Devo desculpas a quem estava ancioso por um novo capítulo (Se houver alguma pessoa anciosa...), mas eu finalmente estou postando. Motivos de não ter postado: Bem, sou uma folgada idiota que merece alguns puxões de orelha. Eu mereço o apelido de Shigure-sama por ser uma fictionwritter que não escreve e deixa sua editora tão maluca (Pobre Bruu...).
Disclaimer: -man não me pertence. :P
Capítulo 4. Aniversário.
Havia chegado o seu grande dia e, ansiosa para saber se aquele aniversário seria como ela almejava, ela andava de um lado para o outro em seu quarto. Não, não poderia dar certo já que nunca dava certo. Ele sempre estava ausente e isso nunca era diferente! Droga, droga, droga, pensava ela.
— Se ao menos meu irmão desse uma única folga! — pensou ela, deitando em sua cama e olhando depressivamente para o teto.
Como aquela era uma construção velha era normal que houvesse muitas rachaduras, portanto ela começou a contá-las para ver se o tempo passava mais rápido daquela maneira. 1, 2, 3... Havia mais de 20, mas mesmo depois de contar todas, o tempo ainda insistia em correr em câmera lenta e sua ansiedade continuava a aumentar cada vez mais, causando-lhe até mesmo dores de estômago.
Ela se levantou, espreguiçou-se e pensou por um tempo em como as outras pessoas do quartel-general ficariam se ela não saísse de lá... Ela não os queria preocupados com ela como sempre estavam. Ela não era um bebê, mas era como se fosse... Todos estavam sempre sendo gentis como se ela pudesse quebrar a qualquer momento.
Quando ela saiu de seu quarto, seu irmão já estava na porta esperando para dar os parabéns. Lenalee deu um sorriso e o abraçou, ficando feliz por ele estar ali com ela, mas ainda assim...
— Nii-san! Não vá me encher de presentes como você sempre faz! Você sabe que eu odeio isso...
— Mas Lenalee! Eu já fiz vários presentes! — choramingou ele.
— Nii-san, você não fez outros milhares de robôs inúteis, certo...?
— Eu...
— Komui nii-san...
Ela respirou fundo sem acreditar que teria que se livrar de mais robôs inúteis que queriam fazer tudo por ela: desde escovar seus dentes até colocar suas botas... Seu irmão nunca aprendia que ela tinha braços e pernas para fazer tudo aquilo? Ela se lembrava de uma vez que quando abrira os olhos um robô estava lá para levantá-la da cama, havia sido assustador.
— Nós vamos ter uma festa agora para comemorar como fazemos todos os anos. Eu estava vindo te buscar, mas como eu não queria te acordar eu esperei do lado de fora.
— Se é assim então é melhor descermos antes que as outras pessoas tenham que esperar muito tempo! — sorriu Lenalee, meigamente.
— Claro. E agora o mais importante... FELIZ ANIVERSÁRIO! — gritou Komui, dando um abraço de urso nela.
— Obrigada — riu Lenalee, sendo incrivelmente amável, entretanto em algum lado escuro de seu coração ela ainda culpava seu irmão por aquilo... Ela tinha raiva de estar sentindo isso já que ele era seu irmão, mas não tinha como não se sentir assim...
Descendo ao refeitório ela viu que o lugar estava como em todos os outros anos. Eles haviam decorado as paredes com faixas escritas: "Feliz aniversário, Lenalee", e o divertido é que em cada ano era uma cor que era usada, esse ano havia sido usado a cor azul como cor temática da festa, e no ano anterior havia sido rosa.
— O que achou? — perguntou Komui, orgulhoso de si mesmo. Ele mesmo havia feito o compressor que encheu todas as bexigas penduradas por todo o salão, inclusive as que rodavam os pilares. A decoração chegava a ser até mesmo meio extravagante, mas era muito alegre.
— Ótimo! E vamos ter bolo?
Ela tinha certeza que ele diria que sim e que seria de seu sabor preferido: Bolo de chocolate. Seu irmão sempre acertava que sua comida preferida era bolo de chocolate... Parando para pensar, ela não sabia por que sempre perguntava... Ele sabia tudo sobre ela, era impossível que não tivesse feito o seu bolo de chocolate.
— Claro, seu bolo de chocolate nunca pode faltar!
