Vivas as férias, no dia seguinte um capítulo novo! Hahuauahuah. Espero que gostem... XD Não me matem pelas cenas Allen/Lenalee dos últimos capítulos...
Disclaimer: Dgrayman não me pertence.
Capítulo 11. Lágrimas perante a verdade.
Após uma grande luta cheia de emoção, Allen conseguiu convencer Komui a deixar que ele e Lenalee fossem vasculhar a área onde Kanda havia desaparecido. Claro que o argumento contra a busca havia sido que quem matara Kanda poderia aparecer novamente e matá-los também, no entanto Allen respondeu com grande convicção:
- Se essa pessoa aparecer, sentirei o prazer de matar o desgraçado que matou o meu amigo.
Komui não podia argumentar contra aquilo, podia? Só teve a vontade de perguntar: "Mas vocês dois não se odiavam?", no entanto não teve coragem para isso. Causaria uma discussão desnecessária. Ele apenas disse para que Allen fosse e tomasse conta de Lenalee para que ela não se machucasse ou nada assim. Komui não precisava nem ao menos dizer isso, Allen sempre protegeria Lenalee.
Algumas horas depois, os dois exorcistas se viram naquela cidade deserta na qual Kanda havia desaparecido ou morrido. Tentaram perguntar sobre ele para as pessoas das casas, mas a maioria estava vazia e nas outras as pessoas não os deixavam entrar e diziam que não haviam visto nenhuma pessoa assim. Lenalee abaixou a cabeça desanimada, e resmungou com seus olhos se enchendo de lágrimas:
- Droga, Allen, já chega disso, o Kanda não está mais aqui. Ele está em outro mundo...
- Não desista! Eu sei que vamos encontrá-lo! - insistiu Allen, vendo a expressão de desanimo no rosto dela.
- Porque insinste tanto? - perguntou, desanimada – Não é pior? Ter uma esperança ilógica que só te fará esperar algo que nunca acontecerá?
- Se teve algo que eu aprendi durante todos os meus anos, foi que desistir não é uma alternativa – respondeu Allen, se aproximando dela. Ele secou suas lágrimas com o seu polegar e levantou o seu rosto de modo que ela pudesse olhar em seus olhos – Eu sinto que nós iremos encontrá-lo.
- E se não encontrarmos? - insistiu ela.
- Nunca teremos tido o arrependimento de não ter tentado, e mais uma coisa... Podemos passar por alguns lugares e atrasar um pouco a volta até que você se sinta melhor para receber alguma missão. Se não esfriar um pouco essa cabeça, pode acabar se machucando também e eu não quero isso. Sou seu amigo, quero o melhor possível para você.
- Desculpe, por te fazer se preocupar... - disse ela, abaixando a cabeça novamente.
Allen deu uma risadinha e respondeu:
- Não se preocupe, eu sei o que é a dor de uma perda... Quando Mana morreu, não sabia o que fazer, queria ir junto. Meu desespero foi tão grande que acreditei até em alguém como o conde do milênio.
Lenalee levantou a cabeça e olhou para um Allen que já andava a sua frente, indo até a próxima casa. Era verdade... Ela havia esquecido que Allen já havia passado por aquilo. Ele estava sempre tão feliz, sorrindo, sendo gentil. Será que algum dia ela poderia ser assim? O importante era que naquele momento ouvisse o que ele tinha a dizer e tentar, com muito esforço, não desistir.
Eles andaram por mais algum tempo, não encontrando uma misera pista. Foi quando algo chamou a atenção de Allen, era uma loja bem no meio daquele nada onde se encontravam. Talvez houvesse alguém lá dentro! Era impossível que Kanda houvesse entrado em uma loja de jóias, mas quem sabe haviam visto-o passar? Ele correu até a loja, mas quando chegou a porta viu a placa escrito: "FECHADO".
- Droga, justo quando achei que seria um bom lugar para procurar! - exclamou ele, irritado.
- E se perguntarmos na casa ao lado? - perguntou Lenalee, surpreendendo-o por finalmente mostrar um sinal de vida – Talvez sejam os donos, nunca se sabe.
