Capítulo 2 – A Nova Professora de Defesa Contra a Arte das Trevas


Os dias foram se passando. Logo, quando os meninos menos esperavam, o mês de agosto chegou ao fim e eles estavam com as malas prontas para voltarem a Hogwarts.

Harry não tocou mais no assunto da garota da foto de Sirius, nem com Rony, nem com Hermione. Ele tratou de aproveitar os dias de férias na companhia dos dois amigos, de Gina e até mesmo de Fred e Jorge, que apesar de trabalharem na loja de logros no Beco Diagonal, sempre passavam as noites na sede da Ordem. Apesar de tentar manter a sua cabeça o mais ocupada possível, ele não se esqueceu do assunto e todas as noites, antes de dormir, olhava o conteúdo da caixa, que permaneceu guardada em seu malão, em busca de novas pistas. Mais por mais que pensasse no assunto, não tinha a menor idéia de como ia encontrar a garota com apenas um nome.

Com os malões prontos, tudo estava preparado para o embarque dos garotos, e Harry, Rony, Hermione e Gina estavam na estação King´s Cross para tomarem o Expresso de Hogwarts na plataforma 9 e ¾.

Remo Lupin, Héstia Jones, Alastor Moody, Molly Weasley e Nymphadora Tonks, que tinha saído do hospital a pouco tempo, acompanharam os garotos até a estação. Arthur Weasley estava de serviço e não pode ir, assim como os gêmeos.

− Boa Viagem, Harry - desejou Remo.

− Obrigado, Lupin – Harry agradeceu. Ele chegou a pensar em tocar no assunto da garota com Remo, que era de longe a pessoa que mais conhecia Sirius, mas acabou desistindo, pois o ex-professor continuava distante e ele achou melhor não incomodá-lo com o assunto.

− Boa Viagem – desejou Molly, abraçando Gina e Rony – Tratem de não se meterem em confusão.

− Quando foi que nós nos metemos em confusão? – perguntou Rony com a cara mais inocente do mundo.

− O Ford Anglia que o diga – provocou Hermione. Rony lhe lançou um olhar mortal, mas ela não se intimidou. Despediu da Sra Weasley e recebeu um aviso dela para que ficasse de olho nos outros.

− Todo o cuidado é pouco – falou Moody no jeito habitual – Portanto, desconfiem de qualquer pessoa. E mantenham vigilância constante.

− E não tentem sair do castelo sem permissão – completou Molly. Rony ia retrucar, mas Hermione o puxou para dentro do trem antes que ele tivesse tempo. Harry e Gina os seguiram rindo.

Assim que o trem partiu da estação, Remo se despediu dos demais e disse que tinha um assunto a resolver, deixando Tonks bastante intrigada.

− O que deu nele? – perguntou curiosa.

− Ele vai se humilhar de novo – respondeu Héstia irritada.

− Como assim?

− Ele vai atrás dela – respondeu Héstia novamente.

− Atrás de quem?

− Vocês duas, deixem de papo furado – falou Molly, interrompendo o assunto – Vamos, por que ainda temos muito o que fazer.

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

Remo aparatou no bairro trouxa de uma cidade perto de Londres. O lugar que antes era um belo bairro de classe média alta e considerado um dos melhores lugares pra se viver, agora era um lugar desabitado, com casas destruídas e abandonadas. Ninguém morava mais lá. Ou quase ninguém.

Ele caminhou até uma a casa que tinha dois andares, com um muro muito alto, coberto de musgos, que só permitia ver o andar superior do lado de fora. Havia uma porta de madeira bem detalhada e um pouco destruída no centro, e um portão maior, também de madeira, no canto esquerdo. Antigamente a casa era muito bonita e chamava a atenção por sua beleza. Agora estava descuidada, um pouco destruída e aparentemente, desabitada.

Abriu a porta de madeira que havia no centro sem o menor esforço. Era um milagre que ela ainda estivesse em pé, pois praticamente não fechava mais. Ele inspirou fundo antes de entrar na casa.

Olhou para o lado e viu uma velha casa de cachorro, onde o mato do jardim há muito crescera e cercava todo o lugar, sem ver uma tesoura há muito tempo. Caminhou lentamente até a porta de entrada. Tocou a campainha e esperou.

Enquanto esperava que alguém viesse atender, ele se lembrou da primeira vez que estivera naquela casa.

- Oi – ele falou timidamente, encarando a menina que viera atender a porta.

