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O que temos em comum?

Aquela posição descarada havia deixado Sakura de boca aberta. Suas bochechas encheram-se de ar e seu rosto tingiu-se de um vermelho tomate. Estava irada.

– Sasuke... - resmungou e fulminou com o olhar. Ele sorriu para ela. - Nem seu sorriso de "Morfeu" e nem seu peitoral me atraem... - falou em tom áspero. - "Tira sua mão de cima de mim!". - finalizou a frase em tom bastante alto para ser levando em conta. Sasuke pareceu ouvir, ainda assim, não deu atenção à sua petição.

Ela ergueu uma sobrancelha e olhou para aquele sorriso autossuficiente... definitivamente ele não era seu tipo.

– Você é um imprudente! - proferiu desgostosa tentando afastar a mão dele.

– E você é uma irritante... - respondeu como se aquilo fosse um jogo de azar de palavras.

– Está tentando me seduzir? Porque se é assim te advirto: Não é o meu tipo! - exclamou raivosa.

– Não é necessário gostos, nem tamanhos, nem cores para satisfazer alguém. Só deixe-se levar e verá que rápido se acostuma com isso. - tentou soar sedutor, mas ele mesmo reconheceu que sua imitação de menino sensual foi um asco ao utilizar aquele tom seco e desgarboso.

– Sasuke. - chamou-lhe séria enquanto forçava contra a mão imprudente dele. - Nem sequer você me atrai para que eu tenha sexo contigo. O que? Agora vai me dizer que se deitaria com uma gorducha apenas para comprazer seus desejos de "Macho". Porque com você bem disse não é necessário gostos nem nada do estilo para se deitar com alguém. - Sasuke a fulminou com o olhar... Ela era impossível de lidar.

Ela soltou um resmungo ao sentir a mão dele por dentro de sua roupa interior e logo em seguida a intromissão do dedo médio em sua cavidade.

– Sasuke. - queixou-se encolhendo os ombros. Era mais claro que a água... não era necessário ter um homem de seu gosto para excitar-se era só deixar correr a imaginação.

Bateram na porta...

– Olá, Sakura. Pode entrar? - perguntou aquela voz feminina. Era sua irmã Tayuya que estava por trás da porta.

– Tayuya, aonde vai? - questionou aquela voz que causou calafrios em Sakura.

– Creio que esse não é o número do quarto. - escutou a voz de sua irmã ao afastar-se.

– Tayuya. Por deus! É este quarto mesmo. - Kimimaro tentou detê-la com sua voz. Por fim, escutou-se um suspiro de resignação por parte dele e sem mais abriu a porta.

Ela preparou-se e inalou um grande bocado de ar agarrando-se à mão de Sasuke que finalmente havia reconsiderado a ideia de retirá-la da entreperna dela ao sentir o forte apertão dado por ela na tentativa de retirar a mão dele de uma vez. Kimimaro os viu. Os gestos alegres e naturais que ele mostrava ao entrar pela porta desapareceram no momento em que viu Sasuke ali e o fulminou com o olhar.

– Kimimaro. - Sakura exclamou surpreendida tentando desfazer toda a tensão que os rodeava.

– Eh... Olá Sakura. Estamos aqui para ver você. - ele respondeu secamente trocando olhares entre Sasuke e Sakura.

– Sim, o quarto era este. Fui eu que me equivoquei. - Tayuya soltou um risinho enquanto entrava pela porta da habitação. Sakura sentiu o estômago revirar de tanta ansiedade.

Tayuya silenciou no momento em que viu o homem ao qual havia brigado com seu prometido...

– Bem... Não viemos aqui para brigar. Não é verdade carinho? - a jovem deu uma palmadinha no ombro de seu prometido para chamar sua atenção.

– Sakura, você não nos apresentou. - Kimimaro recordou um pouco mais relaxado e justo quando ela se dispôs a falar Sasuke a interrompeu com um de seus típicos sarcasmos diários.

– Você já se apresentou. Quer mais atenção? - Sasuke espetou. Sakura olhou-o com os olhos bem abertos diante de seu inoportuno comentário... já começava crer que Sasuke e seu pai tinham algo em comum e eram seus constantes ataques de palavras, ambos completos néscios e tarados.

