AVISO: ESTE CAPÍTULO CONTÉM LEMON! CASO NÃO GOSTE, EVITE A ULTIMA PARTE.

Vem… dança comigo…

Uma dança
Quente
Sensual….

… deixa-me agarrar-te
Guiar-te os passos
Rodopiar contigo…
Dobrar-me sobre ti

E tu sobre mim...

Escuta... em silêncio...

Sente... em suspenso...

Suspende... o tempo...

Desejo

Tremor

Fulgor

E quase...

… quase beijar-te…
Recomeçar
E repetir

Vezes sem fim…

Vem… dança comigo…
Até que os nossos corpos
Suados…

… de desejo e de cansaço
Nos obriguem a parar…

(Cleo)

Capítulo 11 - Sus Ojos Se Cerraron

O clima entre Saga e Mu ficou um pouco tenso logo após a pequena discussão, mas aos poucos a situação foi amenizada e durante o almoço, tudo correu da melhor forma possível. O mais velho realmente escutara Mu e tentara conhecer melhor o concordar que Shaka era um rapaz educado, centrado e bastante determinado. A cegueira, que para muitos poderia representar uma barreira, não o impedia de executar o que desejasse. Aprendera muito bem como viver com aquela dificuldade e o melhor de tudo: Parecia querer mesmo bem à Mu.

Teve que tirar o chapéu para Afrodite quando soube que fora ele o responsável pelo desenvolvimento daquele garoto, sempre achou que ele não tinha responsabilidade o bastante nem para cuidar de si mesmo, quem diria de alguém com necessidades especiais. Mas talvez porque preferisse usar toda sua sanidade e bom senso no primo, esquecendo de cuidar, muitas vezes, de si mesmo.

Chegaram até a conversar sobre o Máscara da Morte. Saga não expôs os motivos que o levaram a odiar aquele homem, mas deixou claro que não queria aproximação e que Mu também não deveria chegar perto. Ficou aliviado quando soube que Shaka também tinha algumas desavenças com ele, sinal que não era nenhum lunático psicopata, o que fez com que o loiro ganhasse mais alguns pontos.

Milo logo foi embora de forma desesperada para a aula de tango e os três continuaram o passeio. Saga achou que seria interessante levá-los ao Museo Participativo de Ciencias (1), assim Shaka poderia aproveitar um pouco também, já que a grande regra do local era "Proibido não tocar". Todas as exibições no local eram interativas, mas é fato que algumas, como na área dedicada a óptica foram ignoradas pelo casal. Mu e Shaka se divertiam como crianças e passaram um bom tempo na sala de ondas e sons, assim como eletricidade e magnetismo.

Saga aproveitou a tarde também para fazer algumas compras em Palermo Soho, uma área com diversos restaurantes, pubs temáticos, bares, cafés literários e toda a vanguarda em termos de desenho e moda. É o centro do design jovem e alternativo em Buenos Aires e uma excelente área para os consumistas, que podem encontrar desde as mais luxuosas e caras boutiques de grandes marcas até pequenos mercados alternativos com um baixo custo.

Era início de noite quando voltaram ao hotel, Mu pedira para que Shaka ficasse mais um pouco com eles e Saga não se opôs, não via problema nenhum nisso. Chegando lá, o geminiano decidiu guardar as coisas em seu quarto e tomar um banho, sairia com o amante para jantar.

O casal ficou no The Library Lounge, uma grande sala junto à entrada. O local contava com uma decoração de muito bom gosto com piso em madeira, poltronas em couro, detalhes em tijolos aparentes. Tapetes e cortinas vermelhas, lustres e objetos com ar de antiguidades emprestavam ao ambiente, elegância e sofisticação mas sem tirar o charme e o clima aconchegante. Mu escolheu um lugar em um recanto mais reservado e acomodaram-se juntos em um sofá.

- Vamos ficar um pouco por aqui. - Mal sentou e pegou o menu que estava sobre a mesa - Preciso de doces, Shaka. É urgente!

- Mas você já comeu três alfajores hoje, sem falar na sobremesa quando almoçamos.

- Eu sei, mas ainda não estou satisfeito.

- E já vi que se tratando de doces nunca fica. - Shaka sorriu encostando-se de um jeito relaxado no sofá, estava cansado, não costumava andar tanto quanto naquele dia.

- Não mesmo, sem falar que esse doce daqui é muito bom! Acho que vou levar algumas caixas quando voltar. Não me importaria se tivesse que comer apenas alfajores para sobreviver!

- Eu sei que não, mas também precisa tomar cuidado, pode acabar ficando doente por isso.

- Shaka, o que não mata, engorda!

O loiro levou a mão até a barriga do namorado, em ma carícia leve, como se procurasse algo ali.

- Droga, acho que preciso começar a me preocupar então!

Os dois riram e após algum tempo Mu conseguiu decidir o que queria: Sorvete, em uma quantidade um pouco exagerada e diferentes sabores. Não conseguia resistir, era uma tentação. Shaka também começava a cair nas garras adocicadas quando Mu lhe servia algumas colheradas, tinha que segurar toda a vontade de agarrá-lo ali mesmo e misturar o sabor do beijo com o sorvete.

Quando a taça já estava no final foram surpreendidos por Milo, que chegara com Aiolos e Aiolia. Os três não hesitaram e juntaram-se ao casal.

- Eu já estava indo pro quarto, mas quando o Aiolos disse que esperaria o Saga aqui e vimos vocês dois... Não resisti! - Falou Milo roubando a colher da mão de Mu e servindo-se de uma parte dos restos mortais da sobremesa, deixando um ariano emburrado.

