Desculpas a parte pela cena Allen e Lenalee.
Disclaimer: Dgray-man não me pertence.
Capítulo 8. Noite estrelada.
Lenalee chegou de sua missão às onze horas da noite e subiu as escadarias sendo acompanhada de Allen. Os dois haviam saído à procura de uma inocência na França e de lá até o quartel-general era uma longa viagem. Allen, como era um cavalheiro, carregava as malas de Lenalee até o quarto dela e Lenalee olhava para os corredores com grande atenção como se procurasse por algo.
- O que há de errado Lenalee? – perguntou Allen ao perceber a anormalidade do comportamento dela.
- Ah, n-nada. Porque a pergunta?
- Você está olhando pra todos os lados como se estivesse esperando alguma coisa – respondeu Allen – Posso te ajudar seja lá no que for?
Lenalee girou sua cabeça para trás e viu o jovem sorrindo para ela com aquele sorriso meigo que sempre tinha em seu rosto. Sentiu suas bochechas começarem a corar, mas virou a cabeça depressa e continuou a caminhar em direção ao seu quarto.
- Não precisa. Eu só estava me certificando de que não há nada de errado por aqui. Você sabe, meu irmão é meio louco às vezes.
- É que você não conhece o general Cross... – contrapôs Allen, parando de andar ao se lembrar das coisas terríveis que Cross havia feito com ele. Cross não era louco, ele era um maníaco doido assassino sádico.
- Eu não conheço o general, mas pelo que você diz, também nem tenho muita curiosidade de conhecê-lo – riu Lenalee, ao perceber uma expressão de medo e ódio estampados no rosto de Allen.
- Espero que continue para sempre com esse pensamento – riu Allen, se tocando que havia se perdido em seus pensamentos – Melhor andarmos mais rápido se não acabaremos passando a noite acordados.
- Uma ótima idéia – concordou Lenalee continuando a subir as escadas.
Percebendo que Allen agora estava muito entretido com o peso das bagagens e não prestava muita atenção nela, Lenalee pôde voltar sua atenção para os corredores e outros cômodos que ela podia ver da escada.
"Eu gostaria de saber se ele não está acordado andando por aí" pensou Lenalee, dando um longo suspiro.
- Você tem certeza que você está bem? – perguntou Allen mais uma vez.
- Mas é claro! Porque não estaria? – ela sorriu tentando disfarçar.
- É que você não para de olhar para os lugares e agora acabou de suspirar. Você parece meio triste... – disse Allen em tom de preocupação.
"Você é tão compreensível! Diferente do..." pensou ela, triste "Então... Era por isso que ele se preocupava...!".
- Eu estou bem. É que... Às vezes quando ficamos cansados começamos a nos sentir meio tristes sem motivo. Nós lutamos muito nesses últimos dias, por isso estou muito cansada.
- Tudo bem... Mas se precisar de um amigo para conversar, estarei aqui – insistiu ele, sorrindo.
Lenalee sorriu e, virando para frente novamente, os dois continuaram sua longa jornada até o andar onde ficava o quarto de ambos. Chegando ao quarto dela, Lenalee abriu a porta e eles entraram onde Allen depositou as bagagens no canto direito do quarto. Ele depois olhou para ela e um pouco envergonhado sorriu mais uma vez.
- Mais algo que eu possa fazer?
- Nada. Obrigada, Allen – respondeu ela. Allen a olhou um pouco envergonhado e se aproximou dela dando um leve beijo na sua bochecha, depois saiu correndo do quarto sem olhar para ela novamente. A única coisa que ela ouviu ele dizer foi: "Boa noite". Lenalee olhou assustada para a porta e correu para a sua cama onde se deitou e escondendo a cabeça por debaixo do travesseiro.
- O que diabos...! O que meu irmão faria se descobrisse! – resmungou ela. Vários pensamentos corriam por sua cabeça, dentre eles... Dentre eles... Ela não podia deixar que Allen fizesse algo assim. Ela amava... O Kanda.
- Aquele idiota – sussurrou ela, começando a chorar. A última vez que eles haviam se falado havia sido há dois meses atrás quando Allen chegou para o quartel-general. Naquele dia ela havia chorado. Chorado durante várias horas por causa dele. E depois disso... Depois disso ele não pedia desculpas? Ele era um idiota. Isso! Um idiota sem sentimentos. Mas mesmo assim... Sua cabeça não deixava de pensar nele.