- Oi - Uma garota de belos cabelos negros e olhos castanhos respondeu sem jeito.

- Eu sou o Remo - ele se apresentou.

- Eu imaginei - respondeu a garota, que parecia um pouco abalada com a presença dele.

- Você deve ser amiga da Perla?

- Sim, sou. Meu nome é Thais - Remo estendeu a mão para a garota e a cumprimentou.

- Eu posso entrar? - pediu, ainda sem graça. Ele se sentia estranho perto da garota que acabara de conhecer.

- Claro. Que a cabeça a minha - respondeu ela, ficando ainda mais vermelha - Entra.

A porta se abriu e ele sorriu ao ver quem viera atender. Porem, não teve o mesmo retorno.

− De novo aqui? – a mulher perguntou com rancor.

− Eu queria saber como ela está – Remo respondeu. A mulher chegou para o lado, permitindo que ele entrasse.

− Do mesmo jeito. Como você esperava que ela estivesse? – ela perguntou, fechando a porta.

− Até quando vai ficar me tratando dessa maneira, Thais?

− Você sabe o por quê. E eu não vou mais falar desse assunto com você – Thais respondeu amargamente.

− Thais...

− Não insista. Se você veio saber como a Perla está, agora você já sabe. Está trancada dentro do quarto e não quer ver e nem falar com ninguém. Deseja mais alguma coisa?

− Não - Ele respondeu bastante triste.

− Então se não se importa, eu gostaria de ficar sozinha – ela disse, abrindo a porta para que ele pudesse sair.

− Tudo bem – Remo disse bastante chateado, indo para a porta – mas se vocês precisarem de alguma coisa...

− Eu te aviso – ela respondeu fechando a porta na cara dele.

Logo em seguida, uma bela mulher desceu as escadas. Apesar dos olhos inchados e da expressão de tristeza marcada em seu rosto, ela continuava tão bela como antes.

− Ele já foi? – perguntou Perla, chegando ao primeiro andar. Thais confirmou – O que ele queria?

− O mesmo de sempre. Saber como você estava...

− E ver você – completou Perla, mas a outra não se animou – Porque você não dá uma segunda chance pra ele?

− Você sabe muito bem – respondeu Thais irritada – Não sei como pôde perdoá-lo.

− Ele não teve culpa.

− Pra, mim teve culpa até demais – disse ainda com raiva, para em seguida ficar preocupada – Ele vai continuar a vir aqui. Isso pode se tornar um problema pra você.

− Eu sei. Mas eu não tenho como impedi-lo de vir. O jeito é tomarmos muito cuidado – respondeu Perla, também preocupada.

− E o que você vai fazer?

− Não sei. Eu ainda não sei.

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

O Expresso de Hogwarts chegou à estação de Hogsmeade, deixando diversos alunos que caminharam na direção das carruagens que o levariam ao castelo, enquanto um grupo menor seguia com Hagrid na direção do lago.

Harry, Rony, Hermione e Gina pegaram uma carruagem junto com Neville. Este permaneceu calado durante todo o percurso até o castelo. Seus companheiros de carruagem estranharam este comportamento de Neville, visto que ele sempre desatava a falar. Harry agradeceu mentalmente o comportamento do garoto. Sabia que mais cedo ou mais tarde, ele tocaria no assunto que ele mais gostaria de esquecer: o dia da "morte" de Sirius. E quanto mais tarde ele falasse nisso, para Harry era bem melhor.

Os garotos chegaram ao castelo e correram para o Salão Principal, pois começava a chover. O céu do salão estava cinzento, dando a impressão de que choveria lá dentro também.

− Espero que a cerimônia não demore. Eu estou morrendo de fome.

− Você está sempre morrendo de fome, Rony.

− E o que tem de mal nisso, Mione? A comida daqui é excelente.

− A Seleção vai começar – falou Harry, antes que os dois amigos começassem a discutir.

A professora Minerva McGonagall entrou no salão, sendo acompanhada por uma fila de estudantes nervosos que iriam ser selecionados para as casas da escola. Ela colocou o já conhecido Chapéu Seletor em um banquinho em frente a mesa dos professores e chamou o primeiro nome de uma grande lista.

− Está faltando alguém – falou Hermione, após passar os olhos rapidamente pela mesa dos professores.

− Como assim? – estranhou Harry.

- Quem será o novo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas?

