Capítulo 25 – Presente de Natal
Sirius, Sarah e Harry voltaram para Hogwarts, cada um mais desanimado que o outro. E todos com a mesma pergunta martelando na cabeça: "Qual era a ligação de William Montanes com Helena Reynolds?".
Dumbledore os recebeu com entusiasmo, mas sua alegria se desfez ao saber que eles não tinham encontrado o diário.
- Eu pensei que Perla tinha lhe dito onde encontrar – ele falou para Sarah, que balançou negativamente a cabeça.
- Ela disse que tinha escondido na casa, mas não disse onde. E... eu pensei que Sirius pudesse encontrá-lo.
- E por que eu poderia encontrá-lo?
- Você morou naquela casa alguns anos com a minha mãe. Não é possível que ela não tenha te dito nada, nenhum lugar secreto... quer dizer, fora o sotão!
- Tem quase vinte anos que eu não vivia naquela casa. E os últimos dias que passei lá com a sua irmã, não tive muito tempo pra ficar investigando a casa, pois estava ocupado trocando fraldas.
- Ei – Harry parou entre Sarah e Sirius – Parem com isso, parecem até o Rony brigando com a Hermione – Dumbledore sorriu, fazendo todos rirem – O que realmente importa é que não encontramos o diário, mas encontramos outra coisa.
- É verdade, Harry – respondeu Sirius, sentando em frente a Dumbledore – E acho que só você pode nos explicar.
- E do que se trata? – Dumbledore perguntou. Os outros três trocaram olhares, antes de Sarah tirar um objeto do bolso e entregar ao diretor.
- Encontramos isso na casa da mamãe. Guardado no sótão – a garota lhe entregou a foto que tinha tirado do porta-retratos - Vocês os conhece?
- William e Elizabeth Montanes e Helena Reynolds.
- Então, estávamos certos em pensar que você os conhecia? – perguntou Sirius. Dumbledore confirmou.
- Vocês realmente acharam que eu deixei Helena abandonar Perla e não procurei saber que família a adotou? Porém... – ele parou de falar e examinou atentamente a foto.
- Porem...? – insistiu Sarah.
- Fico me perguntando como os Montanes poderiam ter uma foto com Helena, se até onde eu sei, Will não fazia a menor idéia de quem eram os verdadeiros pais da Perla.
- Então você também não sabe nada sobre isso?
- Não sei, Sarah... mas não é muito difícil criar suposições.
- E quais seriam elas? – Harry perguntou, ficando ao lado do padrinho.
- Eu deveria ter imaginado que Scott e Helena não abririam mão de sua filha a qualquer estranho. Eles relutaram muito em entregá-la e só concordaram por que viram que era a única saída – ele levantou e começou a andar pela sala – Quando Helena veio para Hogwarts, foi contra a vontade dos pais. Ela me disse que Reynolds não era seu verdadeiro sobrenome e que só estava usando-o por segurança.
- Então você acha que...
- Eu tenho quase certeza de que tanto Will, como sua irmã Elizabeth, eram irmãos de Helena.
-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-
Sirius entrou no quarto, fechando a porta com força. Eram muitas informações ao mesmo tempo e ele não sabia se daria conta de processar tudo, principalmente quando ainda não tinha a menor notícia de Perla.
Ele deitou na cama e ficou se perguntando se a mulher saberia de tudo aquilo que Dumbledore tinha falado em seu escritório mais cedo. Se seria mais um segredo que ela teria guardado dele. Mas duvidou muito que ela soubesse. Perla lhe dissera várias vezes que jamais tinha tocado nas caixas do sotão. Que eram coisas dos pais e que ela nunca teve curiosidade em saber o que eles guardavam lá. Tudo que sabia era que os materiais de Hogwarts que ela não usava mais, eram colocados lá por sua mãe. Mas depois que ela morreu, Perla deixava tudo em seu quarto.
Alguém bateu na porta repetidas vezes, mas ele não teve a menor vontade de levantar para abrir.
- Eu tinha esquecido o quanto você era folgado – Thais abriu a porta com um feitiço e entrou no quarto, com Lily em seus braços.
- E eu o quanto você é educada – ele respondeu, sem se dar ao trabalho de abrir os olhos.
- Bom, como eu não vim questionar sobre a minha boa educação, estou deixando Lily aqui e saindo...
- Por que?
- Por que o que?
- Que você está deixando a Lily aqui? – questionou Sirius, abrindo os olhos desta vez.
- Por que até onde eu saiba, ela é SUA filha e não minha! – a morena respondeu, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
- Você sempre brigou comigo que queria ficar com ela... e bla bla bla... e agora simplesmente quer deixá-la comigo.... tem uma razão aí e eu quero saber qual é.
- Você é tão inconveniente...
- E você quer ficar a sós com o Remo – Sirius sorriu marotamente, se levantando e pegando a filha no colo.
- Eu não... Ah, Sirius Black, você não presta! – ela deu um tapa de leve no ombro dele.
- Eu sei.
- Não sei como a Perla pode casar com você – ela falou sem pensar, pra só depois se dar conta de suas palavras – Me desculpe. Eu não quis falar...
- Tudo bem, Thais... você não precisa ficar sem falar na Perla. Na verdade, eu até gosto.
- Ela vai voltar, Sirius. Eu sei. Perla aprendeu muita coisa durante todos esses anos. Coisas que você nem faz idéia. Ela não ia... bem, ela não ia ser derrotada tão facilmente.
O maroto sorriu e a abraçou.
