Vamos fingir que o Kanda ainda não sabe usar a terceira ilusão. Ok? :)
Agradecimentos: Nyan, fiquei muito contente com o comentário , domo arigato! E é claro, fiquei contente contigo também, maninho vitor, meu leitor super fiel! :)
Disclaimer: -man não me pertence. Olhem a novidade. xP
Capítulo 9. Um presente perfeito, porém...
Era fim de tarde e o vento soprava fraco naquela cidade de fim de mundo. Tudo estava um tanto quanto deserto e se não fossem por pequenas lojas posicionadas ao longo da rua, pareceria uma cidade fantasma. Kanda andou por entre as ruas, procurando algum akuma ou sinal de alguma inocência, mas não via nada... O que chamou sua atenção foi aquela vitrine.
Kanda se aproximou, olhou pelo vidro e viu um lindo anel dourado com uma pequena pedra transparente em cima, certamente que ele podia dar aquilo para Lenalee, ela ficaria tão feliz que saltaria de felicidade. Se ele tivesse apenas um pouco de dinheiro... Ele olhou para baixo, desanimado e continuou a caminhar, mas foi aí que algo lhe chamou a atenção, era algo que brilhava bem embaixo do bueiro. Ele se aproximou e se agachou, olhando por entres as gradezinhas ele pôde ver uma moeda dourada. Era seu dia de sorte!
O samurai sacou sua espada na mesma hora e cortou as grades, abaixando para pegar a moeda rapidamente. Era muito valiosa, parecia ser uma moeda de ouro puro! Com certeza ele poderia comprar aquele anel para Lenalee usando aquela moeda.
Ele entrou na loja e logo foi atendido por uma linda vendedora de longos cabelos dourados até a cintura. Ela se apoiou sobre o balcão, apoiando o queixo sobre suas mãos e olhou fixamente para ele. Kanda deu um passo para trás, um pouco assustado com aquela mulher, mas ela disse simpaticamente:
- O que deseja, meu lindo senhor?
- Eu quero aquele anel, posso pagar com isso? - perguntou Kanda, mostrando a moeda para a mulher e apontando para o anel da vitrine.
A mulher o olhou de cima embaixo, então pegou a moeda e começou a estudá-la. Ela a olhava, polia, então levantava até para a luz de novo, parecendo impressionada e muito alegre. Kanda tinha uma certa curiosidade de perguntar o motivo dela estar agindo assim, mas seu orgulho não deixava que perguntasse.
- Onde você arranjou isso? - perguntou ela, finalmente.
- Encontrei – respondeu ele, simplesmente.
A vendedora deu um sorriso, alegremente e disse:
- Isso foi um presente dado a mim a muito tempo atrás, mas outro dia quando dei por mim, havia sumido. Achei que nunca veria isso novamente! - explicou ela, sorrindo, emocionada, e segurando aquela moeda como se fosse um item tão valioso quanto sua própria vida.
- Mas... É apenas uma moeda.
- Não – riu ela, meigamente – Isso aqui é um pingente de ouro, por estar quebrado acho que você não pôde perceber.
Certo, aquela conversa toda podia ter esclarecido coisas inúteis, mas no final das contas a mulher ainda não havia lhe dito se aquilo pagava o anel. Se ela dissesse que não ele brigaria com ela, mesmo que achado não fosse roubado ele merecia pelo menos alguma gratidão por ter encontrado aquele pingente, se fosse outra pessoa talvez colocasse no bolso e fosse embora.
- E o anel? - perguntou ele.
- Ah, mas é claro!
Ela colocou o pingente em cima de uma almofada que havia sobre uma das prateleiras então saiu saltitante para a vitrine, onde ela tirou o anel do mostruário e o levou até Kanda, posicionando-o sobre o balcão de vidro. Era realmente muito bonito, Lenalee adoraria algo como aquilo.
Kanda pegou o anel na mão e o analisou, olhou para o tamanho do dedo, mas infelizmente era muito pequeno, não daria certo no final das contas... Ele estava decepcionado.
- Algo errado, senhor? - perguntou a vendedora, inclinando a cabeça, percebendo o olhar desapontado no rosto dele.
- É muito pequeno – respondeu ele, decepcionado.
- Hm... - disse ela, levando a mão ao queixo. Ela fechou os olhos e pelo que parecia, havia se posto a pensar, então exclamou alegremente um "Ah!" e saiu correndo para dentro de uma porta que havia ao lado de umas prateleiras.
Kanda esticou o pescoço e olhou com atenção para a porta, não saindo de seu lugar para não ser inconveniente. Ele tentou ver o que havia lá, mas infelizmente o quarto estava muito escuro e longe para que ele enxergasse. Alguns minutos se passaram e ele começou a ficar um pouco impaciente, já que no final das contas ele ainda não havia terminado aquela missão. Mas logo a mulher apareceu.
- Eu sabia que havia guardado isso! - exclamou ela, orgulhosa.
A loira correu em frente a Kanda novamente e mostrou uma caixa. Ela abriu-a devagar e então mostrou um lindo anel de ouro e diamantes que estava dentro dela. Kanda arregalou os olhos e fitou o anel, ainda não acreditando que ela havia lhe oferecido algo assim.
- Hahaha, pode pegar o anel, veja se servira no dedo da sua amada – riu ela, percebendo que Kanda ainda não acreditava no que via.
"Amada?" pensou ele, sentindo seu rosto esquentar um pouco. Era engraçado de ouvir alguém falando assim, eles sempre mantinham isso em segredo de todas as pessoas.
Ele pegou o anel na mão, examinou o tamanho, era perfeito! E o anel era muito mais bonito do que o de antes, tinha uma flor de diamantes no meio dele e vários diamantes ao redor do contorno. Mas estava mesmo correto ele levar algo assim? Era muito mais valioso do que aquilo que havia encontrado, mas não havia como negar algo como aquilo.
