficando pior do que havia planejado. Tantas notícias para sua filha. Uma atrás da outra. Por sorte "não se voltava louca"!
– Isso é normal com qualquer casal. – explicou exasperadamente enquanto levava a mão direita ao pescoço e massageava os pontos tensos.
– Quer dizer papai que isso é normal em relações que vão mal e estão próximas de um divórcio.
– Sakura... Por que pensa em divórcio? Sua mãe pediu um tempo, não significa que vamos separar. – explicou-lhe pela enésima vez.
– O que você sabe papai? Além do mais, falando claramente, você em um tempo, muito antes de conhecer a mamãe, era um homem de muitas mulheres e sempre utilizava como desculpa para deixá-las a irônica frase: "necessito de tempo para pensar nas coisas". – fez uma vaga imitação de seu pai constrangendo-o com aquelas palavras.
– Isto é diferente Sakura, nós temos filhos e estamos casados. Somos parceiros bastante capacitados para enfrentar os problemas e não fugir. – explicou seu pai nervoso pelo que Sakura disse. O que estava se passando?
– Papai, em que mundo vive? Porque me parece que está fora do tempo. Estamos em 2012 e você ainda está nos anos 70. – falou com uma expressão estupefata em seu rosto e cruzou os braços.
Por que ela tornava as coisas tão difíceis?! Não bastava sua insegurança e sua pequena princesinha andava infligindo nele mais insegurança ainda. Com isto já estava à borda da depressão e próximo ao suicídio. As palavras de sua filha motivavam mais ainda essa decisão. No final de tudo, quem levava uma tristeza profunda era Sakura que se sentia culpada. Se não tivesse aparecido na festa, eles nunca teriam brigado.
Ela decidiu deixar para depois toda aquela conversa. Não estava se sentindo confortável com a ideia de que tudo aquilo havia sido sua culpa e falar com ele só piorava as coisas.
– Vem papai, te mostrarei o seu quarto. – anunciou ela com uma voz desconcertada, seu pai a seguiu.
– Sim, creio que seria o melhor.
Seu apartamento tinha três quartos, o dela, o quarto que Shikamaru ocupava e seu acolhedor estúdio onde passava horas trabalhando. Teve que acomodar seu pai em seu estúdio onde só havia um armário repleto de caixas cheias de papeis e coisas obsoletas e um acolhedor sofá cama, não era muito, mas era o suficiente para ele até que pudesse arranjar tudo de maneira a transformar o ambiente em um quarto.
Seu pai não objetou diante do que sua filha oferecia. Shikamaru se ofereceu para mudar de lugar com Jiraya alegando que ele era o pai da moça e por tanto, tinha o direito de exigir o melhor espaço já que Shikamaru estava ali de favor. Jiraya não aceitou assegurando que o que sua filha oferecia era mais que suficiente.
Ter Shikamaru e seu pai vivendo em seu apartamento roubava-lhe sua privacidade. Na verdade, ao receber Shikamaru nada havia mudado já que continuava andando pelo apartamento com roupa íntima e fazendo as mesmas coisas que fazia quando vivia sozinha, mas na mente dela e segundo suas deduções, ela assegurava que sua privacidade estava sendo ameaçada.
Teve uma patética e vaga imaginação de ser recebida na porta de seu apartamento por seu pai que lhe atacava com as típicas perguntas que um pai faz à sua filha adolescente. Bufou ao ser consciente da estupidez que estava pensando. Ela já era maior de idade e por tanto, podia chegar a hora que quisesse sem se preocupar com sermões paternos.
Esse dia havia trazido muitas surpresas que espantaram seu sono obrigando-a a recorrer à medicação para dormir. Precisava descansar, pois o dia seguinte seria o pior de todos. Sentia um desejo profundo de gritar e chorar, mas não podia fazê-lo devido à presença de seu pai e não queria preocupá-lo com um de seus ataques de histeria o qual seguramente ele acudiria com a infeliz frase: "tranquiliza Sakura, tudo é questão de calma e psicologia". Humpf! Como odiava essa frase infeliz. Como se isso fosse tão fácil. Até mesmo um psiquiatra em um momento de grande depressão acharia fora de lugar essas palavras, mas o que se podia fazer, era seu pai que lhe dizia essas palavras e não um zé ninguém a quem facilmente ela poderia mandar para o inferno.
...
Os dias passaram convertendo-se em semanas. Adaptou-se à presença de seu pai em seu apartamento. Como de costume, Sakura havia voltado à sua vida monótona, sempre enfocada em seu trabalho e projetos especiais. A companheira de sua vida, a depressão, havia se tornado algo normal e deixando-a cada vez mais abatida, mas mesmo assim, sabia fingir bem ao ponto de ninguém notar.
