Diplomacia e Tirania

Na fantasia eu vejo um mundo justo.

Ali todos vivem em paz e em honestidade.

O sonho das almas que são sempre livres

Como as nuvens que voam

Cheias de humanidade no fundo da alma

O rei sorriu para si, respirando aliviado pelo curso favorável dos últimos acontecimentos. Quando o general Hale disse que havia encontrado a garota ele se preparou para dar de cara com uma gárgula em forma de gente e o que encontrou foi uma bela e desejável flor de lótus. Ela ainda estava muito longe de ser a esposa ideal, ou a rainha adequada para Bertah, mas cedo ou tarde Bella se adequaria às suas obrigações. O importante é que ele se sentiu atraído por ela de imediato, o bastante para desfazer seu harém particular.

Ela era teimosa, arredia e contestadora. Se tivesse nascido como uma Quileute teria transformado Black em seu seguidor, ao invés de líder. Ela lhe daria entretenimento suficiente para não precisar de suas concubinas por um bom tempo. Pairava sobre a mente do rei apenas uma duvida tênue. Bella se declarou esposa de Jacob no momento em que foi interrogada por Edward, se aquilo fosse verdade poderia arruinar a profecia. Se por uma brincadeira do destino, Bella tivesse realmente se relacionado com o líder Quileute, Edward corria o risco de não conseguir seu herdeiro através dela.

O rei não correria este risco desnecessário. Depois de ponderar sobre o assunto decidiu que sua noiva seria examinada pelos médicos reais para esclarecer a dúvida quanto à virgindade dela. O povo de Bertah já vibrava com a idéia de ter uma nova rainha ao lado dele, faltava apenas um pequeno detalhe a ser resolvido. Sua noiva deveria ser apresentada formalmente à rainha mãe, Esme.

Esme era o exemplo maior de decoro e devoção à posição que ocupou durante tanto tempo. Enquanto seu pai era vivo, eles haviam sido cúmplices, dedicados ao ato de governar, e tudo que sua mãe fazia tinha por objetivo agradar Carlisle em todos os sentidos. Por causa disso, a rainha mãe era exigente com todas as mulheres da família real, ao ponto de ter tornado a vida de Tanya um inferno. Se ela tolerava a personalidade instável de Rosalie, não era por outro motivo se não ao fato da loira ter dado a ela dois netos fortes e saudáveis, além de ter transformado Emmett numa pessoa muito mais responsável.

Já havia se passado uma semana dês da chegada de Bella ao palácio e neste meio tempo o rei notou que seu general andava sonolento durante as manhãs, mesmo tendo adotado o habito de se retirar cedo para seus aposentos. Alice parecia radiante com sua nova amiga e não parava de tagarelar a respeito da garota. Diante de uma aprovação tão evidente por parte da princesa, era hora de apresentar sua noiva à sua mãe.

Na manhã do oitavo dia, o rei ordenou que a garota fosse levada a sua presença. Como da outra vez, ela usava trajes ricamente bordados que deixavam a barriga, os ombros e pernas a mostra, e o decote era disfarçado por uma quantidade exorbitante de colares de ouro. Ela não o encarava diretamente, mesmo quando lhe era dado à autorização. No rosto trazia sempre uma adorável expressão de revolta e no fundo daqueles olhos asfixiantes queimava a fúria que ela sentia. Definitivamente, ela o atraia de maneira inexplicável.

- Ver sua beleza em flor todas às manhãs é algo que me agrada muito. – o rei disse e ela resmungou qualquer ofensa em resposta. – Mas você ainda é muito mal educada. – ele riu da infantilidade dela e recebeu um olhar assassino em resposta – Seja boazinha, minha estrela, hoje terá de conhecer uma pessoa muito importante. Digo até que sua vida neste palácio será determinada por ela.

- Não tenho intenção de ter uma vida neste palácio, oh rei dos reis. – ela fez uma reverencia desengonçada, demonstrando todo desprezo e sarcasmo que havia destinado a ele. Ao invés de irritá-lo, o rei achou tanto desaforo muito mais divertido do que as apresentações dos artistas que ele comumente chamava a sua presença.

