Capítulo 24 – Quando um Passado Esquecido retorna ao Presente

- Não é possível...

- O que não é possível, Sirius? – Sarah perguntou.

- Esse cara... esse da foto... ele é o pai da Perla... William Montanes.

- Tem certeza disso? – Harry perguntou, pegando o porta-retratos novamente da mão do padrinho.

- É claro que eu tenho certeza – ele respondeu, procurando outros objetos na caixa, mas não encontrou nenhum objeto pessoal, além do porta-retratos. Todos os outros faziam parte do material de Hogwarts.

Sarah saiu do sótão, deixando Sirius e Harry sozinhos. Nenhum dos dois prestou atenção em onde a garota tinha ido.

- Olha Sirius, tem um anuário de Hogwarts – Harry pegou o livro com capa preta e pôs-se a folheá-lo – Hermione achou o anuário de quando você e Perla se formaram... foi assim que começamos a buscar pela Perla.

- Bons tempos aqueles... – Sirius sorriu, se lembrando de alguns bons momentos que tinha passado com os marotos e com Perla.

- Olhe – Harry interrompeu seus pensamentos, alguns minutos depois – É ela. A garota da foto.

- Helena Reynolds? Não, isso é mais do que impossível?

- O que foi? – Sarah voltou ao sótão, trazendo um porta-retratos – Peguei isso lá embaixo, só para confirmarmos. Não tem a menor dúvida. O cara da foto é mesmo o pai da mamãe.

Harry deu uma olhada no porta-retratos trazido por Sarah e confirmou o que ela disse. Em seguida, encarou o padrinho, que estava muito abalado.

- Sirius, algum problema? Você sabe quem é essa Helena Reynolds?

- A mãe da Perla.

- Mas a mãe dela não era trouxa? – Harry estranhou a resposta, assim como Sarah.

- A verdadeira mãe da Perla. Ela era adotada – Sarah fez cara de quem não acreditava no que ele tinha dito – Ela nunca te contou? – a menina negou – Pois Perla era adotada.

- Então, a verdadeira mãe da Perla conhecia o pai adotivo dela? Como isso é possível?

- Isso é uma coisa que eu gostaria muito de saber, Harry – Sirius respondeu – Mas infelizmente, eu não tenho essa resposta!

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- Como eu vim parar aqui? Quem é você? – ela perguntou, forçando seus olhos a ficarem abertos.

- Uma pergunta de cada vez, Perla – ela ficou ainda mais assustada ao perceber que ele sabia seu nome – Quanto a primeira pergunta...você veio até mim. E quanto a segunda...eu... eu sou seu pai.

- Isso é loucura. Você só pode ser louco – respondeu Perla, tentando mais uma vez levantar, sem sucesso – Meu pai morreu quando eu tinha cinco anos.

- William Montanes não era seu pai biológico.

Perla ficou ainda mais assustada ao escutar o nome do pai vindo daquele estranho.

- Como sabe o nome dele?

- Eu já te disse, Perla – ele respondeu com calma, sentando em frente a mulher.

- E eu já te disse que meu pai está morto. Não só William, como meu verdadeiro pai também.

- Tem tanta certeza disso, Perla? – ela relutou um pouco, antes de responder.

- Foi o que Dumbledore me disse. Que ele foi assassinado pelos próprios pais.

- Nem mesmo ele sabe a verdade, então, certamente ele me julga como morto.

- Isso não é possível. Você não pode ser... – ela parou de falar ao se dar conta do nome que ia dizer.

- Scott Dinckley, Perla... seu verdadeiro pai.

A loira continuou olhando pra ele, esperando que ele dissesse que estava brincando. Porém, ele continuou sério.

- Isso definitivamente é impossível. Você foi dado como morto desde quando eu nasci. Se você estivesse vivo, digo, se Scott estivesse vivo, ele não teria ficado escondido durante todo esse tempo. E não teria vindo atrás de mim somente agora.

- Como eu disse antes, você veio atrás de mim e não o contrário – Perla ia protestar, mas ele fez sinal para que ela o deixasse continuar a falar - E sim, ficar escondido durante todo esse tempo foi o que me permitiu ficar o tempo todo de olho em você.

- Você tem me espionado? – ela se alterou e sentiu uma grande dor na cabeça.

- Não faça esforço. Como já te disse, é um milagre você ainda estar viva. Precisa descansar, minha filha.

- Não me venha com essa de minha filha – ela respondeu, tentando novamente se mexer e não obtendo sucesso – Não é por que você está me dizendo que é meu verdadeiro pai, que vou acreditar em você. Você pode muito bem ser um comensal da morte disfarçado.

- Nesse caso, você não me deixa outra alternativa.

Perla ficou intrigada sobre o que ele queria dizer com aquelas palavras. Mas não demorou muito e ela teve sua resposta. O senhor que se dizia seu pai saiu de seu campo de visão e quando voltou, trazia consigo, um objeto metálico, que Perla imediatamente reconheceu como sendo uma penseira.