– Isso não foi nada cordial. - soltou Kimimaro. - Estou tentando deixar todo mal entendido atrás. - finalizou pensando se esse tipinho tinha verdadeiramente intenção de continuar brigando somente pelo simples fato que o pegou desprevenido e o derrubou no chão.

– E então Sakura... como você está? - Tayuya interveio com a intenção de arruinar os planos de disputa dos dois homens.

– Bem. - disse Sakura um pouco mais calma.

– Fico feliz. Trouxemos umas flores, Kimimaro que escolheu. - estendeu-lhe as flores depositando-as no colo da irmã. Sakura as pegou observando-as em silêncio. Lilás? Ela ergueu uma sobrancelha... eram lilases.

O tipo de flores que apesar de serem bonitas não agradavam a Sakura e o pior de tudo era que Kimimaro o sabia. Ela não gostava das lilases e sim Tayuya.

– Bem... são lindas. - Sakura soltou em voz seca. Uma pequena mentirinha não faria mal a ninguém. Colocou-as em seu colo novamente esperando assim a grande oportunidade de que eles se fossem para atirá-las direto na lata de lixo. Essas flores eram o início da hipocrisia, segundo ela.

– Me alegra que tenha gostado. - disse Tayuya emocionada como se fosse o fim do mundo. Sasuke bufou diante daquilo. - Sinto muito que não estamos tão próximas como antes. - continuou em um comovedor tom hipócrita. Sakura a encarou estupefata enxergando a aversão refletida nos movimentos dos lábios dela.

– Não exagere Tayuya. São apenas flores lilases. - a irmã de Sakura se irritou diante disso.

– Achei que você gostava de rosas e tulipas. - comentou Sasuke. Sakura o fulminou com seu olhar por conta da fala dele. No entanto, raciocinou diante do exposto por Sasuke. Como demônios ele sabia do que ela gostava?

– Ela também aprecia as orquídeas. - Kimimaro acrescentou. Por acaso tudo aquilo estava se convertendo em uma competição de quem sabe mais que quem?

– Mamãe virá vê-la. - Tayuya interrompeu. - Virá na parte da tarde. - finalizou.

– Ah sim... - Sakura falou desinteressada.

Naruto entrou pela porta acompanhado de Konohamaru que provavelmente não tinha ficado no hospital.

– Konohamaru. O que você está fazendo aqui? - perguntou Sakura.

– Mamãe me deu permissão para ficar aqui até de tarde. Ela virá ao hospital para buscar-me. - seu irmão explicou prendendo a atenção no ramo de flores que estava no colo de sua irmã. - Sakura, NÃO é verdade que você não gosta de flores lilases? - ele franziu o cenho. Aleluia! Enfim alguém da família que se recordava desse pequeno detalhe! - Papai não pode ter sido tão despistado ao ponto de trazer-lhe essas flores sabendo que te aborrecem. - continuou Konohamaru desagradando mais a Tayuya por ele falar demais. Ela havia se esquecido do pequeníssimo detalhe que à sua irmã não agradava as flores lilases.

O telefone de Tayuya tocou e desculpando-se saiu do quarto.

– Eu não sabia que as flores eram para você. Achei que eram para o apartamento. Tayuya comprou um jarro e sempre o manteve com flores. - Kimimaro desculpou-se. Sakura lançou-lhe as flores e este as agarrou antes que fossem ao chão.

– Tira proveito delas. Eu não gosto de flores lilases. - ela espetou recostando a cabeça no travesseiro.

– Sakura, por favor. Não seja grosseira. - pediu Kimimaro.

– E o que?! Por acaso hoje é o dia dos hipócritas! - Sakura cuspiu irritada. - Estou recebendo mais visitas hipócritas que em um funeral. - finalizou.

– Viemos lhe ver porque nos preocupamos com sua saúde. - interveio Kimimaro.

– Pois já viu que estou melhor do que nunca. Já podem ir. - exclamou ela. Tayuya entrou naquele momento e Kimimaro aproveitou para dizer à sua namorada.

