Capítulo 3 – Conversa com Hagrid
Uma ameaça de conversa surgiu dentro da sala de aula, mas logo se esvaiu. Pela expressão no rosto da professora, ninguém teve coragem de falar nada. Elizabeth começou a fazer a chamada, olhando para o rosto de cada aluno ao falar o respectivo nome. Ao contrário do que todos os professores faziam quando viam o nome de Harry, ela não se alterou nem um pouco ao chamá-lo, como se fosse um nome tão comum como os outros.
− Como vocês devem saber, não tiveram sucesso com as escolhas para professores dessa matéria – ela falou de modo arrogante após terminar a chamada – Eu digo isso não só pelo fato de nenhum deles ter durado o período letivo inteiro, como pela incompetência e incapacidade de alguns deles. Com exceção do professor Lupin e um pouco do falso professor Moody, vocês não aprenderam nada de valor durante todos esses anos.
Harry encarou a professora num misto de curiosidade e surpresa. Ele nunca pensou que fosse ter uma professora tão bonita e ao mesmo tempo tão fria. Elizabeth não demonstrava nem um pouco de sentimento em falar, como se estivesse programada pra fazer justamente aquilo.
− Teremos um curso bastante longo de Defesa Contra a Arte das Trevas, pois teremos que estudar tudo aquilo que vocês não estudaram nos cinco anos anteriores, mais o que deveríamos estudar esse ano.
Hermione levantou a mão assim como fazia todas as aulas. E a professora agiu quase da mesma maneira que Snape. Ela olhou a garota com desprezo, por ter sido interrompida. Mas deu permissão para que ela falasse.
− Professora, por que estamos tendo aula com os alunos das outras casas?
− Isso não está claro pra você? - Elizabeth perguntou como se a resposta fosse a mais óbvia possível – Já me falaram bastante de você, srta Granger e eu esperava que soubesse a resposta para uma pergunta tão simples – Hermione ficou sem graça com a resposta da professora.
− Seria para termos mais tempo de aula? – sugeriu Parvati Patil.
− Quase lá, srta Patil. Em primeiro lugar, eu só admito alunos em minha classe com NOM´s extraordinários ou bem perto disso. Devem ter percebido que tem alunos de todas as casas aqui, mas não estão todos os alunos do 6º ano aqui.
Rony deu um sorriso ao lembrar que nem Crabbe, nem Goyle estavam na sala. E fora Draco, Pansy Parkison e Blaise Zambini eram os únicos da Sonserina que estavam presentes, enquanto todos os alunos do 6º ano da Grifinória estavam na classe.
− Eu conversei com o diretor e decidimos fazer uma aula com todos os alunos que estão aptos a assisti-la. Assim, eu não teria que repetir a mesma aula quatro vezes e ao invés de termos duas aulas semanais, teremos oito.
Quase todos os alunos fizeram cara de desespero ao escutar aquilo.
− Essas aulas serão todas teóricas. Vamos ver tudo aquilo que vocês deviam saber desde o primeiro ano.
− Não vamos ver nada de prática? – perguntou Cho Chang – E como vamos aprender a nos defender?
− Como eu estava dizendo, teremos aulas teóricas várias vezes por semana. E aulas práticas em outros horários.
− Quer dizer que vamos ter mais aulas? – perguntou Rony em desespero.
− Querem aprender a se defender, não querem? E durante a minha conversa com o diretor eu soube de um certo grupo ilegal de Defesa Contra a Arte das Trevas criado no ano passado e responsável por muitos de vocês estarem aqui – Um sorriso interno surgiu em Harry – E como esse ano vocês não tem uma professora extremamente incompetente como era a professora Umbridge, eu de acordo com Dumbledore, decidimos que esse grupo deve continuar. E não só continuar, como todos os alunos desta classe devem participar.
− Como assim, professora Stoller? – perguntou Harry surpreso.
− Foi o que escutou, sr Potter. Todos dessa classe devem participar desse grupo. E isso não é opcional. Aqueles que não participarem, podem esquecer sua formatura.
− E quem vai chefiar esse grupo? Não me diga que será o Potter? – perguntou Draco com raiva.
− Exatamente – Harry sorriu ao ver a expressão de desespero no rosto de Draco.
− Mas professora... Potter não está qualificado para isso... ele é apenas um aluno!