- Isso é uma pen...

- Penseira – Perla completou o que ele ia falar, mas continuou encarando-o como se ele estivesse fora de suas faculdades mentais – Não sou tão burra assim.

- Nunca disse que era – ele respondeu e pôs se a procurar outra coisa pela casa.

Foi quando Perla parou pra reparar no ambiente ao redor. Estava numa cabana, do tamanho da casa de Hagrid. Não haviam muitos móveis além da cama onde ela estava deitada. O lugar era escuro e sombrio, o que dava a impressão de não ser habitado por alguém a muito tempo.

Quando o senhor voltou para o seu campo de visão, ele trazia cinco garrafinhas pequenas. Perla ficou analisando sua fisionomia, mas não conseguia encontrar nada nele que lhe fosse familiar. Exceto talvez pelos olhos. Eles eram cor de mel, exatamente como os seus.

O senhor levou a varinha a têmpora por cinco vezes e cada conteúdo prateado que saiu, ele colocou em uma das garrafinhas. Em seguida colocou as cinco o mais perto possível de Perla, assim como a penseira.

- Só tem um jeito de te provar que o que eu estou falando é a verdade. Essas cinco garrafas contem cinco memórias das mais importantes que possuo. E eu preciso que você veja cada uma delas.

- Podem ser memórias de outras pessoas – ela argumentou, tentando irritá-lo, mas contrariando suas expectativas, ele sorriu.

- Acredite se quiser. Eu não tenho outro jeito de te provar. Ainda assim, quero te mostrar essas lembranças.

- Se você insiste tanto – ela respondeu. Ele então abriu a primeira garrafa e despejou o conteúdo na penseira, colocando-a de frente pra Perla, de modo que ela pudesse enxergar.

- Essa é a primeira... o dia que eu me apaixonei por Helena.

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(Primeira Lembrança)

Scott se divertia ao ver os amigos brincando de azarar um menino mais novo que era da Lufa-Lufa. Ele nunca fazia o trabalho sujo, sempre deixava isso para os amigos. Mas ele se divertia só em ver as brincadeiras que eles faziam com o mais novos de outras casas.

- Que tal mais uma, Scott? – um dos garotos olhou para ele, que apenas sorriu em resposta.

Mas a brincadeira não durou por muito mais tempo, pois uma monitora da lufa-lufa apareceu e ficou chocada com a cena.

- Como vocês têm coragem? – ela entrou na frente do aluno da lufa-lufa, impedindo que eles continuassem.

- É melhor você não se meter, esse é um assunto nosso – respondeu o garoto que tinha falando segundos antes com Scott.

- Pois se vocês não pararem com isso agora mesmo, eu vou dar uma detenção a cada um de vocês! – a menina mostrou a insígnia que estava presa no seu uniforme.

Foi quando Scott parou para reparar na garota. Ela não aparentava ter mais de quinze anos, possuía os cabelos loiros que iam até a metade das costas. E os olhos eram de um azul muito intenso.

- Nós continuaremos isso depois – gritou um dos meninos da sonserina, se afastando junto com os outros – Você não vem, Scott?

- Vão indo... – ele respondeu e continuou encarando a garota a sua frente, que agora conversava com o aluno da Lufa-Lufa.

O menino acenou pra ela confirmando que estava bem e com sua ajuda, levantou e saiu de perto dos dois.

- Eu confesso que estou intrigada para saber o nome da monitora mais corajosa que já conheci – Scott falou com a voz mais sedutora que conseguiu. A garota bufou.

- Não é da sua conta – ela respondeu, dando as costas para o menino.

- Pois se você não me contar, eu acabarei descobrindo pelos meus meios. Então, você poderia me poupar o trabalho!

A garota olhou para ele com um olhar de raiva e saiu andando sem dar nenhuma resposta. Scott apenas sorriu e seguiu na direção que os amigos tinham ido.

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(Segunda Lembrança)

- Helena Reynolds.

- O que? - a garota olhou para trás para ver quem lhe chamara. Fechou a cara na mesma hora e continuou andando – o que você quer?

- Eu te disse que ia descobrir seu nome, mesmo você não querendo me contar – Scott respondeu, com um grande sorriso no rosto, seguindo a garota – Monitora, melhor aluna da sua turma, extremamente elogiada pelos professores... ah, é claro, defensora dos mais fracos.

- Agora que você já descobriu isso tudo, será que pode me deixar em paz? – ela respondeu, parando de andar e encarando o sonserino.

- Não é essa a minha intenção!

- E qual é a sua intenção, afinal de contas? – ela perguntou com raiva, mas Scott não se intimidou.

- Gostei de você! – ele respondeu como se fosse a coisa mais natural do mundo.

