O pulo do gato

Capítulo 5: Rolando no tapete

Mas Albus não teve tempo de se levantar. E quando a porta se abriu, ele ainda estava apoiado com as costas o suficiente nela para cair para trás e, do chão, ter uma vista avassaladora do roupão de tartan e de uma pequena parte do que estava sob ele. Pés descalços e tornozelos e panturrilhas e...

Ela deu um passo para trás enquanto Dumbledore se levantava tão rápido que nem se podia acompanhar seus movimentos. E antes que ela pudesse pensar no que tinha feito, ele já estava colado na professora, a porta batendo atrás de si ruidosamente.

– Colloportus – ele sussurrou, os lábios tão próximos que Minerva podia sentir o calor de seu hálito. O barulho da fechadura se trancando novamente foi como um gatilho, disparando o desejo dos dois.

Antes de agarrar-se a ela, ele teve um vislumbre dos olhos escuros desfocados de desejo por trás dos óculos quadrados, a cabeleira negra ligeiramente ondulada caindo sobre os ombros, a renda do decote em "v" da camisola vermelha sob o roupão... mas foi tudo muito rápido. E a visão que Minerva teve foi ainda mais surpreendente, pois nunca vira o azul claro daqueles olhos demonstrando nada que não fosse gentileza e bondade, mas aquele olhar era tão possessivo e intenso que chegava a ser assustador. Numa fração de segundos as mãos dele a puxavam fortemente pela cintura e os braços dela o rodeavam pelo pescoço.

E nunca o primeiro beijo de um casal fora tão libidinoso.

Os óculos de ambos se chocavam furiosamente enquanto os lábios eram esmagados na dança das línguas, e apertavam-se com cada vez mais força. Depois de já ter explorado a boca por completo, o beijo de Albus escorregou pelo queixo da bruxa, depois pescoço até chegar aos seios. Ele podia sentir a pele clara e suave de Minerva queimando (alguma parte de seu subconsciente ainda lúcida registrou todo esse calor como efeito de seu ciclo hormonal) e exalando um frescor de erva doce de um banho recém tomado. Cheiro esse que contrastava drasticamente com sua mistura de chocolate, limão e suor masculino acumulado no tempo gasto discutindo com a porta do quarto, e que, no entanto, a outra não achou nem um pouco desagradável.

Seus corpos sabiam tão bem o que fazer que os dois pararam de pensar por completo, se limitando apenas a sentir.

Os dedos dela se embrenharam nos cabelos ruivos do bruxo, ao passo que as mãos dele desceram para abrir o roupão, para em seguida empurrá-lo para o chão e se ocupar de subir a camisola de seda. Ele terminou de levantar a camisola e atirou-a sobre o primeiro móvel que viu e a beijou novamente, então McGonagall deu um puxão tão violento na frente da túnica dele que não só abriu os primeiros botões, como também os atirou longe.

Comprimiram ainda mais os corpos, esfregando ambas as pélvis vertiginosamente. Passos trôpegos e gemidos.

Conforme ela ganhava os últimos botões da túnica, pela altura da cintura, as mãos de Dumbledore rodeavam suas costas e abriam o fecho de seu sutiã com uma habilidade que mais tarde ela certamente perguntaria onde ele havia adquirido. Então eles se soltaram e deslizaram as peças de vestuário por seus próprios ombros, ficando ambos apenas com seus sexos cobertos, embora a essa altura de sua empolgação o de Albus fosse terrivelmente evidente sob o tecido da cueca estampada.

Se foi por mágica ou manualmente que terminaram de ficar nus eles jamais se lembrarão, exceto que no momento seguinte ela era içada com as pernas em volta da cintura dele, para em seguida ser depositada sobre a escrivaninha. Minerva sentiu seus seios serem sugados, lambidos e apalpados enquanto empurrava os objetos atrás de si para o chão com uma das mãos e puxava o bruxo com a outra.

O diretor mordeu o próprio lábio conforme foi dada a primeira estocada, e ela arqueava a coluna instintivamente. McGonagall teve de segurar firmemente com os dedos na beirada do tampo da escrivaninha, que no próximo movimento foi arrastada alguns milímetros pra trás. E de novo, e de novo. E mais rápido. E mais forte.

E Minerva disse a si mesma que os gritos, gemidos e obscenidades que escapavam da sua boca eram os hormônios falando, e não ela. É claro que ajudaria bastante se o outro não estivesse fazendo exatamente o mesmo. O clímax dela veio primeiro, manifestado numa espécie de rugido enquanto cravava as unhas nas costas dele. Dumbledore se inclinou mais, habilmente aumentando o atrito entre ambos, forçando-lhe assim rapidamente um segundo orgasmo ainda maior que o primeiro, quando ela mordeu-o entre o ombro e o pescoço com mais força do que deveria. Nisso ele sucumbiu junto, se enterrando profundamente nela, rosnando uma exclamação inarticulada do mais completo deleite.