− Potter é o responsável por muitos estarem aqui. Mas isso não quer dizer que ele fará isso sozinho. Como você mesmo disse, sr Malfoy, ele é apenas um aluno – Harry ficou irritado ao vê-la chamando de apenas um aluno – E o diretor não quer acidentes. Eu tomarei conta de todas as aulas desse grupo, junto com um professor que eu escolherei para me ajudar.
− Aposto como ela vai pedir para o Snape – Cochichou Rony para Harry.
− Essas medidas serão tomadas com os alunos do 6º e 7º ano, cuja presença nas aulas práticas é obrigatória. Os demais anos terão suas aulas normais. E serão bem vindos se quiserem participar das aulas práticas – O olhar da professora parou em Harry e ele ficou encarando seus olhos. Verdes como os seus - Mas agora chega de conversa. Temos muito o que ver.
No final da aula, todos os alunos saíram da sala com expressões que misturavam cansaço, surpresa e entusiasmo.
− Ela vai nos matar de tanto estudar. Como vamos ter tempo para as outras matérias?
− Não era você quem vivia dizendo, que precisávamos de um professor decente, Rony. Pois ela me pareceu saber o que estava fazendo.
− Ah claro. E você adorou quando ela te desmoralizou na classe inteira.
− Ela tinha razão. Eu devia saber a resposta para minha pergunta – respondeu Hermione triste, se afastando.
− Ela vai ficar maluca se continuar assim. Está se culpando por não ter conseguido o NOM em Astronomia – Rony falou para Harry, que parecia muito concentrado em seus pensamentos - Está me escutando?
− Eu estava pensando... em como vai ser dar aula pra quase toda a escola...
− Malfoy vai adorar te provocar!
− Eu sei disso.
− Mas ela vai estar presente. Além de outro professor. Ele seria maluco se tentasse fazer alguma coisa com você na frente deles.
− O que você achou dela, Rony?
− Ela parece ser uma boa professora. Mas também parece que não tem coração. Será que ela e o Snape são parentes?
− Ela é muito bonita para ser parente dele – respondeu Harry e ele e Rony riram.
− Isso é verdade. E como ela é bonita!
Mal eles acabaram de falar e Severo Snape passou por eles como um furacão. Eles viram o professor de Poções praticamente correr até a sala de Defesa Contra a Arte das Trevas. Os dois pararam de andar para ver o que estava acontecendo. Severo entrou na sala, mas pareceu aos meninos que ele não encontrou o que procurava, pois saiu da mesma maneira repentina que entrou.
− O que será que deu nele? – Rony perguntou pra Harry que balançou os ombros. Os dois foram para a aula de Trato de Criaturas Mágicas.
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Severo entrou na sala a procura da professora de Defesa Contra a Arte das Trevas, mas não a encontrou. Ele deu um soco em cima da mesa e saiu apressado em direção a ala dos dormitórios dos professores.
Parou em frente à porta do quarto de Elizabeth, mas não teve coragem de bater. Andou mais um pouco e entrou dentro do seu quarto, fechando a porta com força. Sentou na cama e tentou controlar a sua raiva. Em seguida, abriu a gaveta da mesa de cabeceira e tirou de lá uma fotografia com um recorte de jornal.
Ele ficou olhando para a foto e uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Ele a enxugou na mesma hora. Leu o que estava escrito no recorte de jornal, como se fosse a primeira vez e ele estivesse tentando absorver tudo o que estava lendo. Uma segunda lágrima tentou cair, mas ele se segurou antes que acontecesse.
− Não vou chorar mais por você, Perla. Não mais – ele disse pra si mesmo antes de recolocar a foto e o jornal de volta na gaveta da mesa de cabeceira e sair do quarto.
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A coisa que Harry e Rony mais detestaram era terem que aturar Draco em mais uma matéria. E em Trato de Criaturas Mágicas, toda a turma da sonserina estava presente, o que deixava o loiro com um ar de superioridade e provocação ainda maior.
Hagrid apareceu antes que o sonserino pudesse abrir a boca para provocar a turma da Grifinória. Para aquela aula, o guarda caça tinha levado uma criatura inofensiva (o que Harry, Rony e Hermione sentiram como sinal de perigo, pois sabiam que o pior ainda estava por vir).
Harry aproveitou o momento no qual todos estavam cuidando dos clabberts para falar com Hagrid. Ele queria muito saber se o professor sabia alguma coisa sobre a garota da foto de Sirius.
