Oi gente!!!

E aí, tudo bem? Eu queria, antes de tudo, pedir desculpas pela demora!!! Eu achei que ia sair antes, mas não deu! Eu tinha outro projeto, uma oneshot de presente para entregar. O nome da Oneshot é "Thanks for the Memories", e é mais ou menos baseada em One Tree Hill. Quem conhece o seriado vai reconhecer! Quem conhece minhas fics, vai gostar de ler minha primeira Oneshot! Gostaria de saber a opinião de vocês que lêem "Things I'll Never Say".

Quem não tem minha página, vai no Google e digita "Hanna Uchiha", e na hora você acha minha página com todas as minhas fics! E então, apertem o botãozinho de GO! E deixem uma review na minha primeira oneshot, e me façam feliz!!!

Desfrutem do novo capítulo agora! Tem um pouco de romance aí!!! E deixem reviews nesse cap também!!

Capítulo 9: Segundo pedido

Eu e Naruto compramos as flores para Sakura. Naruto mandou entregar na quarta-feira, e pagou a mais para que o entregador não informasse qual era sua aparência (caso Sakura pedisse) em hipótese alguma. Naruto disse que se por algum acaso ela oferecesse dinheiro, ele pagaria o dobro. O entregador pareceu feliz.

De última hora, Naruto tentou trocar por rosas, mas eu não deixei. Se eu ia ajudar Naruto, ia ajudar a mim também: agradaria Sakura de todas as formas, talvez assim ela se sentisse pelo menos balançada. Talvez assim eu conseguisse ver que Naruto não é bom pra mim ou eu não sou boa pra ele (dos dois, um).

Já se foi um pedido. Restam agora apenas dois...

Para minha grande infelicidade, o pedido veio mais rápido do que eu esperava. Digo "infelicidade" porque esse pedido que Naruto fez não foi para conquistar Sakura...

-Ah, Hinata, qual é? Você viu o tempo que eu fiquei pensando da última vez! – implorou Naruto. Era só o que me faltava: além de ter que realizar os pedidos para ele, eu agora tinha que ajudá-lo a pensar neles também!

-Naruto, não foi esse o combinado! – eu exclamei pela enésima vez

-Por favor, Hinata, eu não seria capaz de pensar em coisas boas como você! - disse ele. Ah, disso eu já sabia: no último pedido, ele passara a tarde inteira pensando no que fazer. E o resultado foi só flores. E fui eu quem teve que inventar o cartão! E rápido, ainda!

-Não Naruto – eu respondi

-Por favor, você viu como Sakura ficou com o cartão! – replicou ele. Aquilo era verdade. Sakura ficara mais feliz com o cartão do que com as flores.

-Naruto, não... – eu neguei novamente

-Por favor – repetiu ele, pegando as minhas mãos – Você sabe como eu preciso disso. – Eu olhei naqueles olhos azuis suplicantes, as mãos dele nas minhas, sentindo meu rosto corar... E você já sabe o que aconteceu: eu cedi, é lógico.

-Tudo bem. O que quer que eu faça? Pra quando? – perguntei

-Na verdade... – Naruto agora sorria – Eu estava pensando que você poderia agir assim que visse uma oportunidade. Pra não deixar passar. Você é mais perceptiva que eu.

-Certo – concordei, afastando minhas mãos. Por que Naruto sempre pensava que era necessário contato físico para me convencer? Que droga!

E agora eu também vou ter que pensar nos pedidos. Não é ótimo?

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Junho passou rápido e de forma tediante. Eu me dei bem nas provas, apesar de nunca estar com a cabeça no lugar. As coisas continuam ficando estranhas, mas só eu e Tenten sabemos de tudo.

Ela e Neji, por falar nisso, continuam na mesma. Ele é realmente burro, viu? Ele realmente seguiu meu conselho de ir a outro lugar. O problema que eles já foram lá cinco vezes! Ao invés de trocar sempre de lugar, eles continuam indo no mesmo! Meu Deus, cadê o cérebro que ele tem na sala de aula?

Sasuke e Sakura se "estranharam" por um tempo. Desde que Sakura recebeu o bilhete e as flores, ela está meio inquieta, procurando qualquer sinal do "Amigo Apaixonado". No início, ela achava que era Sasuke, mas ela analisou melhor e viu que poderia ser qualquer amigo. E ficou um tantinho decepcionada. Mas parece que ela nem pensou que poderia ser o Naruto!

Eu e Naruto... Bem, não somos um casal. Não tenho mais o que falar sobre nós...

Mas quando julho chegou, a idéia de ter férias começou a me agradar. Talvez se eu inventasse que eu fui pro México passar as férias ninguém me incomodasse. Eu ficaria as férias inteiras trancada dentro de casa, e se eu quisesse sair, seria de lentes de contato verdes e peruca ruiva. Não seria tão ruim, e eu poderia descansar sem ninguém para me falar de pedidos.

Mas é lógico que eu não ia fazer isso. Seria mais fácil eu passar as férias no México de verdade. Então eu teria que levantar a cabeça e encarar tudo aquilo.

No dia 10 de julho entramos de férias. Só dali a duas semanas voltaríamos. No Kisame', o movimento aumentou, porque os turistas gostam de vir a Los Angeles no verão. Mas pelo menos eu e meus amigos conseguimos pegar o turno da tarde, que é menos movimentado. Muito menos. No dia 12 nós até fomos liberados mais cedo!

A questão é que o dia de 20 de julho estava se aproximando. E dia 20 de julho é o dia mundial do amigo. Todo ano, nós fazemos uma pequena comemoração nesse dia. Com "nós" eu digo Naruto, Sasuke, Sakura, Tenten, Neji e eu. No ano passado, foi na casa do Neji, e esse ano seria na casa do Naruto. No dia 15 (em que fomos liberados mais cedo) tiramos os papeizinhos do Amigo X que era feito todos os anos. Naturalmente, isso foi na casa do Naruto.