- Felizmente este é um assunto que independe de sua vontade, oh adorável noiva. – ele respondeu no mesmo tom e quem se irritou foi ela – Comporte-se, a rainha mãe é muito criteriosa ao avaliar todas as minhas concubinas, que dirá minha noiva.

- A rainha mãe? – ela pareceu se assustar com aquilo, não era de se admirar. Esme sempre foi querida por todo país e tida como uma heroína de histórias infantis que tentavam ensinar as garotinhas como deveriam ser no futuro. Com certeza Bella havia sido habituada a sempre pensar nela como uma mulher de infinitas virtudes.

- Sim. – o rei respondeu indiferente enquanto caminhava em direção a porta da sala – Siga-me, Bella. E não se esqueça de que só deve olhá-la diretamente quando ela autorizar.

Bella seguiu o rei a contra gosto, mas se a questão era sobre a rainha mãe ela agüentaria os desaforos. Ela se lembrava de quando era criança e sua mãe falava maravilhas sobre a matriarca da família real e sua bondade sem par. Crescera com a idéia de se tornar uma mulher tão bonita e virtuosa quanto ela e independente do ódio que tinha pelo filho detestável, Bella ainda considerava a rainha Esme como uma deusa entre mortais.

A rainha mãe vivia numa residência particular dentro dos muros do palácio, mas afastada do pavilhão central. Era uma construção ricamente detalhada e elegante, com um belo espelho d'água na frente onde flores de lótus eram cultivadas. Assim que entraram no palacete, o rei e Bella foram recebidos por duas servas que os conduziram até um amplo portal que levava aos jardins de Esme, que haviam sido dados a ela de presente pelo falecido rei.

Entre as arvores exuberantes e flores exóticas, Bella contemplou a figura elegante e esguia de uma mulher de meia idade, usando trajes de seda clara e muitas jóias. Seu rosto sereno e levemente marcado pelo tempo tinha traços de sabedoria e altivez. Era uma mulher bonita e definitivamente alguém que ela jamais desafiaria. Assim que se aproximaram e ela percebeu a presença de seus convidados, Esme sorriu para seu filho que imediatamente lhe prestou reverencia.

- Infinitas alegrias em seu dia, minha mãe. – ele saudou a matriarca e a beijou no rosto em seguida – Continua envergonhando a lua e às estrelas com sua beleza.

- E você deveria parar de mentir para sua mãe. Mesmo sendo rei ainda me deve alguma honestidade, meu filho. – ela sorriu para ele e no instante seguinte a rainha reparou na presença de Bella – E quem é a jovem, querido? – a voz era mais analítica do que amável, o que fez o sangue dela gelar nas veias.

- Mãe, vim até seus domínios unicamente para apresentar a senhora esta adorável dama, Bella. – ele fez sinal para que Bella se aproximasse e ela obedeceu à contra gosto – Bella é minha noiva, mãe. Será a rainha consorte de Bertah na próxima lua cheia, com a sua benção, eu espero. – os olhos de Esme se tornaram mais aguçados e ela analisou cada detalhe a respeito da aparência da garota.

- Mais bonita do que sua ultima concubina, de fato. – a rainha disse sombriamente – Morena, isso não é comum às suas escolhas habituais. Confesso que sempre preferi as morenas. Elas têm mais personalidade. – Edward sorriu para a mãe, enquanto Bella se sentia um cavalo sendo avaliado por um possível comprador. – Olhe para mim, criança. – a rainha ordenou com graça e a menina obedeceu sem dizer nada – Linda. E que olhos extraordinários!

- Achei que gostaria dela. Eu a considero uma verdadeira raridade. – o rei disse em resposta.

