Então, aqui vai a nova trama Wincest...
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Reações – Crisis
Dias depois dos fatos ocorridos em Winchester, cortavam agora a estrada de South Dakota para Illinois. Fazia calor. Ambos estavam curtindo muito o momento pelo qual passavam. Era diferente. Estavam se entendendo cada vez melhor e se descobrindo a cada vez que se deitavam. Sim, estavam se deitando todas as noites, regados a vinho, White Label ou a si mesmos. A estadia na casa de Bobby não foi de todo ruim. Pra falar a verdade, a única coisa que não foi, foi ruim.
O sol fazia a estrada brilhar, fazia Sam dirigir mais rápido e Dean o olhar lascivamente, aproveitando o brilho de sua pele e o leve bronze que adquirira ajudando na pintura da casa de Bobby. Estava quase o fazendo parar o carro para continuar com aquela aposta que não tinha ganhador definido até hoje. Queria desempatar, não só pela aposta em si, mas pelo momento. Por ser Sam, o seu Sammy. Quente, provocante, inocente.
Se aproximou do mais novo que dirigia calmamente e lambeu-lhe a linha do maxilar. Sam voltou-se ao mais velho com o cenho franzido:
― Não vê que eu estou...
Antes que terminasse de falar, Dean havia atacado seus lábios. Desacelerou o carro e curtiu aquele momento, aquela língua dominando a sua, o fazendo esquentar ainda mais. Não, não era a temperatura aumentando. Não tinha a ver com o clima. Era Dean quem o estava deixando quente.
― Dean...
Gemeu entre o beijo e o mais velho se afastou. Sorriu de lado e alfinetou:
― Cuidado Samantha... Não vai ser legal se você bater o carro...
Olhou para o mais velho com a típica "cara-de-bunda" e resolveu deixar pra lá. Não estava à fim de render assunto com Dean, ou o dominaria ali mesmo, para fazê-lo se calar. De uma forma ou de outra o faria se calar. E na pior das hipóteses, o arrastaria para o banco de trás e o faria esquecer o próprio nome.
Continuaram trocando cantadas, toques e alfinetadas até a entrada de Crystal Lake, onde resolveram ficar quietos, devido ao grande número de pessoas e a necessidade de encontrar a bendita rodoviária, onde Shane Malcov certamente os estaria esperando.
Não demoraram em "concluir a tarefa", e quando deram por si, Sam já havia estacionado. Agora era só esperar o bendito Malcov os encontrar. A cidade era bonita, arborizada e limpa. Um ambiente claro, com muitas casas bonitas. Organizada e com muitas lojas também. E o mais bonito: Lagos e um grande lago. Tudo que alguém que deseja uma vida normal pode querer.
Um 4X4 parou ao lado deles, e dele, desceu um cara de mais ou menos 24 anos. Seus cabelos eram castanhos ou loiros, acima dos ombros, com mechas naturais. Tinha os olhos verdes mais penetrantes e inquisidores que ambos os Winchesters já haviam visto. Dean saiu do carro.
― Dean Winchester?
Perguntou o estranho. Sua voz grave fez Dean o olhar diretamente nos olhos, como se fosse um rei ou algo do tipo.
― Sim. Quem é você?
― Frank Malcov, irmão de Shane. Vim guiá-los.
― Olá Frank.
Dean estendeu-lhe a mão e se cumprimentaram formalmente. Sam fez o mesmo e voltaram para o carro em seguida.
Estradas afora, seguiram para os arredores ao norte da cidade. Por volta de vinte minutos e lá estavam eles: Certamente era o "vale das fadas". Nunca haviam visto uma mata tão bonita e promissora quanto aquela. Havia flores espalhadas aqui ou ali, um pouco de neblina pelo horário (sete da manhã)... Enfim: A "floresta" se auto-explicava encanto.
Andaram mais um pouco por uma estrada de terra e lá havia uma casa com o exterior em madeira branca. Mais um carro grande e uma moto estavam parados lá. O telhado era perfeito. Aquilo estava encantador demais.
Frank estacionou e desceu, gritando algo em seguida. Sam estacionou também e desceu do carro, sendo acompanhado por Dean.
De lá de trás do que supostamente seria uma garagem, surgiu um outro cara. Alto, com os cabelos loiros e ondulados, também com reflexos, presos num rabo-de-cavalo preguiçoso. Trajava apenas um jeans batido e um tênis caro. Tinha um pouco de tinta branca em algumas partes do corpo. Andava tranquilamente, como que dando tempo aos outros de pensarem como agir.
Aproximou-se do outro e foi devidamente apresentado:
― Este é Shane, meu irmão mais velho. Foi ele quem ligou para vocês.
Estendeu a mão para os garotos e foi cumprimentado formalmente.
― Oi.. Sou Shane Malcov como já devem imaginar.
― Oi Shane... Este é o meu irmão Dean.
― Então você é Sam... O cara que atendeu ao meu telefonema?
― Sim, sou eu.
Mais uns minutos de conversa jogada fora e apresentações dos problemas, do lugar e dicas de hospedagem do tipo "seria melhor se ficassem aqui", adentraram a casa. Era organizada até demais para dois homens que moram sozinhos.
Na sala de estar, havia uma TV de plasma na parede, um micro-system que não era nada de micro em baixo dela e uma guitarra. Na parede oposta, havia um sofá encostado, circundando o canto da sala. Imenso e bem gordo. Daria pra dormir ali durante dias sem sentir dor nas costas. Do outro lado da sala, havia uma mesa com um computador, um telefone e porta-retratos. Ao lado desta, havia um barzinho com aparentemente muitas bebidas. Um pouco à direita do mesmo, havia uma escada que dava certamente para os quartos.
Mais à frente, havia uma cozinha americana super-moderna e outro cômodo. Provavelmente um banheiro.
Foram apresentados à casa e todos se assentaram na sala, ainda conversando.
― Seria melhor se ficassem por aqui. O lago é bem perto e um trabalho de campo tornaria as coisas mais fáceis...
Argumentou Shane quanto ao que Sam disse sobre procurar um motel.
― Olha senhor Malcov...
― Shane, por favor.
― Ok... Eu também prefiro trabalhos de campo, mas se ficarmos aqui, certamente vamos atrapalhar sua rotina.
Nesse momento, Shane e Frank se entreolharam e sorriram. O mais velho disse logo em seguida:
― Se tivéssemos uma, mesmo assim não teríamos problemas.
E por fim, os Winchesters aceitaram ficar. Dean ainda tentou argumentar dizendo que fariam muita bagunça, mas não teve como. "Se descobrirem o tipo de irmãos que somos, provavelmente nos darão de presente à criatura do lago..." Pensou Dean, enquanto recolhia umas mochilas.
Shane o observava de longe. Havia voltado ao trabalho de "pintar a casa".
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Continua...
Pois é.. Não disse que Wincest sempre dava frutos?
