Então né... Vão matar essa fictionwritter do mal? Não se preocupem, nem que seja no ano que vem Dressa-san termina essa fanfic. Faltam mais dois capítulos. Só mais dois! x.x Terceiro colegial é difícil sabe... Estudar, estudar, estudar... E quando num é estudar é ficar nervoso por ter que estudar... Ou seja, estou de ressaca de livros e sem vontade de escrever... Isso é do mal, eu sei, mas peço desculpas pela demora... Desculpas mesmo. E agradeço a quem ainda espera para ler essa fanfic.
Disclaimer: Dgrayman não me pertence.
Capítulo 10. Triste notícia.
A notícia havia chegado naquela manhã... A triste notícia. Seu irmão havia a chamado pessoalmente em sua sala para dar o triste recado. Kanda estava morto... Lenalee não podia acreditar no que estava escutando. Kanda não podia estar morto! E a promessa que haviam feito? Ele não podia e não iria morrer! Ele sempre cumpria com sua palavra!
Komui se levantou de sua cadeira, se aproximou de sua irmã mais nova e sentou-se ao seu lado. Ele sabia que ela teria uma reação daquelas... Sabia que Lenalee amava demais aquele "morto-vivo" agora realmente morto, mas o que não sabia era que Kanda e Lenalee estavam juntos há tanto tempo. Se soubesse talvez entendesse um pouco a gravidade da situação e o quanto ela realmente gostava dele...
- Pode chorar o quanto quiser, eu sei que é difícil – disse ele, não sabendo mais o que podia dizer para ela, abraçando-a amavelmente.
Lenalee até quis abraçar o seu irmão, mas estava revoltada demais para isso. Quem era que mandava Kanda para missões perigosas? Komui. Quem é que nunca havia deixado Kanda ficar com ela em pelo menos um de seus aniversários? Komui. E quem é que havia dito que Kanda estava morto? Komui. Ela não podia aceitar isso vindo dele. Ele devia estar pregando uma peça nela! Isso, era só uma peça, Kanda não estava morto, porque ele não podia. Kanda não iria deixa-lá viver sem ele. Não ele... Não sem ele...
Em meio a todo aquele ódio, ela empurrou o seu irmão, com raiva, e saiu correndo para fora da sala sem dizer mais nenhuma palavra, só aguentando as lágrimas que escorriam por sua face e turvavam a sua visão. Ela ouviu a voz dele a chamar logo atrás, mas fingiu não escutar, queria ficar sozinha. Nada mais importava... Se Kanda estava mesmo morto, nem sua vida importava mais.
Ela descer as escadas, pulando vários degraus de cada vez. Queria ir para bem longe, bem longe, queria correr o mais rápido que podia. Queria correr até que suas pernas não aguentassem mais. Queria correr até poder cair ao chão e esperar por sua morte... Sentimento egoísta, não é mesmo? E as pessoas lá fora que sofriam também? Várias pessoas eram mortas por akumas todos os dias! Mas ela lá estava ligando para aquilo? Porque ela que tinha que carregar esse peso? Isso não era justo! Não era nem um pouco justo! Se não fosse a existencia daquela maldita inocência ela teria vivido sem lutar, Kanda teria vivido sem lutar e nenhum deles teria que aguentar viver sem o outro. Talvez tivessem se conhecido andando por algum parque ou frequentando a mesma escola! Poderiam ser felizes passeando juntos por uma praia e assistindo o por do sol. Kanda não estaria morto... Ela não estaria sem ele. Não era egoísta pensar assim, era? Cada um tem o seu sentimento e seu sofrimento não pode ser comparado ao resto do mundo porque para aquela pessoa, seu sentimento pode ser o pior do mundo.
Ela chegou no último andar e saiu pelo portão de entrada. Esbarrou com várias pessoas, mas não parou para pedir desculpas, nem mesmo quando tentavam perguntar: "Está chorando?" ou: "Está bem?". Afinal de contas, não vinham atrás, só perguntavam. Ela parou perto de uma árvore, olhou para o céu escuro, porém estrelado e então se sentou embaixo de uma árvore. O céu era estrelado, mas não era lindo, porque não conseguia ver beleza em seu mundo. Que contraditório...
- Você me prometeu que não morreria. Eu te odeio, Kanda! Você quebrou sua promessa – disse ela, soluçando e dando uma respirada bem fundo para gritar com todas as suas forças: "EU TE ODEIO!".