- Isso eu devo avaliar. – a rainha mãe disse categoricamente – Por que não me permite conversar com sua "favorita" a sós? Eu a devolverei em meia hora. – o rei assentiu e deixou os jardins de Esme sem dar nem mais uma palavra. Aquilo apavorou Bella além da imaginação. Esme se sentou graciosamente em sua cadeira de metal e fez sinal para que Bella se sentasse próxima a ela.

A garota obedeceu sem questionar. Um silêncio constrangedor pairou entre elas. Bella se sentia um animal em exposição.

- Ouvi muitas coisas ao seu respeito durante a ultima semana. – a rainha falou com total segurança – Nem todas favoráveis a você, mas fiquei curiosa. Estava envolvida com um agitador, tentou atingir seu rei e senhor com uma pedra publicamente, não demonstra nenhum respeito por ele e ainda sim é a única esperança de salvação para o trono de Bertah. Além disso, conseguiu promover uma verdadeira revolução na vida da minha filha mais nova a ponto de Alice ter tido a grata previsão de estar dando a luz antes de o verão terminar. Me diga, quem é você, senhorita Bella Swan. – Bella sentiu o ar faltar de tamanho nervosismo.

- Uma mulher cuja vontade é ignorada, que foi trazida para este lugar a contra gosto e será obrigada a se casar com alguém que despreza. – ela falou sem titubear e ao contrario do que pensava, aquilo não abalou a mulher diante dela. Esme manteve seu rosto sereno e altivo.

- A sua sina não é diferente da de nenhuma outra mulher desta família, criança. O que a diferencia é sua sinceridade, o que costuma ser uma qualidade perigosa entre a nobreza, pois nem todos estão preparados para ela. Particularmente, acredito que é bom ouvir uma palavra verdadeira em meio a este mundo luxuoso e ilusório. – Bella ouviu atentamente a tudo – Assim como você, eu também não tive escolha quando me disseram que eu seria a esposa de Carlisle, mas considerava um dever fazer o meu melhor com aquilo que eu tinha nas mãos. A vida neste palácio pode ser realmente assustadora e eu não tinha amigos aqui, a única pessoa que conversava comigo era Carlisle. Quando engravidei pela primeira vez, fiquei simplesmente aterrorizada, nunca tive tanto medo na vida e o rei estava tão assustado quanto eu. Foi quando nos tornamos amigos de verdade. O amor veio com o tempo, era impossível não amar uma pessoa tão boa quanto ele.

- Sinto muito, mas seu filho está muito longe de ser uma pessoa amável. – Bella retrucou imediatamente o que fez a rainha rir.

- Creio que isso foi culpa minha. Sempre fiz todas as vontades dele na esperança de que ele fosse minha companhia constante enquanto pai dele estava ocupado com assuntos de Estado. Ele é um bom filho e sempre muito dedicado a tudo o que faz, inclusive com suas amantes. Tanya gostava dele, coitada, não agüentou a pressão do titulo. Tente ser mais razoável e pode acabar descobrindo que nem tudo é ruim como parece. Me dê um belo netinho e pode ter certeza que tanto eu quanto Edward faremos possível para que você seja feliz aqui.- ela fez sinal para uma serva, que veio até ela prontamente – Acompanhe a favorita do rei até o pavilhão principal. Gostei de você, menina. Você tem fibra e personalidade, vai se dar bem aqui. – sem dizer mais nada, a rainha mãe deixou Bella e foi para dentro do palacete.

A serva levou Bella de volta ao pavilhão principal. A menina estava indignada com a maneira como estava sendo tratada. A rainha mãe estava muito longe de ser a criatura adorável que ela imaginava quando era criança, mas na pode deixar de sentir alguma compaixão ao lembrar que ela também não teve escolha quando se casou com o falecido rei. Será que o rei Carlisle era como filho, ou ele realmente foi o homem bom que sempre se mostrou preocupado com o povo?

Mais uma vez ela foi levada para a sala particular do rei, onde Edward já a esperava com um sorriso satisfeito no rosto. Ele se sentou no trono, encarando-a com superioridade e satisfação. Bella tinha o semblante contrariado, que o rei considerava adorável.

