Olá pessoal! Passando para deixar mais um capítulo e pedir desculpas pela demora... É que estou preparando minha mudança para o Nordeste e quase não tenho tempo... Mas prometo: Assim que tudo estiver em seus conformes novamente, não vou atrasar de novo.
Muito obrigada a todos pelas reviews, de coração.
Espero que gostem!
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Pool 12 – Pagando o preço.
Tocou a face do garoto.
"Oh Droga! Ele está ardendo em febre!!!"
Pensou. Estava realmente assustado. Será que machucara Naruto a tal ponto?
Precisava acordá-lo.
Bateu o medo... O pavor, melhor dizendo...
Tocou-lhe o rosto levemente e chamou seu nome. Sem resposta.
— Naruto...
O sacudiu levemente, prestando atenção na marca de seus dentes na pele bronzeada.
— Naruto... Acorde...
Os olhinhos se mexeram. Abriram-se num azul fraco, como um céu de inverno.
— Otou-san...
Começou a chorar.
— O que foi Naruto? Preciso que me diga o que está sentindo!
— D-dor...
Sussurrou. Minato aproximou-se e perguntou-lhe baixinho:
— Onde?
— No corpo todo...
Pousou a mão sobre a testa do garoto e notou que a temperatura estava mais alta do que imaginara.
— Preciso que me diga se está tudo bem... Está me vendo?
— H-hai ...
— Esta sentindo suas pernas?
— Hai... E-eu acho que tô bem... Só... Dói...
— Onde dói, Naruto?
— Lá e.. aqui.
Bateu a mão sobre o coração e chorou. Minato entendera o recado.
— Fique aqui. Vou buscar um remédio e gelo...
Naruto apenas fechou os olhos. Nem se quisesse poderia sair dalí agora.
Minato desceu as escadas depressa. Se Naruto não melhorasse, chamaria Jiraya. Era o único médico confiável no momento, além de amigo confidente de longa data.
Pegou o necessário e voltou para o quarto. Doía em seu peito ver Naruto daquele jeito.
— Naruto...
Sussurrou. O garoto abriu os olhos e aceitou o copo e comprimido que lhe eram oferecidos. Ingeriu o remédio e se deitou de costas para Minato.
— Perdoe-me...
Abraçou as costas do garoto e deitou sua cabeça sobre o corpo infantil.
— Por que fez aquilo?
Naruto indagou num sussurro aquilo que o estava machucando.
— Por que... Por que... E-eu... Fiquei louco! Eu não consegui me conter ao ver aquele monstro o sujando.
— Por favor, não fale de monstros...
Disse baixinho.
— E-eu... Não sou um monstro, sou?
Perguntou. Naruto apenas gemeu dolorosamente, como se quisesse gritar "Não só um monstro, mas sim o próprio demônio.". Sentiu Minato o acariciar os cabelos.
— Só queria entender por que você cedeu a ele...
— Por... Por que... Eu não estava pensando direito e... Eu simplesmente...
— Tudo bem... — interrompeu o pai — Chega Naruto... Já basta.. Você não tem culpa de ser tão ingênuo..
Naruto sorriu. Sentia que tudo ficaria bem.
Ficou ali, acariciando o filho até que este adormecesse. Estava se sentindo tão mal! Precisava conversar com alguém que não fosse recriminá-lo ou denunciá-lo.
Levantou-se e foi até o telefone. Discou um número conhecido.
— Hai...
Disse uma voz preguiçosa do outro lado da linha...
— Sou eu.. Pode vir aqui?
— O que aconteceu?
— Dessa vez é algo muito sério.
— Matou alguém?
A voz apresentou um sadismo incomparável.
— Não. Pior.
— ...
— Estou esperando.
— H-hai...
Desligaram. Minato foi para o seu quarto. Teria que se aprontar espiritualmente para quando Jiraya chegasse. Sabia que escutaria uma boa lição de moral, mas ao menos valeria à pena. Precisava falar com alguém, pedir ajuda.. Naruto estava doente e se não melhorasse, Minato se culparia pelo resto de seus dias. Pensou em Kushina. "Droga!" Como diabos contaria para ela o motivo de Naruto ter adoecido de uma hora para outra? "Ah, sim! Ele está doente por que eu o forcei a fazer sexo comigo!"
— Droga, droga, droga!
Praguejou consigo mesmo.
— Otou-san...
Disse uma voz fraca, rouca e ao mesmo tempo macia.
