Edward Anthony Masen Cullen:

Uma coisa que meu pai me ensinou foi a ter modos.

Sim, educação sempre fora primordial para o Dr. Cullen.
'Há quatro coisas que nunca podem ser esquecidas, Edward: primeiro, seja sempre atencioso e educado; segundo, mantenha sempre um sorriso no rosto; terceiro, seja sempre leal; e quarto, nenhuma das regras anteriores se aplicam à uma mulher na cama'.

Bom, eu tenho orgulho de dizer que obedeço fielmente cada um dos seus passos, assim como meu irmão também fazia anos atrás. É, Emmett era bem mais divertido na sua época de solteiro.

Mas também há um lado bom em ter um irmão que namora uma das mulheres mais gostosa que você já viu na vida: amigas gostosas.

Amigas gostosas cujos neurônios morrem por solidão.

Se bem que as amigas da minha irmã também não são nada de se jogar fora, mesmo ela não me ajudando em nada com elas.

'Nem ouse chegar perto, Edward!', Alice insistia em repetir.

Ok, vamos dizer que seus esforços pra me manter longe das amigas não surtiam tanto efeito. Não quando você domina perfeitamente bem os três primeiros passos de Carlisle.

Por muito tempo, só existiam esses três primeiros passos. Até que meu pai se separou da minha mãe e ela mudou-se de pais com seu personal trainer. Nenhum de nós quis ir com ela, e Carlisle parecia satisfeito com a nossa escolha. É, ele provavelmente seria capaz de se virar muito bem sem Elizabeth. Afinal, que problema um garoto de quatorze, outro de doze, e uma menina de onze poderiam causar?

Carlisle fez um bom trabalho nos cinco anos seguintes que ficou sem uma namorada oficial (claro, nós não contávamos as Samanthas, Joannes, Rachels e Annas que apareciam para 'apenas dar uma mão com o jantar', e acabavam descendo as escadas correndo, as seis da manhã, usando a mesma roupa do dia anterior).

Emmett, na época com dezenove anos, tinha acabado de entrar pra faculdade e se mudado para um apartamento mais perto do campus, quando Carlisle nos apresentou Esme. Ele nunca havia nos apresentado 'namorada' alguma e foi um tanto surpreendente quando ele fez isso. Não tínhamos duvidas que o que eles tinham era sério.

Esme era muito bonita pra alguém da idade dela, simpática e atenciosa. Tentava de tudo quanto era jeito nos agradar, e não como se ela quisesse nos 'comprar' para poder ficar com nosso pai... Ela apenas gostava de tratar os outros bem. Ela era o mais próximo de uma mãe.

Ela tinha uma filha da minha idade e, às vezes, a levava pra passar o dia com a gente.

A garota era gostosa, mas parecia ter saído de um daqueles filmes de freiras: usava sempre calças jeans, ou então uma saia até o joelho e camisetas sempre muito bem comportadas, cabelo minuciosamente arrumado num rabo-de-cavalo, ou então, soltos, batendo no meio das costas. Falava sempre muito pouco, mas eu podia sentir alguns olhares que ela me lançava.

A cada dia que passava, mais interessado por ela eu ficava. Não, não que eu tivesse me apaixonando por ela, claro, mas eu não podia ignorar a minha vontade de saber o que aquela garota era capaz.

Menos de um ano depois, Esme e sua filha vieram morar conosco.

É, a Tanya parecia realmente ter saído daqueles filmes de freiras.

Filmes de freiras deliciosamente safadas, mentirosas e manipuladoras.

E foi aí que a minha vida virou um inferno.