Fic: Entre Tapas e Beijos
Sumario: Gaara e Ino se detestam desde crianças, porem, são obrigados por suas famílias a ficarem juntos em uma casa de praia durante uma semana. Aquilo parecia um pesadelo! Mais será mesmo?
Capítulos: 4/6
Situação: Sendo escrita
Casal: Ino e Gaara
Musica tema: Ainda não definida
OoOoOoOoOoOoOoOoOo"- Mãe, Eu cheguei!" – Fala Normal.
"A porta velha de madeira escura abriu-se bruscamente" – Narrativa.
"Texto..." – Texto escrito.
"-//-//-//-//-//-//-//-//-//-//-//-//-//-//-" – Passagem de tempo ou espaço.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoEntre Tapas e Beijos
Por Biah Lemos
Cap.4 – Indiferenças
"Eu sou dela, e ela é minha
E sempre queremos mais
Se me manda ir embora
Eu saio lá fora ela chama pra trás"
O barulho das mais altas folhas das arvores se chocando com o vento e batendo na janela era ensurdecedor. Pequenos mosquitos zumbiam em seus ouvidos. Ela não havia dormido na noite anterior, e, ao que parecia, não iria dormir essa também.
Desde pequena dormia com alguma luz acesa, algo como um abajur ou uma luminária. Mais dessa vez, tudo estava escuro, exceto pela luz que a lua fornecia pelo vidro da janela. Ela queria, ela precisava dormir, precisava esquecer.
Fitava o teto todo o tempo. Não se permitiu contar o ocorrido nem mesmo a seu diário, pois lá, teria de escrever o que estava sentindo e ela realmente não sabia.
A cada apito do relógio era menos uma hora. Ela só conseguia pensar em uma coisa, nele. Será que ele conseguira dormir normalmente? Como se nada tivesse acontecido? Talvez, aquele ruivo era realmente incompreensível.
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Naquela noite, pela primeira vez em muitos anos, Shikamaru acordou no meio da noite. Logo ele, que tinha o colchão como objeto preferido para passar o tempo livre.
Não pensou muito, se levantou e foi até a cozinha. A casa estava escura, apenas uma luz no final do corredor iluminava o local. Andando mais um pouco pode constatar que a luz da cozinha também se encontrava acesa. E não demorou muito para perceber que não estava sozinho.
Uma bonita loira, vestindo uma camisola rosa claro apoiava-se na geladeira olhando o seu interior. Ela estava de costas para ele. Não podia velo.
Shikamaru ficou tentado a se aproximar daquela figo sensual. Mais suas atitudes sempre foram buscando ficar longe de todo e qualquer problema, ou pessoas problemáticas, isso incluía a maioria das mulheres.
Resolveu voltar para seu quarto. Ela por alguma razão parecia triste. Mais ele deu um passo em falso. Uma das tabas do chão estava quebrada.
Ela assustou-se ao olhar para traz e notar o moreno xingando o chão.
- Continua fugindo de mim? – Ela disse num falso timbre magoado, enquanto se aproximada. – Esta tudo bem, eu não mordo.
O moreno nada falou. Permaneceu em seu lugar. Mirando firmemente, as sensuais curvas da loira que estavam à mostra com a camisola sensual.
- Temari... – Ele tentou falar algo, tentou fazer alguma coisa. Mais por fim, apenas baixou os olhos esperando o que estaria por vir.
Ela já estava a quase um palmo de distancia do moreno. Mordeu seus lábios sensualmente. Levou as mãos aos cabelos, jogando-os para trás. Em seguida, levou as mãos do moreno a sua cintura. Então sussurrou próximo a sues lábios:
- Você sabe que me quer.
- Porque esta fazendo isso? – Shika estava confuso.
- Às vezes sou agressiva para conseguir o que eu quero. Eu não sei ser de outro jeito. Esta dentro de mim. – Ela o encarava nos olhos. – E eu nunca desisto do que eu quero. Eu sempre vou até o fim.
- Por que as mulheres são tão problemáticas? – Shikamaru já estava cedendo aos encantos da jovem Sabaku.
- Cala a boca! Você fala demais! Isso estraga o clima! – Falou com timbre imperativo.
Em seguida, agarrou o moreno sem pudor algum. Não deixou pronunciar nem mais um palavra. E ele finalmente rendeu-se a seus encantos. Eles se queriam, se desejavam.