- Ah, por favor – Helena virou novamente e continuou andando. Scott foi atrás dela, andando mais rápido e parando em frente a garota.

- Não é todo dia que eu conheço uma garota com tantas qualidades. E o que é melhor ainda, uma garota tão corajosa, capaz de enfrentar cinco sonserinos apenas pra defender um aluno de sua casa.

- Pois eu vou te dizer um defeito que eu tenho. Eu sou filha de trouxas – ela disse, empurrando ele pro lado e voltando a andar.

- E quem disse que isso é um defeito? – ele gritou. Ela parou de andar e voltou até onde ele estava.

- Não são vocês mesmos, os sonserinos, quem dizem que os filhos de trouxas são piores que vocês que são sangue puro? Como é mesmo que vocês nos chamam...

- Sangue-ruim.

- Exato – ela mencionou voltar a andar, mas Scott segurou seu braço – Você quer me soltar?

- Helena – ele continuou segurando-a e a trouxe pra mais perto dele – Eu não me importo com isso. Eu estou dizendo que realmente gostei de você. E estou gostando cada vez mais.

- Me solta – Helena pediu novamente.

- Acho que vai ter que ser pelo método da força bruta.

Ela o encarou, tentando entender o que ele queria dizer com aquelas palavras. Scott a segurou com mais força ainda e a beijou. O beijo não durou muito tempo, pois a garota conseguiu se soltar e deu um belo tapa no rosto dele, saindo correndo em seguida.

- Você ainda vai ficar comigo, Helena – ele gritou, massageando o local onde a menina lhe batera.

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- Como você conseguiu conquistá-la, se ela te odiava? – Perla perguntou ao terminar de ver a segunda lembrança.

- Eu mudei. Eu parei com as brincadeiras que fazia com os meninos da minha sala. Passei a ser o mais estudioso, o mais dedicado. Tudo pra conseguir a atenção dela. Meus amigos ficaram furiosos comigo, mas valeu a pena. Depois de meses, Helena entendeu que eu estava apaixonado por ela e nós ficamos juntos.

- O romance de vocês parece com o da Lily com Tiago – Perla riu ao se lembrar dos amigos e de como eles também demoraram a ficar juntos.

- Bem diferente de você e Sirius...

- Como... como.... você sabe... sobre mim... – ela ficou assustada.

- Perla, acha mesmo que eu passei esses anos todos alheio a sua vida e a tudo que acontecia nela?

- Mas...

- É melhor você ver a terceira lembrança – ele despejou o conteúdo da terceira garrafinha na penseira.

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(Terceira Lembrança)

Helena segurava o pequeno embrulho que Madame Pomfrey lhe entregara. Ela sorriu ao ver a filha abrir os olhos. Eles eram tão brilhantes que lembravam o brilho das pérolas.

- Helena, eu tenho que levá-la – Dumbledore pediu com toda a calma, apontando para o pequeno embrulho nas mãos da loira.

- Só mais um pouco – ela implorou, deixando uma lágrima escorrer pelo seu rosto. Scott sentou ao seu lado e os dois ficaram admirando a filha – Ela é tão linda.

- Ela se parece com você – ele disse pra namorada, que sorriu. Em seguida, ela pediu pra ele segurá-la, tirando logo depois, um cordão que estava em seu pescoço.

- Eu sei, Dumbledore, que pra própria segurança dela, é melhor que ela não tenha nenhuma lembrança nossa – ela fechou os olhos, apertando com força o cordão que agora estava em suas mãos. Uma aura dourada a envolveu – Mas, eu sei que um dia, essa menina vai vir pra Hogwarts. E quando isso acontecer, eu quero que você saiba quem é ela e lhe dê a maior proteção que puder. Até lá... – ela pegou o cordão e o prendeu no pequeno bebê, que ainda estava no colo do pai – Ela vai ficar protegida pelo meu feitiço.

- Como quiser, Helena. Mas agora, eu tenho que levá-la – Helena assentiu e Dumbledore pegou o bebê no colo do pai, que começou a chorar na mesma hora – E quando eu voltar, nós faremos o feitiço.

Helena e Scott viram Dumbledore sair com a própria filha, com lágrimas nos olhos, que não paravam de escorrer.

- Helena, como a gente foi permitir isso?

- Ela precisa ter uma chance, Scott. Você sabe o que pode acontecer a ela, se ela continuar conosco.

- Mas eu não consigo aceitar essa idéia de que nunca mais vamos vê-la. E se escaparmos com vida? E se meus pais forem presos? Se nos deixarem em paz? Nunca saberemos quem é ela, nunca saberemos que a tivemos.

- È o único jeito. Dumbledore está certo. È melhor apagar as nossas mentes. O sofrimento será menor – ela respondeu, enxugando as lágrimas – E se um dia conseguirmos escapar com vida, então nós nos lembraremos e a encontraremos.

- O cordão? – ela confirmou – Helena, tem uma outra coisa que podemos fazer por ela.