- Ei, isso é meu! - Pegou o precioso objeto metálico de volta – E o que está fazendo aqui? Achei que estava com o Camus...

- Estava, fui na aula mas quando sai de lá o Aiolia me ligou, falando que havia saído mais cedo do trabalho. Ficamos um tempo por lá jogando Playstation, e quando o Aiolos disse que estava vindo pra cá, viemos juntos. Mais tarde vou sair com o Camus, preciso tomar banho ainda... Vocês querem ir também?

- Pra um lugar barulhento, com cheiro de cigarro, música ruim e um monte de gente se agarrando? Não, obrigado!

- Se os outros vão se agarrar também eu não sei, mas eu...

- Tá, tá, Milo, já sabemos!

Todos riram e continuaram a conversar. O lugar não estava cheio, mas também não estava completamente vazio. Duas crianças corriam pela sala, até que uma delas decidiu tomar lugar em um banco e apertar com a palma da mão o instrumento à sua frente. O som foi rapidamente conhecido por Shaka.

- Mu, tem um piano aqui?

- Tem sim. O barulho foi uma garotinha que sentou lá, mas tem um homem, que deve ser o pai dela, que está tirando-a de lá, por que?

- Me mostra onde ele está? - Sabia a direção onde ele estava pelo som que ouviu, mas não se arriscaria esbarrar em outras mesas até alcançar o instrumento.

Mu ficou um pouco confuso e constrangido em perguntar o que ele queria com aquele piano. Como não queria contrariar ou ser indelicado, fez o que o outro pediu, caminhou segurando a mão dele até o instrumento, ignorando Milo que o chamava de volta.

- Aqui está...

Shaka sorriu como uma criança que acabara de encontrar o presente que tanto queria debaixo da árvore de Natal. Sentou no banquinho e dedilhou algumas teclas, depois percorrendo o belo piano de cauda com as mãos, até encontrar o relevo que mostrava sua marca.

- Yamaha... - Sorriu, aprovando o instrumento, tocando o teclado mais uma vez e se posicionando de forma mais confortável.

- Shaka, desde quando você...

Mu parou a pergunta pela metade quando os dedos finos e hábeis iniciaram as primeiras notas e acordes. Aquilo era realmente uma surpresa para ele. Haviam conversado sobre tantas coisas nos últimos dias mas não fazia idéia que o loiro tocava piano.

O rítimo lento e compassado aos poucos foi ficando mais alto e chamando a atenção dos outros presentes no recinto. Até mesmo Milo e Aiolia que não gostavam muito de música clássica, admiraram impressionados a melodia que Shaka tocava.

- Moonlight Sonata... Beethoven.(2) - Comentou Saga, que acabara de chegar e sentava ao lado de Aiolos, presenciado a cena, encantado. Era apaixonado pela música erudita, especialmente piano. Tentou aprender quando ainda criança mas nunca levou jeito para música, mas mesmo assim, sabia apreciá-la muito bem.

A melodia era suave, intensa, apaixonante. Shaka deixou que suas costas ficassem coladas ao peito de Mu, que estava por trás dele, acariciando seus ombros e cabelo. As poucas pessoas no lugar olhavam curiosas para o garoto que tocava com os olhos fechados, de forma emocionante e precisa.

Mu também acabou por fechar os olhos e respirar aquela música. Sentia a paixão com que o namorado tocava, alternando entre passagens mais calmas e outras mais fortes, sem perder o compasso ou errar alguma nota. A música o acalmava e o deixava com uma estranha sensação de felicidade completa. Talvez por saber que Shaka tocava para ele, mesmo que o namorado não tivesse dito. Podia sentir.

Para alguns a música parecia triste ou melancólica, no fundo, até poderia ser, mas nada tirava a beleza e paixão com a qual era executada. As últimas notas foram tocadas em um tom mais baixo até não serem mais ouvidas. O som foi substituído por palmas e até alguns assobios, da dupla dinâmica, é claro.

- Por que nunca me disse que tocava?

- Não disse? Pensei que havia comentado... Eu costumo ensinar música para as crianças na mesma escola que estudei, o piano é minha paixão.

- Eu... Não sei nem o que dizer, isso foi lindo!

- Foi para você... - Segurou a mão do namorado que o abraçava pelas costas, beijando-a – Quero te fazer um pedido, Mu.

- Depois disso tudo, pode pedir o que quiser! - Mu respondeu sorrindo, mas não conseguiu impedir que o coração batesse acelerado, estava curioso.

- Passe esta noite comigo, vamos dormir juntos, em meu hotel...

Shaka sorriu com a resposta sussurrada em seu ouvido e voltou a tocar. Desta vez era Canon in D, de Pachelbel. A melodia mais alegre, era uma das preferidas de Shaka. Não era difícil de ser tocada, mas nem por isso perdia sua maestria. Mu continuou abraçando-o e deixando que a mente divagasse no som daquela música mais uma vez. Pensou no quanto Shaka era talentoso, tocava o piano como um anjo tocava uma harpa. Cada momento com ele descobria novas coisas, como aquela. Imaginava que viver com ele seria sempre uma grande aventura, mas valeria a pena. Tinha o melhor namorado do mundo.


-
oOo-

- Por que a Marin não veio?

- Ela estava um pouco cansada e quando disse pra onde iríamos ela achou melhor ficar em casa. Acho que você vai gostar, tem um bar e restaurante no térreo e no segundo andar funciona a boate... Parece que agora abriu um lounge no terceiro andar também, não tenho certeza, faz bastante tempo que não vou por lá.