O peso na consciência por causa da separação de seus pais havia afetado seu trabalho, atrapalhando assim o enfoque nas suas importantes tarefas. Apesar de Shikamaru lhe assegurar que nada tinha sido sua culpa, ela se sentia assim. Não dormia o suficiente sabendo que no quarto ao lado, seu pai dormia sozinho e sem a companhia de sua mãe que ele tanto desfrutava.
Nessas três semanas do mês de março, Sakura havia comprovado que a culpa da separação de seus pais, não havia sido totalmente sua. Uma tarde, de passeio pelas lojas de Ginza, distrito de Chuo, teve a surpresa de ver sua mãe confraternizando alegremente com Orochimaru em um restaurante Bikkuri sushi. Ali entendeu que a relação de seus pais estava deteriorando e tudo graças ao retorno do ex-marido de sua mãe. Quis entrar no restaurante e enfrentar o problema, encará-los e dizer a sua mãe que era muito descaramento estar desfrutando de uma cena com Orochimaru enquanto seu pai andava bêbado e desolado por ela, mas no final das contas, quem devia esclarecer a coisas e enfrentar tudo era seu pai e não ela.
O mês de março terminou e entrou o mês de abril. Aquela primavera prometia ser desagradável para ela e para seu pai. Na primeira semana de abril, seu pai abandonou o consultório e deixou seus pacientes para a esposa que era sua sócia nesse importante consultório. Não quis dar explicações a sua filha, mas no fundo ela sabia que seu pai tinha tomado conhecimento das saídas matutinas de Tsunade e Orochimaru. Jiraya decidiu separar-se dela ao invés de se iludir com esperança que não existia. Na tarde de 12 de abril, Sakura chegou ao seu apartamento dando de cara com malas pela sala e um hóspede mais. Franziu o cenho ao vê-lo ali.
– Konohamaru?! – soltou surpreendida ao ver seu irmão de onze anos sentado no tapete jogando um de seus típicos jogos de guerra.
– Papai! Saku-chan chegou! – gritou seu irmão escandalosamente. Nem sequer se voltou para ver sua irmã ou dizer um "olá". Sakura bufou irritada com o irritante comportamento de seu irmão.
– Muito bom! Chegou justamente a tempo de jantar. Já vou servir! – informou seu pai da cozinha. Sakura tirou sua mochila e atirou-a no sofá rezando para que o resto do dia não fosse pior que sua manhã. Recebeu um grande sermão de seu chefe Kakashi que exigia novas ideias dela.
– Muito bom! – gritou seu irmão ao obter mais uma vitória no maldito jogo que começava a perturbar a Haruno.
– Humpf! – proferiu irritada diante da escandalosa motivação do idiota de seu irmão.
Seu irmão tinha se apoderado do controle da tv, aumentando o volume mais que o necessário e atrapalhando o descanso dela. Definitivamente... hoje era o seu pior dia. Seu irmão gritando e xingando, exaltando-se por causa do bendito jogo. Os disparos e gritos do jogo foram o grande detonador da ira da Haruno que se levantou em silêncio e encarou ferozmente o pequeno diabinho que tinha como irmão.
– Konohamaru. – chamou tranquilamente, apesar de tudo, era um menino e entendia seu entusiasmo com seu novo jogo. – Poderia abaixar o volume da tv, por favor. – pediu-lhe com toda calma. Seu irmão continuava entretido com o jogo.
– Não... – aquele simples "não" foi a gota d'água. Sakura tomou o console do playstation 3 que curiosamente lhe pertencia e foi tirado de seu quarto pelo irmão.
– Oi! Pedaço de idiota! Está em meu apartamento, usa o meu televisor e se apodera do meu console de videogame, por tanto, se não fizer o que eu te digo vai se dar mal! – contrariada, devolveu-lhe o equipamento para logo pegar o controle da tv e abaixar o volume numa altura mais moderada.
Seu irmão fez uma de suas típicas e falsas cenas de pirraça...
– Papai! Sakura me bateu com o controle remoto da tv! – gritou a grande mentira.
– M-mas o que?! Você é um... – e justo quando ela havia cerrado o punho para verdadeiramente golpear seu irmão, seu pai gritou.
– Sakura! Konohamaru! Já vão começar com suas discussões! – exclamou da cozinha. – Este é um dia familiar e por tanto, peço o apoio de vocês! – finalizou Jiraya fazendo Konohamaru suspirar.