A gente já tinha combinado quem ia levar o quê: Naruto ia ficar com as pizzas, eu com o bolo, Tenten e Neji iam levar sorvete, Sakura levaria os docinhos e Sasuke levaria o filme. Na hora de decidir qual filme Sasuke teria que locar, nós votamos. Todos os meninos votaram em um filme de ação diferente, mas as meninas votaram todas no mesmo filme – O Melhor Amigo da Noiva. Resultado: a maioria vence, e Sasuke teria que locar a comédia romântica vencedora.

Nós estávamos na sala, vendo o final de um filme que eu não estava prestando atenção, quando me bateu uma idéia que era brilhante:

-Gente... – eu disse – Eu... Não estou prestando atenção no filme... Enquanto vocês vêem, eu vou preparar os papeizinhos. Onde tem papel, Naruto? – perguntei

-Na cozinha – respondeu ele sem tirar os olhos da TV.

Fui até a cozinha e vi um bloquinho de papel e uma caneta em cima da bancada. Peguei uma folha do bloquinho e escrevi nossos nomes.

-Naruto, pega uma tesoura para mim? – gritei

-Tá – respondeu ele, desanimado. Voltou em pouco tempo e estava apressado

-Obrigada – falei, recortando os papéis

-Estou na sala – disse ele, com pressa

-Espera – eu murmurei, e ele parou

-O que foi? – perguntou ele

-Pegue o papel que estiver marcado. Sabe, com uma marquinha bem pequena e dobrado maior. É o papel da Sakura – expliquei, ao ver que Naruto ia protestar – E esse é o seu segundo pedido.

-Genial – elogiou ele em voz baixa – Valeu, Hinata. – ele me deu um beijo no rosto ates de correr para a sala. Suspirei. Parece que Naruto gosta de me deixar mal; o problema é que ele não sabe que faz isso...

Eu peguei o papel de Sakura e o dobrei de forma que ficasse maior. Peguei a caneta e fiz uma marca o mais discretamente o possível. Mas quando estava tampando a tampa da caneta, ouvi uma voz vinda da porta:

-O que está fazendo? – perguntou Tenten. Eu dei um salto

-Tenten, v-você me assustou! – eu disse, sorrindo. Droga, eu gaguejei. Isso é sinal de que estou fazendo algo errado, quando me assusto sem necessidade. E ela viu isso.

-O que está fazendo? – ela repetiu, desconfiada, e se aproximou.

-Estou fazendo os papéis, c-como disse – gaguejei novamente

-Hum. Ei, este está marcado. – disse ela, apontando para o papel que eu acabara de marcar. Antes que eu pudesse impedi-la, ela pegou e abriu o papel. – É o da Sakura. Naruto pediu para você fazer isso?

-Não! – retruquei – Claro que não! A caneta só esbarrou aí, Tenten!

-Ah tá. Pode pegar uma vasilha para eu colocar isso? – perguntou ela

-Claro – eu respondi, aliviada. Ela tinha acreditado em mim. Fiquei procurando por uma vasilha pequena. Tive a impressão de ouvir um barulho de tesoura cortando papel, mas quando me virei, não tinha nada sendo cortado. Era só minha imaginação.

-Achou? – perguntou Tenten

-Sim – respondi, estendendo um potinho

-Ótimo – disse ela, colocando os papéis lá dentro – Vamos para a sala.

Andamos até a sala. O filme tinha acabado e Naruto zapeava os canais sem nenhum interesse. Os outros miravam a TV com tédio profundo. Eu estava ansiosa; o segundo pedido ia se realizar em pouco tempo.

-Vamos tirar os papéis! – anunciou Tenten, e todos se ajeitaram

-Primeiro eu! – gritou Naruto, e Tenten foi até ele. Naruto ficou olhando a vasilha por algum tempo, confuso.

-Não vale escolher! – disse Sakura

-Pronto – disse Naruto, pegando um papel e abrindo.

Ele olhou para o nome escrito nele, e olhou para mim, sério. Todos os outros pegaram um papel, até que só sobraram dois – o meu e o da Tenten. Peguei um, rezando para que NÃO FOSSE Naruto. Abri vagarosamente, mas fiquei decepcionada ao ver "Naruto Uzumaki" escrito com minha letra. Droga, droga, droga! Por que Naruto? Por quê?

-Espero que todos estejam satisfeitos! – disse Tenten, animada – Lembrando que o limite mínimo é de 20 dólares, porque ninguém quer ganhar porcaria!

Todo mundo riu. Eu forcei um sorriso e Naruto mal conseguia disfarçar a sua decepção. O que será que aconteceu? Será que ele não viu o papel marcado? Ou será que ele finge muito bem e está me enganando?

Todos foram para casa pensar em seus presentes, menos eu. Eu queria saber o que estava acontecendo com Naruto.

-Naruto, você está bem? – perguntei, relutante

-Não – respondeu ele em voz baixa

-O que houve? Você não conseguiu achar o papel marcado? – perguntei

-Não. Porque não tinha papel marcado! Hinata, você desperdiçou meu segundo pedido! – disse ele num tom acusador. Fiquei ofendida

-M-Mas eu marquei! Dobrei maior e fiz uma marca no canto! – me defendi

-Tinha um papel um pouquinho de nada maior que os outros, mas não tinha marca! Eu peguei e não era ela! – disse Naruto

-E-Eu não sei o que aconteceu! Naruto, eu juro que marquei! Se... Se você quiser, você pode ter outro segundo pedido! – ofereci, desesperada. Não que eu quisesse aquilo; era até melhor que o segundo pedido não desse certo, apesar de não ser justo com ele.