- Posso dizer que conheço minha mãe muito bem. – ele disse com sua voz presunçosa e arrogante – E afirmo que ela gostou de você. Fique feliz por isso, ela é a maior aliada que você poderá ter aqui, minha adorada.

- Fico satisfeita em saber, oh poderoso soberano. – ela debochou como de costume – Eu estive pensando, oh rei dos reis, se por um acaso estaria disposto a considerar uma oferta que tenho a lhe fazer. – Edward arqueou uma das sobrancelhas com visível curiosidade.

- Diga, luz da minha manhã. – ele fez sinal para que ela falasse.

- Aparentemente, não há outro motivo para nosso casamento se realizar, se não a minha capacidade de lhe dar um herdeiro. Eu acredito que sou a ultima pessoa no mundo que poderia lhe fazer feliz e ser uma boa rainha para Bertah. Por isso lhe faço a seguinte proposta. Eu permaneço no palácio, na condição de concubina, até lhe dar um filho e quando minha obrigação for cumprida, o grande rei Edward me libertaria. – o rei fez sinal para que ela se aproximasse e ela obedeceu. Num movimento rápido ele enlaçou a cintura dela com força, fazendo-a sentar-se sobre o colo dele. Bella tentou se debater, mas foi inútil. Com a mão livre, Edward acariciou pescoço dela e disse bem próximo do ouvido de sua noiva.

- Aprenda uma coisa, adorável noiva, seu rei não negocia um noivado real com ninguém. – a voz dele saiu perigosa – O povo precisa ter a figura maternal de uma rainha para sentir que seu rei é um homem com problemas parecidos com os de um cidadão comum, eles não aceitarão que meu herdeiro seja filho de uma reles concubina. Legitimidade requer alguns ritos, o casamento é um deles. – a mão dele deixou o pescoço dela e pousou sobre a coxa exposta, deslizando insinuantemente até a intimidade de Bella – E eu quero me casar com você, pequena estrela. Desejo você dês do momento em que você apareceu nesta sala à primeira vez. – ele beijou o pescoço dela com força, mordendo em seguida, enquanto dois de seus dedos deslizavam para dentro dela, fazendo-a sobressaltar. Um rosnado de revolta escapou da garganta de Bella, ela tentou se livrar dele mais uma vez, sem sucesso.

- Me larga! – ela falou entre dentes. Sentia nojo do toque dele, mas ao mesmo tempo, a estimulação nos pontos certos, provocava reações físicas que eram difíceis de ignorar ou disfarçar. Mas ela não daria a ele a satisfação de saber que podia dar prazer a ela. – Eu tenho nojo de você. – uma risada rouca e baixa escapou da boca do rei. Os movimentos dele se intensificaram dentro dela, a ponto de Bella fechar os olhos em antecipação aos espasmos que percorriam seu corpo.

- Sua boca pode dizer um absurdo desses, sua mente pode censurá-la por isso. – ele falou divertido ao ouvido dela – Mas o seu corpo... – ele riu mais uma vez – Seu corpo não consegue negar o prazer que posso lhe proporcionar. – ele retirou os dedos de dentro dela, fazendo-a gemer, e os levou à boca, lambendo-os em seguida. – Vê? Você está assim por minha causa. – ele a obrigou a encara-lo nos olhos e num movimento rápido a beijou com luxuria e exigência, até ela empurra-lo.

- Monstro! – ela rosnou. O rei apenas riu da reação dela.

- Pode me chamar do que quiser, querida. O que importa é que da próxima vez estaremos na nossa câmara nupcial e quando eu sentir seu gosto delicioso de novo você vai gemer e gritar meu nome. – ele falou debochado. – Agora pode voltar para a sua ala e tomar um bom banho. Não é adequado que a futura rainha seja vista nestas condições em plena luz do dia. – ele a soltou e Bella saiu da sala privativa o mais rápido que pode.