- Acho bom você correr pro seu quarto, senão o Remo vai ficar cansado de ficar te esperando e aí adeus pra sua noite.
Ela deu outro tapa no ombro dele e quando já estava saindo do quarto, ele a chamou.
- Sim...?
- Você por acaso sabe onde o diário da Perla está?
- Aquele que parecia um livrinho e que ela fez diversos feitiços nele pra caberem mais e mais páginas? Que contém toda a história dela desde que ela começou em Hogwarts? – ele acenou afirmativamente – Não faço a menor idéia. Não o vejo há anos.
Sirius viu todas as suas esperanças de encontrar o diário morrerem com saída da morena do quarto.
- É Ly... agora é só você e o papai aqui – ele colocou a menina sentada na cama e deitou ao lado dela.
- Papá – ela chamou, tentando subir em cima dele. Ele a colocou sentada em cima de sua barriga.
- Mamãe está viva, não está? – ela não respondeu nada, apenas sorriu – eu sabia que ela estava. Se ao menos eu soubesse onde...
- Péto.
- Perto? – a menina sorriu novamente – assim eu espero – ele encarou a filha que ainda sorria – Sabe, você é tão esperta, podia me ajudar com uma coisa.
- Ly e papá?
- Isso. Ly podia ajudar o papai a encontrar o diário da mamãe?
A garota ficou séria por um instante, o que fez Sirius acreditar que ela não podia fazer nada. Mas em seguida ela sorriu e colocou a mão na testa dele.
- Ly e papá.
Sirius fechou os olhos, acreditando que ele veria o lugar onde o diário estava escondido, porém, nada aconteceu.
- Lily, isso não ta dando certo... – ele abriu um dos olhos, mas Lily o fechou.
- Quéto papá, quéto.
Ele não sabia dizer quanto tempo ficou ali parado sem nada acontecer. Começou a pensar em Perla e onde ela poderia estar. E acabou adormecendo. E se lembrando de mais um momento com ela.
-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-
Sirius aparatou no jardim da casa de Perla, fazendo Almofadinhas começar a latir. Ele olhou de cara feia para o cachorro, que não se intimidou e latiu ainda mais alto.
- Um dia, eu acabo com você! – ele resmungou, antes de entrar na casa.
Ele procurou pela namorada no andar inferior, mas não a encontrou. Subiu rapidamente as escadas e foi em direção ao quarto dos pais dela, onde ele sempre ficava com Perla.
- Perla – ele a chamou assim que entrou no quarto.
A garota estava sentada na cama, com os braços cruzados e uma expressão de profundo mau humor.
- Pequena, você não está brava comigo, não é? – ele sentou em frente a ela – Eu sei que estou atrasado de novo, mas você sabe como é, além do meu trabalho no quartel, eu ainda tenho as missões da Ordem. É só por esse motivo que eu me atrasei. Juro que nenhuma Danna Powell ou qualquer outra garota é responsável pelo meu atraso.
- E quem te falou que eu estou assim por sua causa? – ele ficou surpreso com a resposta – O mundo não gira ao seu redor, sabia, Sirius Black?
- O seu mundo gira ao meu redor – ele respondeu e puxou a namorada pra perto dele, mas a expressão no rosto dela não se alterou – Perla, eu posso saber o que está acontecendo?
A loira se levantou, foi até a penteadeira que havia no quarto e voltou trazendo um exemplar de um jornal local, que ela jogou em cima da cama de modo que Sirius pudesse ler. Ele passou rapidamente os olhos pelo jornal e voltou a encarar a namorada.
- Pê...
- Foi no bairro trouxa vizinho ao nosso. Ataque em massa. Tem idéia de quantas pessoas morreram? É questão de tempo até eles chegarem aqui.
- Perla, eles não vão chegar aqui...
- Quem te garante isso? Acha que só por que você é auror, os comensais vão ter medo de atacar a minha casa ou as casas dos meus vizinhos?
- Pequena, você sabe que temos proteção extra aqui. Não só por você, mas os pais de Lily moram na casa ao lado, já se esqueceu? Nada vai acontecer com você enquanto eu estiver por perto.
- E quando você não estiver? – Sirius respirou fundo, antes de responder.
- Eu sempre vou estar. E olha, eu tive uma idéia. Amanhã mesmo vou pedir no departamento de controle de Flú pra incluírem a sua lareira com as do Ministério. Assim eu paro de ir em casa deixar a minha moto, antes de vir pra cá e chego mais rápido aqui.
Perla parou em frente a ele, passando a mão por seu cabelo. Em seguida, lhe deu um selinho.
- Eu sei que você está fazendo tudo que pode por mim. Mas mesmo assim, eu tenho medo. Não só por mim, mas por você também. Me dá um desespero todos os dias de manhã quando te vejo indo pro quartel. Fico me perguntando se é a última vez que vou te ver.
- Você não vai se livrar tão facilmente de mim – ele se levantou e a abraçou.
- Em todo caso, tem algo que eu queria te mostrar.
Ele ficou intrigado, mas não disse nada. Perla afastou a cama de casal para o lado e puxou uma tábua do chão, retirando de dentro uma pasta de couro preta.
- Eu fico pensando em quantos outros lugares secretos essa casa tem – ela riu.
- O sótão foi obra da minha mãe. E isso é do meu pai. Talvez ainda tenha uma obra minha escondida por aí – ele riu – Mas tudo que está aqui dentro é muito importante e eu preciso te mostrar.
Ela entregou a pasta pra ele e fez sinal para que ele abrisse.
