Passando rapidinho pra deixar mais um capítulo...
Desculpem a demora, mas acho que sabem como é uma época de viagens...
Obrigada pelas reviews!
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Pool 13 – Medo, Rejeição
Naruto abriu os olhos. Já era noite. Tentou se levantar e com muito custo o fez. Caminhou em passos lentos até a janela e observou a rua. Itachi estava chegando de mãos dadas com Sasuke. Sorriam. "Será que... Ele já esqueceu?" Pensou. Pegou o celular e discou aquele número. O viu olhar em direção à sua janela e atender.
— Itachi...
— Olá Naruto... O que manda?
Sua voz era fria, como se estivesse falando com um completo estranho.
— Un... Nada.. Só liguei pra saber como está...
— Com dois dedos quebrados, mas estou bem..
Disse, enquanto abanava a mão direita em direção a janela de Naruto.
— Huh... Peço que me desculpe..
Disse Naruto, com a voz melancólica.
— Tudo bem... Não tem problema... Acontece.
— Certo... Queria saber se tem um tempo livre pra conversar...
— Ahn... Acho que não... Aliás, acho melhor não.. Sabe, Naruto.. Foi bom o nosso curto período de amizade, mas... Não posso cometer mais erros como este... Gostaria que apagasse meu número de sua agenda... Sabe, só pra não ficar chato.. Não quero mais problemas, nem pra mim, nem pra você, certo?
Naruto ficou estático e apenas concordou com um murmúrio.
— Então.. Tudo bem... Preciso desligar.
Bateu o telefone na cara de Itachi e voltou para a cama. Justo seu único apoio havia tomado rumo.. Agora, pra piorar!
Deixou-se chorar, até uma bela hora, quando sua porta abriu e Minato adentrou. Trazia com ele alguns remédios e alguns doces.
Quando viu o filho com marcas de lágrimas na face, assentou-se ao seu lado e perguntou:
— Por que está chorando?
Naruto hesitou. Era melhor responder agora do que seu pai ficar sabendo por terceiros.
— E-eu... Liguei para Itachi e ele... Me disse coisas ruins. Não quer mais me ver...
Dizia com o rosto abaixado. Esperou pela agressão, que não veio. No lugar dela, um abraço. Um abraço forte e palavras...
— Por favor... Não... Por que fez isso?
— Por que era a única pessoa com quem podia contar...
— Não Naruto! — falou um pouco mais alto — Tem a mim também! Acima de qualquer um... Eu sempre estarei com você.
— Promete que... — escondeu a cabeça contra o pescoço de Minato — Nunca mais vai me maltratar, me machucar?
Minato sentiu-se querer chorar. Segurou a barra.
— Não apenas prometo... Eu juro, Naruto... Juro.
E então, o loirinho agiu seguindo seu coração: Levantou sua cabeça e uniu seus lábios aos de Minato, num beijo tímido, manhoso, com lágrimas.
Minato trouxe o corpo do garoto contra o seu e permaneceram ali, apenas em toques sutis até um barulho invadir o ambiente. Era o telefone.
— Volto logo...
Disse, deixando Naruto na cama com seus doces e seus remédios, os quais ele fez questão de tomar e saborear.
Pouco tempo depois, Minato voltou sorrindo. Assentou-se ao lado de Naruto que acabava de colocar uma bala de goma na boca e disse:
— Sua mãe disse que chegará tarde, ou quem sabe só voltará amanhã...
Naruto em sua inocência sorriu e abraçou Minato.
— Dorme comigo então?
— Claro.
Aquele pedido de Naruto era uma ordem para o loiro mais velho.
No peito do garoto, o medo ainda se manifestava, fazendo-o pensar se deveria ter contado da rejeição de Itachi. Talvez Minato faria o... favor de matá-lo. Ou ceifar-lhe a vida, deixando o moreno fugir. Cortá-lo em pedacinhos e depois se matar. Ficou tenso nos braços do mais velho, que, como se lesse seus pensamentos, disse:
— Não se preocupe... Não quero fazer mal à você. E Não, não vou matar ninguém... Só pretendo ficar ao seu lado.
Naruto sorriu. Se Minato havia confessado seu próprio crime para sua vítima, certamente era confiável. E acima de tudo: Era seu par, seu amor. Sim, Naruto não tinha problemas em assumir seu amor por Minato.
Minato o abraçou.. Sim, estava arrependido e muito, mas essa era uma cicatriz que só o tempo poderia apagar. E sim, havia sentido medo de uma possível rejeição. Pensar que Naruto era tão doce a ponto de perdoá-lo o fazia sentir-se totalmente culpável. Porém, tinha apenas uma certeza: Se amavam no mesmo grau de intensidade, e isso, era mais forte que qualquer erro, tornando todo e cada perdão inevitável.
E ao mesmo tempo que sentia-se jogando Naruto no fogo, sentia-se bem, salvando-o de mentes perversas como Itachi. Sentia-se protegendo o que era seu, garantindo a integridade de Naruto, mesmo que também se sentisse a destruindo aos poucos.
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Algum tempo se passou e ambos estavam comendo bala de goma e vendo filme de terror quando a campainha tocou. Minato deixou Naruto no quarto e desceu lentamente as escadas, abrindo a porta sem olhar.
— Minato..
Disse a voz de seu melhor amigo. Ele olhou do chão para a face de Jiraya e sorriu.. Aquele sorriso brilhante que dizia claramente "está tudo bem". O abraçou e disse:
— Ele me perdoou...
Jiraya correspondeu o abraço e disse algumas palavras de conforto, sendo convidado para entrar em seguida.
— Vim ver se estava tudo bem e trazer isso para Naruto.. Talvez você possa precisar, no caso das dores ficarem fortes demais para ele..
Entregou a Minato um frasco de comprimidos. O loiro pegou e o abraçou novamente.
— Obrigado por estar aqui..
— Não precisa agradecer.. Eu sempre estarei ao seu lado, Minato.
Confortou o amigo, que se afastou apenas um pouco, acabando por ficarem face à face, como há algum tempo, quando não eram casados nem tinham filhos.
— Minato...
Jiraya hesitou, e Minato disse:
— Apenas... Esqueça..
Uniu seus lábios aos do amigo num selo terno. Seus corações dispararam como em todas as vezes que faziam aquilo. Jiraya permitiu que a língua de Minato adentrasse sua boca e deixou que a sua brincasse com a dele. Estava com saudades. Muitas.
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Depois de algum tempo, Minato voltou para o quarto e encontrou Naruto conversando alegremente ao telefone. Franziu o cenho. Será possível que Itachi era tão descarado assim?
— Hai, okaa-san... Pode deixar.. Um beijo pra você também...
Desligou. Minato suspirou aliviado. Era apenas Kushina.
— Ela vai ficar no hospital...
Disse o garoto sorrindo, enquanto dava espaço ao mais velho sob seus edredons.
— Eu sei...
Disse, selando os lábios do mais novo.
Voltaram ao filme com a idéia de que as coisas estavam se acertando em mente. Até que enfim não tinham grandes problemas.
Podiam sentir: O romance reverberava entre eles, mais alto e forte que os problemas que antes dominavam a atmosfera.
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See Ya!