- O que?

- William.

- O que o meu irmão tem a ver com isso?

- Você me disse que a esposa dele estava grávida, certo? – ela confirmou – Eu posso falar com ele. É claro que ele vai entender o que eu estou sentindo, ele está perto de ser pai também. E ele pode encontrar uma família pra ela, de tal maneira que ele consiga ficar de olho nela por nós.

- É perigoso, Scott. Ninguém sabe que Bill é meu irmão. Ninguém sabe a verdade sobre mim.

- E ninguém sabe que tivemos uma filha. É perfeito. Quando você entrou pra Hogwarts, você deixou de ser uma Montanes pra ser Reynolds e ninguém sabe disso. Ninguém vai associar você ao Bill.

- Eu não sei... – ela fechou os olhos, tentando colocar as idéias em ordem. Mas a todo momento, era o rosto de sua filha que vinha a sua mente – Vá. Converse com ele. Mas o mais rápido que puder. Antes que Dumbledore volte.

Scott sorriu e deu um beijo em Helena, antes de sair correndo da enfermaria.

Ele conseguiu sair do castelo, graças a uma capa da invisibilidade que possuía. Assim que chegou a Hogsmeade, ele aparatou em um bairro trouxa em Londres. Sabia que o irmão de Helena morava ali por perto, mas não tinha idéia de onde era exatamente, só tinha o endereço que Helena lhe dera da última carta que tinha recebido dele.

Depois de alguns minutos, que lhe pareceram horas, ele encontrou o apartamento, mas logo descobriu que se tratava da casa de um amigo dos Montanes. Este, apenas lhe disse que eles estavam num hospital perto dali, pois a senhora Montanes estava tendo o bebê.

Scott andou mais um pouco até encontrar o hospital. Entrou rapidamente e não teve muita dificuldade em encontrar com William. Este estava sentado na recepção, com a cabeça baixa e não reparou na chegada dele.

- Bill... – William apenas levantou a cabeça rapidamente e ao ver quem era, baixou novamente.

- O que você quer?

- Eu preciso de um grande favor seu – ele respondeu, sentando ao lado de William. Foi quando ele percebeu que o outro tinha lágrimas no rosto - Aconteceu alguma coisa?

- Isso só pode ser algum tipo de maldição – William respondeu, encarando Scott – Sempre que você aparece na minha frente é por que alguma coisa de ruim aconteceu. Um dia é pra dizer que Helena corre perigo por sua causa. E agora o que você quer?

- Eu não quis criar nenhum problema pra Helena...

- Mas criou... – William enxugou o rosto e continuou encarando Scott – Me diz logo o que você quer? Se você ainda não percebeu, eu não estou num bom momento.

- O que aconteceu, Will... você nunca... eu nunca te vi assim... Helena sempre disse que você...

- Minha mulher acabou de dar a luz... – ele respondeu, com raiva no rosto – e adivinha? O bebê nasceu morto. Agora me diz, como eu entro naquele quarto e digo isso pra ela? Não entende que esse bebê era a coisa que Sarah mais queria na vida?

- Eu acho que posso te ajudar... – Scott disse, tendo uma idéia, deixando William intrigado – Helena acabou de ter um bebê... uma menina. Mas eles a tiraram de nós – William fez menção de perguntar o motivo, mas Scott o impediu – Não tenho tempo pra te contar toda a história. O fato é que, nossa filha está sendo deixada num orfanato trouxa. Eu vim até aqui te pedir para ficar com ela ou para arrumar uma família pra ela.

- E como isso me ajuda, Scott?

- Pense Will... você pode adotar ela. E dizer a Sarah que é o filho de vocês.

William levantou da cadeira e ficou encarando Scott como se ele tivesse lhe dito um absurdo. Mas em seguida, ele pensou melhor.

- É claro. Essa menina... eu a adotaria, mesmo que meu filho estivesse vivo... Sarah nem precisa saber de nada.

- Então, você vai fazer?

- Onde eu a encontro? Como vou saber quem é ela?

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- Você induziu meu pai a me adotar e mentir pra minha mãe?

- Perla, pensa que foi por um bom motivo – ele colocou a mão no rosto da filha, que o virou na mesma hora – Entenda. Foi a melhor solução. Will te adotou e não teve coisa que o fez mais feliz na vida dele. Até onde eu sei, sua mãe nunca soube que você era adotada. Eles te quiseram e te criaram como filha, como a coisa que eles mais queriam no mundo!

- Ah claro. Minha mãe sequer me dava atenção. Tudo era dinheiro e a empresa. Aposto como ela sabia que eu era adotada.

- Você não entende. Sarah veio de uma família humilde, ela foi rejeitada pela família, por querer ficar com William, que tinha menos ainda. Eu vi o quanto aqueles dois ralaram pra que você tivesse a vida que você teve. Pra você nunca passar necessidade de nada e ter tudo que queria. Um erro deles, talvez, tenha sido não te dar a atenção que você merecia. Mas, eles sempre te amaram. Sempre. Veja isso, antes de tirar qualquer conclusão.