– Sua irmã precisa descansar. Melhor nós irmos. - falou repentinamente e Tayuya aceitou.

Sasuke tirou do bolso de sua calça o celular que estava tocando. Olhou com desagrado para o visor... era sua mãe.

– Tsk! - resmungou por atender a chamada.

– Sasuke? - sua mãe soou bastante alterada.

– Sim mamãe. - sem "demonstrar muito", Sakura prestou atenção na conversa entre Sasuke e a mãe dele.

– Sim mamãe. - a voz dele soava monótona, sem emoção e fria.

– Acabo de tomar conhecimento pelo jornal que você vendeu sua companhia. Por que fez isso? - ela perguntou intrigada e preocupada.

Vendeu sua companhia? Certo! Pelo menos o descarado que o enganou lhe fez o favor de não prejudicar sua reputação anunciando que ele estava completamente falido e sem um tostão no bolso para voltar a levantar outra empresa.

– Sim mamãe. Eu a vendi. - mentiu. Não queria dar mais voltas ao assunto.

– Mas olha para quem você a vendeu! Este sujeito resultou ser um vigarista que roubou a companhia Playboy! Suas propriedades foram confiscadas e tudo o que roubou foi devolvido com exceção de sua empresa já que você a vendeu e não ele que te enganou ou algo assim. - comunicou sua mãe com alguma preocupação.

O andar errante de Sasuke se fez presente no quarto o que fez Sakura observá-lo detidamente enquanto ele se movia de um lado para o outro por toda a habitação.

– Sua empresa terminou em mãos de um empresário milionário cujo nome não foi revelado. - finalizou Mikoto.

– Bom para ele mamãe! - disse Sasuke exasperado.

– Filho, você está bem? Parece estressado. - perguntou ela preocupada. Ele suspirou.

– Sim, eu estou bem mamãe, só um pouco cansando. Não pude dormir bem. - confessou Sasuke.

– Por que não vem para casa descansar um pouco? Você se sentiria melhor longe do showbiz. - recomendou ela.

– Não pretendo ir para casa mamãe. Não estou com ânimo para suportar o papai com suas coisas.

– Não se preocupe com isso, seu pai está fazendo as malas. Irá por uma semana aos Estados Unidos resolver uns problemas. - confessou ela. - Me diz a verdade Sasuke. Enganaram-te? - foi direto ao ponto no fim das contas, sua chamada foi com o propósito de esclarecer suas dúvidas.

– Mamãe, para que quer saber? - bramou irritadíssimo.

– Por que não pediu ajuda ao seu irmão? - disse ela irritada levantando o tom de voz. - Fez com que seu pai sentisse satisfação ao tomar conhecimento da notícia. Não para de rir por conta do que está acontecendo com você. - continuou com seu sermão.

– Não me importa o que pensa papai. - exclamou ele com raiva. - Se não pedi ajuda a Itachi foi pela simples razão de não precisar do prodígio da família, papai acabaria deserdando-o como fez comigo se soubesse que estava me ajudando. - pontualizou.

– Por deus Sasuke! Você e sua arrogância! Cada dia se parece mais com teu pai! - proferiu ela irritadíssima.

– Mamãe, escuta, tenho que desligar, estou em um hospital e este não é o momento nem o lugar adequado para falar dessas coisas. - interrompeu ele ao dar-se conta de que tinha toda a atenção de Sakura que não havia perdido nenhum detalhe da conversa.

– Sasuke, temos que conversar então não pense em não me ligar. Entendeu?! - ameaçou terminando a conversa.

Sasuke guardou o telefone celular no bolso de sua calça e voltou-se dando de cara com o olhar da Haruno e seu odioso irmão que não deixava de encará-lo com essa cara de criança pessimista.

– Logo voltarei para vê-la. - falou em voz alta.

– Não precisa vir de novo. Já estou bem, não estou morrendo e para sua maior segurança não agregarei isso à ocorrência. - esclareceu ela cruzando os braços. Ele voltou-se e a encarou sério.

– Ainda que você agregue ao processo foi um acidente, por isso, o assunto torna-se nulo diante da corte. Já havia me informado. - acrescentou ele com desdém.