- Pode ser – respondeu ele, dando um sorriso.
Ele olhou para a casa, procurou uma campainha, mas como não havia nenhuma, bateu na porta. Demorou um pouco, mas uma mulher apareceu, abrindo apenas uma fresta da porta para perguntar secamente:
- O que querem?
"Grossa" pensou Lenalee, fazendo cara feia na hora.
- Com Licença, você viu um rapaz de cabelo comprido, cara de poucos amigos e roupa preta como a nossa? - perguntou Allen, educadamente, diferentemente da mulher.
- Não, não vi – respondeu ela, rapidamente, batendo a porta com força na cara deles.
Allen olhou para Lenalee e depois para a casa novamente. Ambos pensavam a mesma coisa é claro: "Se era para ser tão grossa nem atendesse a porta, não fizemos nada de mal", ou simplesmente "Vá se ferrar". Entretanto quando estavam para dar as costas e procurar em poutra casa, a mulher apareceu novamente na porta, mas dessa vez a abriu totalmente, mostrando ser uma loira muito bonita, ao contrário do seu aparente nível de educação. Apesar de que dessa vez, tinha um sorriso em seu rosto e parecia ser totalmente diferente do que havia se mostrado ser instantes atrás.
- Desculpem, pensei que fossem inimigos. Podem entrar por aqui – disse ela, com um sorriso doce em seu rosto.
Lenalee parou repentinamente de respirar. Será que aquilo queria dizer que...
- Ele está com a senhora? - perguntou Allen, tão surpreso que as palavras saíram até meio engasgadas.
- Sim e por favor entrem rápido antes que possamos correr algum perigo de aquela mulher que fez isso aparecer aqui – respondeu ela, em um sussurro.
Lenalee quase deu um grito de alegria, só não o fez porque Allen tampou a boca dela antes e a arrastou para dentro da casa. A mulher fechou a porta e os conduziu até uma sala, onde enrolou um tapete e abriu um alçapão que dava para o porão. Eles desceram a escada podendo enxergar apenas uma pequena luz de vela no fundo do porão, onde ao lado, podiam ver Kanda deitado em uma cama, coberto por um lençol branco.
Quando viu que eles desciam, Kanda se levantou e se sentou na cama, olhando para eles fixamente. Lenalee, por sua vez, não se conteu, quando viu que ele olhava para ela, saiu correndo na frente dos outros dois e se jogou em cima dele dando um abraço bem apertado, chamando o nome dele bem baixo.
- Achou que eu estava morto? - ele perguntou, percebendo que ela havia começado a chorar.
- Achei – choramingou ela, olhando para ele com carinha de dó.
- Idiota, eu te prometi que não morreria – respondeu ele, nervoso – Você sabe que eu sempre cumpro com as minhas promessas.
- Desculpe por duvidar de você – riu Lenalee, dando um beijo nele.
Allen parou no último degrau e piscou algumas vezes ao ver aquela cena. Ótimo, ele havia feito a pessoa que amava encontrar com aquele que ela amava e agora também havia descoberto que os sentimentos eram recíprocos. O pior era que Allen nunca havia descofiado daquilo... Tinha vontade de chorar... Havia perdido para Kanda.
- Você também gosta dela? - perguntou a mulher.
- N-não, eu...
- Não esconda, seus olhos estão cheios de lágrimas – respondeu ela, compreensivamente, tirando um lenço do bolso e enxugando as lágrimas dele – Essas coisas acontecem... Já aconteceu comigo. Apesar de ter amado meu marido mais do que tudo, tenho a marca de outra pessoa para sempre em meu coração.
Allen deu uma risadinha e respondeu:
- Bem, me sinto confortado por não ser o único com esse problema. O importante é que ela está feliz, não é mesmo? - perguntou ele, gentilmente, a mulher.
- Sim, foi o que pensei quando o mesmo aconteceu comigo – respondeu ela, dando uma risadinha – Apesar de que não foi nada fácil.