"Porque eu não posso gostar de alguém como o Allen?" pensou ela fechando os punhos e apertando as cobertas ao seu lado "Porque eu... Porque eu não posso acreditar que o Kanda realmente gosta de mim?".
Alguns minutos depois ela finalmente conseguiu se acalmar e decidiu fazer algo diferente para se acalmar um pouco. Quando era criança subia para o telhado para se acalmar ou poder descansar um pouco, então faria isso daquela vez.
Lenalee subiu todas as escadarias vagarosamente e quando chegou ao último andar, ela abriu a porta. Ela olhou para todo o telhado e encontrou alguém inesperado sentado naquele lugar.
- Você... O que faz aqui? – perguntou Kanda, assustado.
Lenalee olhou para ele em estado de choque e depois de alguns segundos em silêncio conseguiu responder:
- Te faço a mesma pergunta.
- Tch – resmungou ele, virando a cara e voltando a olhar para as estrelas.
Lenalee observou Kanda por alguns segundos, então virou de costas para ir embora. Ela não queria ter que ficar perto dele. Não do jeito que ele a tratava.
- Para onde você vai?
- Vou voltar para o meu quarto – respondeu ela, parando de andar.
- Você ainda tem raiva de mim?
Lenalee virou sua cabeça para trás para olhá-lo, mas Kanda estava de costas para ela. Seria um erro sair de lá sem dizer nada para ele?
- Eu... Eu que deveria fazer essa pergunta.
- Pare de fugir do assunto – cortou Kanda.
- Eu não tenho raiva de você... Eu só... Não consigo entender o jeito que você age – respondeu ela, com sinceridade.
- Desculpe – sussurrou ele.
Ela não devia estar ouvindo direito. Ela havia acabado de ouvir Kanda Yuu se desculpando por algo? A palavra "Desculpe" havia saído mesmo da boca dele? O apocalipse bíblico estava se aproximando!
- Então, posso te acompanhar enquanto você assiste o céu? – perguntou ela. Um sorriso meigo em seu rosto.
- Faça como quiser – respondeu ele em um tom caloroso e, de certa forma, amável, em sua voz.
Ela sorriu e se aproximou dele, sentando-se ao seu lado. Olhando para o céu era possível ver que a noite estava tão estrelada como sempre, as estrelas brilhavam com várias "tonalidades" diferentes, várias mais brilhantes que outras e várias com um brilho um pouco mais fraco.
- Nós... Ainda...? – perguntou Lenalee, após alguns minutos, voltando sua atenção para o rosto dele. Kanda olhou para os olhos dela e Lenalee rapidamente abaixou sua cabeça voltando, a olhar para o chão.
- Você acha que eu deixaria você escapar de uma maneira tão fácil? – disse ele, ao colocar uma de suas mãos sobre o rosto dela. Lenalee tornou a olhá-lo e dessa vez, Kanda respondeu ao olhar dela com um beijo longo.
- Eu te amo – disse Kanda.
- Você disse mesmo isso? – perguntou ela, arregalando seus olhos.
- Tch, calada – resmungou ele, começando a corar.
- Você está com vergonha!
- Não estou!
- Está sim!
- Não estou!
- Está!
- Não!
- Não!
- Psicologia do 'inverso' não funciona comigo. Eu não estou com vergonha como admitiu você – disse ele, vitorioso.
- Hm... Então melhor eu aprender técnicas novas... – riu ela.
Kanda sorriu e a puxou abraçando-a pela lateral de seu corpo e assim eles ficaram, com seus olhos fechados e a cabeça dele apoiada sobre o ombro dela. Poucos minutos depois Lenalee acabou adormecendo nos braços dele, ainda cansada depois de sua missão.
"Tch, se Komui descobrir que a irmãzinha dele está dormindo aqui vai me estrangular" pensou Kanda se afastando um pouco dela e ajeitando os cabelos levemente desarrumados da jovem.
- Melhor leva-la até o quarto antes que Komui descubra. Eu não quero enfrentar robôs gigantes a essa hora da madrugada.
Fim do capítulo 8.
E meus dramas de novela mexicana continuam... Essa é a pior fanfic que eu já escrevi.
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