− Contando que não seja a Umbridge, por mim pode ser qualquer pessoa – respondeu Rony, rindo ao se lembrar do que acontecera com a ex-professora da matéria.

− Será que o Snape conseguiu o cargo? – sugeriu Harry.

− Qualquer pessoa, menos ele – falou Rony, sentindo-se enjoado só de pensar nas aulas de Severo Snape.

− Eu não agüentaria duas matérias com ele – falou Harry, ficando desesperado.

− Três. Não se esqueça de Oclumência – lembrou Hermione – Provavelmente Dumbledore vai querer que você retome as aulas.

− Quer parar de torturar o Harry? As aulas ainda nem começaram.

− Eu estou dizendo a verdade, Rony. Isso não é tortura.

Harry achou melhor prestar atenção na Seleção. Sabia muito bem que quando Hermione e Rony começavam a discutir, ninguém conseguia pará-los.

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

Perla abriu com cuidado a porta do lugar, onde há muito tempo atrás ela havia morado com Sirius. Respirou fundo antes de entrar.

Olhou para cada canto do aposento. Tudo continuava exatamente do mesmo jeito que ela havia deixado a 15 anos atrás. Ninguém entrara lá desde então, já que ela usara um feitiço para poder fechar a porta, que somente ela poderia desfazer. O feitiço que ela havia aprendido com sua amiga Lílian, quando as duas ainda estudavam em Hogwarts.

- Colloportus totalis - falou Lílian, apontando a varinha para a porta.

- Que feitiço é esse, Lily? – Ela perguntou intrigada.

- Um feitiço que eu estudei na semana passada – Lílian respondeu tranqüilamente. Sirius e Tiago tentaram abrir a porta, sem obterem nenhum sucesso.

- Está trancada – Elas escutaram Tiago falar para Sirius - Lily, o que você pensa que está fazendo?

- Vocês dois só saem daí quando fizerem as pazes. - respondeu Lílian do outro lado da porta.

- Sair daqui vai ser moleza - respondeu Sirius do outro lado da porta - Alorromora - gritou ele, mas a porta não abriu.

- Como isso é possível? - perguntou Perla, que estava intrigada, para Lílian.

- Simples - respondeu a ruiva com muita calma - Esse feitiço é quase igual ao de fechar a porta convencional, com a diferença que a única pessoa que pode abrir é aquela que a fechou.

- Ou seja, você! - respondeu Perla surpresa.

- Então eu acho bom vocês se comportarem meninos. Ou então eu não vou tirar vocês daí! - falou Lílian, descendo para a sala comunal, junto com Perla.

Ela sorriu ao se lembrar de como Sirius voltara a escola depois de sumir "misteriosamente" com Tiago do quarto trancado. Eles se embebedaram no Cabeça de Javali, um dos bares de Hogsmeade e voltaram bêbados para o castelo.

Perla passou em frente a porta do quarto, mas não teve coragem de abrir. Achou que ainda era muito cedo para "enfrentar" o que havia lá. Foi até o banheiro, onde os cacos do espelho que ela havia quebrado continuavam no chão. Ela se abaixou, pegou um dos cacos e ficou se lembrando do dia em que quebrara o espelho.

Sem conseguir resistir, ela deixou uma primeira lágrima cair pelo rosto, no que foi seguida por diversas outras. Sentiu que não estava preparada para estar ali, que não devia ter voltado a Inglaterra.

Mas ela não teria voltado se não tivesse sido obrigada. Jamais teria voltado para perder Sirius novamente. Mas ela não teve como. Não teve escapatória.

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

(Três Anos Antes)

Perla lia tranquilamente alguns papéis na sala de estar de seu apartamento, quando a campainha tocou. Ela se assustou, pois não costumava receber visitas, a não ser de Thais, que sempre aparatava em sua casa. Abriu a porta e tomou um susto maior ao ver quem era.

− Você?

Surpresa, Srta Montanes?

− Muito. A que devo a honra dessa visita, Fudge?

− Não me convida para entrar? – perguntou Cornélio Fudge. Perla fez sinal para que ele entrasse – E você pode me chamar de Ministro.

− Então você finalmente conseguiu se tornar o Ministro da Magia da Inglaterra? – falou Perla, com sarcasmo.

− Você sempre soube que eu conseguiria – retrucou Cornélio.

− Você não veio até aqui para me falar de suas aspirações políticas, não é mesmo? O que você quer comigo, ministro?