Então ambos se entregaram a beijos lascivos. E aquilo não iria parar por ali.
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A mesa de café da manha era farta. Havia Pães, bolos, frutas e frios de todos os tipos. A tolha de mesa era de um branco perolado, com pequenos detalhes em forma de flor bordados em vermelho nas laterais.
Todos estavam presentes, e os assuntos variavam dentre coisas banais. Ino parecia encontrar-se alheia a todos, às vezes seus olhos se perdiam em um ponto, outrora encaravam o tão enigmático ruivo, talvez pensando no dia anterior, talvez tentando entende-lo.
Temari e Shikamaru também se encontravam dispersos, alheios a presença um do outro. Embora tenham se sentado um ao lado do outro da mesa, talvez por terem decido ao mesmo tempo as escadas. Quem sabe por terem saído do mesmo quarto?
- E você Ino? – Perguntou o Sr. Sabaku sorridente.
- Me desculpe, o que disse? – Ino saiu de seu "transe".
- E você? Tem muitos namorados em sua escola? – Ele continuou ainda mais sorridente.
Instintivamente ela olhou para Gaara. E seus olhares se encontraram por alguns segundos. Ela corou envergonhada. Isso era pergunta para se fazer logo nas primeiras horas do dia? Gaara, porém, desviou o olhar.
- É claro que não pai! – Gaara respondeu por ela. – Quem iria querer namorar uma patricinha mimada dessas?
- Bom, se eu tivesse a Idade de vocês, eu iria. – O Sr. Sabaku ria espontaneamente.
A expressão de Ino era confusa. Se ela não entendia antes, agora sua cabeça estava prestes a dar um nó. Ele estava agindo com se nada tivesse acontecido. Estava indiferente, como sempre.
Perdida em seus pensamentos, ela nem se preocupou com as ofensas feitas a si. Estava mais preocupada em tentar entender o que não pode ser entendido.
Não demorou muito até todos terminarem de comer. Na mesa só restavam Gaara, Kankurou e Ino. Mas esta, continuava alheia a tudo que se passava.
- E ai Kankurou, ta a fim de jogar alguma coisa? Tipo totó ou sei lá? – Gaara perguntou sem encará-lo.
- Hum... Não vai dar, tenho umas coisas para fazer... – Respondeu. – Porque você não joga com a Ino? De repente vocês se entendem.
- É talvez. – Gaara pensou por alguns instantes, até que se virou em direção à loira. – Ino, quer jogar comigo? – Disse por fim.
A expressão da loira se tornou pior do que estava antes. Esse ruivo tinha dupla personalidade, ou algo do tipo?
- Ham? – Ela não sabia o que dizer, estava confusa demais. Resolveu não dizer nada. Mais ao notar o ruivo a encarando, esperando por sua resposta, se atreveu a falar. – Acho... Acho que sim.
- Ótimo! Já terminou? – Ela assentiu com a cabeça. – Então vamos lá pra fora.
Gaara se levantou primeiro e foi na frente. Ino prontificou-se a segui-lo pela porta dos fundos. Estavam indo em direção ao jardim.
Pararam em frente a uma velha mesa de totó, ao lado da majestosa piscina. Nenhum dos dois dizia uma palavra. Gaara pegou a bolinha de dentro do gol e virou-se para Ino.
- Podemos deixar essa brincadeira mais divertida. – O timbre do ruivo era malicioso – Quem ganhar pode pedir qualquer coisa.
- Vai me explicar o que esta acontecendo?
- Se você ganhar... – Sorriu ele. – Ganha quem marcar dois pontos primeiro.
Então eles começaram a jogar. Ino marcou o primeiro gol. Seu sorriso, até Gaara empatar o jogo. Foi à vez de ele sorrir.
O ruivo fez o segundo gol vinte minutos depois do começo do jogo. Os dois jogavam muito bem. Foi uma vitória justa. Ino nada falou. Estava concentrada em não pensar em nada, assim fica mais fácil não pensar nele.
Gaara estava sorrindo. Mais não era aquele costumeiro sorriso sínico. Não, tinha algo a mais naquele sorriso. Ele realmente estava feliz por ter ganhado. Mais do que ter ganho, sua vitória foi sobre ela.
- Você venceu! O que quer? – Disse ela finalmente.
- Um beijo. – Seu sorriso sumiu. Ele agora encarava a loira com um olhar penetrante e irresistível. Ino, novamente, estava sem reação.