- Então quer dizer que o gatinho costumava mesmo frequentar esses lugares? Eu bem desconfiei daquela que nos arrastou no primeiro dia! Aliás, achei que acabaria agarrando o Mu!

- Digamos que minha turma da faculdade se reunia muito por lá... O lugar é bom, boa comida, boa música, boa bebida... Além disso você pode ficar agarrado com o Camus sem se preocupar.

- O que é a melhor parte! Mas você fugiu do assunto... E o Mu?

- Ele é bonito, mas parecia meio assustado aquele dia, não é o tipo de diversão que ele prefere. Além disso, eu não costumo me interessar por homens, embora já tenha provado... Falando nisso, por que ele não veio?

- Você ainda pergunta? Tenho certeza que ele não volta da saída com o Shaka hoje! Reparou que ele foi até de mochila?

- Claro. acho que nossos presentes serão usados hoje!

- Não, não, não... Não posso acreditar, eu criei um monstro! Não era pra usar aquilo, era só pra deixar o carneirinho constrangido! Se o Mu decide dormir com o Shaka, quem eu irei atazanar agora?

Aiolia mexeu os ombros com desdém e continuou a rir. Milo fingia-se indignado, mas ao mesmo tempo estava feliz por ver como o amigo andava alegre desde que conheceu Shaka, torcia de verdade para que ficassem bem e por isso mesmo preferiu não interferir na noite dos dois. Não insistiu e não fez (muitas) gracinhas quando o casal disse que preferia passar a noite em um lugar mais calmo.

Chegaram no bar um pouco antes da hora combinada e esperaram Camus por alguns minutos, mas não demorou para que ele aparecesse pontualmente, com Shura. Milo deu um selinho no ruivo e segurou sua mão, entrando no local, e garantindo uma mesa. Já estava um pouco cheio. Qualquer um que olhasse para Milo e Camus naquele momento pensaria que eram um casal em uma relação de longa data. O escorpiano com um jeito abobalhado e o aquariano com um sorriso de satisfação.

Camus pediu um vinho e propôs um brinde ao amigo, pelo novo emprego. Milo sentiu um pouco de ciúmes, mas apesar disso, entrou no clima.

- Aproveitando o clima de festa... Por que não passam o fim de semana conosco? Vamos para minha casa em Bariloche. Sairemos na sexta e voltamos no domingo, vamos? - Convidou Aiolia.

- É Cam... Vamos! Serão meus últimos dias aqui, quero que vá comigo... Você também deve ir, Shura, vai ser legal!

- Milo, eu não acho uma boa idéia, eu...

- Claro, vai ser um prazer. agradecemos o convite!

- Shura... - Censurou o ruivo.

- Poxa Camus, por que não? Não vejo problema nenhum ir com eles. Se estão convidando, você tem que mesmo que aproveitar e ir também.

- Eu trabalho... Se você não esqueceu...

- Isso não vai ser problema – Milo sorriu vitorioso – Eu já perguntei hoje ao Albiore se teria algum problema te liberar. E ele não se importou e disse que ficaria até feliz, já que você não anda muito bem...

- Você fez isso? Então foi por isso que resolveu fazer aulas com ele hoje?

- Bem, não foi só isso, mas aproveitei a ocasião, sabe?

- Milo... Quando eu te dei o direito de se meter assim na minha vida e decidir o que é melhor ou não pra mim?

- Hmm, acho que foi quando caiu desmaiado nos meus braços! - Os outros dois apenas riam dos amigos, até mesmo Camus estava rendido e sorria também. Já haviam mudado tanto um com outro, sem ao menos perceberem. Milo roubou um beijo do ruivo, segurando sua mão e pedindo com uma cara que seria impossível alguém negar. - Vamos? Por favor!

- Aiolia, tem certeza que não será incômodo?

- De jeito nenhum, muito pelo contrário.

- Viu? Diz logo que vai, Cam...

- Se você parar de me chamar assim... Talvez...

- Tá bom... Diz logo que vai, Cam-Cam!

- Milo... Seu...

Não teve tempo para responder, pois foi calado com um beijo. O aquariano já não sabia explicar porque as brincadeiras de Milo já não o irritavam, na verdade até conseguira fazer com que sorrisse. O escorpiano ainda tentava entender o que estava o atraindo tanto naquele francês, além de sua beleza, é claro.

Beberam mais vinho e jantaram. A conversa fluía muito bem no grupo. Aiolia e Shura estavam bem animados falando de diversos assuntos, menos aquele que tinham em comum: Aiolos. O grego fez questão de não dizer que ele também estaria em Bariloche, ainda não entendia algumas coisas e não queria estragar seus planos.

Camus e Milo alternavam entre conversar com eles e trocarem alguns beijos. Parecia haver um magnetismo muito forte em torno deles, já que não se desgrudavam. Se não estavam aos beijos, estavam de mãos dadas ou abraçados.

- O papo tá bom, mas acho melhor ir embora. Fiquei de passar na casa da Marin ainda hoje, se demorar muito não a encontro mais acordada.

- Já? - Perguntou Milo, indignado.

- Bom, vocês não precisam ir agora, Milo...

- Podemos ficar mais e te levo no hotel depois. A não ser que o Camus queira ir embora agora também.

- Não... Por mim tudo bem, Shura.

