Nesta dança só cabe paixão.
Versos trocando passos amarrados,
Frases, poesias com sofreguidão ,
Beijos quentes ,abraços enlaçados!

No enlevo, pensamentos em êxtases,
Sem controlar carícias,sentimentos,

Trocando até da lua todas as fazes ,
Ousados ,frenéticos são os momentos.

Perdidos no espaço sempre a dançar,
As estrelas incendiando o universo
E as peles com mil desejos a roçar.

Num jogo eterno de pura sedução,

Despertando olhares da multidão,
Nosso tango ganha formas da ilusão!

(Maria Thereza Neves)

Capítulo 10 – Así Sea

Milo acordara estranhamente sorridente e já se encontrava sentado, devorando seu café da manhã. Relembrou pela milésima vez seguida tudo que acontecera entre ele e Camus na noite anterior.

Primeiro aquele francês maluco resolvera do nada beijar-lhe, é claro que Milo não entendeu lhufas do que acontecia naquele momento, mas para quê reclamar? Depois quando finalmente os lábios se separaram a procura de ar, aquele espanhol fora perturbar-los, afirmando que realmente faziam um belo par mas o meio da rua não era o melhor lugar para agarração e, como eles teriam compromissos logo cedo no dia seguinte, seria melhor deixar para continuar aquilo outro dia, em outra hora e lugar.

Maldito espanhol! Bom, pelo menos agora Milo sabia que os dois não eram namorados e sim grandes amigos, não tinha muita certeza disso na verdade, mas acreditou nas palavras de Camus. Uma hora iria descobrir melhor aquela história toda. E roubar mais alguns beijos do ruivo, é claro!

- Cabeça na lua?

Foi interrompido pela voz debochada de Mu, que havia puxado uma cadeira e agora sentava ao seu lado, bastava olhar para os cabelos bagunçados, a cara de sono e as marcas de travesseiro no rosto, para saber que acabara de acordar.

- Eu não, por que diz isso?

- Bom, talvez possa começar falando que estava com um olhar perdido e também que está passando a manteiga na sua mão e não no pão que está segurando!

Milo olhou para baixo e viu que o amigo falava a verdade, pelo jeito estava muito distraído e agora sua mão estava mais melecada que pau-de-sebo.

- Droga!

- Quem te viu, quem te vê, Milo! Isso tudo é por aquela agarração com o Camus?

- Ei, não vem me atazanar que essa função já é minha, não tente reverter a situação! Alias, nem vi que horas você voltou ontem, vai me falar por onde andou?

- Estava com o Shaka.

- Isso eu já sabia!

- Então? Por que perguntou?

- Que teimosia! Você não era assim, Muzinho!

- Você perguntou sabendo da resposta, o que quer que eu responda?

- Tá, desisto! Onde estavam?

- Caminhamos um pouco pela cidade, conversamos, tomamos um chocolate quente e depois o levei de volta ao hotel, ficamos um tempo por lá e peguei um táxi, quando voltei você já estava em sono profundo, esclarecido?

- Quase... O que tanto fizeram no hotel?

- O mesmo, conversamos entre outras coisas mais, estava frio e como ele não consegue ver, não adiantava muito ficar passeando na rua, então nos abrigamos no hotel e perdemos a hora conversando.

- Mas quando estavam no hotel vocês...

- Não, Milo! Não usei nenhum dos seus presentinhos, não transamos e nem fizemos nada demais se é o que quer saber!

- Hmm, como você está ficando direto! Mas por que não?

- Porque não, oras! Ficamos o tempo todo no lounge, bebendo um vinho e conversando como já disse, o tempo passou e nem percebemos. Não é porque estamos namorando que temos que estar o tempo inteiro agarrados, gosto da companhia dele, de estar junto dele. Claro que gosto dos beijos e outras coisas, mas não foi a situação ontem!

- Gosta de outras coisas, é? Conta, vai! O que já aprontaram?

- Já disse que ainda não rolou nada demais...

- Ainda? Isso quer dizer que...

- É, quem sabe... Mas mudando de assunto, enquanto vocês se agarravam eu descobri umas coisas interessantes com a June e o Shura, sobre o Camus...

- Ah é? O que foi?

E com olhos brilhantes e um sorriso bobo, Milo esqueceu-se de atazanar Mu, que rapidamente revertia a situação ao seu favor. Já havia percebido que o escorpiano havia caído na própria armadilha e estava se apaixonando por Camus, mesmo sem perceber isso, mas não iria falar nada, era algo que o amigo precisava descobrir por si só.

-oOo-

As batidas na porta já deveriam ter acordado todo aquele corredor e talvez até outros andares. De um lado uma voz pedia passagem e do outro, alguém se recusava a abrir

Shaka estava sentado na cama, abraçado aos joelhos enquanto ouvia toda aquela confusão. Não falava, não agia, já estava acostumado com aquelas brigas entre o primo e seu namorado. Acostumado e cansado.

Quando chegou com Mu na noite anterior, o primo dormia em seu quarto, não foi difícil imaginar que discutiram mais uma vez. Percebendo que não seria uma boa opção ficar ali com o amante, sugeriu que ficassem algum tempo no lounge do hotel, já que haviam passeado algum tempo caminhando pela cidade e estavam um pouco cansados.

Shaka escolheu um bom vinho e Mu alguns doces, mesmo com o loiro insistindo que aquilo não combinava. As horas passaram e os dois não cansavam de conversar ou trocar alguns beijos rápidos de forma discreta, estavam em uma área publica do hotel então, era melhor não abusar.