A porta do quarto foi aberta por um Naruto bastante alterado.

– Sasuke! Precisamos conversar. - soltou o loiro de supetão.

– Naruto, agora não. Tenho muitas coisas para fazer. - Sasuke empurrou o loiro para o lado saindo porta a fora.

– S-Sakura-chan! Vejo-te logo! - Naruto despediu-se apressado saindo atrás de Sasuke com a intenção de alcançá-lo. - Sasuke! É sério! - conseguiu alcançar o amigo caminhando junto a ele.

– O que é agora?! - questionou o moreno.

– Sasuke! Por que não me contou sobre a empresa? - perguntou como se fosse o fim do mundo estendendo em seguida o jornal para seu companheiro.

– Agora não Naruto! - tomou sem vontade o condenado jornal que informava a todos aquele grande engano e o lançou na primeira lixeira que viu.

– Tão pouco me disse que trabalharias com quem comprou a empresa! - Naruto insistiu no tema. - Agora trabalhamos para esse sujeito misterioso, menos mal que seja com esse tipo do que com o vigarista para quem você vendeu a empresa. - continuou depois de uma pequena pausa.

– Ok Naruto! Você tem trabalho, não? Então não se queixe mais. - Sasuke proferiu em uma forte exclamação.

– Não estou me queixando Sasuke! Suponho que sejamos amigos! O que está acontecendo com você? Já não me conta nada, nem sequer sei o que passa pela sua cabeça. - queixou-se o loiro. - De uma hora para outra te vejo interessado em nossa vizinha que antes não lhe caía bem. - continuou com suas queixas insistentes.

– E quem não estaria à disposição da condenada da vizinha que quase se mata por queda de escadas na minha frente? Graças a ela os loucos que tem como família crê que eu a empurrei escada abaixo!

– E-e logo vem essa do pai dela quem vi sair muito contente do hospital sem armar nenhum escândalo. E mais! Até falou bem de você e de como o tratou maravilhosamente bem. - Naruto estava alcançando o limite da paciência de Sasuke que parou em seco.

– Naruto! Tenho muitas coisas para fazer e uma delas é enfocar-me no maldito trabalho que agora pertence à empresa de um sujeito que nem conheço e a grande incógnita da minha vida, ele é um meu chefe! Tenho muito trabalho para fazer e não posso vacilar com o tempo, por isso, sugiro-te que em vez de andar asfixiando-me com suas queixas deveria ir praticando o maldito roteiro que te dei! - proferiu Sasuke e continuou com seu passo em direção à saída do maldito hospital.

Tinha muitas coisas para fazer e entre elas estava a mais importante que seu chefe havia lhe pedido. Aquela petição era um grande desafio baseado no quanto era difícil conversar com esse tipo de pessoa, ainda mais sabendo o quanto era maníaca com seu trabalho. Trabalho era trabalho, e quando é o momento de negociar e ter assinaturas em contratos, nesse momento, Sasuke deixa de ser Sasuke chegando ao ponto de fazer o impossível para conseguir realizar suas ambições já que a ele não agradava perder. Conseguiria de qualquer jeito aquela "petição" que seu chefe havia encomendado através de um representante, mas agora tinha algo importante para atender e era ela... sua vizinha que tanto lhe desagradava.

...

Sua mãe havia ligado novamente desculpando-se por não poder ir visitá-la, não hoje. Exclamou um aleluia por não ter que receber outra visita mais, seu irmão a encarou entre confundido e preocupado ao vê-la murmurar com alegria como se falasse sozinha.

A enfermeira entrou no quarto e a ajudou a tomar uma ducha. A primeira depois de três dias. Sentiu-se fresca e um pouco mais relaxada depois da ducha. A enfermeira ajudou-lhe a vestir a roupa e recostar-se novamente na cama. Inalou e exalou com força recostando a cabeça no travesseiro e justo quando tinha planejado relaxar e descansar um pouco seus olhos interceptaram seu irmão que havia retirado uma nota de cinquenta do bolso fazendo com que ela arregalasse os olhos.