-Não precisa! – retrucou ele bruscamente – Você tinha razão; não foi esse o combinado. Eu devia ter pensado no pedido. Aí seria culpa minha.

Foi demais para mim. Primeiro, ele me implora ajuda, e depois, diz que eu estraguei tudo! Não fui eu, eu tenho certeza que marquei! Saí da casa dele e fiz questão de bater a porta. E eu não sou uma pessoa violenta. E para piorar minha situação, eu tirei o Naruto! Tem como tudo piorar mais ainda?

Passei a mão no telefone da sala de estar e liguei pra Tenten enquanto corria para o meu quarto. Depois de dois toques, ela atendeu:

-Casa dos Mitsashi, Tenten falando – sua voz era monótona

-Tenten, você não tem idéia do que Naruto acabou de fazer comigo! – eu disse, fungando

-Ele te beijou? – gritou Tenten

-Claro que não! Ele disse que eu estraguei o segundo pedido! Que eu fiz por conta própria! Disse que se ele tivesse pensado naquilo, não teria dado certo! – eu disse

-Você fez o quê como segundo pedido? – perguntou Tenten

-Bem, eu fui fazer os papéis e... – eu comecei a dizer

-... E marcou o da Sakura. – completou Tenten

-Isso. – eu confirmei. Silêncio do outro lado da linha – Tenten? – chamei

-Hinata... Eu não sabia que era um pedido... – ela começou

-Tenten, não me diga que...

-Sim, eu fiz outro papel da Sakura! Desculpa, eu não sabia! – disse ela, arrependida

-Por que... Por que você fez isso? – perguntei

-Eu não sabia que era um pedido! Eu achei que você estava fazendo porque queria, porque era masoquista ou alguma coisa do tipo! - justificou Tenten. Senti meu rosto úmido. Eu estava chorando.

-Eu não acredito! Você podia ter me perguntado! – eu disse

-Hinata, você não ia dizer a verdade! – disse ela

-Talvez sim! – eu retruquei

-Desculpa, Hinata, você não sabe como eu estou arrependida...

-Tudo bem – eu disse – Mas estou chateada, Tenten. Muito. Por causa disso, Naruto está me odiando agora. Mas eu te desculpo...

-Estou tão arrependida... – disse Tenten

-Tudo bem. A culpa não é sua se Naruto é tão esbaforido. Tenho que desligar. – inventei

-Quer que eu vá aí? – ofereceu ela

-Não, pode deixar – respondi – Tchau...

-Tchau... – e desligou.

Enxuguei as lágrimas e me deitei na cama. Sim, tinha como aquilo piorar. E agora, eu tinha que pensar no presente do Naruto...

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Acordei cedo. Era domingo. Troquei de roupa e fui preparar o café, meio triste ainda por ontem. Poxa, Naruto não tinha o direito de me culpar. Foi a Tenten quem fez aquilo, não eu! Não era justo. Bem, a vida não é justa, não é mesmo? Em especial comigo.

Meu pai desceu e tomou café rapidamente, como sempre. Era o dia de Hanabi lavar a louça, por isso fui para a sala procurar alguma coisa que fosse boa na TV. Mas não tive tempo nem de mudar de canal, pois a campainha tocou.

Era Naruto.

-Oi – disse ele, sorrindo

-Oi – eu disse, olhando para baixo

-Sabe, eu pensei sobre ontem...

-Naruto, a culpa... – eu o interrompi

-Calma. Eu decidi que a culpa não foi sua. E daí que eu sou burro e não vi o papel marcado? Como se você tivesse culpa... – disse ele. Eu ri. – Desculpe. Eu fui muito idiota ontem. E sem motivo. E se você aceitar sair comigo, posso compensar... – ele abriu um largo sorriso

-Ah... Eu... – eu comecei a dizer.

Na verdade, Naruto estava errado; o papel não estava marcado. Não tinha como ele ver. Mas o que eu ia dizer? "Ah, Naruto, foi a Tenten que desmarcou, porque ela me acha doida e queria te ajudar fora dos pedidos. E, oh, eu contei para ela, e você não sabia, e ela fez isso porque eu gosto de você, e acha que eu não devia estar te ajudando a conquistar outra garota que sequer está apaixonada por você!". Não mesmo...

-Tudo bem – respondi, por fim

-Ótimo! Se troca que eu te espero aqui na frente! – disse Naruto

Por mais que me odiasse por isso, eu adorava sair com Naruto. Quem não nos conhecia poderia jurar que somos um casal fofinho, andando por aí de mãos dadas. Até parece... Me arrumei mais rápido do que devia, primeiro porque não era nada especial e segundo que eu estava tentando não me apaixonar mais, e aquilo não era um bom sinal.

Avisei que estava saindo de casa, peguei uma bolsa qualquer, coloquei celular, chave e dinheiro lá dentro e saí. Naruto me esperava com um sorriso no rosto. Ele me estendeu um capacete branco.

-Que é isso? – perguntei

-Um capacete – respondeu Naruto, ainda sorrindo

-Eu sei – repliquei, revirando os olhos discretamente – Mas para quê?

-Você não quer ir a pé, quer? – perguntou ele, rindo

Só então compreendi que íamos de moto. Naruto pegou o capacete preto e o colocou, e eu o imitei. Fiquei meio relutante na hora de colocar as mãos em torno dele pra não cair da moto, mas acabei fazendo, por questões de segurança... E assim nós fomos.

Não prestei atenção no percurso. Eu me sentia bem só de estar ali, com Naruto, deixando de lado toda aquela história de pedidos e armações. Era bom me sentir assim novamente, mesmo sabendo que era só mais uma mentira.

