Existem várias formas de amor.

De fato, o amor não é algo tão fácil de se compreender. É como uma droga que, após ser provada pela primeira vez fica difícil não ser adquirir o vício. E com o vício, vem a dependência.

Dependência.

Talvez seja a parte mais complicada de toda esta história. Depender do outro para viver, respirar, sorrir.

Dependente de amor.

Há quem prove do amor e entretanto isso não mude absolutamente nada em si. É raro, mas acontece.

É como provar de algo surreal, jamais imaginado ou pensado. E mais uma vez a dependência chega; o sentimento de querer sempre mais e mais e mais.

Chegava a ser incompreensível ao olhos e mentes alheias a forma como ela havia se apaixonado. Não que isso nunca lhe acontecera, pelo contrário. Katy era uma mulher de muitos amores, de paixões avassaladoras, de contos de fadas e príncipes encantados.

Mas com ela era diferente.

Ela. A menina mulher dos olhos castanhos, do sorriso de criança, do jeito de mulher decidida, forte, batalhadora. A mulher que sempre sabia a forma certa de amar e dar amor.

De início, jurou ser algo passageiro, algo bobo, apenas uma admiração por alguém absolutamente diferente de si ou popularmente conhecido o famoso "encontro com o novo".

Tolice.

Aquilo era sem dúvidas amor, devoção, algo inexplicado e nunca antes vivido.

"Talvez finalmente seja o meu final feliz" - pensou enquanto um sorriso lhe escapava pelos lábios e andava por uma das avenidas de Newcastle, sua nova casa.

_ 3 meses antes_

Era o primeiro dia da primavera na cidade de Newcastle daquele ano. Havia dezenas, milhares de flores espalhadas por toda a cidade, uma cena típica da primavera naquele lugar. A primavera era, sem dúvidas, a época do ano preferida de Katy. Não saberia definir o porquê, afinal certas coisas não precisam de um significado.

Enquanto passava por uma das ruas já próximas de onde atualmente vivia, ela resolveu parar em uma destas típicas floriculturas de Londres para comprar algumas flores para o seu novo apartamento. Parte das mudanças e da nova fase que vivia em sua vida.

A segunda separação, agora de John Mayer, poderia ter lhe roubado as esperanças de ser feliz mais uma vez. Mas ela não aceitaria ter um final assim. Não mesmo. Jurou que seria feliz de novo. Não saberia dizer quando e nem pretendia impor um tempo certo para que isso de fato acontecesse, deixaria que a vida lhe mostrasse como tudo seria e assim, aceitaria.

- Bom dia. Eu gostaria de algumas margaridas e também umas rosas brancas. Ah, e tulipas também - sorriu.

- Pois não, senhora. São para presente?

- Não, não. São para mim mesma.

A senhora lhe fez um ramalhete com as flores que Katy pediu e em seguida lhe entregou com um sorriso.

- Acho que seu rosto é familiar. Você não é aquela cantora... err.. Katy! Katy Perry.

- Sim, sou eu mesma. - Sorriu meio sem jeito

- Você é bem mais bonita pessoalmente, fique sabendo.

- Muito obrigada. Isso é muito gentil de sua parte.

Katy pegou o embrulho com as flores, pagou a senhora e em seguida deixou a floricultura. Quando finalmente virou-se para seguir rumo a sua casa, esbarrou em uma não tão desconhecida pessoa.

- Hey! Cuidado por onde and.. você? Oh meu deus!

- Chezza! Quanto tempo!

- Sweetie! Não acredito que nos esbarramos aqui. O que você faz aqui?

- Eu moro aqui. Quer dizer, acabei de me mudar recentemente.

- Não brinca. É sério isso? Somos vizinhas e eu não estava sabendo?

- Basicamente. -Sorriu.

- Bom, eu estava indo agora mesmo tomar um chá logo ali na ê gostaria de me acompanhar?

- Sim, claro. Adoraria!

- Então vamos. Deixa que eu lhe ajudo com isso.

Cheryl pegou as flores que Katy segurava atrapalhadamente e as duas seguiram, rumo a cafeteria.