Após a partida de Aiolia, decidiram aproveitar um pouco a noite na pista de dança. Claro que o espanhol estava se sentindo um verdadeiro castiçal ali, então logo tratou de fugir enquanto os dois estavam distraídos demais. Iria se divertir um pouco também e só depois, encontraria o casal.

Camus rapidamente entendeu de onde vinha a facilidade de Milo para a dança. Ele deixava ser dominado pela batida contagiante da música e movia seu corpo de forma extremamente sensual. O francês ficou entorpecido. Se era o jogo de luzes, a beleza que aquele grego exalava ou o efeito das taças de vinho que havia bebido, ele não sabia; Mas sem raciocinar muito, encaixou os polegares nos anéis do cós da calça de Milo, espalmando suas mãos pelo quadril do loiro e o puxando para um beijo de tirar o fôlego.

"Do you know what you started? I just came here to party, but now we're rocking on the dance floor, acting naughty. Your hands around my waist, just let the music play. We're hand in hand, chest to chest and now we're face to face" (3a)

Aquilo estava longe de ser um tango, mas Milo passou os braços pelos ombros do francês e começaram a dançar juntos, em uma perfeita sintonia. As mãos do grego bagunçavam os cabelos ruivos ao segurá-los forte, línguas brincavam, pescoços eram marcados, os corpos se esfregavam com cada nova batida da música. Estavam alucinados, nem sabiam dizer quando deixaram o meio da pista e passaram a se atracar encostados em uma parede, em uma área escura e bastante atrativa para os casais.

"Baby, are you ready? Cause it's getting close... Don't you feel the passion ready to explode? What goes on between us no one has to know, this is a private show" (3b)

Camus estava sendo apertado contra a parede pelo corpo de Milo. Sentia as mãos dele tocarem sua barriga por debaixo da camisa e não fazia nada para evitá-as. Pelo contrário, retribuía com beijos na orelha daquele grego que o fazia perder todo o controle. Milo, cansado daquela barreira, abriu os botões da camisa do francês, afoito, deixando o peito alvo exposto. Muitos homens dançavam sem camisa no local, então aquilo não era nada muito fora dos padrões.

Não era a primeira vez que ficavam juntos, mas era a primeira em que estavam sozinhos e com uma certa liberdade para explorarem mais um ao outro, em um ambiente que permitia certas atitudes despudoradas.

Milo atacou os mamilos rosados do francês com a boca. Ora passava a ponta da sua língua de forma rápida, fazendo com que enrijecessem ainda mais, ora os beijava e chupava. O outro por sua vez, enterrava as mãos nas ondas daquela cabeleira loira, como se avisasse para que ele não ousasse parar com aquilo. Não é preciso dizer que os seus desejos foram atendidos por um bom tempo, até que desesperados, voltaram a procurar a saliva alheia para suprir a sede que dominava seus corpos.

"I wannatake you away, let'sescape into the music, DJ let it play. I just can't refuse it, like the way you do this, keepon rocking to it. Please don't stop the music" (3c)

Outras músicas se passaram mas eles já não ouviam nada. Nada além dos sussurros, gemidos e até mesmo algumas frases sugestivas recheadas de maldade. As mãos não apenas abraçavam, mas também tocavam mares ainda não desbravados. Camus já havia arrancado a camiseta de Milo (descobrindo que o piercing em sua sobrancelha não era o único), e agora era ele quem encurralava o grego na parede, deixando sua mão escorregar para o membro dele, sobre o jeans. Parecia até que haviam esquecido completamente onde estavam. Só quando o ruivo sentiu outras mãos o abraçarem pelas costas, e lábios tocarem seu rosto, que voltou a realidade. Milo abriu os olhos para entender por que ele havia parado, por que apareceram braços entre os dois e o que prendia suas mãos nas costas de Camus.

- Quanta indecência!

Milo ficou indignado. E o maldito espanhol ainda sorria enquanto abraçava o seu ruivo! Se fosse outro com certeza teria arrumado confusão, mas não o fez por respeito à Camus. Alias, o ruivo parecia está achando aquilo divertido demais, pois sorria bastante.

- Fala logo... Para vir aqui desse jeito, deve precisar mesmo falar conosco!

- Só queria dizer que não precisam ficar aqui, podem ir pra algum lugar que fiquem mais a vontade, se é que me entendem... - Os dois ficaram levemente corados quando se deram conta que realmente não estavam no lugar ideal para o que estavam quase fazendo – Eu pretendo ficar aqui algumas horas ainda, digamos que o lounge no terceiro andar está interessante...

- Por mim... - Camus respondeu e olhou de forma bastante sugestiva para Milo – Quer ir para outro lugar?

- Não seria uma má idéia... - Riu, dando-lhe um selinho e voltando a falar com o espanhol. - Eu que tenho um trabalho danado seduzindo ele, e você quem o convence assim? Valeu, cara! Se não estivesse com o Cam te daria um beijo! Serio mesmo e... EI!

Milo não acreditou quando viu Camus rir do seu comentário e levar uma mão até a nuca do espanhol, que ainda o abraçava, arrancando-lhe um beijo. Mais surpreso ainda ficou quando foi puxado pelo ruivo, juntando-se aos dois em um beijo triplo. Não foi um beijo rápido, mas não muito demorado também. Em um determinado momento, viu que a língua de Camus não estava mais lá e sim em sua orelha, mas continuava a beijar o espanhol. Quando o ruivo decidiu que já era o bastante, separou os dois, roubando os lábios de Milo para seu uso único e exclusivo novamente, com um beijo rápido.

- Pronto, já agradeceu... Agora se manda, Shura!

