Parte Dois
Capítulo 8 : Idas e vindas
Minerva McGonagall pousou a maleta no chão. Era pequena e leve, encantada pra ser sempre assim, mas continha tudo o que precisava para passar os dias que lhe sobravam de férias em seu apartamento em Londres.
Tinha se decidido a ir embora assim que Albus deixara suas vistas, certa de que o melhor a fazer seria sumir completamente antes de feri-lo ou a si mesma ou, pior ainda, que acabasse por amá-lo de verdade. Prometeu-se só pensar nisso dentro de alguns dias, quando seus desarranjos hormonais passassem e ela não fosse mais refém do próprio corpo e pudesse enxergar as coisas com clareza novamente. Já estava encantada demais, na verdade desconfiava que estivesse apaixonada, o que era demasiado perigoso por si só.
O amor podia ser mesmo uma coisa linda... nos livros, nas músicas, na poesia. Na vida real significava muito mais sofrimento e angústia do que qualquer outra coisa, e mais uma vez ela sentia que não podia confiar em seu coração. Albus era um homem maravilhoso sob inúmeros aspectos, mas igualmente complicado. Divertido, gentil e carinhoso (tão carinhoso, oh!), com seus lindos olhos e sua voz rouca, a surpreendera sendo um amante incomparável, pra logo em seguida assustá-la com as ideias românticas das quais vinha fugindo desde seu primeiro amor frustrado na juventude.
A professora jamais se perdoara pelo modo como partiu o coração do pobre Dougal, jurando amor e lhe prometendo casamento num dia para partir sem explicações no outro, e se comprometera consigo mesma a jamais ser leviana com os sentimentos de mais ninguém. Mas foi exatamente o que tinha feito naquela noite, levada pelo calor do momento, e agora a culpa por tê-lo magoado a torturava ainda mais que a saudade que já sentia do seu carinho.
Sua cabeça era um turbilhão se incertezas. Na dúvida, o melhor a fazer continuava sendo fugir.
Então fechou por fora a porta que dava para seus aposentos, lentamente, quase com reverência. Adquirira certa estima especial por aquela porta. E foi através do reflexo em seu verniz que pôde ver o vulto aproximando-se atrás de si, não sem antes já ter sentido seu cheiro e magia agitando-a novamente. O que não era de surpreender, uma vez que a atração que sentiam passara de um magnetismo pra uma verdadeira força gravitacional.
Minerva virou-se subitamente e ele estacou bem no meio da sala, parecendo não saber o que dizer ou fazer. Por um longo momento apenas se encararam em silêncio, sentindo ambos os corações se acelerarem.
– Você está partindo? – perguntou Dumbledore, desolado, olhando para a maleta.
– Só por uns dias, até as coisas se acalmarem um pouco.
Num súbito arroubo de coragem, ou de falta de autocontrole, o diretor voltou a se aproximar, balançando a cabeça negativamente.
– Não vai adiantar. É meio constrangedor dizer isso, mas eu sei onde te encontrar e... Eu estarei logo atrás.
– Pretende me seguir?
– Não pretendo sequer deixar que vá – num segundo ele já tinha os braços em volta dela, o rosto enterrado em seu cabelo. – Não consigo mais ficar longe de você.
– Não devemos – ela afirmou, embora seus dedos já se embrenhassem em sua cabeleira ruiva puxando-o para si, a outra mão arranhando-o no peito sobre as vestes.
– Eu jurei a mim mesmo que não a pressionaria mais nesse sentido. Também pensei em deixar o castelo ou me trancar em minha torre até que você me procurasse, mas cá estou, disposto a implorar.
– Acha que não está sendo difícil pra mim também?
– Então por que tentar? Se a sua intenção era preservar meus sentimentos, pode desistir porque o mal já está feito – a voz dele era pouco mais que um sussurro em sua orelha, enviando-lhe arrepios sem fim espinha abaixo. – Sei que você não me ama, minha querida, mas admita que me quer como eu a quero. Seria um crime negar-nos isso.
A professora respondeu voltando a abrir a porta, sem se desvencilhar dele nem quando adentraram de volta seus aposentos. Então o beijou sofregamente, passando uma perna em volta dele, se esfregando contra sua ereção enquanto ele puxava o vestido dela pra cima. Continuaram beijando-se e despindo-se, para que então ele a içasse em seu colo, apoiando-a contra a parede. Se amaram ali mesmo.
