Bom, passando pra deixar mais um capítulo de Crisis. Não sei se está tendo boa aceitação e até pensei em parar, mas como quase nunca deixo uma coisa no ar, vou tentar terminá-la...

Obrigada aos que seguem e mais ainda aos poucos que deixam reviews...

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Saiu do carro sorridente. Frank até era um cara legal... Sabe, tinha assunto, falava sobre tudo, conhecia todos e brigava com quase todos. Sabia ser mau na hora certa e sabia ser bom quando era necessário. Era o típico irmão-mais-novo-perigo. Era como uma bomba. Ora era inofensivo ora era perigoso como radiação. Marcante. Marcava. Malcov.

Desceram com todas as coisas e foram direto até a cozinha. Shane estava lá com uma garota loira bem simples até, do tipo "a dona-de-casa perfeita" e uma morena estilo cowgirl. Ambas foram apresentadas à Dean.

― Lei e Sally, amigas de infância.

Shane estava sorridente demais. Mas também com aquelas beldades... Dean cortou sua linha de pensamento. Tinha mais o que fazer.

― Hey Shane... Sabe onde tá o Sammy?

― Ele subiu faz um tempo.

Dean largou os pacotes e subiu as escadas, indo para o quarto. Abriu a porta e encontrou Sam deitado. Estava coberto e no escuro. Dormia. Havia uma terceira pessoa, a qual Dean reconheceu de imediato.

― Cas?!

― Dean...

O anjo sorriu cordialmente. Dessa vez, tinha uma expressão mais fechada que o normal na face límpida...

― O que tá pegando Cas? Por que tá com essa cara?

― Precisamos conversar Dean... É algo bem sério. E se eu fosse você, se assentava.

― M-mas.. O que pode ser tão sério assim?

O anjo apontou para Sam e Dean entendeu, sentando na beirada da cama de casal, perto dos pés da mesma. O anjo contou tudo o que viu, omitindo detalhes, é claro. Não queria machucar Dean, não enquanto não fosse necessário. Aquilo causou um formigamento no estômago do mais velho. Ele tremia. Castiel percebeu e o tocou a face. Dean esquivou.

― Vai me apagar também?

― Não. Sam apagou por causa do efeito da droga. Você não vai apagar ao meu toque.

Sorriu. Tinha carinho por Dean. Era quem deveria proteger, e faria de um a tudo por isso. O acariciou o rosto e Dean automaticamente se acalmou. Aquele toque era tão acolhedor... Fechou os olhos ante isso. Castiel permaneceu acariciando-lhe o rosto por mais algum tempo até Sam se mexer na cama.

― Ele deve acordar logo. Eu preciso ir. O dever me chama.

Dean abriu os olhos e Castiel não estava mais lá. Nem ele nem o seu toque. Se levantou preguiçosamente e foi até a mochila, separar algo para vestir agora à noite.

Sam abriu os olhos e notou o quarto na penumbra. Dean estava revirando uma mochila.

― Que horas são?

Perguntou rouco.

― Hora de você tomar vergonha na cara e parar de usar essas porcarias...

O mais novo deu-se um tapa na testa. "Castiel..." Haviam realmente conversado. Só esperava que não tivesse contado nada de muito bombástico à Dean.

― Dean...

Se assentou na cama. O mais velho o olhou com um semblante muito sério. Bem mais sério que o normal. Éh... Era bom começar a ter medo...

― Por um acaso você sabe o que o Frank te deu?

― S-sei...

― Não Sam! Você acha que sabe. ― falavam baixo, mas o tom de Dean deixava evidente a sua irritação ― E se você tivesse esticado? Já pensou o que seria de mim? Eu teria que te buscar no inferno!

― Ah! Ok! Pode deixar que não vou te dar esse trabalho.

― Sam, não é isso! Todo o mal que eles fariam à você lá em baixo... Só eu sei o que passei e por mais suportável que esteja sendo agora Sam, você não merece sofrer tudo o que eu sofri.

― Desculpe se você sofreu demais por minha causa. Eu juro Dean, não era a intenção...

Sam estava sarcástico demais. Dean queria estapeá-lo ali mesmo. Porém, lembrou-se de uma das coisas ditas por Castiel: "Proteja-o como sempre fez. Durante uma tempestade não há nada melhor que um abrigo seguro para se esconder..."

Respirou fundo. O anjo tinha toda a razão. Foi até Sam e o abraçou, colando-o ao seu peito.

― Só tenho medo de te perder Sammy... Você é tudo o que tenho. Então, se puder, pense nisso...

Essas palavras e a simples carícia de Dean em seus cabelos fizeram Sam se acalmar. O mais novo sentiu vontade de chorar. Só tinha tomado aquilo por... por... Nem sabia por quê! Não foi de todo culpado. Tá bom, mas pelo menos 70% era sua culpa. Ele aceitara e ainda tirara onda com esse assunto junto a Frank.

Se ajoelhou na cama ficando face à face com o mais velho e o beijando sem aviso prévio.

― Desculpa Dee...

Disse dentre o beijo, que obviamente não acabou por aí. Sam sentiu que cairia pra trás. Agarrou-se ao pescoço do mais velho e o puxou junto a si. Caíram.

As línguas se tocavam, os corpos se roçavam, Sam acariciava as costas largas de Dean, que por sua vez, passava a mão no tórax e nas pernas do mais novo.

Sim, as coisas estavam esquentando ali, num quarto alheio, com o risco de serem pegos e de todos descobrirem o tipo de relação fraternal que eles tinham. Mas pra falar a verdade, pouco se importavam. Tinham passado praticamente o dia inteiro sem trocar sequer um toque! Isso os deixou flamejantes...

E de espreita, mais uma vez, o anjo os observava...

"Moral da história: Se pode passar por um portão, para que derrubar o muro do castelo?" Pensou o anjo, sorrindo e indo embora, dessa vez de verdade. Se o Senhor soubesse o que ele estava observando agora... Riu. Seria feio... Muito feio, até mesmo para ele, um dos mais exemplares anjos. Sumiu como poeira no vento.

Lá em baixo, as garotas tocavam e cantavam animadamente antes de terem que ir pra casa se arrumar. Frank estava degustando uma Bud. Sim... Velha e boa Budweiser.. Shane por sua vez, estava tirando muitas coisas da geladeira. Coisinhas básicas para preparar a "ceia". Abaixou-se e Frank desgrudou os olhos das lindas amigas de infância para grudá-los nas costas musculosas de seu irmão. Shane era muito atraente... "Droga. Tá dando reação com a cerveja..." Pensou, atribuindo seu interesse repentino nos atributos do outro aos comprimidos que havia ingerido "inocentemente". Saiu em direção à varanda, batendo a porta quando passou.

Shane percebeu que o irmão não estava normal pela batida da porta. Levantou-se, fechou a geladeira e foi atrás.

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Daqui pra frente a coisa esquenta..