Já era bem tarde quando foram obrigados a sair do local, que precisou ser fechado, Mu o levou até o quarto antes de ir embora, o primo acordou com o barulho mas não quis conversar, apenas disse que dormiria ali com ele naquela noite, a cama era espaçosa demais para os dois, não seria problema.

Agora as boas lembranças eram substituídas pelos gritos, Máscara dizia que se não entrasse por bem, entraria por mal. Afrodite ignorava.

- Por que não o enfrenta de uma vez?

- Não vejo motivo, já já ele fica mais calmo e também não sou louco de enfrentá-lo, Shaka.

- Fraco...

- O que disse?

- Isso tudo é ridículo, sem sentido, como pode amar alguém que só te faz mal?

- Você é fraco, diz que tudo isso é por amor, mas acho que o único "amor" que consigo encontrar nisso tudo é na sua falta de amor próprio.

O som seco de um tapa foi ouvido, Shaka sentiu seu rosto queimar com a dor mas jamais demonstraria isso. Limitou-se apenas a levantar-se da cama, caminhando para a porta do quarto, mas não sem dar um sorriso debochado na direção onde sabia que o primo estava.

- Sabe... Você fala, fala e fala dele, mas não percebe que aos poucos fica tão detestável quanto ele.

Aproveitou que já estava vestido e em uma mesinha junto a porta, pegou sua carteira e celular, assim como a chave-cartão do quarto. Tateou a maçaneta, abrindo a porta, sentiu um empurrão e foi jogado contra a parede quando aquele homem passou por ele. Não reclamou, nem mesmo pensou no assunto, apenas queria sair logo daquele hotel, não tinha muita certeza para onde iria, mas já tinha uma idéia.

Levou algum tempo andando lentamente pelo corredor até chegar ao elevador que o levaria ao lobby, havia se acostumado com aquele percurso então não foi difícil. Com auxílio de um funcionário atencioso, tomou um táxi enquanto apertava uma tecla em seu celular com um número já programado na discagem rápida, só torcia agora para que ele atendesse logo.

-oOo-

- E então? Quando vão se ver novamente?

- Se ele não resolver faltar, mais tarde, em sua aula.

- Sabe que não é isso que estou falando! Quero saber quando vão sair novamente?

- E por acaso eu disse que vamos sair novamente?

- Deveria! Se olhar um pouco no espelho vai ver bem sua cara de bobo! Eu sei que você gostou, quase não se desgrudavam ontem!

- Não vou negar, foi bom ficar com o Milo, mas isso não precisa acontecer novamente. Além disso, nem mesmo sei se ele aparece aqui hoje agora que já conseguiu o que queria. – Camus sorriu de canto e voltou a falar com um quê de ironia – Bom... Pelo menos a primeira parte.

- Juro que não acreditei quando vi aquela cena! Na verdade até agora não acredito muito... O que te deu? Você só falava mal do Milo e do nada o agarrou assim!

- Digamos que o Shura faz milagres! Falando nele, fique bem longe daquele parvo!

- Hahaha, olha para minha cara, Camus, acha mesmo que eu tenho algum interesse no espanhol? Tá bom que ele é bonitão, mas não é meu tipo e digamos que já tá um pouco velho para mim.

- Não é questão de idade, é apenas uma divergência de interesses entre vocês, o Shura... Ahh... Vocês são diferentes.

- Relaxa chefinho, só o acho divertido, mas nada mais. Agora é melhor eu ir mudar logo a roupa antes que meu afobado professor que fica de conversa com as alunas antes da aula começar reclame do meu atraso.

Camus sorriu vendo a garota correr para o vestiário e só então caminhou para a sala onde dava sua aula de ballet todas as manhãs para a companhia de dança da Andrômeda, mas não sem que uma cena lhe chamasse a atenção nos corredores: Hyoga estava novamente agarrado a alguém,mas dessa vez não era Shun, e sim Isaac.

"É June, acho que você tinha razão, desisto de tentar entender esses aí!"

Com uma tosse forçada chamou a atenção dos dois para que percebessem sua presença e avisou que tratassem de ir logo para a sala pois iria começar logo o aquecimento e além disso ali não era local ideal para aquela agarração toda, alguém poderia ver. E é claro que esse alguém tinha um nome...

-oOo-

Mu esperava inquieto na entrada do hotel quando finalmente viu os fios loiros dentro do taxi que ali parava, apressou-se em abrir a porta para que Shaka descesse o puxando para fora em um abraço. Botou a mão no bolso do casaco, puxando uma nota e entregando ao motorista, ignorando depois os chamados para que esperasse o troco.

- Ei! Calma, eu ainda ia pagar...

- Não se preocupe com isso, já dei o dinheiro para o motorista, vamos entrar logo. - Enlaçou a cintura do loiro e caminharam para dentro do hotel.

Não quis admitir, mas não conseguia entender como Shaka lidava com coisas simples como dinheiro, temia que alguém se aproveitasse da sua situação para enganá-lo com valores, ou até mesmo roubá-lo. Sabia que iria parecer paranóico se falasse, ou Shaka poderia não gostar de ser julgado incapaz de algo, mas o fato era que se preocupava e queria cuidar dele no que tivesse ao seu alcance.