Ela realmente estava certa...
— Obrigada!
— Então, consegui criar finalmente um aniversário perfeito?
— Não nii-san, como em todos os anos, você cometeu o mesmo erro.
— Novamente? Como assim? Eu fiz tudo, porque nunca me conta qual o meu erro, eu posso corrigir!
— Se você sabe realmente tudo sobre mim, você deveria saber qual foi o seu erro novamente.
Lenalee olhou para os olhos dele, como se assim ele pudesse ver através de sua mente e descobrir o motivo pelo qual ele sempre cometia o mesmo erro. Em resposta seu irmão cerrou levemente os olhos, de uma maneira melancólica, fazendo-a dar um sorriso triste e então, levantando-se na ponta dos pés, ela deu um beijo em sua bochecha e depois correu em direção ao amontoado de pessoas que estavam ali esperando para lhe dar os parabéns. Como sempre, nenhum deles estava sentado, eles estavam fazendo algazarra e brindando com copos cheios de vinho e refrigerante. Ou seja... Metade deles ficaria bêbada e no dia seguinte ela teria que cuidar daquele bando de grandalhões e suas enormes dores de cabeça.
Komui que assistia de longe sua irmã sendo cumprimentada por todos pensava naquilo novamente, o que o preocupava durante todos os anos. Ele sempre cometia esse erro porque esperava que algum dia sua irmã pudesse admitir que aquele fosse um aniversário perfeito sem o fator Kanda por perto. Ele não queria que sua irmãzinha se apaixonasse por uma pessoa assim, não só por causa do jeito dele, mas também pelos problemas. Porque justo a sua irmã?
— Lenalee! Feliz aniversário! Que tal a festa? Primeira vez que comemoramos o seu aniversário juntos, não é mesmo? — disse Lavi, alegremente.
— É verdade! Proponho um brinde ao Lavi!
Ela levantou seu copo de limonada bem alto para que todos brindassem, portanto Lavi sorriu e levantou o seu copo também, brindando junto com ela e todos os outros. Será que eles haviam começado a beber naquele momento ou um pouco antes...? Já pareciam alegres demais para o gosto dela.
A comemoração seguiu durante muito tempo até que às onze da noite Lenalee já estava exausta demais para continuar ali. Não só exausta, mas estava também excessivamente triste porque agora tinha certeza que Kanda não iria mais chegar. Logo ela suspirou e disse:
— Kanda, porque isso sempre acontece...? Eu nunca posso passar o dia mais importante para mim ao lado da pessoa mais importante para mim?
— Eu ouvi isso! — disse uma pessoa com uma voz sombria, que se apoiou sobre o ombro dela, com um sorriso em seu rosto e uma lanterna iluminando parte de sua face.
Lenalee quase perdeu todos os seus cabelos quando viu aquela figura ao seu lado. Devia ser um akuma que iria matá-la! Ela tinha que se preparar para o ataque!
— Inocên-.
— Calma Lenalee, sou eu! — gritou Lavi, desesperadamente.
— O que? Porque você...? Espere, você ouviu?
— Claro que sim.
— Não... Não pode ser... Minha vai acabar! Não, não, não, não, não...
— Calma aí, Lena-chan!
Lavi tinha que para-la daquele movimento desesperado de mexer a cabeça de um lado para o outro não parando nunca de dizer a palavra "não" a cada virada que ela dava com a cabeça. Ele tentou o modo mais rápido, segurar a cabeça dela, mas quando segurou a cabeça dela o ombro dela começou a mexer de um lado para o outro... Então Lavi tentou segurar os ombros, mas infelizmente agora a cabeça mexia de um lado para o outro novamente. Então tentou segurar a cabeça e os ombros! Infelizmente ela mexia a cabeça com tanta força que só uma mão não conseguia pará-la.
— Lenalee! Pare com isso! — ele tentou mais uma vez, percebendo que só força não resolveria o problema.
— Você ouviu! — choramingou ela, mais uma vez.
— Eu juro que não contarei para o Yuu!
— Se meu irmão ficar sabendo ele vai querer matar o Kanda... Não! Ele não pode saber! Nem o Kanda... Não! Ele vai me odiar!
— Claro que não! O Yuu gosta de você!
— De onde você tira essas idéias tão ridículas?