- Ei, não odeie os outros assim – disse Allen, dando um pequeno sorriso, parecendo também bem abatido.
Lenalee não respondeu, para não ser mal-educada. Mas por pior que parecesse, ela sabia que Allen estava certo. Kanda não tinha culpa por ter morrido...
Ele se aproximou dela e se sentou ao seu lado. Tinha muitas coisas que gostaria de dizer, coisas como: "Se acalme, prometo que isso vai passar!" Ou: "Também sinto falta dele", ou quem sabe: "Pode chorar até não aguentar mais, esperarei com você até que melhore". No entanto, nenhuma dessas frases pareceu certa para dizer. Ela poderia não gostar, ficar mais triste, chorar mais ainda, achá-lo idiota, odiá-lo. O melhor deveria ser ficar em silêncio e apenas mostrar que estaria com ela para tudo que precisasse. Mostrar que ela também era querida para ele e o quanto estava preocupado.
- Allen... Porque o Kanda morreu?
- Er... Bem, eu não sei, ele deve ter sido atacado-
- Não! Eu quero saber porque ele morreu. Porque as pessoas morrem? Para deixar saudades no coração das outras? É injusto! Eu quero vê-lo. Eu preciso vê-lo! Eu quero abraçá-lo! Quero ouvir a sua voz mais uma vez, mesmo que seja só mais uma vez! Quero ouví-lo chamar meu nome. Quero ver o seu sorriso... Quero que ele diga que me ama... Pelo menos uma última vez... E depois... Poder morrer ao seu lado para nunca mais ter que suportar a sua ausencia... - chorou ela, abraçando Allen com força e dando soluços cada vez mais altos.
- Le...Lenalee... - disse Allen, surpreso.
"Então você... Realmente... Era apaixonada por... Ele?" pensou Allen, sentindo como se alguém estivesse tentando puxar seu coração para fora de seu peito.
Allen respirou fundo e acolheu-a em seus braços. A verdade, é que ele tinha algo em mente... Algo que queria compartilhar com ela, mas ficava mais difícil ainda agora que ouvia-a dizer isso. Se Kanda estivesse morto, talvez algum dia ele pudessem alcançar o coração dela, mas se não estivesse, estava apenas declarando seu atestado de burrice e entregando-a a aquele samurai idiota. Mas aquele mesmo samurai idiota, era alguém que havia salvo a sua vida uma vez, e aquele mesmo samurai idiota, era a pessoa que sua amada amava. Se Kanda estivesse vivo, ele poderia ver o sorriso verdadeiro de Lenalee novamente. Não a veria sofrer... Poderia nunca ter aquele sorriso para si, mas podendo ver de longe a sua felicidade, talvez fosse o suficiente.
- Você... Acredita mesmo que o Kanda está morto? - perguntou Allen, engasgado.
- Eu não queria acreditar... Mas... Foi o que disseram, não foi?
- E te contaram os detalhes da morte? - disse ele, voltando a questioná-la.
- Não, não esperei que me contassem – respondeu Lenalee, começando a tremer um pouco. Será que ainda havia alguma esperança?
- Os finders não encontraram o seu corpo, apenas seu golem quebrado e muito sangue pelo caminho. Claro, sabem que aquele sangue era o dele, mas porque o corpo teria sumido?
- Pode ser que um noé tenha sumido com ele – respondeu Lenalee, que esperava uma notícia melhor. Kanda devia ter sofrido muito... Será que tinha sido torturado? Tentado viver desesperadamente enquanto deixava um rastro de sangue para trás?
- Eu quero procurá-lo. Não acredito que o Kanda morreria tão facilmente – disse Allen, finalmente.
- Você é idiota? Já devem ter mandado milhares de finder atrás dele!
- E o que você tem a perder? Se ficar aqui vão te mandar para alguma missão e você vai acabar morrendo por distração! - respondeu Allen, nervoso – Eu quero te ajudar, quero te proteger também!
- Allen... - exclamou Lenalee, assustada.
- Vou falar com o Komui e você virá comigo por bem ou por mal! - insistiu.
Com isso ele se levantou e correu para dentro do quartel-general, antes que Lenalee pudesse correr atrás para tentar impedí-lo. Ela nem ao menos levantou e tentou ir atrás. Por pior que parecesse, ela tinha uma pequena chama de esperança acesa em seu peito... O que ela tinha medo era que ela se apagasse.
Fim do capítulo 10.
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