- Pê, o que é isso? – ele perguntou ao abrir e se deparar com uma série de documentos.
- Certidão de casamento dos meus pais, testamento dos dois, documento de propriedade dessa casa e da empresa, minha certidão de nascimento e registro de adoção... e...
- Testamento, Perla? – ele pegou o último documento.
- Eu não sei o que pode acontecer comigo amanhã, Sirius. E se alguma coisa acontecer...
- Nada vai acontecer com você.
- Você não pode prever. E se acontecer, eu preciso que você tenha isso. E que cuide de tudo por mim. Meus pais deram a vida deles pra conseguir isso tudo. É tudo que eles me deixaram.
- Me desculpa, Pê – ele abraçou a namorada – Eu sei o quanto isso é importante pra você. É que, só de pensar na possibilidade de te perder, eu já fico louco!
- Então eu acho bom você estar sempre por perto pra me proteger. Por que se acontecer alguma coisa comigo, eu juro que volto pra te assombrar – ele riu e deu um selinho nela.
- Eu já disse que não vou deixar você se livrar de mim tão facilmente, lembra?
- É por isso que eu te amo.
- Eu também te amo, pequena – ele respondeu e a pegou no colo, colocando-a na cama em seguida - Nada, nem ninguém vai conseguir nos separar.
- Nem mesmo a Danna Powell? – ela perguntou, sorrindo.
- Eu não teria tanta certeza. Sabe, a Danna é muito bonita... – Perla deu um tapa no peito dele – Você é única, Perla. Única.
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Sirius acordou assustado. Olhou ao redor e viu a filha dormindo ao seu lado. Tentou se lembrar dos acontecimentos anteriores e ficou intrigado com o que tinha acontecido. Levantou rapidamente da cama e abriu a cortina, constatando que já era de manhã.
Ele não conseguia acreditar que tivesse dormido tanto. Sentiu que tinha apagado pouco depois de Lily colocar a mão em sua testa e que em seguida, tinha sonhado com Perla. E então, tinha acordado. Para ele, tinham se passado apenas alguns minutos e não horas.
Então, ele se lembrou do motivo que o fez pedir a ajuda de sua filha. E do que tinha sonhado. E tudo fez sentido.
- Eu te amo, Lily – ele pulou na cama e deu um beijo na cabeça da filha – E eu preciso arrumar alguém pra cuidar de você. Papai tem uma missão a cumprir!
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Harry acordou assustado. Sentiu que tinha sonhado com alguma coisa importante, mas por mais esforço que fizesse, não conseguia se lembrar sobre o que era.
O garoto deu um pulo da cama e trocou o pijama pelo uniforme de Hogwarts. Puxou o cortinado da cama de Rony, a fim de acordar o amigo, mas ficou surpreso ao ver que o mesmo não estava na cama.
Ele saiu do quarto e desceu rapidamente as escadas. E ficou ainda mais surpreso ao ver Rony e Hermione conversando baixo em um canto da sala comunal.
- Você acordou cedo – ele disse pra Rony, se aproximando dos amigos.
- E você foi dormir tarde – Rony respondeu com agressividade, deixando Harry intrigado.
- Eu perdi alguma coisa? – ele perguntou pra Hermione, que olhou de Rony pra ele, antes de responder.
- Onde você esteve ontem, Harry?
- Em Hogsmeade, como todo mundo – ele respondeu, tentando parecer o mais natural possível. Rony e Hermione trocaram olhares – Por que?
- Eu acho que a pergunta certa, Mione, é com quem ele estava ontem – Harry encarou os dois, sem saber o que responder – Por que não foi com a Gina.
- Olha, eu posso explicar...
- Explicar o que, Harry? Que você estava com a Sarah? – Rony deu um passo a frente, tentando intimidar Harry.
- Eu não...
- Nós não a vimos em Hogsmeade também – Hermione colocou a mão na frente de Rony, impedindo que este avançasse mais – E Gina disse que você combinou com ela e simplesmente desapareceu.
- Eu realmente posso explicar...
- Quando você começou a namorar com a minha irmã, eu te dei a maior força. Mas se você quer ficar com a Sarah, então, termine com ela antes. Gina está sofrendo por sua causa.
- Nesse ponto eu concordo com o Rony... sabe, você devia...
- Será que vocês dois podem calar a boca e me escutar? – Harry pediu num to mais alto do que pretendia, atraindo a atenção de alguns alunos que estavam na sala comunal – Primeiro, eu não tenho nada com a Sarah. Não nesse sentido que vocês dois estão pensando.
- Gina pensa que tem – Rony disse, mas o Harry o impediu de prosseguir.
- Eu sei que tenho agido estranho nos últimos dias. E eu tenho me sentido péssimo por isso. Vocês dois são meus melhores amigos e acho que merecem saber a verdade.
Harry contou pra eles tudo sobre a sua missão junto com Sarah, desde a conversa com Perla no dia de seu julgamento, até a visita que tinham feito em sua casa no dia anterior.
- Então é por isso que você tem andado tão distante e distraído – contrariando as expectativas de Harry, Hermione sorria – E a gente pensou tanta besteira a seu respeito.
- Eu espero que vocês dois me desculpem. Não é justo com vocês o que eu estava fazendo – Harry continuou encarando Rony – Mas, foi a primeira coisa que a minha madrinha me pediu na vida. Eu só quis honrar o voto de confiança que ela me deu.
- Harry, eu entendo tudo isso, esse lance com a sua madrinha... mas eu acho que você devia contar a Gina o que está acontecendo...
