Parte I


Capítulo 1 – O Segredo de Sirius


Harry acordou sem a menor vontade de acordar. Sabia muito bem o que lhe esperava no "maravilhoso café da manhã com os Dursley".

Desde o dia em que ele e seu primo Duda haviam sido atacados por dementadores em Little Whinging, que Duda não era mais o mesmo. Antes, provocar Harry era uma de suas maiores diversões. Agora, cada vez que ele encontrava o primo, corria para dentro do quarto. Além disso, ele se recusava a sair de casa depois que escurecia.

Harry supunha que o comportamento dele era por causa do que ele viu e sentiu com a presença dos dementadores. Ele morria de curiosidade para saber o que Duda mais temia no mundo, mas nunca lhe perguntou o que era, até mesmo por que tia Petúnia o proibira de falar com o filho, como condição para permanecer na casa.

Ele teria provocado Duda só para ser expulso da casa e poder ir ficar com Rony e Hermione. Mas desde a morte de Sirius, ele prometera para si mesmo que seria responsável e não se meteria em confusão. Sentia um grande vazio com a perda do padrinho, que era a pessoa mais próxima de um pai que ele havia conhecido. Sua tristeza era tão grande, que ele não sentia a menor vontade de escrever para Rony ou Mione, pois sabia que os dois amigos lhe perguntariam como ele estava e insistiam em dizer que ele não tinha culpa pelo acontecido.

Mas ele tinha culpa. Por mais que todos lhe dissessem o contrário. Ele quem havia tomado a decisão de ir ao Ministério "salvar" Sirius. E foi ele, que além de cair numa armadilha de Voldemort, colocara todos os seus amigos em perigo, além de fazer Sirius sair do esconderijo para salva-lo e cair atrás do véu.

O véu. "Maldito seja aquele véu", pensava todas as vezes que se lembrava que não veria mais Sirius por causa de um simples véu.

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Em meados de julho, Harry recebeu uma visita inesperada. Tia Petúnia bateu na porta do quarto avisando que ele tinha uma "visita", mas como Harry não respondeu, a "visita" abriu a porta e entrou no quarto.

− Harry! – gritou uma garota de cabelos castanhos cacheados, assim que viu o garoto. Harry sorriu em resposta e foi abraçar a garota.

− Hermione. Bom ver você!

− Você não nos deu notícias. Ficamos preocupados. Digo, eu e Rony ficamos, porque a Sra Figg e Mundungus avisaram a Ordem que você estava bem.

− Eles continuam me vigiando? – perguntou Harry, tentando em vão arrumar o cabelo preto espetado.

− Ordens de Dumbledore. Você sabe como é! – respondeu Hermione, meio sem graça.

− Sei bem – respondeu Harry desanimado – Então Hermione, por que veio?

− Eu já te disse. Vim te visitar para saber como você está – respondeu Hermione. Harry a fitou incrédulo – Ok. Vim te dar um aviso também.

Fique quieto em casa e não se meta em confusões? – respondeu Harry com raiva se jogando na cama.

− Na verdade eu vim dizer para você arrumar as suas coisas, porque hoje a noite os membros da Ordem virão buscá-lo.

− O quê? – perguntou Harry espantado, pulando da cama.

− Você escutou – respondeu Hermione séria – E não deixe seus tios perceberem que você vai embora hoje à noite.

− Obrigada Hermione - agradeceu Harry, abraçando a menina, que sorriu – É a melhor notícia que recebo há tempos. Pra onde vão me levar? Pra Toca?

Não – respondeu Hermione, sem graça – Pra Sede da Ordem.

Harry respirou fundo e sentou na cama. O Largo Grimmauld. Ele sabia que um dia teria que voltar lá. Só não sabia se estava preparado para fazê-lo. Tudo ainda era muito recente. E ele não fazia a menor idéia de como se sentiria ao voltar à antiga casa da família Black.

− Está tudo bem?

− Sim... – ele respondeu desanimado.

− Eu e Rony adoraríamos ir para a Toca. Mas Dumbledore acha que não é seguro. Agora que todos já sabem que Você-sabe-Quem voltou, ele acha que os Comensais vão voltar a atacar como antigamente, já que eles não precisam mais se esconder.

− Eu entendo.