- Amanhã nos falamos. Aproveitem a noite! - E com um selinho em casa um deles sumiu pela multidão que tomava a pista de dança, deixando um escorpiano confuso.

- Camus... Pode me explicar o que foi isso? Tem certeza que não bebeu demais?

- Absoluta. Agora acho melhor arrumar a roupa e ir embora. Já disse que o Shura é um grande amigo, nada mais. Ele gosta de se divertir e é o que estamos fazendo, não é? Não temos nada sério e não pretendemos ter, então relaxe. Aproveite e divirta-se, sem fazer muitas perguntas – Camus sorriu e o beijou mais uma vez – Minha casa ou seu hotel?

- Tem razão... - Fingiu um sorriso, mas o fato é que as palavras de Camus o pegaram desarmados, como um balde de gelo derramado em sua cabeça – Vamos para o hotel, o Mu não dorme lá hoje.

Deram um último beijo antes de deixar o lugar, mas um beijo com um sabor estranho. Não tão afoito ou cheio de libido quanto os anteriores. Era quase que feito de cumplicidade. Milo pensava nas palavras de Camus, sabia que ele não disse para magoá-lo, apenas era reflexo de suas atitudes. Já o aquariano, apesar de se sentir envolvido mais que gostaria com tudo, sabia que as intenções do loiro não passariam de puro lazer e tentava se convencer e deixar claro que as suas também não. Sentia por estar perdendo o controle, mas era o tipo que preferia se arrepender pela oportunidade perdida. Depois se lamentaria quando o grego fosse embora, mas no momento, queria apenas aproveitar.

Arrumaram as blusas e deixaram o lugar de mãos dadas, pegando um taxi logo na saída. O caminho até o hotel foi feito em silêncio e sem beijos ou abraços, preferiam ser discretos. Assim ficou mais fácil para que cada um mergulhasse novamente nos pensamentos e no que estava acontecendo com eles.

-oOo-

- Já se apaixonou? Assim... de verdade?

- Uma vez... Mas por que pergunta?

- Queria saber o que estou sentindo...

O loiro sorriu e apertou o abraço. Estavam deitados na cama, em uma conversa e troca de carinhos.

- Acho que não sou eu quem pode te dizer isso. É estranho, estamos juntos há praticamente dois dias e sinto como se fossem dois anos. Eu sei o que sinto e o que quero com você, Mu... Mas palavras não são o meu forte nessas horas, eu prefiro agir e te fazer sentir esses sentimentos.

Entregaram-se ao beijo nada suave. Estavam juntos, se gostavam e se desejavam, era tudo. Mu sentia que podia confiar em Shaka e havia decidido que teria sua primeira vez com ele, mesmo sabendo que aquela relação poderia acabar com o fim da viagem. Ele já não se importava, sabia que aquele momento seria marcante pelo resto de sua vida e queria que fosse perfeito.

Shaka levantou a camisa de Mu, fazendo menção de tirá-la, mas o ariano rapidamente o afastou, protestando.

- Espera, ainda não...

- Mudou de idéia? - Sorriu, embora estivesse um pouco desapontado.

- Não... É que... Queria fazer algo antes... Fica ai!

Mu não teve tempo para reparar na expressão curiosa do namorado. Buscou sua mochila que estava sobre uma cadeira e apagou as luzes do quarto, deixando apenas o abajur junto da cama aceso. Shaka não estava entendendo, mas sentiu o ariano sentar na cama novamente, ouvindo o som da mochila ser aberta e algumas coisas jogadas sobre a cama.

- O que está fazendo?

- O Milo queria me irritar um pouco e me deu algumas coisas. Ele tentou me provocar com a idéia que eu... Você... Ahh, você sabe! - Estava totalmente vermelho e não conseguia entender como Shaka era capaz de rir tanto com aquilo!

- E o que te deu de interessante? Algemas, chicotes e algumas correntes? Seria bem legal...

- Até você???

- Ué, qual o problema? Não seria uma má idéia abusar de você enquanto estivesse preso e acorrentado... Poderia te escravizar para que atendesse todas as minhas vontades, o que acha?

- SHAKA! - E o loiro safado ainda ria, ou melhor, gargalhava.

- Não precisa ficar preocupado, sabe que eu não faria isso com você... - Voltaram a se abraçar, Shaka afagava o cabelo de Mu enquanto ele ainda resmungava coisas sem sentido -Pelo menos não sem você concordar primeiro. Mas um dia vou te convencer!

- Pervertido!

E em uma fração de segundos, os dois estavam rolando pela cama em uma pseudo briga. Mu beliscava e mordia o virginiano, que tentava sem muito sucesso (e força de vontade) se defender. Só pararam o momento infantil quando o ariano teve os lábios atacados por um beijo. Somente quando Shaka tentava arrancar sua camisa novamente, lembrou o que queria pegar em sua mochila. Afastou-se mais uma vez, mexendo mas suas coisas, fazendo Shaka respirar fundo, derrotado.

- Toma... - Segurou a mão do namorado, colocando sobre a palma três pequenos pacotes. O outro sorriu ao reconhecer aquela forma.

- Só três? Acho que vamos precisar de mais algumas...

- Quer parar, Shaka? Eu aqui morrendo de vergonha e você ainda faz gracinha?

- Eu não resisto, gosto de te provocar! Foi isso que o Milo te deu?

- Também, mas teve outras coisas. Eu não trouxe tudo, só o que achei importante: Camisinhas, lubrificante e um óleo para massagem. - Separou tudo, deixando sobre a mesa de cabeceira.