Mal percebi quando paramos. Naruto saltou da moto e quase me carregou junto. Saltei também. Quando ia olhar em volta, Naruto tapou meus olhos:

-Sabe onde estamos? – perguntou ele, rindo

-N-Não... – respondi

-Que bom. Eu vou te guiar. Confie em mim – disse ele. Como se eu já não confiasse...

Então eu assenti e seguimos andando. Não fazia idéia de onde estávamos. Talvez se eu tivesse prestado atenção, saberia, mas tenho que admitir que ter Naruto me guiando é muito bom. Eu estava morrendo de curiosidade. Depois de um tempinho andando, Naruto perguntou no meu ouvido, me deixando arrepiada:

-Pronta?

-C-Claro – gaguejei. Ele riu na minha orelha e destapou meus olhos.

Eu olhei em volta, sem compreender. Era um lugar cheio de pequenas paredes brancas manchadas de várias cores. E cheio de feno em volta. Eu realmente não entendi o que estávamos fazendo naquele lugar.

-E então? – perguntou ele

-Ah... B-Bem, eu não entendi onde estamos... – admiti

-Ah, vamos, Hinata! Estamos no Paintball! - exclamou ele, apontando para uma placa próxima

-Uau. É mesmo... – comentei, olhando a placa.

-Pensei que a gente podia fazer algo diferente juntos... Faz muito tempo que não fazemos isso, não é? – perguntou ele, passando o braço pelos meus ombros e me conduzindo para o lugar onde devíamos pegar o equipamento.

-É... – concordei. Realmente fazia muito tempo que não ficávamos só nós dois, sem Sakura no meio ou nossos amigos. Eu precisava mesmo de diversão. Talvez Paintball fosse uma boa idéia.

-E aí? Topa? – perguntou ele, quando estávamos na frente da porta com a placa "Equipamentos".

-Sim – eu respondi

Nós entramos na sala, pegamos a roupa de proteção, a "munição" e a arma de brinquedo para atirar as bolinhas coloridas cheias de tinta. É, ia ser um dia bem divertido.

Saímos de lá prontos. Naruto foi para a esquerda e eu para a direita. Me escondi atrás de uma parede que tinha o formato de um palhaço que estava extremamente manchado, e me arrependi. Naruto tinha uma mira muito boa e acertou bem no meio do buraco do olho direito do palhaço, e pegou bem no meu ombro. A tinta era verde. Não perdi tempo e atirei uma bolinha amarela, mas passou longe de Naruto. Rindo, ele atirou uma bola roxa que acertou minha perna.

Depois de estar pintada de verde, roxo, rosa e azul, eu consegui acertar a nuca de Naruto de vermelho, mas levei uma bolada laranja bem no braço. Ele era muito melhor que eu. Depois de um tempinho, eu tinha mais cores que um arco-íris, mas aprendi a me desviar muito bem. Naruto era destrambelhado para desviar, então começou a ficar mais fácil acertá-lo.

Não sei quanto tempo passou. A única coisa que eu contava era quantos tiros cada um de nós havia tomado. Eu tomara vinte e um até ali, e Naruto, dezoito. Ambos estávamos coloridos de amarelo, laranja, vermelho, rosa, azul, verde, roxo, preto e várias outras cores, e misturas delas.

Depois de um tempo eu finalmente consegui empatar com Naruto (estávamos de trinta e sete a trinta e sete). Mas, de repente, ele sumiu. Escondida atrás de uma parede baixa, larga e retangular, eu não consegui vê-lo. Saí de trás da parede, procurando Naruto ao meu redor. Nem sinal dele. E quando olhei para baixo, tomei uma bolinha de tinta rosa no ombro.

-Te peguei! – gritou ele, rindo. Ele estava sentado do outro lado da parede.

-Ei! – exclamei. Sem perder tempo, peguei uma bolinha verde e a esmaguei na cabeça dele, sem força. Naruto parou rir.

-Não é justo! – reclamou ele

-É sim... – eu disse

-Ah é? Então tá! – Naruto se levantou e eu entendi o que ele pretendia. Deixei a arma de lado e saí correndo.

Naruto correu atrás de mim, atirando bolinhas com a mão. Eu me virei de costas e atirei três bolinhas de uma vez (uma verde, uma vermelha e uma amarela). A amarela e a vermelha o acertaram no peito. A verde o acertou na canela. Como eu estava correndo de costas, perdi velocidade e Naruto se aproximou. Eu não vi que havia vários montes de feno atrás de mim, então caí deitada neles. Minhas bolinhas se espalharam pelo chão. Naruto se aproximou correndo...

E tudo aconteceu rápido demais. Naruto escorregou nas minhas bolinhas, espalhando tinta de várias cores pelo chão. E caiu para frente. Sim. Bem em cima de mim. Não em cima, exatamente, pois ele usou as mãos para amortecer a queda. Mas ele ainda assim parou a centímetros de meu rosto. Eu podia sentir a respiração dele. Assim como eu, Naruto estava ofegante. Senti meu rosto aos poucos esquentar ainda mais, e eu tinha certeza de que estava ficando extremamente vermelha. Senti meu coração palpitar mais rápido. Senti as borboletas se agitarem no meu estômago.

Não tinha como evitar o contato visual. O nariz de Naruto estava a dois centímetros do meu. Mais um mísero movimento de qualquer dos lados e acabaria acontecendo... As mãos de Naruto dos lados da minha cabeça sustentavam seu corpo pouco acima do meu. Ele também estava assustado com nossa posição um tanto constrangedora, mas não se mexeu. E eu não ia conseguir me mexer sem derrubá-lo em cima de mim, ou então...