- Nisso eu vou ter que concordar com o Rony... de novo – Hermione ficou sem graça e encarou os sapatos. Já Rony, ficou com as orelhas vermelhas.
- Eu não quero mais ninguém se preocupando comigo, Mione. Talvez seja até melhor pra Gina.
- Mas Harry... – Hermione ia argumentar, mas parou ao analisar a frase que Harry tinha acabado de falar – Você acha que é um dos herdeiros, não é?
- É claro que ele não acha isso, Hermione – Rony respondeu,olhando dela para Harry – Acha?
- Quase certeza.
- A profecia, não é? – perguntou Hermione e Harry confirmou.
- A profecia dizia que eu teria que matar Voldermort, certo? Um não poderá viver enquanto o outro sobreviver...
- Mas isso não significa que você seja um dos herdeiros...
- O único jeito de acabar com Voldemort são os herdeiros se reunindo novamente – Rony olhou feio para Harry, quando este disse o nome de Voldemort – Ou seja...
- Você só pode ser um dos herdeiros. E precisa dos outros – Hermione concluiu e Harry confirmou.
- A grande questão é, onde eu vou encontrar os outros dois herdeiros?
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- Onde a senhorita pensa que vai? – Thais parou Sarah, quando ela estava saindo do castelo. Lily estava em seu colo.
- Vou dar uma volta com a minha irmã no jardim! – a loira respondeu, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- Você se esqueceu que tem aula, mocinha?
- Diz isso pro Sirius. Ele me pediu pra tomar conta dela – Sarah respondeu com um sorriso maroto no rosto – Você não quer que eu leve a minha pequena e doce irmãzinha pra assistir aula de Defesa Contra a Arte das Trevas, não é? Isso a traumatizaria pro resto da vida!
- É claro que não. Mas, onde o Sirius se meteu? – Sarah balançou os ombros.
- Ele só disse que tinha que sair.
- E por que não deixou a Lily comigo? Ele sabe muito bem que você tem aula!
- Ele disse algo sobre... você estar ocupada com o Remo! – Sarah sorriu ainda mais, deixando Thais totalmente sem graça.
- Eu juro que um dia eu ainda acabo com Sirius Black! - ela respondeu, com o rosto corado – Sinceramente, não sei o que a Perla viu nele!
- Bom, tem quem diga que eu sou muito parecida com ele!
- Não sei qual dos dois é pior... – as duas riram.
- Vou entender isso como um elogio!
- E eu vou te dar um desconto hoje, por que eu realmente não posso ficar com a Lily, pois tenho que dar aula. Mas quando Sirius voltar, diz pra ele escolher o lugar que ele quer ser enterrado, por que eu vou matá-lo!
- Pode deixar – as duas riram novamente.
Thais se afastou, deixando Sarah sozinha com Lily. A loira caminhou pelos jardins de Hogwarts e acabou parando no campo de quadribol, onde colocou Lily no chão e se sentou no gramado. Ela sabia que a irmã adorava brincar ali.
Ela não se deu conta de quanto tempo passou enquanto ela ficou ali, rindo da irmã, que tentava correr no campo e sempre acabava caindo.
- Quando somos crianças, não nos damos conta das coisas estúpidas que fazemos – Uma voz a tirou de seus pensamentos. Ela olhou pra trás e deu de cara com Severo Snape. Porém, não o respondeu – Você sabe que punição eu costumo dar aos meus alunos por faltarem as minhas aulas, certo, senhorita Montanes?
- Detenção – ela respondeu, sem tirar os olhos da irmã, que ainda tentava correr pelo gramado.
- Então estou certo em dizer que você terá que cumprir detenção comigo por ter faltado novamente a minha aula.
- Pois dessa vez, terei que dizer que você está errado – ela se levantou e encarou Severo pela primeira vez.
- Como?
- Eu fui liberada das aulas de hoje – ele fez uma expressão de quem não tinha acreditado – Pode perguntar ao professor Flitwick. Eu pedi a ele pra ser liberada, por que não tinha ninguém pra cuidar da minha irmã e ele me dispensou das aulas de hoje.
- E por onde anda o pai dessa menina que não pode tomar conta dela? – ele perguntou com desprezo. Não tinha gostado nenhum pouco da resposta da garota.
- Teve que sair.
- Continua o mesmo irresponsável de sempre.
- Bom, você pode discutir isso com Dumbledore. Foi ele quem pediu pro Sirius sair.
Severo fez novamente uma expressão de desprezo, virou as costas e saiu andando. Sarah se xingou mentalmente.
Ela não conseguia entender o que se passava na sua cabeça. Há algumas semanas atrás, ela tinha beijado o professor e saído correndo. E desde então, vinha evitando encontrar com ele de todas as formas possíveis. E justamente no dia que ele a pegou desprevenida, ela agira com total indiferença, como se nada tivesse acontecido.
- Eu sou louca... eu sou louca... eu sou louca – ela disse em voz alta, sentando novamente no gramado.
- Sabia que falar sozinha é realmente um sinal de loucura? – Draco apareceu no campo e sentou ao lado da loira.
- Senhor, o que eu fiz pra merecer tamanho castigo? – ela disse, olhando para o céu. Draco gargalhou.
- Acho que você realmente é maluca, sabia?
- Malfoy, eu definitivamente não estou com humor pra falar com você agora!
- Ótimo. Nós podemos ficar em silêncio, eu não ligo – foi a vez de Sarah rir.