- Se o seu plano era me enlouquecer, parabéns! Você conseguiu! – Ela desviou o olhar.
- Não quero te enlouquecer. – Sua voz estava rouca e sensual. Ele se aproximava da loira calmamente. – Só quero te beijar.
- Depois disso a guerra continua? – Perguntou Ino, voltando a encarar o ruivo.
- É claro! O que mais tem para se fazer nas férias? Apenas te fazer surtar! – Seu timbre era obvio.
Ino então começou a entender seu misterioso comportamento. Era tão obvio. Eles se divertiam muito em suas guerrinhas, desde que eram crianças. Mas custava muito avisar antes?
Não teve muito tempo para pensar, Gaara estava a poucos centímetros de seu corpo. Já podia sentir a respiração ofegante em sua pele.
Ele levou uma das mãos aos cabelos da loira, e a outra foi a sua cintura. A encarou por uns instantes, enquanto acariciava seus cabelos e rosto. Seus gestos eram doces, contradizendo seu comportamento rude habitual.
- E-eu... – Ino estava confusa com tudo aquilo. Não sabia se podia confiar, estava receosa. Ele sempre conseguia lhe confundir.
- Shuu... Não fala nada. – Sua voz era rouca, sensual. Ele era um homem sexy.
Dizendo isso, selou seus lábios nos dela. Não houve resistência. O beijo logo se intensificou. Suas línguas brigavam por espaço, enquanto suas mãos exploravam ambos os corpos.
Eles não queriam que acabasse. Queriam que durasse para sempre. Seus beijos se completavam, só assim eles se entendiam. Simplesmente não conseguiam param, se beijavam freneticamente.
As mãos habilidosas do Sabaku exploravam a maciez da pele tão clara da loira por baixo de sua blusa, fazendo carinhos em sua barriga. Ela não o repreendeu, gostava de ser tocada pelo ruivo, só não podia admitir isso a si mesma.
- Eu sabia! Eu sabia! – Uma voz grave e risonha surgiu por traz do casal.
Ino empurrou Gaara de leve, mas este, não deixou a loira se soltar. Puxou sua nuca para não terminar o beijo. Ele não estava preocupado com quem os havia descoberto, ele só queria ter a ela.
- Eu sabia que meu irmão não era viado! – A voz grave atrás de ambos, voltou a se pronunciar.
Dessa vez os dois se separaram. Ino encarou quem os observava. Ainda estava com um dos braços sobre o peito de Gaara, que parecia irritado.
- Dá um fora Kankurou! – Disse finalmente o ruivo. Seu olhar era ameaçador.
- Ih! Vai com calma ai irmãozinho! Ou eu conto para a Ino que você fez xixi na cama até os 12 anos!
Ino não pode evitar rir do comentário. Mordeu os lábios logo em seguida, tentando controlar-se. Milhares de piadinhas passaram por sua cabeça, mas aquele não era o momento, talvez mais tarde.
- Idiota! – Gaara enfureceu-se – Não tem nada melhor para fazer? – Ele puxou Ino para mais perto de si.
Na verdade eu tenho! Temari me mandou chamar vocês para ver um filme, que tal? – Respondeu o mais velho. – Vocês podem continuar a pegação lá!
Gaara olhou para Ino, como quem espera por uma resposta.
- Vamos então. – Ela respondeu por fim.
OOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Nem vou me preocupar em me desculpar pela demora, porque acho que o ultimo capitulo já vai fazer aniversário! Mas é que quando eu começo outra fic, me esqueço das outras, me desculpem, mesmo.
Mas espero não ter decepcionado vocês com esse capitulo, eu me esforcei bastante para terminar! As idéias não vinham! Achei este capitulo podre! Os próximos serão melhores, prometo!
AVISO: Para quem perde seu tempo lendo minhas outras fanfics, gostaria de comunicar que "Em todo anjo há um demônio" foi excluída por estar medíocre, com incontáveis erros de ortografia e Gramática e uma história pouco original.
No entanto, um fic em que eu estou me empenhando muito, que ser chamava "It Girl – A Lista Vip" acaba de mudar de nome, pois eu mudei o foco da fic. Agora ela se chama "Garota Problema" e eu realmente gosto muito delaa ! Leiam plz *----*
No mas, é só
Beijinhoos ;**