Seu rosto queimava de vergonha e ódio por aquele homem. Sua boca estava ainda impregnada com o gosto da boca dele. Entre suas pernas a maldita umidade a deixava desconfortável e constrangida. Sentia-se suja, repulsiva. Assim que chegou em seu quarto ignorou as servas e foi direto para a casa de banho. Não queria ninguém para ajudá-la com aquilo. Sua vergonha ela lavaria sozinha.

Na fantasia eu vejo um mundo claro

Lá também a noite é menos escura

Eu sonho que as almas são sempre livres

Como nuvens que voam

A cada hora que passava, Bella sentia que estava sendo atada àquele pesadelo interminável e sem a menor chance de se livrar. Queria conseguir odiar uma pessoa mais do que odiava o rei, mas era impossível. Sentia falta de Jake e de seu jeito leal e respeitável de ser, de seu sorriso largo e acolhedor, de seu abraço quente. Como ele estaria? Será que passava frio ou fome? Era bem provável. Imaginou se ele já estava ciente do destino dela e se concordava com a idéia de que tal castigo era pior do que a morte. Precisava dele, agora mais do que nunca.

A loucura parecia ser sua amiga mais próxima e confiável nessas horas. Gostaria de ver as montanhas do território Quileute outra vez, de sentir o vento frio e úmido se insinuar por entre as florestas de pinheiros e o cheiro das capas de pele de lobo. Sentia falta daqueles dias de claridade difusa, que se assemelhavam com a idéia que ela tinha de paraíso. O aroma do incenso do palácio a enjoava, o ar parecia viciado de alguma substancia tóxica e todas as cores da seda e dos brocados pareciam serpentes multicoloridas, prontas para aniquilá-la num abraço mortal. Precisava da simplicidade de um sorriso verdadeiro, precisava de alguém para abraçá-la enquanto ela aliviava seu peito pelo choro.

Não ouviu passos anunciando a chegada de Alice, tão pouco a princesa desejava perturbar o momento de dor da garota que tanto havia lhe ajudado. A vidente real apenas sentou-se ao lado da amiga na cama e acariciou os cabelos dela, como uma mãe teria feito. Bella apenas chorava, sozinha e perdida naquele mundo estranho, sentindo a saudade de uma liberdade que agora lhe parecia tão longe e irreal.

- Dias melhores virão. – Alice disse baixinho para sua amiga, como se estivesse contando um segredo valioso – Não chore.

- Quero a minha casa, Alice. Quero voltar pra casa. – Bella disse entre soluços.

- E onde fica sua casa, Bella? – a princesa perguntou. Parecia uma pergunta boba, mas ela não soube a resposta de imediato.

- Longe daqui. Longe do seu irmão. – ela respondeu ainda confusa – Preciso do frio, do ar frio das montanhas Quileute, do cheiro fresco de mar e madeira dos pinheiros e carvalhos. É o único lugar onde me sinto em casa.

- Ah Bella... – e princesa murmurou – Queria poder ajudar, mas não sei como. Ou melhor, eu sei, mas isso poderia ser arriscado para nós duas. – Bella se virou para a princesa, Alice tinha o rosto preocupado.

- O que? Qual a sua idéia, Alice? – Bella havia subitamente recuperado o animo.

- Oh! Eu vou acabar fazendo isso de qualquer jeito, então que seja para uma boa causa. – a princesa disse – Coloque roupas discretas, vai se passar por uma serva minha. Vou levá-la até o calabouço para ver o seu amigo Quileute. E que os céus nos ajudem, porque se Jasper ou Edward sonharem com isso, teremos sérios problemas. – Bella deu um salto da cama e abraçou Alice bem forte.

- Você é a melhor! – depois de dizer isso, ela logo se vestiu e elas deixaram o harém da maneira mais discreta possível.

Ao invés de usarem o caminho habitual, Alice levou Bella por uma rota mais discreta e pouco usada pelos membros da família e até mesmo pelos guardas. A caminhada pareceu mais longa para Bella, mas ela soube que estavam próximas no momento em que atravessaram uma porta oculta atrás de uma estatua que dava passagem para um túnel escuro e apertado. O corredor terminou numa ante-sala onde dois guardas bloqueavam a passagem para as celas.