− Tem lido os jornais? – perguntou Cornélio descontraído, passando rapidamente os olhos nos papeis que Perla lia antes de sua chegada.

− Não – Ela respondeu com frieza – O mundo já é ruim o suficiente para eu me entristecer ainda mais com as coisas que saem nele.

− Então não ficou sabendo do que aconteceu? – ele perguntou, lhe estendendo um exemplar do Profeta Diário.

Ela abriu o jornal e olhou a manchete principal. Porém não se alterou ao ver o que estava escrito: "Sirius Black fugiu da prisão de Azkaban".

− O que eu tenho a ver com isso? – Ela perguntou desinteressada.

− Como o que você tem a ver com isso? Sabe muito bem que nunca ninguém fugiu de Azkaban.

− Ainda não entendi o que eu tenho a ver com isso.

− Ninguém conhece Sirius Black como você. Você viveram juntos por bastante tempo.

− E daí?

− Você e Black tiveram uma relação muito forte. É provável, pra não dizer com certeza, que ele vai procurá-la.

− Sabe muito bem que ninguém sabe onde estou. Que abandonei meu passado e tenho uma nova vida agora – ela falou com firmeza.

− E isso não está de acordo com meus propósitos.

− Onde está querendo chegar?

− Se Black for atrás de você, você precisa estar ao alcance dele. Precisa voltar a Inglaterra.

− Eu nunca mais vou voltar a Inglaterra.

− Isso não é um pedido, Srta Montanes. É uma Ordem – retrucou Cornélio.

− Você enlouqueceu.

− Você terá que voltar. Ou então eu vou fazer com que todos aqueles de quem você foge saibam onde está. E o que realmente aconteceu com você.

− Você não presta. Está me chantageando para conseguir prender um prisioneiro que você deixou escapar.

− Vejamos isso como um acordo. Eu te ajudei quando você precisou. Está na hora de você retribuir.

Eu te odeio, Fudge.

− E eu te espero em uma semana – ele respondeu, desaparatando do apartamento.

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

Perla enxugou as lágrimas. Já tinha chorado demais. Mirou seu rosto no pedaço de espelho que ainda estava em sua mão e ficou encarando sua imagem refletida.

− Cada vez mais parecida com ela – disse para si mesma. Em seguida deixou o pedaço do espelho onde estava e saiu do banheiro

Ela foi até a sala e ia sair da casa, quando um dos porta-retratos chamou sua atenção. Ela foi até ele, limpou a poeira que havia sobre o objeto e ficou contemplando a foto que havia nele. Uma foto sua com Sirius.

Guardou o porta retrato dentro de sua bolsa e saiu da casa, não sem antes tornar a trancá-la com o feitiço.

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

− Não acreditou que ela nos deu tantos deveres assim - reclamou Rony na saída da aula de Transformação – Ainda é a primeira semana de aula.

− Ela tem que nos preparar para os NIEM´s – falou Hermione.

− Será que você pode ao menos uma vez na vida ser uma pessoa normal e esquecer esses exames? – pediu Rony, quando eles chegaram na Sala Comunal, onde um grupo do 3º ano conversava com grande empolgação.

− O que deu neles? – Harry perguntou curioso.

− Eles tiveram aula de Defesa Contra a Arte das Trevas – falou Gina, se aproximando do trio.

− A aula foi tão boa assim? – perguntou Hermione curiosa.

− Estão dizendo que foi a melhor aula que já tiveram.

− Quem é o professor? – perguntou Harry.

− Por favor, me diga que não é o Snape – pediu Rony.

− Não, não é ele. É uma mulher.

− Uma mulher? – estranhou Rony – Não me diga que é mais uma Umbridge.

− Isso eu não sei. Mas disseram que ela é nova. E muito bonita.

− Bonita? – perguntou Rony, se animando.

− É uma pena que temos que esperar até amanhã para termos aula de Defesa Contra a Arte das Trevas – lembrou Hermione.

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

No dia seguinte todos os alunos do 6º período da Grifinória estavam excitadíssimos aguardando a chegada da professora de Defesa Contra a Arte das Trevas. Só que antes que a mesma chegasse, diversas outras pessoas apareceram na sala. Entre elas estavam alunos da Lufa-Lufa, Corvinal e até mesmo da Sonserina.

Nenhum dos alunos conseguiu entender o que os alunos das outras casas estavam fazendo ali.

