Floresta Encantada
- Me solte ! – Mary ordenava, mas a Bash a ignorou. Ele a arrastou até a sala de Úrsula.
A rainha abriu um sorriso satisfeito ao ver o que o filho trazia.
- Mas olhe só! – Ela disse – Meu trabalho foi reduzido, afinal. Muito bem, Bash.
Ele soltou Mary, que caiu no chão. Ela ficou ajoelhada, olhando para frente.
- Agora, o que eu faço com você? – Úrsula disse – Talvez arranque seu coração?
Mary arregalou os olhos.
- Não, por favor ! – Ela implorou.
Úrsula suspirou.
- Não... isso não seria muito cruel. – Disse – Mas eu sei de algo que seria tão cruel tanto para você quanto para Francis. O que acha de esquecê-lo?
- Nunca ! – Mary gritou. – Porque quer machucá-lo? Ele é seu sobrinho!
Úrsula riu.
- Aquele moleque não tem o meu sangue ! – Gritou. – Ele pensa que sou parente dos pais perdidos dele. O que ele não sabe, é que eu tomei este reino e bani os dois para outro mundo. Neste momento, eles nem se lembram de que tem um filho.
- Então, quem é você? – Mary perguntou.
A rainha levantou o queixo.
- Meu nome é Malévola.
Mary arfou, enquanto absorvia isso.
- Você... meus pais temem você! – Ela disse – Você é má e cruel, e foi banida do nosso reino! Pensávamos que estivesse morta!
- Não sou derrotada tão facilmente – Malévola disse – Vou te fazer sofrer até o último segundo.
Ela olhou bem fundo nos olhos de Mary, que começou a se sentir tonta. Estava tudo ficando embaçado.
- Você vai esquecer...
- Não... – Ela disse fraca. Mas acabou caindo desacordada, antes de terminar a frase.
Francis estava na floresta há horas. Ele se arrependeu de ter deixado Mary sozinha no castelo. Ele pediu para que ela fosse cuidadosa, mas se alguma coisa acontecesse...
Ele balançou a cabeça, limpando esse pensamento. Tinha de focar em procurar a princesa. Assim que a encontrasse, a entregaria para a família, explicaria sobre o cancelamento do noivado, voltaria e se casaria com Mary.
Ele entrou em uma pequena vila e foi até um bar comprar algo para beber. Talvez alguém por lá pudesse ajudá-lo.
Ele se sentou no balcão, do lado de um pequeno homem que entornava um grande copo de cerveja.
- Com licença – Francis disse – Será que o senhor pode me dar uma informação?
O homenzinho olhou para ele.
- Porque tanta formalidade, rapaz? Você não é daqui não, né?
Francis abriu a boca e a fechou novamente sem dizer nada. Tinha de ser mais cuidadoso. Se encontrasse inimigos pelo caminho, acabaria sendo facilmente identificado.
- Não. – Ele disse – Estou numa busca, pela princesa perdida. Sabe alguma coisa sobre isso?
O homem coçou a barba. Então apontou para a parede.
- É aquela garota ali, no cartaz. Estão oferecendo recompensa para quem conseguir achá-la.
Francis olhou para onde ele apontava e se levantou, aproximando-se da parede. A medida que seus olhos conseguiam distinguir os traços, seu rosto ficava espantado e surpreso.
- Ah meu Deus! – Ele disse.
- O que foi? – Perguntou o anão.
- Eu sei onde ela está ! – Francis disse, feliz. – Como, esse tempo inteiro...
Ele não terminou a frase. Precisava voltar ao castelo imediatamente.
- Muito obrigado! – Ele disse. Tirou algumas moedas de ouro de um saco que carregava e as deixou cair nas mãos do homem, que ficou surpreso. – Qual seu nome?
O anão afastou o olhar das moedas e olhou para o príncipe.
- Meu nome é Zangado.
- Zangado – Francis repetiu – Agradeço por seus serviços.
- Mas tudo que eu fiz foi apontar para um cartaz... – Ele respondeu, confuso.
- Não – O príncipe interrompeu – Você apontou a direção para que eu encontre a minha felicidade!
Ele saiu correndo do bar e deixou Zangado sozinho.
E o anão sorriu pela primeira vez em muito tempo.
Storybrooke
Henry e Emma encontraram Francis sozinho na lanchonete.
- Hey garoto – Emma disse – O que esta fazendo aqui sem ninguém?
Henry rapidamente se sentou ao seu lado.
- Mary foi embora – Francis disse – Não tenho mais companhia.
- Foi embora? – Henry perguntou, espantado – Porque?
- O pai dela veio buscá-la.
- Oh... – A xerife disse. – Sinto muito.
- É tão estranho. – Ele disse – Não acho que ela deveria sair daqui, não parece certo. E não gostei daquele sujeito, não sei...
- Talvez seja porque não queria que ela partisse – Emma disse, tocando seu ombro.
- Ou talvez ele esteja certo – Henry disse – Se você não confia nele, deve haver algo errado!
- Não comece, Henry! – Emma brigou.
- Não, mãe! – Henry contrariou – Estou falando sério! Ninguém tinha procurado por ela antes! Francis, aconteceu alguma coisa diferente hoje?
- Não... – O garoto mais velho respondeu. Seu rosto demonstrava confusão.
- Henry, chega de histórias. – Emma disse baixando a voz.
- Na verdade – Francis disse – Mary me disse que quando a minha madrasta a viu hoje, olhou para ela como se já a conhecesse e não queria que eu a visse. Ela não entendeu o porquê.
- Ela não tinha visto Mary antes disso? – Perguntou Henry.
- Não.
- E logo depois disso o pai dela apareceu. Interessante, não é mãe?
Emma suspirou, impaciente.
- Tudo bem, eu vou investigar. Mas já vi que isso vai acabar em confusão.