− Tudo vai dar certo, Harry.

− Sei disso, Mione – respondeu, bastante incerto do que dizia.

− Bom, foi bom ver você, mas eu tenho que ir – ela falou o abraçando novamente – Meus pais estão me esperando lá embaixo.

− Tudo bem. Eu te vejo a noite então, não é?

− Sim, eu vou para a sede – disse – Se cuida ta?

− Pode deixar, Hermione, eu vou ficar vivo até lá – Harry respondeu. A garota sorriu e caminhou até a porta – Posso te fazer uma pergunta?

− Claro!

− Como os meus tios deixaram você entrar? Eles não suportam nada que tenha a ver com Hogwarts.

− Você esqueceu que meus pais são trouxas? E nada como um bom carro e uma boa aparência para convence-los – ela respondeu, saindo do quarto.

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À noite, Héstia Jones, Emmelina Vance, Alastor Moody e Elifas Doge foram a casa dos Dursley buscar Harry. Eles adotaram o mesmo esquema feito no ano anterior para retirar o menino da casa: Inventaram uma desculpa para tirar os Dursley de casa, e enquanto uns vigiavam o lado externo da casa, os outros buscavam Harry e o levavam até o Largo Grimmauld.

− Chegamos – Moody falou. Harry desceu da vassoura e ficou olhando na direção entre as casas número 11 e 13. Logo uma casa com uma porta preta escalavrada com uma maçaneta prata com em forma de serpente, paredes sujas e janelas opacas de fuligem se materializou na sua frente.

Harry sentiu que tremia da cabeça aos pés e não era de frio. Ele sentia que o seu maior desafio naquele momento era o de entrar naquela casa. Entrar e saber que Sirius não viria recebê-lo com um grande sorriso no rosto.

− Vamos, Harry? – chamou Héstia, quando a porta abriu.

Harry entrou na casa e logo foi recebido com festa pela Sra Weasley, que abraçou o menino com muita força e lhe deu um grande beijo estalado na bochecha. Hermione e Rony desceram as escadas correndo ao perceberem que o amigo havia chegado. Eles também o abraçaram e Hermione também lhe deu um beijo na bochecha.

− Como você está, Harry? – Ela perguntou afobada.

− Deixa o Harry respirar! – provocou Rony, mas a garota não lhe deu idéia.

− Vamos lá pra cima. Temos muito que conversar.

Harry concordou. Hermione e Rony o ajudaram a levar Edwiges em sua gaiola, o malão e a Firebolt. Quando estavam subindo as escadas, Harry reparou nas cabeças de elfos domésticos que estavam penduradas na parede e em como estavam fazendo barulho para subir com as suas coisas para o andar superior. Duas perguntas lhe vieram a cabeça.

− Onde está o Monstro? – perguntou. Hermione deu um muxoxo e continuou subindo as escadas. Rony parou e fez Harry parar onde estava.

− Não toque nesse assunto com ela! – pediu, deixando Harry intrigado.

− Por que não?

− Bom, ela não se conforma com o que aconteceu.

− E o que foi que aconteceu? – Harry perguntou curioso.

− Monstro foi assassinado.

Assassinado?

Digamos que ele foi morto. É um jeito melhor de dizer – corrigiu Rony.

− Mas como?

− Ninguém sabe. Um dia chegaram aqui e não o encontraram. E quando foram olhar aquela "exposição de cabeças" da parede, descobriram que a dele estava lá.

− Ele não pode ter morrido, naturalmente?

− E como ele mesmo colocaria sua cabeça na parede depois de morto? – respondeu Rony – Não mesmo. Alguém liquidou o desgraçado. Melhor assim, ele não servia pra nada mesmo.

− Quem poderia ter feito uma coisa dessas?

− Eu pensei no Dumbledore, mas Hermione acha que ele não seria capaz disso. E o próprio Dumbledore acredita que tenha sido alguém da família. Ninguém mais conseguiria fazer isso.

− Alguém da família? Mas quem? Sirius era o último da família Black!

− Não se esqueça das três irmãs – lembrou Rony – Andrômeda, Bellatrix e Narcisa. Tonks também poderia ser suspeita, mas ela ainda está no St Mungus.

− E quanto a Andrômeda?

