Capítulo 9 – Sonho ou Realidade?
No dia seguinte a visita a Hogsmeade, todo o castelo estava agitado com a partida de quadribol que aconteceria naquela manhã, entre Lufa-Lufa e Grifinória.
Na mesa dos leões, o clima era tenso, principalmente porque Rony estava muito nervoso e não parava de dizer o tempo todo que não se sairia bem no jogo. Já Harry, estava tão concentrado em seus pensamentos, lembrando de cada palavra da mãe das gêmeas sobre Perla, que não prestava atenção em nada do que Hermione dizia.
Uma coruja parda entrou pela janela do castelo, um tempo depois das outras corujas terem entrado. Muitos ficaram curiosos em saber para quem seria a encomenda que ela trazia, mas nem Rony, nem Harry deram importância quando ela parou em frente a Hermione, lhe entregando um pacote.
Harry sentia-se confuso de uma forma que jamais conseguiria explicar. Por um breve momento ele pensou em pedir a penseira de Dumbledore emprestada para aliviar um pouco os pensamentos, mas desistiu ao lembrar o como Dumbledore a usava, principalmente depois que ele começou a lhe dar aulas de Oclumência, já que Snape tinha se negado a continuar.
− Você devia ver isso, Harry – disse Hermione, interrompendo o discurso de Rony, sobre o como ele não estava preparado para aquela partida.
− Não estou com cabeça pra nada – Harry respondeu, mal-humorado.
− Mas você devia ver – ela insistiu, lhe passando dois recortes de jornal que ela estivera vendo.
Harry pegou os recortes sem muito entusiasmo. Ele estava com cabeça em outros assuntos para se preocupar com mais alguma coisa que estivesse acontecendo no mundo. Porém tomou um grande susto ao ver do que se tratava, derrubando todo o seu suco em cima da mesa.
O recorte de jornal era de uma notícia publicada há muito tempo, mais exatamente no dia em que Sirius havia sido preso. Nela, além de explicar o motivo da prisão dele, dizia que ele tinha matado treze pessoas, sendo doze trouxas e um bruxo (que seria Pedro Pettigrew) e ferido uma, que não era ninguém menos que Perla Montanes.
− Segundo o St Mungus, o estado da senhorita Montanes é grave e as chances de que ela sobreviva são mínimas – Harry leu em voz alta o trecho para os dois amigos – Uma verdadeira surpresa para os amigos dela, já que Black era seu namorado .
− Quer dizer que ela morreu no ataque que o Pettigrew fez ao Black? – Rony perguntou bastante enojado – A cada dia, mais eu me arrependo de ter tido aquele rato.
− Ela não morreu no ataque... – disse Hermione, apontando para o segundo recorte de jornal – Ela ficou inconsciente por um bom período.
Harry pegou o segundo recorte. A notícia, ao contrário do primeiro recorte, que era uma manchete de capa, era bem pequena. Apenas algumas poucas linhas que diziam que Perla Montanes havia morrido depois de estar internada durante quatro meses no St. Mungus.
− Como conseguiu isso? – Harry perguntou para Hermione que sorriu.
− Rita.
− Aquela nojenta da Skeeter? – disse, Rony, quase cuspindo o suco que estava tomando.
− Ela me devia um favor. Afinal, depois daquela entrevista do ano passado, a carreira dela foi as alturas – Hermione respondeu, sentindo-se satisfeita pelo que conseguiu de Rita Skeeter – O que me intriga é porque eles não deram importância pra morte dela. Quer dizer, ela seria mais uma vítima do "ataque de Sirius".
− Sempre se falou em treze pessoas mortas – Harry disse, olhando atentamente os dois recortes – Todas as pessoas que falaram de Sirius quando ele fugiu de Azkaban dizeram que ele matou treze pessoas no "ataque". Ninguém nunca mencionou Perla.
− Vai ver ninguém prestou atenção que ela tinha morrido! – sugeriu Rony.
− E porque, quando o Profeta divulgou a morte dela, apenas colocou que ela morreu depois de ficar quatro meses no St Mungus? Eles sequer mencionaram o motivo dela ter ido parar lá – disse Hermione, juntando as suas coisas.
− É isso que me intriga – disse Harry pensativo. Porém Rony lhe deu um puxão e disse que já estavam atrasados para o jogo de quadribol.
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Severo sentou na arquibancada destinada aos professores, bem ao lado da professora Sprout, que estava numa conversa animada com o pequeno professor Flitwick, para reparar na sua presença.
Ele olhou ao redor, mas não viu o menor sinal da pessoa que estava procurando. Isto o intrigou bastante. Ele se perguntou por que ela simplesmente não aparecia em público.