– E mamãe virá? – atacou Sakura não escutando nada por parte de seu pai.
– Duvido. Mamãe está no noivado de Tayuya com Kimimaro. Está fixando a data do casamento junto com Orochimaru. – informou o grande informante matutino Konohamaru, sempre por dentro de qualquer fofoca.
– Konohamaru! O que eu já falei sobre escutar a conversa alheia! – seu pai chamou-lhe a atenção.
– Não foi de propósito. Mamãe estava falando sobre isso no carro enquanto estávamos vindo para cá. Humpf! Não tinha como eu sair do carro. – defendeu-se com suas típicas desculpas baratas. Seu pai lhe dirigiu um olhar ameaçador silenciando-o, mas no minuto seguinte abriu a boca.
– Fique tranquila irmãzinha, é como papai disse: "tudo é questão de calma e psicologia...". Não é verdade papai? - burlou-se da irmã ao informá-la do compromisso de Tayuya com o ex-namorado dela.
– Não seja intrometido! - exclamou a Haruno, levantou-se do sofá, pegou sua mochila e partiu rumo à saída sendo interferida por seu pai.
– Aonde vai Sakura?
– Vou dar uma volta e aproveito para comprar algumas coisas que estão faltando. – não deu detalhe de sua saída e não interessava a ninguém aonde ia.
– Está vendo papai, lá vai Sakura com seus hormônios depressivos. Mamãe tem razão, ficará louca. – seu pai o fulminou com o olhar calando-o por completo.
...
Caminhou cheia de raiva rumo ao elevador. Chegou antes das portas se fecharem. Merda! – resmungou em voz baixa ao encontrar seu vizinho ocupando o elevador. Viu que ele levava duas malas. Que irônico já que desde que se levantou as únicas coisas que viu foram malas. Alegrou-se mentalmente ao imaginar seu vizinho se mudando ou saindo em viagem de férias. Se ele estivesse tirando férias, seria férias para ela também já que não teria os escândalos matutinos de seu vizinho.
Supôs que o elevador iria direto para o lobby, mas não foi assim. Alguém dos andares acima havia apertado o botão. A Haruno amaldiçoou mentalmente ao ter que suportar seu vizinho ao qual não parava de olhá-la friamente.
– Imbecil... – murmurou cruzando os braços. Ele sorriu de lado ao ver que sua simples presença podia tirá-la do sério.
No meio do sétimo e oitavo piso o elevador parou e apagou as luzes.
– Maldição! – soltou o Uchiha irritado. Justo quando tinha que chegar cedo ao aeroporto surge os inconvenientes.
Ele se aproximou do botão de emergências e apertou várias vezes, não obteve nenhuma resposta. Pegou seu celular e ligou para a guarita de segurança do prédio.
– Outra vez o elevador parou. – anunciou imediatamente ao escutar a voz do guarda incompetente que fazia o turno desta tarde.
– Lamento sr. Sasuke, mas estamos sem energia, ou melhor, a cidade está sem energia. – anunciou o guarda.
– Como acabou a luz? – aquela revelação alterou um pouco a Harunoque se aproximou dele.
– Isso significa que não poderemos sair daqui! – ela se intrometeu atrapalhando o Uchiha de escutar o que dizia o homem ao telefone.
– Poderia ficar calada. – pediu ele grosseiramente fazendo-a suspirar.
– Ouça! Recordo-te que também é meu problema. Estamos presos aqui. – interrompeu-o uma vez mais fazendo-o perder a paciência.
– Não me importa como seja, mas preciso sair daqui de qualquer forma. – ordenou o Uchiha repetindo pele enésima vez, as mesmas palavras ao segurança.
– Não temos energia e mesmo que forcemos a porta do elevador, não conseguiremos tirá-los daí, pois estão presos entre o sétimo e oitavo piso. – o guarda também repetiu pela enésima vez cortando a comunicação justamente quando Sasuke ia replicar.
Observou a tela de seu celular que piscou e apagou logo depois de sumir o sinal de carga de bateria.
– Inferno! Isso só acontece comigo! – proferiu em um de seus arrebatos jogando longe seu celular.
Sakura se afastou dele acomodando-se em um dos cantos do elevador. Não podia ver nada, estava tudo escuro e ela se encontrava a sós com ele. Tudo aquilo era como um pesadelo feito em realidade, não... era o pior dos horrores que poderia acontecer com ela e com seu desprezível vizinho.
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Obrigada a todos pelos reviews! ;)