− Ninguém sabe por onde ela anda. Mas Tonks garantiu que a mãe dela não teria coragem de fazer isso.

− Bellatrix – falou Harry com ódio – Só pode ter sido ela!

− E como ela entraria aqui? Ou você se esqueceu de que ela é uma foragida? Não pode se dar ao luxo de sair e ficar matando elfos domésticos indefesos... quer dizer, nem tão indefesos assim.

− Narcisa?

− Agora que Lúcio Malfoy está na prisão, ela deve ser capaz de tudo. Só tem um problema. A casa é protegida. Como ela poderia entrar aqui?

Harry concordou e os dois continuaram subindo as escadas até o quarto em que Harry ficaria com Rony. Hermione os estava esperando com Gina.

− Me diz outra coisa – Harry perguntou, assim que eles entraram no quarto – Como subimos fazendo tanto barulho e a Sra Black não deu nenhum escândalo?

− Esse é outro mistério – falou Rony, deixando Harry intrigado novamente.

− Não entendi.

− Aparentemente, todos os quadros dela desapareceram – falou Gina, que brincava com Bichento.

− Sem a menor explicação – completou Hermione.

− Como isso é possível?

− Não fazemos a menor idéia – Rony respondeu – Mas seja lá quem tenha sido, fez um bem a humanidade.

− E o Lupin? Eu ainda não o vi – os outros três se entreolharam com a pergunta.

− Ele não anda nada bem – falou Hermione preocupada – Raramente o vemos. Ele passa a maior parte do tempo trancado no quarto. E quando não está lá e nem em missão da Ordem, some misteriosamente, sem nenhuma explicação.

− Ele deve estar sentindo a mesma coisa que eu – respondeu Harry. Os outros três se entreolharam e ficaram calados – Podem ficar tranqüilos. Eu não vou dar nenhum ataque histérico.

− Porque não falamos de coisas boas? – falou Hermione tentando desviar o assunto

− É uma ótima idéia – Concordou Rony.

− E então Harry, como foram os seus NOM'S?

− Mione, você disse coisas boas! – retrucou Rony.

− Ele não precisa responder, se não quiser – ela falou, olhando feio para o ruivo.

− Não tem problema. Eu não fui nada mal. Sete NOM´s. E vocês.

− Mione conseguiu onze. Uma vergonha para a carreira de monitoria dela.

− Você tem que entender que eu não tinha como me dar bem em Astronomia. Não com o que aconteceu no dia da prova – ela se defendeu.

− Você vai ser uma vergonha! – brincou Rony – "Não acredito? Como pude perder um NOM como esse?" - ele imitou Hermione.

− E quanto a você, Ronald Weasley. Não pode ficar se gabando de ter ido muito bem, não é mesmo? – ela provocou, falando o nome dele.

− Pra sua informação, eu consegui sete NOM´s assim como o Harry – ele respondeu, ficando com as orelhas vermelhas – A propósito Harry, se não fosse pelas aulas da AD eu não teria conseguido um NOM passável em Defesa Contra a Arte das Trevas.

− Eu também – completou Hermione.

− Será que o pessoal da AD se saiu bem?

− Jorge disse que Angelina e Alicia se saíram muito bem nos NIEM's de DCAT.

− Espero que todos tenham ido bem. E como vão as coisa por aqui?

− Tudo na mesma. Continuam sem nos deixar participar das reuniões – Rony disse bastante revoltado – Como se fóssemos crianças... depois de tudo que passamos...

− E quanto ao Fudge? Está do nosso lado agora?

− Você não leu os jornais? – perguntou Hermione e Harry balançou a cabeça negativamente – Fudge não é mais o Ministro da Magia. Foi deposto. Depois de tudo que aconteceu, era de se esperar que isso acontecesse.

− Se não é ele, quem é então?

− Amélia Bones.

Harry se lembrou do dia de sua audiência, quando Amélia Bones lhe perguntara se ele tinha produzido um patrono corpóreo. Pergunta que foi repetida por sua sobrinha Susana. Se lembrou do que Tonks comentara sobre ela naquele dia: "Ela é muito justa". E ele desejou que ela fosse realmente.

− Que tal uma partida de Snap Explosivo? – sugeriu Gina para tentar distrair a cabeça dos outros. Eles concordaram.