− Capitães, apertem suas mãos – gritou Madame Hooch. Em seguida ela apitava, dando início ao jogo.
− Grifinória tem a posse da goles com Gina Weasley. Ela passa para Johnson, que devolve para Weasley – narrou Ernesto Mcmillan – Ela arremessa e é gol! 10 a zero para Grifinória.
O professor de Poções olhou irritado para os jogadores de vermelho e dourado. Sabia que não tinha muito o que fazer. Era quase certo que Grifinória ganharia o jogo e ele não estava nem um pouco interessado em ver a comemoração dos leões.
Sem se importar com os protestos dos outros ocupantes da arquibancada, ele levantou e saiu. Andou rapidamente em direção ao castelo, pensando no que poderia fazer.
Pensou em ir para a sua sala e já estava a caminho das masmorras, quando uma idéia lhe ocorreu. Procurar Elizabeth. E se a professora não estivesse no castelo, ele poderia investigar a sua sala e tentar descobrir alguma pista sobre os mistérios dela.
Andou calmamente até parar em frente a sala da professora de Defesa Contra a Arte das Trevas. Colocou a mão na maçaneta e sem se importar se haveria alguém dentro da sala ou não, ele simplesmente abriu a porta.
Elizabeth estava sentada em uma mesa no fundo da sala. Escrevia em um pergaminho e nem ao menos levantou os olhos quando a porta abriu permitindo a entrada de Severo Snape.
− Quer dizer que você não gosta de quadribol? – provocou Snape sentando em uma cadeira em frente a mesa dela.
− Eu pensei que você tivesse o mínimo de educação e batesse na porta da sala de outras pessoas antes de entrar – Elizabeth disse, sem olhar para o professor de Poções.
− Eu não sabia que você estaria aqui. Afinal, toda a escola está no campo de quadribol.
− Não tenho tempo para perder com essas futilidades – Ela respondeu, largando a pena e o encarando pela primeira vez – O que não o desculpa pela sua falta de educação.
− Não é incrível como você consegue ser tão desagradável? – Severo tentou provoca-la, mas ela não se alterou – Agora entendo o porquê de não se misturar com os outros. Ninguém deve suportá-la.
− Não quero que ninguém me suporte – ela respondeu pegando a pena novamente e a levando ao tinteiro – Mas se quer saber, ninguém o suporta, então...
− Você e sua filha são tão diferentes. Sarah é tão agradável. – Elizabeth parou e pena centímetros de distância do pergaminho, deixando escorrer um pouco de tinta sobre o mesmo.
− O que quer dizer com isso?
− Ela é uma menina muito simpática. Sabe, tivemos uma conversa muito interessante – Severo provocou novamente, deixando Elizabeth irritada – Aposto como ela adoraria sair comigo novamente.
− Não se meta com a minha filha – Ela se levantou e parou a frente de Severo o encarando com ódio.
− Por que está tão preocupada? Está com ciúmes dela? Ou seria de mim?
− Realmente passou pela sua cabeça que eu teria ciúmes de você? - ela perguntou com desdem.
− Ou será que tem medo que ela me conte o seu segredinho?
− Já lhe disse que não tenho segredos.
− Então não se importaria se eu investigasse a sua filha, não é? Ela realmente não é de se jogar fora.
Elizabeth sentiu uma imensa raiva com as últimas palavras de Severo. Ela se levantou e o segurou pelo colarinho da camisa, forçando-o a se levantar. Em seguida, o puxou até perto da porta, empurrando o em cima da mesma.
− Eu vou te dar um aviso. E espero que você escute bem – Ela disse com raiva, estando bem perto dele – Fique longe da Sarah.
− Pra que tanta proteção, mamãe? – Severo provocou novamente, com um sorriso nos lábios.
− Se eu souber que você se aproximou novamente dela, é melhor ter muito cuidado. Você não tem a menor idéia do que eu sou capaz de fazer.
Severo sorriu. Um sorriso cínico, de que não sentia medo. Porém a proximidade com a professora despertou nele um outro sentimento. Suas pernas tremiam e seu coração começou a bater mais rápido. O perfume de Elizabeth o estava deixando tonto. Ela ainda estava com a mão no colarinho de sua camisa e tinha ódio em seu olhar. Aquele belo par de olhos verdes o estava deixando desnorteado.
Sem conseguir pensar sobre o que estava fazendo, ele colocou uma de suas mãos no pescoço dela e forçou seu rosto para mais perto do dele, fazendo com que seus lábios se tocassem, primeiro de modo calmo, para em seguida, se tornar um beijo voraz, de quem anseia por ele há muito tempo.