Scott pegou a quarta garrafa e a despejou na penseira.

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(Quarta Lembrança)

- Mas eu tô com medo...

William se ajoelhou no chão, ficando da mesma altura que a filha.

- Meu amor, eu vou estar segurando atrás pra você não cair.

- Mas e se eu cair? As outras crianças andam em bicicletas com rodinhas. Por que eu tenho que andar sem? – a pequena garota colocou os braços na cintura. Ela tinha apenas quatro anos, os cabelos eram loiros e estavam preso em duas "Maria-chiquinhas".

- Por que você é bem mais esperta que elas. E também, se você cair, o seu pai vai apanhar muito – Sarah respondeu, sorrindo pra filha, que também sorriu.

- Então tá bom – ela foi em direção a bicicleta e subiu nela – Anda, papai!

- Tem certeza disso, Bill? – Sarah perguntou, bastante aflita – Ela só tem quatro anos.

- Na minha irmã, as primeiras coisas apareceram bem antes dela ter a idade da Perla – William respondeu a esposa, fazendo sinal pra Perla de que ele já ia.

- Eu não sei por que toda essa preocupação em saber se a Perla vai ou não... – ela baixou o tom de voz - fazer essas esquisitices. Se você não teve isso, só a sua irmã.

- Mesmo assim, eu quero tirar a dúvida – ele deu um selinho na esposa e foi na direção da filha, que o esperava sentada na bicicleta.

William ficou segurando a bicicleta enquanto Perla pedalava. Até que chegou um momento, que ele largou a bicicleta, deixando a filha seguir sozinha. Ela conseguiu por um tempo e ele já estava começando a achar que ela ia manifestar algum sinal de magia, quando Perla perdeu o equilíbrio e caiu.

- Tudo bem com você? – um homem que Perla não conhecia, parou perto dela e a ajudou a tirar a bicicleta de cima dela.

- Eu to bem... – ela respondeu timidamente.

- Ah, pelo visto, foi só um ralado no seu joelho – ele colocou a mão no joelho de Perla, mas na mesma hora, Sarah e William chegaram ao local. Sarah pegou Perla no colo na mesma hora.

- Eu só estava vendo se estava tudo bem com ela – o homem se defendeu ao ver a reação de Sarah.

- Sarah, leva a Perla pro carro, eu já encontro com vocês – A loira concordou e saiu andando com Perla em seu colo.

- Mamãe, o papai me deixou cair – a pequena menina encostou a cabeça no ombro da mãe.

- Eu vi, meu anjo. E nós duas vamos bater muito nele quando chegarmos em casa – Sarah respondeu, passando a mão no cabelo da filha.

- O que você quer? – Will perguntou assim que a esposa tinha se afastado o bastante para não ouvir o que ele estava falando.

- Eu queria ver a minha filha, Bill.

- Scott, você e Helena abdicaram dela desde o nascimento...

- Nem por isso ela deixa de ser minha filha.

- Pelo contrário, ela nunca foi sua filha – Will respondeu e acenou pra esposa, que o esperava no carro com a menina – Sarah não sabe a verdade e nunca vai saber. Nem ela e nem Perla.

- Perla. É um bonito nome.

- O que você quer, Scott? – Scott olhou para o chão e em seguida encarou William.

- O bruxo que matou Helena sabe que nós tivemos uma filha. Eu tenho medo que ele a encontre.

- Ele nunca vai encontrá-la. Nunca ninguém soube da minha relação com Helena. Ela rompeu com a nossa família quando resolveu ir pra Hogwarts. Escolheu outro nome, outra vida.

- Mesmo assim... tenha sempre cuidado, Will. Eu não me perdoaria se algo acontecesse com ela. Devo isso a Helena.

- Nada vai acontecer com a minha filha. Nem que eu tenha que dar a minha vida pra protegê-la, ninguém vai encostar um dedo sequer nela.

- Eu vou estar por perto...

- Eu realmente espero que não esteja... se Helena morreu e você conseguiu escapar, tem uma explicação. Provavelmente eles sabem que mais cedo ou mais tarde você vai atrás da sua filha. E isso não pode e não vai acontecer. Ninguém vai tirar a minha filha de mim. Ela é uma Montanes. Eu irei protegê-la do meu jeito e você nunca mais aparecerá em nossas vidas.

William deu a conversa por encerrada. Ele pegou a bicicleta da filha, que ainda estava no chão e saiu na mesma direção que a esposa tinha seguido.

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- Meu pai era irmão da Helena...?

- Era.

- Como eu nunca soube, como ninguém nunca soube?

