Eu me superei agora, como escritora de romances eu não tenho futuro depois desse capítulo. Está ridículo. Se não gostarem... EU AVISEI!! :P
Disclaimer: D. gray-man não me pertence. :P
Capítulo 6. Pesadelo.
Kanda correu para o seu quarto quando voltou para o quartel-general e entrou nele, desesperadamente. Alguma coisa de errado estava acontecendo. Ele olhou para a ampulheta com a flor de lótus e todas as pétalas estavam caindo, uma por uma. Era impossível, não podiam estar caindo! Quando a última pétala chegou ao fundo da ampulheta ele sentiu uma súbita falta de ar e quando sentiu que iria morrer...Ele levantou de uma só vez sem nem ao menos conseguir respirar.
Olhando ao seu redor viu que estava sentado em uma cama e seu corpo estava todo repleto de suor, tremendo como se tivesse acabado de enfrentar o maior medo de sua vida (na verdade aquele havia sido o maior medo de sua vida). Desesperado com tudo o que estava acontecendo ele olhou para a pessoa que o chamava.
— Kanda, você está bem? — perguntou uma garota que estava sentada ao seu lado. Ela tinha longos cabelos verdes um par de olhos verdes que o olhavam cheios de preocupação.
— Você... Não... Você está morta...! Você não pode...!
— Do que você está falando? Eu estive aqui o tempo todo, desde a hora que você desmaiou, até agora. Kanda, você... Sonhou com a minha morte? — perguntou ela, acariciando levemente o rosto dele.
Kanda não respondeu, ele estava muito desesperado para isso. Ele também estava muito desesperado para perceber o que estava fazendo. Estava tão desesperado a ponto de só perceber alguns minutos depois que estava a abraçando com tanta força que poderia até sufocá-la, porém por mais que ele estivesse a machucando, ela não reclamava, ao contrário, ela o abraçava também e acariciava sua cabeça.
— Me desculpe, acho que te machuquei um pouco — disse Kanda, afrouxando seus braços, ainda de olhos fechados.
— Não tem problema, desde que você esteja melhor agora, está tudo bem.
Lenalee deu um sorriso e apoiou sua cabeça amorosamente no ombro dele. Ao mesmo tempo em que ela se sentia feliz por poder ajudá-lo, Kanda se sentia envergonhado por ter tido um pesadelo desses e a abraçado deaquela maneira. Tinha tanta vergonha que não tinha mais coragem de tirar o seu rosto do ombro dela.
Daquela maneira os dois permaneceram por vários minutos, quase meia hora onde nenhum deles queria que o outro separasse aquele abraço, porque como dizem: "Nunca seja a pessoa que se separa de um abraço". Kanda aos poucos foi se acalmando até chegar o momento que criou coragem e se afastou dela, porém não conseguia olhar nos olhos dela, tinha vergonha demais de dizer algo ou se explicar. Ele fez um movimento para se levantar, mas antes disso, ela segurou o braço dele para que ele não finalizasse sua ação, então Kanda, confuso, se sentou novamente e a olhou nos olhos.
— Kanda, tem algo que eu possa fazer para te ajudar?
— Não, estou bem — mentiu ele — Mas, por favor... Nun... Ca... D-Descumpra... Nossa promessa.
— Não se preocupe, eu não irei – sorriu Lenalee acariciando o rosto dele.
— Porque você é tão gentil assim comigo? Eu brigo com você, com seu irmão, com seus amigos e com todas as outras pessoas.
— Do que você está falando? Você não briga tanto assim comigo. Eu sei que é seu jeito e você tem um motivo para isso.
— V-você, sabe que eu tenho um... Motivo? — gaguejou Kanda engolindo em seco, com medo que aquela parte de seu pesadelo fosse verdade, aquela parte que Lenalee dizia para ele que Komui havia contado a verdade a ela.
— Claro! Qualquer um tem algum motivo para ser assim, então você também deve ter um.
