[Edward POV]

- Por quê? Por que você está aqui...? – Sentia a raiva arder com a mesma intensidade que o meu rosto, onde o tapa dele tinha estalado.

- Ouvi que você vai para Jacksonville. – Ele também não escondia a raiva na voz. – Você vai mesmo sem dizer para sua mãe?

- O que você está fazendo aqui? – Ignorei a pergunta barra acusação.

- Você decide muitas coisas por conta própria! – Agora, o velho Carlisle estava quase gritando. – Venha comigo! – Segurando nos meus ombros, começou a me empurrar em direção ao carro.

- Me solta!! – Me livrei com força das mãos dele.

- Edward! – Ouvi Bella gritar.

[Bella POV]

Mas perdi o fôlego quando Edward e aquele homem estranho praticamente começaram a brigar, no meio da rua.

Gritei pelo Edward, mas parei assim que vi quem estava no banco de trás da Mercedes.

Irina!?

O homem finalmente conseguiu colocá-lo para dentro do carro, e eu os vi partir.

O que estava acontecendo?


- Aquele homem deve ser o pai do Edward.

Oh...

- Pai? – Repeti.

- Uh huh. – Jasper confirmou, levando a xícara aos lábios.

- Ele está na casa dos pais? Não aconteceu nada, certo?!! Não consegui nem ligar para o seu celular, fiquei tão preocupada...

- Ele está bem! – Jasper deve ter se cansado da minha tagarelice nervosa.

- Mas porque eles precisaram levar o Edward? – Emmett perguntou. Não consegui puxar Jasper para conversar sem trazê-lo junto. – Mesmo sabendo que o tio Carlisle foi contra ele ir morar sozinho e ficou zangado, isso foi muito de repente.

- Parece que ele é contra a nossa viajem... – Murmurei.

- Então é esse o motivo? – Emmett perguntou, encarando Jasper.

- Talvez.

O motivo...

- Eh? – Emmett se inclinou na mesa, em minha direção, já que eu era a única sem entender nada ali... – Você não sabe sobre a situação do Edward??

- Ah... Eu sei um pouco...

- Você é a namorada dele, e ele não te contou??

- Emmett, chega. Edward tem seu próprio jeito de pensar. Além disso, eles ainda só começaram a sair.

- Certo! – Ele bufou. – Mas ela é a namorada dele, ele deveria ter dita alguma coisa!

Emmett está certo. O que será que isso quer dizer?

Que eu não sou tão importante pra ele...?

- Aquele prédio, - Jasper chamou a minha atenção, apontando para um prédio alto, de vidro verde a alguns metros do bar onde estávamos. – É uma das empresas do pai do Edward. Já ouviu o nome CMC antes? É a Cullen's Medicine Company. (N.A/ Gente, foi o máximo que eu consegui). O pai do Edward é a cabeça dessa companhia.

- O qu... O pai do...

- É. – Jasper confirmou antes que eu acabasse. – Ele tinha um filho mais velho, mas por causa de uma obsessão por fotografia, ele faleceu. Agora quer que Edward assuma o negócio. Um ano antes do irmão do Edward morrer, muitas coisas aconteceram. Na superfície, Edward pode parecer bem simples, mas na verdade ele é bem complicado.


- O número discado não está disponível.

Guardei o celular.

Eu não sei mesmo de nada...

Olhei pela janela do ônibus. Era aquele edifício, da empresa do pai do Edward. Mesmo de tão longe, eu ainda podia vê-lo. Até de noite...

Não parece real.

Edward é o filho do dono dessa grande empresa...

Quando eu... Me envolvi com esse tipo de mundo...?

Eu não sei muito sobre Edward... Mesmo pensando que nos sentimos tão próximos o tempo todo... Mesmo pensando que eu sou a namorada dele...

Mas para Edward, eu sou alguém em quem não se pode confiar para coisas importantes...

Parei. Era o apartamento dele. Como foi que eu cheguei aqui?

Edward?!!

A luz do quarto dele estava acesa!!

Subi as escadas correndo, e praticamente arrombei a porta dele.

- Edward – Chamei, passando pelo vão da porta. Mas ninguém respondeu.

