Storybrooke
Mary estava parada em frente à casa de Francis há dez minutos, pensando se bateria na porta ou sairia correndo. Ou batia na porta e depois saia correndo. Qualquer um dos dois. Ela bateu. Duas batidas suaves. E se ninguém viesse logo atender, ela sairia correndo.
Mas ela não teve chance. Antes que pudesse pensar em se mover, uma mulher mais velha, loira e bem arrumada, abriu a porta.
- Oi.. – Mary disse, timidamente. - O Francis está aí?
A mulher olhou para ela chocada por alguns segundos. Mary percebeu seu jeito estranho e se perguntou se tinha alguma coisa errada.
- Você... – Ela ouviu. Mas a mulher logo se recompôs, abrindo um sorriso falsamente alegre. – Ele está no quarto. Mas receio que não queira ser incomodado, acabou de chegar do colégio e deve estar cansado.
- Ahh... – Foi tudo que Mary disse. Seu rosto estava desapontado. O da mulher por outro lado, escondia um ar de satisfação. - Eu volto depois então.
Ela já estava sentindo que a mulher iria bater a porta em sua face, quando Francis apareceu em seu campo de visão.
- Não precisa ! – Ele disse correndo com uma mochila nas costas. – Já estou saindo. Porque não me chamou, Úrsula?
Ursula olhou para ele.
- Pensei que estivesse descansando, queridinho. - Disse, com a expressão de que era inocente. - Não quis incomodar.
Ela sorriu falsamente. Francis olhou para Mary e viu que ela estava encarando os dois.
- Bem, eu estou de saída. – Disse – Volto pro jantar.
Ele pegou Mary pela mão e a arrastou para longe dali o mais rápido que pode.
Floresta Encantada
Bash entrou no castelo procurando por sua mãe. Ela estava no escritório de Nostradamus, buscando mais poções, quando o filho abriu a porta.
- Alguma noticia? – Perguntou ela.
- Nem sinal da princesa – Ele disse. – Mas encontrei isso.
Ele levantou a mão direita. Nela havia um cartaz de "procura-se" com a foto da princesa, pedindo a quem tivesse informações, que entrasse em contato com a família real.
Úrsula arrancou o cartaz de suas mãos.
- Ótimo! – Disse ela. – Pelo menos agora eu sei que ela tem um rosto. Saia! – Ordenou.
Bash não pareceu feliz com a frieza da mãe, mas se retirou mesmo assim.
Nostradamus entrou em seguida.
- Pensei que tivesse amaldiçoado essa garota! – A rainha disse. – Mas no entanto, ela está viva e pondo em risco tudo que conquistei!
- A profecia é mais poderosa. – Nostradamus disse – Ela nasceu para te derrotar.
- Deve haver algum jeito de impedir isso. - Ela andou pela sala. - E se ela morresse?
- Como vai matar uma garota que não sabe onde está?
A rainha levantou o cartaz na frente do homem.
- Mas eu sei quem ela é!
Nostradamus olhou para a foto que ela mostrava e se assustou.
Era a menina que estava escondida no castelo.
- O que foi? – Ela disse – Parece que viu um fantasma. Bem, em breve ela será mesmo um!
Disse, dando uma gargalhada alta.
Nostradamus encostou as mãos à mesa. Tinha de avisar Francis antes que tudo terminasse muito mal.
Storybrooke
Úrsula andava pela casa, insatisfeita. Como poderia ter sido tão estúpida? É claro que ela estaria ali também, como todos os outros.
- Bash ! – Gritou.
Bash desceu as escadas e foi ao seu encontro.
- O que foi? – Ele disse parecendo entediado, cansado das ordens da mãe.
- Preciso que ligue para o seu pai.
Bash franziu a testa.
- Por que?
- Porque preciso de um favor. Sei que ele não fala muito comigo, então preciso que o convença a vir até aqui. Invente uma história, diga que está sentindo saudades, mas eu preciso dele agora!
Bash deu de ombros sem procurar entender nada.
- Tudo bem.
Úrsula não falava há muito tempo com o ex-marido. Mas se tinha uma coisa que ela sabia, era que cometer o mesmo erro era burrice. E se tinha alguém que podia ajuda-la a conseguir o que queria naquele momento, não tinha duvidas de que ele era a pessoa perfeita.