Mas Naruto fez o primeiro movimento. Não foi o que eu esperava. Ele tirou uma das mãos do chão e tirou a máscara de proteção dos olhos (aquelas que parecem máscaras de mergulho). Mas não saiu de cima de mim. Minha visão estava embaçada (talvez tenha sido por isso que Naruto tirou a máscara), então eu também tirei a minha. Ficamos nos encarando por mais alguns segundos.

E Naruto começou a se afastar de mim. Não pude deixar de ficar decepcionada por um instante. Ele realmente gostava de Sakura, então, a ponto de ser tão frio numa situação constrangedora como essa. E eu me senti tola. Como podia esperar algo mais de Naruto além da amizade? Mas aí aconteceu o inesperado. Ao tentar se levantar de cima de mim, Naruto escorregou novamente – e estava perto demais dessa vez para evitar.

Eu senti tudo acontecer antes de ver de verdade. Num instante Naruto estava se levantando e no outro, seus lábios estavam colados nos meus. Demorei alguns segundos para processar. Eu estava beijando Naruto. Acidentalmente, mas estava beijando. Assim que processei essa informação, senti meu rosto esquentar, meu coração ia explodir a qualquer hora - tudo era novo para mim. Reparei que Naruto fechara os olhos, e eu acabei instintivamente fechando também. Era uma sensação tão boa estar ali... Não no feno, e sim com Naruto, como se ele realmente gostasse de mim, o beijo que eu tanto sonhara...

Não demorou muito tempo e Naruto se afastou. Eu abri os olhos lentamente. Ele estava com uma expressão séria, ainda de olhos fechados, como se duvidasse do que acabara de fazer. Abriu os olhos. Eu tinha certeza de que minha expressão também era assustada. Para evitar outro acidente, Naruto rolou para o meu lado. Ele me encarava, mas eu não tive coragem para olhá-lo. Ainda estava muito vermelha, eu sabia disso.

-Hinata... – começou Naruto, mas ele não continuou

-N-Naruto f-foi só... Um... A-Acidente... – gaguejei, sem olhar pra ele

-Um... Acidente. Certo – Naruto parecia estar se acostumando com a idéia

-É-É... Não... Foi nada demais... Não... É? – perguntei, me sentindo confusa

-É... Nada demais. Só um acidente. Caramba. Desculpa, Hinata. Não queria te magoar. Quero dizer, sei que não está magoada, mas isso foi muito estranho para mim, foi o acidente mais esquisito que eu já tive, e eu não sei porque, mas você deve estar se sentindo mal, não é, já que eu gosto da Sakura e nós... Eu... Beijando você por acidente e... Bem, você entende, não é? Isso foi só um acidente, porque acidentes acontecem, e esse foi só um grande acidente. – se explicou Naruto. Na verdade, era ele quem parecia estar confuso com aquela história de acidente. Parecia que ele não se dera conta que fora... Um acidente. E não aconteceria de novo. Jamais. Para mim, doeu saber que eu nunca mais provaria os lábios de Naruto. Fiz de meus pensamentos (ou parte deles) minhas palavras:

-É. Só um acidente. Nunca mais vai acontecer... Não é? – eu disse

-Sim. Nunca mais. Sabe, circunstâncias estranhas. Tinta. Feno. Paintball. Escorregão. Sabe como é, não tem como acontecer de novo. – disse ele, nervoso

-É. Não vai. – confirmei, mas dizer isso doeu um tanto

-E então? Vamos voltar a jogar? – perguntou ele, sorrindo. Mas seu sorriso era um pouco nervoso.

-Sim – repliquei. Senti que a atmosfera estava um pouco estranha. E eu continuava me sentindo quente.

-Vou pegar mais bolinhas para você – disse ele, sorrindo. Mas não sorria de verdade.

Depois que ele saiu, passei a considerar o que eu tinha acabado de viver. Fora um acidente, não fora? Então porque Naruto continuara ali, me beijando? O que estava acontecendo? Ele não gostava de Sakura? Por que ele estava me beijando? Eu não queria ser a outra, a garota que Naruto podia brincar com os sentimentos. Não mesmo. Ou será que ele ainda não percebera o que estava fazendo? Não fazia sentido – ele devia ter terminado com o "acidente" no momento em que começou a acontecer, e não quinze segundos depois.

Naruto voltou em alguns minutos. Continuamos nos acertando com bolinhas de tinta, e continuou sendo muito divertido, mas não como antes. Tanto eu como ele estávamos meio estranhos um com o outro – não é todo dia que se beija o(a) melhor amigo(a) por acidente... E corresponde. Porque Naruto continuara me beijando. E eu, me esquecendo que eu devia tentar esquecê-lo, correspondi. O que Naruto deve pensar de mim?

Talvez nada, afinal, não tinha como eu escapar. O espaço era pequeno demais. Dependia dele para que o beijo acabasse. E ele só o terminou segundos depois. Fora só um impulso. Só uma coisa, um acidente demorado demais. E mais nada. Ele continuava gostando de Sakura, e eu continuaria tentando esquecê-lo.

Saímos do Paintball uma hora depois. Naruto estava mais animado, e eu procurei me animar também. Fomos almoçar – Fast Food, claro – e depois tomamos sorvete. Percebi que Naruto agora hesitava antes de pegar minha mão, mas nunca deixava de pegá-la. E eu me sentia segura quando ele fazia isso. E me odiava por me sentir assim.

Depois nós fomos à praia – eu tive que voltar em casa e pegar um biquíni às pressas – e foi divertido lá. Observei Naruto surfar enquanto tomava sol, ficamos muito tempo conversando, Naruto insistiu em ser enterrado – e eu não resisti -, e só quando o crepúsculo estava se aproximando foi que Naruto me levou para casa.