Ninguém em casa? E eu pensando que ele já tinha voltado...

Mas a porta não estava trancada...

A câmera dele... no chão!

Aos tropeços, corri até ela, e a segurei com as duas mãos, protegendo-a. Senti os olhos pinicarem com as lágrimas.

Um barulho me fez levantar. Era ele...!

- Irina! – Sufoquei um grito.

- O que você está fazendo aqui? – Ela perguntou.

- Ahh... Edward voltou?! – Não consegui me impedir de perguntar. – Onde ele está agora?!

- Está tudo bem, ele está em casa. Você não tem que se preocupar. – Ela pegou a câmera das minhas mãos, e a jogou na direção da lixeira.

- Ahh...

A lixeira girou sob o peso da máquina, caindo e a derrubando no chão de madeira.

- O que você está fazendo?? – Perguntei, me jogando para pegá-la de volta.

- É por causa dessa coisa que tudo ficou assim. – Irina murmurou, acho que sem se lembrar de que eu estava escutando. – É por isso... ele é o mesmo...

- Do... do que você está falando...?

- Essa coisa vai fazer Edward ficar como ele. – Ela olhava diretamente para mim agora, os traços bonitos contorcidos pela raiva. – Me de isso, vou jogar fora.

- Por quê?? – Me abracei mais à câmera. – Esse é o maior tesouro do Edward.

- Você não precisa falar por ele... Você não sabe de nada.

- Mas... – "O que quer que o meu irmão fizesse, eu o seguia. Ele até me ensinou a fotografar." – Umm... Não posso dar isso pra você! – Era infantil, eu sei. Mas não posso...

Irina me encarou por algum tempo. Depois, simplesmente virou as costas, e saiu, sem dizer nada.

Só relaxei quando ouvi a porta batendo.

- Ufa... – Irina... Por que ela teve que fazer isso?

É tão estranho... ela não sente o mesmo que antes, no final das contas.

Algo caíra no chão quando a porta bateu. Pareciam fotos... Me aproximei e as peguei do chão. Era um monte de fotos, todas minhas.

Edward...

Onde você está?

Crec!

Barulho de vidro quebrando...?

Ah não!

Peguei o que sobrou na lente da câmera.

- É brincadeira... Isso quebrou!


- Esse tipo de lente não pode ser consertada aqui. – O atendente disse.

Eu saí da casa do Edward direto para a loja preferida dele, especializada em máquinas fotográficas.

- Então... quanto vai custar comprar uma nova?

- Hmm... Esse tipo de lente... Algo em torno de 850 dólares.

QUANTO????

- Então... Eu... Eu vou consertar eu mesma.

Um superbonder deve resolver, não é?


Peguei os cacos e comecei a passar o superbonder pelas bordas. Talvez não fique tão ruim ass...

- Ai! – O sangue saiu do pelo meu dedo, onde o vidro rasgou. – Dói... Isso dói! Ahh...

Não deu certo apesar de tudo.

Tão estranho...

Não muito tempo atrás eu estava me sentindo ansiosa porque não sabia sobre a situação da família do Edward; Mas agora me sinto mais machucada, e mais preocupada.

O que eu posso fazer pelo Edward?

Essa é a primeira vez que penso sobre fazer algo por ele...

Gostar de alguém com o coração, deve se sentir assim...

Peguei a câmera dele do chão do meu quarto, a lente meio colada, meio quebrada continuou no chão. A apertei contra meu peito.

Eu realmente quero... Ouvir a voz dele...

Em um piscar de olhos, já faz algum tempo desde que as férias de verão começaram.

E eu não vejo Edward há dias.


- ...Não pode ser, você comprou uma nova?! – Alice pegou a câmera nova sem o menor cuidado, como se não fosse nada para ela. E realmente não era... – Trabalhar tanto, só por esta coisa?

- Ah, Alice, segure com mais cuidado! – Já estava quase arrancando a câmera das mãos dela. Quase por que as minhas estavam enfiadas na pia da cozinha do restaurante, e cobertas de sabão.

- Eu não acredito nisso, e você até machucou a sua mão!