- Como você mesma viu, Helena rompeu com a família quando decidiu ir pra Hogwarts. Ela foi contra a vontade de todos. Escolheu outro nome, outra vida. Os Montanes nunca a perdoaram por isso.

- Minha mãe... Sarah... ela sabia sobre bruxaria. Se a família do meu pai era tão contra bruxaria, então, por que ela me deixou ir estudar em Hogwarts.

- A família de Will e Helena não era contra bruxaria...

- Então... por que eles eram contra Helena ir pra Hogwarts? – Perla estava confusa. Sua cabeça fervilhava e ela ainda tentava a todo custo mexer qualquer parte do seu corpo, sem obter sucesso.

- Por que eles estavam se escondendo, Perla. E protegendo Helena.

- Escondendo? Protegendo? De que? Isso não faz o menor sentido!

- Perla... você nunca se perguntou por que Voldemort quis tanto matá-la depois que descobriu que era filha de Helena?

- Por que ela escondeu isso dele... e ele a matou... logo, queria me matar!

- E por que razão ele não fez isso até hoje, se você estava justamente em poder dele, antes de chegar aqui?

Perla não soube responder. Ela sempre se perguntou isso. Voldemort tivera inúmeras oportunidades pra matá-la, mas nunca o fez. Ele a torturava, mas nunca a matou, nem nunca deixou que ninguém fizesse o serviço, apesar de Bellatrix e da mãe de Scott terem lhe implorado para fazê-lo.

- Eu não sei...

- Por causa disso – ele mostrou um cordão que carregava no pescoço e que até então, Perla não tinha reparado.

- Como isso pode estar com você? Eu o deixei com Sirius...

- Preste bem atenção... – ele ficou mais perto dela, de modo que ela pudesse ver o cordão com mais clareza.

- É um texugo...

- Exato. É um texugo e não uma cobra. E isso quer dizer...

- Que esse é o cordão de Helga Hufflepuff!

- Exato.

- E como você o conseguiu?

- Não tem a menor idéia, Perla? – ele perguntou e ela fez sinal negativo com a cabeça – Pense, minha filha, pense. O que foi que você descobriu em suas pesquisas?

- Como sabe que eu andei pesquisando sobre isso?

- Como eu já te disse antes, eu não estou tão alheio a sua vida, como você pensa. Mas me diga, o que você descobriu sobre os herdeiros em suas pesquisas?

- Eles desaparecem. No ano em que Voldemort nasce.

- E você sabe o motivo? Conhece a história dele?

- Dumbledore uma vez me mostrou como eram os Riddle. E a mãe de Voldemort, ela tinha o cordão de Salazar Slytherin.

- Exato. E pouco antes dela dar a luz, ela o vendeu a Borgins & Burkes.

- Merope morreu no parto, Voldemort foi pra um orfanato e os seus pais compraram o cordão de Salazar.

- E me deram de presente.

- Ainda não entendi aonde você quer chegar.

- Perla... os herdeiros são de certa forma... conectados. Assim como é em Hogwarts, a escola tem a separação de casas, mas no final é Hogwarts, uma escola. Slytherin, Ravenclaw, Griffindor e Hufflepuff eram unidos, até Slytherin querer ter mais poder que os outros. Houve uma quebra entre eles, mas os outros três continuaram unidos e continuaram sentindo o que aconteceu com os herdeiros de Salazar.

- Continuo sem entender...

- Quando Merope engravidou de Voldemort, os outros sentiram que o pior bruxo de toda a história da bruxaria estava pra nascer. Então eles se esconderam. Saíram do mundo da magia, trocaram de nomes, passaram a viver como trouxas e até mesmo casaram com trouxas.

- Não seria mais fácil eles terem se unido e acabado com ele?

- As coisas não são tão simples assim. O fato é que, todos se afastaram, todos tentaram proteger seus futuros herdeiros, para quando chegasse a hora e o momento, estes enfrentassem Voldemort, o herdeiro de Slytherin.

- Como pode saber disso tudo? – Perla estava mais do que curiosa. Ela tinha suspeitas da verdade, que ela queria por tudo no mundo, que não fossem reais.

- Helena me contou tudo isso, antes de me dar isso – Scott apontou para o cordão em seu pescoço – A família dela não queria que ela fosse pra Hogwarts, por que sabia que ela não estaria preparada pra enfrentar o pior. E que ela acabaria revelando sua verdadeira identidade pra ele.

- Helena era herdeira de Helga? – Perla perguntou e Scott confirmou – Isso é loucura.

- Não, não é, Perla. Na família de Helena só apareceu uma pessoa com o dom da bruxaria. Essa pessoa era o herdeiro. Ela era a filha mais nova. William não despertou dom pra magia e muito menos a irmã dele.

- Meu pai não tinha irmãos... quer dizer, fora Helena.