- Acabo de gostar ainda mais do Milo!

- Também trouxe isso aqui... - Estendeu um pedaço de tecido dobrado para Shaka – É um lenço daqueles que usamos como cachecol mais leve, foi o que achei que ficaria melhor para o que eu quero.

- O que quer? Por acaso acha que vai sentir frio?

Mu fechou a mochila e deixou que caísse ao lado da cama, conferiu mais uma vez onde havia colocado seus objetos preciosos e apagou a luz do único abajur ainda aceso, deixando o quarto na total penumbra. Beijou o rosto de Shaka e ajoelhou-se na cama, de costas para ele.

- Quero que me deixe vendado. Não preciso ver nada, quero apenas sentir como você sente... Quero me entregar à você como um igual, ou pelo menos tentar.

- Mu...

- Não fale nada... Faça!

Com a ajuda do ariano, dobraram o pano ate ficar na forma ideal para uma venda. Mu segurou os cabelos, levantando-os, para que ficassem livres quando o lenço fosse amarrado em seus olhos.

Se já não enxergava bem com a escuridão no quarto, agora então a sensação de cegueira era mais intensa. Era estranho, desconfortável, estava desnorteado. Shaka aproveitou que ele ainda estava na mesma posição e o abraçou por trás, encostando as costas do ariano em seu peito, fazendo com que repousasse a cabeça em seu ombro.

Espalhou alguns beijos no pescoço dele enquanto as mãos percorriam abdome e tórax de Mu. Um gemido abafado foi ouvido quando Shaka apertou seus mamilos e mordeu o lóbulo de sua orelha. Mu remexeu um pouco o corpo e dessa vez, permitiu que sua camisa fosse tirada, ou melhor, arrancada por Shaka.

Querendo revidar toda aquela provocação, o ariano virou-se e despiu também a camiseta do loiro, que sorriu malicioso. Os beijos ferviam o desejo. Eram molhados, quentes, frenéticos, quiçá indecentes. Mas eles não se importavam, pelo contrário, apenas aprofundavam aquilo tudo.

Camisas, meias e sapatos já estavam espalhados pelo chão do quarto. Shaka agora deitava Mu na cama e ajoelhava-se sobre ele, deixando o corpo dele entre suas pernas de forma que os quadris se encaixassem e o provocasse ainda mais quando movia-se de forma libidinosa. Não podia ver, mas sentia tudo de uma forma diferente, os toques pareciam queimar mais a pele e todos os sentidos estavam aguçados.

A respiração ficava pesada. Mu sentiu os lábios sobre os seus e intensificou o beijo, partindo depois para o pescoço dele. Podia sentir o aroma do shampoo cítrico nos seus cabelos, tão parecido com o que gostava de usar. Combinavam até mesmo nos simples detalhes. Ele podia até mesmo sentir o cheiro do suor que começa a brotar no pescoço do loiro, por trás da orelha, e o hálito mentolado quando ele arfava. Uma mistura olfatória que para muitos seria imperceptível, mas não para ele. No final, ele só poderia dizer uma coisa: Nem o melhor perfume do mundo seria tão bom quanto o cheiro de Shaka. Olfato...

A medida que os movimentos ficavam mais fortes e os beijos mais ousados. Entre os sussurros e gemidos abafados ou não, podia ouvir também o som dos corpos ao serem roçados, o ranger da cama e a respiração acelerada. Mas não era tudo. Rolando e invertendo as posições na cama, Mu encostou o rosto sobre o peito de Shaka e podia ouvir seus batimentos cardíacos, fortes e acelerados. Deslizou a língua pelo peito do virginiano, traçando caminho até o pescoço, onde mordiscou de leve enquanto posicionava-se melhor ao lado dele.

- Te quero... Inteiro...

Aquelas palavras soaram como música para os ouvidos do ariano, o deixando ainda mais excitado e ansioso para o ato. Os dedos hábeis de um pianista agora passavam pelo cós da calça de Mu, que nunca pensou que o som de zíper ao ser aberto poderia ser tão afrodisíaco. Especialmente se somado a isso estivesse as mãos de Shaka que além de acariciá-lo, despiam sua calça, deixando apenas com a roupa íntima e permitindo de imediato que o ariano tomasse a mesma atitude. Audição...

Corpos fervendo, já inebriados por seus cheiros, movimentos e sons. Deitados lado a lado continuavam com a prazerosa tarefa de roçarem seus corpos, ereções que eram separadas apenas pelo fino tecido das boxers. Era torturante, enlouquecedor, provocante. Como estar faminto e passar na frente do seu restaurante preferido, sentindo o aroma do melhor prato do local. Provavelmente você não conseguiria resistir, ainda mais, se descobrisse que não teria custos. Estava ao seu alcance, bastava apenas querer saborear.

Shaka tentava ser paciente e deixar com que Mu se acostumasse com calma ao que estava prestes a acontecer. Mas não resistiu muito quando o ansioso ariano arrancou sua cueca e a dele próprio, deixando-os livre de qualquer barreira. Completamente nus. Levou a mão até o membro rijo dele, manipulando-o e com a outra mão, segurou uma das mãos de Mu, levando até seu sexo, para que fizesse o mesmo.

Mu não sabia descrever, estava deliciado. Tocava Shaka com um pouco de receio e timidez no início, mas logo superou e não só repetia os movimentos, como também criava os seus. Se tivesse que escolher entre tocar e ser tocado, passaria o resto da vida em um dilema. As mãos livres de ambos também tratavam de explorar outras áreas, como costas, pernas e tórax, aumentando o prazer. Tato...