- Anda, me diz, o que você quer aqui? O Harry não está aqui pra você perturbar e... eu não to legal, então, se puder dar meia volta e me deixar aqui com a minha irmã...
- Eu não posso...
- Malfoy, pelo menos uma vez na vida, não seja esse menino arrogante. Eu já te disse, você não vai conseguir nem ao menos um xingamento decente da minha parte. Não estou com cabeça nem ao menos pra isso. Então, se quiser me azarar, pode azarar e ir embora, eu não ligo.
- Eu não quero te azarar – ele respondeu, achando graça de tudo que a menina tinha falado.
- Então pode ir embora?
- Eu já te disse que não posso.
- E eu posso saber por que não?
- Por que eu tenho treino de quadribol agora – ele mostrou a Nimbus 2001 que estava ao seu lado.
- Droga – ela respondeu, se levantando – Ok, você venceu, Malfoy. Eu estou de partida.
- Você pode assistir o treino, se quiser...
- Assistir o time da Sonserina treinar? Só se eu fosse maluca.
- Você já é meio louca mesmo...
- Mas ainda não perdi completamente a sanidade! – Ela respondeu e Draco sorriu.
- Sabe de uma coisa, Montanes? Quando você está longe do Potter, até que é uma garota legal.
Sarah sorriu e pegou Lily no colo.
- E sabe de uma coisa, Malfoy? – ela disse, quando já tinha se afastado um pouco do garoto - Quando você não está perto dos seus amiguinhos sonserinos, até que é um garoto legal.
-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-
Sirius abriu a porta apressadamente e andou a passos largos até a escrivaninha a sua frente, colocando o livro que estava em sua mão sobre ela. O velho homem a sua frente sorriu.
- Então você conseguiu encontrar o diário da Perla?
- Perla me deu tocas as dicas de onde guardava as coisas importantes há muito tempo. Eu só tinha me esquecido delas.
- É uma sorte que sua memória não tenha sido afetada depois de tanto tempo – Dumbledore sorriu novamente e pegou o diário.
- Na verdade, não foi bem sorte... – Sirius disse no exato instante que Dumbledore ia abrir o diário. Este parou na mesma hora e encarou o moreno – Lily me ajudou.
- Lily?
- É, você deve saber que ela é sensitiva? – Dumbledore confirmou – Pois ela fez uma coisa estranha comigo, ela fechou meus olhos, colocou a mão na minha testa. E quando eu me dei conta eu tinha dormido e acordado no dia seguinte. Mas... eu tive um sonho. Sonhei com Perla me mostrando o lugar onde ela guardava os documentos importantes. Então, eu pensei, será que o diário dela não está lá? Fui até lá e o encontrei.
- E tudo graças a isso que Lily fez com você?
- É... quer dizer, vai ver que ela só me fez dormir e eu estava pensando tanto em onde este diário poderia estar, que acabei sonhando... – Sirius encarou Dumbledore, que continuava com a mesma expressão no rosto – quer dizer, tudo pode ser uma grande coincidência, não?
- Eu diria coincidência até demais. E particularmente, eu não acredito em coincidências, Sirius.
- Pode ter sido a sensitividade da Lily então?
- Sirius... você sabe o que é realmente um sensitivo? – Sirius fez sinal de sabia um pouco – Ele apenas tem sentimentos mais aguçados. Pressente quando coisas boas e coisas ruins estão para acontecer. Porém, eles não são capazes de fazer ninguém ter visões sobre coisas passadas ou futuras. Somente as profetisas conseguem fazer isso.
- Profetisas?
- Exato. E eu até hoje só conheci uma em minha vida. E justamente isso me leva a considerar a hipótese de que talvez Lily não seja uma sensitiva e sim uma profetisa.
- E por que você pensaria que a Lily pode ser uma?
- O fato da única profetisa que eu conheci ser a bisavó dela – Dumbledore respondeu, deixando Sirius em choque – A mãe de Scott conseguia ver toda a história de uma pessoa só de tocar nela.
- Mas a Perla não tinha isso...
- Sirius, vamos deixar esse assunto um pouco de lado. Nosso interesse maior é esse diário!
- Sobre ele... eu acho que você não vai querer ler a primeira parte. É do período que ela estava em Hogwarts e 99,99% do que está escrito é sobre mim – Dumbledore o encarou com curiosidade no olhar – Eu dei uma folheada. Perla adorava escrever sobre mim.
- E a segunda parte?
- Então, parece que após a gente formar, ela deixou o diário um pouco de lado. Tem algumas mortes relatadas, aniversários, casamento do Tiago e Lily, da Alice com Frank... acredito que não tenha nenhuma informação muito útil pro que estamos procurando. Porém... – Sirius se levantou e folheou as páginas do diário que estava em cima da mesa – As últimas partes parecem ser somente sobre as pesquisas da Perla. Eu li um trecho onde ela dizia que... onde ela estava praticamente convencida de que tinha encontrado um dos herdeiros... e que ela suspeitava que fosse o de Godric Griffindor...
- Harry?
- Então você também acredita nisso?
- É só uma suspeita, Sirius – Dumbledore se levantou – Porém, uma suspeita muito forte. Ele tem demonstrado algumas características que me fariam acreditar que ele é realmente um dos herdeiro.
- Como o que?
- Como o fato dele ter feito magia sem varinha. Sim, eu sei que bruxos muito poderosos também conseguem, mas lembre-se de que ele ainda é um garoto – Dumbledore completou, quando Sirius ameaçou retrucar. Ele se levantou e retirou um objeto de uma das prateleiras – E o fato de Harry ter tirado essa espada do chapéu seletor. Reconhece?