- Ah sim, ele teve... ela foi a primeira a ser assassinada. Quando Voldemort descobriu que a família Montanes era descendente direta de Helga Hufflepuff, ele matou a filha mais velha, achando que ela pudesse ser a herdeira. Helena ainda estava em Hogwarts, quando isso aconteceu.

- Meu pai nunca me contou isso.

- Ah, ele não contaria. Voldemort matou os pais dele e a irmã mais velha. Na época, Bill não morava com eles. E depois que ele descobriu que Helena estava em Hogwarts, concluiu que só podia ser ela a herdeira.

Perla ficou calada. Ela não conseguia acreditar em tudo que estava escutando.

- Minha mãe é profetisa. Ela consegue saber tudo da sua vida só de tocar em você. Foi assim que ela conseguiu trazer a minha memória e a de Helena de volta. E descobriu que tínhamos uma filha.

- Por isso ele a matou... por que sabia que existia outra herdeira? – Scott confirmou.

- Voldemort matou Helena e foi embora. Ele queria saber onde encontrar a nossa filha. Meus pais quiseram me matar, mas não tiveram coragem. Eles me deixaram viver. E disseram a todos que eu tinha morrido. Logo, eu não tive outra alternativa, a não ser me fazer de morto. Senão os prejudicaria.

- Você ainda se importou com eles?

- Eram meus pais, Perla. E salvaram a minha vida. Eu estava em dívida com eles. Acho que você sabe o que isso significa.

Ela na mesma hora se lembrou do dia que Severo Snape salvara a sua vida.

- Por isso que Voldemort nunca me matou? Ele sabia que eu era a herdeira de Helena. A herdeira de Helga Hufflepuff?

- Ele tentou te matar... antes de saber quem você era.

- Isso é impossível...

- Pense, Perla... ele procurou durante anos pela herdeira de Helena. Não a encontrou. Mas... encontrou Will...

- O QUE?

- Ele tentou te matar no dia que ele matou seu pai... mas foi quando ele percebeu que talvez você fosse a menina que ele procurava.

- Ele não matou meu pai.

- E como seu pai morreu, então?

- Ele teve um ataque cardíaco. Eu mesma vi.

- Tem certeza disso?

- É claro que eu tenho... – Perla confirmou, sem ter muita certeza do que estava falando.

- Então me conte como foi...

- Eu estava com insônia... eu tinha tido um pesadelo no dia anterior... sonhei que ele morria... então, eu fiz como sempre fazia quando tinha um pesadelo. Eu fui pro quarto dele e de mamãe. Ele me acalmou, me deitou na cama e disse que ia pegar um copo de água na cozinha... ele desceu, mas estava demorando demais, então eu resolvi ir atrás...

- E então...?

Perla fechou os olhos tentando se lembrar... mas tudo era um grande vazio. Ela não conseguia se lembrar de mais nada do que tinha acontecido.

- Eu não sei... não lembro de mais nada!

- Está na sua cabeça, Perla. Você bloqueou isso e só você pode trazer de volta.

- Ele estava demorando... – lágrimas começaram a escorrer do rosto dela – E eu resolvi ir atrás...

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Perla desceu da cama e abriu a porta do quarto, com um pouco de dificuldade. Apesar dos cinco anos recém completados, ela ainda era muito baixa e tinha que se esticar toda pra conseguir abrir a maçaneta da porta. Ela chamou pelo pai, mas não obteve resposta. Olhou pra mãe, que ainda dormia e resolveu sair do aposento.

No corredor, ela chamou novamente pelo pai e mais uma vez, não obteve resposta. Ao chegar na escada, ela viu que ele estava na sala, o copo de água que ele fora buscar em sua mão. Mas ele não estava sozinho. Conversava com um homem, que não aparentava ter mais de vinte e poucos anos. Este, olhava para Will com um bastão de madeira apontado pra ele.

A menina não entendeu a cena. Começou a descer a escada e chamou pelo pai mais uma vez.

- Papai?

A atenção do homem desviou de Will para Perla. Ele sorriu ao ver a garotinha. Porém, Will não teve a mesma reação.

- Perla... volta pro quarto.

A menina fez que sim com a cabeça e ia voltar quando viu um clarão verde. O homem tinha voltado a sua atenção para o pai. Em seguida, ele caiu no chão.

- PAPAI – Perla gritou e já estava na metade das escadas, quando o homem que atacou seu pai apareceu ao final da escada.

Ela sentiu um medo como nunca tinha sentido antes. O homem subiu as escadas e parou em frente a ela.

- Como vai, garotinha? – ele perguntou, mas ela não respondeu. Ele riu. Uma risada que deixou Perla com os pêlos da nuca em pé.

Foi quando ele notou o cordão que ela usava. Na mesma hora ele o reconheceu.

- A herança de Slytherin – Perla não entendeu o que ele quis dizer – Então você é a herdeira de Helena... eu devia ter imaginado que aqueles dois não a afastariam tanto assim...

