O pulo do gato
Capítulo 2: Conversa com a porta
Como McGonagall não apareceu nenhuma vez ao longo do dia, tampouco entrou em contato com mais ninguém e nem ao menos pediu nada aos elfos, este era um motivo mais do que bem justificado para o diretor ir procurá-la em seus aposentos. Ou foi o que ele disse a si mesmo enquanto ajeitava os cabelos e a barba, andando apressado pelo corredor.
Perfeitamente normal se preocupar com a saúde dela. Sua vice, sua melhor amiga.
Ainda se perguntou por um momento se não seria inconveniente visitar alguém enfermo durante a noite, mesmo ainda sendo apenas vinte e uma horas. Se ao menos ela tivesse atendido alguma das chamadas via flu ou respondido uma só das quatro corujas que ele mandara ao longo do dia! Aliás, ele pensou consigo, talvez fosse mais sensato ter mandado apenas uma.
Chegou até o escritório da professora, entrou com sua senha-mestre de diretor (já que por algum motivo estranho ela tinha mudado a dela para uma que ele não sabia), bateu na porta que dava para seus aposentos particulares e esperou. Bateu de novo, esperou mais um pouco. Então bateu com força, alarmado que com sua doença misteriosa ela estivesse passando mal, precisando de ajuda, talvez até inconsciente...
– Minerva! – ele chamou e chamou, até estar quase gritando. – Minerva! Está tudo bem aí?
Dumbledore já estava preparando a varinha para arrombar a porta quando ouviu passos se aproximando seguidos da voz de Minerva, estranhamente tênue e baixa.
– Está, sim.
Por um momento ele ficou aliviado, mas o silêncio que sobreveio o deixou sem ação. Podia sentir a magia e a presença dela através da porta, mas não escutava nenhum movimento. Naquela quietude enervante e absoluta podia ouvir os batimentos do próprio coração soando acelerados, e foi assim que percebeu o quão estava nervoso.
– Eu... posso entrar?
– Não – ela respondeu apressada, mal esperando-o terminar a frase, e deixando-o novamente sem saber o que fazer.
O diretor suspirou, frustrado e confuso. Ela suspirou também, do outro lado. Havia algo muito estranho com a bruxa, ele sabia disso, assim como reconhecia que havia de algo incomum consigo mesmo também. Mesmo assim forçou a voz a parecer tranqüila como sempre, ao pedir com toda a delicadeza que poderia expressar através da madeira inerte.
– Ao menos você poderia abrir a porta?
– Não – ela tornou a cortá-lo, ainda mais veemente que antes.
– Eu sei que você me pediu pra não vir, mas eu fiquei preocupado. Os elfos falaram que você não comeu nada o dia inteiro.
– Eu não estou com fome.
Houve um novo silêncio no qual ele não se conteve em colar o ouvido na porta. Sabia que deveria estar incomodando, mas simplesmente não conseguia se forçar a ir embora, ao menos não sem vê-la e comprovar se estava mesmo bem. E essa atitude tão estranha da professora não estava ajudando em nada.
– Como você está se sentindo?
– Cada vez pior – sua voz estava trêmula, puxando a cadência do R como num ronronar involuntário, e o sotaque, se possível, ainda mais acentuado.
– Tem certeza que não quer que eu chame a Poppy? Ou eu posso ir buscar um curandeiro se você quiser.
Houve uma risada seca do lado de dentro, não das sarcásticas e divertidas que ele conhecia tão bem, mas uma impaciente e contrariada e um quase imperceptível farfalhar de saias, como se ela estivesse andando de um lado para o outro.
– Obrigada, mas é melhor não.
– Há alguma coisa que eu poderia fazer por você? – Dumbledore insistiu e ela bufou e inspirou fundo, e o modo como elevou a voz o fez temer tê-la irritado de alguma forma.
– Por favor, Albus, não me pergunte mais isso!
– Então o que eu devo fazer?
– Apenas me deixe descansar um pouco, está bem? Prometo que, assim que eu quiser alguma coisa, eu chamo um elfo.
– Também prometa me dar notícias. Eu... – por um momento ele buscou as palavras, tocando suavemente superfície da porta como se pudesse lhe fazer um carinho, então se conteve, elevando a voz – me preocupo com você.
– Prometo. E obrigada por se importar tanto, mas eu vou ficar bem.
– Boa noite, minha querida.
– Boa noite.
Houve uma curta pausa onde ele ensaiou sua partida, mas tanto quanto não tinha nenhuma vontade de ir embora, também sabia que ela não queria que ficasse.
– Durma bem.
– Você também.
– E se precisar de alguma coisa durante a noite, não hesite em...
– Vá dormir, Albus – ela ordenou um pouco mais alto, dessa vez com uma risada genuína, e só então ele conseguiu ir embora.
N/a: Primeiramente agradeço a todo mundo por apreciarem tanto a ideia, pela leitura e os comentários, mas sei que no fundo vcs só estão aqui esperando o lemon, né? 3:)
Ok, brincadeira. Sobre a fic, vou avisando que ela será escrita em três partes e a primeira já está pronta e corresponde ao desafio inicial. As outras, bem... o tempo dirá.
Uhura: Vc merece, guria! As outras pessoas é que deveriam te agradecer pela fic, afinal eu jamais escreveria algo tão caliente assim se vc não tivesse me obrigado, hahahaha.
Sra McGonagall D: Oh, sim, um baita climão, hein? Acontecerá um montão de coisas, isso eu garanto ;)
Mia Lima: Sim, teremos momentos quentíssimos e garanto que serão em breve. Muito obrigada pelo carinho, e beijões pra vc tbm.
Paullinnha: Ambos se farão muito felizes, por assim dizer, hehe. Bjs pr vc tbm!
AndyMalfoy: Continuando aqui, conforme vc pediu!
Mamma Corleone: Muito obrigada pelos elogios, guria! Eu não diria bem TPM, é mais algo como estar subindo pelas paredes mesmo, hahahaha.