– Uma nota de cinquenta! - exclamou ela assustando seu irmão que não esperava tal reação dela.

– Sa-Sakura, você me assustou. - disse ele nervoso.

– Onde você arrumou essa nota de cinquenta? - perguntou ela.

– São minhas economias. - contestou ele e ela bufou com grande sarcasmo.

– NÃO ME DIGA! E agora vai me dizer que os bancos estão dando dinheiro em nota alta! - E tão pouco me diga que mamãe e papai estão te dando dinheiro por cortar a grama ou jogar o lixo fora! - pontuou. - De onde você tirou uma nota de cinquenta? - insistiu ela.

– Sasuke me deu. - Konohamaru encolheu os ombros informando sem preocupação alguma.

– Sasuke?! Mamãe nunca te disse que não deve receber dinheiro de estranhos? - proferiu ela irritada.

– Não é um estranho. Chama-se Sasuke e é seu vizinho.

– É um estranho e ponto. Não se deve receber dinheiro de estranhos nem que fosse o presidente em pessoa a lhe dar, continua sendo um estranho. - E por que ele te deu dinheiro? - perguntou imaginando o pior de um doente como era seu vizinho. Talvez ele tenha pedido fotos dele nu!

– Me disse que me pagaria se eu respondesse algumas perguntas. - falou o jovem.

– Que tipos de perguntas? Perguntou-lhe algo impróprio? - questionou ela com o cenho franzido.

– Por que tanto escândalo, só me perguntou sobre você, do que gostava e do que não gostava. - disse ele enfadado. - Perguntou-me qual sua cor favorita, seus passatempos, do que gostava de comer, lugares que gostava de ir, bebidas preferidas e outras coisas íntimas.

– Íntima? - questionou-se em voz alta.

– Você sabe... essas coisas sobre namorados e tudo mais.

Era impossível de acreditar! Seu vizinho agora andava espiando sua vida pessoal. Enquanto cavava alguma ideia que lhe revelasse os motivos do porquê era investigada pelo idiota do seu vizinho seu irmão a interrompeu.

– Ei Sakura? Você vai à festa de aniversário da Tayuya? - perguntou ele.

– Hã? Caralho!

Havia passado despercebido o aniversário de sua irmã que era na próxima semana. Tinha que participar mesmo que fosse o fim do mundo, desejava que tivesse quebrado a outra perna e ter a desculpa perfeita para não aparecer. Tinha que avisar ao Shikamaru, depois de tudo ele era seu agregado (mais conhecido como "dama de companhia" como dizia sua mãe) e seu suposto "namorado". Havia pensando nos problemas que sua pequena mentirinha criou no que se referia a Shikamaru como seu namorado. Pensou em esclarecer todo o mal entendido, mas vendo as coisas do ponto de vista dos acontecimentos era melhor que todos pensassem que ele era seu namorado, depois de tudo, seu pai também pensava assim.

Tentou fechar os olhos e relaxar um pouco vindo em sua mente a imagem do degenerado do seu vizinho que pensava "matar" o tédio com ela. Aquilo só provocou o retorno de sua irritação. Quem ele pensava que era? Ou melhor dizendo: Que demônios lhe passava pela cabeça ao pensar que ela aceitaria? Era um imbecil e irremediavelmente, ainda que pareça mentira, ambos tinha uma vida complicada. Ele um ator, escritor de roteiro e dono de uma empresa e ela uma escritora solitária com uma vida complicada, uns pais à borda de um divórcio, uma irmã arrogante e para confirmar toda essa odisseia unia-se a toda essa equação a grande incógnita de ter um ex-namorado como cunhado. Bem, que vida a dela!

Pelo que havia escutado, igual a ela, Sasuke tinha uma família "complicada" e agora entendia a grande "paciência" que ele tinha ao lidar com ela, porque de verdade, todos se queixavam do quanto complicada era Haruno Sakura, até seu pai que a conhecia melhor que qualquer um assegurava do quanto era complicada sua pequena na hora de tentar entendê-la...

Ela e Sasuke. Duas pessoas completamente complicadas para o mundo. Isso sim era uma grande incógnita.

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