Minato voltou-se a escada e pôde ver Naruto pálido, desfalecendo. Se não tivesse corrido e o segurado, o garoto haveria caído escada abaixo. Agora Naruto estava em seus braços, apagado.
Desesperado, Minato assentou-se na escada com Naruto em seu colo.
— Naruto... Naruto... Acorda...
O tocou a face e pôde perceber que já não havia mais febre. Naruto estava melhorando.
Respirou fundo e acalmou-se. O acariciou a face e sentiu que sua respiração voltava ao normal aos poucos enquanto os olhinhos azuis do garoto abriam-se.
— Otou-san...
— Não se esforce, Naruto... Apenas me diga o que está sentindo...
— Estou tonto... Acho que... Preciso dormir mais...
Minato levantou-se e levou seu filho até o quarto, colocando-o sob os edredons novamente.
Beijou-lhe a testa e ficou ali ao seu lado, acariciando a face adormecida até que a campainha tocasse. Levantou-se de súbito e passou as mãos pelos cabelos nervosamente. Era seu "conselheiro".
Desceu as escadas e quando abriu a porta, não disse uma palavra. Jiraya entrou e só então foi abraçado por Minato, percebendo claramente seu desespero através do gesto.
— O que foi dessa vez?
Perguntou com voz macia, confortando Minato e ao mesmo tempo passando-lhe toda a confiança possível. Apertou-lhe dentre seus braços e Minato deixou-se chorar. Jiraya bateu a porta com o pé.
— E-eu.. O machuquei.. Eu não pude resistir, nem na piscina, nem no quarto, nem agora há pouco! Eu estou desesperado! E agora ele está apagado lá em cima! Eu não sei o que fazer!
Dizia, chorando feito criança, desesperado. Jiraya o levou até o sofá e se assentaram. Acariciou-lhe a face e disse:
— Você não está falando coisa com coisa Minato... Me explica... Quem você machucou? O que... você fez?
Minato tremeu levemente. Jiraya o confortou e encorajou acariciando-lhe as costas.
— N..Naruto...
Jiraya arregalou os olhos e empalideceu.
— Minato... Não... Está me dizendo que... que...
— Sim, eu estou.
Chorou como criança.
— Minato... Como pôde...
Jiraya disse enquanto tentava inutilmente não espantar-se diante daquilo.
— E-eu... Não sei... Só quis... Amá-lo!
— Kushina sabe?
— Claro que não! — exclamou com os olhos arregalados — Por isso te chamei.. Não sei o que fazer!
— Calma... Vamos olhá-lo...
Subiram as escadas rapidamente e adentraram o quarto do garoto. Naruto permanecia apagado. Jiraya o tocou a testa e sorriu.
— A febre já abaixou.. Tenho que ver os estragos que você fez nele... Reclamou de alguma dor interna?
— Não.. Não isso...
Jiraya despiu Naruto que permanecia adormecido e o examinou. Não estava muito maltratado, exceto pela mordida no ombro.
— Se eu fosse você, não deixaria Kushina vê-lo nu nem banhá-lo pelas próximas semanas... Ela pode perceber a violação, levando em conta que também é médica... Não quer levá-lo à clínica para uns exames?
— Não.. Já basta de tanto sofrimento para ele, Jiraya...
Depois de vestir Naruto, Jiraya levantou-se e acariciou-lhe a face, beijando-lhe a testa e indo em direção à Minato, que já se encontrava na porta do quarto.
Sentiu braços ao redor de seu peito e uma cabeça em seu ombro. Ouviu sussurros delicados:
— Não se preocupe. Ele ficará bem. Pode contar comigo para o que precisar. Mas me diga... Você o ama? De verdade ou foi apenas desejo?
— Eu o amo... Mais que Kushina, mais que à mim mesmo!
— Entendo... Espero que tudo fique bem. Quando ela chegar, invente uma desculpa que esqueceu algo e quando voltou ele estava assim, com febre...
— Hai...
— Por que fez isso? Ele não.. consentiu?
— Não foi isso... — começou a chorar novamente — E-eu e.. ele, nós já estávamos relacionando assim quando...
— Então por quê?
Inquiriu Jiraya. Minato o puxou pela mão para seu quarto e passou algum tempo com ele, contando tudo o que fizera, desabafando.
Ao menos tinha a discrição de Jiraya e sua amizade verdadeira de longo prazo. Era o único amigo de verdade, e o único que lhe compreendia e ajudava. Sempre.
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Finalmente mais um! Beijinhos pra vocês!