Na porta de nossas casas, quando íamos nos despedir, Naruto foi quem lembrou do que havia acontecido no Paintball:

-Ei Hinata... Sobre hoje... Sabe, o beijo – era a primeira vez que ele se referia àquilo como "beijo" – Foi só um acidente, não é? Eu escorreguei, e tal...

-Sim – confirmei. Por que ele estava me perguntando aquilo?

-Certo. Então... Até amanhã.

Naruto me abraçou e quando nos afastamos, ele parou para me olhar. Assim como naquela manhã, eu não consegui deixar de encará-lo – e novamente meu rosto estava ardendo. Ele pareceu me analisar por alguns instantes, como se nunca tivesse me visto de verdade. Depois, me deu um beijo no rosto e foi para sua casa.

Acho que, pela primeira vez, Naruto me viu como uma garota.

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Vinte de julho, casa do Naruto. Estávamos ali só eu e ele – num silêncio desconfortável. Os pais dele, Minato e Kushina, não estavam em casa, pois tinham saído para jantar. Minato era mesmo um romântico, para querer comemorar o dia da amizade com a esposa. Mas Naruto parecia ter herdado o jeito esquisito e desleixado da mãe, pois logo que entrei na casa dele, não pude deixar de notar...

-Naruto, você está calçando meias de cores diferentes. – eu disse. Aliás, cores e desenhos diferentes. A do pé direito era azul e tinha bolinhas vermelhas. A do esquerdo era laranja e tinha listras verdes.

-Ah, é mesmo – riu ele.

-Ahn, se você quiser agradar a Sakura hoje, acho melhor calçar meias iguais – aconselhei

-Mas você nunca se importou que eu visto meias diferentes! – reclamou ele.

-Não, mas a Sakura se importa – censurei. Mal-humorado, ele subiu as escadas e eu o observei. Com excessão das meias, estava muito bonito: calça preta, camisa branca de manga curta com detalhes laranja e os cabelos arrepiados de sempre.

Eu, por minha vez, também me sentia bonita: eu escovei meu cabelo já liso e ele ficou mais longo ainda, mas virei as pontas para cima. Coloquei um vestido branco tomara-que-caia apertado no busto por uma faixa azul e o resto do vestido era solto. E por fim, sandália branca baixa, brincos e presilha prateados e maquiagem leve. É, eu estava bem.

Fui para a cozinha verificar as pizzas que a mãe de Naruto colocara no fogo (e deixara por minha conta o horário de tirá-las) antes de sair. Estavam quase prontas. O bolo de chocolate (feito por mim) estava em cima da mesa. Agora, era só esperar os outros chegarem.

Naruto desceu as escadas correndo, calçando meias brancas e sem desenhos. Para meu alívio. Ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas nesse momento a campainha tocou. Eram Neji e Tenten. Os dois traziam um pote de sorvete cada um. Eles entraram e Tenten me ajudou a colocar o sorvete e o refrigerante no congelador. Ela estava bonita: vestido roxo escuro decotado, de alça fina e balonê, sandálias pretas de salto baixo e cabelo preso num único coque desleixado. Neji também estava muito bem: camisa cinza de manga curta, calça jeans escura e tênis preto.

Fomos para a sala e estávamos vendo um reality show muito bom quando Sakura chegou. Não pude deixar de sentir uma pontada de inveja do modo que Naruto olhou para ela: cabelos escovados, presilha, brincos e pulseiras dourados, vestido apertado de alças mais ou menos grossas, com uma faixa verde escura apertada na região do busto. A parte de cima do vestido (antes da faixa) era branca, e o resto, preto, e ela usava sandálias douradas. De nós três, Sakura sem dúvida era a mais bonita.

Para minha surpresa, Naruto não disse nada para Sakura – apenas um "oi, entra aí". Eu fui pegar a bandeja de docinhos que Sakura trouxera. Quando ela se afastou, murmurei para Naruto:

-Faça um elogio.

-Eu já ia fazer – disse ele.

Segui para a cozinha para deixar a bandeja de Sakura. Fiquei surpresa quando Naruto veio atrás de mim:

-Hinata... – disse ele

-Sim? – perguntei, me virando

-Você está muito bonita. – disse ele

-Ah... E-Eu... Obrigada, Naruto. – agradeci, gaguejando

-De nada. Como eu te disse, já ia dizer um elogio. – sorriu ele

-Mas eu estava falando da Sakura – deixei escapar

-Ah sim. Sakura está muito bonita mesmo. Mas você também está. – disse ele

-O-Obrigada – agradeci novamente, sem graça. Senti minhas bochechas arderem e eu olhei para baixo – Mas deve isso para a Sakura. Também, quero dizer...

-Vou dizer – respondeu Naruto no momento em que a campainha tocou de novo.

Era Sasuke, logicamente. Ele trouxera o filme – O Melhor Amigo da Noiva, como combinado – e estava de camiseta de manga curta vermelha, jeans e tênis. Agora, finalmente poderíamos começar a nossa noite da amizade.

Primeiro, comemos as pizzas e vemos o filme. Eu achei lindo – eu amo comédias românticas, e achei a história um pouquinho parecida com a minha... Sobre ser o melhor amigo de alguém, estar apaixonado por esse amigo e ele gostar de outra pessoa. Bem, continuando... Eu adorei o filme. A Tenten e a Sakura também. Mas os meninos ficaram com cara de tédio nas partes românticas e fofinhas. Eles definitivamente não queriam locar esse filme...

Quando acabou, nós arrumamos a sala. Tenten não parava de olhar de um jeito estranho para Naruto – como se ele pudesse fazer alguma coisa bizarra a qualquer momento. Mas eu sabia que era por causa do que eu tinha contado para ela no dia em que... Aconteceu o "acidente" do Paintball.