Ele suspirou aliviado ao ouvir aquela resposta e saber que nada havia sido revelado, seria uma situação muito desconfortável saber que Lenalee havia descoberto.
— Eu estava esperando para dizer isso e... Agora que você está bem, eu queria agradecer.
— Pelo que? — perguntou ele, confuso.
— Você fez de tudo para voltar apenas para me dar os parabéns, eu... Eu fiquei tão... Feliz! — disse ela, começando a chorar — Eu não sei nem como demonstrar isso... Esse foi... O único, o único aniversário que teve a parte que estava faltando.
— Como assim, eu só-.
— Não, isso foi a maior surpresa e felicidade que eu poderia ter. Você dormiu as últimas vinte e quatro horas, mas acho que ainda deve estar um pouco cansado, não é? Você só deve ter acordado por causa desse pesadelo.
— Foi... O pior pesadelo que eu já tive em toda a minha vida... — admitiu Kanda, com um olhar triste — Eu jamais quero te ver morta — continuou ele, com uma voz tremula que ela nunca havia ouvido antes.
— Não se preocupe já que isso nunca vai acontecer — sorriu ela, encostando sua testa na dele — Eu fiz uma promessa para você, então vou cumpri-la assim como eu prometi que faria.
Kanda olhou para ela, corando muito com a proximidade de seus rostos, ele podia até mesmo sentir a respiração dela sobre o seu rosto. Ele fechou os olhos e se aproximou devagar, como se sua mente estivesse se esvaziado por inteira. Lenalee não havia entendido o que estava acontecendo, ela não podia acreditar mesmo que estava realmente acordada. Porque Kanda teria realmente feito aquilo, ele nem ao menos gostava dela. Ele... Kanda... Lavi havia dito...
Era inútil pensarem nesse tipo de coisa, a única coisa que importava, sendo realidade ou não, era que alguma coisa dentro deles dizia que estava bem, porque aquele beijo nunca haveria acontecido se não estivesse.
— Lenalee eu... — disse Kanda, um pouco chocado com a própria atitude.
— Você gosta de mim? — perguntou Lenalee seriamente, porém com um olhar sereno naqueles olhos que estavam quase colados aos dele.
— Eu... — disse Kanda, desviando seu olhar para baixo — Tch, porque eu... Tenho que dizer isso? Eu realmente...
— Eu te amo, Kanda — admitiu Lenalee, com o mesmo olhar de antes — Por favor, me responda isso. Eu queria muito ouvir um sim, faz tanto tempo que eu espero por isso.
— Você não... Como você?
— Não importa, se eu gosto de você é porque eu gosto de você. Não tem como eu te explicar como, isso aconteceu e quando eu dei por mim, eu já te amava.
— Eu também... Te... Te... Te... Te... Te...
— Eu sei que é difícil — riu ela — Vou fazer uma pergunta, então assim você só terá que responder um sim então. É verdade que você me ama?
- S-s-s-s-s-s-sim.
— Ótimo! — disse Lenalee, se levantando animadamente — Mas... Kanda — ela disse, olhando-o com uma expressão meio curiosa — Porque você gagueja tanto assim para dizer? Eu nunca imaginei que ia te ver gaguejando.
— Tch — resmungou Kanda, irritado.
— Kanda está com vergonha? — riu ela, mais uma vez.
— Fique quieta — resmungou ele, fazendo de tudo para não olhá-la com um olhar mortal.
— Me desculpe, é que eu achei tão engraçado te ver gaguejando.
Ela se sentou novamente na beirada da cama e ficou em silêncio olhando para ele pensando sobre algo que não conseguia fazer uma síntese; porém guardando os pensamentos só para ela sem parar de olhá-lo já estava começando a deixar Kanda nervoso porque uma das coisas que o incomodava era quando alguém ficava olhando para ele.
— O que é?