Julgando já ser o bastante, Shaka fez com que Mu deitando-o com as costas na cama mais uma vez. Deitou sobre seu corpo, fazendo com que abrisse as pernas e se encaixando entre elas. Tocou suavemente o rosto do tibetano, beijando-o ternamente, em seguida abandonando os lábios e lambendo todo seu rosto, orelha, pescoço, peito, mamilos, umbigo. Alternava entre lambidas e beijos, sentindo o sabor da pele do carneiro.

Chegando na altura do baixo ventre, percebeu que o outro abrira mais as pernas, em um convite mudo. Espalhou beijos pela parte interna da coxa e virilha de Mu, até segurar mais uma vez o membro dele. Passou a ponta da língua pela glande algumas vezes, antes de abocanhá-lo de vez, arrancando um gemido alto.

Sentia o gosto salgado, tão contrastante com o doce dos lábios dele, mas igualmente delicioso. Deixava que a mão ajudasse a dar prazer também, masturbando-o enquanto o massageava com a língua e lábios.

Mu não conseguia raciocinar, nunca em sua vida sentira tanto prazer. Forçava a cabeça do virginiano contra seu ventre, como se o loiro pudesse a qualquer momento parar com aquilo. E isso ele não queria. E parecia que Shaka também não. Passaram algum tempo naquela mistura de gemidos, lambidas e descontrole, até que sem resistir mais, Mu entregou-se a um orgasmo.
O loiro satisfeito por fazer o namorado sentir prazer, recolheu todo o gozo com sua língua, sorvendo-o. Engatinhou sobre Mu, beijando-o. Deitou a mão sobre o peito esquerdo, sentindo os batimentos acelerados, sorrindo. Parecia que ele estava em outra dimensão, não reagia aos beijos, o corpo relaxado. Surpreendeu-se quando Mu rolou na cama, trocando as posições e começou uma felação com ele também. Ele também queria sentir o gosto de Shaka. Paladar...

Apesar da inexperiência, Mu estava conseguindo agradar Shaka. E muito. Mas por mais que estivesse gostando, não queria ficar naquilo apenas, o corpo necessitava mais. Afastou o rosto dele com carinho, pedindo para que parasse com aquilo.

- O que foi? Fiz algo errado?

- Não, meu anjo... Pelo contrário! - Shaka segurou sua mão, beijando-a e lambendo um dos seus dedos – Onde guardou tudo.

- Em cima da mesinha, do lado esquerdo.

Mu não precisou perguntar mais nada. Acabara de entender porque ele havia parado e o que queria. Sentiu um frio na barriga, ainda tinha um pouco de receio, porém a vontade de se entregar era maior. Deitou-se, enlaçando a cintura do namorado, que já havia pegado o lubrificante e estava sentado, botando um dos preservativos e sentindo a mão de Mu afagar sua barriga.

- Tem certeza que quer?

- Não desistiria agora por nada...

Shaka esfregou o nariz na bochecha de Mu, beijando-a em seguida. Deitado ao lado dele, tocou o falo do ariano com uma mão, enquanto a outra abria o frasco do lubrificante, preso entre seus dentes. Espalhou uma generosa quantidade do produto em seu indicador e dedo médio, depois inserindo com cuidado o primeiro, abrindo passagem.

Era desconfortável, mas aos poucos sentia-se mais relaxado, com os movimentos que o dedo dele fazia dentro de si. Shaka ao sentir a tensão de Mu diminuir, junto com sua resistência, introduziu o segundo, ouvindo um gemido de prazer e dor. Sabia que aquilo deveria estar incomodando, mas fazia tudo que estava ao seu alcance para aliviar: Usava toda a calma que podia, mas definitivamente, aquilo não era nada fácil!

Quando percebeu que Mu já não protestava tanto, removeu os dedos, tocando uma última vez o membro dele, que já estava enrijecido novamente. Pegou o tubo do lubrificante, despejando mais um bocado na mão, passando em seguida na entrada de Mu e também no próprio falo, especialmente na ponta.

Tomou seu lugar entre as pernas dele e começou a penetrá-lo, lentamente. Lágrimas teriam escorrido pelo rosto de Mu se não fosse pela venda em seus olhos. Estava doendo. Muito. Shaka percebeu isso pelos gemidos dele e afastou um pouco. Mas quando o ariano percebeu o que ele pretendia, o segurou, apertando suas nádegas e levantou o quadril, forçando para que ele entrasse mais. Claro que o resultado foi doloroso, mas já estava feito.

- Mu... Temos todo o tempo do mundo, não precisava fazer isso. - Tocou a testa dele, suava frio e ainda gemia com dor. Ficou quieto para que o outro pudesse se acostumar com a invasão, apenas o beijava no rosto como forma de carinho e tocava seu membro, para que sentisse um pouco de prazer.

- Já... Passa... - Pelo menos era o que tentava acreditar! Aquilo queimava, era como se estivesse sendo rasgado ao meio. Por que não ouviu os conselhos de Milo sobre usar a pomada anestésica? Mas agora era tarde, bastava esperar e torcer para que aquilo ficasse, pelo menos, suportável. Shaka tentava acalmá-lo com beijos e fazer com que sentisse prazer mas não adiantava muito. Decidiu então que não esperaria mais, havia começado e iria até o fim, doendo ou não.

Mu o abraçou com as pernas, causando um novo incômodo, mas tentou abafar ao máximo qualquer som de dor, tentando também relaxar. Shaka, estimulado pelos movimentos de Mu, continuou a penetrá-lo e aos poucos o ritmo lento foi ganhando velocidade.