Assim que identificaram a princesa, Alice fez sinal para que liberassem a passagem, sem questionar nada. Elas seguiram em silencio até a ultima cela, onde Bella reconheceu de imediato a figura de Jacob. Ele estava sujo, sentado no chão de pedra, encostado na parede do fundo da cela. A princesa fez sinal para que ela fosse até ele, e depois deu as costas para que eles tivessem um pouco de privacidade.

Bella correu até a cela e se jogou contra as barras, fendo Jacob se sobressaltar.

- Jake! – ela o chamou entre lágrimas – Jake, sou eu!

- Bella? – ele se levantou do chão e foi até ela, quase tropeçando nos próprios pés – Bella! É você mesma! Como? Por que está vestida assim?

- É uma longa história, mas eu estou bem. E você, estão maltratando você? – ele riu aquele riso que ela tanto adorava.

- Para os "crimes" que eu cometi estou até sendo tratado com muita hospitalidade. A pior parte é a comida e não poder tomar um banho descente. – ele passou uma das mãos por entre as barras e acariciou o rosto dela. - Seja lá o que estão fazendo com você, fico feliz por não estar atrás de uma destas celas. Tive medo que prendessem você também. – Bella fechou os olhos diante do carinho dele.

- Preferia estar aqui com você. – ela disse, ignorando a expressão de descrença no rosto dele – Jake, eu não sei o que vai ser de mim nos próximos dias. Se algo muito ruim acontecer comigo, seja forte. Resista pelo bem do seu povo. E jamais duvide do meu amor.

- Nada vai acontecer com você, Bells. Não diga bobagem. – ele falou aflito, odiava imaginar a possibilidade de algo de mal acontecer a ela. – Você vai ficar bem, amor.

- Você não entende. – ela falava nervosa, já não continha mais as lágrimas – O rei me notou. Estou presa no harém real e os preparativos já estão sendo feitos para que eu me case com ele na próxima lua cheia, daqui a três semanas. Eu prefiro morrer a me tornar a esposa daquele monstro. – Jacob rangeu os dentes em raiva. Mataria aquele homem se encostasse um dedo nela.

- Bella, tudo vai ficar bem, amor. – ele mentiu para ela. Ambos sabiam disso.

- Não vai, mas eu vou lutar para escapar deste destino. Independente do que acontecer comigo, eu te amo e vou amar sempre. – as lágrimas rolaram pelo rosto dela. – Você é o homem mais digno, mais leal e mais amável que eu já conheci.

- Bella, temos que ir! – Alice chamou. Eles se despediram com lágrimas nos olhos, com um leve beijo trocado entre as grades. Foi com grande pesar que Bella deixou o calabouço escuro seguindo a princesa.

Elas refizeram o mesmo caminho até os salões de mármore branco do palácio. Bella ainda chorava, mas agradeceu à princesa imensamente por ter lhe ajudado neste encontro clandestino. Alice não ficou nada feliz com a conversa dos dois amantes, mas tentou imaginar como seria sua vida se fosse Jasper quem estivesse trancado naquela cela e ela sendo entregue a outro homem. Seu coração doía só de pensar.

Chegaram ao harém sem grande alarde. Bella se trocou novamente e conversou com a princesa por um bom tempo, sem nem desconfiar que naquele instante o general Hale estava indo até a presença do rei com uma grave denuncia para fazer.

O general foi recebido na sala privativa do rei. Edward não demorou a notar o quão consternado o jovem militar estava. O soberano se sentou e fez sinal para que Jasper falasse o que tinha a dizer.

- Alguns guardas viram "a favorita" deixar o harém e seguir em direção ao calabouço, meu rei. – os olhos de Edward endureceram.

- Me diga, general, o que minha noiva foi fazer nos calabouços? – o rei tentou disfarçar a raiva já evidente, seu sangue parecia ferver dentro das veias.