Só quando entrou no elevador e roubou um beijo rápido do namorado, foi que agradeceu por um momento que ele não pudesse ver o seu estado. Ficou tão preocupado quando ouviu a voz dele ao telefone perguntando se poderia ir até ele que nem pensou em se vestir, apenas botou o All Star velho de qualquer jeito e vestiu um casaco, continuando com a calça do pijama preta estampada com carneirinhos, presente de Milo, é claro, se não fosse tão confortável jamais teria levado aquela peça na viagem, assim não correria o risco de desfilar com aquela roupa no mínimo engraçada pelos corredores do hotel.

Mu percebeu que ele estava um pouco estranho, mas preferiu não perguntar, logo estariam no quarto e não queria ter que cortar o assunto, visto que Milo estava por lá, limitou-se a abraçá-lo forte e depositar um beijo em sua testa, dizendo que teriam muito tempo para conversar com calma naquele dia.

Ao chegar ao quarto, tiraram os calçados e andaram de mãos dadas até um dos sofás na sala do primeiro piso, Mu ficou sentado com as costas no braço do móvel e acomodou Shaka entre suas pernas, de costas para si e com a cabeça repousada em seu peito.

- Onde está o Milo?

- No segundo andar, pelo jeito foi tomar um banho e...

Shaka jogou o braço para trás, de forma a segurar o rosto de Mu e puxá-lo para um beijo. O ariano foi pego de surpresa, mas retribuiu aquilo com carícias pelo peito e barriga do loiro.

- Desculpa te ligar desse jeito, mas não estava mais aguentando ficar naquele hotel!

- Não tem motivos para pedir desculpas, eu entendo que isso tudo era saudade! - Respondeu de um jeito manhoso, arrancando risos do namorado.

- Acho que está convivendo demais com o Milo, mas preciso concordar que tens um pouco de razão!

- Quem ousa proferir meu santo nome em vão? - O escorpiano acabara de descer as escadas, vestindo apenas uma calça folgada caqui e secava o cabelo com uma toalha jogada nos ombros.

- Ahh sim, estava demorando para aparecer e quebrar nosso clima mais uma vez!

- Ei! Seu pervertido, não estou atrapalhando nada, aqui é meu quarto também se não esqueceu, você que é um semeador da discórdia e fica levando meu Muzinho querido para o mal caminho!

- Ahh, Milo... Até que o caminho não é tão mal assim – Mu sorriu, em seguida beijando o pescoço de Shaka e levando sua mão do peito até a barriga dele, ameaçando descer mais.

- Não, não, não! O que eu fiz para merecer dois maníacos como vocês? Shaka, vou te processar, você transformou meu Muzinho em um monstro!

Os casal ria entre um beijo ardente que trocavam para provocar Milo, até que a campanhinha do quarto tocou. Mu afastou e olhou interrogativo para o amigo, como se perguntasse se ele esperava alguém, mas vendo que ele também parecia surpreso entendeu logo que não.

- Bom, deixa que eu abro já que estão ocupados demais para isso! - Foi até a porta, sem se preocupar com o peito nu ou os cabelos bagunçados, abrindo-a de vez – Saga?

-oOo-

- Vamos, podemos ir na sexta e no domingo pela manhã voltamos e vocês já ficam no aeroporto para embarcar mais tarde para a Grécia, vai ser divertido, como no ano retrasado vamos!

- Isso eu não discordo, mas preciso falar com os garotos primeiro...

- Isso, eu vou chamar o Aiolia também, assim fica mais fácil os dois toparem.

- Eles gostam, creio que não teremos problemas, mas preciso falar com eles primeiro.

- Tudo bem, me liga assim que tiver uma resposta – Aiolos apertou mais o abraço e beijou-lhe os lábios – Te vejo mais tarde...

- Promessa é dívida!

Assim que o outro saiu do quarto, Saga tratou de vestir uma camisa e se arrumar para sair, já tinha tomado café da manhã com o amante, então não perdeu muito tempo, tinha algumas idéias para o dia, levaria Milo e Mu para alguns lugares na cidade que ele gostava e que eles ainda não conheciam.

Pensou em ligar, mas achou que não seria necessário, era por volta das dez horas da manhã e imaginou que já estariam acordados. Se dirigiu-se até o andar em que eles estavam e bateu na porta, Milo logo atendeu. Saga olhou-o dos pés a cabeça antes de dizer alguma coisa, estava com os cabelos bagunçados e filetes de água escorriam pelo peito, era naturalmente sedutor, pensou na relação confusa que tinham, mas não queria se prender muito naquilo, estava com Aiolos, mesmo que em uma relação temporária.

- Saga?

- Quem mais seria, Milo? A não ser que estivesse esperando alguma visita hoj... - Parou quando entrou no quarto e viu Mu abraçando Shaka no sofá, com um olhar um pouco assustado – Hoje... Já comeram algo?

- Er... Já sim, não sabia que horas ia acordar por isso não esperamos.

Milo conhecia bem Saga, ele não falara nada mas sustentava um olhar profundo e questionador para Mu. Pensou em tudo que o amigo lhe contara sobre não se encontrar com Shaka e agora ele estava ali, vendo os dois juntos.