Ela se virou, nervosa, olhando nos olhos dele com toda aquela revolta expressa em seu rosto. Os seus longos cabelos estavam um pouco desmanchados por ter mexido a cabeça tantas vezes e seus olhos, agora encharcados de lágrimas, haviam começado a ficar vermelhos. Lavi ficou sem palavras por um momento, depois colocou a mão na cabeça dela e puxou-a para um abraço.
— Lavi, porque você não me responde? — perguntou ela, sem fazer qualquer movimento de rejeição a aquele abraço.
— Porque você não acreditaria — respondeu Lavi, acariciando a cabeça dela carinhosamente como se ela fosse um pequeno cachorrinho indefeso.
— Eu o queria aqui...
— Não se preocupe, ele ainda vai chegar. Só que... Quando ele chegar você não irá estar chateada com ele, certo?
— Eu nunca converso com ele quando ele volta, ele nunca vem a tempo.
— Ele deve ficar chateado...
— Não, ele não liga.
— O Yuu liga, ele gosta de você.
— Porque você diz isso? — perguntou ela, voltando a chorar.
— Porque assim você criará coragem de contar a ele e ouvir com as palavras dele a mesma coisa — respondeu Lavi, sorrindo.
Lenalee não conseguia ver o rosto dele, mas sabia que ele havia dado um sorriso. Ela havia sentido o sorriso dele em sua cabeça. Ela só queria que ele entendesse que nada disso poderia ser verdade quando se referiam a Kanda... O gelo humano.
— Lavi, você se importa se eu for para o meu quarto descansar?
— Faça o que fizer você se sentir melhor afinal, você que é a aniversariante — respondeu ele, soltando-a daquele abraço. Ela olhou para o rosto dele mais uma vez, deixando que ele arrumasse um pouco seus cabelos despenteados, então com um sorriso e um sinal de sim com a cabeça, ela soube que ele havia dado a deixa para que ela pudesse ir.
Chegando a seu quarto ela pulou em sua cama macia e agarrou com força seu travesseiro branco, dizendo para si mesma que aquilo tudo era apenas um sentimento egoísta e idiota de querer que alguém se importasse com ela, quando essa pessoa nem ao menos tinha a obrigação de saber que ela existia.
Não muito tempo depois, na verdade, haviam sido apenas alguns minutos depois quando ela ouviu alguém bater na porta de seu quarto. Seu irmão, ela tinha certeza que era... Iria perguntar o porquê de ela não estar mais na festa.
Lenalee andou desanimadamente até a porta e a abriu tentando segurar suas lágrimas para que seu irmão não a visse chorar...
— Me desculpe... — disse a pessoa, cansadamente.
— O-o que? — perguntou ela, assustada — Não, minha mente está me pregando peças, você não está aqui. Você só voltará daqui a três semanas.
— Eu consegui finalizar a missão antes. Me desculpe, atrasei um minuto, já são meia noite e um, mas mesmo assim... Feliz aniversário.
Com essas palavras Kanda caiu de joelhos no chão necessitando que Lenalee o segurasse para que ele não desmaiasse. Ela estava preocupada com o que estava acontecendo, as roupas dele estavam todas estouradas e Kanda estava com traços roxos enormes em seu rosto. Será que ele havia apanhado?
— Kanda, o que fizeram com você? Eu te levo até a enfermaria.
— Não, eu só preciso dormir um pouco. Eu não dormi durante os últimos seis dias para poder terminar a missão, se eu dormir eu ficarei bem.
— C-como assim? Kanda porq-.
— Porque eu não queria que você ficasse novamente uma semana sem falar comigo por estar nervosa de eu não ter chegado no dia certo. Agora eu cheguei e você não vai fazer isso.
— Mas...
Lenalee não conseguiu terminar sua frase, Kanda havia acabado de desmaiar em seu ombro. O que no mundo estava acontecendo, foi o que ela começou a se perguntar. Kanda havia feito tudo aquilo para que ela não deixasse de falar com ele... Ela não pode fazer nada a não ser abraça-lo e começar a chorar...
— Obrigada...
Fim do capítulo 4.
N/a: Ok, ok, eu sei que a Lenalee foi um pouco egoísta, mas ficaria mais bonitinho assim... E o Kanda jamais agiria assim, mas também fica fofo assim... Em outras palavras: Perdão! x.x
Continuando...
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