De fato, algumas estocadas depois a dor começava a diminuir, não por desaparecer, mas sim por ser somada a um prazer indescritível. Shaka não só o penetrava, mas também continuava a masturbá-lo e chupava seus mamilos.

Os gemidos aumentavam, podiam ouvir bem o choque entre os corpos pelo ato, os suspiros. Sentiam o cheiro exalado pelos corpos, cobertos pelo suor. Tocavam e eram tocados, mãos não paravam com as carícias por nenhum momento. Provavam o sabor exclusivo daqueles beijos, do corpo alheio.

Os sentidos aguçados ajudaram com que os dois logo estivessem estáticos. O único som ouvido era o da respiração, profunda. Estavam mergulhados na sensação de um orgasmo recém-atingido. Tudo agora estava tão calmo, tão perfeito.

Shaka afastou seu corpo, retirando o preservativo e jogando-o para fora da cama após um nó. Mu sentiu um vazio quando os corpos foram descolados, mas sabia que era momentâneo, logo mais poderiam repetir aquilo. O loiro puxou o ariano para junto de si, aninhando-o em seu peito. Tocou o rosto dele e aproveitou para arrancar sua a venda, enquanto o beijava, com cumplicidade.

Não precisaram falar mais nada. Apenas ficaram abraçados, deixando que o sono e o cansaço tomasse conta deles lentamente. O virginiano adormeceu primeiro, enquanto Mu o observava. Era apenas seus alguns contornos, já que o quarto estava bem escuro, mas mesmo assim não parava de olhar para aquele que era tão especial para si.

Podia não tê-lo visto durante todo o ato, mas descobrira que Shaka tinha o melhor perfume do mundo (e isso não vinha de nenhum frasco, mas sim do seu corpo). Que o som dos gemidos dele superavam qualquer obra prima dos grandes compositores da música clássica, da qual ele tanto gostava. Que as mãos dele eram capazes de fazê-lo viajar por outros mundos, tamanho o prazer que sentia. E descobrira também, que ele tinha um sabor único, e que nenhum alfajor com sorvete, calda de chocolate e chantilly, poderia sequer se igualar.


(1) O Museo Participativo de Ciencias - Dedicado à divulgação das ciências em forma lúdica e participativa, através de exibições interativas que incentivam a curiosidade do espectador e promovem a liberdade para o jogo e para o desejo do conhecimento. O museu está organizado em diferentes salas temáticas oferecendo, entre outras, a sala de Ondas e Sons, a sala de Óptica, a de Eletricidade e Magnetismo, e as de Mecânica, Percepção Visual, Conhece teu Corpo, Telecomunicações, Forças da Natureza e a Redação Periódico O Curioso. Eu não o conheço, mas descrevi de acordo com o que encontrei sobre ele.

(2) Moonlight Sonata, Uma referencia e diria que uma pequena homenagem para a fic Sonate au Clair de Lune, da Haina Aquarius-sama! Obrigada por deixar usar aqui, fofa! =*

(3) A música de fundo é "Don't stop the music", da Rihana... A cena estava pronta quando ouvi e não resisti, achei que encaixava bem... Vou deixar aqui a tradução.

A – "Você sabe o que começou? Eu só vim aqui para festejar, mas agora estamos dançando na pista de dança, agindo indecentemente. Suas mãos em volta da minha cintura, apenas deixe a música tocar. Estamos mãos a mãos, peito a peito e agora cara a cara."

B – "Querido, você está pronto? Porque está perto... Não sente a paixão prestes a explodir? O que acontece entre nós ninguém precisa saber, é um show particular."

C - "Eu quero te levar pra longe, vamos escapar entre a música, DJ continue a tocá-la. Eu não consigo recusar, com esse jeito que você faz, continue dançando assim. Por favor não pare a música."



Cafofo da Lhu:

Mais um... E finalmente um lemon por aqui (que não vou nem comentar... não foi como eu queria, mas saiu)! Não tenho muito o que declarar dessa vez, mas espero que não me matem! Ainda quero acabar essa fic um dia! Gostei de escrever este aqui... Espero que gostem de ler também!

Agradecimento especial pra Athenas de Aries... Que betou o capítulo dessa pseudo-ficwriter impaciente aqui! Obrigada amore! Agradecendo também minha querida Pandora. Solo por aturar os surtos e apoiar minhas loucuras e a Nath-Xuxu-Dragonessa... as always!

Também agradeço MUITO aos reviews do último capítulo: Thekinha, Pandora. Solo , Mussha, Condessa Oluha, Lyta Moonshadow, Athenas de Aries, Cristal Samejima (que me deu um desenho lindoooo), Dark Wolf 03, Julia, Leo no Nina, graziele e La Francaise! Obrigada!!! Como o ff . net andou maluco esses dias, não sei se todas as respostas e mensagens (pra quem n tava logado) foram devidamente enviadas... Mas quem n recebeu só avisar que mando outra vez!

Traduzindo a música-título: "Seus olhos se fecharam".

E sim... Deixem review, please! Ando numa fase que realmente preciso saber o que estão achando da fic... seja positivo ou negativo! Sei lá, acho que o último capítulo não agradou muito...

E o cafofo está calmo hoje... Já que perceberam que nossos douradinhos andam beeeem ocupados, hohoho... Deixarei maiores comentários no blog depois...!

Beijos e até o próximo capítulo!


Lhu Chan
Março de 2009