Elizabeth empurrou Severo. Seus olhos tinham ainda mais ódio. Ela abriu a porta e o empurrou para fora, fechando-a novamente e se trancando lá dentro. Já Severo, caiu no chão do corredor ao ser empurrado pela professora. Mas ele não se importou com isso. Ao contrário, sorria.
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Após a partida, com a vitória da Grifinória por 250 a 20, Harry preferiu ir para o vestiário tomar um banho antes de ir comemorar com o restante de sua casa na Sala comunal.
Depois de um bom e demorado banho, ele vestiu roupas limpas, guardou o uniforme na mochila e saiu do vestiário. Do lado de fora, ele encontrou Gina. A garota ainda vestia o uniforme de quadribol, mas não parecia muito feliz com a vitória.
− Algum problema, Gina? – Harry perguntou ao passar por ela.
− Eu e Dino terminamos – ela disse, sem encará-lo.
− Sério? – Harry perguntou se animando, para em seguida, pecerber que não devia estar assim – Eu sinto muito.
− Não sinta. Porque eu não sinto - ela respondeu, encarando Harry – Dino era um idiota.
− Eu espero que você tenha mais sorte da próxima vez... digo, que consiga um bom namorado.
− Nenhum vai ser bom – ela respondeu, abaixando a cabeça novamente – Por que nunca vai ser quem eu quero.
− Quem você quer? – Harry perguntou, antes de conseguir pensar no que estava perguntando..
Gina o encarou novamente. Ela ficou na ponta dos pés e antes que Harry pudesse entender o que ela estava pensando em fazer, ela tocou de leve em seus lábios com os dela. Em seguida, saiu correndo.
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No dia seguinte, durante a aula de Poções, Harry estava tão concentrado pensando em tudo que descobrira até aquele momento sobre Perla, que não estava dando a menor atenção a poção que preparava. Porém, ele não era o único que estava distraído.
Ao contrário de todas as aulas, Severo havia explicado a poção que os alunos iriam preparar, colocado os ingredientes no quadro, mas não ficou observando o trabalho de cada um. Ele permaneceu imóvel, sentado em sua cadeira, pensando no que tinha acontecido entre ele a professora Stoller no dia anterior. Sua cabeça estava cheia de dúvidas. Ele se perguntava o tempo todo se realmente teria descoberto o segredo de Elizabeth.
Hermione mostrou como o professor de Poções estava para Rony, que apenas balançou os ombros, o que significava que ele não fazia a menor idéia do que tinha acontecido. Apesar de também estar imerso em seus pensamentos, Harry também percebeu o comportamento do professor, que simplesmente estava deixando escapar uma grande oportunidade de criticá-lo, já que sua poção estava longe de estar correta. E eles não eram os únicos que tinham percebido a "distância" do professor.
− Professor Snape? – Draco Malfoy o chamou. A turma toda o encarava tentando entender o que estava acontecendo com ele.
− Sim, Malfoy? – ele respondeu, sem nem ao menos olhar para Draco.
− O senhor não vai ver se as nossas poções estão corretas?
− Os ingredientes e o modo de preparo estão no quadro. No final da aula vocês vão me entregar uma amostra da poção que fizeram.
− Mas, o Senhor não vai passar pela turma para ver quem está trabalhando corretamente? – insistiu Draco. Severo olhou para o aluno, irritado por este ter interrompido seus pensamentos.
− Quem é o professor aqui, sr Malfoy?
− O senhor – Draco respondeu, ficando com a face ainda mais pálida que o normal.
− Então se não quiser pegar uma detenção, não tente me dizer o que eu devo ou não fazer em minhas aulas.
Harry quase caiu da cadeira. Snape ameaçando dar detenção para um aluno da Sonserina? E esse aluno era Draco?
Era difícil saber quem ficara mais surpreso com a atitude de Snape. Os alunos da Sonserina ficaram supresos e revoltados que o professor pudesse pensar em dar uma detenção a um aluno de sua casa. Já os alunos da Grifinória, ficaram espantados com a atitude dele, mas também não esconderam um sorriso de satisfação.
Quando a aula acabou, todos os alunos trataram de deixar a sua amostra de poção na mesa do professor e sair o mais rápido possível com medo que ele mudasse de humor.
− O que deu no Snape? – Harry perguntou para Rony e Hermione quando eles estavam no corredor.
− Parece até um sonho – disse Rony, que estava animado – Snape ameaçando dar uma detenção ao Malfoy. Vocês viram a cara dele de medo?