Saga, por sua vez, não conhecia o tal rapaz ainda, mas teve certeza de quem se tratava. Conhecia Mu o bastante para saber que se estava envolvido por alguém, dificilmente se interessaria por outra pessoa. Mas também conhecia bem o bastante a determinação dele, se realmente estivesse gostando daquele rapaz, daria um jeito de vê-lo e assim parecia ter feito. Viu que o garoto também o olhava de forma desafiadora, sabia que não iria adiantar falar nada naquele momento, então fez o que deveria ser feito: Ignorou a situação e agiu como se Shaka nem estivesse ali. Sentou em uma poltrona ao lado do sofá onde os dois estavam, viu que Mu usava apenas a calça do pijama e tinha um moletom com o zíper aberto, mostrando o peito. Saga pensou seriamente na possibilidade de Shaka ter dormido ali com ele, mesmo este estando bem vestido.

- Estava pensando em levá-los para um passeio hoje, quero que conheçam o MALBA (1) e San Telmo, se der podemos ir ao Caminito também, mas depois preciso comprar algumas coisas pelo centro.

- Mas e minha aula?

- Pode ir para sua aula depois, Milo, aliás, continua mesmo com essa idéia? Você não vai conseguir aprender muito em tão pouco tempo, é melhor aproveitar a cidade.

- Eu estou aprendendo e já vi as coisas legais por aqui, podemos ir pro Museu outro dia!

- Não vou discutir, Milo, faz o que quiser, vocês estão de férias, só queria que aproveitassem um pouco.

- Mas eu já estou aproveitando!

- Se você diz... Vá para sua aula então, Milo, mas vocês dois vão comigo – Disse dessa vez se dirigindo a Mu e finalmente a Shaka.

- Eu não quero ir...

- Mas você vai, Mu, o Milo inventou essas aulas e até entendo, mas você vai comigo, ele pode ir também, não tem problema.

- O Shaka não quer ir também! - Virou para o loiro, explicando o que se passava em inglês, já que ele não entendia nada daquela confusão em grego.

- Mu, vamos...

- Não Shaka, não quero ir e sei que você também não... Saga...

- Nós vamos, Mu, eu quero ir.

Na verdade Shaka não fazia a menor questão de ir, sentia a hostilidade de Saga mas não reclamava, sabia das desavenças entre ele e seu primo, no fundo sabia que ele apenas tentava proteger Mu e, além disso, não queria ser motivo de brigas ali. Já começava a sentir um pouco de culpa por ter corrido para os braços do namorado sem ao menos se lembrar que ele fora proibido de vê-lo.

- Ótimo, estamos decididos então, vamos ao Museu e almoçamos. Depois Milo pode ir para aula e vocês continuam comigo até a noite.

- Mas...

- Sem mais, Milo, está decidido, além disso... Tenho outro assunto para tratar com vocês.

- Qual o castigo agora, Saga? - Milo falou levemente irritado, estava pensando em fazer uma visita surpresa a Camus ainda pela manhã mas os planos pareciam ter ido por água abaixo.

- Não é castigo... Aiolos nos convidou para passar alguns dias na casa dele em Bariloche, para esquiar um pouco, quero saber se estão de acordo e...

- NÃO! - Os dois responderam em uma única voz.

- Como?

- Eu não quero ir, já temos poucos dias aqui e prefiro aproveitar na cidade, podemos esquiar pela Europa mesmo no inverno.

Saga respirou fundo, não pensou que seria tão difícil mas a teimosia deles estava fora do normal, principalmente Mu que nunca reclamava sobre nada.

- Mu, são poucos dias, saímos na sexta pela manhã e voltamos no sábado cedo.

- Mas eu não quero ir, droga!

- Eu também não, além disso nem trouxemos nossos equipamentos de esqui...

Milo continuou discutindo com Saga, Mu tratou de explicar mais uma vez para Shaka o que conversavam.

- Mu... Se for por minha causa, não se preocupe. Também preciso ir embora na quinta, aproveitamos até lá mas quero que se divirta depois, vai, por mim...

- Droga, Shaka! Não precisa ficar me lembrando disso...

- Precisamos ser realistas, por favor, vá e aproveite por mim, tudo bem?

- Eu... Tá bem...

Enquanto discutiam ali, Saga já havia parado de bater boca com Milo e este andava de um lado para o outro, sua cabeça parecia estar tramando algo, pois um sorriso malicioso no canto dos lábios estava formado.

- Obrigado, Shaka. Então o Mu vai só falta você concordar, Milo...

- Posso convidar alguém?

- Por mim não tem problemas, Aiolos não se importa...

- Que horas saímos na sexta?

-oOo-

- Parabéns moleque, eles gostaram do seu projeto e já foi aprovado, logo mais começa a ser executado.

- Se eles não gostassem eu me matava! Passei séculos trabalhando nisso e modesta parte ficou tão bom!

Aiolos e Aiolia conversavam sobre o resultado de uma reunião com um importante cliente pela manhã. Um importante centro comercial seria reformado e o serviço foi solicitado ao escritório deles e Aiolia ficou responsável por todo o projeto. Quem o conhecia poderia até duvidar, mas era um excelente profissional e o projeto ficou magnífico.

Ficaram algum tempo conversando e logo o assunto foi desviado. Aiolos comentou sobre a viagem que planejava com Saga e o mais novo também se animou.

- Eu tô dentro, mas vou levar a Marin comigo.

- Pode chamar quem quiser, eu já disse o mesmo pro Saga também. O Milo e o Mu devem ir também, pode chamar os seus amigos que por mim não tem problema, o único problema é que além do meu quarto e o seu, só fica um livre, mas temos bastante espaço na sala e alguns colchões sobrando.

- Ahh, falando em amigos... Não sabe com quem jantei ontem!

- Não, Aiolia, não sei mesmo, ainda não sou adivinho...