- Você deve estar se perguntando o porquê de eu estar lhe oferecendo algo assim, não é mesmo? - perguntou a vendedora, como se lesse os seus pensamentos.
- Hn – afirmou Kanda, ainda sem tirar os olhos daquele anel.
- O pingente que você achou foi dado para mim por meu marido há dois anos atrás, mas naquele mesmo dia, ele sofreu um acidente e acabou morrendo. Esse era o único presente que eu tinha guardado dele além das memórias. Ele era um homem gentil, amável e sempre estava sorrindo e ajudando a todos. Eu sinto muita falta dele – explicou ela, um pouco triste – Mas, você encontrou o meu pingente! Agora eu vou guardá-lo para sempre com carinho. Era a coisa mais valiosa que você podia ter me dado como pagamento, então nada mais justo do que meu item mais valioso para essa pessoa que você ama. Tenho certeza que ela guardará com tanto carinho quanto eu guardo esse pingente, mas não pela preciosidade, mas sim pelos sentimentos contidos nele.
Então esse era o motivo por ela estar lhe dando algo como aquele anel. Ele não recusaria, é claro. Lenalee ficaria mais do que feliz quando o tivesse em suas mãos por isso ele iria levá-lo.
- Você pode colocar em alguma caixinha pequena que fique fácil de se levar? - perguntou Kanda, estendendo o anel de volta para a mulher.
- Mas é claro! - sorriu a mulher, pegando o anel da mão dele. Ela andou até o canto da loja, mecheu em um armário e voltou com uma pequena caixinha preta com um lindo laço vermelho em cima. Ela entregou nas mãos dele e sorriu.
- Aqui está.
- Obrigado – agradeceu ele, tendo certeza que não seria nada educado não dizer nada para alguém como ela.
- Ah, só mais uma coisa! - chamou ela, quando ele estava se retirando da loja – Qual é o seu nome?
- Kanda, você?
- Sou Laila. Espero nos encontrarmos novamente – adicionou ela, acenando para ele. Kanda levantou uma mão e então saiu da loja, voltando para aquela rua e percebendo que o sol havia começado a se por. Era hora de terminar a missão.
Ele andou pelas ruas, procurou por akumas em algumas ruas fechadas, mas não encontrava nada; foi quando ele sentiu uma intenção assassina vinda detrás dele. Ele deu um salto e desviou de um ataque por pouco, era um noah. Uma de cabelos compridos e negros.
"Quem diria que eu encontraria um deles por aqui" pensou ele, sacando a sua espada.
- Inocência, ativar – disse ele, passando dois dedos pela lâmina de sua espada. Ele correu para atacar a noah, mas o braço dela se transformou em um tipo de chicote que ela usou para segurar o braço dele. Kanda não podia se mover, ele receberia um ataque se não fizesse nada. Ele conseguiu dar um salto no ar, desviando do outro braço, mas ela soltou a espada dele e deu uma chicotada em sua barriga que o mandou com força de encontro com uma parede que estava atrás dele.
A noah o olhava com uma expressão sempre fria em seu rosto, não parecendo se divertir com a sua dor e nem tendo medo de poder ser vencida. Claro que ela não estava com medo, ele havia sido patético até o momento.
Mas pelo visto naquela luta ele não teve tanta sorte assim...
O samurai tentava atacá-la de todos os ângulos, usava os seus ataques mais fortes, mas ela sempre arranjava um jeito de escapar. Parecia determinada a acabar com ele. O último ataque foi o pior de todos, havia perfurado o seu estômago. Mesmo usando a segunda ilusão não estava sendo possível vencê-la! Ela devia ser uma das mais fortes.
Se ela acertasse o próximo ataque, venceria. Ele já estava muito debilitado para lutar. A única coisa que tinha para fazer era fugir. Kanda fugiu, correndo com toda a velocidade que podia, mas Lulubell estava sempre, logo atrás dele. Ela havia se transformado em um tigre e corria muito rápido. Ele virou algumas esquinas e entrou em uma porta que havia aberta e se escondeu. Quando percebeu que ela havia virado uma esquina e não havia visto que ele havia entrado naquela casa, ele saiu e correu em direção a floresta. Conseguiu se infiltrar bastante quando sua vista começou a enegrecer. Ele se sentou atrás de uma árvore, respirando com dificuldade, colocou a mão sobre o machucado que doía e fechou os olhos.
"Não posso perder a consciência agora, tenho que esperar isso cicatrizar um pouco para fugir para um lugar que ela não me achará. Droga, o conde já começou a agir?".
Passaram-se dez minutos, ele estava conseguindo manter bem a consciência, deveria ligar para a Ordem Negra e dizer que havia sido atacado e que precisava de ajuda, mas estava muito longe da cidade e seu golem havia sido quebrado enquanto estava lutando. Estava como um rei cercado esperando pelo cheque-mate. A sua única chance era de a noah desistir de procurá-lo ou não conseguir encontrá-lo.
Foi quando ele ouviu um barulho de passos vindo para onde ele estava. Estava cercado, aquele seria o fim. Os passos estavam cada vez mais perto e a sua vista cada vez mais escura. Não, ele não podia... Ele não podia morrer até cumprir sua promessa a Lenalee!
- Encontrei você.
Aquelas palavras foram as últimas que ele ouviu antes de tudo se tornar escuro. Pelo visto nem mesmo aquele presente tão lindo chegaria até as mãos dela.
Fim do capítulo 9.
Vamos fingir que o Kanda também morre. Até o fim do mangá eu tenho a leve impressão de que a Hoshino vai nos dizer: "Hahaha, Kanda é imortal até que todas as pétalas caiam". Mas beleza.
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