- Ela se encontrou com Jacob Black. – o general sentia-se constrangido por fazer aquilo. Tinha até certa compaixão pela moça, mas seu dever para com o rei vinha em primeiro lugar. Naquele momento, ele temia pela esposa que havia ajudado Bella em sua fuga.

- E qual foi o conteúdo da conversa? – Edward sabia que aquela era uma pergunta desnecessária, mas precisava ouvir tudo. Ele fechou os olhos saboreando a raiva.

- Ela contou a ele que se casará com Vossa Majestade na lua cheia. Disse para que ele se manter firme, mesmo que algo ruim aconteça a ela... – o general vacilou ao ver o rosto colérico do rei, mas Edward ordenou que continuasse – Ela disse que o amava e amará sempre, meu rei. – uma lágrima de ódio escorreu pelo canto dos olhos do rei. Por que ela preferia aquele rebelde imundo ao rei? Por que Bella não podia amá-lo, como era o dever dela? E por que ele sentia tanta dor no peito por causa da traição dela? Por que precisava tanto dela, independente da maldita profecia? Eram perguntas para as quais o rei não tinha resposta.

- Bella não poderia deixar o harém sozinha, muito menos ir até o calabouço. – o rei disse entre dentes – Quem a ajudou? DIGA!

- A princesa Alice, meu rei. – Edward trincou os dentes – Por favor, rei dos reis, lhe imploro para que me permita punir minha esposa da maneira que eu julgar apropriada. – Jasper se ajoelhou diante do rei em súplica.

- Alice é responsabilidade sua, mas eu terei uma conversa com ela. – o rei determinou enquanto controlava suas emoções – Quantos soldados viram a cena?

- Dois, meu rei. – Jasper respondeu prontamente, grato por sua esposa ter sido poupada da ira do rei.

- Mate-os. – a sentença foi categórica – Ninguém pode se quer cogitar a hipótese da futura rainha de Bertah ter um caso com o rebelde traidor, Jacob Black. Cuide para que estes homens sejam silenciados de uma vez por todas.

- E quanto à favorita?

- Dela cuido eu. Providencie para que um dos médicos reais a examine para ter a certeza de que ela ainda é virgem. Se for confirmada a virgindade, quero ela na minha câmara ainda esta noite. – a voz do rei saiu cortante.

- Mas senhor, o casamento está tão próximo! – o general tentou argumentar em favor da garota, mas foi ignorado.

- O povo jamais saberá que sua rainha não era virgem no dia do casamento. Ela precisa de punição exemplar e eu não posso correr o risco de que a profecia não se cumpra por um detalhe tão mínimo. Eu a terei esta noite, cuide para que ninguém esteja zanzando pelos corredores do palácio. – Jasper sentiu um arrepio percorre sua espinha dorsal – Os sons desta noite podem ser perturbadores.

Na fantasia existe um vento quente

Que sopra sobre a cidade, como amigo

Eu sonho que as almas são sempre livres

Como nuvens que voam

Cheias de humanidade no fundo da alma

os entre as pernas dela, sentindo com dois dos dedos o qu corpo dele, de modo que senti-se em sua entrada a ponta do membro tot

Nota da autora: Mais um capítulo postado e agora as coisas começam a ficar realmente tensas e sombrias no reino de Bertah. A Bella vai sofrer e não vai ser pouco, mas a justiça (no caso, EU) tarda, mas na falha. Edward será punido por tudo, um dia. Para quem não gosta de cenas fortes, recomendo que pulem o inicio do próximo capitulo. Agradeço imensamente aos comentários de todos.

Por favor, continuem comentando e fazendo esta autora feliz.

Musica do capitulo é "Nella Fantasia", pra quem quiser ouvir ai vai o link da musica no youtube:

.com/watch?v=_AiV9RTKD9Y&feature=related

Bjux com chantili pra vc's (admito que essa foi inspirada no Jac Vela-Negra. EU AMEI QUANDO LI NA REVIEW!)