- Aquele teu ex espanhol. Não sei se ele me reconheceu porque não disse nada, nem deve lembrar de mim já que a única vez que o vi foi bem rápido.

- O Shura? Então ele continua por aqui?

- Pois é, nunca entendi por que terminaram, na época você parecia gostar tanto dele!

- Gostava mesmo, muito! Mas foi numa época complicada, estava cheio de trabalhos e o Shura era incansável! O tempo todo queria... Ahh... Bem... Esquece! Mas parecia que ele ia me matar sufocado a qualquer momento. Eu me arrependi e fui atrás depois, mas descobri que ele estava com outra pessoa, então achei melhor esquecer aquilo. Agora vai trabalhar moleque! Nem sei por que estou te falando isso!

Aiolia saiu rindo, era tão difícil arrancar algo do irmão. Aiolos pensava no trabalho acima de qualquer coisa. Gostava de ver que ele estava se divertindo com Saga, mas este logo iria embora e acabaria o romance, foi então que teve uma idéia. Sabia que iria arrumar confusão, mas se o irmão disse que ele poderia convidar quem quisesse, assim ele faria. Só esperava que o seguro contra incêndio da casa de campo estivesse pago!

-oOo-

Camus havia terminado o ensaio da companhia naquela manhã e olhava ansioso para o relógio, não era nem meio dia ainda, por que o tempo demorava tanto para passar?

Jamais confessaria que estava ansioso para a chegada do grego, a aula dele estava marcada para a tarde, mesmo que Milo não tivesse ligado confirmando. Albiore já tentara em vão mandá-lo de volta para casa, alegando que não devia se esforçar naquelas aulas, já que no dia anterior não se sentira muito bem, mas Camus simplesmente não ouvia, queria continuar ali, nem que fosse para confirmar suas suspeitas que Milo não voltaria mais.

Treinava alguns movimentos de salsa com June até ser interrompido pelo toque do celular, como estava apenas passando o tempo e não em uma aula naquele momento, atendeu o chamado.

- Estou perto da Andrômeda, pensei em te chamar para almoçar...

- Isso para ter certeza que estou comendo direito?

- Talvez...

- Nem pensar! Se não tem o que fazer vai pra casa... - Respondeu fingindo mal humor.

- Que pena, agora que estou aqui não vou dar viagem perdida – Camus virou-se ao ouvir a porta abrir e a voz que ouvia em dobro, no telefone e na sala – Hola chiquita de mi corazon! Deveria ser proibido deixarem uma mulher dessas andar por ai nesses trajes!

- Acontece que não estou andando por ai, Shura! - Disse abraçando o rapaz, ela vestia apenas um collant preto, meia-calça clara e sapatilhas.

- Vamos parando os dois – Camus respondeu brincando, ainda no celular, mas logo em seguida desligou o aparelho – Pensei que estava aqui perto e não aqui dentro!

- Estava olhando vocês pelo vidro ali na porta mas não resisti, fiquei com vontade de dançar um pouco também antes de almoçar com vocês.

- Você só esqueceu um detalhe: Eu ainda não aceitei seu convite!

- Ahh, mas vai aceitar sim! E a chiquita vai também, tenho algumas novidades e quero comemorar com um belo almoço!

- E que tipo de novidades seriam essas?

- Recebi um email de um amigo poucos dias atrás, com uma proposta de trabalho interessante... Eu me inscrevi para vaga e hoje recebi a notícia... Eu tenho um novo emprego! Não é demais?

- Shura... Isso é maravilhoso, fico feliz por você meu amigo! - Camus o abraçou, era realmente uma boa notícia – Quando começa?

- Bom, no próximo mês, mas ainda tenho um pequeno porém... Preciso voltar para a Espanha!

- QUÊ?

- Como assim?

- Bem... eu vou trabalhar em uma revista especializada em viagens, eles queriam alguém com meu perfil, que falasse pelo menos duas línguas além do espanhol e que estivesse acostumado a viajar e morar em outros países...

- Seu cretino! Como você faz isso sem me avisar? - Era impossível dizer se Camus sentia alegria ou tristeza, mas quem observasse bem poderia ver que ele tentava ao máximo segurar uma lágrima que insistia em querer cair.

- Não era certo, Camus... Eu achava que nem tinha chance!

- Então não se inscrevesse, droga! Espanha? Não poderia achar nada por aqui? Que droga, Shura!

- Ei, ei, ei, calma! - Shura o abraçou mais uma vez, tentando acalmá-lo, respirou fundo antes de voltar a falar e afagou os cabelos do amigo. - Camus, você sempre soube que mais cedo ou tarde eu iria embora, para Espanha ou qualquer outro lugar, mas isso não quer dizer que nossa amizade vai terminar, eu virei visitá-los e vamos manter contato, sempre.

- Eu sei que estou sendo egoísta, era para estar feliz mas... Droga, vocês dois são as únicas pessoas que confio aqui!

- Eu sei meu amigo, eu sei! Mas vamos aproveitar esses dias que ainda estou por aqui, não me faça me arrepender de ter aceitado esse emprego!

- Não, não se arrependa, em desculpa, eu só...

- Perdeu o controle? Ora Camus, não sabe como fico honrado de te ver agir assim, nunca demonstra nada, então isso é sinal que ainda sou um pedaço significante em sua vida!

- Não exagera... Ahh, vamos almoçar então, só preciso tomar um banho rápido e mudar essa roupa, me dá alguns minutos – Falou e caminhou até a saída da sala.