− E então Harry, como tem passado? – Hagrid perguntou, quando o menino se aproximou.
− Bem Hagrid... – mentiu Harry.
− Eu fico feliz que você tenha superado toda essa coisa que aconteceu. Você é um garoto muito forte. Eu estou admirado com isso.
− E você, como tem passado? – Harry perguntou, tentando desviar o rumo da conversa.
− Bem... muito trabalho. Mas nada que eu possa me queixar.
− É... Hagrid, eu queria conversar com você sobre... - Harry não pode terminar a frase, pois um grupinho da Sonserina liderado por Malfoy começou a causar tumulto com os animais.
− Passe mais tarde em minha casa – ele ouviu Hagrid dizer antes de sair para tentar conter a confusão.
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Mais tarde, o trio saiu da sala comunal, desceram até o jardim e foram a cabana de Hagrid, sendo recebidos com muita festa por Canino.
− Olá Hagrid – Eles cumprimentaram o guarda-caças assim que este abriu a porta de sua cabana.
− Olá meninos! – Hagrid respondeu, convidando-os para entrar.
− Como andam as coisas? – perguntou Hermione enquanto Rony e Harry brincavam com Canino.
− Vão indo bem – ele respondeu despreocupado – Querem uma xícara de chá? Eu vou preparar...
− Como vai... o seu... irmão? – Hermione perguntou, atraindo a atenção dos outros dois.
− Ele está bem mais civilizado – Hagrid respondeu enquanto colocava a água pra ferver na chaleira – Já está falando bastante em inglês. Vocês bem que podiam visitá-lo.
− Nós íamos adorar – mentiu Harry, sob os olhares apreensivos dos outros dois.
− Mas me falem um pouco de vocês... como estão?
− Se você tirar a pesada carga de tarefas que temos pra fazer, eu diria que estamos bem.
− Estão com muitas tarefas?
− É exagero do Rony – falou Hermione.
− Exagero? – retrucou Rony irritado – Eu pensei que teríamos um pouco de folga depois dos NOM´s. Mas parece que os professores não perceberam que eles já passaram.
− Eles estão nos preparando para os NIEM´s – argumentou Hermione.
− Eles têm o sétimo ano para isso.
− E eu esperava que vocês dessem mais importância para os estudos depois dos NOM´s.
− Eu já ia me esquecendo de perguntar, como foram os NOM´s? – Hagrid perguntou curioso.
− Bons para mim e para o Harry – respondeu Rony, pronto para provocar Hermione – E um fracasso para a Mione. Acredita que ela conseguiu só 11 NOM´s?
− Não tinha como conseguir em Astronomia. Não com o que aconteceu naquele dia.
− Eu sinto muito por isso – falou Hagrid ressentido.
− Você não teve culpa – respondeu Hermione, se culpando por ter tocado no assunto.
− E quanto a você, Harry? Está calado. Algum problema?
Harry estava perdido em seus pensamentos. Ele não via a hora de perguntar a Hagrid sobre Perla. Estava tão concentrado pensando numa maneira de tocar no assunto com o guarda-caça, que não prestou a menor atenção no que eles estavam falando.
− Ahn? Não. Nenhum problema, Hagrid – ele respondeu sem jeito. Hermione percebeu o que se passava em sua cabeça.
− Eu estudaria mais se tivesse como – resmungou Rony, que não tinha percebido nada – Mas com os treinos de quadribol que vão começar e com a quantidade de aulas da professora Stoller... não tem como.
− Vejo que vocês já tiveram aula com a professora Elizabeth. Como foi?
− Ela parece ser uma boa professora – respondeu Hermione.
− É... e não tem coração – completou Rony – Seria o par perfeito para o professor Snape. Seria, se ela não fosse tão bonita pra ele – Hermione deu um muxoxo e Hagrid fitou Harry esperando sua opinião.
− Eu concordo com a Mione. Ela parece ser uma boa professora. Um pouco rígida... mas pelo menos deixou a AD continuar.
− É, fez com que o Malfoy fizesse parte – disse Rony irritado.
− Ela e Dumbledore querem que todos aprendam a se defender.
− Draco vai aprender a atacar e não a se defender – retrucou Rony.
− Em todo caso, você vão aprender muita coisa com ela – continuou Hagrid – Ainda mais por ela ser auror.
− Ela é auror? – perguntou Harry surpreso.