− Ele estava muito diferente hoje. Estava distraído. Provavelmente pensando em alguma coisa muito importante – argumentou Hermione.
− Vai ver ele tomou um fora da professora Stoller! – brincou Rony, deixando Harry e Hermione surpresos – Vão dizer que vocês nunca repararam como ele fica olhando pra ela durante as aulas práticas de Defesa contra a Arte das Trevas?
− Você repara em cada coisa, Rony!
− Vai dizer que você nunca reparou, Mione? Você, que sempre sabe tudo sobre tudo! – Hermione parou de andar e o fuzilou com o olhar.
− Rony? – Lilá, que estava atrás de Hermione o chamou. Rony ficou com as orelhas vermelhas.
− Oi Lilá.
− Sabe, eu queria te perguntar uma coisa – a garota disse meio sem jeito, empurrando Hermione para o lado para poder se aproximar do ruivo – Na semana que vem como é feriado da Páscoa será dia de visita a Hogsmeade. E eu queria saber se você gostaria de ir comigo...
− Ir com você?
− Sim... – ela respondeu, encarando Hermione em seguida – Claro, se você não tiver companhia melhor.
− Tudo bem – Rony respondeu sem encarar Lilá. Ela se aproximou dele e deu um beijo em sua bochecha, fazendo o garoto corar da cabeça aos pés.
Hermione apenas resmungou alguma coisa que os garotos não entenderam e saiu de perto deles.
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Harry soltou Neville, embora não tivesse consciência do que fazia. Estava novamente descendo os degraus aos saltos, puxando a varinha, ao mesmo tempo em que Dumbledore também se voltava para o estrado.
Sirius pareceu levar uma eternidade para cair: seu corpo descreveu um arco gracioso e ele mergulhou de costas no véu esfarrapado que pendia do arco.
Harry viu a expressão de medo e surpresa no rosto devastado e outrora bonito de seu padrinho quando ele atravessou o arco e desapareceu além do véu, que esvoaçou por um momento, como se soprado por um vento forte, depois retornou a posição inicial.
- SIRIUS – ele escutou uma mulher gritando.
Quando Harry chegou ao estrado, viu uma mulher parada em frente ao véu, com lágrimas nos olhos. Soube naquele instante que ela é quem havia gritado. Aproximou devagar, tentando descobrir quem seria ela.
Quando estava a poucos passos de distância, a mulher olhou para o lado e encarou Harry. Apesar de jamais tê-la visto pessoalmente, ele soube naquele momento quem era ela.
Os olhos eram de um tom cor de mel inconfundível. O cabelo loiro e liso. Porém, ao contrário das fotografias que tinha visto, ela não parecia uma garota com menos de vinte anos. Era mais velha. Mas Harry não tinha dúvidas de que era ela. Perla Montanes.
Harry acordou assustado. Rony estava parado ao seu lado, tentando acalma-lo a todo custo.
− Está tudo bem, Harry. Foi só um sonho – disse Rony. Harry percebeu que estava bastante suado – Foi um sonho com Você-Sabe-Quem?
− Não – ele respondeu, tentando se lembrar de cada detalhe.
− Então o que foi? Você estava do mesmo jeito que ficava quando tinham sonhos com Você-Sabe-Quem.
− Não eram sonhos. Eu entrava na mente dele – Harry respondeu, procurando seus óculos – Mas não foi ele.
− Com que foi? – Rony perguntou curioso e um pouco assustado.
− Minha madrinha.
− Harry, estou começando a concordar com Hermione. Você está ficando obcecado por ela...
− Eu acho que ela pode estar viva.
− Tem certeza de que você está bem? Acho que você devia ir até a enfermaria...
− Você não está entendendo, Rony.
− Realmente eu não estou. Você teve um sonho com a sua madrinha e agora acha que ela está viva. Eu deveria estar entendendo alguma coisa?
− Não foi um sonho...
− Eu realmente acho que você devia procurar Madame Pomfrey...
− Rony, escuta uma coisa – disse Harry, segurando o amigo – Todos dizem que Perla está morta, não é?
− Foi o que o Lupin disse.
− E o que saiu no Profeta – continuou Harry – Mas segundo o jornal, ela teria morrido pouco tempo depois da prisão de Sirius. Ela deveria ter pouco mais de vinte anos...
− E daí?
− E daí que eu acabei de vê-la como ela seria se estivesse viva até hoje.
− Harry, você não a viu. Você sonhou com ela. Sonhou como acha que ela deveria ser se estivesse viva.
− O engraçado é que eu sonhei várias vezes com a morte de Sirius e pouco antes de saber sobre ela, passei a escutar o grito de uma mulher chamando por ele. Era ela.