- Ok, vai lá! Chiquita também está convidada, vamos?

- Agradeço muito, mas hoje não posso, fiquei de ajudar o meu pai, mas podemos sair para dançar um pouco e comemorar hoje a noite o que acha?

- Perfeito! Quando eu voltar com o Camus podemos combinar tudo então, hoje a noite vamos bailar! - Puxou a garota e se divertiram um pouco com alguns passos enquanto Camus não voltava, se teve algo que Shura poderia dizer que aprendeu bem no tempo que passou com o francês foi a dança, era uma pena que ele nunca levou a serio, pois tinha muito talento.

-oOo-

Estavam no MALBA, aquele sem dúvida alguma era um passeio obrigatório para qualquer visitante na cidade, especialmente para os que atuavam naquela área. Na entrada, parte da parede e teto em vidro deixavam a luz penetrar no ambiente, o prédio era moderno, mas com um visual limpo, as paredes brancas realçavam as cores das obras de arte ali expostas.

Mu já não via mais graça naquele passeio, como apreciar aquilo tudo sabendo que Shaka não poderia fazer o mesmo? Para piorar a situação, Saga nada comentara sobre ele estar saindo com o loiro, mas era visível a reprovação dele, andava mais afastado e parecia só estar ali com eles para ter algum controle da situação.

Cansado, pediu para que Milo ficasse de olho em Shaka por alguns instantes, não queria deixá-lo perambular sozinho pelo museu, então aproveitou que os dois estavam dando-se muito bem para escapar um pouco e fazer o que já deveria ter feito desde o início de tudo: Ter uma conversa decente com o tutor.

- Saga, preciso falar com você.

- Não tenho o que falar com alguém que não me escuta, Mu.

- Mas eu tenho o que falar e quero que me escute, porque não vou mudar minhas atitudes pelo simples motivo de você não gostar do Shaka sem razão nenhuma! Nós estamos namorando e gosto muito dele, não sei se vai dar certo com a distância mas se eu não ficar com ele vai ser por algum motivo entre nós dois, não por você.

- Faz o que quiser. Já te avisei. Não confio no primo desse moleque e não vai ser difícil arrumar problema com ele. O Shaka também deve ser da mesma laia, não venha reclamar quando ele te magoar.

- O Afrodite me tratou super bem, você tá exagerando, e o Shaka... Droga, Saga! Ele nem mesmo consegue ver, como iria me fazer mal? Você nem o conhece direito pra falar dele assim e o que é pior, nem tenta conhecer!

- Entenda, eu sei o que falo, não estou fazendo nada que não seja para o seu bem. Shion não iria gostar de saber que anda envolvido com uma família perigosa.

- Shion agir como meu pai é uma coisa, você é outra... Não é porque o amou e resolveu cuidar de mim que tem os mesmos direitos dele! Você nem sabe o que é bom pra mim, muito menos ele, que saco!

- Não fale o que não sabe, se acha ruim posso te mandar de volta pra lá hoje mesmo! E sim, ainda sou teu tutor e tenho responsabilidades sobre você, por isso é melhor acalmar os nervos e deixar essa ingratidão de lado. Se quer namorar vai em frente, mas não me venha com arrependimentos. Continue com essa rebeldia de adolescência tardia que eu não me importo mais, pode falar o que quiser, não me importo. Apenas tentei te prevenir, mas como disse, não sou seu pai, nem sou seu irmão, mas te amo de todo jeito e não quero te ver sofrendo, você não admite, mas ainda é imaturo para muita coisa.

- Saga, eu... Desculpa... - Ficou surpreso já que o tutor nunca falara sobre os sentimentos que tinha por ele, mas finalmente respirou fundo e falou de forma mais calma, porém ainda mantinha a voz firme e decidida - Não quis dizer isso. Eu gosto dele, não o julgue pelos erros de Afrodite, se realmente se preocupa comigo tente falar com ele e não fingir que ele não está aqui. Se mesmo assim não gostar dele vou aceitar que fale algo, mas seria digno da sua parte se tentasse ao menos conhecê-lo antes de criticá-lo. Mas saiba que não mudarei minha decisão, a não ser que ele me obrigue, vou ficar com ele... Assim será.

Sem mais palavras, Mu virou o corpo e se afastou dele, voltando a se encontrar com o amigo e o namorado. Viu que os dois riam e pareciam se divertir, Milo, que estava de braços dados com o loiro, descrevendo um dos quadros surrealistas de forma nada politicamente correta, logo percebeu que apesar de um falso sorriso, Mu deixara com que uma lágrima escapasse, mas preferiu não comentar para não deixá-lo constrangido na frente do virginiano.

Envolveu Shaka em um abraço tão forte e intenso, fazendo Milo que só observava a cena pensar que aquilo poderia até quebrar aquele corpo esguio. O ariano afundou o rosto entre os fios loiros, apertando ainda mais o abraço, se é que isso ainda era possível.

- Não quero que isso acabe quando você for embora...

- Não, Mu... Vai ser apenas o começo...

Milo viu os dois trocarem um rápido selinho, não sabia o que realmente o amigo conversara com Saga mas pelo jeito o deixou abalado. Não querendo incomodar o casal, olhando daquele jeito, pareciam mesmo feito um para o outro. Gostara bastante de Shaka e torcia mesmo para que aquele relacionamento desse certo, mesmo sabendo que seria difícil se levasse em consideração a distância, mas pelo menos Suécia não ficava tão longe quanto a Argentina, olhando por esse lado a situação de Mu era bem mais fácil que a sua... Mas espera, não estava pensando em manter um relacionamento com Camus quando fosse embora, estava?