Ela ficou um pouco surpresa, mas também furiosa com Naruto, afirmando que ele não podia fazer aquilo comigo. Eu expliquei que tinha sido um acidente, mas ela replicou dizendo que Naruto continuou com o beijo mesmo assim. E aí eu não tinha muitas armas contra ela. No fim das contas, ela acabou percebendo que aquilo era legal, e ficou gritando por dois minutos com era demais que meu sonho tivesse se realizado. E aí começou a falar de como ela e Neji estavam mal. E eu tinha que concordar. A minha vontade era estrangular Neji – ele não podia fazer isso com minha amiga! E são nesses momentos que compreendo como a Tenten tenta me impedir de ser infeliz no amor. Porque ela é minha amiga de verdade e não está nem aí para o que ela tiver que fazer para impedir minha infelicidade.

Quando acabamos de arrumar a sala, vimos que já eram oito horas da noite - hora do Amigo X. Naruto me escolheu para começar. Eu estava ansiosa para saber o que ele ia achar do meu presente.

Combinamos que era melhor falar as características psicológicas, pois as físicas iam ficar muito na cara. Depois de todo mundo se reunir em um círculo, seus presentes devidamente escondidos (para não adivinhar o que é pelo tamanho ou pelo embrulho), eu comecei:

-Meu amigo X... É uma pessoa em que eu confio muito. É alguém muito especial para mim. Sempre está de bom humor, é um grande amigo de todos, com seu jeito alegre e descontraído, divertido, engraçado... Não tem como não gostar dessa pessoa... É verdade que essa pessoa é um pouco atrapalhada e escandalosa, mas isso não é nada em relação a todas as qualidades boas dela – eu disse

-Atrapalhada e escandalosa, só pode ser o Naruto! – disse Tenten, rindo.

-É... – eu respondi. Naruto me abraçou e eu peguei o grande embrulho laranja berrante de trás do sofá e entreguei.

-Uaaaaaaaaaaaau! Hinata, isso é demais! – gritou Naruto, tirando do embrulho toda a coleção do "Guitar Hero" e o controle da Playstation. – Você sabia que eu nunca tinha grana para comprar essa coleção, ou sempre acabava antes que eu pudesse comprar! E o botão de L1 está quebrado! Esse foi o melhor presente que eu poderia ganhar! – eu suspirei, aliviada, e Naruto me abraçou de novo – Valeu mesmo! – concluiu ele enquanto me encarava sorridente. Pude sentir que eu estava começando a corar...

-Vai logo, Naruto! – pediu Tenten

-Tá bom... – ele disse, parando de me encarar e se virando para todos. Suspirei de alívio de novo e prestei atenção às palavras de Naruto – Meu Amigo X é uma pessoa muito... Essa pessoa é uma grande amiga minha. Temos muitas coisas em comum, mas na maioria das vezes a gente é bem diferente. Eu adoro implicar com ela! – disse ele

-Você gosta de implicar com todo mundo! – comentou Sasuke

-Me deixa terminar, caramba! Continuando, eu adoro implicar com ela! E a gente gosta de brigar, mas é brincadeira. Nós podemos trocar algumas palavras carinhosas como "estúpido", "imbecil" "idiota", mas no fundo nós somos grandes amigos! Apesar da teimosia dessa pessoa, é amigo para todas as horas, nos ajuda quando precisamos, mesmo só ficando em silêncio. – concluiu Naruto

-É o Sasuke! – exclamou Neji

-Lógico! – disse Naruto. Ele e Sasuke trocaram um abraço rápido e Naruto pegou um embrulho grande e azul-escuro. Sasuke abriu e exibiu o presente: um capacete preto, ornamentado com desenhos de fogo azul escuro nas bordas. Combinava direitinho com a moto de Sasuke.

-Caramba, valeu Naruto – agradeceu ele rapidamente, ms parecia satisfeito com o presente

-De nada, cara. Agora vai logo que é sua vez! – disse Naruto, estendo um punho. Sasuke ergueu um punho também e bateu no de Naruto. O gesto de amizade deles...

-Meu Amigo X é uma pessoa... Diferente das outras. – começou Sasuke

-O Naruto já foi – disse Neji, e todos rimos

-Não é diferente nesse sentido – Sasuke explicou e Naruto olhou feio para ele – É diferente... Das outras pessoas. Ela é alegre, criativa, sensível, amiga... Não é uma pessoa qualquer. É do tipo de pessoa pela qual é impossível você não... Você não gostar dela. Porque alguém assim não se encontra toda hora... – pausa para ver se alguém adivinhava – Apesar de ser irritante. – e com essa, não tinha como não saber.

-É a Sakura! – eu disse. Sasuke não respondeu; Pegou um pequeno embrulho cor de rosa e retangular e o entregou para Sakura.

-Aqui – disse ele – Espero que goste. – Sakura o abraçou e abriu o embrulho. Lá dentro tinha uma caixa preta. Quando Sakura abriu a caixa, os olhos dela se arregalaram. E os meus e os de todos os outros também, quando Sakura tirou de lá um par de brincos pequenos e um colar. Não era qualquer jóia: os brincos eram de ouro com uma frágil pedra de jade. O colar era de ouro também, com um lindo pingente também de jade.

-Sasuke... Eu... Eu não sei o que dizer... – murmurou Sakura.

-Não diga, então... – sussurrou ele, se aproximando um pouco. Eu estava mais próxima dos dois, então acho que só eu ouvi o que Sasuke disse... Mas todos perceberam o súbito clima de romance

-Caham – pigarreou Neji – Vamos continuar, sim?