− Você está começando a delirar...
− Tudo faz sentindo agora – respondeu Harry, pulando da cama – A mulher que gritava em meus sonhos era Perla. Mas não a Perla com a idade que ela tinha quando todos dizem que ela morreu. Mas com a idade que ela teria agora se estivesse viva.
− E o que isso tudo tem a ver com o fato de você achar que ela está viva?
− Não percebe? Você mesmo acabou de me dizer que antes de acordar, eu estava agindo exatamente do mesmo jeito que eu agia quando tinha aquelas visões com Voldemort...
− Você-sabe-Quem... – pediu Rony, que se alterou ao escutar o nome do lorde das trevas – Mas...
− Não eram sonhos, Rony. Naquela época eu realmente estava entrando na mente dele.
− Você acha então que... mas isso seria impossível... não seria?
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Era bem cedo quando Thais acordou. Ela levantou, vestiu um robe por cima da camisola e desceu as escadas pensando no que prepararia de café da manhã. Mas ao chegar na sala, encontrou Perla acordada. A loira estava agitada e andava de um lado para o outro.
− Caiu da cama, Perla? – a morena brincou, mas a outra não achou graça na brincadeira e parou de andar – O que foi que aconteceu?
− Harry sabe que eu estou viva – disse Perla nervosa apertando seus dedos da mão.
− Como ele poderia saber? – perguntou Thais, achando que a amiga estava delirando – Você mesma disse que Remo disse pra ele que você estava morta – Perla a encarou seriamente antes de responder.
− Ele acabou de entrar na minha mente.
N/A: O que acharam desse capítulo? Inútil eu diria. Ele nem era pra existir, mas eu não resisti a tentação de acrescentá-lo só pra fazer o Snape agarrar a Elizabeth. E sim, a Gina saiu correndo depois de beijar o Harry. Na minha fic ela não é uma "devassa" como a titia JK faz ela parecer. Eu não quis colocar o jogo de quadribol porque estava sem nenhuma inspiração para fazê-lo e se eu o colocasse, esse capítulo demoraria ainda mais. Eu espero de coração que vocês me digam o que acharam. Quem sabe eu fico inspirada e publico o próximo capítulo sem demorar? Afinal, ele (Capítulo 10 - A Verdadeira História da Família Stoller) vai começar a esclarecer os mistérios dessa fic. E sim, eu sou muito má, quero deixar vocês muito curiosos pra ver se vocês ficam com pena de mim e comentam!
Queria agradecer e dedicar esse capítulo a todos que comentaram e em especial para a Srta. Wheezy, que fez aniversário na semana passada (esse capítulo é um presente de aniversário atrasado pra vc!).
Lele Potter Black: Se você aguentar até o próximo capítulo vai saber qual é o "mistério" da Elizabeth. Espero que tenha gostado do capítulo. Bjos.
Thalita: Espero não ter demorado muito pra publicar. E espero também que você continue gostando da história. Bjos.
Thaisinha: Você apareceu nesse capítulo. Pouco, mas apareceu. O que achou do Severo agarrando a Elizabeth? Espero que tenha gostado. Bjos.
Anninha: Estou curiosa pra saber o que você está suspeitando de toda essa história. Você sabe o como sua opinião é fundamental pra mim. Bjos.
Luci Potter: Bom, eu espero que não seja preciso você impedir a versão em português do sexto livro de ser publicada, porque eu espero ter acabado essa fic até lá. Mas obrigada pela intenção. Eu adoro as lembranças, são minhas partes favoritas da fic. Principalmente quando tem Perla e Sirius. mas em breve vc vai vê-lo sem ser em Lembranças...deixa eu ficar quieta. Bjos.
Srta. Wheezy: Feliz Aniversário atrasado. Espero que tenha gostado do "seu presente". Eu também queria ter um aniversário assim. Espero que o seu tenha sido tão perfeito como o da Perla. Bjos.
Krol: Espero que os problemas do seu computador sejam resolvidos. Também estou com saudades. Sabe, já estou até acostumada a ser chamada de malvada pelo que faço com o Remo. Mas um dia eu paro de fazer o coitado sofrer. E quem não queria ter um aniversário daqueles? Se bem que eu me contentava só com o namorado(hehehe)! Bjos.
Anaisa: Você sabe que eu virei fã das suas fics, principalmente das D/G. Estou ansiosa pelo capítulo. O diálogo da Sarah com o Severo ficou meio confuso, mas acho que no próximo capítulo você vai entender. E fico feliz em saber que gostou da parte da Perla com o Remo. Eu quase chorei quando a escrevi. Bjos.