Bateu algumas vezes na cabeça como se isso afastasse os pensamentos. Logo estava ao lado de Saga, que observava o "Abaporu" (2), aproveitou e passou um braço pela cintura dele, que retribuiu bagunçando um pouco seus cabelos e o abraçando também, com as mãos sobre os ombros de Milo.

- Acho que peguei pesado com ele, no fundo Mu tem razão, eu não conheço Shaka para julgá-lo assim...

- Ele é uma boa pessoa, é uma pena que não possa enxergar, acho que ficaria feliz se pudesse ver os olhinhos brilhantes do Mu quando estão juntos.

- Desde quando ficou romântico? Ele tá crescendo, Milo. Ultimamente tem tido atitudes mais maduras, que não achava que veria nele tão cedo.

- É verdade... Mas não foi romantismo, é verdade. O Mu tem um coração de ouro e apesar do jeito aéreo e infantil, ele não se deixaria enganar, pelo jeito está totalmente apaixonado pelo Shaka, algum motivo especial ele teve.

- Fato, mas sinto que ele ainda vai sofrer com isso, tentei protegê-lo mas agora lavo minhas mãos, ele precisa aprender um pouco com a vida também, as coisas acontecem quando têm que acontecer, Milo.

Saga depositou um beijo na testa de Milo e ficaram ali mais alguns instantes, visitaram todo o museu até decidir que era hora de ir embora pois já estavam com fome, mas não saíram antes de passar na lojinha e comprarem alguns souvenires.

-oOo-

Camus voltou do almoço com um sorridente Shura. Foram em um bom restaurante da cidade apreciar o que a argentina tinha de melhor: Churrasco.

O relógio marcava quase três horas, horário que esperava que Milo comparecesse em sua aula, sentia uma ansiedade estranha e deveria confessar que queria vê-lo, esperava que ele já estivesse por ali esperando, mas não viu nem sinal. Preferiu esperar mais um pouco conversando com os amigos.

3:15 e Milo não havia aparecido. O amigo percebeu que ele não parava de olhar no relógio mas não comentou nada, tentavam distraí-lo, mas Camus já ficava impaciente e mal humorado. Foi quando, para sua surpresa, que viu o escorpiano descer as escadas conversando com Albiore e June de forma sorridente. O mais velho parou em um dos degraus, acenando para o Grego.

- Então, te vejo amanhã cedo, Milo!

- Sem falta! - Fez um sinal de positivo e se apressou em descer mais rápido quando viu quem estava na sala de espera – Oba, uma festa e nem em chamaram?

Cumprimentou Shura com um aperto de mão, ainda estava bastante desconfiado daquele espanhol, mas preferiu tratá-lo de forma educada e até sorridente. Só então virou-se para Camus, afastando uma franja teimosa que caia pela testa dele, com um sorriso que sem dúvida anularia qualquer reação que o ruivo pudesse ter naquele momento.

- Camus... Já estava com saudades! - Envolveu o corpo dele em um abraço, roubando um beijo, rápido, mas não menos gostoso. Depois deu um beijo na bochecha do ruivo e o posicionou na sua frente, prendendo-o em um abraço por trás e as mãos enlaçadas em sua cintura.

- Milo? O que pensa que está fazendo?

- Te beijando e abraçando, oras! Vim para minha aula de tango e estou aproveitando para te ver... - Falou manhoso, beijando o pescoço alvo. A expressão de Camus arrancou risos de Shura e June.

- Então se veio para a aula vamos logo, não podemos perder tempo aqui.

- Mas eu já tive minha aula por hoje, Cam... Com o Albiore e a Ju.

- Como?

- Eu perguntei se podia mudar o horário e ele disse que você estava fora, então assumiu a aula. - Milo mentia, realmente pedira alteração no horário, mas além disso, disse que queria ter suas aulas com June ou o próprio Albiore, estava decidido a aprender o que fosse possível em sua estadia na cidade, assim poderia surpreender o ruivo no final.

- Ahh... Sim... - Camus não sabia o que responder, só não sabia se era por sentir-se trocado ou pelo arrepio que as carícias feitas com o roçar do nariz de Milo em sua pele causavam. Trocou um olhar questionador com a amiga que desviou, sorrindo.

- Em todo caso, preciso ir agora, nos encontramos mais tarde, tudo bem?

- Eu não disse que iria sair mais tarde, Milo.

- Não tem problema, se não quiser sair passo na sua casa então. - Sorriu, depois olhou para os outros dois ali – June e Shura, vocês podem ir também... O Aiolia ficou de ligar falando o local, assim que souber eu ligo e nos encontramos por lá.

- Fechado! - Shura respondeu animado

- Vou tentar ir...

- Nada de tentar, você vai, loirinha! E você... - Aproximou mais do ouvido de Camus, mordendo o lóbulo de sua orelha e voltando a falar com uma voz rouca – Nem pense em ficar em casa, ou irei te buscar por lá.

- Pelo jeito não adianta negar... Eu me rendo! - Levou as mãos ao alto, como um ladrão preso em flagrante.

- Não mesmo...