- Mas é claro – afirmou ele, sorrindo e limpando as novas lágrimas que insistiam em aparecer em seus olhos – No entanto... Mudando de assunto. Como ele veio parar aqui?
- Eu vi uma mulher perseguindo-o, então o salvei e o trouxe rápido para cá antes que a mulher aparecesse – respondeu ela.
- Muito obrigado – agradeceu Allen – Mas porque se arriscou a toa?
- Bem, ele recuperou algo muito importante que eu havia perdido – riu ela, mostrando para ele o pingente que Kanda havia recuperado para ela – É uma longa história, que tal deixarmos eles sozinhos e então eu te conto tudo?
- Ah... S-sim... Pode ser – respondeu Allen, olhando para eles, uma última vez, tristemente. Então ele viu que Kanda havia olhado para ele, por isso disse, se fingindo de emburrado – Idiota, tente não preocupar tanto as pessoas que estão a sua volta! Da próxima vez não virei atrás!
- Sabe que não preciso de sua compaixão, novato – respondeu Kanda, dando um sorriso ironico.
- Já disse que o nome é ALLEN – respondeu o mais novo, dando um sorriso – Estou subindo, vê se cuida bem dela, entendeu?
- Tch, você fala demais – resmungou Kanda.
Lenalee olhou para Allen, mas não percebeu as lágrimas que ele enxugava, ao contrário de Kanda. Mas nada podia ser feito, não é mesmo? Se fosse em outra situação, talvez Kanda houvesse sentido ciúmes, mas depois daquilo, era visível que Lenalee não amava outra pessoa se não ele.
- Você está ferido? - Lenalee perguntou, preocupadamente.
- Não, já estou melhor. Você sabe que me curo rápido.
Ela deu algumas risadinhas e deu o abraçou novamente.
- Nunca mais suma sem me avisar, está certo? - sussurrou ela.
- E você não duvide nunca mais das minhas promessas.
- Certo, certo. É uma promessa? - riu ela, soltando ele, e levantando o dedo mindinho.
- Tch! Não somos crianças para fazermos isso – resmungou ele.
- Ah! Se não fizer isso não vou acreditar! - choramingou ela, fazendo bico.
Kanda pareceu contrariado, mas levantou o dedo mindinho e fizeram a promessa. Ele parecia até irritado, mas Lenalee sabia que não estava, seu rosto não estaria tão corado se estivesse.
- Tenho algo para lhe dizer! - ele disse, repentinhamente, parecendo lembrar de algo. Ele abriu a gaveta do criado mudo onde se encontrava a vela e tirou algo de dentro, que escondeu dentro de sua mão fechada. Ela olhou curiosa e inclinou sua cabeça, ainda olhando para a mão dele, esperando para ver o que tinha dentro – Quando acabar a guerra você vai se casar comigo – disse ele, imperativamente, mostrando o anel que havia comprado. Lenalee quase riu, quem no mundo falava algo assim? Ele não estava pedindo a mão dela em casamento, ele estava ordenando que ela casasse com ele!
- Oras, e se eu não quiser aceitar? - perguntou Lenalee, não conseguindo segurar as risadas.
- Você vai – afirmou ele, parecendo encabulado.
- Claro que eu vou. Hahaha – riu ela – Mas você podia fazer uma pergunta, seria mais... Não sei, romantico?
- E quem liga? - perguntou ele, ficando irritado de tanta vergonha que estava sentindo.
- Tudo bem, já entendi. Não se preocupe, eu vou me casar com você – riu ela, colocando o anel em seu dedo e dando um longo beijo nele. Claro, aquele não havia sido o pedido de casamento mais romantico que ela já havia visto, ou melhor, devia ter sido o menos romantico, mas o que ela podia fazer? Estava falando de Kanda Yuu, não é mesmo? Jamais esperaria outra coisa. Se esperasse, não seria mais o homem que ela tanto amava.
Fim do capítulo 11.
Se gostarem, deixem uma review.
Se odiarem, deixem uma review.
Se não souberem o que acharam, deixem uma review e me façam feliz. :)