- A espada de Godric Griffindor – Sirius sorriu ao ver a espada – Mas ela costumava ficar no salão de troféus – Dumbledore o encarou novamente com curiosidade – Não se esqueça que eu e Tiago a roubamos de brincadeira uma vez.
- Ah, eu tinha me esquecido disso – ele respondeu, colocando a espada novamente em cima da prateleira onde ela estava – Eu dei a vocês uma semana de detenção, não foi?
- Na verdade foi um mês, mas eu cumpri com prazer.
- Bons tempos... – Dumbledore ficou sério e voltou a analisar o diário – Receio que seja melhor esse diário não ficar com Sarah e Harry.
- E por que não? A missão não foi passada pra eles pela Perla?
- Tem muitas coisas aqui que nem Harry, nem Sarah, estão preparados para ler. Então, é melhor que você fique com isso.
- Eu?
- Exato, Sirius. E receio que terei que te pedir um favor.
- Que seria?
- Você vai procurar qualquer informação importante para esta missão neste diário. E me dirá, se encontrar.
- Tudo bem. Pra mim, vai até ser bom. Conhecer um lado da Perla que eu não convivi. Mas e quanto a você? Tem alguma idéia do que fazer pra encontrar os herdeiros?
- No momento, a minha preocupação é descobrir se Harry é realmente um dos herdeiros.
- E como pretende descobrir isso?
- Eu irei a Godric Hollow's.
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O Natal chegara em Hogwarts com força total. A neve cobria o castelo do lado de fora, deixando todo o jardim da cor branca. O lago estava congelado, as estufas praticamente haviam desaparecido sob a neve e as lendárias árvores de Natal decoradas pelo professor Flitwick enfeitavam o Salão Principal.
Como não haveria comemoração natalina na Toca, Sirius, Remo, Thais, Sarah, Harry, Rony, Hermione e Gina resolveram comemorar o Natal na casa dos gritos, sendo que a última só foi por que Rony e Hermione a obrigaram. Eles estavam tentando a todo custo fazer com que Harry e Gina voltassem, mas a ruiva ainda não acreditava que o ex- namorado não tinha nada com Sarah.
- Feliz Natal, tia Thais – Sarah a abraçou com força.
- Pra você também, querida – ela sorriu e passou a mão pelo cabelo da menina – Então, como você está?
- Nem eu mesma sei... – ela respondeu sem encarar Thais – Você sabe como o Natal sempre foi uma data importante pra mim. Sempre passamos juntas, eu, você e ela. Esse vai ser o primeiro Natal sem...
- Ela está aqui, mesmo que não esteja fisicamente – Thais a abraçou novamente – Ela está em nossos corações. E portanto, não podemos ficar tristes hoje, senão a deixaremos triste também.
Sarah sorriu e se afastou. Thais aproveitou para se sentar, estava se sentindo muito cansada.
- Pra mulher mais linda que eu conheci – Remo colocou uma taça de vinha a sua frente.
- Vinho?
- Você sempre adorou vinho no Natal. E esse é justamente aquele que sempre tomávamos.
- Pois acho que dessa vez terei que recusar essa tradição – ela afastou a taça, deixando Remo intrigado.
- É por causa dessa sua indisposição, não é?
- Ahn?
- Você não tem andado bem esses dias, eu percebi. Está mais cansada que o normal.
- Épocas natalinas me entristecem – ela respondeu, sem encarar o namorado.
- Eu sei que dar aulas em Hogwarts é bem cansativo. Mas em breve o semestre acaba.
- Assim eu espero – ela respondeu, encostando a cabeça no peito dele, passando a mão levemente em sua barriga.
Enquanto isso, Hermione insistia para Gina falar com Harry.
- Não, não e não.
- Gina, você é muito cabeça-dura, sabia? Dá uma chance pro Harry.
- Não, não e não.
- Gina, ele não tem nada com a Sarah. Ele só está ajudando ela a resolver umas coisas da Perla.
- Pois ele me parece muito ocupado com ela – a ruiva apontou pro local onde Harry conversava animadamente com Sarah e Rony.
- O seu irmão também está lá!
- Rony e nada dão no mesmo – ela respondeu cruzando os braços – E quer saber de uma coisa, Mione? Você devia parar de se preocupar comigo e resolver de uma vez a sua situação com o Rony.
- Que situação?
- Ah Hermione, por favor! – Gina se afastou e foi conversar com Thais e Remo, deixando Hermione sozinha.
- Rony, sua irmã é uma tremenda cabeça-dura – ela disse ao se aproximar dos outros três.
- Tem a quem puxar – Harry respondeu e ele e Sarah riram.
- Harry, você também podia ir lá falar com ela!
- Eu já tentei, Mione. Ela não quer falar comigo! – Harry respondeu, fazendo Hermione olhar de cara feia para Sarah.
- Ei, eu não fiz nada. Já disse pra ela que Harry é como meu irmão mais novo e que seria incesto eu ter alguma coisa com ele!
- A Gina ainda é muito imatura, Sarah – Rony estufou o peito e se aproximou mais de Sarah – Ela não entende que você precisa de alguém mais... experiente.
- Então me avise quando você sair das fraldas, Rony – a loira respondeu, se afastando. Harry começou a rir e Hermione olhou Rony com raiva.
- Você não tem jeito mesmo, Ronald Weasley!