- Perla – ele escutou a voz da mãe da menina a chamando da porta do quarto.

- Não hoje. Nós dois teremos nosso encontro daqui a algum tempo. E quem sabe até lá, você escolha o melhor lado – ele disse, antes de aparatar.

- Aí está você – Sarah começou a descer as escadas e encontrou Perla no meio da escada – O que você está fazendo aqui? – ela a pegou no colo – Céus, você está gelada. O que foi que aconteceu?

- Papai... – Perla apontou pra sala, onde ela viu o marido caído. Sarah gritou.

-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-

- Como eu pude me esquecer disso? – Perla falou, não conseguindo conter as lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

- Foi um choque muito grande, Perla. É só você pensar, só tinha cinco anos.

- Aquele desgraçado matou meu pai. Ele deveria ter me matado também. O que ele queria estava lá comigo, ele podia ter me matado, ter pegado e ido embora.

- Você ainda não entendeu a natureza desses cordões, não é?

- Eles só podem ser dados, nunca tomados – ela respondeu, entendendo o motivo de Voldemort não a ter matado aquela época.

- Exatamente. Voldemort só poderia pegar aquele cordão de você se você o desse a ele. Se ele pegasse a força de você, o cordão se destruiria – Scott respondeu, se afastando da filha – E tem mais uma coisa. A pessoa que recebe o cordão de outra, cria um vínculo com essa pessoa. Passa a sentir as coisas que a pessoa que o deu sente.

- Por isso eu criei um vínculo com Helena. Por que ela me deu o cordão...

- Da mesma forma que ela criou comigo quando me deu esse cordão. E que eu criei com ela quando dei o de Slytherin pra ela.

- Por que ela me deu o de Slytherin e não o de Hufflepuff?

- O de Hufflepuff estava comigo. É claro, ela podia ter me pedido pra dar ele a você, eu daria sem problemas. Mas acho que de certa forma, ela quis te afastar da verdade.

Perla suspirou.

- Eu preciso me mexer.

- Na verdade, você precisa descansar. Foi muita informação pra sua cabeça em tão pouco tempo. Você ainda está muito fraca.

- Eu preciso ir pra Hogwarts. Sirius corre perigo, ele está com o cordão de Slytherin. Voldemort sabe que eu tenha uma filha, sabe de Lily, sua mãe viu isso em mim.

- Então minha mãe está com ele? – ela confirmou – Isso nos dá um grande problema. Com certeza agora que ele sabe que você tem uma filha, vai querer ir atrás dela.

- Ele vai matá-la...

- Na verdade, acredito que ele vai usá-la contra você... pra conseguir o cordão.

- Que está com Sirius... eu preciso sair daqui agora – Ela tentou novamente se mexer, mas a dor em sua cabeça aumentou.

- Perla, não há nada que você possa fazer agora. Está muito fraca. Se tentar aparatar novamente, acredito que seu corpo não vá agüentar. Você estava fazendo magia sem varinha, estava usando seus poderes de herdeira pra fugir de Voldemort e vir até mim.

- Como sabe que eu estava com ele?

- Eu sei de tudo que acontece na sua vida – ele respondeu, se aproximando novamente dela – você precisa descansar. Sei que está preocupada com a segurança da sua filha e de seu marido. Mas no momento, você não pode fazer nada por eles, a não ser descansar e recuperar suas forças.

- E até lá? – ela perguntou, fechando os olhos.

- Até lá, vamos torcer para que Sirius se mantenha vivo. E faça o mesmo com Lily.


Ae.... eu de novo. Dessa vez, não demorei nem um mês, muito menos um ano...

Obrigada por ainda lerem e principalmente, ainda comentarem essa fic!

Capítulo chato? Eu gosto, apesar dele ser triste. Mas foi tão legal escrever sobre os pais da Perla e principalmente, adorei fazer a Perla pirralha. Talvez eu faça mais cenas dela pra postar no blog...

Tem umas coisinhas que ficaram pra trás nesse capítulo... por exemplo, cadê a quinta lembrança??? Hohoho... aguardem cenas do próximo capítulo.

Sobre o blog... é meu mais novo brinquedo. Digamos que eu adoro tanto essa saga que resolvi escrever umas coisinhas a mais, que não vão virar partes de fics. E por que? É lógico que eu comecei a escrever essa saga por q mtas pessoas me incentivaram (e a grande maioria nem lê isso mais!). Mas terminar isso virou questão de honra pra mim. Eu fui passar as três fics pro computador e, acreditem ou não, tem mais de mil páginas escritas. Isso se tornou uma das coisas mais importantes da minha vida e eu não vou deixar isso de lado por nada no mundo! Então, quem gostar e sentir vontade de ler, passa por lá de vez em quando, que terão novidades. O endereço ta no meu perfil.

Enfim, até o próximo cap... só posso adiantar que...a fic ESTA ACABANDO!!!!

Bjos

Dynha Black