O bruxo voltou a se levantar rodeado pelas pernas e braços de Minerva, com o intuito de carregá-la consigo até o conforto da cama, mas o sofá estava mais próximo, e ele não seria capaz de desperdiçar um segundo que fosse. Suas bocas se juntaram num beijo quase agressivo enquanto deitaram-se meio entrelaçados, ela por cima, se contorcendo um pouco ao sentir a mão do outro se infiltrando entre suas pernas num carinho determinado e poderoso, que não cessou nem quando ela assumiu uma posição montada para que ambos voltassem a se unir em paixão.

Ele tentou tecer um ou outro elogio, mas as sílabas saíam de sua boca por demais espaçadas e ela estava distraída demais para juntá-las novamente em algo mais complexo que não fosse seu próprio nome. Pra bem da verdade a mulher mal era capaz de ouvir por sobre a própria respiração arfante. Como que se dando conta disso ele se calou, sua mão livre subiu procurando a carne tenra e suave dos seios, depois se espalmando no significativo espaço sobre o colo onde podia sentir-lhe o coração batendo acelerado. Então se olharam fixamente nos olhos, os dele conflituosos e os dela um abismo, e pareceu que era somente isso que faltava para atingirem juntos um novo e poderoso ápice.

– Isso foi... Você é... Minha nossa, eu te amo – ele admitiu, rindo sem fôlego, o juízo momentaneamente entorpecido pelo resto. Mas imediatamente se arrependeu sob o olhar perplexo de Minerva no longo momento de silêncio que sobreveio.

Então a expressão dela se suavizou, abrindo um sorriso e em seguida descendo o tronco para beijá-lo.

– Eu também.

Em seguida escorregaram do sofá num abraço tão apertado que parecia querer transpor o limite da matéria física e o chão frio enviou um novo arrepio contra os corpos quentes, fazendo-os rir enquanto rolavam pra cima do tapete. Nisso a cabeça de Dumbledore bateu audivelmente na mesinha de centro e ambos voltaram a rir do próprio afobamento, sem contudo quebrarem de todo o beijo. Pouco depois, para grande surpresa de ambos, recomeçaram. Durou mais dessa vez e, mesmo depois que amoleceram um nos braços do outro, ambas respirações e pulsações teimavam em se desacelerar em meio aos beijos ferozes e carícias lascivas. No entanto, algum tempo depois acabaram adormeceram de cansaço, ali mesmo sobre o tapete.

Um trovão da tempestade que finalmente desabou sem que nenhum dos dois tomasse conhecimento acordou Dumbledore no meio da madrugada. Ele tinha o braço dolorido e dormente sob a cabeça de McGonagall, e as costas e nádegas ardendo, muito incomodadas com o chão duro e o tapete áspero. Naquela penumbra podia enxergar pouco além da silhueta a seu lado, que puxou para seu colo e carregou desviando dos vultos dos móveis, para então atravessar a porta aberta que dava para o quarto da bruxa e deitar-se com ela na cama. Tentou resistir à tentação de acordá-la, mas isso sequer foi necessário, porque pouco depois uma mão puxava-o pela barba e uma boca sugava seus lábios na escuridão.

Fim da parte 1


N/a: Ufa! Finalmente chegaram aos finalmentes. E espero ter atendido as expectativas de todos, ao menos por hora. A fic continua em breve, não se preocupe que vem muito mais por aí, o capítulo de hj foi só pra completar o desafio. Então continuem acompanhando e, por favor, comentem. Aproveito a ocasião pra agradecer o carinho, a atenção, os reviews e hits, que são sempre muito recompensadores.

Deia Silva: Valeu ^^. Tava sumida, guria, bom te ver por aqui.

Gaia-sama: Ah, obrigada! Espero que isso tenha servido pra mudar um pouco seu conceito sobre ADMM. Se for esse o caso e rolar mais um pouco de interesse no casal, peço que dê uma olhada nas minhas outras fanfics pq isso me deixaria muuuuito feliz.

Mia Lima: Muito obrigada pelo incentivo e a animação. Já to trabalhando na parte 2 da fic, que logo logo ta saindo tbm.

Sra McGonagall D: Todo mundo ama um lemon, hahahahahaha. Pois é, acho que deu pros dois aproveitarem bastante pra uma primeira noite, né?

AndyMalfoy: Uma surra, em mim? E o suspense, onde fica? Como autora, gosto de instigar e provocar os leitores, e isso deixa escrever e ler sempre mais interessante.

Paullinnha: Rolou mó love, né? Nenhum dos dois resistiu, tbm pudera, não tinha como mesmo, kkkkkk.