- Eu só não consegui consertar! – Porque ela não consegue entender isso?

- Algo dele quebrou, não seu. – Agora ela já apontava um dedo pra mim. – Se você continuar assim, o que vai acontecer com a taxa da viajem? Gastando esse grande montante de dinheiro!

- Isso não é nada. É só eu trabalhar um pouco mais e vai ficar tudo bem! Ainda tem tempo, de qualquer jeito...

Alice suspirou.

- Eu não vou me preocupar mais com você...

- Oi! – Nos viramos para o barulho da porta batendo. Jessica. – O que você está fazendo? Os clientes estão esperando!

Está tudo bem...

Quanto mais ocupada estou, mais fácil consigo prestar atenção em outras coisas...

Ainda mais agora, com as aulas extras e o trabalho.

Ah... O quanto eu quero vê-lo...


- Trabalhando duro. Sigh, já está tão tarde... – Olhei para o céu negro acima, enquanto massageava os músculos do braço. Eles doíam mais logo depois do trabalho. A rua para onde eu andava estava quase deserta, o que sempre me deixa com um pouco de medo...

- Hey, você está sozinha? – Gelei. – É perigoso há essa hora. Posso te levar para casa?

O qu...

- Você é tão fofa, é muito perigoso!

O que??!!

O que esse motoboy quer comigo? No meio da noite??

- Não... não precisa se preocupar. – Joguei para ele, e corri!

Pervertido!!!

- Ah... Es... Espera! – Ah, meu Deus! Ele está me seguindo!!

- Ahhh! – Gritei quando senti ele me segurando.

- Hey, sou eu!

- Me solta! – Eu lutava, mas ele era mais forte.

- Hey! Bella!

Bella?

O estranho continuou me segurando pelo pulso, e tirou o capacete.

- Sou eu!

- Edward!

É ele! bem aqui, na minha frente!

Com o cabelo bagunçado, sorrindo para mim.

Edward...

- Você... O que você estava fazendo??!! – Estava difícil respirar...

- Bella, você está bem? – Vi seu sorriso murchar, ainda com meus olhos arregalados.

Me joguei no colo dele. Segurei sua camisa com força com as duas mãos, enterrando meu rosto em seu peito.

Demorou alguns segundos até que eu sentisse os braços dele me envolvendo.

Mas elas desceram de mais.

- Pervertido! – Gritei, o empurrando para longe.

Ele riu, e eu suspirei.

- Fiquei tão preocupada com você...

- Desculpe, eu fiz você se preocupar. – A mão grande e quente dele estava mo meu rosto agora. – Também sinto muito... sobre estas feridas. – A outra mão puxou a minha, com os bandaids e tudo.

- Ahh... Alice! Foi ela que contou?

- Ela estava apenas preocupada com você! – Edward riu. – E... minha câmera. Você a salvou? Obrigada.

Tudo bem.

Está tudo bem agora...

- Eu nunca mais vou desaparecer de repente de novo... Você não tem que se preocupar.

Edward...

- O que? Por que voce está chorando?

Abaixei o rosto para que ele não visse as lágrimas.

- Me diga alguma coisa!

Quando eu não podia te ver, eu quis tanto ouvir a sua voz...

Ser capaz de te ver de novo, estou realmente muito feliz.

A partir de agora... Não vou ficar perguntando sobre Edward por ai!

Eu vou esperar que ele mesmo me conte.

Na verdade, eu não sei de nada mesmo...


- Bella, nossos lugares são aqui.

Pense somente em coisas felizes.

Sentei na poltrona ao lado da dele, no avião para Jacksonville.

- Hey hey, quando chegarmos lá eu vou te ensinar a mergulhar, ok?

- Ok, contanto que eu te veja usando sunga, qualquer coisa está ótimo.

Nós dois rimos, mas assim que o avião decolou, Edward se virou para a janela, pensativo...


Vixi gente, mals pela demora...

Não me matem, mas vim postar o 14, e nem percebi q tinha esquecido o 13, hehe

Mas agora q o 14 já ta pronto, espero chegar pelo menos até 90 reviews, o que acham?

Bjinhus, e prometo não esquecer de novo!