− Sim. Vocês sabem como está difícil conseguir um professor de Defesa Contra a Arte das Trevas e quando Dumbledore o consegue, ele não dura mais de um ano. E como ele não conseguiu esse ano novamente, o Ministério indicou um. E depois do fracasso com a Umbridge, Amélia Bones achou melhor mandar a chefe dos aurores para ajudar Dumbledore.
− Uau – exclamou Rony - Ela vai poder nos ajudar muito na carreira de auror, Harry.
− Então vocês dois estão pensando em ser auror? – perguntou Hagrid curioso – Seu pai ficaria orgulhoso de você, Harry. Ele e Sirius também eram.
Hermione encarou Harry. Ela percebeu a mesma coisa que ele: o momento de perguntar sobre Perla havia chegado.
− Você deve ter conhecido muito bem os meus pais, não é Hagrid?
− E como. Não havia como não conhecer Lílian e Tiago. Ainda mais com tantas brigas que eles tiveram antes de começarem a namorar.
− Eles brigavam muito? – perguntou Harry curioso, esquecendo por um segundo de sua intenção.
− E como. Seu pai teve que fazer muita coisa pra conseguir conquistar Lílian. E ela tinha um gênio difícil de lidar.
− Sirius não deve ter gostado quando os dois começaram a namorar. Afinal, ele e meu pai sempre andavam juntos. Meu pai deve tê-lo deixado de lado quando ficou com a minha mãe.
− Pelo contrário. Ele adorou. Não agüentava mais ver os dois brigando.
− E ele... tinha uma namorada? – Harry fez a pergunta que tanto queria.
− Uma? Não... ele teve várias. Sirius foi o maior conquistador que Hogwarts já teve... junto com o seu pai.
− Mas... ele deve ter tido uma em especial ...
− Ah sim. Claro que teve – respondeu Hagrid deixando Harry com o coração batendo mais rápido que qualquer outra coisa – Assim como Tiago sossegou depois de se apaixonar por Lílian, ele também teve alguém que conseguiu "segurá-lo".
− E quem era a garota? Digo, qual era o nome dela?
− O nome dela? – perguntou Hagrid franzindo a testa – O nome dela era Perla... Perla Montanes.
N/A: Sim, eu demorei pra atualizar. Mas infelizmente eu estou com alguns problemas pessoais e em virtude desses problemas, não sei quando poderei atualizar novamente. Eu sei que isso é chato, mas acreditem, eu fico mais triste que qualquer um de vcs em não poder atualizar. Por isso, torçam para que as coisas melhorem pra mim, que eu vou torcer pra conseguir publicar logo!
Agradecimentos e Dedicatória para:
Miss Leandra Friendship Black: Seu pedido é uma ordem. E pode ter certeza de que ele vai ser atendido! Bjos.
Thaisinha: Fico feliz que tenha gostado do capítulo. Bjos.
Anita Black: Que bom que está gostando da continuação. E sabe, amei a idéia de juntar a Anita e a Perla pra trazer o Sirius de volta e matar a Bellatrix. Bjos.
Lele Potter Black: Tem porblema não. Se você gostou dos capítulos, então valeu ter esperado seu comentário. Bjos.
Je Black: Essa nova professora...ainda vai dar o que falar. E não tem problema não ter comentado. Desque que vc leia, goste e comente quando der, eu fico feliz. Bjos.
Krol: Ainda não tive tempo de ler sua fic. Mas não pense que eu esqueci! E obrigada pelos elogios. Acho que não mereço tanto. Bjos.
Gabizinha Black: Bom, se vc ficou curiosa,e ntão eu fico satisfeita, por que essa era justamente a intenção. E fico muito feliz e honrada ao saber que minha fic é uma das suas preferidas. Bjos.
Juliana Montez: Jú e suas gigantescas reviews... amo cada uma delas. Harry ainda vai demorar um pouco pra encontrar a Perla. Afinal, as coisas não podem ser muito fáceis! E fico muito feliz que vc está gostando do Rony. Só Deus sabe o como é difícil escrever na época do Harry. Tenho que ler um capítulo do livro por dia, pra poder escrever. Qunato aos mistérios... em breve, todos serão resolvidos. Bjos.
Bruna Lupin Black: Eu não podia deixar a Perla de fora. Mas ela ainda vai sofer um bocado. Agora, o que o Remo fez pra Thais... ainda vai demorar um pouco, mas logo vcs vão saber. Bjos.