— N-não fique bravo comigo, é que... Eu estava pensando e...
Kanda franziu uma sobrancelha, esperando ela terminar a frase, mas ela só ficava parada pensando em algo sem dizer nada com seu rosto corando mais a cada instante.
— Que tal se você terminar a frase?
— É que eu... Kanda, você é meu namorado?
— Acho que sim.
— Você acha ou é? — perguntou ela segurando a camisa dele com uma expressão de cachorrinho sem dono.
— Tch, não me olhe desse jeito!
— Responde para mim então — disse ela, irritada.
— Se você quiser então eu sou.
— Para você eu sou ou não...?
— Pare de encher! Se eu disse que se você quiser, é porque eu quero que seja!
— Então eu posso te beijar de novo?
— Você não é a Lenalee que eu conheço.
— Me desculpe, é que eu-.
Certamente que ela podia beijá-lo de novo, mas Kanda havia sido mais rápido. Ele não sabia por que aquele dia não pensava nas conseqüências que teria por ter ganhado o cargo de namorado da irmã de Komui e ambos eram exorcistas. Tudo ficaria feio se Komui e os superiores como Leverrier descobrissem... É por isso que uma vida de exorcista era injusta. Se eles estivessem juntos, os superiores achariam que isso era uma barreira em sua missão de salvar o mundo e certamente tomariam alguma providencia que os separaria para sempre. Pelo menos era isso que ele imaginava...
— Kanda, o que vai acontecer se alguém descobrir? — perguntou Lenalee, como se lesse a sua mente.
— Não vamos deixar que isso aconteça, a partir de hoje, esse vai ser o segredo que devemos proteger como se fosse nossa própria vida.
— Tudo bem, se você diz, certamente ficará tudo bem.
Ela deu um sorriso alegre e Kanda corou novamente e virou de costas para ela se deitando de frente para a parede. Lenalee imaginava se deveria falar para ele ir para o quarto dele, ou se ela dormiria em um colchão improvisado com travesseiros que havia feito provisoriamente na noite passada...
— Ei, Lenalee, eu posso dormir aqui hoje?
— O-o que? M-mas Kanda...!
— Não se preocupe, eu deixo você dormir do meu lado.
— O que passa por essa sua cabeça? — perguntou ela, envergonhada.
— Eu não estou falando disso — respondeu ele, irritado.
— Você tem 17 anos, em que mais você estaria pensando?
— Em como uma garota pode estar pensando em coisas assim sendo que nem eu pensei nesse sentido?
— Você também pensou em algo assim, só não quer admitir!
— Não, eu não pensei quando perguntei se eu podia dormir aqui! Eu só queria dormir aqui porque eu estou aqui.
— E por acaso você promete que não fará nada? – perguntou ela.
— Prometo, acredita que eu não vou fazer nada assim agora que eu prometi?
Ele já estava um pouco irritado de ela estar duvidando de que ele faria alguma coisa com ela ou não, ela só tinha 15 anos o que diabos ele seria se ousasse tocar nela?
— Kanda, isso é estranho...
— Então durma no chão — disse ele, fechando seus olhos antes de sentir um peso ao lado da cama. Ele abriu os olhos novamente e olhou para o rosto vermelho dela, enquanto ela arrumava o seu travesseiro e se deitava ao lado dele. Kanda, como o prometido não fez nada, apenas a abraçou e fechou os olhos assim como Lenalee que nunca havia imaginado que algum dia poderia se livrar de seus pesadelos de pessoas mortas apenas por dormir ao lado da pessoa que ela mais amava.
Fim do capítulo 6.
N/a: Nossa... Falar coisas como: "Apenas por dormir ao lado da pessoa que ela mais amava" me soa tão ridículo. Desculpem-me, eu não consegui escrever nada melhor... Eu sei, esse foi o pior capítulo, Dressa-san é um pesadelo em escrever cenas românticas... (Eu disse que estava ruim...).
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