Quando o peso era demais para Dumbledore passaram ao sofá, onde ambos se ajoelharam, ele abraçando-a por trás, massageando-lhe os seios. Então Minerva se dobrou pra frente, numa posição mais condizente com sua forma felina, que o fez ofegar alto e dar-lhe um tapa por trás. Gesto esse que espantou a ambos, e o mago deteve-se imediatamente, horrorizado, antes que ela se virasse para olhá-lo por cima do ombro com um sorriso de canto.
– Perdoe-me, eu...
– Não se desculpe – Minerva o tranquilizou com uma sedutora voz aveludada que ela mesma não sabia de onde tinha tirado. – E definitivamente não pare.
Dessa vez ele acariciou-a longamente o traseiro antes de dar outro tapa e puxá-la pelos quadris enquanto a penetrava num movimento longo e fluído. Então umedeceu os dedos com a boca e dirigiu-os para acrescentar-lhe um novo estímulo ao sexo, também dobrando-se sobre ela e beijando toda extensão de pele das costas que alcançava. Não levou muito tempo para McGonagall estar gritando, e em seguida ordenando que ele a tomasse com mais força.
Acabaram tendo que descansar ali mesmo antes de tomarem o rumo da cama para continuar. E continuaram e continuaram, por horas.
Muito mais tarde deitavam-se enroscados, recuperando o fôlego, as batidas dos corações muito pesadas. Ela apoiou a cabeça em seu braço e varreu a barba de lado, de modo a correr livremente as mãos sobre o peito dele, e ele acariciava-a as costas com as pontas dos dedos em movimentos aleatórios, suaves o bastante para irem causando pequenos arrepios por onde passavam. Suspiraram em uníssono.
– Isso é tão estranho – ele comentou sonhadoramente, sorrindo para o teto. – Estou exausto, mas ainda não me sinto satisfeito.
– Nenhum de nós vai ficar até que isso passe – a bruxa explicou, ainda que um pouco sem jeito em com isso lembrar que não era a primeira vez que passava por essa situação tão peculiar.
– Quer dizer que vamos continuar até que um dos dois desmaie?
Foi a vez de Minerva sorrir, feliz em constatar mais uma vez que o humor que sempre permeara suas conversas não os havia deixado. Viu-se livre pra brincar de volta também.
– Acho que se eu desmaiasse você continuaria da mesma maneira.
– Você não teria o mau gosto de perder os sentidos antes que eu terminasse – ele a provocou, puxando-a mais junto e virando-se de lado para beijar-lhe o pescoço.
– Não. Gosto de vê-lo terminar.
– Este, minha querida, é outro prazer que partilhamos – Dumbledore segredou-lhe ao ouvido, então desceu a boca para os seios dela e a mão para seu sexo, e não parou até que tivesse "terminado com ela".
Depois simplesmente abraçaram-se, beijando-se sem a pressa ou a volúpia de antes, mas lenta e suavemente, por tanto tempo que quando afastaram o rosto quase haviam esquecido de todo o resto. Mas a súbita tristeza que tomou os olhos de Albus lembrou-a imediatamente, quando ele segurou carinhosamente o rosto dela com uma das mãos e perguntou-lhe hesitante, como se temesse a resposta:
– O que vamos fazer quando isso passar?
– Ainda não vamos pensar nisso – ela pediu, e o outro anuiu devagar, sem conseguir disfarçar a mudança drástica da alegria que demonstrava até poucos minutos antes para a face derrotada de agora. – Eu não quero discutir com você.
– Está tudo bem – o diretor mentiu e permaneceu em silêncio até que ambos adormecessem.
N/a: Ok, rolou mais um lemon aqui porque eu notei que o público tava gostando, hahahaha. Mas me avisem se eu tiver passando dos limites aí, galera. Bjão.
Guest: Obrigada, caro(a) leitor(a)! O Abe é um personagem que eu realmente adoro, e fico feliz que tenha sido também do seu agrado. Um abraço!
Sra McGonagall D: Armaria, vamos ter que passar merthiolate no bofe todinho! Tira a uhura do páreo que ela já tem bofe próprio e o Albus é patrimônio das solteiras B|
AndyMalfoy: Continuo sim, guria, e espero que tenha gostado desse cap caliente aqui, hehe ;)
Paullinnha: Aê guria, o bofe descansou, se cansou de novo (e como!) e agora nos resta saber o que virá desse relacionamento tão incomum.
