E eu voltei! E esse é o retorno da que foi e sempre volta. Espero que gostem do capítulo. Da próxima... Talvez eu comece a postar uma fanfic Lavi/Allen com partes de Kanda/Lenalee e OC/OC.

Perdão pela Lenalee estar muito trágica nesse capítulo...

Disclaimer: D.gray-man não me pertence :3


Capítulo 2. Desespero

- Não... Não pode ser verdade. Não pode! – gritou ela abraçando um corpo já gelado que havia acabado de chegar ao quartel general.

- Lenalee... Me desculpe. Não há nada que possamos fazer – disse Komui abraçando sua irmã – Tente se acalmar, tente pensar nas outras pessoas, as que ainda estão vivas, nas que você não quer perder.

- Nada disso me importa quando eu vejo meus amigos morrerem! O que você quer que eu faça? Saia pulando de alegria? – disse Lenalee em um tom de voz tão alto que parecia até um grito. Komui soltou sua irmã que estava o empurrando com todas as forças que tinha e estudou-a não conseguindo pensar em nada para dizer. Não havia nada a ser dito que pudesse confortá-la, ele já havia visto ela assim várias vezes, mas dessa vez era pior, ela nunca havia perdido alguém tão importante.

- Lenalee, há alguma coisa que eu possa fazer? – perguntou Komui em mais uma tentativa de ajuda.

- Obrigada, mas não há nada.

Lenalee virou de costas para seu irmão olhando mais uma vez para a pessoa deitada na maca e depois saiu correndo escada a baixo para a floresta. Talvez em contato com a natureza ela se sentisse melhor.

- Porque todos eles sempre morrem? Eu... O que eu vou fazer se... Meu irmão... e... Kanda não pode morrer também! – disse ela tropeçando e caindo em uma poça de lama. Ela começou a chorar muito, queria desabafar tudo que estava sentindo. Sua melhor amiga havia morrido. Sim, era a única exorcista mulher que ela conhecia com exceção da general Cloud Nine que nunca estava por perto. Porque justo sua melhor amiga tinha que morrer?

- Kanda... Komui nii-san! – chamou ela em meio às lágrimas. Ela não queria ajuda, ela queria apenas chamar o nome deles porque assim se sentia melhor. Talvez ela até quisesse que eles ouvissem os seus fracos sussurros de socorro...

- Ei, se ficar deitada em uma poça de lama vai ficar doente – disse uma voz aparentemente calma. Ela virou sua cabeça devagar para olhá-lo, e percebeu que um par de braços estava por baixo dela e com um impulso ergueram-na para carregá-la no colo até algum lugar qualquer.

- Nii-san...? – perguntou ela com a visão um pouco fora de foco.

- Tch... – resmungou o jovem irritadamente. Ele já havia se preocupado de falar com ela, estava a carregando e ela ainda vinha com a pergunta se ele era seu irmão? Não. Claro que não era.

- Kanda? O que você faz aqui?

- Cuido para que idiotas não peguem resfriado – disse Kanda ironicamente.

- Eu não sou idiota – brigou Lenalee encolhendo sua cabeça contra o peito dele.

- Me desculpe, eu tinha esquecido que pessoas normais adoram chorar em poças de lama.

- Pare de agir assim!

- Para onde quer que eu te leve?

- Me deixa no chão que eu ando sozinha, não quero te causar problemas.

- Que tal parar de ser assim e deixar eu te carregar quando estou de bom humor para fazer isso? Não vou fazer depois, odeio agir assim.

- Para onde você quiser ir está bom para mim – disse Lenalee começando a chorar novamente.

- Que seja...

Kanda respirou fundo como sempre e seguiu caminho por dentro da floresta. Ele conhecia aquele lugar como ninguém, já Lenalee provavelmente não sabia nem que lugar era aquele... Na verdade ela realmente não sabia nem que ainda estavam no quartel-general já que a única pessoa que andava por aquela floresta era Kanda (que adorava treinar por lá).