- O que foi que eu fiz, Hermione?
- Garotos – ela bufou e se afastou deles.
- Você entendeu alguma coisa, Harry?
Harry apenas riu mais uma vez e os dois começaram a falar de quadribol.
- Não gosta de Natal, Sirius? – Sarah sentou ao lado do moreno. Este, colocou a filha, que estava em seu colo, no chão, antes de responder.
- Eu costumava amar Natal... era sempre a minha época especial do ano.
- Mas te lembra demais a minha mãe, não é?
- Nós sempre tivemos histórias no Natal. A primeira vez que realmente ficamos juntos foi no Natal. A nossa primeira vez também foi. Sempre acontecia algo de bom nessa época que nos aproximava cada vez mais. É impossível passar um Natal sem pensar nela.
- Eu nunca passei um Natal sequer sem ela – Sarah deixou uma lágrima escorrer pelo rosto.
- Ei, você não precisa ficar assim.
- É que... eu me sinto tão sozinha... eu vejo a tia Thais com o Remo, e sei que quando a mamãe voltar, por que ela vai voltar, você e ela vão ficar juntos e com a Lily serão uma família... e eu serei apenas...
- Ei... – Sirius segurou o rosto dela – Eu jamais te expulsaria das nossas vidas só por que você não é minha filha.
- Mas...
- Sarah... eu te juro, pra mim, não tem a menor diferença entre você, a Lily ou o Harry. Eu amo os três como meus filhos, eu faria qualquer coisa por qualquer um de vocês. Junto com a Perla, vocês são as pessoas mais importantes da minha vida. Você se lembra quando me perguntou se eu era seu pai?
- Lembro.
- Eu não menti quando disse que não era, assim como não menti quando disse que nada no mundo me daria mais orgulho do que ser seu pai. Nada me dá mais felicidade do que ver a mulher maravilhosa que você está se tornando. Eu tenho muito orgulho de você, Sarah. Pra mim, você é minha filha também e nada, nem ninguém, me faria sentir diferente em relação a você!
A loira o abraçou com força. Era tudo que ela precisava naquele momento pra suprir a falta que sua mãe fazia. De um pai. Apenas de um pai.
- Você é o melhor pai do mundo, Sirius Black.
- Eu to longe de ser, mas, eu tenho me esforçado. Sua irmã, Lily, ela tem me ajudado...
Sirius parou de falar ao olhar para o local onde ele tinha deixado a filha minutos atrás. Ela não estava lá.
- Lily? – ele olhou tudo a volta e não a viu em nenhum lugar – Alguém viu a Lily?
- Calma, Sirius – Thais falou, se aproximando dele – Ela é só uma garotinha. Deve estar aqui em algum lugar. Provavelmente escondida, ela adora brincar assim.
- Lily? – ele chamou mais uma vez, saindo do quarto para procurá-la.
- Ok, vamos procurá-la.
Todos procuraram pela garota, mas não a encontraram em nenhum lugar.
- Ela não está aqui – Sirius disse, o desespero estampado em seu rosto.
- Será que ela não saiu e está em Hogsmeade? – Harry sugeriu, mas Thais negou.
- A única saída pra Hogsmeade é onde eu estava com Remo, nós a teríamos visto passar.
- E se ela foi pro jardim do castelo? – sugeriu Sarah, saindo correndo em seguida.
-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-
- Perla...
- Eu não agüento mais – respondeu a loira, se apoiando no pai.
- Minha querida, eu não posso continuar aparatando com você de lugar em lugar sempre que achamos que os comensais estão por perto. Você ainda está muito fraca. Eu preciso te levar pra Hogwarts. É o único lugar onde você estará segura.
Perla olhou para o portão a sua frente. Sabia que o castelo estava ali dentro, mesmo ela só conseguindo ver uma construção praticamente destruída a sua frente. As medidas de segurança adotadas por Dumbledore incluíam esconder o castelo até mesmo dos bruxos.
- Eu não vou conseguir passar pelas medidas de segurança. Não tenho mais forças.
- Não tem nenhum jeito que você consiga se comunicar com alguém lá dentro?
- O patrono...
- O patrono?
- E como os membros da ordem se comunicam com ele...
- Então faça...
- Eu não consigo pensar em nada feliz.
- Tente, minha filha, por favor. Não podemos ficar aqui fora por muito tempo. Não é seguro.
Ela respirou fundo e pegou a varinha que o pai lhe estendia.
- Expecto patronum – somente um vapor prateado saiu da varinha.
- Perla, você tem que se esforçar.
- Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não tenho mais forças? – ela respondeu com rispidez, mas Scott não desanimou.
- Suas filhas estão lá dentro. Seu marido está lá dentro. Será que você não sente a menor vontade de vê-los mesmo estando tão perto deles?
- Isso é golpe baixo...
- É a verdade, Perla...
A loira levantou novamente a varinha e quando murmurou o feitiço, foi uma bela raposa que saiu e passou pelos portões a sua frente. Em seguida, ela caiu de joelhos no chão.
- Se Dumbledore não ver isso, então é o fim.
Scott ajudou a filha a se levantar e continuou olhando pra frente, esperando que alguma coisa acontecesse. Eles já estavam começando a perder as esperanças, quando o portão fez um barulho. Logo em seguida, o castelo apareceu em seu campo de visão.
Alguns minutos depois, os pesados portões se abriram. Perla e Scott passaram por eles e no instante que se viram no jardim do castelo, os portões voltaram a se fechar.