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Os dias foram se passando. Harry, pela primeira vez na vida, pode comemorar o seu aniversário junto com pessoas que realmente gostavam dele. A Sra Weasley preparou uma grande festa pra comemorar a data e até Remo, que Harry não tinha visto desde que chegara, apareceu para cumprimentá-lo.

Apesar de estar na casa de seu padrinho, sem ele, Harry conseguiu se distrair e se divertir com os amigos. Mas alguma coisa lhe incomodava. E ele não entendia o porquê.

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Harry subiu as escadas, acompanhado por Hermione e Rony. Ele não fazia a menor idéia do que o esperava no quarto que outrora fora de seu padrinho. Mas a voz em sua cabeça continuava dizendo que ele precisava enfrentar o que estava sentindo. E que ele precisava muito ir até aquele aposento, antes de voltar para Hogwarts.

Sem hesitar, ele abriu a porta do quarto. Logo de cara, o trio deu de cara com Bicuço. Lembrando da aula de Trato de Criaturas Mágicas com Hagrid sobre hipogrifos, os três fizeram uma reverência para o animal, que retribui em seguida.

Hermione foi acariciar Bicuço, enquanto Harry e Rony observavam o conteúdo do quarto. Não havia muita coisa no aposento. Sirius provavelmente se livrara de tudo que pertencia a sua mãe, já que aquele era o antigo quarto dela. Tudo que havia era apenas uma cama, uma mesa de cabeceira e um guarda-roupa. Na mesa, eles só encontraram alguns objetos pessoais de Sirius, além de uma foto dele com Harry. E no armário havia apenas algumas mudas de roupa. E uma caixa.

Harry estranhou o objeto e o pegou, levando-o até a cama. Hermione se juntou a ele e Rony para ver o que eles tinham encontrado. Era uma pequena caixa marfim, de couro, do tamanho de uma caixa de sapato, presa por um cadeado.

− Deve haver uma chave em algum lugar – falou Harry, fazendo menção de procurar a chave entre os objetos pessoais do padrinho.

− Acha mesmo que Sirius deixaria a chave solta por aí se manteve a caixa trancada? – falou Hermione – Provavelmente a chave está muito bem escondida. Talvez estivesse com ele.

− E o que vamos fazer para abrir?

− Tem horas que vocês não parecem bruxos, sabia? – resmungou Rony – Como o que vamos fazer? Vamos abrir! – falou ele, sacando a varinha.

− Não, Rony! Nós não podemos – censurou Hermione – Lembre-se de que não temos permissão para fazer magia fora de Hogwarts!

− Eu já sei! – gritou Rony – Podemos pedir para Fred e Jorge. Eles sabem muito bem como abrir essas coisas. Tudo que precisamos é de...

− Um grampo – falou Hermione, saindo correndo do quarto e voltando segundos depois, com um grampo na mão – Como eu pude esquecer disso!

− Ela deve estar enfeitiçada também – lembrou Harry, enquanto Hermione tentava abrir a caixa. Mas a caixa abriu.

− Por sorte não estava – falou Rony, tentando observar o conteúdo.

Dentro da caixa havia pouca coisa. Algumas fotos, uma tiara e uma caixa pequena de veludo vermelho.

− Sirius devia ficar uma gracinha com isso – falou Rony, pegando a tiara e a colocando em sua cabeça.

− Não é hora para brincadeiras – Hermione o censurou novamente. Harry estava entretido olhando as fotografias.

As fotos eram em sua maioria, fotos bruxas de Sirius com os outros três marotos, sendo que em algumas a mãe de Harry também aparecia. Outras pessoas também apareciam nas fotos, mas Harry só conseguiu identificar mais duas delas: Frank e Alice Longbottom, que ele se lembrou por causa da foto que Moody havia lhe mostrado no ano anterior.

Porém, as últimas fotos eram todas fotos trouxas de Sirius com uma mesma garota. Loira, olhos cor de mel e muito bonita, segundo Harry constatou.

Provavelmente deve ter sido uma namorada dele – falou Hermione.

− O difícil é saber qual delas – brincou Rony – Não se lembra de que Lupin vivia dizendo que Sirius teve várias namoradas?

Mas essa devia ser especial – falou Harry, observando a foto detalhadamente – Não tem nenhuma foto de outra garota com ele.