O silêncio continuou. Kanda não gostava de ouvi-la chorar tanto, já estava ficando difícil de se agüentar de boca fechada. Ele queria virar e dizer algo como: "Porque não conta logo o que houve?", ele estava curioso de certa forma, era a primeira vez que a via chorar tanto. Conseguiu segurar o impulso, ainda mais porque ele não gostava de conversar... Isso só começaria alguma conversa inútil que o irritaria também.

- Pode me prometer algo?

- Depende do que seja.

- Sempre que sair em uma missão, me diga que está saindo, então eu poderei dizer "Se cuide, nos veremos em breve".

- Porque algo tão inútil e ridículo?

- Para você pode ser inútil e ridículo, mas para mim, não é – disse ela com uma voz estremecida. Kanda parou de andar e olhou para ela com o canto do olho, depois a sentou em cima de uma pedra.

- Onde estamos?

Kanda sentiu seu rosto começar a esquentar quando ela olhou-o com aquele olhar curioso em seu rosto e antes que ela pudesse perceber que ele estava ficando vermelho, ele apressou seus passos e se sentou rápido a um metro de distância dela. Lenalee piscou várias vezes, confusa, depois virou sua cabeça para analisar o lugar. Incrivelmente naquele momento ela havia acabado de descobrir que no quartel-general haviam árvores floridas. De onde será que elas tinham saído? Lindas flores azuis e violetas em meio às folhas verdes não pareciam algo comum em um lugar como aquele.

- Quando você descobriu esse lugar? – perguntou ela se levantando e andando até uma árvore. Ela ergueu o braço e estendeu a mão para pegar uma flor, segurando-a em suas mãos sentiu o perfume adocicado; fechou seus olhos e abraçou a flor começando a chorar novamente. Kanda apenas a observava e estava bem até ver que ela havia começado a chorar novamente... Qual era o problema afinal? Ele a via chorar todo dia! Não era a toa que as vezes ficava curioso.

- Kanda.

- Hn?

- Você sabia que a cor preferida da Anne era violeta? – perguntou Lenalee se sentando embaixo da árvore a qual havia pegado a flor.

- Anne? Aquela exorcista?

- Sim. Ela apareceu morta essa manhã... – disse Lenalee abraçando seus joelhos e engolindo o choro.

- Posso te perguntar algo?

Lenalee fez que sim com a cabeça e continuou a abraçar seus joelhos.

- É por causa disso que você queria que eu sempre me despedisse de você? – perguntou Kanda com um olhar distraído.

Lenalee afirmou mais uma vez com a cabeça.

- Não precisa se preocupar com isso, eu já te prometi que não iria morrer até que fossemos visitar o mar juntos. Eu não descumpro promessas.

- Mas é que-.

- Não tem 'mas' em uma promessa. Eu te prometi, e uma das coisas que eu mais odeio é quando alguém não cumpre sua promessa.

- Obrigada – disse Lenalee em meio aos soluços que depois de algumas horas começaram a ficar mais sutis até o momento que pararam completamente. Ela permaneceu em silêncio enquanto Kanda parecia estar meditando algo a julgar pela sua concentração em ficar em silêncio por isso ela esperou até alguma brecha para pedir para que ele mostrasse como ela deveria voltar.

- Como que eu posso voltar? – perguntou ela se apoiando nos ombros de Kanda que estava de costas para ela agora.

- Vire a esquerda na árvore à direita. Depois faça a mesma coisa 200 vezes que você chegará.

- Que tal me levar de volta?

- Eu te expliquei como chegar – respondeu Kanda franzindo uma sobrancelha.

- Me desculpe se eu não consigo entender.

- Tch, eu te levo. Sua desorientada – resmungou ele se levantando e correndo depressa na frente dela - Só não se perca, se você se perder não vou voltar para trás para te buscar.

- Tudo bem, eu tomarei cuidado – riu Lenalee correndo atrás dele.

- "Ela sempre acredita em tudo que eu digo... Até parece que algum dia eu a deixaria para trás".


Fim do capítulo 2.

Continuando com a mesma frase de antes...:

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