− Mas será que vocês são tão idiotas que nem ao menos sabem a sala que vão ter aula? – perguntou Draco Malfoy, em seu habitual tom superior.

− É você quem não sabe nem encontrar a sua sala, Malfoy – retrucou Harry, parando em frente ao Sonserino – Nós teremos aula aqui.

− Isso é impossível, Potter – ele respondeu com desdém – Por que o meu horário diz claramente Defesa Contra a Arte das Trevas.

− Pois o meu também diz isso – falou a lufa-lufa, Susana Bones.

− O meu também – falou a corvinal, Cho Chang.

− Isso definitivamente é impossível – respondeu Harry. Pois o meu diz isso também. Não é possível que todas as casas tenham aula no mesmo horário.

− Pode ser que seja possível... – falou Hermione para espanto de Harry.

− Como assim?

− Bom, se vocês não perceberam não estão todos os alunos do 6º ano de todas as casas aqui. Provavelmente só estão aqueles que tiveram bons resultados nos NOM´s.

− Está querendo dizer que eu vou ter que assistir aula com um bando de sangue ruins?

− É melhor manter a boa fechada Malfoy – Respondeu Harry com raiva – Pelo visto Crabbe e Goyle não estão aqui para te defender. O que foi? Seus amiguinhos são burros demais a ponto de serem expulsos da classe?

− Acha que tenho medo de você, Potter? – perguntou Draco, sacando a varinha.

− Silêncio – falou uma voz feminina que nenhum do alunos conhecia.

A professora entrou dentro da sala e fechou a porta com força. Os alunos correram para ocuparem as carteiras. Todos afirmariam que seria Snape quem estava lá. A roupa toda preta, o mal humor e o ar de superioridade. Mas não era ele. Por que era uma mulher. Alta, bonita, longos cabelos pretos e lisos, e olhos verdes claros.

Ela olhou cada um dos alunos a sua frente antes de sentar em sua cadeira. Muitos garotos olhavam embasbacados pela beleza da professora. Mas ela não sorriu, nem fez qualquer coisa que pudesse demonstrar que estivesse satisfeita em estar ali.

Quando todos se acalmaram, ela se levantou novamente, pegou a varinha e com um aceno, o seu nome apareceu no quadro negro.

− Meu nome é Elizabeth Stoller. Eu sou a nova professora de Defesa Contra a Arte das Trevas.


N/A: Como eu disse, esse capítulo não ficou tão centrado no Harry. E sim, podem dizer que eu sou má. Ou melhor, digam que eu sou perversa. Por que vocês só vão saber o que vai acontecer no próximo capítulo, que eu não faço a menor idéia de quando vou postar.

Agradecimentos e Dedicatória:

Silverghost: Como eu já te disse no MSN, isso que vc falou vai aparecer. Quanto as atualizações, eu fico sem ter como dizer ao certo quando os capítulos vão sair, porque minha vida tá uma loucura. Mas vou tentar não demorar. Bjos.

Gabizinha Black: Desse jeito eu fico sem graça. Mas vejamos, fico muito feliz que você tenha gostado de todas as fics da saga da Perla e torço muito para que você goste dela. Adorei seu comentário e espero mais! Bjos.

Thaisinha: Quem matou o Monstro? Digamos, que eu saiba quem foi, mas não digo nem sob tortura. Mas lá pelo capítulo 14, 15, vocês vão descobrir. Espero que tenha gostado da sua apariçã.

Juliana Montez: Jú, adoro esses super, hiper, mega comentários. Realmente é muito difícil escrever na época do Harry. Todo dia eu leio pelo menos um capítulo dos livros pra poder ter idéia de como os personagens são. Mas é um trabalho que vale a pena. Quanto ao Monstro, a resposta que te dou é a mesma que dei pra Thais. Logo isso vai ser esclarecido. Falando em Thais, ela apareceu nesse capítulo. Espero que tenha gostado. AH, e estou esperando minha carta. Bjos.

Miss Leandra Friendship Black: Estou me sentindo mal. Eu estou te fazendo chorar com a fic? Ah não, quero ver você sorrindo! E fico muito feliz em saber que gosta da minha fic. Principalmente porque eu também gosto da sua. Bjos.

Krol: JK não famosa? Estou longe disso, mas muito obrigada pelo elogio. Você me deixa muito feliz com seus comentários. Ah, e vou adorar ler a sua fic. É só me mandar. E precisando de ajuda, é só chamar. Bjos.