-Pode colocar o colar em mim, Sasuke? – perguntou Sakura, ignorando Neji.

-Claro... Escolhi este porque combina com seus olhos... – respondeu ele, olhando feio para o Hyuuga e colocando o colar em Sakura.

-Obrigada – disse ela, e eu vi seu rosto corar. Ela tirou os brincos que usava e os substituiu pelos novos. – É minha vez agora! Meu Amigo X é uma pessoa muito confiável! Ele tem o próprio jeito de ver as coisas! Sempre pensa em tudo e adora elaborar planos mirabolantes para resolver seus problemas! É muito alegre, habilidoso e engraçado, é aquela pessoa que pensa tanto na solução do problema que esquece até qual é o problema! – disse Sakura

-Só pode ser a Tenten! – respondeu Naruto

-Certo! Tá aqui, Tenten! Te adoro, amiga! – disse Sakura abraçando Tenten

-Sakura, isso é demais! – disse Tenten ao abrir o presente: era um kit de desenho, desses completos pra quem gosta mesmo de desenhar e pintar. É perfeito para Tenten, que adora desenhar cada momento de sua vida...

-De nada. Vamos, é sua vez! – disse Sakura

-Olha, o meu Amigo X é um bom amigo. É inteligente, simpático, um pouco desesperado às vezes... E preocupado com os amigos. Não só com os amigos. Com tudo. Ele gosta de tudo certinho, mas caba sendo bagunceiro. É aquela pessoa que pensa tanto no problema que esquece da solução genial que já tinha elaborado! – concluiu ela

-Esse é o Neji – adivinhou Sasuke

-Claro... Aqui seu presente, Neji. Acho que vai gostar – os dois trocaram um abraço sem graça e Neji abriu seu presente.

-Tenten, você não podia ter me dado uma coisa melhor! – exclamou Neji. Ele tirou do embrulho o livro "Fortaleza Digital", de Dan Brown (autor de "O Código da Vinci"). Ele estava doido para ler esse livro. Tenten realmente acertou na mosca. Neji também tirou de lá um chaveiro de "N" preto, muito bonitinho – Obrigado.

-De nada... – respondeu Tenten

-Minha vez – disse Neji – Bem, tá na cara quem é meu Amigo X – eu demorei alguns segundos para captar que todos já tinham sido tirados, menos eu. – Mas mesmo assim eu vou falar dessa pessoa. Bem, ela é gentil, muito calma, amiga de verdade, quer sempre o melhor pra todo mundo, sensível, tímida, é o tipo de pessoa que você só encontra algumas vezes na vida e se você perde, sempre sente falta.

-É a Hinata! – disse Sakura de um jeito óbvio e engraçado

-Aqui, prima – disse Neji, me dando um abraço apertado– Acho que você vai gostar.

-Obrigada! É lindo!– agradeci, ao abrir o presente e ver um perfume em forma de maçã. Lindo demais. E também tinha um cheiro delicioso, como conferi depois.

-Bem, é uma pena que acabou o Amigo X... – disse Tenten

-De certa forma é bom sim – disse Naruto

-Por que "de certa forma"? – perguntou Sasuke

-Porque agora a gente pode comer o bolo que a Hinata fez! – explicou Naruto, rindo.

Então fomos todos para a cozinha. Meu bolo estava realmente muito bom – eu passei o dia inteiro fazendo, era o mínimo que podia acontecer! Naruto era o mais empolgado: a cada dentada fazia um elogio, e eu quase morria de tanto ficar vermelha... Como eu sou boba!

Depois, fomos para a sala novamente, dessa vez com os docinhos e o sorvete. Jogamos muitas coisas – felizmente, nada de Verdade ou Desafio – como Mímica (Naruto estava hilário fazendo o King Kong lavando louça, o Sasuke de mau humor e a Tenten pagando mico), "Eu Nunca" (todos têm um copo cheio. Você tem que dizer uma coisa que nunca fez; se você nunca fez essa coisa, você bebe um gole; se não, não bebe. Quem acabar de beber tudo primeiro ganha. Geralmente é com bebida alcoólica, mas nós jogamos com refrigerante), e outros jogos divertidos.

Foi uma ótima noite; eu me diverti e me esqueci de tudo, mais uma vez. É bom, sabe. Não pensar em nada. Só curtir a vida. Queria que fosse assim para sempre.

Saí da casa de Naruto logo depois de Neji e Tenten. Eu ouvi os dois conversando, sem notarem que eu estava logo atrás.

-Olha Tenten... Eu não sei por que, mas você parece um pouco chateada. – ele respirou fundo – Bem, seja lá o que for, você tem um bom sexto sentido... Que tal usá-lo?

-É... Talvez... Eu use. Obrigada Neji – ela ficou na ponta dos pés para dar um beijo no rosto dele.

Depois disso, só ouvi mais ou menos ele oferecendo carona para Tenten, que aceitou de bom grado. Que bom que eles dois estão até que bem, agora. O que o Neji disse foi legal, mesmo que eu não tenha entendido o porquê.

Mas isso não importa. Acho que tenho que cuidar de mim mesma – e me ocupar tentando não me apaixonar cada vez mais por Naruto. Principalmente depois dos elogios desta noite e do... "Acidente".

OIII!!!

E aí gente? Tudo bem? Espero que sim...

Eu gostei desse capítulo! Tem mais NaruHina... Ficou mais bonitinho!!!

Eu quero review com a opinião de vocês, hein?

APERTEM O GO E AJUDEM ESSA FICWRITER A FICAR FELIZ E ESCREVER MAIS RÁPIDO (WEEEE)

O.O

Beijos e obrigada pelas reviews!

Hanna Uchiha

n.n