− O que é isso? – perguntou Hermione, apontando para uma coisa escrita que estava em uma das fotos. Harry olhou para ver o que era.

"Lembrança de um dos nossos momentos mais felizes!
Com amor,
Perla"

Perla. Então esse deve ser o nome da garota.

− Deve ser, Rony - respondeu Harry – Mas quem é ela? E o que ela representa, ou representou na vida de Sirius?

− E o que será que tem nessa caixa? – perguntou Rony curioso, abrindo a caixa de veludo – Um anel?

− É um anel de noivado – falou Hermione, observando atentamente o anel – Será que Sirius ia pedir alguém em casamento?

− E se fosse essa garota?

− Harry, poderia ser qualquer garota – respondeu Hermione, bastante séria – Não é porque tem algumas fotos dela com Sirius que significa que seja ela. Essa garota da foto pode ter sido muito bem um dos romances relâmpagos de Sirius.

− Não, Hermione. Você não vê? Ela está em outras fotos também. Como essa aqui do casamento dos meus pais... – Harry parou de falar. Uma luz se acendeu em sua cabeça – E se ela for...

− For quem? – perguntaram Rony e Hermione ao mesmo tempo.

− E se ela for minha madrinha?

− Essa teoria é sem fundamento, Harry – respondeu Hermione – Primeiro você acha que ela era noiva do Sirius. E agora, que ela é sua madrinha?

− Nesse caso eu tenho que concordar com a Hermione – falou Rony, bastante relutante – Você não sabe nada sobre ela.

− Vocês não percebem? Sirius é meu padrinho de batismo e padrinho do casamento dos meus pais. Se eu tenho um padrinho, então eu tenho que ter uma madrinha.

− O que não significa que seja ela – insistiu Hermione.

− Mas que pode ser. E se for, eu vou descobrir quem é ela. E onde ela está – respondeu Harry determinado – Vocês estão comigo?

− Eu sempre estou contigo – respondeu Rony.

− Tudo bem – respondeu Hermione séria – Só espero que você tenha certeza do que está fazendo e não esteja tentando se iludir com essa história pra superar a perda do Sirius. Mas você pode contar comigo – Harry sorriu ao saber que seus melhores amigos estariam com ele.

− E por onde começamos? – perguntou Rony.

− Pela única pista que temos – respondeu Harry concentrado – Pelo nome dela. Perla. Não deve ser um nome muito comum.

− Vai ser um grande trabalho! – respondeu Hermione.

Harry guardou todos os objetos de volta na caixa, mas não a guardou de volta no armário de Sirius. Ele a levou para o seu quarto e ficou vendo novamente o seu conteúdo quando todos dormiam. "Lembrança de um dos nossos momentos mais felizes", falou para si mesmo enquanto observava o escrito da foto. Que momento foi esse? Quem é você, Perla? Por que Sirius nunca me falou nada sobre você? Que segredo existe na sua vida que te liga a Sirius?


N/A: O que acharam? Esse capítulo é bem Harry como vocês puderam perceber. Mas o foco não vai ficar sempre nele. Vocês vão perceber isso a partir do próximo capítulo, que provavelmente vem daqui há uma semana.

Agradecimentos e dedicatória para:

Friendship Black: Eu queria não conseguir repetir essa cena. Mas infelizmente a necessidade foi maior que a vontade. Ah, e você foi a 1ª .

Jé Black: Eu fico deprimida só de pensar nesse prólogo, quanto mais escrevê-lo. Mas logo sua curiosidade vai ser satisfeita. Obrigada pela amizade e pelo apoio que vc sempre me dá! Bjos.

Silverghost: Amei o final de MdL. Também estou esperando por mais fics maravilhosas! Bjos.

Juliana Montez: Jú, finalmente a eternidade chegou. Esse capítulo não acrescenta muita coisa, mas em breve tudo começa a se explicar. Bjos.

Krol: O que seria de mim sem vc? Bom, amei sua review e saiba que eu também choro cada vez que leio essa cena. Espero que goste do capítulo. Bjos.

Bruna Lupin Black: Eu vou tentar fazer o possível pra não demorar a atualizar e espero que sinceramente eu consiga. E que vc goste dos capítulos. Bjos.