Ela caminhou o mais depressa que pode, se apoiando no pai. Mas pela segunda vez, seus joelhos fraquejaram e ela caiu no chão. Scott a estava ajudando a se levantar, quando uma voz chamou a atenção deles.
- Mama.
Perla deu de cara com Lily, parada a poucos metros de distância dela. Ela sorriu e abriu os braços. Lily tentou correr e quase caiu, mas acabou conseguindo chegar na mãe, a abraçando com força.
- Lily – ela começou a chorar, enquanto olhava pra filha.
Não demorou muito e vozes começaram a chamar pela garotinha. Perla olhou na direção que as vozes tinham vindo e encontrou o olhar de Sarah. A garota ficou paralisada ao ver quem estava com a irmã. Harry chegou em seguida e ficou ainda mais surpreso ao ver a madrinha. E praticamente arrastou Sarah até ela.
- Harry. Sarah – os dois ajoelharam no gramado pra que ela pudesse abraçá-los.
- Mãe, eu não acredito, você está aqui! – Perla sorriu. E ouviu um novo grito. E quando se deu conta, Thais estava praticamente em cima dela.
- Eu pedi tanto, pedi tanto pra você voltar e você está aqui...
- E desse jeito eu vou acabar sufocando – Perla disse, fazendo Thais a soltar – Eu também estava com saudades de você!
Remo a abraçou em seguida. E foi quando ela viu. Parado a poucos metros de distância, Sirius a encarava, não acreditando no que via.
Perla se apoiou em Remo e Thais e foi até ele. Eles se encaram por alguns segundos, antes de Perla quase cair novamente, no que foi amparada por Sirius.
- Pequena...
- Sirius – ela respondeu e colocou a mão no rosto dele – Eu achei que nunca mais fosse vê-lo.
- Você não vai se livrar fácil de mim, lembra? – ela sorriu.
- Perla - outra voz a chamou, se aproximando de onde todos estavam.
- Dumbledore – ela disse e se virou para ver a pessoa que estava junto com o diretor – Severo.
Foi a última coisa que ela disse, antes de fechar os olhos e perder a consciência nos braços de Sirius.
N/A: Aeeeeeee... mais um capitulo saindo quentinho do forno. Céus, essa fic é grande demais viu, eu escrevo, escrevo e escrevo e as coisas não terminam... e só uma coisinha: não, a Perla NÃO morreu. Ela ta fraca, coitada, só desmaiou... por enquanto... hohohoho. Uma coisa sobre essse capítulo, ele tem cenas que eu particularmente adoro! Bom, vocês já sabem que eu sempre fui apaixonada pelo Snape, mesmo todo mundo odiando ele (e isso foi bem antes de HP5, HP6 e HP7 sairem!). E eu não sei explicar por que, mas meio que comecei a gostar de um novo personagem que nunca tinha dado nada por ele. Alguém sabe qual é?
Enfim, hoje é um dia com novidades. Tem fic nova estreiando no pedaço. Pra quem tiver curiosidade, "Quando ele disser Adeus", minha mais nova obra. Trata-se de uma fic James/Lily, que não é continuação de "Ela Disse Adeus", mas ambas tem histórias parecidas. Só que dessa vez, eu cansei de fazer o James ser o canalha da história e resolvi fazer a Lily assumir essa posição. Estranho? Então vá ler pra saber o resultado!
Outra novidade está no blog. Cena inédita de o Diário de Perla. E eu acho bom terem curiosidade de ler, por que essa cena será citada no próximo capítulo.
Capítulo dedicado a todo mundo que ainda lê essa fic. E aguardem... só mais 4 capítulos!!!
sango7higurashi: Bom, eu fico muito feliz que você tenha gostado tanto assim dessa saga. vc não tem idéia do como isso é importante pra mim. Infelizmente, um dia ia ter que acabar né, ainda mais que eu já tô enrolando com essa fic a mais de 4 anos, então, tá mais do que na hora dela acabar. Mas eu sou tão apegada a Perla, tão apegada, que não consigo parar de escrever coisas sobre ela. Então, sempre que der e a inspiração vier, eu vou fazer cenas dela com Sirius que não estão na fic e vou postar no blog. Eu poderia até fazer outra fic, mas é melhor eu não assumir esse compromisso e não dar conta de novo. Então,é só checar o blog de vez em quando, que tentarei colocar cenas la. E vou tentar colocar cenas do Tiago/Lily tb, já que vc sentiu falta disso. Bjs
Taay: Presente de aniversário? Bom, já tô atrasada, mas Feliz Aniversário atrasado! Eu fico feliz em saber que vc ficou feliz com capítulo novo. Estou tentando, juro, estou tentando não demorar nas atualizações, mas nem sempre isso é possível. Mas, só de saber que vc está lendo já é um incentivo pra continuar. Bjs.
Myke Marauder: Obrigada. Eu realmente estava precisando voltar...hehehe. Sentia falta do fandom e principalmente dessa fic. Essa saga sempre foi meu xodó, então, eu não podia deixar ela sem um final certo? Então continue lendo, que continuarei escrevendo. Bjs.
Maluh Weasley Hale: Prontinho, mais um cap pra vc. Bjos.
li: sim, eu li sua review. E eu espero que vc não fique triste quando ver mais uma atualização. Me desculpe por demorar, mas tanta coisa aconteceu nesses últimos tempos. Mas eu fico chocada comigo mesma quando vejo o tempo que demoro pra atualizar. Estou fazendo o possível pra isso não voltar a acontecer, ok? Bjs.