Milo chamou um táxi e Camus o acompanhou, ficaram esperando na porta da Andrômeda enquanto trocavam alguns beijos e conversavam superficialidades. Camus se surpreendia como Milo mudara, agora era gentil enquanto conversavam e descobria como aquele loiro conseguia fazê-lo sorrir de forma tão fácil, além de ter um beijo enlouquecedor.

Não tinha dúvida que queria sair novamente com ele e ao vê-lo entrar no carro e assoprar um beijo, desejou que o tempo passasse rápido e assim poderia encontrá-lo novamente, logo mais. Entrou em passos rápidos procurando pela amiga, puxando-a pelo braço assim que a encontrou.

- Agora vem aqui e me explique que armação foi essa!


(1) MALBA - Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires. Este museu foi criado por Eduardo Constantini, um dos maiores colecionadores do mundo de arte contemporânea latino-americana. Ele fundou o MALBA para expor sua coleção de obras de Antonio Berni, Frida Kahlo, Wilfredo Lam e Diego Rivera, entre outros, e para realizar exposições e eventos culturais. O museu dispõe de um cinema de arte, um restaurante movimentado e uma grande loja, que vende objetos e acessórios de designers locais, além de alimentos. O grande prédio do MALBA, com área de 8000 m2, foi projetado pelos jovens arquitetos argentinos Gastón Alemán, Martín Fourcade e Alfredo Tapia, e os blocos que se cruzam mostram a influência de Álvaro Siza Vieira e Richard Méier. Localizado no topo da avenida Figueroa Alcorta, o museu é uma atração por dentro e por fora.

(2) Este quadro é um dos maiores exemplares da nossa arte nacional, foi pintado por Tarsila do Amaral em 1928 e está atualmente no MALBA. A obra foi adquirida num leilão em Nova York, em 1995, por US$ 1,35 milhão, por Eduardo Costantini.


Cafofinho da Lhu

Olá mais uma vez querido telespectador dessa novela mexicana... digo, argentina! Tá, foi horrível isso! O cap. Demorou um pouco mais que eu queria (pra variar), por um branco total que fiquei sem saber o que iria aprontar com meus queridinhos nessa parte do capítulo...

Queria dedicar esse cap. especialmente para dua pessoas: Thekinha, que assoprou velinhas junto com o Kamy (dia 7) e atrasado pra Condessa Oluha, que foi dia 30, mas deve estar se divertindo com um goo goo boy chamado Shura que contratei pra animar o niver dela usando lacinho vermelho na cabeça! Parabéns fofas! XD

E aproveitar para parabenizar a própria fic (não que eu mereça, mas meu bebê sim!)... Que completou 1 aninho dia 26.01! Um super mega obrigada pra vocês que estiveram aqui comigo nesse tempo dando conselhos, sugestões, xingando... Se não fosse por isso a fic já estaria abandonada há muito tempo! Não que eu vá desistir, claro que não, já que essa é a primeira e muito especial pra mim... Mas vocês não imaginam como é difícil escrever isso aqui! -_-' Obrigada messssmo! *Aperta todos*

Agora agradecendo a santa paciência das amiguinhas aqui... Thekinha por sempre betar a fic, Nath-Xuxu-Dragonessa pelos seus pitacos, traduções e ajuda para achar um título. Também Lyta Moonshadow, e Nato-chan, que tanto me puxam orelha pra escrever logo, ouviram meus surtos para o futuro da fic e aguentaram meus xingos por n conseguir terminar esse cap... e as preciosas dicas também!

Agradeço muito muito também aos reviews que tanto me animam a continuar escrevendo aqui... Seja brigando, elogiando ou puxando orelha pra continuar: Theka Tsukishiro (sempre!), La Francaise (*morde*), Athenas de Aries (*agarra*), Julia, Lysley Almada2, Lyta Moonshadow (*aperta*), graziele, (*joga bolinha de neve* hohoho), Dark Wolf 03, Naya Yukida (sempre fofa), Cristal Samejima (rezei mt aquela oração que deixou XD), Leo-Shaka, Menina Emilia, Haina Aquarius-sama (*pula em cima*), Roberta22, Condessa Oluha (que deve estar agarrando Shura de lacinho vermelho), Leo no Nina, Milo Scorpion... Beijos em dobro pra vocês! E também quem comentou pelo msn ou orkut! XD

Milo: Eu quero protestar!

Lhu: Pra variar...

Milo: Essa ainda é uma fic minha e do Cam-Cam, não? Então por que só vi o Mu e o Shaka ai?

Shaka: "Cam-Cam" (Shaka em crise de risos)... Que ridículo! Mas até que combina com um francês dançarino... O Cam-Cam já dançou Cam-Cam pra você, Milo?

Mu (Rindo também): É mesmo...N'ao quero nem imaginar! Mas Milo, eu não vi problema nenhum no capítulo... Gostei... E você Cam-Cam?

Camus: ...

Milo: Shaka e Mu! Podem parar agora mesmo... O que tá acontecendo aqui? Vocês já foram mais educados! (Mostrando a unha)

Lhu: Crianças, crianças... Milo... Sim, a fic ainda é sua, mas as vezes precisa sair um pouco dos holofotes, no próximo tem mais você e Camus... Agora Vão discutir em outro lugar que preciso terminar esse capítulo!

Bom... Pra terminar... A música título do capítulo (Trad. = Assim Será) é do CD "Astronautas" do Ultratango.

Vou ficando por aqui... sentindo um cheiro de limão no ar...

Beijos e até o próximo capítulo!


Lhu Chan
Fevereiro de 2009